Aras deve se posicionar contra apreensão de celular de Bolsonaro
Por Redação
26/05/2020 às 18:00
Atualizado em 26/05/2020 às 18:00
Foto: Marcos Corrêa/PR

O procurador-geral da República, Augusto Aras, deve se posicionar contra o pedido de apreensão dos celulares do presidente Jair Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do chefe do Executivo, segundo apurou o jornal Estado de S.Paulo com fontes do Ministério Público Federal (MPF). PDT, PSB e PV pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão dos aparelhos “o quanto antes, sob pena de que haja tempo suficiente para que provas sejam apagadas ou adulteradas” dentro das investigações sobre interferência política na Polícia Federal.
Na semana passada, o decano do STF, ministro Celso de Mello, encaminhou a Aras três notícias-crime apresentadas no final de abril por políticos e partidos de oposição sobre suposta interferência do presidente da República na PF. Os pedidos foram feitos pelos deputados federais Gleisi Hoffman (PR) e Rui Falcão (SP), ambos do PT, e pelas bancadas do PDT, PSB E PV.
Na avaliação de Augusto Aras, não cabe a terceiros pedir a abertura de inquéritos ou medidas de investigação no caso. Essa posição do MPF, aliás, já foi externada pelo próprio Aras em parecer encaminhado ao STF no mês passado.
As informações são do jornal Estadão.
