Frase do dia

Para encontrar a Justiça é preciso ser-lhe fiel. Ela só se manifesta àqueles que nela creem.

PIERO CALAMANDREI, JURISTA ITALIANO comentar

16 de outubro de 2017, 21:53

ECONOMIA Dyogo diz que intenção é enviar novo orçamento de 2018 até o fim do mês

A equipe econômica pretende encaminhar até o fim do mês a mensagem modificativa do Orçamento de 2018, disse nesta segunda-feira, 16, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. O envio é necessário para ajustar as despesas do governo à nova meta fiscal, que permite déficit de até R$ 159 bilhões no ano que vem.Antes disso, porém, o governo ainda precisa encaminhar medidas de aumento de receitas e redução de despesas, como a mudança na tributação dos fundos exclusivos de investimento, o aumento na alíquota previdenciária de servidores e o adiamento de reajustes do funcionalismo. O ministro negou que as medidas sejam impopulares.”Não acho que haja medidas impopulares. As medidas que já foram anunciadas inclusive tiveram boa receptividade junto ao público. A questão aqui é mesmo o timing que a gente tem tratado, e a nossa previsão é de que até o final deste mês já tenha enviado a complementação do orçamento e, portanto, as medidas que fazem parte dessa complementação”, afirmou após participar da abertura da 3º Semana de Inovação em Gestão Pública, em Brasília.Como já mostrou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente Michel Temer foi aconselhado por auxiliares a aguardar a votação da segunda denúncia na Câmara dos Deputados para enviar as medidas ao Congresso. Essa seria uma maneira de evitar desagradar aos parlamentares em um momento político tão sensível.

Estadão

16 de outubro de 2017, 21:28

BRASIL Votação sobre afastamento de Aécio deve ter ausência de 12 senadores

Pelo menos 12 senadores devem se ausentar da votação que pode derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impõe medidas restritivas ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), prevista para esta terça-feira, 17. O tucano precisa de 41 votos dos 81 senadores para derrubar a decisão da Corte e retomar o mandato.Aliados de Aécio consideram que seria necessário um quórum mínimo de 70 senadores no plenário para iniciar a votação. Caso contrário, há um movimento entre alguns líderes partidários para adiar a apreciação para quarta-feira, 18.Entre os faltosos está o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) considerando um dos principais articuladores da Casa. Ele se recupera de uma diverticulite e, segundo a assessoria de imprensa, só deve voltar às atividades parlamentares daqui a dois dias.O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO) está de licença médica por 15 dias após ter fraturado o úmero ao tentar domar uma mula em sua fazenda na cidade de Mara Rosa, na semana passada.Além deles, os senadores Armando Monteiro (PTB-PE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Ricardo Muniz (PP-BA) e Cristovam Buarque (PPS-DF) também não estarão no Senado nesta terça-feira, 17, pois estão em missão especial nos Emirados Árabes.Já Jorge Viana (PT-AC), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Roberto Muniz estão na Rússia. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), estava na mesma missão, mas antecipou o seu retorno para hoje. Os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ciro Nogueira (PP-PI) desistiram da viagem e permaneceram no Brasil.A senadora Ana Amélia (PP-RS) também cancelou uma viagem para a Itália, onde participaria de um congresso esta semana sobre diabetes. Ela adiantou que votará contra Aécio. “O mais importante é ficar aqui e votar pelos interesses do País.”A votação sobre o afastamento de Aécio já começará com dois votos a menos (79). De acordo com o regimento interno do Senado, o presidente da Casa só vota em caso de empate. Como Aécio está afastado, também não poderá participar da apreciação.

