Home
/
Noticias
/
Salvador
/
Ouvidoria Geral da Câmara de Salvador realiza reunião para enfrentamento ao coronavírus
Ouvidoria Geral da Câmara de Salvador realiza reunião para enfrentamento ao coronavírus
Por Redação
28/04/2020 às 14:24
Atualizado em 28/04/2020 às 14:24
Foto: Valdemiro Lopes/CMS

A vereadora e Ouvidora Geral da Câmara Municipal de Salvador (CMS), membro da Comissão de Saúde na Casa, Aladilce Souza (PCdoB), realizou uma reunião com diversas entidades representativas de profissionais de saúde, além do Ministério Público do Estado e Ministério Público do Trabalho para discutir o enfrentamento à Covid-19.
O objetivo da reunião foi discutir a situação de vulnerabilidade dos profissionais de saúde e propor medidas de proteção para tralhadores de Saúde. Somente na Bahia, mais de 140 trabalhadores da área já foram infectados.
Participaram da reunião, além da vereadora, que é enfermeira e mestra em Saúde Coletiva, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Conselho Regional de Enfermagem (COREN), Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (SINDSAUDE), a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), Escola de Enfermagem da UFBA, (Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB), Conselho Regional dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (CREFITO), Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), Sindicato dos Psicólogos do Estado da Bahia (SINDPSI), Conselho Regional de Farmácia (CRF), Sindicato dos Farmacêuticos do Estado da Bahia (SINDIFARMA) e pelo Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (SINFITO).
As instituições representativas citadas dialogaram, virtualmente, com os representantes do Ministério Público Estadual, promotor Rogério Queiroz, promotoras Rita Tourinho e Patrícia Medrado e também com a representação do Ministério Público do Trabalho para tratar das demandas relacionadas.
"Com essa reunião, pretendemos realizar uma ação sinérgica entre as representações dos trabalhadores, junto ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público do Trabalho para solicitar dos governos garantias de condições seguras de trabalho para os profissionais de saúde", afirmou Aladilce.
As entidades destacaram a importância do afastamento dos profissionais considerados grupo de risco, a indisponibilidade e a má qualidade dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os profissionais que estão na linha de frente no combate à Covid-19.
Além disso, foi pontuada a ausência de testagem para os trabalhadores da saúde, o déficit de pessoal, a sobrecarga e a falta de condições dignas de trabalho. As entidades, inclusive, falaram sobre a necessidade de um alojamento para os trabalhadores, no intuito de evitar a proliferação da pandemia.
O Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Estadual solicitaram que as demandas fossem detalhadas e descritas caso a caso, reunidas em um relatório e protocolado oficialmente, para poder cobrar dos órgãos responsáveis as providências adequadas.
