'Exibição de apoio de prefeitos revela atraso da política baiana', diz Roma
Por Redação
14/09/2022 às 17:18
Atualizado em 14/09/2022 às 17:18
Foto: Divulgação

O candidato a governador da Bahia, ex-ministro da Cidadania e deputado federal, João Roma (PL), disse que a exibição de apoio de prefeitos pelos candidatos ACM Neto (UB) e Jerônimo Rodrigues (PT) “retrata justamente uma política atrasada que tem puxado a Bahia para baixo. É justamente isso que não está certo. Tanto um quanto o outro são o sujo falando do mal lavado. Um reclamando que o outro faz convênio [para atrair prefeitos] e o outro [ACM Neto] utilizando a Prefeitura de Salvador como cabide de emprego para os interesses particulares, o ex-prefeito que continua prefeito. Então o que é que nós precisamos mudar?”, disse João Roma, em entrevista à Rádio Salvador FM, nesta quarta-feira (14).
Roma assinalou que faz política de outra forma. “Estou andando em vários municípios e hoje estava em Feira de Santana. O prefeito não me apoia, mas eu estava lá conversando com as pessoas, falando de questões cruciais de uma Feira de Santana que eu tenho ajudado muito, inclusive agora finalmente vendo a duplicação da avenida Contorno”, disse Roma, relembrando ainda a ida do presidente Jair Bolsonaro à cidade em 1º de Julho, onde realizou grande motociata e viu as máquinas realizando a duplicação da via.
“Nós precisamos enxergar o benefício da população. Eu tenho poucos prefeitos me apoiando, mas prefeitos muito valorosos, que têm conversas sérias e republicanas comigo. Eu vejo muitos outros prefeitos que até torcem para o nosso êxito, mas estão obviamente seduzidos por grandes somas e eles precisam pensar no avanço dos seus municípios”, explicou Roma, para quem isso se traduz na política de “toma lá dá cá” da política baiana.
O candidato a governador do PL, ao ser questionado, também criticou a indústria de multas instalada da capital baiana. “A questão não é punir o infrator. Se obviamente o condutor comete infração, que ele seja punido. A questão é a forma como o estado e o município utilizam dessas ferramentas perante o cidadão, pois a sensação, e isso é constatado no nosso meio, é que basicamente se montam pegadinhas, um caça-níquel, não para orientar o trânsito ou evitar acidentes, mas para colocar a mão no bolso do condutor”, criticou Roma.
