11 de dezembro de 2017, 08:22

ECONOMIA Índice usado em contratos de aluguel acumula queda de 0,68% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguéis, acumula queda (deflação) de 0,68% em 12 meses, de acordo com a primeira prévia de dezembro divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da deflação acumulada, o IGP-M registrou alta de 0,73% em dezembro, taxa superior ao -0,02% da prévia de novembro.A alta da prévia de novembro para dezembro foi provocada por aumentos nos três subíndices que compõem o IGP-M.O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de -0,09% na prévia de novembro para 0,96% na de dezembro. A taxa do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,03% para 0,30% no período. Já a inflação do Índice Nacional do Custo da Construção subiu de 0,29% para 0,30%.

Agência Brasil

11 de dezembro de 2017, 08:02

Lauro de Freitas receberá show e oficina do Caravana da Música

Depois de percorrer seis municípios, a Caravana da Música chegará a Lauro de Freitas, no dia 16 de dezembro, sábado, com apresentação única do Samba Chula João do Boi, às 16h, na Praça da Matriz. Além do show, gratuito e aberto ao público, neste dia será oferecida a oficina Samba no Pé e Samba na Mão, realizada pelos músicos do grupo, na Casa Paroquial Santo Amaro de Ipitanga, das 9h às 12h. Realizado pela Maré Produções Culturais, com patrocínio da Vivo e Governo da Bahia, por meio do Fazcultura, programa de incentivo fiscal da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura do Estado, o projeto conta com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas por intermédio da Secretaria de Cultura e Secretaria de Governo do município.A oficina ministrada pelo Samba Chula João do Boi contará com 30 vagas e é aberta a músicos, estudantes e pessoas interessadas em mergulhar no universo do samba chula e nas raízes da Música Popular Brasileira. Para participar, as pessoas interessadas deverão enviar email, com dados (nome completo, RG, idade) para contato@mareproducoes.com.br
O Caravana da Música já passou por Senhor do Bonfim, Juazeiro, Vitória da Conquista, Lençóis, Itacaré e Ilhéus. Em janeiro, o projeto passará por Euclides da Cunha, Cachoeira e Santo Amaro, recebendo apresentações de nomes como Bando Velho Chico, Grupo Botequim, Lucas Santtana.

11 de dezembro de 2017, 07:48

SALVADOR Travessia Salvador-Mar Grande opera normalmente

A travessia Salvador-Mar Grande está operando normalmente nesta segunda-feira (11), mas as escunas de turismo que fazem o passeio pelas ilhas da Baía de Todos os Santos vão continuar paradas hoje devido às chuvas. Já a travessia Salvador-Morro de São Paulo seguirá operando com conexão em Itaparica devido às condições desfavoráveis de navegação entre a capital e a Ilha de Tinharé. Com isso, os catamarãs vão sair normalmente do Terminal Náutico, atracar em Itaparica, de onde os passageiros seguem de ônibus até a Ponta do Curral (Valença) e fazem a travessia de lanchas até o Morro.Na travessia Salvador-Mar Grande, seis embarcações estão operando desde às 5h, fazendo horários de saída dos terminais de meia em meia hora. O movimento de embarque é moderado, tanto no Terminal de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, como no Terminal Náutico, no Comércio. A previsão do momento é de que as embarcações operam até às 20h, último horário saindo de Salvador, e até às 18h30, de Mar Grande para a capital. A Astramab informa ainda aos usuários que devido às chuvas as escunas de turismo não vão sair hoje para fazerem o tradicional passeio pelas ilhas da Baía de Todos os Santos.Para os usuários que vão utilizar a travessia Salvador-Morro de São Paulo, feita hoje com conexão em Itaparica, os horários de saída do Terminal Náutico são às 8h30, 9h,10h30,13h e 14h30. No sentido inverso, as saídas do Morro ocorrem às 9h, 11h30, 13h e 15h. Com conexão em Itaparica, a viagem dura uma hora a mais: em vez de 2h e 20m, o tempo estimado da viagem fica em 3h e 20m.

