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Cármen cobra explicações sobre 'carteira verde e amarela'

Cármen cobra explicações sobre 'carteira verde e amarela'

Por Estadão Conteúdo

27/11/2019 às 09:09

Atualizado em 27/11/2019 às 09:09

Foto: Nelson Jr./STF

Cármen Lúcia

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia cobrou explicações "com urgência" do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, sobre a "carteira verde e amarela", programa de empregos anunciado pelo governo no dia 11 de novembro. A decisão foi tomada em ação de inconstitucionalidade movida pelo Solidariedade, que questiona o novo modelo de contratação.

O pacote Verde Amarelo é destinado a jovens de 18 a 29 anos e busca gerar 1,8 milhões de empregos até o fim de 2022, quando perderá a validade. A contratação se daria por uma redução de 30% a 34% dos custos ao empregador, que teria desoneração da folha de pagamento (redução de pagamento de impostos). Nesta modalidade de contratação, as empresas terão isenção da contribuição patronal do INSS e a multa do FGTS cairá de 40% para 20%, desde que o empregador e o empregado cheguem a um acordo comum no momento da contratação.

A redução da multa do FGTS é um dos pontos questionados pelo Solidariedade. Segundo o partido, a carteira "verde e amarela" do governo entra em "direta colisão" com as garantias trabalhistas estabelecidas pela Constituição Federal. A legenda diz que o governo, ao anunciar o novo projeto, cria uma nova classe de trabalhadores sem ter autorização para isso.

"Por certo, a Constituição Federal não autoriza um regime de contrato de trabalho especial, extraordinário e cujos critérios sejam livremente estabelecidos pelo legislador infraconstitucional", afirma o partido. "Nenhuma Lei, e muito menos uma Medida Provisória, poderá dispor condições contratuais inferiores ao previsto no artigo 7º. da Constituição Federal, sob pena de violá-la".

O Solidariedade pede a Cármen que expeça uma liminar suspendendo as regras questionadas do programa. Em despacho, a ministra cobrou do Planalto e do Congresso mais informações sobre a carteira "verde e amarela" antes de tomar uma decisão.

"Determino que sejam requisitadas, com urgência e prioridade, informações ao Presidente da República e ao Presidente do Congresso Nacional, a serem prestadas no prazo máximo e improrrogável de cinco dias", determinou. Os ofícios foram expedidos na segunda-feira, 25.

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