Home
/
Noticias
/
Bahia
/
Deputado diz que auxílio emergencial deve continuar, mas não deve ser pago com dinheiro da educação
Deputado diz que auxílio emergencial deve continuar, mas não deve ser pago com dinheiro da educação
Por Redação
23/02/2021 às 09:56
Atualizado em 23/02/2021 às 09:56
Foto: Alexandre Galvão/Política Livre

O deputado Bacelar (Podemos) criticou, nesta segunda-feira (22), o relatório preliminar da PEC Emergencial (186/2019) que prorroga o auxílio emergencial em 2021 e também acaba com a exigência de gastos mínimos em educação da União, estados e municípios, previsto na Constituição.
O texto foi elaborado pelo senador Márcio Bittar (MDB/AC) e, na prática, significa retirar os investimentos da educação pública para, dentre outras coisas, financiar a prorrogação do auxílio emergencial, pago durante a pandemia. Ainda não há um valor ou previsão de parcelas para a prorrogação do auxílio emergencial, mas acredita-se que será entre R$250 e R$300, por 4 meses. Bittar também quer acabar com a subvinculação dos recursos da saúde.
Bacelar criticou o emedebista ao afirmar que a ala governista quer acabar de vez com a educação e enterrar o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), principal mecanismo de redistribuição de recursos da educação de forma mais justa e eficiente. “Se aprovada, a PEC vai diminuir os investimentos educacionais, além de inviabilizar a implementação do Fundeb, uma das poucas conquistas educacionais em 2020. O fundo é para educação básica e não para outros fins. A transferência de recursos coloca em risco a educação de milhares de jovens brasileiros” disparou.
O parlamentar baiano reconhece a importância da continuidade do auxílio, mas defende que a equipe econômica do governo aumente a receita dos cofres públicos através da legalização dos jogos de azar, taxação de grandes fortunas e tributação lucros e dividendos. “Tem que cortar os gastos na carne, rever algumas renúncias fiscais, ir atrás de sonegadores de impostos. O que não pode é tirar de serviços básicos e essenciais. É inaceitável” concluiu.