11 de dezembro de 2017, 07:45

BAHIA Bahia realiza ação promocional com 25 mil pessoas na Avenida Paulista

Foto: Divulgação/GOVBA

Nas comemorações dos 126 anos da Avenida Paulista, quem fez a festa foi a Bahia. Numa ação promovida pela Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur), um verdadeiro cortejo baiano invadiu esta importante artéria da cidade de São Paulo, entre o meio-dia e as 16h deste domingo (9), para vender os principais destinos turísticos do estado. A promoção atingiu um público estimado em 25 mil pessoas, que circulavam no entorno do desfile e foram contagiadas pelo espírito de baianidade.Mulheres com trajes típicos de baianas distribuindo fitinhas do Senhor do Bonfim, percussionistas executando ritmos da terra e 100 promotores distribuindo balões com a marca da Bahia saíram do Museu de Arte de São Paulo (Masp) em direção à Rua da Consolação e voltaram na altura da Rua Haddock Lobo, seguindo até a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. O cortejo lembrou os que são realizados tradicionalmente na Festa do Bonfim e cumpriu o objetivo de envolver o público ao redor, que se rendeu ao axé baiano.Para o subsecretário do Turismo, Benedito Braga, que seguiu por todo o trajeto, a ação foi um grande sucesso que deve se traduzir numa procura ainda maior dos paulistas pelos destinos baianos. “Fizemos duas ações em São Paulo, uma no Aeroporto de Congonhas, e esta agora na Avenida Paulista. Assim, promovemos uma fixação da imagem das 13 zonas turísticas da Bahia para que os paulistas nos visitem”, afirmou.Durante o trajeto, os promotores entregavam os balões entre as pessoas e pediam que elas escrevessem um desejo em um cartão. Folhetos promocionais das zonas turísticas baianas também foram entregues entre a população de São Paulo.Recentemente, pesquisa do DataFolha, publicada na edição especial da revista Viaja São Paulo, indicou a Bahia como destino preferido dos paulistas. Em outubro, a Bahia também ganhou destaque no ranking internacional elaborado por especialistas do renomado Guia de Viagens Lonely Planet, que relacionou oito destinos baianos como lugares imperdíveis para se visitar em 2018.

11 de dezembro de 2017, 07:40

BRASIL Proposta de regime semipresidencialista trata de ‘censura’

Foto: Estadão

Gilmar Mendes

A dez meses das eleições de 2018, uma proposta de semipresidencialismo que circula na Câmara e no Senado provoca polêmica e tem tudo para se transformar em uma queda de braço após a votação da reforma da Previdência. O esboço do texto que muda o sistema de governo prevê uma moção de desconfiança ou de censura ao Executivo, sempre acompanhada de projeto para formação de nova equipe, mas a preocupação de aliados do presidente Michel Temer é deixar claro no texto que o gabinete não pode cair enquanto não houver a eleição de outro primeiro-ministro. Com artigos reunidos em uma proposta de emenda à Constituição (PEC), a minuta ainda não foi apresentada oficialmente, mas já desperta curiosidade de deputados e senadores, às vésperas do ano eleitoral. A versão preliminar aumenta os poderes do Congresso, embora o presidente continue sendo forte, com prerrogativa de propor leis ordinárias e complementares. O modelo sugerido estabelece, ainda, um contrato de coalizão, com força de lei, assinado por partidos que dão sustentação ao presidente da República. A ideia é que ali constem as diretrizes e o programa de governo. “O sistema presidencialista no Brasil dá sinais de exaustão. Desde a redemocratização, dos quatro presidentes eleitos, dois sofreram impeachment”, disse ao Estado o ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes em uma referência a Fernando Collor e Dilma Rousseff. “Precisamos fugir do ramerrame das ‘reformas esparadrapo’, para evitar que essas crises políticas continuem se repetindo”, afirmou. Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar é um dos nomes que têm conversado sobre o projeto com Temer e com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Temer afirmou recentemente que, na sua avaliação, o semipresidencialismo seria útil ao País “a partir de 2022”. No Palácio do Planalto, porém, quem defende a candidatura do peemedebista à reeleição avalia que esse mote pode ser associado à campanha por um segundo mandato.

