29 de maio de 2017, 09:10

ECONOMIA IPCA para 2017 sobe de 3,92% para 3,95%, prevê Focus

À espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na próxima quarta-feira, 31, os economistas do mercado financeiro elevaram levemente suas projeções para o IPCA neste e no próximo ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 29, mostra que a mediana para o IPCA – o índice oficial de inflação – em 2017 foi de 3,92% para 3,95%. Há um mês, estava em 4,03%. Já a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,34% para 4,40%, ante 4,30% de quatro semanas atrás. Na prática, as projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é a de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3% e 6%).Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 – considerado uma espécie de prévia da inflação oficial – encerrou maio com taxa de 0,24%. Este e outros dados serão considerados no encontro do Copom, que ocorre na terça (30) e quarta-feira. O colegiado definirá o novo patamar da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 11,25% ao ano. No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 3,89% para 3,70%. Para 2018, a estimativa permaneceu em 4,30%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,03% e 4,25%, respectivamente. Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,65% para 4,62% de uma semana para outra – há um mês, estava em 4 64%. Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2017 caiu de 0,50% para 0,46%. Um mês antes, estava em 0,52%. No caso de junho, a previsão de inflação do Focus foi de 0,21% para 0,23%, ante o mesmo 0,23% de quatro semanas atrás.

Estadão Conteúdo

29 de maio de 2017, 08:58

SALVADOR Bairro de Canabrava deve ganhar arena de atletismo

Foto: Divulgação

De acordo com o secretário de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), Geraldo Júnior, um convênio já foi firmado com o governo federal

Salvador pode ganhar, em breve, uma arena de atletismo. A ideia da Prefeitura é que o equipamento seja instalado no bairro de Canabrava, próximo à Praça da Juventude, numa área de 32 mil metros quadrados. A arena vai contar com pista apropriada para a prática esportiva e um gramado central para os adeptos de arremesso de flecha e dardos. O projeto está sendo desenvolvido pela Fundação Mário Leal Ferreira e deverá custar R$ 9 milhões aos cofres públicos. De acordo com o secretário de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), Geraldo Júnior, um convênio já foi firmado com o governo federal e a estratégia da gestão é lançar o edital de licitação da obra entre agosto e setembro.

29 de maio de 2017, 08:47

BRASIL Tasso e Jobim são os ‘melhores nomes’ em eleição indireta, diz Ciro Gomes

Postulante a presidente da República em 2018, Ciro Gomes (PDT) divulgou nota no sábado, dia 27, declarando apoio ao senador tucano Tasso Jereissati (CE) e ao ex-ministro Nelson Jobim (PMDB), em uma eventual eleição indireta, no caso de afastamento de Michel Temer da Presidência. No texto, Ciro afirma que são “os melhores nomes possíveis”.De acordo com o pedetista, Tasso levaria vantagem na eventual disputa, por ter “experiência de seus governos e pela respeitabilidade merecida”. O tucano foi o antecessor de Ciro no governo do Ceará. E Jobim foi ministro do governo Lula, assim como o presidenciável do PDT. Ainda na nota, contudo, Ciro defende que o Congresso vote uma emenda à Constituição, convocando eleições diretas – seu partido o PDT, já anunciou que não participará de eleições indiretas. Mas o ex-governador admite, no entanto, que essa hipótese é pouco provável. “O que restará é a torcida para que o Congresso escolha alguém minimamente capaz de administrar a delicada transição”, disse.

