PSDB diz que definirá candidato único com União e MDB a 4 meses da eleição
Por Redação
21/03/2022 às 15:30
Atualizado em 21/03/2022 às 15:30
Foto: Divulgação/Arquivo

Em evento de filiação do senador Alessandro Vieira (SE) ao PSDB, o presidente do partido, Bruno Araújo, afirmou que, em abril, a sigla irá formalizar aliança com MDB e União Brasil para a eleição de 2022 e que, em junho, um presidenciável será anunciado.
Isso significa que até lá o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ou a senadora Simone Tebet (MDB-MS) terão que desistir da candidatura presidencial. Ainda em abril, a ideia é que seja decidido um critério para essa escolha —são cogitadas pesquisas qualitativas ou votações nas bancadas de parlamentares, por exemplo.
Vieira era também presidenciável pelo Cidadania, mas abriu mão da candidatura, decidiu sair do partido, apoiar Doria e ingressar no PSDB, sigla pela qual deve concorrer ao Governo de Sergipe. O senador assinou sua filiação nesta segunda-feira (21), ao lado de caciques tucanos de São Paulo.
O Cidadania e o PSDB, contudo, já acertaram uma federação partidária —aliança formal para as eleições que tem duração de quatro anos. Por isso, Araújo afirmou que Vieira faz "uma mudança horizontal" de partido.
Araújo disse ainda esperar que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), permaneça no partido. Ele foi convidado pelo PSD a ser candidato ao Palácio do Planalto e tem que tomar uma decisão até 2 de abril.
Leite perdeu as prévias presidenciais do PSDB para Doria em novembro. Mas, como mostrou a Folha, parte dos tucanos quer mantê-lo no partido com o argumento de que seria possível trocar a candidatura de Doria pela de Leite sob o argumento de que o paulista está emperrado nas pesquisas.
Nos bastidores, tucanos dizem acreditar que Leite tende a permanecer no PSDB —há semanas, a avaliação era a de que ele seguramente migraria para o PSD. O gaúcho vem conversando com políticos e recebeu uma carta de líderes do PSDB pedindo que fique.
Durante sua filiação, Vieira cobrou obediência às votações internas e à democracia interna nos partidos, o que serve como indireta a Leite. O senador, que também exaltou a renovação, deixou o Cidadania afirmando não concordar que Roberto Freire esteja à frente da sigla por mais de 30 anos.
