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Arthur Maia aponta para estabilidade apenas para "funções típicas de estado" em relatório da PEC 32
Arthur Maia aponta para estabilidade apenas para "funções típicas de estado" em relatório da PEC 32
Por Davi Lemos
29/06/2021 às 17:42
Atualizado em 29/06/2021 às 17:46
Foto: Reprodução / YouTube

O deputado federal Arthur Maia (DEM/BA), relator da PEC da Reforma Administrativa, defende que somente as cargos que representem carreiras "típicas de estado" tais como policiais, juízes, promotores e auditores fiscais mantenham as estabilidades como são atualmente concebidas. As demais carreiras seriam submetidas a um programa de metas tais como ocorrem com funcionários de empresas privadas - as metas seriam estabelecidas em leis complementares que levariam em consideração a natureza de atuação de cada órgão.
Maia defendeu as propostas durante Webnário promovido pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), realizado nesta segunda-feira (28), com a participação do deputado Fernando Monteiro (PP-PE), presidente da comissão especial para análise da reforma administrativa, do presidente do IREE, Walfrido Warde, do diretor do IREE Rafael Valim e do vice-presidente do IREE, Valdir Simão.
"Estamos diante de um insatisfação do povo brasileiro com os serviços públicos, então é importante que exista uma reforma", disse o parlamentar baiano que, logo após, recordou que a última reforma administrativa ocorreu em 1998. O deputado democrata disse que a PEC não visa punir servidores públicos e disse que são "fake news" as versões segundo as quais um servidor poderia ser demitido sem maiores justificativas por um superior imediato. "As reformas são para dar mais eficiência e modernidade ao serviço público brasileiro", salientou Arthur Maia.
O deputado federal criticou o fato de não existirem metas a serem cumpridas pelo funcionalismo público no Brasil. Arthur Maia também indicou que serão findados alguns privilégios: como férias de 60 dias, licença-prêmio após períodos de cinco anos de trabalho e promoções por tempo de serviço. "Isso não acontece na iniciativa privada", comparou o democrata. "No governo, pode ser o pior funcionário do mundo, mas vai ter promoção [por tempo de serviço]", criticou Maia.
Sobre a demissão de funcionários, ele salientou que será preciso haver o cometimento de faltas graves. Além disso, ele deve propor no relatório que essa decisão passe por membros do govero e de fora do governo também, indicando que não será um processo fácil.
Arthur Maia também salientou que o caso do irmão do deputado federal Luís Miranda (DEM/DF), Luís Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, e denunciou suposta irregularidade na compra da vacina indiana Covaxin, não depõe contra o fim da estabilidade. "A coragem para fazer as coisas certas depende de cada um", argumentou o deputado baiano, para quem não foi a estabilidade de função que sustentou a ação de Luís Ricardo.
