Construção de hospital de campanha deve ser última opção, diz ministério
Por Folha de S.Paulo
26/05/2020 às 08:11
Atualizado em 26/05/2020 às 08:11
Foto: Reprodução

A construção de hospitais de campanha para internação de pacientes com novo coronavírus deverá ser opção apenas após expansão da rede já existente e tentativa de obter leitos extras na rede privada.
A medida faz parte de um conjunto de regras para funcionamento e financiamento de leitos nestes locais, divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25).
"Temos que verificar em cada localidade a oferta de leitos e, antes de partirmos para uma estrutura provisória, usar o que está disponível. Temos que buscar essas estruturas somente quando não tivermos mais alternativa", disse o secretário-executivo da pasta, Antônio Élcio Franco Filho.
Segundo o ministério, a ideia é que esses locais atendam pacientes com casos menos graves e sejam próximos, se possível, de hospitais permanentes que tenham leitos de UTI.
"O hospital de campanha seria a última opção, quando toda a capacidade tenha sido ultrapassada", disse Adriana Teixeira, diretora do departamento de atenção hospitalar da pasta.
Questionados se isso não levaria ao risco de possível atraso na instalação em meio ao avanço de casos, membros da pasta defenderam que haja monitoramento prévio da taxa de ocupação de leitos para que haja tempo para construção. "Não quer dizer que vai ser construído quando não tiver mais nenhum leito", disse o secretário.
A pasta descartou novos repasses para construção dessas estruturas. Em abril, o ministério chegou a anunciar que ajudaria na instalação desses hospitais provisórios —a pasta chegou a financiar um deles, previsto para ser instalado em Águas Lindas, em Goiás, e cujas obras e início do funcionamento sofreram atraso.
"Houve inconsistências pela construtora, que precisaram ser corrigidas", disse Franco Filho. Segundo ele, a ideia é que a construção de novos hospitais temporários fique agora a cargo de estados e municípios, e que o governo federal contribua com repasses apenas para financiamento de leitos.
