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Sem acordo para votação de requerimentos, Arthur Maia cancela sessão de CPI dos Atos Golpistas
Sem acordo para votação de requerimentos, Arthur Maia cancela sessão de CPI dos Atos Golpistas
Por G1
22/08/2023 às 15:31
Atualizado em 22/08/2023 às 15:31
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da CPI dos Atos Golpistas, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), cancelou a sessão do colegiado prevista para esta terça-feira (22).
O parlamentar afirmou que tomou a decisão por falta de acordo, entre congressistas da base governista e integrantes da oposição, sobre a votação de requerimentos de quebras de sigilo e de convocação de pessoas.
Segundo Arthur Maia, em uma reunião preliminar, o clima entre os parlamentares ficou "muito acirrado" e não foi possível se chegar a um acordo.
A imprensa não foi autorizada a entrar na reunião, mas foi possível ouvir vários gritos de parlamentares, em diversos momentos.
“Hoje eu não consegui [fechar acordo entre base e oposição]. Hoje não foi possível porque há um clima muito acirrado”, afirmou Arthur Maia ao deixar a reunião preliminar com os parlamentares.
“Hoje não tem mais [sessão], porque eu acreditei que seria possível fazer acordo, como foi feito outras vezes. […] Só que hoje não foi possível. E, não tendo acordo, não há como se votar nada”, acrescentou o presidente da CPI.
Antes de cancelar a sessão, que, inicialmente, estava prevista para as 9h, Arthur Maia adiou, por duas vezes, o início dos trabalhos.
Na próxima quinta-feira (24), a CPI vai ouvir o depoimento de um militar que fez parte da equipe de Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Carla Zambelli
Um dos pontos de divergência entre os presentes à reunião foi a possibilidade de quebra de sigilo da deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). Segundo Arthur Maia, parlamentares da base defendiam a medida, enquanto oposicionistas queriam apenas a convocação de Zambelli.
Na semana passada, em depoimento à CPI, o hacker Walter Delgatti disse que Zambelli intermediou, em agosto de 2022, um encontro entre ele e o então presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada.
Ainda no depoimento, o hacker disse que, nesse encontro, Bolsonaro teria perguntado a ele se seria possível invadir urnas eletrônicas.
Quebras de sigilo
Mais cedo nesta terça-feira, o g1 apurou que a relatora da CPI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), defendia a aprovação de outros requerimentos, entre os quais as quebras de sigilo do:
- Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro;
- general Mauro Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid;
- ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira de Oliveira.