Estadão

16 de outubro de 2017, 21:09

BRASIL Em delação não se comprova nada, diz defesa de Cunha

Foto: Dida Sampaio/AE

Ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 16, em nota, que “qualquer estudante de Direito sabe que delação não se comprova nada”. Os advogados de Cunha também desafiaram o operador Lúcio Funaro ou a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff a provar a compra de “um voto sequer”.Dilma quer usar a delação premiada de Funaro para tentar anular o impeachment, votado no Senado em 31 de agosto de 2016. Segundo a defesa da ex-presidente, o processo é “nulo” porque, no acordo de colaboração do doleiro, fica “demonstrado que o ex-deputado comprou votos de parlamentares em favor do impeachment”.

Estadão

16 de outubro de 2017, 20:59

BRASIL Câmara deve votar nesta terça urgência de projeto de leniência de bancos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve colocar em votação nesta terça-feira, 17, no plenário da Casa requerimento que pede regime de urgência para novo projeto que trata da leniência de instituições financeiras. A informação é do líder do governo no Congresso Nacional, deputado André Moura (PSC-SE). “Provavelmente votará amanhã (terça)”, disse Moura ao Broadcast Político.O projeto, ainda não protocolado no site da Câmara até a noite desta segunda-feira, 16, deve substituir a medida provisória (MP) 784/2017, que, entre outros pontos, permite o Banco Central firmar acordos de leniência com instituições financeiras. Isso porque a MP perderá a validade nesta quinta-feira, 19, e não haverá tempo hábil para votá-la na Câmara e no Senado.Segundo técnicos da liderança do governo ouvidos pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Maia está cuidando do novo projeto pessoalmente com o Banco Central e o Ministério da Fazenda. A nova proposta começou a ser articulada pelo presidente da Câmara, após ele não conseguir concluir a votação da MP 784 na semana passada, no plenário da Casa. O regime de urgência da matéria acelerará a tramitação dela.Maia chegou a iniciar a votação da MP 784 no plenário, mas teve de encerrar por falta de quórum. A própria liderança orientou a base a não dar presença, para permitir que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara acelerasse a análise da segunda denúncia contra Temer. Maia se irritou com a atitude e chegou a dizer que não aceitaria mais MPs enviadas pelo governo.

Estadão

16 de outubro de 2017, 20:42

BRASIL Governistas trabalham para que CCJ vote denúncia contra Temer na quarta-feira

A votação da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deve ocorrer na próxima quarta-feira (18). Amanhã (17), os integrantes do colegiado começam a analisar o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomenda a rejeição do prosseguimento da denúncia.Segundo um dos principais articuladores do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), a base aliada trabalha para alcançar o mesmo resultado obtido na votação da primeira denúncia contra Temer na CCJ. Na ocasião, o relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que também recomendava o arquivamento da denúncia, recebeu 41 votos favoráveis, 24 contrários e houve uma abstenção.

Agência Brasil

16 de outubro de 2017, 20:26

BRASIL Decisão sobre voto aberto em caso de Aécio causou surpresa, diz secretário-geral do Senado

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O senador Aécio Neves (PSDB-MG)

O secretário-geral da Mesa do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, disse ter recebido com surpresa a decisão do juiz Márcio Luiz Coelho de Freitas, que determinou o voto aberto no caso do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), na última sexta-feira, 13. Segundo o secretário-geral, o Senado não foi informado oficialmente da decisão até esta segunda-feira. “Causou certa surpresa a notícia pela imprensa de que um juiz de primeira instância teria dado uma liminar a respeito do processo legislativo do Senado. Eu desconheço se de fato essa decisão é oficial. Não fomos intimados até o momento. Acredito que, se for verdadeiro, isso causará certo estranhamento na Casa, em virtude da autoridade que teria proferido tal decisão”, disse Bandeira à agência de notícias do Senado. Ele considera que o regimento interno do Senado prevê votação secreta para este tipo de caso, embora o termo “secreto” não conste mais no trecho da Constituição que trata do assunto. Para o secretário-geral, a decisão final sobre a modalidade de votação pode ser do plenário.

