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'Cultura perde parte grande de seu brilho e irreverência', diz Margareth Menezes sobre morte de Zé Celso

'Cultura perde parte grande de seu brilho e irreverência', diz Margareth Menezes sobre morte de Zé Celso

Por Mônica Bergamo/Folhapress

06/07/2023 às 13:30

Atualizado em 06/07/2023 às 13:30

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

A ministra da Cultura, Margareth Menezes

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, lamentou a morte do diretor José Celso Martinez Corrêa, 86 anos, nesta quinta-feira (6), e descreve ele como "um dos dramaturgos mais revolucionários e inovadores do Brasil'.

Zé Celso estava internado em estado grave na UTI do Hospital das Clínicas, após ter 53% do corpo queimado em um incêndio que atingiu o apartamento onde mora, no Paraíso, em São Paulo, na terça (4).

"Dirigiu mais de 40 peças, potencializou o modernismo e fundou o Teatro Oficina. Uma verdadeira referência", afirma a ministra, em nota.

"Mais do que artista, foi um árduo defensor da democracia: usou o teatro para exaltar a liberdade e afrontar os arbítrios da ditadura militar. Com a sua partida, a cultura brasileira perde parte grande de seu brilho e irreverência. Zé Celso, presente!", segue.

Atores e dramaturgos brasileiros lamentaram a morte do diretor brasileiro. Gilberto Gil, que viveu ao lado do diretor o movimento do tropicalismo brasileiro, afirmou que Zé Celso deixa um legado eterno para o país. "Nossos sentimentos a familiares, amigos e admiradores", escreveu.

Outras três pessoas ficaram feridas no incêndio no apartamento de Zé Celso. O marido dele, o ator Marcelo Drummond, inalou monóxido de carbono e teve que ficar em observação. Também se machucaram os atores Victor Rosa e Ricardo Bittencourt.

"Foi um horror. Acordei com as labaredas e levei um tempo para entender que era fogo de verdade", disse Bittencourt à coluna. Ele não chegou a se queimar, mas inalou monóxido de carbono.

Bittencourt contou que o incêndio começou no quarto do dramaturgo e que encontrou Zé Celso muito machucado no chão da sala, sendo arrastado por Victor para tirá-lo do fogo.

O laudo do Instituto de Criminalística (IC) apontou que "o incêndio pode ter iniciado em virtude do contato entre um aquecedor e materiais de fácil combustão, presentes no cômodo".

Zé Celso e Marcelo se casaram há exatamente um mês, no dia 6 de julho, em uma grande celebração no Teatro Oficina, com apresentações de Marina Lima e Daniela Mercury. A festa reuniu artistas, personalidades e intelectuais que lotaram a plateia do espaço.

Acometido por uma diverticulite dias antes do evento, Zé Celso entrou no local sentado em uma cadeira de rodas que era empurrada pelo seu noivo.

Em um discurso bem-humorado de pouco mais de 15 minutos, Zé Celso disse aos convidados que a noite foi uma "das maiores festas" de sua vida e do teatro brasileiro.

Ele também destacou que o seu casamento com Marcelo "visa a continuidade do teatro Oficina". Juntos há 36 anos, ele disse que eles viveram como amantes por sete anos, e que depois cada um foi experienciar outras histórias afetivas.

"Esse grande amor que nos une é um amor extremamente ligado ao teatro Oficina", concluiu.

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