21 de setembro de 2019, 07:09

BRASIL Salles termina viagem em Washington com eventos cancelados

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Salles viaja na manhã deste sábado para Nova York

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, encerrou sua visita a Washington nesta sexta-feira (20) depois de parte de seus compromissos ser cancelada de última hora. Salles, que havia chegado na quarta-feira, viaja neste sábado pela manhã para Nova York. Na quinta-feira, o ministro previa se encontrar com o líder do CEI (Competitive Enterprise Institute), um controverso órgão que questiona o aquecimento global. Foi cancelado. Foi anulada também sua entrevista com a Bloomberg na sexta. Um de seus encontros de mais prestígio, no Departamento de Estado, igualmente não se concretizou. Em todos os casos a assessoria falou em conflito de agenda e ressaltou o “dinamismo” do cronograma. No caso do Departamento de Estado, o ministério disse que os interlocutores americanos foram convocados para um encontro de emergência no Departamento de Defesa. A entidade americana não confirmou à reportagem.

Salles, por outro lado, esteve no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), um evento que não estava previsto na agenda inicial. Foi ali que o ministro fez o principal anúncio de sua visita a Washington -os planos de criar um novo fundo para a Amazônia. Ainda não há, porém, informação de montante ou de que países vão participar dele. Salles sentou-se no Wilson Center -a portas fechadas, como o restante de sua agenda- com representantes de organizações voltadas à conservação do ambiente. Foram convidados, entre outros, as entidades Conservation International, World Wildlife Fund e Nature Conservancy. O ministro também esteve na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, na EPA (agência americana de proteção ambiental), no jornal Wall Street Journal e na agência de notícias Associated Press. Ele almoçou, ademais, com um representante da Bayer na embaixada brasileira.

A agenda de Salles mesclava, assim, acenos a investidores e reuniões com formadores de opinião, em um momento em que o Brasil enfrenta duras críticas quanto a sua gestão da crise ambiental. Devido ao aumento nas queimadas e no desmatamento na Amazônia, manifestantes protestaram contra a chegada de Salles. Membros do Greenpeace e do Amazon Watch chamaram o ministro de “terrorista” e de “traidor” na entrada da câmara.

A passagem dele por Nova York, a partir de hoje, deve ser delicada. Lá, ele se une à comitiva presidencial na Assembleia-Geral da ONU, que começa já na terça-feira. Há ansiedade quanto ao desempenho do Brasil naquele evento, diante da pressão exercida por países como França e Alemanha. O presidente francês, Emmanuel Macron, já sugeriu que o Brasil merece um líder melhor, após trocar farpas com Jair Bolsonaro (PSL).A crise na Amazônia é um dos maiores desafios do governo Bolsonaro. Segundo dados do Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento na Amazônia aumentou 222% em agosto deste ano em comparação com o mesmo período em 2018. Em um episódio dramático, a fumaça das queimadas -somada à de outros países na região- fez São Paulo anoitecer de dia, às 15h. Bolsonaro, no entanto, acusou ONGs de promover queimadas, sem oferecer qualquer evidência nesse sentido. Seu discurso e a proximidade de membros de seu governo a setores interessados na exploração da Amazônia são fatores que motivam críticas quanto a sua política ambiental.

Folhapress

21 de setembro de 2019, 07:00

BRASIL Manchetes do dia

A Tarde – Receita Federal tem novo chefe com perfil técnico

Correio – *Vítimas ignoradas

Tribuna da Bahia – Liberado pelos médicos, Bolsonaro vai à ONU e promete discurso objetivo

Folha de S. Paulo – Corpo docente de USP, Unesp e Unicamp cai em 10% em 4 anos

O Estado de S. Paulo – Senado reage a ação da PF contra líder e recorre ao STF

O Globo – Senado contestará no STF ação da PF contra líder do governo

20 de setembro de 2019, 22:00

BRASIL Justiça manda conselho do MP não julgar caso de Toffoli contra Dallagnol

Foto: Theo Marques/Estadão

O procurador da República Deltan Dallagnol é o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato

A 6ª Vara da Justiça Federal no Paraná ordenou mais uma vez que o Conselho Nacional do Ministério Público não coloque em julgamento o processo em que Deltan Dallagnol pode ser punido por ter criticado ministros do STF. A reclamação no CNMP foi feita por Dias Toffoli contra Dallagnol após críticas do procurador a ministros da corte numa entrevista à Rádio CBN. De acordo com a revista Época, a ordem cautelar considerou que há risco de violação da liberdade de expressão de Dallagnol e também que um julgamento anterior do conselho entendeu anteriormente que não existiu irregularidade. É a segunda vez que a Justiça determina que o caso seja retirado de pauta. Da vez anterior, a razão foi o atropelo da lei no processo.

