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Trump torce por anúncio de vacina contra Covid para salvar reeleição

Trump torce por anúncio de vacina contra Covid para salvar reeleição

Por Folhapress

22/08/2020 às 12:15

Atualizado em 22/08/2020 às 12:15

Foto: Brendan Smialowski/AFP

Presidente dos EUA,  Donald Trump

No jargão político americano, uma "surpresa de outubro" é um acontecimento impactante e inesperado, que ocorre pouco antes da eleição presidencial e tem força para afetar o resultado. O presidente Donald Trump aposta que sua surpresa de outubro será o anúncio triunfal da vacina contra a Covid-19, que vai eliminar a vantagem do democrata Joe Biden nas pesquisas e garantir sua reeleição em novembro.

Mas observadores em Washington temem que a surpresa deste ciclo eleitoral seja outra, bem menos agradável. Os procuradores do Southern District of New York (SDNY, na sigla em inglês, é a procuradoria geral com jurisdição sobre oito condados do estado de Nova York) estariam cheios de "mimos" para distribuir nas próximas semanas.

A SDNY se tornou a inimiga número 1 de Trump. De lá veio a investigação que determinou o indiciamento e prisão do ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon, na quinta-feira (20).

Bannon, que foi o arquiteto da vitória de Trump em 2016 e trabalhou no primeiro ano do governo, é acusado de desvio de recursos em uma campanha para arrecadar fundos para a construção do muro com o México. Ele nega ter cometido o crime e foi libertado após pagar fiança.

A mesma procuradoria de Justiça supervisiona investigações sobre vários aliados de Trump. Uma delas levou ao indiciamento de dois sócios de Rudy Giuliani, advogado pessoal de Trump. Giuliani, que liderou a ofensiva de Trump na Ucrânia para descobrir sujeira sobre Joe Biden, agora estaria sob investigação, acusado de violar as leis de lobby para entidades estrangeiras nos EUA.

A SDNY também levou ao indiciamento do ex-advogado e quebra-galho de Trump, Michael Cohen, por sonegação e fraude fiscal e por violações de leis eleitorais –que teria desrespeitado ao direcionar pagamentos a duas mulheres que disseram ter mantido relações sexuais com o republicano: a ex-atriz pornô Stormy Daniels e a ex-modelo da Playboy Karen McDougal.

Em outras jurisdições, muitos outros aliados ou integrantes da campanha de Trump foram indiciados. Paul Manafort, ex-chefe da campanha, cumpre prisão domiciliar, condenado por fraude bancária e fiscal.

Roger Stone estava preso por mentir ao Congresso e tentar coagir testemunhas, e recebeu indulto presidencial.

Em junho, o governo Trump tentou neutralizar o inimigo. O secretário de Justiça, o trumpista William Barr, pressionou o procurador chefe da SDNY, Geoffrey Berman, a pedir demissão. Berman era visto como uma pedra no sapato de Trump, por estar à frente de todas essas investigações da entourage trumpista.

A ideia era substituí-lo por Jay Clayton, parceiro de golfe de Trump e presidente da Securities and Exchange Commission, a Comissão de Valores Imobiliários dos EUA. Mas a ofensiva saiu pela culatra - Berman não pediu demissão, acabou demitido por Trump, e quem assumiu, seguindo as regras, foi a vice-procuradora, Audrey Strauss.

Fiel aliada de Berman, Strauss não recuou e está prosseguindo com os casos políticamente sensíveis, como o de Bannon.

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