22 de junho de 2017, 08:49

ECONOMIA Confiança da Indústria cai 2,3 pontos em prévia da FGV

O Índice de Confiança da Indústria apresentou uma queda de 2,3 pontos na prévia de junho, na comparação com o resultado consolidado de maio, chegando a 90 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Caso o resultado se confirme na pesquisa consolidada deste mês, será a primeira queda do indicador depois de três altas consecutivas. A pesquisa foi feita pela Fundação Getúlio Vargas. A prévia mostra que os empresários estão menos confiantes em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice de Expectativas recuou 3,2 pontos, chegando a 92,5 pontos, e o Índice da Situação Atual (ISA) diminuiu 1,3 ponto, atingindo 87,7 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) recuou 0,1 ponto percentual na prévia de junho, indo para 74,6%. O resultado manteria o NUCI relativamente estável em relação ao mês anterior. Para a prévia de junho de 2017 foram consultadas 786 empresas entre os dias 1º e 20 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado no dia 28 próximo.

Vitor Abdala, Agência Brasil

22 de junho de 2017, 08:37

BRASIL Após mais de um mês custodiada, Andrea Neves deixa prisão

Foto: Reprodução

A irmã do senador Aécio Neves deixou a prisão nesta quinta-feira 22, após mais de um mês custodiada em Belo Horizonte. Andrea Neves foi capturada na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato, em 18 de maio.A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira, 20, colocar Andrea Neves em prisão domiciliar. Os irmãos são acusados de pedir supostas propinas de R$ 2 milhões à JBS.Andrea Neves, teria feito o primeiro contato com o empresário Joesley Batista. O tucano indicou seu primo Frederico para receber o dinheiro. Mendherson Souza, assessor de Zezé Perrella (PMDB-MG), teria sido o destinatário das supostas propinas. O dinheiro foi entregue pelo diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores da JBS. Ao todo, foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma.

Estadão

22 de junho de 2017, 08:17

BRASIL Governo retalia após derrota no Senado

O Planalto reagiu nessa quarta-feira, 21, à derrota na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado ao exonerar dois indicados do senador Hélio José (PMDB-DF) de órgãos ligados ao Executivo. O peemedebista foi um dos três senadores da base que ajudaram a derrubar, anteontem, relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) a favor da reforma. Além disso, o governo está fazendo mapeamento de outros cargos ligados ao senador – mais um deve ser exonerado hoje. Os outros dois parlamentares que votaram contra foram o tucano Eduardo Amorim (SE) e Otto Alencar (PSD-BA).A retaliação foi interpretada por alguns senadores como uma forma de o governo tentar conter uma possível debandada de aliados em um momento em que o presidente Michel Temer atravessa grave crise política. Embora governistas tenham minimizado a derrota na comissão, o resultado da votação mostrou que há divisões na base aliada. Um dos pontos de preocupação está na relação com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), que tem adotado discurso contrário às reformas e influenciado as dissidências. A “traição” de Hélio José, por exemplo, é atribuída a Renan.O senador do DF havia dito a governistas que não participaria da sessão até o dia anterior, alegando sentir dores na coluna. No dia da votação, porém, apareceu “escoltado” por Renan. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), queria que Hélio José fosse substituído pelo seu suplente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), favorável à reforma.Renan evitou falar da sua participação na derrota governista e cobrou mais diálogo do Planalto com a base. “O resultado significa que o Parlamento está dividido. Seria a hora de o governo chamar todo mundo para discutir mudanças na medida provisória que trata da reforma.”Ontem, porém, o próprio Hélio José admitiu a influência do líder da bancada. “O Renan tem uma posição que é claro que influencia” disse.Após perder os cargos na Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e na Superintendência do Distrito Federal da Secretaria de Patrimônio da União (SPU-DF), Hélio José cobrou a renúncia de Temer. “Nós não podemos permitir que o governo transforme votações em balcão de negócios. Esse governo está podre. Esse governo corrupto tinha de ter vergonha na cara e renunciar”, disse.