Estadão Conteúdo

29 de maio de 2017, 08:30

SALVADOR Prefeitura lança programa Salvador 360 nesta segunda (29)

Na contramão da crise econômica que atinge o Brasil nos últimos anos, Salvador dará um grande “olhar de 360 graus” para a promoção do desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda nas diversas esferas e em variados pontos da cidade, com investimento previsto de R$3 bilhões, entre operações de créditos nacionais e internacionais, recursos próprios e transferências da União. Este é o propósito do programa Salvador 360, que será lançado pelo prefeito ACM Neto e pelo titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Guilherme Bellintani, nesta segunda-feira (29), às 10h, no Sheraton da Bahia Hotel, no Campo Grande. O Salvador 360 reúne as diversas iniciativas promovidas pelos órgãos municipais com foco na geração de emprego e renda e atração e promoção de empreendimentos. A meta é impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da primeira capital do Brasil. Para isso, o programa terá oito eixos de atuação. O primeiro será o Salvador 360 Simplifica, que tem como objetivo reestruturar o modelo atual de licenciamento e abertura de empresas, obras e publicidade, promovendo facilidades no atendimento aos cidadãos. Serão cerca de 60 iniciativas anti-burocracia, que vão reduzir em muito o tempo de abertura de empresas na cidade, por exemplo, bem como a liberação de documentos de órgãos como a própria Sedur e a Transalvador. Na ocasião, o prefeito ACM Neto também vai explicar como funcionarão os demais eixos do programa: Salvador 360 Negócios (atração e potencialização de empreendimentos), Salvador 360 Centro Histórico (resgate do potencial econômico da região), Salvador 360 Investe (investimentos municipais realizados em outras áreas da cidade), Salvador 360 Cidade Inteligente (estímulo ao uso da tecnologia), Salvador 360 Cidade Criativa (estímulo à economia criativa), Salvador 360 Cidade Sustentável (ações de sustentabilidade e resiliência) e Salvador 360 Inclusão Econômica (atenção à economia informal).

29 de maio de 2017, 08:27

BRASIL Força-tarefa em Curitiba perde 1/3 das verbas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A operação Lava Jato e a Superintendência da Polícia Federal do Paraná tiveram quase um terço de seu orçamento cortado neste ano pelo governo federal. O Ministério da Justiça destinou para ambos R$ 20,5 milhões – R$ 3,4 milhões para os gastos extras da operação – ante os R$ 29,1 milhões de 2016 – dos quais R$ 4,1 milhões especificamente para a Lava Jato -, uma queda de 29,5%. O aperto financeiro é ainda maior, pois, além da redução, houve contingenciamento de 44% da verba destinada, conforme mostrou o jornal O Estado de S. Paulo na semana passada.As consequências para a Lava Jato são dificuldades para pagar diárias, fazer diligências e outras ações necessárias à continuidade da operação, asfixiando financeiramente seus trabalhos. “Isso havia acontecido no começo da operação, mas, depois, os recursos voltaram. Agora, isso volta a acontecer”, disse o procurador da República, Andrey Borges de Mendonça, que participou da força-tarefa em Curitiba e, agora, em São Paulo, cuida da Operação Custo Brasil – sobre corrupção no Ministério do Planejamento. Procurado, o Ministério da Justiças nega as dificuldades. O jornal obteve os dados por meio da Lei de Acesso à Informação. Eles mostram o quanto a PF gastou com a Lava Jato desde 2014, início da operação. Naquele ano, os recursos para a Superintendência do Paraná cresceram 44%, saltando de R$ 14 milhões em 2013 (equivalente a atuais R$ 17,9 milhões) para R$ 20,4 milhões (R$ 24,4 milhões em valores corrigidos). Em 2015, o órgão no Paraná manteve o mesmo nível de gastos. Nesse período, os federais fizeram no Paraná 59 operações, das quais 21 (35,5%) foram no conjunto da Lava Jato.Conforme documentos do Setor de Logística da PF (Selog/SR/PF/PR) todos os gastos da Lava Jato eram então bancados pela Superintendência do Paraná. A partir de 2016, notas de empenho próprias passaram a registrar os gastos específicos da operação – cujos valores foram obtidos pelo Estado. No ano passado, os agentes do Paraná fizeram 52 operações, 16 das quais (30%) eram da Lava Jato. Neste ano, a Superintendência fez, até 31 de março oito operações, apenas duas das quais relacionadas à Lava Jato. A PF esclarece que o orçamento de 2017 pode ser aumentado ou reduzido.

