Frase do dia

A esta altura, acho muito difícil que ainda haja alguém indeciso a ponto de mudar de ideia. Mas a presidente deu um tom político que foi importantíssimo, porque estamos na disputa pela versão dos fatos. Historicamente, é fundamental.

HUMBERTO COSTA, LÍDER DO PT NO SENADO comentar

30 de agosto de 2016, 13:45

BRASIL Cardozo rebate Janaína e reforça tese de chantagem de Cunha a Dilma

O advogado de defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, rebateu a advogada de acusação, Janaína Paschoal, e reforçou a tese de que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), além de chantagear Dilma, “disse que não aceitaria pedido contra contas de 2014 porque elas não tinham sido votados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas as de 2015 também não foram”. “Hoje golpes não se fazem com tanques ou armas, é destituição ilegítima de presidente”, afirmou Cardozo. Ao defender a presidente, o advogado ressalta que querem afastar uma mulher que incomodou as elites, inclusive ao não permitir que Lava Jato fosse obstada. “Se há uma pessoa absolutamente correta e íntegra no sistema político brasileiro é Dilma”, declarou. A defesa tem insistido que criaram pretextos jurídicos para tirar Dilma, “que abrangem ‘conjunto da obra”. Cardozo tenta sensibilizar parlamentares e afirma que ela nunca tolerou irregularidades, “bastava cheirar suspeitas, que ia na jugular dos seus inimigos”. “Acusadores colocam ‘conjunto da obra’ no bancos dos réus e se prendem muito pouco na análise da acusação” disse.

Estadão Conteúdo

30 de agosto de 2016, 13:30

BRASIL Testemunha de Cunha, deputado vai ao STF para esclarecer procedimentos internos

O deputado federal Pedro Chaves (PMDB-GO) foi o primeiro parlamentar a prestar depoimento hoje (30), como testemunha de defesa de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ação penal aberta em março, o ex-presidente da Câmara é suspeito de receber ao menos R$ 5 milhões em propina, dinheiro que teria como origem um contrato de compra de sondas pela Petrobras. Chaves compareceu ao STF sem advogado e foi ouvido por cerca de 15 minutos. Ele, que está em seu quinto mandato na Câmara, disse ter sido perguntado sobre os procedimentos internos da Casa. Um dos questionamentos levantados pela defesa de Cunha é se a senha de um deputado pode ser usada por terceiros para fazer requerimentos. “Nós falamos só sobre funcionamento da Casa, requerimento, como funciona a parte administrativa. Só isso”, disse o peemedebista ao deixar o gabinete do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF. O deputado foi interrogado pelo juiz auxiliar Paulo Marcos de Farias. O Ministério Público Federal (MPF) suspeita que dois requerimentos feitos pela deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, no qual eram solicitadas informações sobre as empresas que venderam as sondas à Petrobras, foram na verdade elaborados por Cunha, com o objetivo de pressionar o pagamento de propinas atrasadas. “Ficou muito claro que um parlamentar, para exercer a atividade dele, pode passar a senha pessoal para que assessores façam e formulem requerimentos. O que aconteceu nesse caso. O objetivo de interrogar o deputado Pedro Chaves era esclarecer essas questões”, disse Ticiano Figueiredo, advogado de Cunha.

Felipe Pontes, Agência Brasil

30 de agosto de 2016, 13:05

MUNDO Governo da Venezuela e oposição trocam acusações antes de marcha por referendo

