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Servidores municipais decidem manter mobilização e nova assembleia vai avaliar possível proposta financeira da Prefeitura
Servidores municipais decidem manter mobilização e nova assembleia vai avaliar possível proposta financeira da Prefeitura
Por Redação
07/04/2022 às 16:50
Atualizado em 07/04/2022 às 16:51
Foto: Divulgação/Ascom

Os servidores municipais de Salvador realizaram assembleia geral na manhã desta quinta-feira (07) e decidiram manter a mobilização em torno da Campanha Salarial 2022. Após mais uma rodada de negociações com a gestão municipal, os trabalhadores querem a reposição inflacionária nos vencimentos após quase oito anos sem qualquer incremento salarial. O ato aconteceu na quadra de esportes do Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, no centro da capital baiana.
Outras pautas foram defendidas pelos trabalhadores e integram o rol de reivindicações apresentado à Prefeitura, tais como: mudança no formato de concessão do auxílio transporte e incremento do valor do auxílio alimentação congelado há cerca de dez anos, bem como, a garantia de valorização salarial para aposentados e pensionistas.
Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Salvador (Sindseps), Helivaldo Alcântara, a categoria almeja a reposição inflacionária e ganho real para diminuir os prejuízos causados pela inflação galopante dos últimos anos. "Estamos mobilizados em torno de um índice que não seja apenas a reposição inflacionária. Não aceitaremos menos que isso. Há cerca de oito anos estamos sofrendo com a inflação corroendo nossos salários. Um incremento salarial nos é devido, pois as perdas são significativas ao longo desses anos. Existem acordos salariais de anos anteriores que ainda não foram honrados e podemos continuar aceitando essa situação como normal. Durante a pandemia, nós não deixamos de atender a população mesmo quando ainda não éramos prioridades na imunização. Manteremos as ações e protestos na expectativa de avanços nas negociações que acontecerão nos próximos dias", disse Alcântara.
Ainda segundo o sindicato, uma outra observação que precisa ser feita diz respeito aos constantes casos de agressões aos servidores nos locais de trabalho. Segundo Helivaldo Alcântara, as situações tornaram-se diárias e se faz necessária, a intervenção dos poderes públicos. "Todos os dias, a violência atinge um ou mais servidores, seja nas ruas ou nos postos de saúde, por exemplo. Roubos, furtos, arrombamentos, ameaças, agressões e até mesmo, sequestros já ocorreram. A Prefeitura precisa garantir a segurança mínima para que os trabalhadores possam atuar para os cidadãos", disse.
A categoria realiza nova assembleia na manhã do próximo dia 19 de abril.