Estadão Conteúdo

29 de maio de 2017, 08:16

MUNDO Exército sul-coreano diz que Coreia do Norte fez novo lançamento de míssil

A Coreia do Norte fez, nesse domingo (28), um novo lançamento de míssil balístico a partir do Litoral Leste, informou o Exército sul-coreano. De acordo com a Agência EFE, o lançamento foi feito às 5h39 (horário local, 17h39 de domingo em Brasília) da cidade de Wonsan, no Sudeste do país. O Estado Maior Conjunto sul-coreano acredita que se trata de um míssil do tipo Scud. O projétil percorreu 450 quilômetros na direção leste, segundo a Coreia do Sul, que está analisando mais informações com os Estados Unidos. O presidente sul-coreano Moon Jae-in convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para tratar do último ato do país vizinho, informou a agência local Yonhap. Este é o nono teste desse tipo neste ano e o terceiro desde que Moon chegou à presidência da Coreia do Sul. O mais recente ocorreu no último dia 21. O regime liderado por Kim Jong-un assegurou, à época, ter testado um novo tipo de projétil, o Pukguksong-2, com o qual considera ter obtido dados valiosos para o seu programa armamentista. Apenas uma semana antes, em 15 de maio, a Coreia do Norte lançou o Hwasong 12, outro novo projétil de médio alcance, mostrando importantes avanços em relação ao desenvolvimento de um míssil intercontinental com chance de alcançar o território americano. Os constantes ensaios armamentistas do país levaram a um aumento da tensão na região e à piora da relação com o governo do presidente norte-americano, Donald Trump. Os especialistas consideram que, com esses últimos testes, o regime de Kim estaria pondo à prova o novo governo sul-coreano, que chegou ao poder no início do mês com a promessa de melhorar os laços com o Norte, mantendo, ao mesmo tempo, o mecanismo de sanções que pesam sobre o país vizinho.

Agência Brasil

29 de maio de 2017, 08:05

BRASIL Artistas comandam ato no Rio por saída de Temer e ‘diretas-já’

Milhares de pessoas se reuniram na tarde deste domingo, 28, na orla de Copacabana, na zona sul do Rio, para pedir a saída do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas. O ato, que começou às 11h e terminou por volta de 18h30, contou com a presença de nomes do mundo artístico, como Caetano Veloso e Wagner Moura. Os organizadores estimaram o público em 100 mil pessoas, mas não houve contagem de órgãos oficiais.Sobre um trio elétrico se revezaram, além de Caetano e Moura, músicos e atores como Milton Nascimento, Maria Gadú, Teresa Cristina, Criolo, Mano Brown, BNegão, Daniel de Oliveira, Sophie Charlotte e Serjão Loroza. O ato começou com discursos de políticos de partidos de oposição a Temer. A maioria comparou o movimento atual com a campanha pelas Diretas-Já, realizada entre 1983 e 1984. A manifestação também contou com a presença de entidades sindicais, movimentos estudantis e partidos da oposição, como PSOL, PT, Rede e PC do B. Políticos fizeram discursos rápidos nos intervalos dos shows, exaltando a importância da pressão popular para a aprovação, no Congresso, de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê eleições diretas, no caso de um eventual afastamento do presidente.O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AM) afirmou que se trata da pior crise do País desde a ditadura militar. “As melhores soluções para crises anteriores ocorreram quando o povo foi às ruas: foi isso o que derrubou o governo militar e que derrubou Collor (o então presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment em 1992)”, disse. Além dele, os deputados federais Wadih Damous (PT-RJ) e Alessandro Molon (Rede-RJ), além de Lindbergh Farias (PT-RJ), também discursaram.Embora fosse um ato político, a maioria do público ignorou a presença dos parlamentares e quis saber mesmo de tietar os artistas. O ator Wagner Moura foi um dos mais aplaudidos e requisitados para selfies. “Não é possível Temer continuar, nem esse Congresso escolher seu substituto. Pode não ser ilegal, mas é imoral e ilegítimo. E o ovo da serpente são essas reformas trabalhista e previdenciária”, discursou.Todos os cantores entoaram o coro “Fora, Temer” em algum momento de suas apresentações. Mart’nália foi além: cantou “Madalena do Jucu”, famosa na voz de seu pai, Martinho da Vila, com o verso “fora, Temer/fora, Temer” no lugar de “Madalena, Madalena”.