Dois dias antes de uma marcha em Caracas para exigir a pronta realização de um referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro, crescem na Venezuela as acusações dos governistas sobre supostos atos de violência e também as denúncias da oposição de que seus dirigentes são perseguidos.A detenção na véspera do integrante da Vontade Popular Yon Goicoechea, acusado por um governista de ter em seu poder “cordões detonadores para explosivos”, gerou alarme entre a oposição. “Há um exagero repressivo por parte da cúpula governante”, afirmou nesta terça-feira o secretário-executivo da aliança opositora, Jesús Torrealba, ao condenar a prisão de Goicoechea e as buscas em casas de outros dirigentes da Vontade Popular.No sábado, o ex-prefeito Daniel Ceballos foi detido. Também dirigente da Vontade Popular, Ceballos foi acusado de tramar sua fuga e com isso deixou a prisão domiciliar em que estava.Torrealba disse que as horas anteriores à marcha marcada para 1º de setembro são de “perigo” e que o governo está “desesperado” diante da severa crise econômica e da queda na popularidade de Maduro, que está na casa dos 20%.A oposição pretende utilizar a mobilização para impulsionar a coleta nas próximas semanas das assinaturas de 20% dos eleitores necessárias para realizar um referendo revogatório contra Maduro. A oposição aposta em realizar a consulta neste ano, mas o cronograma proposto pelo Conselho Nacional Eleitoral gerou dúvidas de que a votação possa ocorrer antes de 10 de janeiro de 2017. Nessa data se completará mais da metade do mandato de Maduro e, se ele deixar o posto depois disso, os anos seguintes de mandato serão cumpridos pelo vice-presidente.

Estadão

30 de agosto de 2016, 13:00

ECONOMIA Copom inicia reunião para definir taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou hoje (30) reunião de dois dias para definir a taxa básica de juros, a Selic. É o segundo encontro sob o comando do presidente do BC, Ilan Goldfajn que fez mudanças na comunicação e no formato da reunião. Anteriormente, em dias de reuniões do Copom, a diretoria do BC participava, pela manhã, de análises de mercado e, à tarde, tinha início o colegiado para definir a Selic. Agora, o BC incorporou a análise de mercados à reunião do Copom, no período da manhã. E, à tarde, é feita a análise da conjuntura. No segundo dia de reunião, após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, os diretores e o presidente do Banco Central definem a taxa. O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação. Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006. Pelas expectativas de instituições financeiras, a Selic será mantida nesse patamar na reunião deste mês, mas até o final do ano será reduzida. A expectativa é que a Selic encerre 2016 em 13,75% ao ano. Desde a última reunião do Copom, a divulgação da decisão sobre a taxa passou a ocorrer por volta das 18h. Anteriormente, a taxa Selic era anunciada entre 19h30 e 21h. O presidente do BC também alterou o dia de divulgação da ata da reunião com as explicações para a decisão sobre a Selic. Agora, o documento é divulgado na terça-feira e não mais na quinta-feira da semana seguinte à reunião.

Kelly Oliveira, Agência Brasil

30 de agosto de 2016, 12:50

BRASIL Gleisi diz que Janaína foi paga por parecer do impeachment de Dilma

Foto: Agência Senado

Exaltada, a senadora petista Gleisi Hoffmann (PR) acusou a advogada de acusação, Janaína Paschoal, de ser paga para fazer o parecer do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. A senadora criticou a fala da acusação e afirmou que tanto Janaína quanto Miguel Reale Júnior não fizeram um debate jurídico e sim político. “Para fazer debate político, tem que se submeter a votos populares”, disse. A senadora petista afirmou ainda que o processo de impeachment é contra o povo e citou, nominalmente, as Avenidas Paulista, Nossa Senhora de Copacabana e Atlântica como locais de “uma elite que apoia o golpe”. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu a declaração de Gleisi e disse que ela não pode ofender o Senado nem advogados da “dimensão moral e intelectual” como Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, também saiu em defesa dos advogados. Afirmou que a legislação brasileira estabelece que um advogado é inviolável no exercício de sua profissão.

