Múcio sugere mudar nome do GSI e mantê-lo sob comando militar
Por Giuliana Miranda/Folhapress
21/04/2023 às 18:40
Atualizado em 21/04/2023 às 18:40
Foto: Divulgação/TCU/Arquivo

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse nesta sexta-feira (21) ser contrário à extinção do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), mas sugeriu uma possível mudança de nome do órgão.
"Acabar [com o GSI], não. O que pode é até mudar de nome, colocar outra sigla. Mas aquilo é necessário, é um instrumento de trabalho e de apoio do Presidente da República", afirmou.
Múcio defendeu, no entanto, a manutenção do gabinete no modelo atual, sob comando de um militar. "Isso [a decisão sobre o comando] não cabe a mim, mas eu acho que não se devia mexer nisso agora".
As declarações foram feitas em Lisboa. Múcio integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua viagem oficial à Europa no terceiro mandato.
O ministro aproveitou para elogiar o general Gonçalves Dias, que pediu demissão da liderança GSI após a divulgação das imagens do circuito interno de segurança do Planalto, reveladas pela CNN Brasil. As imagens mostram uma ação colaborativa de agentes do órgão com os golpistas e a presença de Gonçalves Dias durante os ataques de 8 de janeiro.
"O G. Dias é um homem de bem, sério, bem-intencionado. É um dos melhores amigos do presidente da República, uma amizade construída em tempos de dificuldade, 20 anos de amizade", relembrou.
O destino do general foi selado em meio à recusa de divulgar imagens da invasão ao Planalto.
Uma semana após os ataques de 8 de janeiro, o governo divulgou vídeos editados, em particular com trechos que evidenciavam que os militantes eram aliados de Bolsonaro. No entanto, recusou um pedido do jornal Folha de S.Paulo, via Lei de Acesso à Informação, para divulgar a íntegra das gravações.
O ministro da Defesa criticou a recente onda de invasões do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e afirmou que a situação não é boa para o governo.
"Eu acho que eles [MST] não estão ajudando. Se eles são partidários do presidente, eles não estão ajudando. Não é uma coisa boa para o governo, não é uma coisa que a sociedade aceita. Essas coisas têm de ser feitas sem vandalismo, sem depredação", disse.
