10 de dezembro de 2017, 08:45

BRASIL Magno Malta usa CPI para se cacifar como vice de Bolsonaro

Foto: Divulgação

Senador Magno Malta (PR-ES)

Presidente de uma CPI no Congresso pela quarta vez, o senador Magno Malta (PR-ES) tem um desafio pela frente: conseguir adiar o fim da comissão no Senado que investiga maus-tratos a crianças e adolescentes. O prazo acaba neste mês e sua intenção é prorrogá-lo até o fim do primeiro semestre de 2018. Isso porque as reuniões do colegiado têm sido usadas como uma espécie de “palanque” eleitoral para o senador, ligado à bancada evangélica, e cotado para ser vice em uma eventual chapa presidencial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) – de malas prontas para o Patriota. “Isso é coisa das redes sociais”, diz Malta quando questionado sobre a dobradinha. Ele admite, porém, afinidade de ideias com o vice-líder nas pesquisas de intenção de voto. “Nós somos amigos, defendemos a família, a Pátria, acreditamos em um País que canta o Hino Nacional”, afirma o senador. Fotos dos dois juntos estão nas redes sociais tanto nas de Malta quanto nas de Bolsonaro. A atuação do senador na CPI da Pedofilia, concluída em 2010, o tornou uma espécie de celebridade nas redes sociais, sobretudo em grupos de direita. Desde então, tem usado o tema como uma das principais bandeiras e na CPI dos Maus-Tratos repete a estratégia que lhe garantiu a reeleição há sete anos. “Está detectada uma movimentação mundial e com foco no Brasil a partir dos museus. Eles descobriram que poderiam abrir caminho para a legalização da pedofilia no mundo, incutindo na mente das pessoas a partir da arte”, afirmou o senador em uma das primeiras reuniões do colegiado, ainda em outubro, quando pegou carona nas polêmicas envolvendo a exposição Queermuseu, em Porto Alegre, e a performance La Bête, em São Paulo, para promover a CPI. As duas mostras foram acusadas nas redes sociais de incentivar a pedofilia. “A enxurrada de denúncias de pedofilia foi muito grande quando criamos a CPI. E o que acabou contaminando o debate foi que os casos das exposições tiveram reações muito fortes da sociedade”, diz o senador José Medeiros (Podemos-MS), relator da CPI. Pessoas ligadas às duas mostras foram convocadas a dar explicações e vídeos com declarações de Malta enfrentando os depoentes foram difundidos por simpatizantes do senador, sempre com milhares de visualizações.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 08:30

BRASIL Discussão sobre reforma da Previdência começa na 5ª; votação fica para semana do dia 18

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Rodrigo Maia e Michel Temer

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse neste sábado ao presidente Michel Temer que vai pautar, a partir da próxima quinta-feira, dia 14, as discussões sobre a reforma da Previdência, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Inicialmente, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que modifica as regras para se aposentar no Brasil só seria colocada em análise no plenário da Casa na semana do dia 18. Maia esteve reunido com Temer no Palácio da Alvorada, além do tucano Antonio Imbassahy, que pediu na sexta demissão da Secretaria de Governo, e o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que assumirá o cargo na próxima quinta-feira. Após a reunião, Marun disse que o governo está confiante na aprovação da reforma ainda neste ano. “Nós tivemos hoje uma boa notícia que o foi o fechamento de questão do PPS. Já são três partidos que decidiram fechar questão. Além do PPS, já tinham fechado questão – o que significa no jargão política obrigar os deputados a votar favoravelmente ao texto, sob risco de punição – o PMDB, partido do presidente e o PTB. “Temos expectativa em relação aos outros”, disse Marun. Questionado sobre a possibilidade de o PSDB também se alinhar oficialmente com o governo, Marun disse que “isso é uma coisa para se conversar”. Mais cedo, o presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, disse ser “pessoalmente” a favor de a sigla fechar questão, mas que consultará a bancada. “Estamos felizes com as manifestações pró-reforma que aconteceram hoje na convenção do PSDB. A convenção quase se transformou num ato pró-reforma. O presidente está muito contente com isso, está confiante como todos nós”, afirmou Marun. Apesar da confiança, o deputado disse que os próximos dias serão de intensa articulação política juntos aos deputados. “Chegamos à conclusão de que tem gente que ainda não tem conhecimento global sobre o que é essa proposta. Ela hoje vai no essencial, que é o estabelecimento de uma idade mínima e no fim dos privilégios”. Levantamento atualizado neste sábado do Placar da Previdência, do Grupo Estado, mostra que 216 deputados declaram voto contrário à proposta da reforma da Previdência. O governo necessita de 308 votos para a aprovação. Com 205 votos contrários, do total de 513 deputados, o texto é reprovado. Marun disse que o governo não falou em contagem de votos durante o encontro e que foi uma “conversa estratégica”. O encontro contou a presença do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), do líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 08:15

