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Aliados avaliam que silêncio de Alckmin após fala de Lula sobre aborto foi 1º teste de fidelidade
Aliados avaliam que silêncio de Alckmin após fala de Lula sobre aborto foi 1º teste de fidelidade
Por Fábio Zanini/Folhapress
07/04/2022 às 07:07
Atualizado em 07/04/2022 às 07:07
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress/Arquivo

Entre aliados de Geraldo Alckmin (PSB), a avaliação foi de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma recaída e voltou a falar para sua base tradicional em seus posicionam entos recentes sobre o aborto e sobre pressão nos deputados.
O próprio futuro vice, no entanto, manteve-se quieto, apesar de já ter externado posições críticas ao aborto no passado. O gesto foi visto como um primeiro teste de fidelidade ao petista.
Em um debate na terça-feira (5), Lula falou que o aborto deveria ser um "direito de todo mundo". "Aqui no Brasil, as mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal", afirmou, completando que quem tem dinheiro pode fazer o procedimento no exterior.
Um interlocutor de Lula afirma que não está nos planos do partido rever a lei de aborto. A crítica do ex-presidente, contextualiza, seria às tentativas de impedir os abortos previstos em lei, como aconteceu com uma criança em Pernambuco.
Na ocasião, servidores do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos se deslocaram até o hospital para convencer a família do contrário.
Em 2006, durante sabatina do jornal O Estado de S. Paulo, Alckmin disse ser "contra o aborto" e "favorável ao planejamento familiar". Na mesma campanha, durante evento em Pernambuco, disse não ver "o aborto como solução", afirmou.
"Nós já temos previstos [na lei] casos de aborto para estupro, risco de morte para a mãe. (...) A solução é evitar a gravidez indesejada", disse.
Lula também defendeu em evento da CUT (Central Única dos Trabalhadores), na segunda-feira (4), que a militância sindical procure deputados e seus familiares na casa deles para pressionar a favor de propostas que interessam ao setor em um eventual governo petista, a partir de 2023.
"Se a gente mapeasse o endereço de cada deputado e fossem 50 pessoas na casa, não é para xingar não, é para conversar com ele, com a mulher dele, com o filho dele, incomodar a tranquilidade dele, surte muito mais efeito do que fazer a manifestação em Brasília", disse. A fala gerou forte reação no Congresso.