Estadão Conteúdo

29 de maio de 2017, 08:00

BRASIL “A elite política não quer o impeachment”, diz especialista

A crise política envolvendo o governo do presidente Michel Temer (PMDB) se torna cada vez mais insustentável. Somente na última semana, foram protocolados cerca de 15 pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados. O mais simbólico deles é o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que teve papel fundamental na saída do ex-presidente Fernando Collor nos anos 90.Entretanto, para o cientista político Joviniano Neto, também professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), as elites não estão muito interessadas em instalar um novo processo um ano depois da queda de Dilma Rousseff (PT). Para ele, mesmo com a possibilidade de paralisar e trazer consequências imprevisíveis para o país, o processo pode se impor caso uma solução não seja encontrada logo.“O processo do impeachment é uma das três soluções pensadas para a saída da crise, que é por sinal a mais longa e mais custosa da história. A primeira solução seria a renúncia de Temer, que ele recusa alegando que seria confissão. A outra, na qual está se investindo muito, é a cassação da chapa Dilma-Temer. O impeachment é a terceira possibilidade que as elites não estão muito interessadas em fazer porque demora alguns meses. Mas ele pode terminar se impondo”, disse.O professor vê com ceticismo as iniciativas de se fazer uma emenda constitucional neste momento que que sejam feitas eleições diretas. “Nós temos um país em que a Constituição de 88 já sofreu dezenas de emendas constitucionais. É até irônico: você está dizendo que não pode fazer uma PEC mudando a Constituição, para uma eleição direta apoiada pela maioria da população, mas está lutando para aprovar outra, que é a Reforma da Previdência rejeitada”, critica.Joviniano não acredita que uma nova constituinte somente seja a solução, já que ela só se faz necessária quando há um nova era se implanta: “Há a possibilidade de ter mais do mesmo”. Para ele, Temer chegou ao poder conseguindo reunir em volta dele a oposição, sobretudo o DEM e PSDB, e o amplo do empresariado:“A base de apoio dele estava o apoiando enquanto ele conseguisse fazer as reformas de interesse do mercado. Só empresariado e o mercado já perceberam que a situação dele é muito difícil”.O cientista político acredita que a classe política tenta encontrar uma solução tirar o presidente da República e manter a política econômica.

Tribuna da Bahia

29 de maio de 2017, 07:48

BRASIL Temer vai a Pernambuco e Alagoas e anuncia ajuda para recuperar danos da chuva

Foto: Alan Santos / PR

O presidente Michel Temer, durante reunião sobre enchentes que atingem os estados de Pernambuco e Alagoas

Diante dos estragos causados pela chuva em Pernambuco e Alagoas, o presidente Michel Temer fez uma viagem aos dois estados nesse domingo (28) para se reunir com gestores estaduais. Em Pernambuco, ele autorizou ações emergenciais, além de se comprometer a liberar recursos voltados a obras hídricas. Entre eles, está um empréstimo de R$ 600 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao governo estadual – que quer utilizar os recursos para retomar obras de barragens que serviriam para prevenir problemas como os registrados no fim de semana. Temer informou que o empréstimo já está aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional e que vai providenciar a liberação dos recursos. O dinheiro deve ser usado para concluir quatro barragens que tiveram as obras anunciadas em 2010, na última cheia que atingiu Pernambuco, mas que foram paralisadas por falta de recursos federais, de acordo com o governo estadual. “Me comprometi com o governador a providenciar a liberação desse empréstimo, que é fundamental: R$ 600 milhões”, disse. Ontem (28), Pernambuco decretou calamidade em 15 municípios por causa da chuva – por inundação de rios ou deslizamentos: Caruaru, Gameleira, Belém de Maria, Palmares, Amaraji, Maraial, Ribeirão, Cortês, Barra de Guabiraba, São Benedito do Sul, Rio Formoso, Catende, Água Preta, Jaqueira e Barreiros. Trinta mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas, duas morreram em Lagoa dos Gatos e duas estão desaparecidas em Caruaru.

