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Prefeito admite que atenderá pedido da oposição e vetará projeto de Alexandre Aleluia
Prefeito admite que atenderá pedido da oposição e vetará projeto de Alexandre Aleluia
Por Fernanda Chagas
19/12/2019 às 16:52
Atualizado em 19/12/2019 às 17:29
Foto: Fernanda Chagas / Política Livre

Em meio à polêmica instalada na Câmara de Salvador nos últimos dias por conta da aprovação do projeto de lei prevê que prevê a mudança de nome da Escola Municipal Educador Paulo Freire, o prefeito ACM Neto (DEM), deixou de lado a pecha de “ACM Veto” e, confirmou nesta quinta-feira (19), que atenderá o pedido da oposição e vetará a matéria de autoria do seu aliado, o democrata, Alexandre Aleluia. Vereadores da base, como o próprio líder do governo, Paulo Magalhães Júnior (PV), Téo Senna (PHS) e Odiovaldo Vigas (PDT) também engrossaram o coro contra a proposta. A tensão foi tanta que até mesmo projetos do Executivo ficaram para depois do recesso parlamentar por falta de entendimento entre os pares.
“Vou vetar, nós temos que respeitar as diferenças ideológicas, mesmo sendo um projeto de autoria de um vereador do meu partido e da minha bancada. Eu acho que não faz sentido você tirar o nome de uma escola. Hoje é Paulo Freire e amanhã é manhã é não sei o quê, qualquer um pode e minha decisão já está tomada e jamais vou permitir que a prefeitura tenha esse tipo de postura atendendo a qualquer pensamento ideológico e isso não quer dizer, que Paulo Freire esteja certo u errado, que Deus o tenha, mas na minha gestão não permitirei esse tipo de postura”, repreendeu ACM Neto, durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) Lagoa da Paixão, em Nova Brasília de Valéria.
Aleluia, por sua vez, em plenário, causando indignação, classificou o patrono da Educação no país de “maoista e canalha”. “Vocês estão apoiando um sujeito que era maoísta, que matava cristãos como matava moscas e pregunto a bancada evangélica, a base, se vocês vão ser a favor de revogar a lei por conta de mimimi do golpe e pergunto a qualquer um o que ele fez com as crianças, com o ensino. Ele era um energúmeno, canalha, nada menos que isso. E se for revogar [a lei], vamos revogar todas”, ameaçou.
A proposição dele aprovada em meio a muitos questionamentos prevê a mudança da Escola Municipal Educador Paulo Freire para escola municipal José Bonifácio, em homenagem ao patriarca da Independência do Brasil.