Estadão

30 de agosto de 2016, 12:45

BAHIA Dilma mostra mais um momento de valentia e lutará até o final desse processo, diz Valmir

Foto: Agência Câmara

Deputado federal Valmir Assunção (PT-BA)

A segunda-feira – dia 29 de agosto de 2016 – entrou para a história como a data que um presidente da República foi ao Senado Federal, pela primeira vez, para se defender de acusações de crimes de responsabilidade. Dilma Rousseff prestou esclarecimentos durante 13 horas após um pronunciamento de 45 minutos feito no plenário, respondendo a questionamentos de mais de 60 parlamentares. O cenário político parou para assistir e ouvir o que a Chefe do Executivo tinha para dizer, inclusive a base, como o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), que esteve com Dilma antes do pronunciamento e disse, nesta terça-feira (30), que “ficou mais que óbvio que todo o processo é um golpe para implantar um projeto de retirada de direitos dos trabalhadores”. Para Valmir, “Dilma já é a presidente que entrou para a história como uma mulher que luta pela democracia com altivez e segurança de quem não cometeu nenhuma irregularidade”. O parlamentar petista disse ainda que a presidente lutará até o último momento e já sinalizou que vai judicializar todo o processo, com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF). “Não há crime de responsabilidade. Os três decretos de créditos suplementares que estão sendo julgados não configuram pedaladas fiscais e isso já foi esclarecido por especialistas. O julgamento é meramente político e tem vício em sua origem, com as chantagens de Eduardo Cunha”. Assunção diz que o processo não tem base jurídica, e se trata de “uma retórica que envergonha o país. É fundamentada por uma aliança golpista daqueles que perderam o espaço no governo e que perderam as eleições em 2014, como o PSDB, o DEM e parte do PMDB de Cunha e Michel Temer. Dilma mostrou para eles que tem muito mais valentia e base técnica, que um covarde, golpista que evitou vaias e proibiu manifestações. Até mesmo os advogados de acusação entraram no jogo e foram para o Senado fazer política. A fase do processo que começou, nesta terça, mostra mais uma vez que é um processo fantasioso”, completa Valmir.

30 de agosto de 2016, 12:40

SALVADOR Cláudio Silva pensa em soluções para encostas em Salvador

Foto: Divulgação

Com as fortes chuvas que caem em Salvador ao longo desta semana, o cenário visto na cidade não é nada bom, principalmente nos locais onde existem encostas. Para analisar e propor soluções para o problema de infraestrutura na capital baiana, o candidato à Prefeitura de Salvador, Cláudio Silva (PP), tem percorrido as ruas junto com a vice na chapa Pense Diferente, a engenheira civil Dinamene Meireles (PP). De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil (Codesal), até as 18h03 desta quinta-feira (25) haviam sido registradas 83 solicitações relacionadas aos prejuízos causados pela chuva na cidade. Diante disso, o candidato Cláudio Silva (PP) avalia que é necessário tomar sérias providências para acabar com esse alto índice de ocorrências, que englobam, entre outros problemas, deslizamentos de terras e desabamento de imóveis. “Nossa campanha percorre a cidade para avaliar de perto os seus problemas. Temos visto encostas vergonhosas, com lonas antigas, já perdendo a cor, o que pode causar mais acidentes e vitimar outros cidadãos, como aconteceu em Barro Branco, na Avenida San Martim, no ano passado”, afirma Cláudio Silva. Para o candidato e sua vice, Dinamene Meireles, as lonas não são soluções para serem usadas durante um longo período, mas sim um paliativo. “As lonas colocadas em algumas encostas da cidade ficam velhas e nem são trocadas. Essa não é a forma correta de resolver o problema. Obras de engenharia civil e revegetação são exemplos de como podemos solucionar a questão das encostas”, defende o progressista. O pepista também afirma que, atualmente, a cidade não tem preparação para enfrentar fortes chuvas. “Não se pode preparar a cidade para enfrentar as chuvas apenas quando chega o inverno. Medidas simples, como melhorar as coletas de lixo e evitar de

