17 de janeiro de 2019, 14:15

BAHIA Lavagem do Bonfim: Cortejo é monitorado do alto pelo Graer

Foto: Alberto Maraux/SSP

Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar

Os milhares de baianos e turistas que percorrem, nesta quinta-feira (17), o trajeto Conceição da Praia-Igreja do Bonfim são monitorados por equipes do Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar. Drones também estão sendo usados ampliando o patrulhamento. Até as 12h, nenhum caso grave foi registrado na Lavagem do Bonfim. Entradas, saídas, aglomerações e pontos mapeados pelas unidades de inteligência estão sendo os alvos das guarnições aéreas. Com a visão privilegiada, os militares, por meio de rádios comunicadores, guiam as patrulhas terrestres, prevenindo casos e diminuindo o tempo de resposta. “É um grande teste antes do Carnaval. Empregamos força máxima para garantir tranquilidade para baianos e turistas”, explicou o comandante de Operações da PM, coronel Paulo Uzêda.

17 de janeiro de 2019, 14:00

BRASIL Empresário diz à Justiça que recebeu R$ 300 mil de Geddel em dinheiro vivo

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ex-ministro Geddel Vieira Lima

O empresário Luiz Fernando Machado Costa, acusado de lavagem de dinheiro em negócios imobiliários, relatou à Justiça, durante interrogatório, ter recebido pagamento de R$ 300 mil em dinheiro vivo como parcela de um dos investimentos que o ex-deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima fez em empreendimentos imobiliários. O empresário investia em imóveis em parceria com os Vieira Lima e é réu no caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador em setembro de 2017 – episódio que levou Geddel à prisão. O ex-ministro continua preso. No último dia 9, em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria Geral da República pediu a manutenção da prisão e a condenação do ex-ministro a 80 anos de prisão. Procurado pelo site G1, o advogado de Geddel, Gamil Föppel, afirmou que as respostas às acusações feitas pelo empresário já estão no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal. Ele não quis fazer comentários específicos sobre o interrogatório. A TV Globo teve acesso ao vídeo do interrogatório ao Supremo Tribunal Federal, feito por videoconferência na Justiça Federal da Bahia, em outubro. No depoimento, o empresário deu novos detalhes sobre os pagamentos. Disse que recebeu R$ 300 mil em espécie na casa da mãe de Geddel, Marluce Vieira Lima, também ré. “Eram maços de R$ 5 mil a R$ 10 mil”, disse. O empresário afirmou que se tratava de uma parcela do primeiro investimento imobiliário de Geddel e da família feito em parceria com ele, em 2011. Luiz Fernando Machado Costa foi questionado sobre a origem do dinheiro. Ele repetiu o que disse ter ouvido – que os recursos eram provenientes da pecuária das fazendas da família. O empresário foi questionado, então, se não teve medo de sair com tamanha quantia do apartamento da mãe de Geddel. O procurador Hebert Mesquita, da Procuradoria-Geral da República, perguntou: “O sr. ia sozinho buscar esse dinheiro vivo? Não lhe dava preocupação?“. O empresário respondeu: “Eu saía com o dinheiro e ia logo para o banco depositar. O banco é bem próximo”, disse no interrogatório. A Procuradoria acusa Luiz Fernando Machado Costa de lavar “dinheiro sujo “ de Geddel com investimentos imobiliários. Machado Costa disse que sempre recebia os pagamentos dos investimentos imobiliários na casa da mãe de Geddel pelas mãos dela ou de Job Ribeiro, ex-assessor da família Vieira Lima. Ele contou à Polícia Federal que, a pedido de Geddel, do irmão Lúcio Vieira Lima e da mãe dos dois, Marluce Vieira Lima, auxiliou na destruição de anotações, agendas e documentos, e que destruiu papéis relacionados à empresa Cosbat, pertencente ao próprio Luiz Fernando Machado Costa.

17 de janeiro de 2019, 13:47

COLUNISTAS O DECRETO DE FLEXIBILIZAÇÃO DA POSSE DE ARMAS NO BRASIL: CONTROVÉRSIAS JURÍDICAS ACERCA DE SUA CONSTITUCIONALIDADE

Luiz Eduardo Romano

Coluna: Direito

Graduando em Direito pela Universidade Federal da Bahia - UFBA. Vice Presidente Institucional da Juventude Democratas da Bahia.