20 de setembro de 2019, 21:47

BRASIL Major Olímpio volta a pedir saída de Flávio Bolsonaro do PSL

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP)

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), reafirmou ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o seu desejo de que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) deixe a sigla. Major Olímpio também expressou vontade de continuar no partido: “Vou resistir e mostrar que estou com o presidente Bolsonaro. Eu não sairei”. Nesta quarta-feira, 18, no ato de filiação da senadora Juíza Selma Arruda (MT) ao Podemos – após ter deixado o PSL – Major Olímpio afirmou que ela trocou de legenda “porque está do lado certo”. Sobre outros integrantes da bancada do PSL no Senado, Olímpio informou que “(a senadora) Soraya Thronicke (MS), disse que não sairá”. “O outro senador é o Flávio Bolsonaro (RJ), que eu já disse que gostaria que deixasse o partido”, afirmou o líder do PSL. Também o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), colocou o cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro. Bezerra foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã da última quinta-feira, 19. Ao avaliar a semana do PSL e da base do governo no Senado, Major Olímpio falou que foi “ruim porque perdemos a Selma”.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 21:31

BRASIL STF inicia julgamento contra aumento salarial para Justiça do Rio

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Plenário do Supremo Tribunal Federal

Em meio à pressão do governo federal, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o STF (Supremo Tribunal Federal) aceleraram o julgamento de uma ação contrária ao reajuste salarial de 5% a servidores da Justiça do Rio de Janeiro. O estado aderiu em setembro de 2017 ao RRF (regime de recuperação fiscal), quando decretou estado de calamidade financeira, para afrouxar o pagamento da dívida com a União. São três anos sem a necessidade de repasses. Em troca, o estado deve cumprir medidas de ajuste fiscal e realizar privatizações —até agora, sem sucesso. Apesar do rombo nas contas públicas, a Assembleia Legislativa aprovou o aumento em junho de 2018. A medida beneficia também funcionários do Ministério Público e da Defensoria Pública. O então governador Luiz Fernando Pezão (MDB) vetou a medida. Os deputados derrubaram a decisão do chefe do Executivo, que recorreu ao STF. O relator da ação contra o reajuste, ministro Alexandre de Moraes, colocou o tema em votação no plenário virtual nesta sexta-feira (20) e já se manifestou contra a medida. Decisão liminar (provisória) de Moraes já havia suspendido o aumento em agosto de 2018. Agora, todos os ministros deverão se posicionar até quinta-feira (26). Ao mesmo tempo, o procurador-geral interino enviou, em uma de suas primeiras manifestações no STF, posicionamento pela inconstitucionalidade das leis que concederam o aumento. Martins ficará no cargo até a posse de Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar a PGR. Aras ainda precisa passar por sabatina no Senado. O interino afirmou, em parecer de quarta-feira (18), que as leis do Rio desrespeitam os princípios da responsabilidade fiscal, da separação de Poderes e da unidade orçamentária por atacar o RRF do estado. Segundo Martins, os deputados estaduais adotaram “conduta contrária ao princípio da responsabilidade fiscal, que exige probidade na gestão das contas públicas”. Ele afirma que se deve “assegurar o equilíbrio das contas públicas, maximizando as receitas originárias e derivadas e prevenindo déficits reiterados”. Martins disse que o reajuste é necessário, mas inconveniente em razão do rombo fiscal do Rio. “[O aumento] não passa no teste da proporcionalidade em sentido estrito, porquanto as desvantagens decorrentes da medida são maiores que as vantagens obtidas”, escreveu. No dia 13 deste mês, o Conselho de Supervisão do RRF, ligado ao Ministério da Economia, recomendou a exclusão do auxílio ao Rio caso o estado descumpra as exigências do programa. Segundo ofício do órgão, do valor de R$ 1,7 bilhão esperado em redução de despesas pelo Rio, apenas foi observado um corte de R$ 253 milhões. Entre 2017 e 2019, as despesas de pessoal e encargos ficaram acima do estimado em R$ 1,1 bilhão. O governo de Wilson Witzel (PSC) ainda inscreveu, em 2018, R$ 7,63 bilhões em restos a pagar, despesas que são empurradas para o ano seguinte. A previsão inicial era zero. Na decisão em que suspendeu o reajuste, Moraes alertou para esse buraco: “É fato notório o quadro narrado na petição inicial a respeito do estado atual das finanças públicas do Estado do Rio de Janeiro, inclusive no tocante à potencial frustração de pagamentos a servidores públicos em passado recente”.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 21:15

