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PT planeja agenda política para Lula, que pode dormir em acampamento se for solto
PT planeja agenda política para Lula, que pode dormir em acampamento se for solto
Por Estadão Conteúdo
08/11/2019 às 07:10
Atualizado em 08/11/2019 às 07:10
Foto: Divulgação

Mesmo antes de terminar o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o cumprimento da pena após prisão em segunda instância, dirigentes do PT já discutiam uma agenda política para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguir, caso seja autorizado a deixar a prisão pela Vara de Execuções Penais da Justiça Federal do Paraná.
O roteiro prevê um ato com o ex-presidente em frente à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, onde ele está detido desde abril do ano passado, depois que foi condenado em segunda instância no caso do triplex por corrupção e lavagem de dinheiro Existe a hipótese de que Lula passe uma noite junto com as pessoas que estão acampadas na vigília que fica em frente ao prédio da PF.
A defesa do ex-presidente informou que vai conversar com Lula nesta sexta-feira, 8, e, na sequência, entrar com o pedido de soltura. Caberá à juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do ex-presidente, decidir se ele deve deixar a prisão. Segundo juristas, ela pode aguardar a publicação do acórdão do Supremo no Diário Oficial, o que não tem data para acontecer.
A ideia do partido é organizar o máximo possível de viagens antes do fim deste ano. Segundo a deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, mesmo que Lula saia da prisão, o PT vai continuar batendo na tecla do “Lula livre” até que o ex-presidente tenha a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro anulada.
Segundo o plano que vem sendo discutido dentro do PT, depois de passar a noite na vigília, Lula deve embarcar para São Paulo. Um ato ecumênico deve ser realizado em São Bernardo do Campo, no ABC, berço político do petista. O grande palco político para Lula, no entanto, deve ser o Congresso Nacional do PT, entre 22 e 24 de novembro na cidade de São Paulo.
Desde quinta-feira, 7, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann o tesoureiro, Emidio de Souza, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o dirigente nacional do Movimento dos Sem Terra, João Paulo Rodrigues, estão na capital do Paraná à espera do presidente.