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2017, 20:19

BRASIL Liminar impede PSB de votar pela expulsão de deputados e ministro do partido

Após decisão liminar que impediu a deliberação do Diretório Nacional do PSB que poderia decidir pela expulsão de quatro deputados do partido, os integrantes da legenda estão reunidos em Brasília para discutir sanções alternativas aos parlamentares.Os 107 membros do diretório foram convocados para julgarem o processo dos deputados federais Danilo Forte (CE), Fábio Garcia (MT), Tereza Cristina (MS) e Fernando Coelho Filho (PE), que se licenciou para assumir o ministério de Minas e Energia. Na Câmara dos Deputados, os quatro parlamentares descumpriram a decisão unânime da Executiva e do diretório do partido e votaram favoravelmente à reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer.De acordo com o vice-presidente do PSB, Beto Albuquerque, os deputados se “apegaram a uma filigrana jurídica para adiar” a deliberação do partido, que já recorreu das decisões. Ele se refere à liminar concedida nesta tarde pelo juiz Hilmar Castelo Branco, da 21ª Vara Cível de Brasília, que atendeu o pedido dos parlamentares e impediu que o diretório tomasse uma decisão sobre o assunto em razão da reunião ter sido marcada com menos de oito dias de antecedência, conforme prevê o regimento interno da legenda.“Se não houver hoje ainda a revisão por parte do juiz que deu a liminar ou do Tribunal de Justiça dos recursos que estamos apresentando, vamos hoje ainda convocar nova reunião para o dia 26, a próxima quinta-feira, e faremos aquilo que faríamos hoje”, disse Albuquerque.Para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), há outras medidas que podem ser tomadas pela Executiva do partido que não a de expulsar os deputados da sigla e que não descumpririam a liminar da Justiça Federal. “Há um desespero daqueles que, na iminência de sair [da sigla], entram na Justiça para permanecer onde aqueles que estão não os desejam mais. O partido vai sair maior do que isso. Talvez a reação contra eles seja maior do que essa que eles estão tentando produzir hoje ao nosso PSB”, declarou, antes da reunião do diretório.

Agência Brasil

16 de outubro de 2017, 20:09

SALVADOR STF analisará pedido da Prefeitura para não nomear concursados de 2011

Foto: Divulgação

Prefeitura de Salvador

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, é quem vai analisar o pedido da Prefeitura Municipal de Salvador para suspender os mandados de segurança que tramitam no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que obrigam o prefeito ACM Neto a nomear mais de 200 aprovados no concurso público da área de saúde, ocorrido em 2011. Na última sexta-feira (13), a ministra Laurita Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o pedido de suspensão de segurança, impetrado pela Prefeitura, seja analisado pelo Supremo, por questionar normas constitucionais. No pedido, a administração municipal afirmou que houve violação ao artigo 37 da Constituição Federal, que versam sobre concurso público e nomeação. A prefeitura alega que a nomeação dos aprovados causará uma despesa mensal de R$ 3,2 milhões e de R$ 38,4 milhões anuais.

16 de outubro de 2017, 20:00

BRASIL Após MPF pedir seu afastamento, Ricardo Barros diz contrariar grandes interesses