BRASIL ‘É uma movimentação normal’, diz general destituído de cargo após criticar Temer

O general Antônio Hamilton Martins Mourão disse ao Estadão/Broadcast neste sábado que suas declarações são mal interpretadas e negou ter insinuado que o presidente Michel Temer praticou crimes durante a palestra que deu na quinta-feira ao grupo Terrorismo Nunca Mais, em Brasília. Na ocasião, ele afirmou que Temer governava com um “balcão de negócios”, elogiou a pré-candidatura presidencial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e voltou a sugerir possibilidades de as Forças Armadas intervirem no governo. Mourão classificou seu afastamento do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército como uma “movimentação normal”. Ele ainda negou que tenha ouvido repreensão do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. “É uma movimentação normal dentro do Exército. Meu comandante não me falou nada (sobre a palestra). Eu não fiz comentário a respeito do presidente. Eu apenas retratei cenários que estão sendo colocados hoje. Não chamei o presidente de corrupto, de ladrão nem de incompetente”, afirmou.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 08:00

BRASIL Carlos Marun assume Secretaria de Governo na próxima quinta-feira

Foto: Divulgação

Carlos Marun

O Palácio do Planalto confirmou na noite deste sábado, 9, que o presidente Michel Temer convidou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para assumir a Secretaria de Governo, Pasta responsável pela articulação política. A posse, segundo comunicado oficial da Presidência da República, vai ser na tarde da próxima quinta-feira. Até lá, o tucano Antonio Imbassahy vai permanecer no cargo. Marun, relator da CPMI da JBS, assume a articulação política com o Congresso num momento em que o governo enfrenta muitas dificuldades para votar a reforma da Previdência na Câmara. O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, pediu demissão na última sexta-feira, um dia antes da convenção nacional do PSDB. Em carta de três páginas enviada ao presidente Michel Temer, Imbassahy disse que foi um grande desafio atuar na função em um período de radicalização pós-impeachment, com uma grande fragmentação partidária, “em meio a enormes dificuldades econômicas e fiscais”. O titular das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, será o único tucano que permanecerá no governo.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 07:45

BRASIL Para Alberto Goldman, prévia ampla no PSDB é ‘tecnicamente inviável’

Foto: VANESSA CARVALHO/NEWS FREE/PAGOS

Ex-governador Alberto Goldman

Para evitar desgaste com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, o governador Geraldo Alckmin prometeu realizar prévias em março com todos filiados do PSDB que tenham mais de um ano de partido. Não sei se sabe ao certo qual seria o tamanho desse colégio eleitoral, uma vez que o partido tem 14 milhão de filiados. O cadastro, porém, está desatualizado. Esse será o tema da primeira reunião da nova executiva tucana. “As informações que recebi é que fazer prévias com todos os filiados é algo tecnicamente inviável. A avaliação será da próxima executiva”, disse o ex-governador Alberto Goldman, que ontem deixou a presidência interina da sigla. O prefeito João Doria, que agora mira a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, defendeu ontem que a prévia seja em janeiro. Isso anteciparia o debate paulista. Aliados do governador não gostariam de começar o ano com uma agenda negativa. Alckmin e Virgílio combinaram de fazer uma “maratona” de 10 visitas a capitais cada um.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 07:30

BRASIL Exército destitui general que criticou governo Temer do cargo de secretário

