Adab e PRF constatam agrotóxicos suspeitos de falsificação em Feira de Santana
Por Redação
11/09/2020 às 17:45
Atualizado em 11/09/2020 às 17:45
Foto: Divulgação

A segunda fase da “Operação Princípio Ativo” para desarticular organizações criminosas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Gross, especializadas na falsificação de agrotóxicos, alcançou ramificações na Bahia. Os fiscais da ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia) acionados pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) interditaram nesta sexta (11) 532 litros de um inseticida de uso comum nas lavouras baianas. O órgão realizou inspeção oficial em uma loja de produtos agropecuários, localizada em avenida movimentada no município de Feira de Santana.
Os fiscais constataram no estabelecimento que os rótulos marcavam datas de validade diferentes para o mesmo lote de fabricação. “Na embalagem detectamos que havia informações distintas, constando validade para setembro de 2018 e também para setembro de 2022. Comprovada a inconsistência, lacramos o lote até o laudo final que será expedido pelo fabricante sediado em São Paulo”, ressaltou o engenheiro agrônomo Aurino Soares Junior, responsável pelo escritório da ADAB em Feira de Santana. As notas fiscais apresentadas pelo comerciante baiano atestam mais de R$ 110 mil de investimentos na compra dos produtos sob suspeição.
A operação deflagrada em municípios paulistas contou com a parceria do Ministério Público e da Polícia Militar e foram expedidos mandados de busca e apreensão para desarticulação da quadrilha suspeita de provocar mais de R$ 5,4 bilhões de prejuízo às indústrias do setor.
“No entanto, o maior prejuízo é o da saúde pública, imagine quantas pessoas poderiam ter sido contaminadas já que não sabemos os componentes da fórmula que está sendo comercializada pelo Brasil afora. Na Bahia, a ADAB está atenta para evitar a comercialização indevida e os riscos à saúde da população”, diz o diretor-geral da agência, Maurício Bacelar.
