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Com três "estrangeiros", secretariado de Jerônimo centraliza forças no PT, nos padrinhos políticos e reserva 33% do espaço a aliados

Com três "estrangeiros", secretariado de Jerônimo centraliza forças no PT, nos padrinhos políticos e reserva 33% do espaço a aliados

Por Política Livre

30/12/2022 às 07:04

Atualizado em 30/12/2022 às 07:44

Foto: Divulgação

Jerônimo Rodrigues

O time do primeiro escalão do governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues, já foi montado. Incluindo a Chefia de Gabinete e a Procuradoria Geral do Estado (PGE), são 27 estruturas, a maioria dominada por indicações do PT e dos padrinhos políticos do próximo chefe do Executivo estadual. Além disso, 44% dos escalados são de Salvador e há três "estrangeiros" na lista, ou seja, nomes de outros estados. O percentual de mulheres ficou em pouco menos de 30%.

Entre filiados e não filiados, o PT e as principais lideranças da sigla no estado emplacaram 18 titulares, o dobro do que todos os partidos aliados somados, que ficaram com nove. As legendas que ganharam ou mantiveram pastas foram o PSD (2), MDB (2), PCdoB (2), PSB (1), Avante (1) e PV (1). Entre os petistas e aqueles de perfil mais técnico que não possuem filiação partidária estão quadros indicados pelo atual governador Rui Costa, pelo senador Jaques Wagner e da chamada cota pessoal de Jerônimo.

Nove nomes foram mantidos da gestão de Rui Costa, o equivalente a um percentual de 33%. Nessa lista estão o secretário da Comunicação, o jornalista André Curvello, que não é filiado a nenhum partido, e o titular da Administração, Edelvino Góes, integrante dos quadros do PT. Ambos são de Salvador.

As secretarias com maior orçamento, a Saúde e a Educação, ficaram com duas mulheres que também já trabalham no governo estadual, só que exercendo outras funções, e que foram indicadas a Jerônimo por Wagner e Rui Costa: a soteropolitana Roberta Santana e a itabunense Adélia Pinheiro, respectivamente. Elas estão atualmente na Saúde, sendo a primeira a chefe de gabinete e a segunda, que é médica e já foi secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, a titular da pasta.

Wagner emplacou dois assessores no secretariado: o jornalista e produtor Bruno Monteiro, que é de Porto Alegre (RS) e filiado ao PT; e a petista raiz dos movimentos sociais, sindicais e em favor do trabalhador do campo Elisângela dos Santos Araújo, natural de Valença e que concorreu a uma cadeira de deputada federal este ano, mas ficou na primeira suplência. O senador também indicou o enteado Eduardo Mendonça Martins, natural de Salvador e sem filiação partidária, para o Meio Ambiente.

Outro nome sem filiação partidária que goza da confiança tanto de Rui Costa quanto de Wagner e do próprio Jerônimo é o atual secretário da Fazenda, Manoel Vitória, natural de Salvador e que continua no posto. É o caso, ainda, de Luiz Caetano, petista de Camaçari mantido nas Relações Institucionais e que deverá ser um dos homens de confiança do futuro governador, como tem sido na transição.

Considerados como da cota pessoal de Jerônimo estão o futuro titular da Segurança Pública, o soteropolitano Marcelo Werner, e o próximo secretário de Justiça e Direitos Humanos, o feirense Felipe Freitas. Aliás, Feira de Santana emplacou três secretários: além de Felipe, tem os titulares das pastas de Desenvolvimento Econômico, o deputado estadual Angelo Almeida, único nome que o PSB emplacou, e da Saúde, já citada anteriormente.

Itabuna garantiu dois nomes no primeiro escalão de Jerônimo: Adélia Pinheiro, da Educação, e Davidson Magalhães, que vai permanecer à frente da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esportes, na cota do PCdoB. Além de Bruno Monteiro, são de fora da Bahia os titulares da Agricultura, deputado estadual Tum (de Petrolina, em Pernambuco), e do Desenvolvimento Urbano, a deputada estadual Jusmari Oliveira (de Pérola D´Oeste, Paraná).

Confira abaixo o perfil do primeiro escalão de Jerônimo levando em conta apenas a filiação partidária e o município de origem.

Justiça e Diretos Humanos

Felipe Freitas, natural de Feira de Santana (sem partido)

Segurança Pública

Marcelo Werner, natural de Salvador (sem partido)

Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais

Ângela Guimarães, natural de Salvador (PCdoB)

Meio Ambiente

Eduardo Sodré Martins, natural de Salvador (sem partido)

Desenvolvimento Rural

Osni Cardoso, natural de Serrinha (PT)

Infraestrutura Hídrica e Saneamento

Larissa Gomes Moraes, natural de Salvador (MDB)

Administração Penitenciária e Ressocialização

José Antônio Maia Gonçalves, natural de Salvador e mantido no cargo (MDB)

Procuradoria Geral do Estado - PGE

Bárbara Camardelli Loi, natural de Salvador (sem partido)

Chefia de Gabinete

Adolpho Loyola, natural de Itanhém (PT)

Casa Civil

Afonso Florence, natural de Salvador (PT)

Saúde

Roberta Santana, natural de Feira de Santana (sem partido)

Infraestrutura

Sérgio Brito, natural de Vitória da Conquista (PSD)

Fazenda

Manoel Vitório, natural de Salvador e mantido no cargo (sem partido)

Agricultura (Seagri)

Walison Torres, ou deputado Tum, de Petrolina, Pernambuco (Avante)

Educação

Adélia Pinheiro, natural de Itabuna (sem partido)

Relações Institucionais

Luiz Caetano, natural de Camaçari (PT)

Turismo

Maurício Bacellar, natural de Esplanada e mantido no cargo (PV)

Assistência e Desenvolvimento Social

Fabya Reis, natural de Itamaraju (PT)

Comunicação

André Curvelo, natural de Salvador e mantido no cargo (sem partido)

Desenvolvimento Econômico

Deputado Ângelo Almeida, de Feira de Santana (PSB)

Política para as Mulheres

Elisângela dos Santos Araújo, de Valença (PT)

Desenvolvimento Urbano

Deputada Jusmari Oliveira, de Pérola d'Oeste, Paraná (PSD)

Cultura

Bruno Monteiro, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul (PT)

Trabalho, Emprego, Renda e Esporte

Davidson Magalhães, de Itabuna e mantido no cargo (PCdoB)

Administração

Edelvino Góes, de Salvador e mantido no cargo (PT)

Ciência, Tecnologia e Inovação

André Joazeiro, de Salvador e mantido no cargo (sem partido)

Planejamento

Cláudio Peixoto, de Salvador e mantido no cargo (sem partido)

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