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Rogério Marinho pede R$ 8 bilhões em obras e emendas em 2020

Rogério Marinho pede R$ 8 bilhões em obras e emendas em 2020

Por Folha de S.Paulo

11/05/2020 às 09:01

Atualizado em 11/05/2020 às 09:01

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Rogério Marinho

O ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) negocia no governo a liberação de pelo menos R$ 8 bilhões neste ano para obras públicas a serem executadas por diferentes órgãos ligados a sua pasta.

Parte desse valor pode ser concedido por meio de emendas parlamentares, e ficar até mesmo fora do teto de gastos.

A movimentação de Marinho por mais recursos públicos gerou incômodo do ministro Paulo Guedes (Economia), que tem criticado a tentativa de se usar o Tesouro para ações não ligadas diretamente à pandemia do coronavírus.

Marinho, por outro lado, comunicou que tem respaldo do presidente Jair Bols"Se existirem divergências [com Guedes], são de visões de Estado ou algo parecido. Nada pessoal", disse Marinho há duas semanas.

O plano de obras e ações do MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional) depende, porém, de um acordo com o Ministério da Economia, que decidirá sobre o repasse a Marinho pelos chamados créditos adicionais.

Os R$ 8 bilhões solicitados seriam repartidos entre as secretarias da pasta do Desenvolvimento Regional. Uma parte iria, por exemplo, para a reformulação do Minha Casa Minha Vida.

Em um dos pedidos feitos por Marinho, um repasse de R$ 2,4 bilhões atenderia até emendas de parlamentares —cerca de R$ 83 milhões. Emenda é uma forma de um congressista destinar dinheiro federal para uma obra em sua base eleitoral, ganhando assim capital político.

O governo de Bolsonaro tem se aproximado de partidos do centrão —grupo independente e que representa boa parte do Legislativo— num movimento de buscar apoio político num momento de crise econômica e política.

O ministério de Marinho reúne órgãos tradicionalmente usados para agradar o centrão com cargos.

Nesta solicitação de R$ 2,4 bilhões, a SNSH (Secretaria Nacional de Segurança Hídrica) seria a maior beneficiária, com R$ 1,6 bilhão, para programações como construção de barragens e adutoras.

Três ações emergenciais são ligadas ao programa de integração do rio São Francisco (Eixo Norte, Ramal do Agreste Pernambucano e a Adutora do Agreste de Pernambuco).onaro (sem partido) para planejar gastos públicos.

A justificativa é tentar reaquecer a atividade e gerar empregos no pós-Covid.

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