MUNDO Na Argentina, juiz manda Cristina Kirchner a julgamento por corrupção

Foto: Estadão

A ex-presidente Cristina Kirchner

O juiz federal Claudio Bonadío, que tem levado adiante a maioria das investigações que envolvem a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) por suposta corrupção, deu por finalizada sua apuração e pediu nesta sexta-feira formalmente que ela seja julgada como suposta chefe de uma associação ilícita durante seu mandato para cobrar subornos de empresários em troca de benefícios em contratos públicos. O magistrado firmou a resolução sobre o tema pouco mais de um mês antes da eleição presidencial de 27 de outubro, na qual Cristina aparecerá como vice de Alberto Fernández, o candidato favorito à presidência. Cristina, de 66 anos, já é julgada desde junho por supostamente favorecer um empresário na licitação de obras públicas. Ela nega as acusações e afirmou que é vítima de perseguição por parte do magistrado. Não há ainda data para o novo julgamento. É preciso, porém, que dois terços dos senadores votem para que ela perca sua imunidade judicial. Senadora atualmente, Cristina também enfrenta acusações de lavagem de dinheiro, administração fraudulenta e suposto acobertamento dos responsáveis pelo ataque terrorista contra uma entidade mutual judaica de Buenos Aires em 1994, além de sofrer outras investigações judiciais.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 21:01

BRASIL Bolsonaro diz que vai jantar com Trump em Nova York

Foto: Susan Walsh/AP

Donald Trump e Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira, 20, que participará de jantar com o presidente dos EUA, Donald Trump, durante passagem no país para participar da Assembleia Geral da ONU, que será em Nova York. “A previsão é sair daqui na segunda e na madrugada de quarta estar de volta. Tem um jantar que devemos comparecer. Estaremos ao lado do Trump, motivo de honra. Tenho conversado muito com ele. Sobre os mais variados assuntos”, disse Bolsonaro ao chegar no Palácio do Alvorada, no fim da tarde. Bolsonaro afirmou que não responderá, em seu discurso na ONU, a fundos de investidores que pediram em carta “ação urgente” para conter os “incêndios devastadores” na Amazônia. O presidente voltou a dizer que, em gestões passadas, terras no Brasil eram demarcadas quando um governante voltava de eventos internacionais. “Todas as vezes que chefes do Brasil foram para fora em eventos como Osaka, Davos, voltavam pra cá demarcando mais terras indígenas, criando parques nacionais e inviabilizando o Brasil”. Segundo Bolsonaro, a pressão internacional visa minar o agronegócio e derrubar a economia do País. A comitiva do presidente partirá de Brasília durante a noite do próximo dia 23. O presidente deve discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, no dia 24. O retorno ao Brasil será na próxima quarta-feira, 25. Bolsonaro disse ainda que “é impressionante a falta de patriotismo”. “Como agora a gente vê “gabinete do ódio”. O que é isso?”, disse. O Estado publicou na quinta-feira, 19, que o Planalto abriga um núcleo de assessores que tem forte influência sobre o presidente Bolsonaro, conhecido como “gabinete do ódio”. Essa ala ideológica responsável por mídias digitais afasta os irmãos Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 20:46

ECONOMIA Bolsa fecha no maior patamar em dois meses; dólar cai para R$ 4,130

Foto: Werther Santana/Estadão

A Bolsa brasileira operou deslocada do mercado americano e fechou em alta de 0,45%

