19 de julho de 2019, 12:48

BAHIA Aeroporto de Conquista: Wagner afirma que quando Bolsonaro chegou já encontrou convênio executado

Foto: Mari Leal

Conforme Wagner, a população de Conquista sabe que o aeroporto não foi feito da noite para o dia e onde tudo começou

O senador Jaques Wagner (PT) ao ser questionado sobre a “paternidade” do Aeroporto de Conquista não hesitpou em disparar que “qualquer obra publica é feita com dinheiro público de imposto e quem paga imposto é o povo”. Porém, não deixou de afirmar que quando o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chegou ao poder o convênio já estava todo executado e que tudo começou em sua gestão, enquanto governador da Bahia, e na gestão do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

“A verdade, é que o gestor é designado pelo povo através do voto para fazer gestão. E, nesse caso, tudo começou no governo Lula em 2009 quando eu estava no meu primeiro governo e, durante a primeira gestão do governo do governador Rui Costa o último desembolso feito, justiça seja feita, pelo então presidente Michel Temer. Quando Bolsonaro chegou o convênio já estava todo executado. Mas acho que essa disputa é de quem transforma a política em coisa pequena e a população de Conquista sabe que o aeroporto não foi feito da noite para o dia e onde tudo começou”, avaliou.

O líder petista ainda aproveitou para citar como exemplo a presença de parlamentares da base do governador e do prefeito ACM Neto (DEM) no mesmo evento na Fundação Dr. Jesus nesta sexta-feira.

“Aqui é uma obra social que reconheci desde que assumi o governo [do estado, à época] e não é porque um integrante do DEM está aqui que não podemos nos reunir em prol da causa”, concluiu.

Mari Leal e Fernanda Chagas

19 de julho de 2019, 12:39

SALVADOR CRAS do Bairro da Paz é entregue requalificado pela Prefeitura

O Bairro da Paz é a mais nova localidade a receber um Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) completamente requalificado pela Prefeitura, que passa a funcionar na Rua Tancredo Neves, 80, próximo ao posto de saúde. A entrega do equipamento foi feita pelo prefeito ACM Neto, dentro da programação do Gabinete da Prefeitura em Ação na região administrativa de Itapuã/Ipitanga, que ocorre durante toda esta quinta-feira (18). Também estiveram presentes na ocasião o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura e Obras Públicas, Bruno Reis; os secretários de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), Ana Paula Matos, e das Prefeituras-Bairro, Luiz Galvão; demais gestores, autoridades e moradores. A medida faz parte do Programa de Requalificação dos CRAS, iniciado pela administração municipal no mês passado. “O trabalho do CRAS antecipa a resolução de problemas que poderiam se tornar mais graves ao longo do tempo, além de gerar vínculos com a comunidade. O desejo é de que esta unidade seja a extensão da casa de cada família que necessita de assistência social”, pontuou o prefeito. A unidade tem capacidade para realizar 135 atendimentos por mês. Para a reimplantação da estrutura, foi realizado investimento para aluguel de novo imóvel; reforma estrutural, incluindo elétrica e hidráulica; aquisição de móveis e equipamentos de informática; além da reformulação de equipe técnica. Administrado em Salvador pela Sempre, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é uma unidade pública que atua com famílias e indivíduos no contexto comunitário, para orientar e fortalecer o convívio sociofamiliar. Atende a famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, em decorrência da privação de renda e do acesso a serviços públicos, com vínculos afetivos frágeis, discriminadas por questões de gênero, idade, etnia, deficiência entre outras. As unidades possuem equipes compostas por assistentes sociais, psicólogos, estagiários e pessoal de apoio. Atualmente, Salvador possui 29 CRAS espalhados em locais mais carentes da cidade. Dentre as ações desenvolvidas nos CRAS está o trabalho social com famílias, para orientar e fortalecer os vínculos familiares e comunitários por meio do atendimento psicossocial. Além disso, são feitas visitas domiciliares e institucionais, encaminhamentos à rede socioassistencial e a outras políticas públicas, oficinas de convivência e de trabalho socioeducativo. Também são promovidas articulação e fortalecimento da rede socioassistencial do território e dos grupos sociais locais. O público-alvo dos CRAS é formado por famílias e indivíduos que estejam em situação de vulnerabilidade social. É um público composto por beneficiários do programa Bolsa Família; em situação de extrema pobreza, pobreza ou privação (ausência de renda, acesso precário ou nulo aos serviços públicos); e com vínculos afetivos frágeis.