Estadão

11 de dezembro de 2017, 07:35

BRASIL Senado fará esforço concentrado para votar propostas às vésperas do recesso

Às vésperas do recesso legislativo, que oficialmente começa no dia 23, os próximos 10 dias úteis de trabalho no Senado devem ser de esforço concentrado. O presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), adiantou que além de apreciar medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta, ele quer votar na semana que vem no plenário uma pauta positiva de propostas nas áreas de economia e segurança pública. A próxima sessão deliberativa do Senado foi convocada para terça-feira, às 11h. Apesar do esforço, Eunício admite que algumas propostas ficarão para o ano que vem.“Como estamos perto do recesso, quero deixar uma pauta pronta para as primeiras semanas do próximo ano, tanto na questão da microeconomia — aquilo que não puder ser discutido este ano — quanto na questão da segurança pública. Mas vamos aprovar todas as matérias possíveis neste momento” afirmou o senador.

Agência Brasil

11 de dezembro de 2017, 07:30

BRASIL Eymael e Levy Fidelix querem ser o ‘novo’ em mais uma eleição para presidente

Foto: Divulgação

Levy Fidelix

Uma frase atribuída a Charles Chaplin, e que vem sendo compartilhada ao longo dos anos pelo Facebook afora, diz que “a persistência é o caminho do êxito”. Se Chaplin tiver alguma razão, dois pré-candidatos à Presidência da República podem se encher de esperanças: José Maria Eymael (PSDC), com 78 anos e quatro eleições para presidente e Levy Fidelix (PRTB), com 65 anos e duas eleições para presidente no currículo. Na eleição de 2014, Eymael recebeu 61.233 votos (0,06% dos válidos); já Fidelix teve 446.708 votos (0,43% do eleitorado brasileiro). Naquela eleição, o democrata-cristão tinha 45 segundos para passar o seu recado no horário eleitoral gratuito. O “homem do aerotrem” tinha 2 segundos a mais, 47. Se a cláusula de barreira, aprovada neste ano pelo Congresso, já estivesse em vigor nas eleições passadas PSDC e PRTB estariam fora da jogada (a cláusula começa a ser implementada, gradualmente, em 2018, quando os partidos precisarão obter pelo menos 1,5% dos votos válidos em nove Estados – essa porcentagem vai chegar a 3% em 2030). Ao levarmos em conta a performance dos pleitos anteriores, o tempo de TV e a estrutura dos respectivos partidos, cabe um legítimo questionamento: Por quê? Por que em 2018 será diferente? As condições do País mostram que as pessoas estão procurando uma terceira via. Eu posso ser essa terceira via”, disse um confiante Eymael, que aposta na imagem de uma homem de família e no seu trabalho como deputado constituinte para alavancar sua campanha. Fidelix segue a mesma linha, acreditando que em 2018 todos os sonhos podem se tornar realidade. “Eu serei o efeito surpresa. O povo está cansado da esquerda e da direita. Eu serei um candidato de centro-direita, o candidato que as pessoas estão procurando”, afirmou um encorajado Fidelix. Eymael se prepara para rodar o Brasil defendendo a ideia de um “Estado necessário”. Nas palavras dele, “nem máximo nem mínimo, mas um Estado eficiente”. “Nosso mote será a construção de um novo e melhor País. Um País dos homens de bem”, fala.