A Bolsa brasileira operou deslocada do mercado americano e fechou em alta de 0,45%, a 104.817 pontos, maior patamar desde 11 de julho. O dólar, que chegou a R$ 4,185 pela manhã, perdeu força e encerrou em queda de 0,26%, a R$ 4,1530. Nos Estados Unidos, índices da Bolsa de Nova York, que operavam em alta pela manhã, inverteram o sinal com a notícia de que uma delegação chinesa cancelou visitas a fazendas no estado americano de Montana. O presidente americano Donald Trump também mexeu com os ânimos do mercado ao declarar que a China é uma ameaça ao mundo e que não busca um acordo parcial com a Pequim, apenas um acordo total. Especulava-se sobre a possibilidade de um primeiro ajuste nas relações comerciais entre os países, com o cancelamento de tarifas. Trump também disse que o que o eleitorado americano não o punirá pela guerra comercial nas eleições de 2020. Com o agravamento das tensões comerciais, índices americanos fecharam em queda e, no saldo semanal, quebraram um ciclo de três semanas de altas. Nesta sexta, Dow Jones caiu 0,58%, S&P 500 0,50% e Nasdaq, 0,80%. Além disso, o Fed, banco central americano, disse que realizará mais operações compromissadas até outubro para injetar dinheiro no sistema bancário do país. Nesta semana, as taxas de juros no mercado de “repos” –captação de fundos de curto prazo, por meio de compra e venda de títulos sob acordos de prazo muito curto–, tiveram alta de mais de 400% e foram para níveis mais altos desde o auge da crise global de crédito em 2008, em patamares de 10%. Se essa condição persistir, cresce o receio de que os formuladores de política monetária estejam perdendo o controle das taxas de juros de curto prazo. Embora as operações de recompra devam fornecer uma ajuda temporária, analistas disseram que o Fed precisa oferecer soluções mais permanentes. No Brasil, a Bolsa brasileira acumulou alta de 1,27% na semana marcada pelo corte na Selic e pela disparada do petróleo, que subiu 7,56% no período. Nesta sessão, o Ibovespa teve alta de 0,45%, a 104.817 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,3 bilhões, acima da média diária para o ano. Segundo Bruno Capusso, analista sênior de Tesouraria do banco Fator, o mercado brasileiro foi beneficiado pela escolha de José Barroso Tostes Neto, auditor fiscal aposentado, como o novo secretário especial da Receita Federal, em substituição a Marcos Cintra. Capusso diz que havia uma apreensão de que o indicado ao cargo fosse de fora do órgão. Ele também cita operação da Polícia Federal que tem como alvo o líder do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). “Hoje o mercado está mais tranquilo com esta operação, pois ela não deve atrapalhar andamento das pautas do governo”, diz Capusso. O dólar, por sua vez, acumulou valorização de 1,6% no período. Dentre moedas emergentes, o real é a terceira que mais se desvalorizou. Apenas o Rand sul-africano e o Zloty polonês tiveram desempenhos piores na semana. Este movimento é fruto da queda no carry trade –prática de investimentos em que o ganho está na diferença do câmbio e dos juros. O corte na taxa básica de juros promovido pelo Banco Central na quarta (18) deixa aplicações com juros menos atrativas para estrangeiros, que entrevam com dólares no país. No momento, a diferença entre juros no Brasil nos Estados Unidos, que já foi grande, está no menor patamar da história, o que deixa o investimento em juros no Brasil menos atrativo. O saldo pode ser ainda menor, com a previsão da Selic a 4,5% ao fim do ano. Tal movimento leva o dólar a ganhar força frente ao real. Na manhã desta sexta-feira (20), a moeda chegou a R$ 4,185, maior patamar desde 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais. Na data, a moeda bateu os R$ 4,20, recorde nominal.

