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Bruno Covas continuará internado sem previsão de alta, mas segue despachando

Bruno Covas continuará internado sem previsão de alta, mas segue despachando

Por Isabela Palhares, Folhapress

21/04/2021 às 14:26

Atualizado em 21/04/2021 às 17:22

Foto: Reprodução/Instagram

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), prosseguirá internado sem previsão de alta para o tratamento de um câncer que se expandiu para o fígado e para os ossos, informou nesta quarta (21) sua equipe médica em entrevista coletiva no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A situação clínica é considerada estável.

O prefeito iniciou uma nova fase com tratamento quimioterápico na sexta-feira (16) que necessitou de complementação nutricional, feita por sonda no período de sono. Com uma inflamação decorrente do tumor no fígado, passou a acumular líquido na pleura (membrana que reveste os pulmões) e no abdôme, o que precisará ser drenado.

Segundo o infectologista David Uip, que integra a equipe, Covas pretende manter a atividade profissional e continuar despachando do hospital.

Uip disse que não há nenhum impedimento médico para que continue trabalhando a distância. "Ele não quer se afastar de suas funções e nós concordamos com ele, já que tem condições e competência para continuar."

Para a retirada do líquido, foram colocados drenos. A alta médica está condicionada a drenagem do líquido. Segundo os médicos, o surgimento de líquidos é recorrente em casos como o do prefeito.

"Até a retirada do dreno, que irá ocorrer com a diminuição do líquido, ele permanecerá internado", disse Uip.

A drenagem é importante para que Covas, 41, possa respirar sem dificuldades. Apesar da presença do líquido, os médicos disseram que a capacidade respiratória do prefeito é boa por ora.

Na sexta-feira, a equipe médica de Covas, integrada também por Artur Katz, Tulio Flesch Pfiffer e Roberto Kalil Filho, comunicou que exames mostraram o surgimento de novos focos de câncer no fígado e ossos. Ele foi internado para tratamento com quimioterapia e imunoterapia.

O câncer do prefeito originou-se na cárdia, uma válvula no trato digestivo, e depois afetou também o fígado. Ele iniciou tratamento ainda em 2019 e evita, desde então, afastar-se de suas funções na prefeitura, limitando suas licenças médicas. No ano passado, ele foi reeleito para mais quatro anos de mandato.

Entre outubro de 2019 e fevereiro último, o prefeito fez oito sessões de quimioterapia. As lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram por completo.

Em fevereiro, um novo nódulo no fígado foi descoberto. Na ocasião, a equipe médica disse que o câncer no sistema digestivo que ele trata desde 2019 conseguiu "ganhar terreno", mas que ainda era menor do que o primeiro encontado há dois anos atrás.

Segundo os médicos, Covas tem sido categórico em pedir que haja transparência sobre a sua situação de saúde. "Ele expressa de maneira veeemente que a gente mantenha alto nível transparência e clareza", disse Uip.

O médico disse que o prefeito tem comportamento parecido ao do avô, Mário Covas, ex-governador de São Paulo, que morreu em 2001 em decorrência de um câncer na bexiga.

"Ele repete exatamente a atitude do avô, que foi um ícone em termos de transparência. O prefeito tem o mesmo perfil, quer que tudo seja divulgado e explicado."

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