Com pandemia, venda de hidroxicloroquina dá prejuízo, diz farmacêutica
Por Painel SA/Folha de S.Paulo
12/05/2020 às 08:19
Atualizado em 12/05/2020 às 08:19
Foto: Reprodução

A corrida pela hidroxicloroquina, turbinada por Bolsonaro na pandemia, não foi lucrativa para a EMS, que fabrica o produto, segundo Marcus Sanchez, acionista e vice-presidente da farmacêutica. A empresa teve de dobrar a produção do remédio, que era só um nicho, para tratamentos como lúpus e malária, além de criar um canal para atender esses pacientes quando esgotou nas farmácias. Mas o preço da matéria prima subiu 400%, tornando a produto “economicamente inviável”.
“Não é um produto que hoje traz rentabilidade. É só para atender a população?“, diz. Sanchez fala com cautela do remédio, que deu polêmica na pandemia. A EMS participa de estudos que podem trazer os primeiros resultados em 30 dias, mas ressalva que ainda não há respostas sobre a eficácia contra a Covid-19.
O setor tem outros desafios, como o câmbio, o frete e a alta nos insumos por restrições na China e na Índia. A decisão de Bolsonaro de postergar por 60 dias o reajuste anual de todos os remédios também achatou a rentabilidade.