Sumaia Villela, Agência Brasil

29 de maio de 2017, 07:43

BRASIL “Os pedidos de impeachment são oportunistas”, diz Benito

Foto: Divulgação

Benito Gama

Vice-líder do governo no Congresso Nacional, o deputado federal baiano Benito Gama (PTB) avalia que o país ainda viverá por pelo menos mais duas semanas o cenário incendiário de incertezas instalado pela delação do empresário Joesley Batista que gravou Michel Temer conversando sobre uma operação para manter calado o ex-deputado Eduardo Cunha, cassado e preso pela Operação Lava Jato. “É uma denúncia gravíssima que foi feita. O presidente está se defendendo. Lateralmente tem essa questão do TSE, a questão da chapa, e ele disse que não renuncia. Mas as condições políticas para uma troca de presidente, elas realmente aparecem ou não. Temos que esperar mais umas duas ou três semanas para ver o que vai acontecer”, diz Benito em entrevista exclusiva à Tribuna, acrescentando que Temer é um homem de “boa-fé”. “Essa é a segunda gravação com o Temer. Ele foi gravado pelo próprio ministro da Cultura (ex-ministro Marcelo Calero). O entorno dele facilitou nessas questões de segurança. Mas nesse caso, foi boa-fé. Ele recebeu uma pessoa fora do horário e foi um problema complexo. Ele já recebeu ministros, empresários e políticos fora de hora, mas nesse caso aí, com a gravação, foi boa-fé. Ele foi realmente enganado pelo Joesley Batista”, acredita. O deputado afirma também que em caso de Temer cair, a escolha do novo presidente se dará por meio de eleições indiretas, e não diretas, como a oposição tem aclamado desde o início da crise. “A Constituição tem que ser respeitada, ela prevê eleições indiretas neste caso”. Questionado sobre o que difere a era Collor da atual, Benito disse que “a era Collor foi festa de boneca. Agora, não. Agora o negócio é completamente diferente”. Já sobre o lançamento da candidatura do prefeito ACM Neto ao governo do Estado, em 2018, “o deputado disse que ele não se lançou. Foi o povo que escolheu ele. O povo que está puxando ele”. “O povo está querendo uma opção para substituir o governador Rui Costa e o PT. Essa não é uma escolha dele. Se ele for chamado, ele irá com muito prazer. É o povo que está escolhendo uma opção, porque já está decepcionado com o governador e com o PT”. Leia a entrevista completa aqui.

