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Papa canoniza dez santos, incluindo padre holandês morto por nazistas

Papa canoniza dez santos, incluindo padre holandês morto por nazistas

Por Agência Brasil

16/05/2022 às 07:10

Atualizado em 16/05/2022 às 07:10

Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

Cerimônia contou com mais de 50 mil pessoas na Praça de São Pedro

O papa Francisco canonizou neste domingo dez novos santos da Igreja Católica Romana, incluindo um padre holandês antinazista assassinado no campo de concentração de Dachau e um monge eremita francês assassinado na Argélia.

Aos 85 anos e usando cadeira de rodas devido a dores no joelho e na perna, o papa foi levado ao altar no início da cerimônia, que contou com a presença de mais de 50 mil pessoas na Praça de São Pedro. Foi uma das maiores aglomerações desde a flexibilização das restrições contra a Covid no início deste ano.

Francisco mancou em direção a uma cadeira atrás do altar, mas se levantou para cumprimentar individualmente alguns participantes. Ele leu sua homilia sentado, mas ficou de pé durante outras partes da missa e realizou a leitura com voz forte, muitas vezes saindo do roteiro, e depois caminhou para cumprimentar os cardeais do Vaticano.

Francisco leu as proclamações de canonização sentado em frente ao altar e ouviu salvas de palmas a cada um dos dez novos santos proclamados.

Titus Brandsma, que era membro da ordem religiosa carmelita e atuou como presidente da universidade católica de Nijmegen, começou a se manifestar contra a ideologia nazista antes mesmo da Segunda Guerra Mundial e da invasão alemã da Holanda em 1940.

Durante a ocupação nazista, ele se manifestou contra leis antijudaicas e pediu aos jornais católicos holandeses que não publicassem propaganda nazista.

Ele foi preso em 1942 e mantido em prisões holandesas antes de ser levado para Dachau, perto de Munique, onde foi submetido a experimentos biológicos e morto por injeção letal no mesmo ano, aos 61 anos. Ele é considerado um mártir, tendo morrido pelo que a Igreja chama de "ódio à fé".

O outro novo santo conhecido é Charles de Foucauld, um nobre francês, soldado, explorador e geógrafo do século XIX que mais tarde passou por uma conversão e se tornou padre, vivendo como eremita entre os pobres berberes no norte da África. Ele publicou o primeiro dicionário tuaregue-francês e traduziu poemas tuaregues para o francês. De Foucauld foi morto durante uma tentativa de sequestro por invasores beduínos na Argélia em 1916.

Entre os outros oito que foram canonizados neste domingo estão Devasahayam Pillai, que morreu por se converter ao cristianismo na Índia do século 18, e Cesar de Bus, um padre francês do século 16 que fundou uma ordem religiosa.

Os outros eram dois padres italianos, três freiras italianas e uma freira francesa, todos tendo vivido entre os séculos XVI e XX.

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