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No último dia 15 de janeiro de 2019, o Presidente Jair Bolsonaro, do PSL, publicou um decreto que flexibiliza o posse de armas no Brasil.

A posse é diferente do porte. Enquanto a primeira versa sobre o direito de possuir a arma em casa (ou no local de trabalho, conforme o decreto), o segundo se debruça sobre a possibilidade de levar consigo o instrumento bélico durante o ir e vir do cidadão.

Nos termos do novo decreto, o cidadão que quiser adquirir uma arma de fogo só precisa alegar a necessidade e demonstrar que atinge os requisitos legais (idade mínima de 25 anos, teste de tiro, ausência de antecedentes criminais. O registro valerá por dez anos, segundo a regra emanada.

Caberá a Polícia Federal deferir (ou não) o pedido, sem decidir, contudo, quem pode ter acesso às armas. Terão direito à posse bélica quem reside em cidades consideradas muito violentas (mais de dez homicídios por cem mil habitantes, segundo o decreto), quem mora em em áreas rurais, alguns servidores públicos, titulares ou responsáveis legais de estabelecimentos comerciais ou industriais e trabalhadores que prestam serviços de segurança.

Antes de fazer a análise política da medida, apreciemos os aspectos jurídicos. O decreto, na minha opinião, é flagrantemente INCONSTITUCIONAL, na forma e no objeto.

O Decreto 5.123/2004 preleciona que, para adquirir comercialmente arma de fogo, o interessado deve “declarar efetiva necessidade”. O Decreto 9.685/2019, assinado hoje por Jair Bolsonaro, asseverou que essa “efetiva necessidade” é presumida verdadeira.

O que significa “Efetiva necessidade” da posse de arma de fogo? Nem o ato normativo disse o que significa. Trata-se de uma definição conceitual lacunosa e indeterminada, conferindo um verdadeiro cheque em branco para a tomada de decisões conforme a conveniência política da administração.

Esse cenário me parece uma abdicação do estado e de suas autoridades em dissecar o sentido, os efeitos e os limites de um mandamento legal. O aparelho estatal realizou de maneira indevida uma outorga de fé pública ao cidadão, vez que a arma pode vir a ocasionar em perigo à vida, à integridade física e psicológica de outras pessoas.

Além de tudo isso, faço perceber que o decreto tem o escopo de regular o Estatuto do Desarmamento, previsto na Lei nº 10.826/2003), tendo como pretensão o oposto ao ditame legal, já que visa armar as pessoas.

Se olharmos o Atlas da Violência do ano passado, TODAS as Unidades Federativas apresentam números de homicídio superiores a 10 por 100 mil habitantes, quiçá as cidades de todos os quadrantes do país.

Nessa toada, o decreto libera geral, contrariando profundamente o espírito da lei, vilipendiando a clássica teoria de Montesquieu, bem como as premissas básicas da separação entre os poderes constituídos da República.

Creio que existem fundamentos jurídicos que venham a questionar a constitucionalidade do decreto, cujos legitimados, naturalmente, devem levar seus pleitos ao judiciário muito em breve.

Do ponto de vista político, não estou convencido de que essa medida acarretará na redução dos índices de violência e criminalidade. As consequências sociais podem se revelar ainda mais drásticas caso a liberalidade quanto às armas se dê de forma desenfreada, seja no âmbito doméstico (brigas de casal, casos de suicídio) ou fora dele (brigas de trânsito, em festas, etc).

Sigamos! Aguardemos os próximos capítulos desta interminável e polêmica discussão.