Estadão

22 de junho de 2017, 08:01

MUNDO Maduro troca ministros na Venezuela, de olho na Assembleia Constituinte

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu posse na quarta-feira a novos ministros do governo. Alguns dos colaboradores do presidente deixaram o poder porque participarão da eleição dos 545 membros da Assembleia Constituinte que redigirá uma nova Constituição, iniciativa vista como inconstitucional pelos oposicionistas.Na lista de candidatos a integrar a Assembleia Constituinte estão, entre outros, a primeira-dama Cilia Flores e a ex-chanceler Delcy Rodríguez, que deixou seu cargo ontem. As mudanças no gabinete ocorreram na data limite dada a funcionários públicos para abandonar seus cargos para que possam se apresentar como candidatos.O novo ministro das Relações Exteriores da Venezuela é o historiador Samuel Moncada, até então vice-ministro para a América do Norte e embaixador da Organização dos Estados Americanos (OEA). Antes de anunciar a designação de Moncada, Maduro disse que está disposto a dialogar com o governo do presidente americano, Donald Trump. Segundo ele, Washington solicitou reuniões “importantes de muito alto nível” e ele as autorizou. “Claro que temos que dialogar. Se o presidente Donald Trump conseguisse ver com um facho de luz por lá a verdade da Venezuela, eu inclusive poderia dialogar com ele algum dia. Tomara”, disse o presidente.Entre os novos membros do gabinete estão o major-general Carlos Osorio, ex-ministro de Alimentação, que volta à equipe como titular do Gabinete da Presidência, no lugar da almirante Carmen Meléndez, candidata na Assembleia Constituinte. O major-general Juan García Toussaintt, que estava como comandante geral do Exército, ficará à frente do Ministério dos Transportes.No ato transmitido por rádio e televisão, o presidente também designou o major-general Antonio Benavides Torres como chefe de governo do Distrito Capital, cargo criado após o opositor Antonio Ledezma ter sido eleito prefeito de Caracas, em 2008.

22 de junho de 2017, 07:57

SALVADOR ACM Neto culpa gestão Dilma por atrasos em obras

Foto: Reprodução/Metropress

O prefeito ACM Neto (DEM) falou ontem sobre a dificuldade de conseguir a liberação de recursos do Governo Federal para a realização de obras em Salvador. O gestor municipal falou sobre o assunto em entrevista coletiva realizada durante a assinatura da ordem de serviço de uma obra de contenção de encosta no bairro de Sete de Abril.Aliado do governo Michel Temer (PMDB), o baiano teceu duras críticas aos governos petistas. “Acho que tem duas coisas que precisam ser ressaltadas. Por um lado, muitas vezes o governo federal oferece entraves burocráticos que são lamentáveis para aprovação de projetos e liberação de recursos. E quem mora numa área como essa de risco não pode esperar três, quatro ou cinco anos para o recurso ser liberado”, afirmou o prefeito, que hoje tem uma boa relação estando na base do Palácio do Planalto.“Eu nunca escondi que, se nós tivéssemos desde o começo a parceria e o apoio do Governo Federal no período da ex-presidente da República [Dilma Rousseff] poderíamos ter feito muito mais por Salvador. Mas nós nunca fomos de ficar de braços cruzados, lamentando e chorando nossas pitangas. Muito pelo contrário, a prefeitura correu atrás e realizou outras dezenas de encostas com recursos próprios graças a organização das contas”, declarou. A contenção de encosta assinada por Neto será construída na Rua da França.De acordo com o gestor, será investido neste local R$ 1.049 milhão, proveniente de recursos exclusivamente municipais. A encosta possui 30 metros de extensão e contará com 190m² de cortina atirantada. Através da obra, também será efetuada a recomposição da pavimentação da rua. Estima-se que 30 famílias da região sejam beneficiadas diretamente com a contenção.Segundo a prefeitura, desde 2013, gestão municipal já entregou 42 contenções de encostas, que resultaram num investimento de R$ 46 milhões em diversos pontos da cidade. Atualmente, mais 12 obras em encostas estão em andamento, com o investimento previsto de mais R$14 milhões. Também como forma de estabilização de terrenos, 71 geomantas já foram aplicadas, com mais de R$ 7,5 milhões de recursos. “Só quem mora em áreas como a Rua da França sabem a dor e o sofrimento de viver nas áreas pobres dessa cidade. Muitas vezes correndo risco de vida, com deslizamento de encostas e coisas desse tipo. Por isso que a Prefeitura não teve nenhuma dúvida em colocar 76% dos seus recursos e garantir investimentos nas áreas mais pobres de Salvador. Acho que essa é a obrigação maior de quem está preocupado em cuidar da vida das pessoas”, declarou.

