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Após desabamento de imóvel na Ladeira da Montanha, Denice entra na disputa e condena administração de ACM Neto
Após desabamento de imóvel na Ladeira da Montanha, Denice entra na disputa e condena administração de ACM Neto
Por Redação
25/08/2020 às 14:23
Atualizado em 25/08/2020 às 14:23
Foto: Reprodução/Facebook | Montagem: Política Livre

A major Denice Santiago, pré-candidata à Prefeitura de Salvador, lamentou, nesta terça-feira (25), o desabamento de um imóvel histórico na Ladeira da Montanha, em Salvador. Ela afirmou que falta à administração do município de Salvador cuidado e responsabilidade com a gestão do solo urbano e com o patrimônio histórico e cultural da capital baiana.
Ela atribuiu a esse déficit de gestão ao desabamento parcial do casarão. O imóvel acabou sendo demolido na tarde deste domingo (23) pela Defesa Civil de Salvador (Codesal). "É lamentável, muito triste e desolador observar escorrer ralo abaixo mais um pedaço da nossa história", expressou a major.
"O município não tem tido a responsabilidade que deveria com a nossa cultura, com a nossa história, e os sítios históricos têm ficado abandonados. No final do dia, o que falta é uma gestão do solo urbano em Salvador e responsabilidade e cuidado com o nosso patrimônio histórico e cultural. Isso precisa mudar urgentemente, porque todos nós temos direito à preservação da nossa memória", afirmou.
A pré-candidata também criticou o desmonte da política de preservação e salvaguarda dos bens materiais e imateriais, uma responsabilidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPHAN), pelas duas últimas gestões do Governo Federal, ambas alinhadas à administração do Município de Salvador – o que aponta a falta de prioridade desses gestores com essa pauta.
"É papel do município fazer a gestão do solo urbano para impedir que haja desabamentos desse tipo, que se percam vidas. Hoje há uma complacência do município com quem deixa esses imóveis históricos despencarem. Mas o Governo Federal, com o IPHAN, também tem responsabilidade sobre essa política. Então, quando esse órgão é desmontado, tem sua política esvaziada, e a administração da capital baiana alinha-se a esses governos, mostra o quanto eles respeitam e preocupam-se com esse patrimônio", contou.