17 de janeiro de 2019, 13:45

BRASIL Filho de Bolsonaro alega foro privilegiado para levar caso Queiroz ao STF

Foto: Reprodução/SBT

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL)

O entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o alcance do foro privilegiado pesou na decisão do ministro Luiz Fux de suspender o procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), segundo o Estadão/Broadcast apurou. A determinação de Fux vale até o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, reavaliar o caso. A decisão foi tomada pelo ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo, nesta quarta-feira, 16, mesmo dia em que o pedido foi protocolado na Corte. Fux está exercendo interinamente a presidência da Corte por conta das férias do ministro Dias Toffoli e é responsável pelo plantão durante o período de recesso judiciário. egundo apurou a reportagem, o senador eleito Flávio Bolsonaro alegou em seu pedido que vai ganhar foro perante o Supremo Tribunal Federal, já que assumirá em fevereiro o mandato de senador. Para Fux, ao restringir o alcance do foro privilegiado, o Supremo considerou que cabe ao próprio tribunal decidir o que deve ficar ou não na Corte. Além disso, Fux entendeu que caberia ao ministro relator do caso, Marco Aurélio Mello, decidir sobre a situação específica da apuração. Para o vice-presidente do STF, a investigação deve aguardar agora uma decisão de seu colega, relator do caso. O Supremo retoma suas atividades em 1º de fevereiro. Procurada pela reportagem, a defesa de Flávio Bolsonaro informou que, por conta do sigilo, está impedida de se pronunciar. A informação de que o STF havia suspendido o procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), foi divulgada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O relatório do Coaf, revelado pelo Estado em dezembro do ano passado, foi enviado ao Ministério Público Federal do Rio no âmbito da Operação Furna da Onça, que em novembro prendeu dez deputados estaduais suspeitos de receberem propina. Ao todo, 75 servidores são citados no documento, mas nem todos seguem o mesmo padrão de movimentação financeira. Queiroz e Flávio Bolsonaro não foram alvo da operação.

Estadão Conteúdo

17 de janeiro de 2019, 13:30

BRASIL Fernando Haddad: ‘O Júnior deu uma fraquejada’

Foto: Helvio Romero/Estadão

Fernando Haddad (PT)

Fernando Haddad voltou a usar da ironia para criticar o pedido feito pela defesa de Flavio Bolsonaro para que o Supremo Tribunal Federal determinasse a suspensão das investigações contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz. “O Júnior deu uma fraquejada: Flávio Bolsonaro pede e STF suspende investigação sobre Queiroz”, postou o petista na sua conta no Twitter, usando a expressão utilizada por Jair Bolsonaro para explicar porque tinha sido pai de uma menina depois de ter tido quatro homens. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

17 de janeiro de 2019, 13:10

SALVADOR Lavagem do Bonfim: Taissa Gama celebra expressividade da festa para a cultura baiana

Foto: Divulgação

A presidente municipal do PTB, Taissa Gama

A presidente municipal do PTB, Taissa Gama, presente na Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (17), celebrou a festa e a forma como ela eleva a cultura baiana. “A Lavagem não é só uma festa, é um momento de agradecer, de colocar fé que teremos um ano de paz. Fico feliz em ver como a nossa cultura é tratada com importância pelos soteropolitanos e também pelos turistas que aqui estão”, disse Taissa. “Aqui, encontramos amigos, agradecemos ao Senhor do Bonfim pelas maravilhas que ele nos fez no ano passado e pedimos proteção para este ano! Não dá para começar o ano sem estar presente na Lavagem”, completou.

17 de janeiro de 2019, 13:00

BRASIL Líderes da oposição da Venezuela se reúnem com chanceler brasileiro

O ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, junto com outros reconhecidos opositores venezuelanos, se reúne nesta quinta-feira, 17, com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e outros membros do governo de Jair Bolsonaro. “Teremos uma reunião de trabalho durante todo o dia, tanto com o chanceler Araújo quanto com outros representantes do Ministério de Relações Exteriores e de outros organismos do governo (brasileiro)”, explicou Ledezma pouco depois de chegar à capital brasileira. O ex-prefeito de Caracas, no exílio desde o fim de 2017, quando fugiu da Venezuela após ter ficado preso por 1002 dias, chegou a Brasília junto com o deputado e ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Julio Borges e com o ex-dirigente do partido Voluntad Popular Carlos Vechio. Os três opositores venezuelanos apoiaram a decisão da Assembleia Nacional de declarar ilegítimo o governo de Nicolás Maduro e deram seu respaldo para que o atual presidente do Legislativo do país, Juan Guaidó, o substitua no poder. Essa posição foi referendada também pelo Brasil que, junto com os membros do Grupo de Lima, um mecanismo que reúne 14 países da região, aprovou – com exceção do México – que não se reconheça a legitimidade do novo mandato de Maduro, iniciado no dia 10.

