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Após caso de turista carioca viralizar, Tinoco lembra necessidade de regulamentar atividade de pintores tribais em Salvador

Após caso de turista carioca viralizar, Tinoco lembra necessidade de regulamentar atividade de pintores tribais em Salvador

Por Redação

31/01/2022 às 08:26

Atualizado em 31/01/2022 às 08:26

Foto: Divulgação

Kadu, turista do Rio de Janeiro, viralizou na internet após contar sobre o que ele chamou de “leves extorsões”

O vereador e ex-secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Claudio Tinoco (Democratas), lamentou nesta segunda-feira (31) o caso do turista carioca Kadu Pacheco que reclamou da abordagem de ambulantes no Farol da Barra. Ele lembrou do Projeto de Indicação 283/2021 sugerido por ele que pede a regulamentação dos pintores tribais na capital baiana e pediu a ordenação da atividade pela Prefeitura de Salvador.

Kadu, turista do Rio de Janeiro, viralizou na internet após contar sobre o que ele chamou de “leves extorsões”. Ele teria sido assediado e “forçado” a gastar R$119 em pinturas tribais, fitinhas do Senhor do Bonfim e um colar com berimbau.

“A situação que Kadu enfrentou não é única. Muitos turistas vêm para Salvador e relatam o infortúnio de serem abordados por pintores tribais e ambulantes que simplesmente fazem o serviço sem nem mesmo perguntar antes se a pessoa quer. Fizemos um Projeto de Indicação na Câmara sugerindo a regulamentação da atividade de pintor tribal para que a situação seja controlada na cidade. O mesmo pode acontecer com as outras atividades relacionadas ao receptivo”, defendeu Tinoco.

Em maio de 2021, o projeto sugeriu a ordenação da atividade pela Prefeitura de Salvador. "Há, ainda, dúvidas sobre as especificações dos materiais usados, inclusive em relação aos aspectos sanitários, e relatos de pintores tribais que não são respeitosos com as pessoas, inclusive com outros depoimentos de assédio por cobranças exageradas pelas pinturas. Dessa forma, a regulamentação pela Prefeitura de Salvador traria maior segurança aos turistas e moradores da cidade", defendeu o vereador.

Tinoco lembra que a atividade de pintor tribal não é licenciada e isso dificulta a fiscalização. A regulamentação deve definir os pontos de atuação de cada um, credenciá-los, padronizar a identificação, especificar o tipo de material a ser usado e regular o valor do serviço.

“Sabemos que o comércio ambulante existe em praticamente todas as cidades turísticas do mundo e não seria diferente em Salvador, cidade que tem no Turismo uma grande oportunidade de trabalho e geração de renda. Porém, não podemos aceitar que a imagem de bem receber dos baianos seja perdida para o assédio e verdadeira extorsão de alguns aproveitadores. Dessa forma, é melhor proibir essa atividade nas ruas da cidade”.

 

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