19 de julho de 2019, 12:36

SALVADOR Presidente municipal do DEM denuncia “sucateamento” do Planserv

Foto: Divulgação

Heraldo Rocha

Presidente do DEM em Salvador, o médico e ex-deputado Heraldo Rocha denuncia a situação, segundo ele, de “sucateamento” do Planserv. De acordo com ele, o plano de saúde dos servidores do estado enfrenta problemas que vão desde a falta de especialidades até a negativa de atendimentos, o que tem levado a um processo de judicialização do Planserv. Hoje, cerca de 18 especialidades médicas não atendem pacientes pelo Planserv, entre elas cirurgia geral, urologia, cirurgia vascular, cirurgia pediátrica, cirurgia oncológica, neurocirurgia, otorrinolaringologia e ginecologia, de acordo com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed). Além disso, servidores do estado que estão em tratamento de câncer e doenças cardíacas estão ficando sem assistência. “A situação é muito grave, e coloca em sério risco a saúde dos servidores do estado. As pessoas já não conseguem atendimento, levam meses para marcar uma consulta ou um procedimento. Cirurgias estão sendo negadas, pacientes crônicos estão deixando de receber assistência. É um completo descaso do governo”, diz. Rocha cobra uma resposta do governador Rui Costa (PT) para as queixas dos servidores. “O governador precisa deixar a propaganda de lado e ficar atento aos problemas da Bahia. O que estamos vendo no Planserv é uma verdadeira falta de gestão, de planejamento. É uma gestão incompetente e irresponsável”, afirma, ao lembrar que cerca de 500 mil servidores dependem do plano de saúde. O presidente do DEM de Salvador que o sucateamento do Planserv é só mais uma parte do caos que se tornou a saúde da Bahia. “Temos a Central Estadual de Regulação que com uma longa fila de pessoas que precisam de assistência urgente. As pessoas estão morrendo na fila da regulação à espera de cirurgias, de vagas em UTI”, complementa.