Tribuna da Bahia

22 de junho de 2017, 07:45

INTERIOR DA BAHIA MP solicita afastamento do prefeito de Madre de Deus

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) solicitou nesta quarta-feira, 21, o afastamento imediato do prefeito de Madre de Deus, Jéferson Andrade, devido a um esquema de “enriquecimento ilícito” ocorrido entre 2010 e 2012. De acordo com as promotoras Rita Tourinho, Célia Boaventura e Patrícia Medrado, foi realizado um acordo em dezembro de 2010, onde o prefeito e outras quatro pessoas condicionaram a eleição da Mesa Diretora da Câmara local ao rateio de verbas públicas entre eles. Foram acionados também o então vereador Anselmo Duarte Ambrozzi; o secretário municipal Jibson Coutinho de Jesus; chefe de Gabinete da Câmara, Adailton Cosme dos Santos e a assessora Tânia Mara Pitangueira de Jesus. De acordo com o MP, o acordo visava que Jeférson Andrade ocupasse a Presidência da Casa e interinamente o cargo de prefeito; o que realmente ocorreu. Foi assinado um “Termo de Acordo” com a criação de cargos comissionados; criação de comissões de 5% relativo a reforma e construção do prédio da Câmara; superfaturamento de contratos; aumento do doudécimo do Legislativo Municipal e distribuição irregular de combustível para os vereadores, dentre outros ilícitos. O Termo de acordo cita, inclusive, valores. Segundo o MP, “os vereadores envolvidos no acordo também teriam sido agraciados com quatro viagens por ano, a serem custeadas pelo Erário”. Na ação civil pública que solicita liminarmente ao juiz da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Salvador o afastamento de Jéferson Andrade “por ato de improbidade administrativa”, as promotoras ressaltam que “nenhum dos acionados nega categoricamente ter assinado o Termo de Acordo”.

22 de junho de 2017, 07:42

BRASIL Defesa da JBS fala que empresa sofre ‘retaliação’

Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Joesley Batista deixa sede da PF, onde prestou depoimento

O escritório de advocacia Bottini & Tamasauskas, que atua na defesa da JBS e participou das negociações do acordo de leniência de todo o grupo J&F, controlador da companhia, considera que seu cliente está sendo vítima de “retaliação” do governo. “Consideramos que, sim, a empresa vem sendo perseguida porque decidiu colaborar com as autoridades para o esclarecimento de crimes”, diz a nota enviada pelo escritório ao (jornal O) Estado (de S. Paulo). O escritório destaca uma lista de ações de órgãos públicos que ilustrariam seus argumentos. Diz que os bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, foram as primeiras instituições financeiras a cortar novas linhas de crédito para empresas do grupo J&F, bem antes dos bancos privados. Em outra frente, segundo o escritório, a Petrobrás lançou mão de uma cláusula anticorrupção para extinguir o contrato de fornecimento de gás para a Âmbar, outra empresa do grupo, e anunciou a cobrança de uma multa da ordem de R$ 70 milhões. Leia mais no Estadão.

Estadão

22 de junho de 2017, 07:31

BAHIA Por iniciativa de Coronel, Assembleia garante ajuda às Obras Sociais Irmã Dulce

Foto: Divulgação/Arquivo

A aprovação atende a apelo da Assembleia de Carinho, tocada pela mulher do presidente da Casa, Eleusa Coronel

A Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA – aprovou ontem projeto de lei que libera a locação de um terreno doado à Associação Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). A proposição foi feita pelo deputado e presidente do Legislativo, Angelo Coronel. “Com a regulamentação da lei nº 4.705, a importante obra de Irmã Dulce poderá locar o espaço e, com os recursos provenientes do aluguel, ajudar a manter o Hospital, em Roma, e o Centro Educacional Santo Antonio, em Simões Filho, com mais de 700 crianças estudando em regime de período integral”, diz Coronel.De acordo com o projeto, aprovado por unanimidade pelos deputados da ALBA – após dispensa de formalidade assinada pelos líderes da maioria, deputado Zé Neto (PT), e da minoria, deputado Leur Lomanto Júnior (PMDB) – as eventuais benfeitorias e edificações que forem feitas durante a locação serão automaticamente incorporadas ao terreno, sem que haja direito a indenização ou retenção pelo locatárioCoronel diz que a regulamentação garante uma melhor utilização do imóvel doado, fazendo com que a locação de parte dele permita uma maior e melhor manutenção e guarda. “Além da renda extra, a regulamentação vai evitar o esbulho ou ameaça de esbulho na área até então ociosa, extraindo daí recursos para suprir as despesas da entidade filantrópica”, justifica o chefe do Legislativo.A ideia partiu da Assembleia de Carinho, instituição de cunho social do Legislativo, coordenada pela mulher do presidente da ALBA, Eleusa Coronel. “Maria Rita, da Osid, pediu a nossa interferência na regulamentação da lei. Eu respondi que dinheiro a Assembleia de Carinho não tem, mas poder de convencimento sobre os deputados – e com as oito deputadas estaduais – sobra. É mais uma fonte de renda para tocar as obras sociais, principalmente a escola”, explicou Eleusa.