30 de agosto de 2016, 12:28

BRASIL No Palácio do Planalto, Temer cancela agenda pela manhã

O presidente interino Michel Temer está no Palácio do Planalto, mas desmarcou a agenda para a manhã de hoje (30). Estava previsto o encontro dele com o segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Giacobo (PR-PR), às 10h. O motivo do cancelamento não foi informado pela assessoria do presidente. Também não foi confirmado se Temer assistirá ou não a sessão de hoje, no Senado, na qual ocorre o julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. Ontem, após participar de uma cerimônia na qual recebeu atletas olímpicos no Palácio do Planalto, Temer disse não ter tido tempo para assistir à defesa da presidenta afastada. “Sabe que eu não tive tempo de ouvir? Confesso que não tive tempo de ouvir [o discurso de Dilma]. Fiquei trabalhando em uns despachos e não tive a satisfação de acompanhar o discurso”, disse ele. Posteriormente, enquanto Dilma continuava sua defesa no Senado, o Planalto divulgou nota na qual rebateu declarações feitas pela presidenta afastada Dilma Rousseff e pelo senador Paulo Paim. “Não é verdade que se debata a estipulação de idade mínima de 70 ou 75 anos aos aposentados; não será extinto o auxílio-doença; não será regulamentado o trabalho escravo; não há privatização do pré-sal e não se cogita revogar a Consolidação das Leis do Trabalho [CLT]. Essas e outras inverdades foram atribuídas de forma irresponsável e leviana ao governo interino”, diz trecho da nota, emitida pelo Planalto, por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Paim havia dito que o afastamento de Dilma teria como consequência o “ataque” a direitos sociais e a “revogação” da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Já a presidenta afastada acusou o governo do presidente interino Michel Temer de adotar um “programa ultraconservador” em relação aos direitos dos trabalhadores.

Pedro Peduzzi, Agência Brasil

30 de agosto de 2016, 12:25

BRASIL Brasil está prestes a mudar de mentalidade, diz Miguel Reale Júnior

Foto: Divulgação

O jurista Miguel Reale Júnior afirmou nesta terça-feira, 30, que o Brasil está prestes a viver não só uma mudança de governo, mas também de mentalidade. Segundo ele, a presidente afastada, Dilma Rousseff, está de costas para a nação. “O descontrole das finanças públicas é apenas um dos reflexos reveladores do aparelhamento do Estado, da ocupação da administração pública não baseada no mérito, mas no favoritismo, na sinecura. A herança mais negativa que o lulo-petismo deixa é a legitimação da esperteza malandra”, afirmou.Ele defendeu que o Brasil está dando uma imensa demonstração de democracia para o mundo, porque mesmo com os noves meses de duração do processo de impeachment, não houve nenhum risco para o processo democrático. “Ninguém teve limitação nos direitos políticos e individuais”. O jurista também reforçou que o Senado tem “estatura moral” para realizar o julgamento e condenação de Dilma. “Esse Senado honra o País, não só porque foi respeitado o devido processo legal, mas porque tomará uma decisão condenatória com base na verificação exata de fatos delituosos graves.” Reale Júnior defendeu que há, sim, crime de responsabilidade por parte de Dilma, porque ela utilizou os bancos públicos para financiar o Tesouro. “Fazia-se isso porque se estava, em contrapartida, realizando uma política irresponsável das finanças públicas, com desonerações indevidas, gastos extraordinários, desvio do dinheiro público e destruição estatais”. Segundo ele, esses supostos recursos desviados eram usados para “irrigar a mancheias as contas do partido dos governantes”.

Estadão

30 de agosto de 2016, 12:20

BRASIL Janaína chora e pede desculpas a Dilma por ter causado sofrimento com impeachment

Foto: André Dusek/AE

Uma das autoras do pedido de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal chorou e pediu desculpas à petista durante discurso no Senado Federal na sessão de julgamento final do impeachment desta terça-feira, 30. “Finalizo pedindo desculpas à senhora presidente. Não por ter feito o que fiz, mas por eu ter lhe causado sofrimento. Mas sei que a situação que está vivendo não é fácil. Muito embora não fosse meu objetivo, causei sofrimento”, afirmou a advogada. Janaína pediu que Dilma entendesse o que ela fez. “Peço que ela um dia entenda que eu fiz isso também pensando nos netos dela”, afirmou a advogada, que, mais cedo, tinha reconhecido é que “muito difícil” apresentar um pedido de impeachment contra uma mulher. A fala de Janaína ocorre um dia após Dilma ir pessoalmente ao plenário do Senado prestar depoimento. Em sua fala, a petista afirmou que não há base legal para pedir sua saída da presidência e se disse vítima de um “golpe” parlamentar.