29 de maio de 2017, 07:40

BRASIL Temer vem ao Nordeste para mostrar governo ativo

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Michel Temer

Na tentativa de dar um ar de normalidade ao governo, o presidente Michel Temer montou uma agenda positiva de atividades para os próximos dias. Temer deixou ontem o isolamento em Brasília e partiu para Alagoas e Pernambuco, para visitar as áreas atingidas pelas chuvas. O presidente levou na comitiva o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Em Maceió, Temer não conseguiu sobrevoar as áreas inundadas porque quando chegou já estava escuro. Ele se reuniu com o governador do Estado, Renan Filho (PMDB), e prefeitos de cidades atingidas. O presidente acenou com a liberação de recursos federais para as localidades atingidas pelas chuvas, mas recomendou que governadores e prefeitos façam levantamentos dos estragos. Temer viu fotos da situação e seguiu para Pernambuco, para se reunir com o governador Paulo Câmara (PSB). Questionado sobre a substituição na Justiça, o presidente desconversou: “Isso é outro assunto”. Para a visita aos Estados nordestinos, Temer cancelou uma reunião com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), e com o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, substituto de Maria Silvia. Em outra frente para mostrar que o governo não está paralisado e permanecer no cargo, o presidente vai buscar o respaldo da classe empresarial nesta semana. O peemedebista vai participar da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2017, em São Paulo. Na véspera do evento, Temer dará entrevistas às agências internacionais e terá um jantar com executivos de empresas convidadas do fórum. No Congresso, a base aliada montou uma agenda de votações. No Senado, a ordem é colocar em votação algumas Medidas Provisórias (MPs) e dar andamento à reforma trabalhista, que está em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Já na Câmara, a estratégia é dar seguimento aos temas econômicos para sinalizar que a base segue sólida, a despeito da pressão das bancadas para abandonar o governo.

Estadão

29 de maio de 2017, 07:37

EXCLUSIVA O candidato mais forte é Maia, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

Todos os nomes que apareceram até agora como alternativas para a disputa indireta à Presidência da República para a hipótese de queda do presidente Michel Temer (PMDB), alguns dos quais aureolados com o rótulo de notáveis, são nada eleitoralmente perto da figura do atual presidente da Câmara, o deputado carioca Rodrigo Maia (DEM). Sem fazer qualquer tipo de alarde ou demonstrar publicamente interesse na posição, Maia é, na prática, o preferido de um contingente que beira a casa dos 400, entre os 513 deputados do Congresso, para virar presidente até 2018.

Isso significa que terá mais votos do que o constitucionalmente exigido para assumir a Presidência do país, depois de ele próprio, no posto de presidente da Câmara, como manda a Constituição, convocar e comandar o processo de eleição indireta para o caso da saída de Temer. As conversas em torno da opção Maia estão, aliás, avançadíssimas em Brasília e, no caso concreto de ele se candidatar, poderá contar com o apoio de partidos que, inclusive, fazem hoje oposição cerrada ao atual presidente Temer, a exemplo do PCdoB e do PDT, que neste caso teriam participação destacada no governo.

Há que destacar a sabedoria dos legisladores que inscreveram o expediente da eleição indireta como rito para o caso da dupla vacância presidencial, hipótese que o país experimentará no caso de Temer cair. Eles carimbaram no texto constitucional a exigência segundo a qual, para se eleger, o novo mandatário terá que contar com a maioria absoluta do Congresso, o qual, no momento mesmo da votação, passa majoritariamente a avalizar a nova gestão, que se inicia com as condições de governabilidade fundamentais a transição tão extraordinária e delicada.

A consolidação da candidatura de Maia e sua eventual vitória não devem assustar a Bahia, cuja interlocução com ele se dará em altíssimo nível por meio da mais destacada liderança política de oposição no Estado e de um deputado federal baiano que tem se sobressaído de forma crescente no ambiente restrito das articulações mais importantes da República, entre as quais se increveu a própria eleição do presidente da Câmara. São eles, respectivamente, o prefeito ACM Neto (DEM), amigo íntimo de longa data do parlamentar carioca, e o deputado federal democrata Elmar Nascimento.

Antes de assumir a presidência da Câmara, Maia chegou a habitar em Brasília, por medida de economia, o apartamento de Elmar, cuja proximidade e empenho pela eleição do democrata o transformaram num dos seus mais diletos confidentes e articuladores. Um sinal de que a já tão carente Bahia não ficará desamparada, no caso de não restar outra alternativa a Temer que não deixar o governo, quer seja por renúncia, impeachment ou, hipótese mais provável, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julga um pedido da cassação da chapa que ocupou na condição de vice de Dilma Rousseff (PT).