22 de junho de 2017, 07:24

BRASIL Petistas discutem plano B com PSOL e movimentos sociais e irritam Lula

Foto: Bruno Rocha/Estadão Conteúdo/Arquivo

Presidente Lula

Dirigentes petistas participaram de uma reunião no último domingo com integrantes do PSOL e de movimentos de esquerda para discutir um programa de governo para o país que deixou o ex-presidente Lula extremamente irritado, informa a Folha de S. Paulo. O encontro foi realizado a convite do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), de Guilherme Boulos, e da Frente Povo Sem Medo, e contou com a participação do ex-ministro da Justiça Tarso Genro e de Vicente Trevas, assessor do Planalto no governo Lula. Segundo participantes da reunião, está em discussão um “programa mais à esquerda”, que vá “além” dos governos petistas. A reforma do sistema tributário, uma auditoria do sistema da dívida e o controle da mídia são propostas em debate, segundo a Folha. Para petistas ligados a Lula que compartilham do seu desacordo com o movimento, a discussão de um programa de governo à revelia do ex-presidente colide com o discurso de que não existe um plano B para a esquerda e o fragiliza neste momento em que se espera uma decisão do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, sobre o caso tríplex do Guarujá, o qual, segundo denúncia do MP, teria sido dado ao ex-presidente pela OAS como parte de pagamento de propina.

22 de junho de 2017, 07:19

BRASIL Após chuvas, Crivella diz que cortou investimentos para limpeza de bueiros

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse hoje (21) que ocorreram cortes nos investimentos dos serviços de conservação da cidade como a limpeza de bueiros para o escoamento da água em enchentes, mas, segundo ele, a redução foi feita por causa da crise financeira do município.“O problema da crise financeira do Rio de Janeiro é prioridade e a prioridade é a saúde e a educação. Estamos, neste momento, enfrentando uma coisa atípica [a chuva dos últimos dias]. A gente tinha imaginado que as chuvas tinham acabado em março. Nunca imaginávamos que no meio do ano tivesse uma chuva tão forte. As galerias vão ter que ser revistas, sobretudo, aqui na zona sul, onde tivemos alagamentos inesperados e imprevisíveis”, disse o prefeito.O secretário de Ordem Pública do Município do Rio, Paulo Cesar Amêndola, admitiu que o Centro de Operações Rio (COR) não emitiu alertas prévios sobre as fortes chuvas, fato que gerou críticas à administração, mas ponderou que a prefeitura não pretendia causar pânico na população para um fato que ainda não tinha ocorrido. Amêndola disse ainda que o atual perfil do COR é mais voltado para a segurança pública.Durante uma visita, nesta quarta-feira, na área onde houve um deslizamento no bairro Cosme Velho, Crivella comentou que a mudança não significa que as operações de alerta serão prejudicadas. O prefeito disse que o órgão não é um centro de comando, mas de monitoramento e que na madrugada ele recebeu os informes. “Tenho impressão que nos momentos de chuva, nós temos que priorizar a chuva, nos momentos em que não tem chuva, temos que priorizar a segurança. É uma questão de gestão”, disse.