Estadão

30 de agosto de 2016, 12:15

BRASIL Em carta para Kirchner, Lula fala em conspiração contra Dilma e contra PT

Foto: Divulgação

Lula

Em carta enviada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner, o petista classifica o processo de impeachment de Dilma Rousseff como “inconstitucional” e fala que a situação é uma “conspiração” para partidos derrotados assumirem o poder. Ele ainda acusa o PSDB de pedir o cancelamento do registro do PT na Justiça para impedi-lo de ser candidato a presidente em 2018. A carta, escrita em espanhol e assinada por Lula com data de 26 de agosto, tem seis páginas e foi publicada por Cristina nessa segunda, 29, em seu site. No documento, Lula afirma que o processo de impeachment é inconstitucional e completamente arbitrário contra Dilma. Para o petista, a situação é fruto de uma conspiração de partidos derrotados nas últimas eleições com grandes grupos midiáticos e se configura contra as regras democráticas. O petista acusa “as forças conservadoras” de impedir a continuidade de programas sociais do PT. “No lugar de assumir a decisão soberana do eleitorado, voltando ao seu trabalho de oposição e se preparando para disputar a próxima eleição presidencial, como sempre havia feito o PT nas eleições que perdeu, os partidos derrotados e os grandes grupos midiáticos se rebelaram contra as próprias regras do regime democrático, começando a sabotar o governo e a conspirar para apoderar-se do poder por meios ilegítimos”, diz o texto. Segundo a carta, os responsáveis pela tentativa de afastar Dilma do poder atacaram o governo, que se esforçava para redefinir a política econômica em 2015, e ainda criaram um “beco sem saída” político e institucional. Leia mais no Estadão.

Estadão

30 de agosto de 2016, 12:14

BRASIL PEC do deputado Bacelar prevê limitações no foro especial

Foto: Divulgação

Limitar as hipóteses de foro especial para julgar os crimes comuns e de responsabilidade cometidos por autoridades. A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 261, de autoria do deputado federal Bacelar (PTN-BA), apresentada na Câmara dos Deputados na última semana. A PEC tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pretende reparar situações onde o foro especial mais se aproxima de um privilégio e menos de um instituto republicano para a proteção do cargo, da função e do interesse público.Com a aprovação da proposta de Bacelar, passam a ser processados e julgados por uma vara especializada da Justiça Federal, em Brasília, os membros do Congresso Nacional, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros de Estado, comandantes das Forças Armadas, membros dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU) e os chefes de missão diplomática de caráter permanente.Tomando-se o histórico do STF, a Corte por muitos anos foi mais responsável por decretação de prescrições do que condenações. Em maio de 2016, tramitavam no Supremo 369 inquéritos e 102 ações penais contra parlamentares. O prazo médio para recebimento de uma denúncia pelo STF é de 617 dias, enquanto um juiz de 1º grau recebe a denúncia em menos de uma semana. No âmbito da Operação Lava Jato, por exemplo, das 11 denúncias oferecidas até agora, o Supremo só conseguiu receber a peça contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

30 de agosto de 2016, 12:00

BRASIL Senador leva mãe ao plenário para acompanhar sessão do impeachment

O senador Wilder de Morais (PP-GO) trouxe a mãe, Maria Angélica de Morais, 69, para acompanhar a sessão do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff nesta terça-feira, 30. Ela está sentada ao lado do filho no plenário do Senado e é apresentada a todo o instante por parlamentares. Morais é favorável à saída de Dilma. A sessão desta terça-feira é destinada ao debate entre acusação e defesa. Os advogados de cada lado terão inicialmente até 90 minutos para falar, podendo pedir mais uma hora extra para tréplica. Em seguida, começa a fase de discursos dos senadores. Até agora, 65 dos 81 parlamentares da Casa já se inscreveram para falar. Cada um terá até 10 minutos para discursar.