Foto: Divulgação

General Antonio Hamilton Mourão

O Exército comunicou neste sábado ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, a destituição do general Antonio Hamilton Mourão do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército depois que ele afirmou que o presidente Michel Temer faz do governo um “balcão de negócios” para se manter no poder. Mourão vai ficar sem função à espera do tempo de ir para reserva, em março de 2018. Para o lugar dele, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, indicou o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira. Em palestra a convite do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), no Clube do Exército, em Brasília, na quinta-feira, o general Mourão elogiou a pré-candidatura presidencial do deputado e capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Também voltou a fazer uma defesa da intervenção militar como solução para a crise política no Brasil. “Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa Sarneyzação (em referência ao ex-presidente José Sarney). O nosso atual presidente vai aos trancos e barrancos buscando se equilibrar e mediante o balcão de negócios chegar ao final de seu mandato”, disse o general. Em setembro, Mourão falou três vezes na intervenção militar enquanto proferia uma palestra na Loja Maçônica Grande Oriente, também em Brasília: “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”. Apesar da repercussão negativa, o ministro da Defesa e o comandante do Exército acertaram que não haveria punição ao oficial. No governo Dilma Rousseff, ele fez críticas à então presidente e perdeu o comando direto sobre tropas do Sul, passando a ocupar o cargo atual de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército, de ordem administrativa. O militar foi questionado sobre o que e o alto generalato pensavam sobre a pré-candidatura do deputado Bolsonaro. Mourão respondeu em sinal de apoio ao parlamentar, que saiu em sua defesa quando ele proferiu a palestra em setembro e escapou de punição. “O deputado Bolsonaro já é um homem testado, é um político com 30 anos de estrada, conhece a política. E é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido aí nessas falcatruas e confusões. Agora, é uma realidade, já conversamos a esse respeito, ele tem uma posição muito boa nessas primeiras pesquisas que estão sendo feitas, ele terá que se cercar de uma equipe competente, ele terá que atacar esses problemas todos, não pode fazer as coisas de orelhada, e obviamente, nós seus companheiros dentro das Forças olharmos com muito bons olhos a candidatura”, declarou.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 07:15

BRASIL “Prefiro combatê-lo na urna a vê-lo na cadeia”, diz FHC sobre Lula

Foto: Divulgação

FHC e Lula

Em um discurso de improviso, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lembrou nesta manhã, durante a convenção nacional do PSDB, que já derrotou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva duas vezes nas eleições, mas que o partido tem seus valores e que estes valores precisam primar sobre os interesses eleitorais. “Prefiro combatê-lo na urna a vê-lo na cadeia”, disse o presidente de honra do partido. Em sua fala, FHC sugeriu que o partido ouça mais a população, que por sua vez está irritada e enojada com a classe política e pregou que é preciso voltar a sentir o orgulho de ser brasileiro. “Vamos ser gente como a gente, precisamos de mais povo”, conclamou. O ex-presidente ressaltou que a população quer melhorar sua vida, precisa de segurança, saúde e educação, temas que afetam a todos. Ele reclamou que “é duro assistir à tragédia que o País passou” e “arruinou” a nação, uma vez que a corrupção tomou parte da política brasileira. “Precisamos entender que nós também erramos e temos de corrigir o que erramos”, enfatizou. FHC fez duras críticas às estruturas partidárias, que segundo ele ficaram envelhecidas. Para o tucano, a existência de 28 partidos políticos no País não é normal, é uma “sopa de letra”, não agremiação partidária. O ex-presidente previu que o povo pode voltar às ruas se os governos “errarem muito”. “Sei que muita coisa foi errada, mas temos forças suficientes para reconstruir o PSDB”, disse. Em um claro sinal de apoio à reforma da Previdência, FHC disse que o sistema previdenciário é insustentável e que a sigla vai votar a favor das reformas. “Sei que o mercado financeiro é importante, mas nosso guia é emprego e crescimento”, orientou. O ex-presidente disse que o País precisa de estratégia e o partido precisa tomar uma posição, “sentir na pele que o Brasil é um País de pobres”. Ao cumprimentar Alckmin, FHC elogiou seu comportamento simples, disse que o governador de São Paulo nunca mudou e que o Brasil precisa de “gente assim”. “Líder é quem forma maioria e o PSDB tem de formar maioria”, observou.