Estadão

11 de dezembro de 2017, 07:20

BRASIL PF abre Baixo Augusta, etapa da Lava Jato em São Paulo

Foto: Reprodução

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita deflagraram na manhã desta segunda-feira, 11, a Operação Baixo Augusta, desdobramento da Lava Jato em São Paulo. A ação apura a existência de um esquema de propina para acelerar a liberação de créditos tributários junto à Receita Federal.Em nota, a PF informou que Policiais Federais e servidores da Receita Federal cumprem 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Os mandados são cumpridos em residências e empresas em São Paulo, Caraguatatuba, Campos do Jordão, Cotia, Lins e Santana do Parnaíba.Um auditor fiscal da Receita Federal foi afastado judicialmente e oito pessoas físicas e jurídicas tiveram seus bens bloqueados.A investigação teve início após o envio, pelo Supremo Tribunal Federal, de partes do acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da JBS e o MPF para a Justiça Federal de São Paulo, com o fim de apurar criminalmente condutas de pessoas que não tinham foro privilegiado.As provas colhidas até o momento apontam para um esquema de pagamento de propinas que funcionou de 2004 até este ano, pelo qual um auditor fiscal seria pago para agilizar, ilicitamente, a liberação de recursos que a companhia teria a receber do Fisco a título de créditos tributários.Análises das movimentações financeiras entre os envolvidos indicam o recebimento de aproximadamente R$ 160 milhões em propinas nos últimos 13 anos. Há indícios de que as transações ocorriam por meio de empresas de fachada e a emissão de notas fiscais falsas.

Estadão

11 de dezembro de 2017, 07:20

BRASIL PF confisca 155 joias de Picciani

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Picciani

A Polícia Federal apreendeu, na casa do presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), 155 joias e nove relógios durante as buscas da Operação Cadeia Velha, em 14 de novembro. Os agentes pegaram também o celular da mulher do deputado. Picciani e os deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, também do PMDB, foram presos em 21 de novembro. O Ministério Público Federal denunciou os peemedebistas e outros 16 investigados na terça-feira, 5, por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O Ministério Público Federal aponta que Picciani recebe propinas desde os anos 1990 e não deixou de receber mesmo quando ficou sem mandato, entre 2011 e 2014. Segundo a acusação, o deputado e o filho Felipe Picciani usaram a agropecuária Agrobilara para lavar ativos via operações de venda de gado. Na lista de joias apreendidas na casa de Picciani estão 34 aneis, 68 pares de brincos, 26 cordões, duas gargantilhas e 25 pulseiras. A PF confiscou ainda um Porsche Cayenne, um Gol e um Toyota Corolla. Em um endereço ligado a Picciani, no centro do Rio, a PF pegou computadores, um ‘envelope branco pequeno contendo papéis rasgados encontrado no lixo’, três cheques de R$ 5 mil e um ‘cronograma geral de gastos com veículos de comunicação ALERJ’. No gabinete do peemedebista na sede da Assembleia, os agentes apreenderam computador, documentos e comprovante de transferência bancária de R$ 30 mil.

Estadão

11 de dezembro de 2017, 07:10

BRASIL Governistas pedem que discurso tucano vire votos

Foto: Divulgação

André Moura

Após declarações de dirigentes tucanos em defesa da reforma da Previdência, como o atual presidente da sigla, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, líderes governistas cobraram que a bancada do PSDB na Câmara obrigue seus deputados a votar a favor da proposta. O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), cobrou que os tucanos revertam os discursos em votos. “A gente saber que eles têm consciência da importância da reforma é perfeito, maravilha, muito bonito para fora, para a opinião pública. O que interessa no voto, é isso que nós queremos”, disse. Líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES) classificou os discursos tucanos como “corretíssimos”. “É importante que isso se materialize em fechamento de questão (obrigar bancada a votar em bloco). Mas achei muito positivo”, disse. O peemedebista argumentou que PMDB e PSDB estão unidos em prol da reforma por razões distintas: o primeiro por ser governo e o segundo por ter a proposta explícita na carta de formação do partido. O líder da bancada tucana, Ricardo Tripoli (SP), disse acreditar que os discursos em tom de conciliação podem estimular na ampliação da margem de votos, mas que podem alcançar no máximo 25 dos 46 deputados. As declarações são vistas com ressalvas entre os aliados da base. “O discurso (pró-reforma) é um reforço bem-vindo. A grande expectativa é se o discurso não vai destoar da prática”, disse o líder do DEM, Efraim Filho (PB).

