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Falta de controle em importação de cacau pode deixar produção baiana em risco, alerta Sandro Régis

Falta de controle em importação de cacau pode deixar produção baiana em risco, alerta Sandro Régis

Por Redação

04/03/2023 às 11:00

Atualizado em 04/03/2023 às 11:00

Foto: Divulgação

O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil)

O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) se associou à manifestação de produtores de cacau da Bahia contra a importação de amêndoas de cacau vindas da Costa do Marfim, na África. Ele alerta que existe o risco de chegada de pragas e doenças quarentenárias que não existem no Brasil - já que o país africano não segue os mesmos cuidados adotados e exigidos aqui.

“A Bahia é o maior produtor de cacau do Brasil e temos aqui todo um cuidado para garantir produção de excelência. Esse esforço não pode ficar vulnerável aos riscos internacionais a ponto de comprometer nosso bom desempenho”, afirma Sandro Régis, ao lembrar que em 2021 a Bahia respondeu por 71,30% do cacau produzido no país.

Esta semana, uma mobilização da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) pediu a derrubada da Instrução Normativa Nº 125 (IN125), publicada na gestão anterior do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que retirou a exigência fitossanitária para amêndoas importadas da África, como o uso de brometo de metila - gás que age como uma espécie de inseticida.

Sem a devida proteção, a Bahia fica exposta a pragas existentes naquele país, como a Striga spp e a Phytoptura, com a possibilidade de atingir outras culturas além do cacau, como soja, milho, arroz, feijão, cana e sorgo.

“Essa falta de controle pode gerar prejuízos incalculáveis para a agricultura e economia do nosso Estado”, adverte o deputado Sandro Régis, ao reiterar cobrança para que o governo baiano atue com firmeza nessa questão, a fim de preservar a cadeia produtiva regional.

O lote de 13 mil toneladas de amêndoas de cacau africano chegou ao porto de Ilhéus ainda no final do ano passado e desde então virou motivo de preocupação no segmento.

A ANPC revelou também que, além de não conduzir as lavouras de modo sustentável como acontece na Bahia, a produção africana ainda envolve mão de obra escrava e exploração infantil nos campos cacaueiros.

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