Estadão

10 de dezembro de 2017, 07:00

BRASIL Manchetes do Dia

– A Tarde: Mãe Stella diz que não volta mais para o Ilê Axé Opô Afonjá

– Correio*: A fila da cannabis

– Estadão: Tucanos apelam por reforma e Alckmin faz aceno a Temer

– Folha de S. Paulo: Alckmin assume PSDB e elogia agenda de Temer

– O Globo: Comércio do Rio investe em segurança para garantir Natal

9 de dezembro de 2017, 20:02

SALVADOR SSP nega tiroteio e existência de feridos em hospital do Subúrbio

A Secretaria da Segurança Pública enviou hoje à redação nota informando que não houve tiroteio dentro do Hospital do Subúrbio, como chegou a circular em algumas redes sociais. Informações preliminares dão conta de que policiais foram acionados para conter Wesley Luís Queiroz Lima, custodiado no Hospital do Subúrbio por ter esfaqueado um PM. Ainda segundo relatos de testemunhas, Wesley tentou roubar a arma de um policial civil que tentava imobiliza-lo, quando foram disparados dois tiros de advertência, procedimento padrão nestes casos. Ninguém ficou ferido. Wesley deu entrada no Hospital Municipal de São Sebastião do Passé com ferimentos a bala, após esfaquear um PM, numa tentativa de assalto no município, sendo preso após dar entrada ao hospital. Em seguida foi regulado para o Hospital do Subúrbio, onde dificultava o trabalho dos profissionais de saúde, que acionaram a polícia. O caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia Metropolitana.

9 de dezembro de 2017, 19:31

BAHIA Bellintani é eleito presidente do Bahia com 82% dos votos

O ex-secretário municipal de Urbanismo Guilherme Bellintani foi eleito hoje à noite presidente do Bahia para um mandato de três com 82% dos votos. Emocionado, ele disse que a vitória mostrou que “a democracia vale a pena”.

9 de dezembro de 2017, 19:14

BRASIL Morre o escritor e jornalista gaúcho Luiz Carlos Maciel

Morreu neste sábado, 9, no Rio, aos 79 anos, o escritor, jornalista e roteirista gaúcho Luiz Carlos Maciel. Nascido em Porto Alegre, em 1938, Maciel ficou conhecido como guru da contracultura brasileira no fim da década de 1960, quando escrevia sobre movimentos alternativos culturais para O Pasquim, jornal que ajudou a fundar. Também diretor teatral, Maciel estava internado no Hospital Copa D’Or, no Rio, desde o dia 26 de novembro, em decorrência do agravamento do quadro infeccioso do enfisema, uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Segundo sua filha Lúcia, ele morreu vítima de falência múltipla dos órgãos.

Estadão Conteúdo

9 de dezembro de 2017, 18:37

BRASIL “É uma movimentação normal”, diz general destituído

O general Antônio Hamilton Martins Mourão disse ao Broadcast neste sábado que suas declarações são mal interpretadas e negou ter insinuado que o presidente Michel Temer praticou crimes durante a palestra que deu na quinta-feira ao grupo Terrorismo Nunca Mais, em Brasília. Na ocasião, ele afirmou que Temer governava com um “balcão de negócios”, elogiou a pré-candidatura presidencial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e voltou a sugerir possibilidades de as Forças Armadas intervirem no governo. Mourão classificou seu afastamento do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército como uma “movimentação normal”. Ele ainda negou que tenha ouvido repreensão do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. “É uma movimentação normal dentro do Exército. Meu comandante não me falou nada (sobre a palestra). Eu não fiz comentário a respeito do presidente. Eu apenas retratei cenários que estão sendo colocados hoje. Não chamei o presidente de corrupto, de ladrão nem de incompetente”, afirmou. O general sugeriu que suas falas são interpretadas de maneira exagerada. “Cada um interpreta da forma que melhor lhe provém. Há muito tempo qualquer coisa que eu falo é colocada como se fosse algo que vá derrubar o castelo de cartas no País”, disse. Mourão explicou que, quando citou o “balcão de negócios para chegar ao fim do mandato”, estava se referindo à negociação política no Congresso, mas não às duas denúncias criminais contra o peemedebista no caso JBS, que os deputados barraram depois da liberação de emendas parlamentares e cargos. Segundo o oficial, o balcão de negócios é citado na imprensa diariamente. “É uma negociação política. Isso é o balcão de negócios. Eu falei que ele tem tentando aprovar em termos de emenda, de novas legislações, que ele tem que negociar dentro do Congresso. E obviamente que essas negociações às vezes são feitas de forma, digamos assim, mais explícita, e outras buscando administrar o que ele tem condições de administrar.”