Agência Brasil

22 de junho de 2017, 07:10

BRASIL Supremo indica que vai confirmar delação da JBS

Foto: Estadão

Edson Fachin

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve confirmar nesta quinta-feira, 22, a validade da homologação da delação do Grupo J&F – holding que inclui a JBS – e a manutenção do ministro Edson Fachin como relator do caso. Em julgamento iniciado ontem, ministros indicaram que a maioria deve apoiar a decisão de Fachin e confirmar que cabe ao relator do caso homologar acordos de colaboração premiada. Além de Fachin, o ministro Alexandre de Moraes votou nesta quarta-feira, 21, e disse que o ato de homologação é “formal”. Na sessão, os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux indicaram que votarão para que não seja revisado, neste momento, o acordo de colaboração da JBS. As contas feitas por advogados apontam para ao menos outros seis votos, além dos de Moraes e Fachin, a favor da continuidade do ministro na relatoria e da manutenção do acordo. Ao deixar o tribunal, questionado sobre o risco de o STF anular a delação, Marco Aurélio respondeu que a hipótese é “um delírio”. Também foi dada sinalização pelo plenário de que a Justiça só deve analisar o conteúdo do acordo no momento da sentença – ou seja, após a investigação e o processo penal que derivar da delação. O entendimento é comemorado, nos bastidores, por advogados de delatores e procuradores, pois significa que não cabe a discussão sobre o benefício concedido pelo Ministério Público no momento da homologação. O julgamento pode definir parâmetros sobre o poder da Justiça na análise dos acordos de delação e os limites para o Ministério Público nesses casos. Investigadores da Lava Jato consideram que a decisão do STF pode colocar em risco a continuidade das investigações ou respaldar o trabalho da instituição. O decano da Corte, Celso de Mello, e Fux apontaram que, mesmo a análise da efetividade do acordo, ao fim do processo, não pode gerar insegurança jurídica para o delator. Para o decano, se o colaborador cumprir as obrigações assumidas, não deve ser “surpreendido por um gesto desleal do Estado”. A discussão desta quinta-feira deve girar em torno dessa possibilidade de análise, pelo Judiciário, do acordo firmado em delação premiada. Para Fux, “mudar aquilo que foi estabelecido na delação” pode levar a “um estado de incerteza e insegurança”.

Estadão

22 de junho de 2017, 07:05

BRASIL Noruega investiga ex-diretor da Petrobrás ligado ao PMDB

Foto: Divulgação

Jorge Zelada

Destino do presidente Michel Temer em busca de investimentos no setor de energia, a Noruega investiga se empresas do país escandinavo pagaram propina para garantir contratos com a Petrobrás e alimentar uma rede política no Brasil. A apuração envolve o ex-diretor da estatal brasileira Jorge Zelada, ligado ao PMDB, partido de Temer. No centro da investigação estão duas empresas, a Sevan Marine a Sevan Drilling. A Sevan Drilling é especializada em exploração de petróleo em alto-mar e tem representação no Rio. Ao Estado, investigadores confirmaram que estão reconstruindo a “rota do dinheiro” entre essas empresas e Zelada. As investigações examinam a suspeita de que mais de R$ 117 milhões (300 milhões de coroas norueguesas) teriam sido pagos em propinas para permitir que as empresas do país escandinavo fechassem contratos com a estatal brasileira.

Estadão

22 de junho de 2017, 07:00

BRASIL Em Oslo, Temer será cobrado por ‘previsibilidade’ e ‘transparência

Foto: Wilton Junior / Estadão

Michel Temer

Cobrado a dar garantias de “previsibilidade”, o presidente Michel Temer desembarca nesta quinta-feira em Oslo, para a última etapa de sua viagem à Europa. Seu primeiro compromisso será um encontro com cerca de doze empresários noruegueses. O Estado apurou que muitos deles vão insistir em obter do governo sinais de “consistência” por parte das políticas do governo. “Nossa mensagem é de que vamos investir no Brasil e no longo prazo. Mas também precisamos de regras transparentes e consistentes, tanto no lado regulatório como no aspecto fiscal”, disse o gerente das operações da Statoil no Brasil, Anders Opedal. “A indústria inteira espera por isso. Alguns avanços foram feitos, mas existem aspectos ainda que precisam mudar”, defendeu. Outra reivindicação é a transparência e consistência nos impostos estaduais, além da implementação de um regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens para o setor de petróleo, conhecido como REPETRO. A gigante do setor do petróleo, a Statoil, promete “bilhões” em investimentos e quer mais que triplicar sua produção no Brasil até 2030. Mas a estatal também vai cobrar o governo brasileiro por garantias de previsibilidade e um regime fiscal mais favorável. Enquanto isso, o ministro de Meio Ambiente, José Sarney Filho, se reunirá com seu homólogo norueguês, Vidal Helgeser, que também pedirá esclarecimentos sobre qual será a posição do governo no longo prazo sobre a preservação. A Noruega alerta que os cortes no orçamento do Ibama e a crise política que atravessa o País explicam o aprofundamento das taxas de desmatamento na Amazônia.