Estadão

11 de dezembro de 2017, 07:00

BRASIL Marconi Perillo condiciona reforma a emendas

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Marconi Perillo

Novo vice-presidente do PSDB e um dos principais aliados tucanos do governo Michel Temer, o governador de Goiás, Marconi Perillo, afirmou ao Estado que o presidente da República terá necessariamente de liberar verbas para os parlamentares se quiser aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. Ele disse que o gasto com a autorização de emendas para serem destinadas por deputados e senadores a seus redutos eleitorais compensa por solucionar o entrave da falta de votos. “Vamos falar a verdade: no ano que vem, o presidente tem de abrir as emendas, não tem outro jeito. Você vai gastar um dinheiro para resolver um problema”, disse Perillo, que entrou na articulação para convencer deputados tucanos e de seu Estado a votar a favor da reforma, a pedido do Palácio do Planalto. De acordo com o vice-presidente tucano, o governo federal pode começar a votar a reforma nas próximas semanas, mas a conclusão ficará para o ano que vem. Daí a relevância de liberar verbas para emendas em 2018, segundo ele. Logo após a convenção nacional do PSDB anteontem em que a reforma da Previdência foi defendida pelo novo presidente do partido, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou a Temer que havia antecipado para esta semana as discussões da reforma na Casa e que a votação está prevista para a próxima semana. Perillo disse que os governadores do PSDB vão se empenhar em reverter votos a favor da reforma. “Daqui para frente a nossa pressão vai crescer. Nós estamos totalmente fechados. Eu, o Pedro Taques (Mato Grosso), o Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), o Geraldo (Alckmin, de São Paulo). E o Beto (Richa, do Paraná) não têm por que não estar também”, disse ele após o encontro partidário de anteontem. “O problema é o eleitor. Os caras estão com medo de perder voto na eleição. É um absurdo.”

Estadão

11 de dezembro de 2017, 06:50

BRASIL Tucanos resistem a plano de Alckmin para a Previdência

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Geraldo Alckmin

O presidente do PSDB, governador Geraldo Alckmin, já enfrenta resistências para cumprir seu primeiro desafio político à frente do partido e, assim, obrigar toda a bancada da Câmara a apoiar a reforma da Previdência, com discussão marcada para esta semana e votação prevista na próxima semana. Parte dos deputados rejeita uma eventual imposição da Executiva nacional da legenda e qualquer possibilidade de punição caso votem contra as mudanças nas regras da aposentadoria. A direção tucana ainda não decidiu sobre o tema. O governador de São Paulo, pré-candidato à Presidência da República em 2018, surpreendeu até mesmo aliados ao defender essa proposta publicamente após a convenção na qual foi eleito, anteontem, em Brasília. Seu gesto, associado aos elogios à agenda de reformas e à política econômica do governo Michel Temer, foi bem recebido pelo Palácio do Planalto e pode abrir uma janela de negociação com o PMDB para a próxima eleição. Segundo o primeiro-vice-presidente do PSDB, também eleito anteontem, governador Marconi Perillo (GO), o governo vai precisar liberar recursos por meio de emendas aos parlamentares para conseguir aprovar a reforma. Os líderes do PSDB terão dificuldades, porém, para unificar a bancada em torno do fechamento de questão – quando a bancada deve votar em bloco pelo apoio ou pela rejeição de uma proposta, sob risco de punição, desde a advertência até a expulsão. O Placar da Previdência, elaborado pelo Grupo Estado, mostra que dos 46 deputados federais do PSDB, apenas sete disseram que votarão a favor da reforma – 12 são contrários à proposta, 11 estão indecisos e 16 não quiseram responder. “Fechar questão é uma medida extrema. Isso ainda não foi discutido”, disse o deputado federal Ricardo Tripoli (SP), líder do PSDB na Câmara. Em avaliações reservadas na legenda, tucanos afirmam que o fechamento de questão, caso seja aprovado pela Executiva nacional, terá apenas um valor simbólico, uma vez que não haveria punição para quem descumprisse a ordem partidária. “Se for para expulsar o deputado do partido, acho difícil fechar questão. Hoje não há consenso na bancada”, afirmou o senador Tasso Jereissati (CE). Com a determinação, porém, os deputados dizem que ganhariam o argumento em suas bases de que foram “obrigados” a seguir a orientação do PSDB. Alckmin já afirmou que pretende trabalhar para persuadir os parlamentares sobre a necessidade de aprovação da reforma. “O que o governador Geraldo Alckmin disse é que o convencimento é a melhor maneira de conseguir votos. O fechamento de questão vai ser discutido pela bancada e pelo partido se o projeto for colocado em votação”, disse o deputado Silvio Torres (SP), secretário-geral do PSDB.

