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Comissão da Assembleia aprova "desconvocação" do secretário da Segurança Pública

Comissão da Assembleia aprova "desconvocação" do secretário da Segurança Pública

Por Política Livre

28/03/2023 às 17:12

Atualizado em 28/03/2023 às 17:37

Foto: Política Livre/Arquivo

Secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner

A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (28) a "desconvocação" do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner. A manobra, já prevista, foi articulada pelo líder do governo, Rosemberg Pinto (PT).

Na semana passada, após duas derrotas consecutivas no colegiado - que aprovou um convite e uma convocação ao secretário -, Rosemberg mudou a composição da comissão. Ele também havia pedido à Mesa Diretora que anulasse a convocação, o que foi negado.

Na sessão desta terça, apoiaram a "desconvocação" os deputados Robinson Almeida (PT), Olívia Santana (PCdoB), Vitor Azevedo (PL) - que é da bancada independente - e o próprio Rosemberg, que se tornou suplente da na semana passada. "A convocação do secretário feriu o Regimento Interno na medida em que foi feita com os votos de suplentes da oposição em substituição a parlamentares da base governista, ferindo a proporcionalidade", afirmou Rosemberg.

O deputado Hilton Coelho (PSOL), membro do colegiado, protestou. Ele afirmou que foi a primeira vez que viu a "desconvocação" de uma autoridade. "Isso é uma falta de respeito com a Assembleia, uma vergonha. Por que todo esse temor do secretário em vim a esta Casa prestar contas?", questionou.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança, o deputado Pablo Roberto (PSDB), que é da oposição, explicou que o convite ao secretário Marcelo Werner ainda está mantido. "Esperamos que ele compareça ao colegiado em data oportuna", declarou.

O tucano também lamentou o fato. "Não tem sentido essa operação de guerra para que o secretário não compareça à comissão e fale do seu planejamento estratégico para conter esse cenário de guerra que todos nós estamos submetidos, diante da violência. Na semana passada, ele chegou a enviar correspondência confirmando a presença, quando havia sido apenas convidado", contou.

No plenário, o líder da oposição, Alan Sanches (União), acusou a base do governo de tentar inviabilizar o trabalho das comissões presididas pela bancada da minoria. Ele pediu a Adolfo Menezes que atuasse para impedir que isso ocorresse. "Isso não foi acordado e não deveria ocorrer numa Casa democrática".

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