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'Não entramos no paraíso, mas saímos do inferno', diz reitor da Ufba em reunião com deputados federais baianos
'Não entramos no paraíso, mas saímos do inferno', diz reitor da Ufba em reunião com deputados federais baianos
Por Política Livre
14/08/2023 às 11:52
Atualizado em 14/08/2023 às 14:43
Foto: Política Livre

Reitor da Universidade Federal da Bahia, o professor Paulo Miguez disse nesta segunda-feira (14), em um café da manhã com parte da bancada baiana na Câmara, em Salvador, esperar avanços do governo Lula (PT) na destinação de recursos para as instituições de ensino superior sob a responsabilidade do Ministério da Educação, mesmo depois do veto de R$4,1 bilhões destinados, no orçamento deste ano, para ampliação de vagas e criação de cargos nessas unidades.
"Não entramos no paraíso, mas saímos do inferno", afirmou Miguez, que pediu verbas aos deputados baianos via emendas parlamentares no orçamento de 2024. "Em 2014, nós tínhamos um montante de R$177 milhões. Em 2023, na proposta orçamentária elaborada na gestão do presidente anterior (Jair Bolsonaro, do PL), o orçamento é de R$135 milhões. Ou seja, caiu quase 20%, mesmo com as universidades e institutos federais ampliando serviços e a qualidade", pontuou.
"Acreditamos que esse cenário vai mudar porque hoje existe a compreensão do papel das universidades, que voltaram a ser respeitadas pelo papel que desempenham, coisa que não acontecia no governo anterior. Então, vislumbro um cenário de reconstrução e de avanço", acrescentou o professor.
Participaram do café na reitoria da Ufba, que já se tornou uma rotina anual, a coordenadora da bancada baiana no Congresso Nacional, deputada Lídice da Mata, e os deputados Félix Mendonça Júnior (PDT), Leo Prates (PDT), Alice Portugal (PCdoB) e Alex Santana (Republicanos), além de representantes de outras universidades e institutos federais na Bahia. Todos os parlamentares discursaram e apresentaram sugestões para investimentos nas instituições via emendas individuais e, sobretudo, de bancada.
Miguez defendeu que o novo PAC, lançado na semana passada pelo governo Lula, contemple obras estruturantes nas universidades na Bahia. "Precisamos fazer obras que ampliem os institutos federais no Brasil, que precisam ser contemplados. Em relação às universidades, precisamos garantir a permanência de nossos estudantes e a valorização das políticas afirmativas e de inclusão, o que envolve também a conclusão de obras paradas e o início de novas".