19 de julho de 2019, 12:33

BRASIL Governo tenta reduzir corte em recursos de ministérios

Diante de um desfalque de aproximadamente R$ 2 bilhões que se abriu Orçamento deste ano, o governo iniciou uma operação para tentar reduzir novo bloqueio de recursos de ministérios, previsto para a próxima segunda-feira (22). O chamado contingenciamento, que impede que as pastas gastem parte do orçamento liberado inicialmente, foi fator determinante para desencadear manifestações após cortes no Ministério da Educação no primeiro semestre. Agora, a orientação é buscar soluções que reduzam o impacto de um novo bloqueio. O anúncio precisa ser feito até a próxima segunda, quando vence o prazo de apresentação do relatório bimestral de receitas e despesas da União, documento que acompanha o cumprimento da meta fiscal do governo. Nesta quinta (18), em reunião da Junta de Execução Orçamentária, os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) levaram os números à mesa e discutiram os possíveis mecanismos para cobrir a insuficiência. De acordo com um técnico da área econômica que acompanhou o encontro, a equipe segue refinando o cálculo do rombo causado pela queda da previsão de arrecadação neste ano. Os números do ministério, ainda sujeitos a ajustes, apontam para um desfalque de aproximadamente R$ 2 bilhões. Após a reunião, questionado sobre a possibilidade de um novo corte de recursos a ser anunciado, Lorenzoni afirmou que “não está previsto”. “Estamos ajustando receitas e despesas. Herdamos um orçamento que não fomos nós que fizemos, [estamos] com o desafio de manter todas as funções do governo. Esse equilíbrio é complexo”, disse. Em março, a equipe econômica anunciou um corte de aproximadamente R$ 30 bilhões no Orçamento deste ano. Dois meses depois, após manifestações contra cortes na Educação, o governo conseguiu recompor parte dos recursos da pasta e cobrir o buraco nas contas, evitando novo contingenciamento. Isso foi possível com o uso uma reserva orçamentária destinada a situações de emergência. Com o gasto para evitar o bloqueio e as despesas com outras demandas de ministérios, inclusive pagamento de emendas parlamentares para aprovar a reforma da Previdência, a maior parte desse colchão de recursos foi consumida. Ao fim do primeiro bimestre deste ano, a reserva de emergência somava R$ 5,4 bilhões. Agora, restam apenas R$ 809 milhões. De acordo com técnicos que acompanharam a reunião desta quinta, a ideia é cobrir parte do rombo de R$ 2 bilhões com esses recursos que sobraram na reserva orçamentária. A equipe econômica discute ainda a possibilidade de realocar verbas não utilizadas por ministérios para reduzir outra parcela do corte.Ainda assim, até o momento, o governo estima que ficará descoberto um buraco de R$ 300 milhões, que poderão ser cortados do orçamento dos ministérios. Os técnicos seguem analisando os números, que ainda podem sofrer alteração.

Folha de S. Paulo

19 de julho de 2019, 12:32

BAHIA Cláudio Cajado indica mulher para diretoria administrativo-financeira da Desenbahia

A mulher do deputado federal Cláudio Cajado (PP), Andréia Xavier Cajado, teve seu nome indicado pelo partido para a diretoria administrativo-financeira da Desenbahia e aprovado pelo Conselho de Administração da instituição. A indicação, no entanto, precisará passar por uma avaliação do Banco Central, o que é praxe em instituições financeiras. Andréia é atualmente da Funasa, indicada pelo marido. A diretoria que pretende assumir já foi ocupada, entre outros, pelo ex-deputado federal Jairo Carneiro. Cajado migrou para a base de Rui Costa na eleição estadual passada, quando apoiou a reeleição do petista. Sempre com o apoio do marido, Andréia foi pelo menos três vezes prefeita de Dias D´Ávila.

19 de julho de 2019, 12:22

BAHIA Visita de Maia a Fundação Dr. Jesus reúne oposição e governo em um só palanque

Foto: Mari Leal

Sargento Isidório, aliado de Rui,é o anfitrião da festa

A visita do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia à Fundação Dr. Jesus, do pastor e deputado federal Isidório, conseguiu reunir, ainda que sem os principais caciques – o prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Rui Costa (PT) – , oposicionistas e governistas em só palanque, não apenas com vistas nas articulações em curso no Congresso, mas também com foco em 2020 e 2022.

Sargento Isidório, o anfitrião da festa, anunciou o senador Jaques Wagner como futuro governador da Bahia, mas também fez o mesmo apelo em alto som quando o senador Otto Alencar chegou.

E no meio desse cenário de disputa por popularidade e afagos, Pastor Isidório, aliado de primeira hora do governador, mas admirador do presidente Jair Bolsonaro (PSL), conseguiu reunir os deputados federais Elmar Nascimento (DEM), Leur Lomanto (DEM) , Otto Filho (PSD), Cacá Leão (PP), Otto Filho (PSD) e Luis Tibé, do Avante de Minas Gerais. Ainda, o deputado estadual João Isidório (Avante), os senadores Jaques Wagner, Otto Alencar e Ângelo Coronel, além do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), personagem principal.