Estadão

30 de agosto de 2016, 11:46

BAHIA José Rocha destaca aniversários de municípios da Bahia

Foto: Secom/Câmara dos Deputados

José Rocha

O 1º vice-líder do PR, deputado José Rocha, homenageou da tribuna da Câmara, nesta terça (30), seis municípios da Bahia pelos respectivos aniversários de emancipação política comemorados durante o mês de agosto. José Rocha lembrou que no dia 14 Coribe e Cocos, no Oeste, completaram 58 anos de emancipação juntamente com Guanambi, no Sudoeste, que chegou aos 97 anos. Dia 17 foi a vez de Carinhanha, localizado às margens do Rio São Francisco, já na divisa com Minas Gerais, comemorar 184 anos de fundação. Ituaçu, nas proximidades da Chapada Diamantina completou 119 anos no dia 25. “Desta tribuna reitero meus parabéns aos moradores, autoridades e demais lideranças desses municípios, alguns mais jovens, outros com mais tempo de emancipação, mas todos com uma bela história que orgulha sua gente”, afirmou. José Rocha também antecipou os parabéns aos moradores de Bom Jesus da Lapa que, na quarta Secom/Câmara dos Deputados(31), comemoram 93 anos de emancipação política.

30 de agosto de 2016, 11:44

BAHIA Cipó: Alex Lima desmente acusações de agressão à tenente

O deputado estadual Alex Lima (PTN) desmentiu as acusações veiculadas pelas redes sociais e pela Associação dos Oficiais Militares do Estado da Bahia, na qual o Tenente PM Abdul Araújo, lotado na 21ª Companhia Independente da PM do município de Cipó, afirma ter sido agredido e desrespeitado pelo parlamentar durante confusão ocorrida na cidade, no último dia 21. “Quem presenciou toda a situação, sabe que a versão apresentada por esta associação não é verdadeira. Temos vídeos e diversas testemunhas de que em nenhum momento agredi ou incitei violência. Sou um cidadão que preza pelo respeito e me entristece saber que existem policiais que não honram a farda da PM atuando no nosso Estado”, lamentou o deputado.Além de desmentir a suposta agressão física sofrida pelo Tenente, o deputado pontuou algumas acusações feitas a ele, no material divulgado pela Associação. “A inverdade dos fatos alegados já pode ser notada na própria defesa feita por eles (policiais). Diferente do que afirmaram, não tenho comitê eleitoral na cidade de Cipó. Nenhum dos policiais foram agredidos ou desrespeitados. Nós cidadãos, é que fomos vítimas das ações arbitrárias e truculentas demonstradas por eles. Um dos policias me ameaçou, caso ultrapassasse o cordão de isolamento feito por eles, e eu jamais desobedeceria uma ordem emitida por uma autoridade policial com arma em punho, assim como não incitariam ações que gerassem danos ao patrimônio público”, contou.A ação envolvendo o parlamentar, foi iniciada após Lima ter saído da inauguração do comitê do candidato que apoia na cidade. Já na estrada, o parlamentar recebeu uma ligação informando que o advogado e amigo pessoal, Enzo Ramos, estava detido em Cipó após desentendido com militares que apreendiam motos e não queriam ser filmados ou fotografados. Atendendo apelos de moradores do local, Alex Lima foi chamado por populares para retornar à cidade e tentar apaziguar a situação, quando foi impedido de entrar à delegacia por militares armados. “Fui recebido na porta da delegacia por policiais com armas em punho. Perguntei quem estava no comando da operação e a partir dali fui destratado. Os policiais disseram que eu estava no local errado e, com deboche, afirmaram que não tinham medo de Doutor Deputado. Respondi que não deveriam ter medo mesmo não, mas que deveriam respeitar os cidadãos”, afirmou.OFÍCIO – Já em Salvador, o deputado relatou o ocorrido durante discurso na Assembleia Legislativa da Bahia e enviou ofício ao secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa e ao governador Rui Costa (PT), pedindo providências sobre o caso e a relação com os nomes dos policiais envolvidos na ação.