* Artigo publicado originalmente no Jornal Tribuna da Bahia

29 de maio de 2017, 07:33

BRASIL JBS fez ‘dossiê’ sobre coronel amigo do presidente

Foto: Divulgação

Documento entregue ao MPF afirma que Temer indicou João Baptista Lima Filho para receber repasse de R$ 1 milhão

Em meio aos documentos entregues pela JBS ao Ministério Público Federal (MPF), 20 páginas que foram registradas com os números de 185 a 2104 no apenso 14 da delação mostram que os irmãos Joesley e Wesley Batista produziram um dossiê sobre as atividades do coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho. Amigo do presidente Michel Temer, Lima é apontado pelos delatores da JBS como um dos destinatários de repasses ilícitos. O Estado procurou Lima Filho em sua empresa, a Argeplan – cuja sede na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, foi vasculhada pelos agentes federais durante a Operação Patmos –, mas ali foi informado pela segurança que o coronel não havia ido trabalhar. Temer nega o recebimento de propina por meio do amigo e contesta a delação dos irmãos Batista. Lima conheceu Temer nos anos 1980, quando o presidente ocupou pela primeira vez o cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo, durante o governo de Franco Montoro (1983-1987), então no PMDB. Aspirante a oficial na turma de 1966 da Academia da PM, Lima trabalhava na Assistência Militar da pasta. Depois que Temer deixou a secretaria, Lima foi trabalhar na área responsável por obras na corporação – foi o tempo em que se construiu o Hospital da PM, na zona norte, e o centro administrativo. Em 1992, quando Temer voltou à pasta após o massacre do Carandiru, Lima voltou a trabalhar com o amigo. Já coronel e formado em arquitetura, ficou em um cargo na Secretaria de Segurança Pública. Suspeitas envolvendo o nome de Lima surgiram na Lava Jato em 2016. Segundo as investigações, de 2011 a 2016, durante o período em que Temer ocupou a Vice-Presidência, a Argeplan do coronel recebeu R$ 1,1 milhão por serviços em uma ferrovia e uma estrada federal, além de obter contratos na Secretaria de Aviação Civil e na usina nuclear de Angra 3. No dossiê da JBS há documento que diz que Lima e a Argeplan são proprietários de uma fazenda em Duartina, no interior de São Paulo, que foi invadida duas vezes pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Intitulado Relatório Argeplan, a JBS entregou documento ao MPF. Nele afirma que a empresa foi aberta em 1976. Era então “um pequeno escritório de arquitetura em nome de Carlos Alberto Costa”. Em 2011, Lima teria sido admitido na empresa com um capital de R$ 250 mil. O relatório da JBS registra que, em 2014, o presidente do PMDB da cidade de Jaú (SP), Geraldo Grizzo, se tornou diretor técnico da empresa. “Atualmente, através de consórcios com outras construtoras, a Argeplan participa de ‘megaobras’ em todo o Brasil, porém, todas elas estão sendo investigadas por diversas autarquias com suspeitas de pagamento de propinas e outras vantagens ilícitas”, diz o documento – que lista sete desses consórcios, duas outras empresas de Lima e Costa e seis imóveis que estariam em nome da Argeplan.

Estadão

29 de maio de 2017, 07:30

BRASIL PF localizou R$ 980 mil de investigações que envolvem Aécio, diz Fantástico

