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Virando a Página: Projeto do TJ-BA chega ao conjunto penal de Lauro de Freitas
Virando a Página: Projeto do TJ-BA chega ao conjunto penal de Lauro de Freitas
Por Redação
30/10/2023 às 14:12
Atualizado em 30/10/2023 às 14:12
Foto: Divulgação

“Recuperei minha dignidade. Além disso, trouxe de volta a esperança de que posso ser uma pessoa melhor”. O comentário é de Vitor Hugo das Neves, que participou de uma oficina literária no Conjunto Penal de Lauro de Freitas, promovida, na última sexta-feira (27), pelo projeto Virando a Página, da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A ocasião também contou com uma roda de leitura que debateu o livro “O Pequeno Príncipe”.
O TJ-BA salienta que o Virando a Página conta com o apoio do presidente do TJ-BA, desembargador Nilson Soares Castelo Branco.
Durante a atividade literária, os internos escreveram cinco cartas. Os destinatários foram: o eu criança de cada um, um jovem em questão de vulnerabilidade, um familiar, o eu presente, e uma última para o futuro. “A carta que mais me tocou foi a que escrevi para o amanhã, informei que, assim como uma fênix, renascerei e serei um novo homem”, concluiu Vitor Hugo.
O corregedor-geral do TJ-BA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, estava entre as autoridades que ouviam atentamente a explanação dos internos sobre a experiência que tiveram ao expressar dores, traumas e sentimentos por meio da escrita.
“Sentenciar, condenar e absolver não é apenas o que queremos fazer. Nosso objetivo é transformar vidas. Quanto mais melhor, mas se apenas um abraçar a oportunidade já me deixa muito feliz”, compartilhou Rotondano.
Em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a CGJ já promoveu cinco oficinas literárias, que resultam em lançamento dos livros escritos pelos reeducandos. Contos, crônicas, dramaturgia, fábulas e poesias foram os eixos trabalhados. “A mim mesmo e a você” é o nome da obra produzida no Complexo Penal de Lauro de Freitas. O lançamento está previsto para fevereiro de 2024.
Presente no evento, a juíza auxiliar da CGJ, Rosemunda Souza Barreto, fez questão de pontuar a empolgação dos internos com a atividade.
A ação é um desdobramento do Projeto Virando a Página, que promove rodas de leituras entre pessoas privadas de liberdade e tem por objetivo o estímulo à leitura, à expressão oral, à elaboração de relatórios, para que, a partir de tal produção textual ou oral, o reeducando possa ter direito à redução de pena, conforme Resolução CNJ 391/21 e Provimento CGJ/CCI 12/22.