Após tomar conhecimento da ação civil pública em que o Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) pede seu afastamento cautelar, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (16) que é alvo da medida porque contraria grandes interesses.“O MPF tem atuado de forma intensa, e o TCU [Tribunal de Contas da União] também, tentando consolidar vantagens à empresa Shire. Nós não faremos isso”, afirmou Barros no Rio de Janeiro, onde participou de reunião com parlamentares para debater a situação dos hospitais federais no município.A ação foi ajuizada em Pernambuco pela procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopesm, que acusa o ministro de atuar para “esvaziar” a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) de suas atribuições institucionais. Criada em 2004, a estatal é vinculada ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção de medicamentos hemoderivados.Segundo a procuradora, Barros trabalha para transferir as instalações da empresa de Pernabuco para seu reduto eleitoral, o Paraná. A fábrica da Hemobrás, localizada no município de Goiana (PE), funciona apenas de forma parcial. A obra, iniciada em 2010, ainda não foi concluída.Na ação civil pública, a procuradora pede a manutenção do acordo firmado com a empresa Shire Farmacêutica Brasil, antes denominada de Baxter/Baxalta. Em 2012, a estatal se comprometeu a adquirir da empresa o Concentrado de Fator de Coagulação Fator VIII Recombinante e pó liófilo injetável, usados no tratamento de algumas doenças hereditárias como a hemofilia tipo A.Segundo Barros, há uma negociação em curso com o fabricante dos medicamentos para manutenção do acordo de compra. “A Shire começou oferecendo R$ 30 milhões em investimentos na Hemobrás. Atualmente está oferecendo R$ 300 milhões. Ainda assim não termina a fábrica de fracionamento lá [em Pernambuco]. Nós vamos apertar a negociação e conseguir concluir todo o sistema de sangue da Hemobrás. É preciso paciência e tranquilidade para que possamos tomar do investidor privado os recursos necessários e para que não fique lá uma parte da fábrica inacabada como é a atual proposta”.

Agência Brasil

16 de outubro de 2017, 19:59

BAHIA Sede da 40ª CIPM disponibiliza mamografia gratuita até sábado

Foto: Jorge Cordeiro/SSP

Polícia Militar participa da Campanha Outubro Rosa

O ‘Mutirão de mamografias’ da campanha ‘Outubro Rosa’ segue a todo vapor nos bairros do Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e Chapada do Rio Vermelho. Através de uma parceria com as Bases Comunitárias de Segurança começaram, nesta segunda-feira (16), os atendimentos gratuitos para exame de prevenção ao câncer de mama, na sede da 40ª Companhia Independente de Polícia Militar. O caminhão ficará até sábado (21) e para realizar o procedimento é necessário ter em mãos documentos originais e cópias da Identidade, CPF, cartão do Sistema Único de Saúde (Sus) e comprovante de residência. Segundo a técnica de radiologia Andreia Barbarino, o atendimento é direcionado para mulheres a partir de 45 anos que nunca tenham feito nenhum procedimento na mama. “Quem tiver de 35 a 44 anos e quiser fazer, é só trazer uma requisição médica”, explicou. O subcomandante da 40ª CIPM, capitão Luiz Cláudio Nascimento, contou que o intuito é que todo o público-alvo seja atendido até sábado. “A meta é alcançar todas as mulheres possíveis, com os requisitos, não só dos bairros que as bases atendem como das regiões vizinhas”, declarou.

16 de outubro de 2017, 19:46

BRASIL Irmãos Batista viram réus por uso indevido de informação privilegiada

Foto: Divulgação

A Justiça Federal em São Paulo aceitou hoje (16) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os empresários Joesley e Wesley Batista, sócios da JBS, e os tornou réus pela prática dos crimes de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada.“Considero existirem suficientes indícios de autoria em relação a cada um dos imputados, havendo, portanto, justa causa para o prosseguimento da persecução penal”, destacou na decisão o juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo.Segundo a denúncia do MPF, os empresários e dirigentes do grupo JBS lucraram R$ 100 milhões com a compra de dólares poucos dias antes do vazamento do acordo de delação premiada que fizeram com a Procuradoria-Geral da República (PGR).Eles teriam também vendido R$ 327 milhões em ações da JBS enquanto seus executivos negociavam o acordo com a PGR. O MPF afirma que os empresários sabiam que a delação causaria a queda das ações da JBS e a alta do dólar e atuaram para reduzir o prejuízo.O MPF aponta Wesley como responsável pela compra dos dólares, por isso está sujeito a pena de até 18 anos de prisão. Já Joesley teria articulado a manipulação do mercado e pode pegar pena de 13 anos.Os irmãos Batista já estão presos desde 9 de setembro na carceragem da Superitendência da Polícia Federal em São Paulo. A Agência Brasil procurou a defesa de Joesley e Wesley Batista para comentar a decisão, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