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Aécio Neves

A Polícia Federal (PF) já localizou R$ 980 mil do total de R$ 2 milhões que fazem parte das investigações envolvendo o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), de acordo com reportagem publicada na noite deste domingo pelo Fantástico, da Rede Globo. Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, que usou a gravação em sua delação premiada. A entrega do dinheiro foi negociada por um executivo do grupo J&F, do qual a JBS faz parte, Ricardo Saud. Segundo a reportagem do programa televisivo, PF afirma que seriam entregues quatro malas, com R$ 500 mil cada uma, a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador. De acordo com as investigações, Frederico repassou o dinheiro a Mendherson Souza Lima, então assessor parlamentar do senador mineiro Zezé Perrella (PMDB-MG). O Fantástico mostrou que R$ 500 mil foram transferidos para a ENM Auditoria, empresa com sede em Belo Horizonte e pertencente a Euler Nogueira Mendes. Por sua vez, a ENM depositou o valor na conta da Tapera Participações, empresa que tem como um de seus donos Gustavo Perrela, ex-deputado estadual e filho de senador Zezé Perrela. Além disso, a Tapera conferiu procuração para administração a Mendherson Souza Lima. A Polícia Federal também já havia encontrado R$ 480 mil na casa da sogra de Mendherson. O senador tucano divulgou vídeo nas redes sociais se defendendo das acusações no sábado, 20.”Há cerca de dois meses eu pedi à minha irmã, Andrea, que procurasse o senhor Joesley e oferecesse a ele a compra de um apartamento onde minha mãe vive há mais de 30 anos. Com parte desses recursos eu poderia pagar minha defesa. Fiz isso porque não tinha dinheiro. Não fiz dinheiro na vida pública”, afirmou. Em outro trecho, ele diz que Joesley ofereceu outro caminho e armou uma “encenação” ao oferecer empréstimo de R$ 2 milhões. “Fui vítima de um armação conduzida por réus confessos. Sempre respeitei cada voto que recebi. Nos últimos dias, e vocês podem imaginar, minha virou pelo avesso.”

Estadão

29 de maio de 2017, 07:28

BRASIL Temer troca o comando da Justiça, alvo de críticas

Foto: EBC

Torquato Jardim

O presidente Michel Temer demitiu ontem o ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB) e anunciou o jurista Torquato Jardim, então chefe da Transparência e Controle, como novo titular da pasta. A troca de nomes na Justiça marca mais um capítulo da tentativa de Temer de fortalecer a interlocução de seu governo com o Judiciário e dar respostas aos aliados sobre a crise política iniciada com a delação da J&F (holding que inclui a JBS). Após a demissão, Serraglio foi convidado a assumir o Ministério da Transparência, responsável por firmar acordos de leniência. A troca foi antecipada pela Coluna do Estadão no portal estadao.com.br. Nos bastidores, a demissão de Serraglio é atrelada a dois fatores. O primeiro seria sua ineficiência em estabelecer canais de comunicação com órgãos sob a tutela do ministério – como a Polícia Federal –, com outras instituições e com as cortes superiores. No Palácio do Planalto, Serraglio era considerado “fraco” e a preocupação era ter um ministro da Justiça com interlocução no Judiciário, como tinham os ex-ocupantes da pasta Alexandre de Moraes e José Eduardo Cardozo. Contribuiu para a decisão de substituir de Serraglio a tentativa de uma escrivã da PF de tentar, por telefone, na quarta-feira passada, marcar uma data para o presidente ser ouvido. Na avaliação de interlocutores de Temer, Torquato terá mais “ascendência” sobre a corporação. Na base aliada, o descontentamento com o ministro ficou mais evidente nas gravações de conversas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) – agora afastado do cargo –, divulgadas no âmbito da delação da JBS. “O ministro é um b… de um c… Ele (Temer) errou de novo de nomear essa p…”. Ao contrário de Serraglio, Torquato possui bom trânsito em ao menos duas cortes em que tramitam processos de interesses do governo Temer e é visto como um gestor de pulso firme que poderá influir de modo mais enérgico na Polícia Federal. Ele tem boa interlocução no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF). No TSE, chegou a ser ministro entre 1988 e 1996. A partir do dia 6 de junho os ministros do TSE vão julgar a ação proposta pelo PSDB contra a chapa Dilma Rouseff-Michel Temer. Visto até há pouco tempo como um possível caminho para livrar o peemedebista, o julgamento, após a delação JBS, agora é tido como a forma mais “constitucional” para a cassação do presidente. No Supremo, Temer é alvo de um inquérito por corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Estadão