Folhapress

20 de setembro de 2019, 20:27

BRASIL Francischini: vamos tentar retomar na CCJ alguns pontos do pacote anticrime

Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR)

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou nesta sexta-feira, 20, que o colegiado tentará retomar alguns dos pontos que o grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime enviado pelo ministro Sergio Moro derrubou, como a prisão em segunda instância e o excludente de ilicitude. De acordo com ele, o grupo rejeitou estes pontos por terem vício formal e a CCJ deverá retomá-los por meio de outras propostas que já tramitam na comissão. Ele também informou que o colegiado deverá votar na próxima terça-feira um projeto que faz parte do pacote anticrime e trata da separação do que seria de competência da Justiça comum do que seria competência da Justiça Eleitoral. A relatora da proposta, deputada Bia Kicis (PSL-DF), já apresentou parecer favorável. Este projeto não está sendo analisado pelo grupo de trabalho. “Chegou o momento de a gente começar a discutir e votar os temas do pacote anticrime”, disse. Francischini informou que vai marcar uma reunião com os integrantes do grupo de trabalho na semana que vem para saber o que a CCJ pode fazer para complementar os pontos que saíram durante as discussões do grupo. No caso da prisão em segunda instância, o grupo entendeu que ela não poderia ser tratada por um projeto de lei, mas sim por uma proposta de emenda à Constituição. Segundo Francischini, há uma PEC, do deputado Alex Manente (Cidadania-SP) que já tramita na comissão e trata do mesmo assunto. A deputada Caroline de Toni (PSL-SC) será a relatora da proposta. “Minha reunião com o grupo de trabalho na semana que vem vai ser para que possamos ver todos os itens que foram tirados do pacote anticrime ou que estão sendo alterados por vício formal. O que estiver assim, tentaremos salvar na CCJ via outros projetos”, disse. Questionado sobre se a recuperação de alguns pontos seria uma reação ao grupo de trabalho, Francischini negou. Ontem, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) anunciou que o PSL estava deixando o grupo. A saída ocorreu após o relator da proposta e aliado do governo, deputado Capitão Augusto (PL-SP), fazer críticas públicas à base. De acordo com Augusto, os deputados governistas “não se apresentam” para defender a proposta do ministro da Justiça. “De maneira alguma. Não adianta aprovar tudo o que foi mandado se houver vício de iniciativa ou vício formal, porque daí a gente aprova o projeto no Congresso e o Supremo Tribunal Federal derruba. Queremos agir em harmonia com o grupo de trabalho. O mérito do que eles fizeram será discutido pelo plenário”, disse. A deputada Bia Kicis, vice-presidente da CCJ, disse também que o foco da comissão agora é avançar com o pacote anticrime. Questionada sobre se a iniciativa seria uma forma de fortalecer o ministro da Justiça, Sergio Moro, após ele ter se desgastado com o presidente Jair Bolsonaro, ela negou. “Não é só para dar apoio ao ministro. Ele sempre soube que o pacote teria que esperar outros projetos tramitarem, como a reforma da Previdência. Mas agora chegou a hora de dar andamento a ele. Em nenhum momento o ministro foi abandonado pelo governo ou pelo PSL”, disse.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 20:15

BRASIL Às vésperas de discurso na ONU, Bolsonaro prorroga uso de Forças Armadas na Amazônia

Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro

Às vésperas de embarcar para a Assembleia Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) prorrogou por mais 30 dias o decreto que permite o emprego das Forças Armadas na Amazônia para combater focos de incêndio e delitos ambientais. O decreto original que instituiu a chamada GLO (Garantia da Lei e da Ordem) ambiental é de 23 de agosto e tinha validade de um mês. Agora a ação dos militares na Amazônia fica estendida até 24 de outubro. A GLO ambiental autoriza o emprego das forças armadas “nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas dos estados da Amazônia Legal”. A prorrogação da validade do decreto ocorre poucos dias antes de Bolsonaro viajar a Nova York, onde discursará na reunião anual de líderes mundiais. O Brasil enfrenta forte pressão internacional em razão da onda de queimadas na Amazônia. Auxiliares do presidente temem que ele seja alvo de algum tipo de protesto após a troca de críticas públicas com países europeus sobre a crise ambiental que o país atravessa. Bolsonaro antagonizou principalmente com o presidente da França, Emmanuel Macron, que chegou a defender uma espécie de status internacional para a Amazônia. O mandatário brasileiro tem usado a fala do francês para acusar alguns países europeus de quererem interferir na soberania nacional na floresta. Apesar do histórico de embates públicos, Bolsonaro disse nesta quinta-feira (19) que não pretende “brigar com ninguém” na Assembleia Geral da ONU. “Ninguém vai brigar com ninguém lá, pode ficar tranquilo”, disse o presidente, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. “Vou apanhar da mídia de qualquer maneira, mas eu vou falar como anda o Brasil nessa questão [ambiental]”, acrescentou. A publicação em agosto do primeiro decreto da GLO ambiental também ocorreu às vésperas de uma reunião internacional que prometia jogar forte pressão sobre o Brasil e a onda de incêndios no país. À época, a cúpula do G7 se reuniu em Biarritz, na França, e Macron havia defendido poucos dias antes que a situação na Amazônia fosse debatida no encontro. O Brasil atribuiu à influência dos Estados Unidos e ao alinhamento de Bolsonaro com Donald Trump o fato de a ideia de Macron de se discutir um status internacional para a floresta ter perdido força após o G7.