Estadão

22 de junho de 2017, 06:50

BRASIL Sete partidos fazem acordo pela aprovação de fundo eleitoral de R$ 3,5 bi

Presidentes de sete partidos – PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD – fecharam um acordo para tentar aprovar a criação de um fundo eleitoral até setembro deste ano. O objetivo é acelerar a tramitação para que a matéria passe a valer já para a eleição de 2018. Com uma estimativa inicial de R$ 3,5 bilhões, o fundo terá como parâmetro 50% dos gastos das campanhas de 2014 para presidente da República, governador, senador e deputados. A proposta, que já está sendo elaborada pelo presidente do PMDB e líder do governo, Romero Jucá (RR), deverá ser apresentada na próxima semana e votada em caráter de urgência no Senado. O entendimento dos dirigentes partidários é de que a Casa terá mais facilidade para costurar um acordo pela aprovação do texto. A Câmara analisaria o texto em seguida. Pelo acordo entre os dirigentes das siglas, o fundo eleitoral será constituído em anos eleitorais e composto por uma parte do Orçamento geral da União e também de emendas parlamentares. Metade do “fundão” seria dividida igualmente para os 35 partidos com registro; e outra parte seria dividida proporcionalmente ao tamanho das bancadas das siglas na Câmara e no Senado um ano antes da eleição. Participaram do encontro nesta quarta-feira, 21, Jucá, o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, presidente do PSD; o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP; Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM; Carlos Siqueira, presidente do PSB, e o senador suplente Antônio Carlos Rodrigues, presidente do PR. Tasso considera que haverá críticas da opinião pública à proposta, mas diz que não existe outra outra solução para o financiamento das próximas eleições, já que o financiamento empresarial foi extinto. “Sei que vai ter uma rejeição enorme da população. Mas sem isso não tem eleição no ano que vem. Sem financiamento vamos voltar ao financiamento privado, ao caixa 2? Mesmo que o STF (Supremo Tribunal Federal) aprovasse o financiamento empresarial, as empresas não iam contribuir com nada, porque estão morrendo de medo”, avaliou Tasso.

Estadão

22 de junho de 2017, 06:45

BRASIL Joaquim Barbosa frustra artistas ao afirmar que não será candidato em 2018

Foto: Divulgação

Joaquim Barbosa

Durante jantar com artistas, na segunda-feira, 19, no Rio, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa afirmou que não será candidato à Presidência da República. A recusa em confirmar a hipótese, levantada por ele mesmo, teria sido “um banho de água fria” para os presentes. Pelo menos foi o que contou a anfitriã, a produtora cultural Paula Lavigne. “Eu até brinquei com o ministro dizendo que, se o (Jair) Bolsonaro (deputado federal PSC-RJ) fosse eleito, a culpa seria dele.” O jantar teve a participação de Caetano Veloso, Marisa Monte, Fernanda Lima, Letícia Sabatella, Lázaro Ramos, Fernanda Torres e Thiago Lacerda, entre outros, além do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O encontro foi combinado após o Show das Diretas, no fim de maio, no Rio. De acordo com Paula, o ex-ministro foi simpático, mas “ouviu muito mais do que falou”. “A gente tentou, acho que estamos precisando de um modelo, um modelo diferente de (Donald) Trump (presidente dos EUA) e (João) Doria (prefeito de São Paulo), mas ele disse não”, contou. Apesar da recusa, Paula postou no Twitter: “Estamos tentando! O que acham? Ele não quer #joaquimbarbosapresidente”. As reações se dividiram entre “vamos insistir mais” e “ele não é do ramo”. A hipótese de uma candidatura foi divulgada pelo próprio ex-ministro – após solenidade no Supremo, no dia 7 deste mês, quando foi descortinado seu retrato na galeria de ex-presidentes da Corte. Na ocasião, Barbosa disse que estava “refletindo” e já havia conversado com a ex-ministra Marina Silva (Rede) e o PSB.

Estadão