Agência Brasil

16 de outubro de 2017, 19:42

BRASIL Ex-sócio de Adriana Ancelmo é absolvido da acusação de obstrução de Justiça

Foto: Divulgação

Adriana Ancelmo é esposa do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral

O advogado Thiago Aragão, ex-sócio da mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), Adriana Ancelmo, foi absolvido pela Justiça Federal nesta segunda-feira, 16, em ação que o acusava de obstrução da Justiça. Ele ainda responde a outro processo, que continua em trâmite, no qual é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Adriana está presa desde 6 de dezembro sob acusação de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A acusação de obstrução de Justiça, feita pelo Ministério Público Federal (MPF) em junho, se baseava na delação premiada do empresário Italo Garritano, dono da rede de restaurantes Manekineko e concunhado do advogado. Garritano afirmou que, desde novembro de 2016, quando Cabral foi preso e Adriana conduzida coercitivamente para prestar depoimento, Aragão tentava influenciar os depoimentos do empresário. O advogado também era acusado de produzir documentos falsos para dificultar a investigação sobre a atuação do escritório que já dividiu com Adriana Ancelmo. Para o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, o MPF não conseguiu comprovar as acusações. “O ônus da prova é do órgão acusatório, não tendo logrado êxito em demonstrar que os documentos são categoricamente falsos”, escreveu Bretas. “Quanto à afirmação de que o réu sugeriu ao colaborador duas versões inverídicas acerca dos fatos que lhes foram imputados, não há outras provas que corroborem tais imputações além da palavra do próprio colaborador. Como se sabe, não é possível a condenação com base isoladamente em afirmações feitas pelo colaborador; há que se cotejar tais informações com outras provas efetivamente trazidas aos autos”, continuou o juiz.

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2017, 19:26

BRASIL Para evitar confronto com Maia, aliados de Temer culpam STF por divulgação de vídeos

Foto: André Dusek/Estadão

Plenário do Supremo Tribunal Federal

Para dissipar a nova crise entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Michel Temer, interlocutores do governo resolveram creditar na conta do Supremo Tribunal Federal (STF) a divulgação dos vídeos do operador financeiro Lúcio Funaro. O material foi disponibilizado no site da Câmara, e gerou um bate-boca entre Maia e o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, no fim de semana. Nomes próximos a Temer, no entanto, classificaram que o “erro original” foi do Supremo – especialmente do relator Edson Fachin – que teria enviado o material à Câmara sem deixar claro o que deveria ser mantido em sigilo e o que poderia ser divulgado. No domingo, o ministro Antonio Imbassahy (Relações Institucionais) jantou com Maia para tentar diminuir o mal-estar entre o presidente da Câmara e o Planalto. Nesta segunda, aliados de Temer afirmaram que o assunto “estava resolvido”. O vice-líder do governo na Casa, deputado Beto Mansur (PRB-SP), também minimizou o clima de animosidade e afirmou que, ao dar publicidade aos vídeos de Funaro, Maia agiu com o respaldo do STF. “Não vejo nenhum tipo de problema de relacionamento entre Maia e Temer”, afirmou. “O Maia tem sido um aliado fundamental para o sucesso do governo, principalmente no avanço das pautas econômicas. Nada desse resultado positivo que a gente está alcançando seria possível sem o apoio de Maia”, disse o líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP). Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados no site da Câmara em 22 de setembro, junto com os outros documentos relacionados à segunda denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). O material foi enviado pela presidente do Supremo, Cármen Lúcia, por meio de ofício expedido em 21 de setembro, uma semana após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar a denúncia. Em nota, Maia afirmou que, no material enviado pelo Supremo não havia nenhuma “determinação de restrição de acesso a qualquer parte da documentação”. O gabinete de que Fachin ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, apenas reafirmou que o conteúdo da delação premiada de Funaro estava sob sigilo.

