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Após ser exonerado por Bolsonaro, ex-ministro do Turismo reafirma 'lealdade' ao presidente

Após ser exonerado por Bolsonaro, ex-ministro do Turismo reafirma 'lealdade' ao presidente

Por Estadão

10/12/2020 às 08:45

Atualizado em 10/12/2020 às 08:45

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Marcelo Álvaro

Depois de ser exonerado do cargo de ministro do Turismo pelo presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio fez agradecimentos públicos ao presidente. Nas redes sociais, o agora ex-ministro chamou Bolsonaro de “amigo e irmão” e reafirmou sua “lealdade” ao mandatário. Sua exoneração do cargo foi publicada na madrugada desta quinta-feira, 10, no Diário Oficial da União.

“Encerro hoje a minha passagem pelo @MTurismo e a única coisa que posso dizer é MUITO OBRIGADO. Agradecer primeiramente a Deus; ao meu amigo e irmão, presidente @jairbolsonaro, pela oportunidade de integrar o melhor governo da história do #Brasil, servidores, Ministros…”, escreveu o ex-ministro no Twitter.

Na plataforma, Álvaro Antônio publicou uma foto na qual aparece ao lado de Jair Bolsonaro. “Reafirmo meu compromisso de seguir trabalhando com ética, respeito e lealdade ao presidente @jairbolsonaro e ao meu amado Brasil!”, afirmou.

Conforme mostrou o Estadão, a troca na pasta do Turismo ocorreu após Antônio ter exposto, em um grupo de mensagens, as articulações do governo para influenciar a sucessão do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O agora ex-ministro disse que o general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, ofereceu a pasta do Turismo ao Centrão em troca de apoio ao candidato do Planalto. Em um grupo de WhatsApp formado por ministros, ele escreveu: “Não me admira o Sr Ministro Ramos ir ao PR (presidente) pedir minha cabeça, a entrega do Ministério do Turismo ao Centrão para obter êxito na eleição da Câmara dos Deputados”.

Ao demitir Álvaro Antônio, o presidente o repreendeu por ter exposto divergências em um grupo de WhatsApp e disse que as diferenças deveriam ser resolvidas pessoalmente, não em público.

Bolsonaro escolheu para a vaga o presidente da Embratur, Gilson Machado, seu amigo pessoal. Com isso, o mandatário facilita uma futura troca para acomodar o Centrão em busca de votos pelo comando da Câmara. O Ministério do Turismo é bastante cobiçado pelo grupo que se aproximou do governo em troca de cargos.

Machado é conhecido por acompanhar o presidente em viagens pelo Brasil e por ser figura constante nas “lives” presidenciais, em que costuma tocar sanfona.

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