Mari Leal e Fernanda Chagas

19 de julho de 2019, 12:12

BRASIL Bolsonaro confirma investigação sobre ameaça de grupo com plano de matá-lo

Foto: Alan Santos / Presidência da República

Jair Bolsonaro (PSL)

O presidente Jair Bolsonaro confirmou na manhã desta sexta-feira, 19, que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência já tinha conhecimento da investigação sobre um grupo de ecoterroristas que estaria ameaçando matá-lo, como revelou a revista Veja. Ao ser perguntado sobre o caso no final de um café da manhã com jornalistas de agências internacionais, no Palácio do Planalto, Bolsonaro confirmou que havia lido a reportagem naquela manhã. “Eu li e encaminhei, o GSI já tinha conhecimento”, disse. “O risco de atentado a mim ou a qualquer líder mundial sempre vai existir”, afirmou. A revista afirmou que teria conversado com um líder de um grupo que se intitula Sociedade Secreta Silvestre, que seria formado por ecoterroristas que fazem ações violentas em defesa do meio ambiente e teriam uma célula no Brasil. A revista cita um relatório da Polícia Federal em que responsabiliza o grupo pela queima de dois carros do Ibama e ameaças ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Estadão

19 de julho de 2019, 11:59

BRASIL Embaixador nos EUA: Wagner não antecipa voto, mas afirma considerar indicação “constrangedora”

Foto: Mari Leal

Wagner declarou, no entanto, que em sua opinião trata-se de nepotismo.

O senador Jaques Wagner (PT), não atencipa como será seu voto no Senado, mas afirma ser “constrangedora” a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada nos EUA.

“Vai passar pela Comissão de Relações Exteriores ainda e depois votado em plenário, mas eu não vou fazer prognóstico porque o voto é secreto e é impossível você ficar fazendo aposta. Contudo, acho que é um constrangimento grande, mesmo de gente apoiador do Governo Federal. A declaração dele [Jair Bolsonoro disse que o filho só não irá para a embaixada se não quiser ou se não for aprovado pelo Senado] de que quer beneficiar o filho, reforça esse constrangimento, mas eu prefiro aguardar”, frisou, durante a visita do presidente da Câmara Federal a Fundação Doutor Jesus, em Candeeias, na manhã desta sexta-feira (19).

Wagner declarou, no entanto, que em sua opinião trata-se de nepotismo. “É um filho de quem comanda, quem indica sendo indicado para o cargo”.

Sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal de suspender provisoriamente apurações abertas com dados compartilhados pelo Coaf sem autorização judicial, o senador também preferiu não polemizar. “Uma decisão de um presidente, de um ministro, não gosto de discutir. Vamos esperar o Pleno como vai se manifestar, enquanto isso eu prefiro não emitir opinião”, minimizou. O filho do presidente, Flávio Bolsonaro, é um dos beneficiários da medida.

Mari Leal e Fernanda Chagas

19 de julho de 2019, 11:54

BRASIL ‘Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira’, afirma Bolsonaro

Foto: Marcos Corrêa / PR

Jair Bolsonaro (PSL)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta sexta-feira (19) que não existe fome no Brasil. “Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora, passar fome, não”, disse em café da manhã com correspondentes internacionais. “Você não vê gente mesmo pobre pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo”, disse o presidente, sem citar nominalmente as nações que mencionou na declaração. A fala foi uma resposta do presidente a uma representante do jornal espanhol El País, que perguntou qual trabalho o governo tem realizado para reduzir a pobreza no país. Ele disse ainda que os Poderes Executivo e Legislativo podem “é facilitar a vida do empreendedor, de quem quer produzir, e não fazer esse discurso voltado para a massa, porque o voto tem o mesmo peso”. Bolsonaro também criticou a prática de distribuição de bolsas como forma de “distribuir riqueza” e disse que é o conhecimento que tira o homem da miséria. “A educação aqui no Brasil nos últimos 30 anos nunca esteve tão ruim”, disse.