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2017, 19:26

BRASIL Temer condena atentado na Somália

O presidente Michel Temer manifestou repúdio ao duplo atentado ocorrido no último sábado (14) na Somália. Em mensagem no Twitter, Temer lamentou os ataques e condenou os atos terroristas. “Estamos consternados com o ataque na Somália, que fez centenas de vítimas. Repudiamos toda forma de terrorismo.”O ataque ocorreu na capital do país, Morgadíscio. Dois caminhões-bomba explodiram nas imediações de um movimentado mercado e de um hotel. De acordo com o balanço mais recente, 315 pessoas morreram. A maioria dos mortos eram civis, principalmente vendedores ambulantes instalados em uma das ruas mais movimentadas da cidade.O presidente de Somália, Mohamed Abdullahi Farmajo, decretou três dias de luto e fez um apelo à população por doação de sangue aos hospitais, muitos sem condições de atender e salvar a vida dos feridos.O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, também condenou o atentado. No último domingo, o porta-voz de Gutérres pediu “a todos os somalis que se unam à luta contra o terrorismo e o extremismo violento e trabalhem lado a lado na construção de um Estado funcional e inclusivo”.O Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA) também condenou o atentado, o qual classificou como “covarde e sem sentido”. A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauer, expressou em nota a posição dos EUA quanto ao pior atentado da história da Somália. “Os EUA condenam, nos termos mais enérgicos, os ataques terroristas que mataram e feriram centenas de pessoas em Mogadíscio”, diz nota divulgada pela porta-voz.A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Muhammad Siad Barre, o que deixou o país sem um governo efetivo e nas mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos de criminosos armados.

Agência Brasil

16 de outubro de 2017, 19:12

BRASIL Votação sobre afastamento de Aécio deve ter ausência de 12 senadores

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O senador Aécio Neves (PSDB-MG)

Pelo menos 12 senadores devem se ausentar da votação que pode derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impõe medidas restritivas ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), prevista para esta terça-feira, 17. O tucano precisa de 41 votos dos 81 senadores para derrubar a decisão da Corte e retomar o mandato. Aliados de Aécio consideram que seria necessário um quórum mínimo de 70 senadores no plenário para iniciar a votação. Caso contrário, há um movimento entre alguns líderes partidários para adiar a apreciação para quarta-feira, 18. Entre os faltosos está o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), considerando um dos principais articuladores da Casa. Ele se recupera de uma diverticulite e, segundo a assessoria de imprensa, só deve voltar às atividades parlamentares daqui a dois dias. O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO) está de licença médica por 15 dias após ter fraturado o úmero ao tentar domar uma mula em sua fazenda na cidade de Mara Rosa, na semana passada. Além deles, os senadores Armando Monteiro (PTB-PE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Ricardo Muniz (PP-BA) e Cristovam Buarque (PPS-DF) também não estarão no Senado nesta terça-feira, 17, pois estão em missão especial nos Emirados Árabes. Já Jorge Viana (PT-AC), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Roberto Muniz estão na Rússia. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), estava na mesma missão, mas antecipou o seu retorno par hoje. Os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ciro Nogueira (PP-PI), desistiram da viagem e permaneceram no Brasil. A senadora Ana Amélia (PP-RS) também cancelou uma viagem para a Itália, onde participaria de um congresso esta semana sobre diabetes. Ela adiantou que votará contra Aécio. “O mais importante é ficar aqui e votar pelos interesses do País”. A votação sobre o afastamento de Aécio já começará com dois votos a menos (79). De acordo com o regimento interno do Senado, o presidente da Casa só vota em caso de empate. Como Aécio está afastado, também não poderá participar da apreciação.

Estadão Conteúdo