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Aliança de Bolsonaro com evangélicos é pragmática, e PT pode se reconciliar, diz sociólogo
Aliança de Bolsonaro com evangélicos é pragmática, e PT pode se reconciliar, diz sociólogo
Por Uirá Machado / Folha de São Paulo
06/11/2022 às 09:09
Atualizado em 06/11/2022 às 09:09
Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

Jair Bolsonaro (PL) e os evangélicos construíram uma aliança mais pragmática do que ideológica e, agora que o presidente não se reelegeu, abre-se uma oportunidade para o PT se reconciliar com esse segmento, afirma o sociólogo Paulo Gracino Junior.
"Com o tempo, as pessoas vão perceber que muitos daqueles medos que estavam sendo veiculados pela campanha do Bolsonaro e por alguns líderes evangélicos não vão se concretizar", diz ele.
Para aproveitar essa brecha, diz Gracino, o terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará levar a sério as demandas evangélicas e atendê-las por meio de políticas públicas, evitando que essa parte da população se sinta abandonada ou preterida em relação a outros grupos sociais.
"Os evangélicos são atores sociais que vieram para ficar. O Brasil está se tornando mais plural do ponto de vista religioso. É preciso saber gerir essa pluralidade", afirma Gracino.