Estadão Conteúdo

17 de janeiro de 2019, 12:46

BAHIA Lavagem do Bonfim: Bacelar diz que confia nas escolhas de Rui

Foto: Divulgação

O presidente do Podemos na Bahia, deputado federal Bacelar, na Lavagem do Bonfim

O presidente do Podemos na Bahia, deputado federal Bacelar, participou do cortejo da Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (17) ao lado do governador Rui Costa (PT). Questionado sobre a permanência do partido no comando do Detran, o parlamentar disse que confia nas escolhas do governador e ressaltou os avanços no órgão de trânsito. “Rui sabe o que é melhor para os baianos. Não estamos na trincheira por espaços no governo. Vale salientar que, em 2015, o Detran era um grande cartório. Hoje, tem ferramentas tecnológicas de ponta e acaba de inaugurar uma central de atendimento que está causando inveja em todo o país, sem contar as campanhas educativas pela segurança viária. Estamos tranquilos quanto ao trabalho desenvolvido pelo nosso grupo à frente do órgão de trânsito”, declarou Bacelar.

17 de janeiro de 2019, 12:30

BRASIL Bolsonaro está ‘surpreso’ com viagem de grupo do PSL à China, diz presidente do partido

Foto: Divulgação

O presidente do PSL, Luciano Bivar

O presidente Jair Bolsonaro ficou “surpreso” com a viagem de deputados do PSL à China, disse ao blog nesta quinta-feira (17) o presidente do partido, Luciano Bivar. Os deputados do PSL integram um grupo de parlamentares que viajou na terça-feira (15) ao país, a convite da embaixada chinesa no Brasil. Mas a viagem gerou críticas e mal-estar entre aliados do presidente, como o “guru” Olavo de Carvalho, que mora nos EUA. Na internet, Olavo de Carvalho chamou os deputados da comitiva de “semianalfabetos”. Ao site G1, Bivar disse que Carvalho “perde o amigo, mas não perde a piada”, e que está aproveitando para mostrar que “também mete o pau no governo”. O presidente do PSL, que também é deputado federal, disse que recusou o convite da embaixada chinesa para uma viagem no período eleitoral e que, recentemente, esteve com o embaixador em Brasília, após a vitória de Bolsonaro. No encontro, transmitiu mensagem de que Bolsonaro gostaria de fazer uma viagem à China, mas que ainda seria marcada. Segundo Bivar, Bolsonaro se surpreendeu com a visita dos deputados do seu partido ao país. “Quando Carla Zambeli [deputada federal eleita] me disse que ia para a China, eu disse: ‘Para a China?’ Não estava sabendo. Ontem, falei por telefone com o presidente Bolsonaro e ele me disse: ‘Poxa, Bivar, o pessoal precisa saber que existe uma responsabilidade em ser do PSL, que somos vidraças, que tudo reverbera em cima de nós'”, contou Bivar ao blog. A China é o principal parceiro comercial do Brasil. O comércio bilateral entre os dois países foi de US$ 75 bilhões no ano passado, de acordo com estatísticas do governo brasileiro. Durante as eleições, Bolsonaro fez críticas ao país. Em novembro, o editorial do jornal estatal chinês alertou sobre o custo econômico de Bolsonaro querer ser um “Trump tropical” e romper acordos comerciais. Bivar disse que, durante seu encontro com o embaixador, no fim de 2018, o mal-estar foi superado. No Palácio do Planalto, a avaliação de ministros ouvidos pelo blog é a de que o grupo está “deslumbrado” e “desgasta” a imagem do governo ao ir à China. Auxiliares do presidente deram razão às críticas de Olavo de Carvalho, e disseram ao G1 que o único “atenuante” é que não foi o Brasil que pagou a viagem, já que foi um convite. “Mas não tem almoço grátis”, disse um interlocutor de Bolsonaro. Nesta manhã, a deputada eleita Bia Kicis (PRP-DF) foi ao Planalto para uma conversa com o presidente. Auxiliares do presidente afirmam que os deputados do PSL “deveriam ter feito como ela, que também foi convidada, mas recusou a viagem”.

