Caso Marielle: mandante da morte de vereadora teria foro privilegiado
Por Redação
23/01/2024 às 12:15
Atualizado em 23/01/2024 às 12:36
Foto: Renan Olaz/CMRJ/Arquivo

O acordo de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o responsável pelos disparos contra a vereadora Marielle Franco (PSOL), não se concretizou de maneira instantânea. Desde que a Polícia Federal assumiu o caso em fevereiro do ano anterior, os termos para que Lessa concordasse em revelar o mandante do crime já estavam em andamento. No final de 2023, o ex-PM optou por assinar o acordo de colaboração premiada. A atual presença do processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sugere que o mandante do crime possui foro por prerrogativa de função. A reportagem é do jornal "O Globo".
A menos de dois meses do sexto aniversário do crime, em 14 de março, a delação de Lessa, como divulgado pelo blog do colunista Lauro Jardim, pode representar a conclusão do caso. Para isso, as informações fornecidas pelo ex-PM precisam ser validadas pelos agentes federais do Grupo Especial de Investigações Sensíveis (Gise), especializado na resolução de casos complexos, como o assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, ocorrido no Estácio, Zona Central do Rio. Os investigadores devem confirmar a veracidade das informações fornecidas pelo delator.
Antes de Lessa, a Polícia Federal já havia obtido a delação de outro ex-PM, Élcio de Queiroz, que admitiu ter dirigido o carro utilizado na emboscada contra a vereadora. Em seu acordo, Élcio chegou a mencionar o nome do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Domingos Brazão como envolvido na morte de Marielle. Devido ao foro privilegiado de Brazão, existe a possibilidade de que Lessa tenha também citado o nome desse conselheiro. A delação está sob análise do ministro Raul Araújo, do STJ.