Estadão Conteúdo

9 de dezembro de 2017, 18:35

BRASIL Temer convoca reunião com Rodrigo Maia, ministros e deputados sobre Previdência

Antes de embarcar para Buenos Aires, onde participa da reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), o presidente Michel Temer convocou uma reunião para tratar da reforma da Previdência, revista para ser levada à votação na semana do dia 18 deste mês na Câmara dos Deputados. Estão reunidos com o presidente, no Palácio do Planalto, na noite deste sábado, o tucano Antonio Imbassahy, que pediu na sexta demissão da Secretaria de Governo, e o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que assumirá o cargo. Também foram convocados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, também estão presentes. Levantamento do Estado atualizado neste sábado mostra que 216 deputados declaram voto contrário à proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras de aposentadoria no Brasil. O governo necessita de 308 votos para a aprovação do texto, em dois turnos, na Câmara. Com 205 votos contrários, do total de 513 deputados, ele já seria reprovado. O governo espera reverter esse quadro ao longo desta semana para colocar o texto em votação na semana seguinte. (André Borges)

Estadão Conteúdo

9 de dezembro de 2017, 15:01

BRASIL Alckmin é eleito presidente do PSDB com discurso contra Lula e a favor da Previdência

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é eleito presidente do PSDB

Com 470 votos, o PSDB elegeu a chapa Unidade para o diretório nacional do partido. Foram registrados três votos contrários e uma abstenção. O presidente do partido será o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O primeiro vice-presidente, que assume na ausência de Alckmin, é o governador de Goiás, Marconi Perillo. O segundo vice-presidente é o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli. Também são vice-presidentes os senadores Paulo Bauer (SC) e Flexa Ribeiro (PA), o governador do Paraná, Beto Richa, os deputados federais Shéridan Oliveira (RR) e Carlos Sampaio (SP), e o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. O secretário-geral será o deputado Marcus Pestana (MG). A Executiva Nacional do PSDB será composta pelos senadores Eduardo Amorim (SE) e Cássio Cunha Lima (PB); os prefeitos de São Paulo, João Doria, de Porto Alegre, Nelson Marchezan, de Teresina, Firmino Filho, e de Manaus, Arthur Virgílio; os deputados federais Giuseppe Vecci (GO), Rogério Marinho (RN) e Bruno Araújo (PE); e o governador Pedro Taques (MT). Também farão parte da Executiva os líderes do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), e na Câmara, Ricardo Tripoli (SP). Alckmin foi eleito com um discurso de ataque ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT e também de defesa da reforma da Previdência. Após a crise em torno da sucessão de Aécio Neves (MG) no comando do partido e da permanência do governo Michel Temer, Alckmin fez um aceno ao peemedebista ao dizer que a atual gestão começou a reverter a “tragédia econômica em que o País foi colocado”. Alckmin afirmou que a reforma da Previdência é necessária para não ter “brasileiros de duas classes” e que o partido tem compromisso com reformas que darão condições para o Brasil voltar a crescer. Disse que a bancada tucana no Congresso terá disposição de aprová-la, pois os tucanos têm compromisso com a sua história. “Nós nunca nos furtamos a fornecer soluções”, disse.

Agência Estado

9 de dezembro de 2017, 13:32

BRASIL Morre em São Paulo o estilista Ocimar Versolato

Morreu na madrugada de hoje (9), na capital paulista, o estilista Ocimar Versolato. A informação foi confirmada pelo Hospital São Paulo, onde ele estava internado. A instituição não divulgou a causa da morte. Ocimar Versolato é conhecido pelos trabalhos junto com o cantor Ney Matogrosso, de quem chegou a assinar a capa do disco Beijo Bandido, lançado em 2009. Também desenhou o figurino do filme Tieta (1996), de Caca Diegues. O corpo do estilista está sendo velado em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Agência Brasil