Folhapress

20 de setembro de 2019, 20:00

BAHIA Rui faz entregas para saúde, segurança e logística em Guaratinga

O governador Rui Costa (PT) cumprirá, neste sábado (21), uma intensa agenda em Guaratinga, como a entrega dos sistemas de abastecimento de água de Laje Grande, de Cajuíta e de Guaíta. Logo pela manhã, o petista visita as instalações programa Saúde sem Fronteiras, que passa pela região com rastreamento de câncer de mama, e faz o descerramento de placa da nova Central de Abastecimento Farmacêutico, que acaba de passar por reforma.

Em seguida, o governador entrega sete viaturas para a Polícia Militar dos municípios de Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itabela e Itagimirim, além de duas ambulâncias para a cidade anfitriã do evento e Jucuruçu. Em solenidade na Praça do Mercado, Rui oficializa também 270 cadastros ambientais rurais (CAR), assina ordens de serviço para a construção das pontes sobre o Rio Buranhém na Rodovia BA-283 e sobre o Rio dos Frades na BA-686, e ainda faz o anúncio da licitação em andamento para reforma do Mercado Municipal de Carnes João Almeida.

Barra Grande
Já na próxima segunda-feira (23), a partir das 9h30, o governador Rui Costa vai inaugurar, no distrito de Barra Grande, em Maraú, o Colégio Estadual Antônio Ribeiro Rocha. Com seis salas de aula, a nova unidade escolar é o antigo anexo do Colégio Estadual Clemente Mariane. Ainda na localidade, o petista inaugura uma quadra poliesportiva, entrega uma viatura para a Polícia Militar e autoriza a celebração de três convênios no âmbito do projeto Bahia Produtiva.

20 de setembro de 2019, 19:53

INTERIOR DA BAHIA PSB promove curso de Formação Política de Mulheres em Camaçari

Foto: Divulgação

O PSB-BA promove, neste sábado (21), seminário que integra o Curso de Formação Política de Mulheres no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O evento será realizado no Camaçari Plaza Hotel, a partir das 9 horas.

Estão confirmadas as presenças da deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual da legenda, do ex-prefeito Luiz Caetano (PT), da ex-deputada estadual Luiza Maia, do vereador pastor Neilton, a advogada Ivaneide Caetano e a presidente municipal do PP, Angélica Bittencourt.

A secretária de Mulheres do partido, Luciana Cruz, explicou que será uma manhã de trabalho com a finalidade de discutir a participação das mulheres na política e o fortalecimento da legenda para as eleições do próximo ano. A deputada federal Lidice da Mata fará palestra sobre “Análise da Conjuntura Política Nacional e Local e Organização e Mobilização das Mulheres do PSB para as eleições 2020”.

Em seguida, a dirigente estadual da Fundação João Mangabeira, Cássia Magalhães falará sobre as “Mulheres nos Espaços de Poder” juntamente com Luciana Mandelli, secretária de Mobilização do PT, Especialista em Gestão Pública e Historiadora. Encerra a programação a jornalista Raquel Lacerda com a palestra “Redes Sociais e ‘Fake News’ na Sociedade Brasileira”.