Folha de S. Paulo

19 de julho de 2019, 11:46

Projeto de lei acaba com necessidade de licenciamento ambiental para estradas

Foto: Divulgação

Kim Kataguiri

O projeto da Nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, relatado pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), acaba com a necessidade de qualquer tipo de licenciamento ambiental para execução de obras em estradas do País. Hoje, ações de melhoria, ampliação e duplicação de estradas precisam requerer o licenciamento ambiental. Se consideradas apenas as estradas federais, o Ibama tem atualmente mais de 400 estradas em alguma fase de licenciamento. O novo texto, porém, elimina essa exigência, até mesmo para estradas que, eventualmente, nunca foram licenciadas. O assunto é controverso, porque libera todas as estradas não concluídas, por exemplo, na região amazônica. É o caso da BR-319 que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), ou ainda de outras rodovias que não receberam pavimentação, como a BR-242 no Mato Grosso. O texto relatado por Kim Kataguiri, que está em sua terceira versão, ficará duas semanas em consulta pública, a partir desta sexta-feira, 19. Na primeira semana de agosto, quando acaba o recesso parlamentar, o texto já deverá ir direto a plenário, sem passar por discussões em comissões. As comissões criadas pela Câmara costumam realizar, em média, cerca de 40 sessões para debates e, no fim, apresentam um texto substitutivo. Mas esse não é o caso do PL do Licenciamento, que foi discutido por “um grupo de trabalho”, pelo qual o texto final é votado diretamente pelo plenário da Casa. Kim teve um encontro com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para detalhar sua proposta. Em uma postagem na internet, o parlamentar se referiu ao ministro como o “Pavimentador-Geral da República” e disse que vai ajudar a “destravar” o País. O projeto de lei também reduz os prazos para que os órgãos ambientais, como Ibama e secretarias municipais e estaduais de meio ambiente, liberem suas licenças. Na área do agronegócio, passa a permitir que o Cadastro Ambiental Rural (CAR), feito pelos próprios produtores, tenham valor de licença ambiental. O texto, que é apoiado pelos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura e Infraestrutura, foi elaborado pela Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) e setores da indústria e, nos últimos meses, passou por mudanças. O deputado tem afirmado que buscou a alternativa “mais equilibrada” entre o meio ambiente e desenvolvimento econômico. Organizações socioambientais criticam a proposta e afirmam que o tema deveria ser discutido em audiências públicas na Câmara, antes de ser submetido ao plenário. Se passar pela Câmara, o texto seguirá para o Senado.

Estadão

19 de julho de 2019, 11:28

BAHIA Isidório propõe palanque único, ao invés de “palanque de guerra” na inauguração do aeroporto de Conquista

Foto: Mari Leal

Conforme Isidório, a proposta ser[a feita a Bolsonaro

Em meio à guerra pela paternidade das obras do Aeroporto de Vitória da Conquista entre o Gov erno do Estado e Governo o Federal, o deputado federal, Pastor Sargento Isidório (Avante), aliado de primeira hora do governador Rui Costa (PT), não apenas afirmou que foi convidado pelo ministro de governo do presidente Bolsonaro, Luiz Eduardo Ramos, para participar da inauguração do aeródromo, na próxima terça-feira (23), junto com a comitiva do presidente, como sugeriu palanque único entre Rui e o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL).

“Vai ter um palanque de guerra? Nós temos que exercer a paz e é melhor conciliar as duas forças em um palanque único, onde o governador possa fazer o seu papel e o presidente o dele e acabou gente”, ponderou.

Conforme Isidório, o ministro ficou de fazer a proposta a Bolsonaro e ele arrematou que for dessa maneira sua presença está confirmada. “Se houver união, eu vou. Eu tenho lado aqui na Bahia. Sou do grupo de Rui”, disse, na ligação durante a apresentação da Fundação Dr.Jesus aos jornalistas e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nesta sexta-feira (19).

Mari Leal e Fernanda Chagas

19 de julho de 2019, 11:14

BAHIA Sargento Isidório refuta que visita de Maia tenha relação com seu voto favorável a reforma

Aguardando o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na Fundação Senhor Jesus, em Candeias, o deputado federal da base do governador Rui Costa (PT), Sargento Isidório (Avante), refutou que a visita do líder democrata tenha relação com seu voto favorável a reforma da Previdência e os apoios recebidos durante a negociação do processo, a exemplo de liberação de emendas.

