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Datafolha: 55% dizem não votar em Bolsonaro de jeito nenhum, ante 37% em Lula

Datafolha: 55% dizem não votar em Bolsonaro de jeito nenhum, ante 37% em Lula

Por Igor Gielow/Folhapress

24/03/2022 às 19:45

Atualizado em 24/03/2022 às 19:45

Foto: Reprodução/Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula

O presidente Jair Bolsonaro (PL) é o pré-candidato ao Planalto em outubro com o maior índice de rejeição entre os nomes colocados até aqui para a disputa: 55% dos brasileiros ouvidos pelo Datafolha afirmam que não votam nele de forma alguma.

O índice foi aferido pelos pesquisadores do instituto em 22 e 23 de março, ao ouvir 2.556 pessoas em 181 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08967/2022.

A má notícia para o presidente tem apenas uma compensação: em dezembro, o Datafolha havia apontado que a rejeição ao presidente chegara a 60%. Como houve mudança na apresentação dos nomes de candidatos nas tabelas, contudo, a queda não pode ser considerada como um retrato exato do que ocorreu.

Mas o movimento está em consonância com outros dados positivos colhidos por Bolsonaro, após um 2021 só de má perspectiva na corrida eleitoral: ele viu a reprovação a seu governo cair sete pontos, para 46%, e houve uma recuperação leve na sua intenção de voto, que está em 26%.

Em segundo lugar no ranking da rejeição vem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37%, seguido pelo governador paulista, João Doria (PSDB), com 30%, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos, 26%) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT, 23%).

Bem mais abaixo vêm eventuais candidatos pouco conhecidos, como Eduardo Leite (PSDB, mas que pode disputar pelo PSD), com 14%, Vera Lúcia (PSTU, 13%), Simone Tebet (MDB) e Leonardo Péricles (UP) com 12%, e Felipe D'Ávila (Novo, 11%).

Em campanhas eleitorais, a rejeição é avaliada de mãos dadas com o grau de conhecimento dos candidatos, o que ajuda a definir alianças. Como seria previsível, Lula e Bolsonaro são os mais conhecidos, seguidos de perto por Moro e Ciro.

Sabem quem é o petista 99% dos brasileiros, e 69% desses dizem o conhecer muito bem. O índice do presidente é 98%, com 56% dizendo saber bem que ele é. O ex-juiz da Lava Jato tem 90%, mas só 28% se dizem bem informados sobre ele.

O ex-ministro e ex-governador pedetista tem 89% de conhecimento (27% de "conheço muito") e Doria tem 80% (23% de alto conhecimento).

Depois deles vêm mais abaixo nomes bem menos conhecidos, o que, como o ranking de rejeição mostra, é um ativo a ser explorado. São eles: Eduardo Leite (com 42% que o conhecem, só 6% bem), Vera Lúcia (31% e 2%), D'Ávila (30% e 1%), Simone (28% e 3%) e Péricles (20% e 1%).

Naturalmente, isso também reflete a ausência deles do debate nacional. Para os que pertencem a partidos nanicos, a chance de a exposição aumentar costuma ser residual. A grande exceção moderna foi o próprio Bolsonaro em 2018, quando elegeu-se montado basicamente em redes sociais e explorando o sentimento antipetista e antipolítico da época.

Em relação à eleição, o Datafolha apontou um interesse grande por parte de 45% dos brasileiros, enquanto 26% dizem ter algum interesse, 5% pouco e 23%, nenhum. O grau de decisão de voto também foi questionado: 69% afirmam já ter definido em quem votarão.

Dos eleitores de Lula, 78% se disseram certos do voto, índice semelhante ao de Bolsonaro (80%). Moro registrou 37%, Ciro, 27%, e Doria, 21%.

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