Estadão

11 de dezembro de 2017, 06:40

BRASIL Picciani admite à PF vendas de gado à empreiteira

Foto: Divulgação

Jorge Picciani

O presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB-RJ), admitiu à Polícia Federal duas operações de venda de gado da empresa Agrobilara, controlada por sua família, à empresa Zi Blue, controlada pela Carioca Engenharia. O velho cacique do PMDB fluminense prestou depoimento em 14 de novembro, quando foi alvo da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato. Picciani e seus colegas de partido e de Assembleia, Paulo Melo e Edson Albertassi, estão presos desde 21 de novembro. O Ministério Público Federal denunciou os peemedebistas e outros 16 investigados na terça-feira, 5, por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em abril de 2016, como parte do acordo de leniência da Carioca Engenharia, a matemática Tania Maria Silva Fontenelle, ligada à empreiteira, afirmou ao Ministério Público Federal ter comprado ‘vacas superfaturadas’ da Agrobilara. Segundo a executiva, ela gerou caixa 2 para a empresa por meio da compra de animais. Fontenelle afirmou que as vacas ‘foram efetivamente entregues, porém parte do valor pago foi devolvida em espécie à Carioca Engenharia’.

Estadão

11 de dezembro de 2017, 06:30

BRASIL Manchetes do Dia

– A Tarde: Número de ataques a bancos no interior da Bahia cai 9,1%

– Correio*: Use o 13º para virar empresário

– Tribuna da Bahia: Nova lei trabalhista impulsiona contratações no comércio

– Estadão: Tucanos resistem a plano de Alckmin para Previdência

– Folha de S. Paulo: Eletrobrás deverá ser privatizada na época da eleição

– O Globo: Aposentados e pensionistas já são 14,2% da população

10 de dezembro de 2017, 21:10

BRASIL Temer diz que reforma ‘vai muito bem’ e base cobra posição do PSDB

O presidente Michel Temer mostrou-se cautelosamente otimista com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara em viagem à Argentina, onde participa de reunião da Organização Mundial do Comércio. “Reforma da Previdência vai muito bem”, disse. “Falei com presidente do PP, PSB e PRB e todos estão entusiasmados com eventual fechamento de questão”. Temer afirmou supor que “seja possível” aprovar a mudança nas regras para aposentadoria, mas ressaltou que, se a proposta não passar, o assunto “não vai parar” de ser discutido. “Vi uma placa dizendo ‘Temer quer que você trabalhe até morrer'”, disse. “Isso é mentiroso”. No Brasil, aliados do presidente estão cobrando apoio inequívoco do PSDB à proposta do governo. Após discursos de dirigentes tucanos defendendo a reforma, líderes governistas cobraram que a bancada do PSDB na Câmara obrigue seus deputados a votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). As declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do pré-candidato à Presidência da República, o governador paulista Geraldo Alckmin, foram vistos como fator propulsor de votos, mas não o suficiente para garantir que toda a bancada siga a proposta, que faz parte do conteúdo programático do partido. “Foram corretíssimos tanto em reafirmar a questão programática e mostrar compromisso em relação à reforma. É importante que isso se materialize em fechamento de questão”, disse o líder da Maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES). O peemedebista argumentou que PMDB e PSDB estão unidos em prol da reforma por razões distintas: o primeiro por ser governo e o segundo por ter a proposta explícita na carta de formação do partido. “Esses partidos não têm como fugir da reforma”. Durante a convenção que elegeu a nova cúpula do PSDB nacional, Alckmin disse concordar com o fechamento de questão. “Eu, pessoalmente, sou favorável. Fiz a reforma da Previdência em São Paulo em 2011. Minha posição pessoal é pelo fechamento de questão. Mas, além do apoio da Executiva Nacional do partido, é preciso do apoio da bancada”, afirmou. Segundo ele, o partido deve fazer uma reunião para ouvir os deputados nesta semana.

Estadão Conteúdo