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Doria se recusa a dizer em quem votará para a Presidência

Doria se recusa a dizer em quem votará para a Presidência

Por Stefhanie Piovezan/Folhapress

14/09/2022 às 17:34

Atualizado em 14/09/2022 às 17:34

Foto: Divulgação/Governo de SP/Arquivo

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB)

O ex-governador de São Paulo João Doria participou da inauguração do Hospital da Mulher nesta quarta-feira (14) e declarou que votará em seu sucessor, Rodrigo Garcia (PSDB), no âmbito estadual, mas se negou a revelar quem apoiará para a presidência da República.

Seu partido tem a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) como vice na chapa presidencial de Simone Tebet (MDB).

"O voto que eu posso declarar eu declarei", respondeu, ao ser questionado sobre em quem votará para presidente e declarando apenas apoio a Rodrigo.

Doria apoiou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição de 2018, mas posteriormente passou a criticar o presidente, principalmente em relação à política de enfrentamento à pandemia.

No evento, ele ressaltou que o número de mortes no país, 684.951 até terça-feira (13), teria sido maior sem a atuação do estado de São Paulo.

Doria ocupou a cadeira central na mesa de autoridades da cerimônia e teve direito ao discurso final. Indagado se pretende voltar à política, porém, afirmou que não deseja regressar.

"Eu virei a chave. Agora estou no setor privado e ao setor privado vou me dedicar. Continuarei sendo cidadão, vou lutar pelo meu país. Não vou me mudar do Brasil, não vou abandonar o Brasil, mas no setor privado", disse.

Doria justificou que estava ali na condição de ex-governador, que havia sido convidado por telefone pelo próprio Garcia –impedido de participar do evento pela legislação eleitoral– e fez questão de enaltecer o sucessor.

"Eu falo com o governador Rodrigo Garcia praticamente todos os dias. Ele é amigo, colega, companheiro e por quem torço e em quem vou votar. Tenho convicção de que Rodrigo Garcia será reeleito governador de São Paulo pelos méritos que possui e pelos méritos do governo que administra", opinou.

Garcia foi o alvo preferencial de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no debate de terça-feira (13), realizado pela Folha, UOL e TV Cultura. As críticas à sua gestão respingaram em Doria e o ex-governador teve oportunidade de respondê-las no evento, mas preferiu não se manifestar.

"Isso está no calor, evidentemente, de uma campanha eleitoral e é normal. Eu disputei duas eleições, 2016 e 2018, e o calor desses debates, sabatinas, faz parte do processo eleitoral. Não se trata aqui de estabelecer culpados e nem fazer julgamentos, e sim reconhecimentos. E o meu reconhecimento pessoal é que Rodrigo Garcia é o melhor candidato para a sucessão do seu próprio governo e a meu ver e com o meu voto será reeleito governador de São Paulo".

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