“A visita foi uma promessa de campanha de Maia à época da disputa pela presidência da Câmara, mas imagine tantas áreas de Educação, saúde que estão na pobreza e precisam de recursos. Então, diante disso entendi que não tinha motivo para eu ser contra só porque é Bolsonaro [Jair]. Porque Aécio Neves com Michel Temer não deixaram a presidente Dilma [Rousseff] governar o Brasil e deu essa desgraça que estamos vendo aí, a começar pelos altos índices de desemprego e, agora nós vamos vingar, já se tirou o que não prestava [do texto da reforma], não é verdade que existe salário menor que o mínimo, mas não é para votar de jeito nenhum porque existe um cabo de guerra. Eu não vou por não ter votado no presidente prejudicar o seu governo, eu não faço isso. Na briga do rochedo com a maré quem morre é o siri, o povo brasileiro e baiano vai aos poucos entender”, justificou.

Sobre a liberação de emendas, Isidório negou ainda que tenha recebido. ““Emenda é dinheiro para colocar em prefeitura, em município, no governo do estado, para usar em saúde e educação. Se tem alguém que precisa dessas emendas, sou eu. Aqui [na fundação Doutor Jesus] ninguém paga um tostão, mas que eu saiba não vou receber emendas por conta da negociação”, assegurou, complementando que Rui não orientou o voto dos aliados nem contra e nem a favor. “Apenas disse que era PT e votaria contra”.

19 de julho de 2019, 11:08

BRASIL ‘Houve uma sede de poder dos órgãos de controle’, diz Toffoli

Foto: Estadão

Dias Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, justificou nesta quinta-feira, 18, a decisão de suspender investigações em todo o País defendendo a necessidade de se criar limites à atuação de órgãos de controle. Para ele, “houve sede de poder” por parte de instituições como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal. “Houve uma sede de poder. E poder no Brasil são só três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Não existe o ‘poder órgãos de controle’. Isso não é poder. Esses são submetidos aos controles do Judiciário”, afirmou o ministro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. A suspensão determinada por Toffoli vale para todos os inquéritos policiais e processos judiciais que tenham usado dados fiscais ou bancários sem uma autorização prévia da Justiça. Ele admitiu que casos podem ser anulados. “Fui relator de ação que autorizou, em 2016, a transferência entre os órgãos de controle de informações, e é bem claro no dispositivo que o compartilhamento é global, só sendo permitida a informação sobre o nome do titular e a globalidade dos valores mensalmente movimentados. Ou seja, sem detalhamento nenhum. Até essa decisão não havia compartilhamento nenhum. Mas, a partir daquela decisão, os órgãos de controle fizeram uma leitura errada. Inicialmente, eu entendi por bem não fazer isso (suspender todas as investigações), mas, após verificar que isso está disseminado, estão sendo feitas devassas nas vidas das pessoas sem que haja supervisão do Judiciário, isso é um Estado fascista. Vira investigações de gaveta que ninguém sabe se existe ou não existe.”

Estadão

19 de julho de 2019, 11:03

BRASIL PF caça nove e bloqueia R$ 92,5 mi por corrupção e lavagem em desdobramento da ‘Maus Caminhos’

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Agentes cumprem 49 mandados no Amazonas, em Brasília e em São Paulo; Polícia Federal apura supostas operações que foram realizadas para ocultar a entrega de valores dissimulados por meio de contratos de aluguel e de compra e venda

