Centro de formação instaura pedagogia antirracista em escolas municipais
Por Redação
09/06/2022 às 21:45
Atualizado em 09/06/2022 às 21:45
Foto: Adam Vidal/Segov/PMS

Salvador passou a contar com um espaço piloto e centralizado de capacitação continuada, pesquisa e disseminação de metodologias aplicadas à educação étnico-racial. O primeiro Centro de Formação em Educação para as Relações Étnico-Raciais Ananse Ntontan (Cenfran) foi inaugurado nesta quinta-feira (9), na Escola Municipal 15 de Outubro, na Fazenda Grande do Retiro.
O centro vai formar cerca de 700 profissionais de educação, que atuam nas 40 unidades escolares da Gerência Regional de São Caetano. Coordenado pelo Núcleo de Políticas Educacionais das Relações Étnico-Raciais (Nuper), o Cenfran vai implementar ações educativas, projetos e atividades, contribuindo para a reconstrução identitária, socioeducativa e histórica dos diversos segmentos e modalidades de ensino
Com um espaço físico composto por duas salas de aula e uma biblioteca especializada, no Cenfran serão capacitados professores, gestores e secretários escolares, agentes da educação, coordenadores pedagógicos, além de equipes de suporte e técnicos, que atuam na educação infantil, anos iniciais e finais do ensino fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e regularização de fluxo. Até dezembro deste ano, todos os profissionais da Gerência Regional de São Caetano estarão formados.
Durante a formação, os educadores terão acesso ao conteúdo sobre identidade, construção da sociedade brasileira, conceitos de raça, etnia, racismo, discriminação racial e preconceito, legislação relativa à temática étnico-racial, Programa de Combate ao Racismo Institucional, inserção da temática étnico-racial nos currículos escolares, além da discussão de materiais pedagógicos relativos ao tema.
Na inauguração do equipamento, a vice-prefeita Ana Paula Matos afirmou que Salvador vive um marco histórico. “O centro faz um resgate do nosso povo e da nossa história, permitindo avançar na política de fortalecimento identitário e de reconhecimento étnico racial. É o ponto de partida para tornar a capital baiana uma referência na educação antirracista, combatendo o preconceito e construindo novos caminhos”.