20 de setembro de 2019, 19:45

BAHIA Contas da campanha de Zé Ronaldo para governador são aprovadas sem ressalvas

Foto: Política Livre

o ex-candidato ao Governo do Estado, José Ronaldo (DEM)

Foram aprovadas esta semana pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) as contas de campanha do ex-candidato ao Governo do Estado, José Ronaldo. O ex-prefeito de Feira de Santana disputou o cargo máximo do Estado pelo Democratas, no ano passado. Suas contas obtiveram aprovação sem ressalvas, o que não é muito comum no TRE-BA, mas tem sido rotina na vida do político feirense, eleito quatro vezes prefeito da segunda maior cidade do interior da Bahia. Nos 14 anos que administrou a Prefeitura, todas as suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

20 de setembro de 2019, 19:35

BAHIA Sabadão Solidário celebra Dia Mundial do Doador de Medula Óssea

Em comemoração ao Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, a Fundação Hemoba promove neste sábado (21) um atendimento estendido aos voluntários interessados na doação de sangue e no cadastro de medula. A sede da instituição, localizada na Ladeira do HGE, estará realizando o Sabadão Solidário, com o atendimento das 7h30 às 18h30. Na mesma data, a unidade móvel estará no bairro de Mata Escura na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, funcionando das 8h às 17h. No interior do Estado, a instituição também irá atender em algumas unidades com horário especial. Em Feira de Santana, o Hemóvel vai estar em frente à Prefeitura Municipal, das 8h às 17h. No município de Jacobina, o Sabadão Solidário será realizado de 8h às 12h e em Itaberaba das 8h às 14h. De acordo o Instituto Nacional de Câncer, o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), possui no Brasil quase cinco milhões de pessoas cadastradas, sendo o terceiro maior banco de dados do mundo. A Bahia conta com 178.932 doadores, sendo que neste ano, 15.083 novas pessoas de cadastraram. É importante salientar que os voluntários já cadastrados precisam ficar atentos com a atualização dos dados, atualizando o cadastro no site: http://redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro/ sempre que houver troca de endereço ou telefone.

20 de setembro de 2019, 19:20

BRASIL Maia: ‘Sou a favor da privatização da Eletrobrás’

Foto: Felipe Rau/Estadão

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Um dia depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmar que seria muito difícil para o governo aprovar no Senado a venda da Eletrobrás, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai na direção oposta. Em entrevista ao BR Político, blog do Estadão, Maia afirmou que é “a favor” da privatização da empresa. A posição de Maia serve como um alento para o governo conseguir negociar a estatal, considerada uma das joias da coroa no processo de desestatização. A seguir, os principais trechos da entrevista:

BRP – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse considerar muito difícil que a privatização da Eletrobrás seja aprovada no Congresso. O senhor é a favor ou contra a venda da empresa?

Rodrigo Maia – “Sou a favor. Se você olhar direitinho os dados, a questão é que a capacidade de investimento necessária para a Eletrobrás continuar sendo uma empresa forte na geração e distribuição, essa capacidade o Estado brasileiro não tem mais. Somado a isto, a estrutura salarial, sem nenhum demérito aos servidores, igual à administração direta, foi construída ao longo dos anos de uma forma aonde o custo médio das empresas do sistema Eletrobrás em relação ao setor privado é mais alto”.

BRP – O senhor acha que isso reduz a capacidade de competir da empresa?

Maia – Ela se torna uma empresa que perde competitividade. Então, para que tenha valor, é importante que o setor privado possa fazer os investimentos. Por isso, sou a favor da privatização”.

BRP – Essa discussão das privatizações entra no debate sobre reforma administrativa que o senhor tem defendido?

Maia – “Acho que a política, ao longo dos próximos meses, vai entrar nessa agenda mais completa de reforma administrativa. Aonde a gente começa a ver que o Estado acaba ficando caro e atendendo a essas estruturas. Que são legítimas, nas quais os trabalhadores conquistaram os direitos deles, mas, para o futuro, não é correto com a sociedade. A atividade meio, a máquina do Estado, acaba consumindo e absorvendo quase todo o orçamento público. E, no caso das estatais, gerando a perda de capacidade de geração de caixa necessário para investimento com estrutura própria, já que não há espaço para o Estado capitalizar mais essas empresas”.