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Com incentivo de Carballal e endosso de Trindade, Geraldo Jr. promete travar pauta da Câmara se não for votado piso para agentes de endemia
Com incentivo de Carballal e endosso de Trindade, Geraldo Jr. promete travar pauta da Câmara se não for votado piso para agentes de endemia
Por Davi Lemos
01/06/2022 às 17:06
Atualizado em 01/06/2022 às 17:06
Foto: Reprodução / Facebook

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), que é pré-candidato a vice-governador na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT), prometeu, nesta quarta-feira (1º), durante Audiência Pública com os Agentes Comunitários e de Combate às Endemias de Salvador que trancará a pauta da Casa enquanto não for votado projeto que estabeleça piso salarial de dois salários mínimos para a categoria. Promulgada em maio, a PEC 120/2022 estabeleceu este patamar de remuneração básica.
"Vai ficar aqui o meu compromisso, que nada, absolutamente nada será votado na Câmara Municipal enquanto nós não discutirmos esse assunto. Absolutamente nada, absolutamente nada será votado na Câmara Municipal. Vocês tem a minha palavra: absolutamente nada será votado na Câmara Municipal da cidade de Salvador", disse Geraldo Júnior, enquanto caminhava no meio dos sindicalistas e representantes dos agentes que lotaram o Centro de Cultura da Câmara Municipal, na manhã desta quarta.
A fala de Geraldo Júnior ocorreu após uma fala inflamada do vereador licenciado Henrique Carballal (PDT) que pediu ao presidente da Casa que travasse a pauta de votações. Logo após Geraldinho, discursou o vereador Maurício Trindade (PP) que, mesmo na base do prefeito Bruno Reis (União Brasil), endossou as falas de Carballal e Geraldo Júnior para que a questão dos agentes fosse logo apreciada.
"Não vamos parar só o trabalho de vocês [agentes comunitários] não. Vamos parar é a Câmara. O prefeito Bruno Reis tem que entender que esta Casa hoje tem um presidente que está ao lado dos trabalhadores, esse prefeito vai ter que entender que, dessa vez, a Câmara será instrumento de luta da defesa de direitos dos trabalhadores", declarou Carballal. Geraldo Júnior, após o pedetista, também disse que, se for preciso, fará manifestações em frente à prefeitura para adiantar a pauta.
Maurício Trindade, que se apresentou como presidente da Comissão de Saúde da Casa, endossou as falas do pedetista e do emedebista. "Eu sou o presidente da Comissão de Saúde e não só a comissão de saúde está aí firme e forte nessa luta quanto eu acredito que todos os vereadores [também estão]. Não posso acreditar que um vereador não esteja nessa luta", disse Trindade.
PEC
Em conversa com este Política Livre, o vereador licenciado Henrique Carballal ressaltou que a PEC 120/2022 estabelece o piso salarial de dois salários mínimos, independentemente das gratificações ou outros auxílios que os gestores municipais paguem aos agentes municipais de saúde e combate a endemias.
"A prefeitura alega que já paga o piso, mas a lei diz que esse valor deve ser considerado sem o valor que consta de gratificações e outros benefícios que foram incorporados ao longo do tempo", disse Carballal. Segundo representantes da categoria, isso teria um impacto mensal de R$ 600 mil na folha da prefeitura. Carballal, por sua vez, disse que estes recursos são assegurados pelo Governo Federal e repassados diretamente às prefeituras para que o piso salarial seja cumprido.
Antes dessa conversa com este Política Livre, durante a audiência pública, Carballal bradou: "Não vota nada, não passa nada! Não tem dinheiro para empresário de ônibus [a prefeitura quer aprovar subsídio para custear a tarifa de ônibus e evitar aumento], não vai ter dinheiro para ninguém se essa categoria não for respeitada em seus direitos". O pedetista disse que a prefeitura teria recursos, pois também já anunciou a contratação de grandes nomes para a festa da Virada do Ano.
