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Lira define que Lei de Diretrizes Orçamentárias será votada na Câmara no 2º semestre
Lira define que Lei de Diretrizes Orçamentárias será votada na Câmara no 2º semestre
Por Iander Porcella e Fernanda Trisotto/Estadão Conteúdo
21/06/2023 às 10:12
Foto: Pablo Valadares/Arquivo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avisou para as lideranças da Casa que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2024 só votado no segundo semestre, segundo informações apuradas pelo Estadão/Broadcast. O foco dos deputados em julho estará na aprovação da reforma tributária, do projeto que retoma o chamado voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e na votação das alterações do Senado no arcabouço fiscal.
A postergação da votação do PLDO já foi informada ao Ministério do Planejamento, que precisa da aprovação do arcabouço fiscal para atualizar a proposta. Quem fez o meio de campo, neste caso, foi o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), que avisou da possibilidade de recesso branco - o que ocorre quando a LDO não é aprovada até 17 de julho e os parlamentares não entram formalmente em recesso. Neste caso, eles fazem uma pausa informal dos trabalhos até o começo de agosto.
A Lei Diretrizes Orçamentárias (LDO), que resulta da aprovação do PLDO, serve como base para a elaboração do Orçamento propriamente dito, que deve ser enviado pelo Executivo ao Congresso até o final de agosto. O relator escolhido para o PLDO foi o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE).
No último dia 15, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, já havia levantado a possibilidade de os debates da LDO avançarem para o segundo semestre. Ela frisou que a aprovação do arcabouço fiscal era necessária para que a Lei Orçamentária avançasse, e disse que a LDO pode ser adequada à nova regra fiscal por meio de uma mensagem modificativa enviada pelo Planalto ao Congresso.
De acordo com interlocutores, apesar de a ministra querer a conclusão do capítulo LDO, já que sua Pasta precisa elaborar a proposta de lei orçamentária anual (PLOA) para enviar até 31 de agosto, o foco, no entanto, é a aprovação do arcabouço fiscal. Ela retornou de viagem a estados do Norte, onde ocorrem as audiências públicas do plano plurianual, para acompanhar de perto os trabalhos no Senado.
Pauta cheia
A primeira semana de julho será de esforço concentrado na Câmara para votar a reforma tributária, o PL do Carf e as alterações do Senado no arcabouço. A expectativa de Lira era votar o projeto do Carf ainda nesta semana, mas não houve consenso sobre o texto.
A partir desta quarta-feira, 21, o PL do Carf tranca a pauta da Câmara por estar há 45 dias em regime de urgência constitucional. Ou seja, nada poderá ser votado na Casa até que o projeto seja apreciado pelo plenário, o que deve ocorrer só em 4 de julho, já que Lira ficará uma semana no exterior. A ausência do presidente da Câmara e as festas de São João devem causar um esvaziamento da Casa na semana que vem.