A Polícia Federal no Amazonas deflagrou na manhã desta sexta, 19, a Operação Vertex, nova fase da Operação Maus Caminhos, para investigar crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa. Entre os alvos da investigação estão o ex-governador do Amazonas e atual senador Omar José Abdel Aziz e sua mulher Nejmi Aziz. Agentes cumprem no Amazonas, em Brasília e em São Paulo 49 ordens expedidas pela Justiça Federal – nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão, sete mandados de sequestro de bens móveis e 18 mandados de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas, congelando cerca de R$ 92,5 milhões. A Polícia Federal apura supostas entregas de dinheiro em espécie e negócios que teriam sido realizados para ocultar a entrega de valores dissimulados por meio de contratos de aluguel e de compra e venda. Segundo a PF, o Supremo Tribunal Federal desmembrou a investigação porque foram encontrados indícios de que um ex-governador do Amazonas teria recebido ‘vantagens indevidas’ – por exercer o cargo de senador o político poderia ter direito a foro por privilegiado no STF. Em razão do entendimento do Supremo de que foro por prerrogativa de função conferido aos deputados federais e senadores se aplica apenas a crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções a ele relacionadas, o Ministro Dias Toffoli enviou a investigação ao juízo de 1ª instância, informou a PF, e assim, em janeiro deste ano, a investigação foi retomada. A ‘Maus Caminhos’ foi deflagrada em setembro de 2016 para desarticular uma organização que desviava recursos públicos do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas. As outras fases da operação – a Custo Político, Estado de Emergência e Cashback – também tem relação com a ação deflagrada nesta sexta. Na ‘Custo Político’ a PF apurou a prática de corrupção, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa por cinco ex-secretários de estado e servidores públicos. Já a ‘Estado de Emergência’ chegou ao núcleo político do Poder Executivo estadual, e prendeu temporariamente o ex-governador do Amazonas Jose Melo por suposto envolvimento em desvios de recursos públicos na área da Saúde. A Operação Cashback apurou o envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais, suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.

Estadão

19 de julho de 2019, 10:54

EXCLUSIVA Isidório busca independência política e ajuda financeira em aproximação com Maia

Foto: Mari Leal/Política Livre

Deputado federal Pastor Sargento Isidório, fundador e dirigente da Fundação Dr. Jesus, em Candeias

Ligado ao governador Rui Costa (PT), o deputado federal Pastor Isidório (Avante) joga um lance importante para sua carreira política e a da Fundação filantrópica que dirige ao comprometer o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com uma visita ao espaço, seguida de almoço, hoje.

Já há algum tempo Isidório corteja Maia na Câmara, em busca de ampliar sua rede de relacionamentos e apoio ao trabalho que realiza em Salvador com dependentes químicos. A abertura de uma nova interlocução, no plano nacional, visa, fundamentalmente, ajudar no financiamento da instituição.

Já há algum tempo também Isidório se queixa da demora nos repasses do governo estadual à Fundação Dr. Jesus, localizada em Candeias. Nos bastidores de uma entrevista que deu à TV Câmara, no ano passado, admitiu que a entidade rodava com um déficit de R$ 600 mil.

E, embora não tenha atribuído a dificuldade diretamente ao governo da Bahia, deu a entender que o problema passava por ali. O problema pode ter sido a razão para a insurreição com que se comportou nas eleições presidenciais passadas, quando chegou a anunciar que votaria em Jair Bolsonaro (PSL).

Diante de protestos de petistas, o governador foi obrigado a enquadrá-lo, o que o levou, a contragosto, a pedir votos para Fernando Haddad (PT). Mas Isidório continua rebelde, provavelmente de olho na abertura de novos caminhos para si e sua filantrópica.

Recentemente, votou a favor da reforma da Previdência, o que o aproximou ainda mais de Rodrigo Maia, que capitaneou a aprovação da matéria. A fatura pode ser paga a partir de agora, em troca da influência do presidente da Câmara para apoio à instituição.

E pode também abrir novas portas políticas para Isidório, não apenas porque se coloca como alternativa para a Prefeitura de Salvador, em 2020, como já disse um milhão de vezes que prefere estar do lado de quem prestigiar o trabalho que realiza com os dependentes químicos.