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Rússia afirma que líderes da América Latina não querem se juntar aos EUA em sanções contra Moscou
Rússia afirma que líderes da América Latina não querem se juntar aos EUA em sanções contra Moscou
Por Folha de S. Paulo
23/05/2022 às 12:09
Atualizado em 23/05/2022 às 12:09
Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O diretor do Serviço Estrangeiro de Inteligência da Rússia (SVR), Serguei Narichkin, disse nesta segunda-feira (23) que a maior parte dos países da América Latina não planeja atender a pedidos do presidente dos EUA para impor sanções contra Moscou.
"A maioria dos países latino-americanos mostra relutância em se submeter incondicionalmente às exigências do governo Biden para condenar a operação especial da Rússia na Ucrânia e se juntar às sanções anti-Rússia do Ocidente", diz um comunicado de Narichkin, segundo a agência de notícias TASS.
O russo afirma que o SVR coletou informações que apontam que os líderes latino-americanos têm evitado discutir o assunto com os EUA sob a justificativa de focar problemas internos e regionais.
Ainda segundo o SVR, um sintoma dessa relutância pode ser visto na discussão sobre a Cúpula das Américas, evento organizado por Biden que reunirá lideranças locais daqui a duas semanas.
Narichkin afirma que ao menos México, Argentina e Bolívia "não estão de acordo com a aspiração de Washington de concentrar o fórum no tema da Ucrânia". Como solução, os EUA teriam optado pelo "bom senso" de "abafar temporariamente o assunto ucraniano em diálogos com os latino-americanos".
"Em vez de isolar a Rússia na América Latina, os EUA e seus aliados na questão ucraniana é que se viram isolados", conclui o comunicado.