17 de janeiro de 2019, 12:15

BRASIL Fux não vê urgência em ação contra MP que acabou com Ministério do Trabalho

Foto: Nelson Jr/STF

O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux

O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, não viu urgência na ação apresentada pela Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL) contra a medida provisória que extinguiu o Ministério do Trabalho e reestruturou pastas do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Fux encaminhou o processo ao relator, ministro Ricardo Lewandowski, que analisará o pedido depois que o tribunal retomar suas atividades, em fevereiro. A Confederação Nacional das Profissões Liberais pretende suspender dispositivos da medida provisória 870 de 2019 e declará-la inconstitucional. Para a confederação, o texto “culminou por fragmentar, reduzir a importância e a eficácia das funções inspetoras e mediadoras do Estado brasileiro sobre o conflito capital-trabalho ao transformar e reorganizar indevidamente atividades que cabiam, há 88 (oitenta e oito) anos, a um ministério especializado em temas trabalhistas”. A CNPL aponta violação à dignidade humana, aos valores sociais do trabalho, à justiça e às solidariedades sociais na edição da medida provisória. “A análise dos autos revela que o caso não se enquadra à hipótese excepcional do art. 13, inc. VIII, do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal”, observou Fux, ao citar dispositivo sobre a análise de casos considerados urgentes e prioritários durante o plantão do STF. Fux assumiu interinamente o comando da Suprema Corte na última segunda-feira (14) e ficará responsável pelos despachos urgentes do tribunal pelos próximos dias. O STF retoma suas atividades em 1.º de fevereiro.

Estadão Conteúdo

17 de janeiro de 2019, 11:57

BRASIL Fux manda suspender investigação sobre Queiroz a pedido de Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/SBT

Fabrício de Queiroz, o ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)

O Ministério Público do Rio informou que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quinta-feira, a suspensão do procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O pedido foi feito pela defesa de Flávio, filho do presidente Jair Bolsonaro. A decisão determina que o processo fique suspenso até que o relator da Reclamação, ministro Marco Aurélio Mello, se pronuncie. A determinação de suspender a investigação foi do ministro Luiz Fux. O Ministério Público não informou o que motivou a decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989. “Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão”, informou o órgão, por meio de nota. O Estado entrou em contato com a assessoria do parlamentar, que informou não ter conhecimento do assunto. A defesa de Queroz e seus familiares não se manifestaram. O relatório do Coaf, revelado pelo Estado em dezembro do ano passado, foi enviado ao Ministério Público Federal do Rio no âmbito da Operação Furna da Onça, que em novembro prendeu dez deputados estaduais suspeitos de receberem propina. Ao todo, 75 servidores são citados no documento, mas nem todos seguem o mesmo padrão de movimentação financeira. Queiroz e Flávio Bolsonaro não foram alvo da operação. Ex-assessor do senador eleito na Alerj, o policial militar Fabrício Queiroz se tornou o principal personagem no caso que trouxe as primeiras dores de cabeça ao novo governo de Bolsonaro após a eleição. Na terça-feira, 15, o Estado mostrou que o padrão das movimentações atípicas de Queiroz se repetiu nas contas bancárias de ao menos outros 28 servidores da Alerj, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Após faltar a dois depoimentos marcados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e ser internado, Queiroz corre o risco de ser denunciado sem dar sua versão sobre o caso aos promotores, conforme afirmou na terça-feira o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem.

Estadão Conteúdo

17 de janeiro de 2019, 11:41

SALVADOR ‘Me envaidece o fato de que o PT precisa de nomes ligados a mim para 2020’, diz Neto

Foto: Política Livre

Rui Costa e ACM Neto na concentração da Lavagem do Bonfim

O prefeito ACM Neto (DEM) disse em entrevista, nesta quinta-feira (17), na Lavagem do Bonfim, que o governador Rui Costa (PT) tenta se aproximar de pessoas ligadas a ele no intuito de viabilizar um nome que possa disputar a sucessão Municipal em 2020. “O governador está tendo que se aproximar de quadros que são meus e foram formados dentro do nosso grupo político, pessoas qualificadas e que são meus amigos. Não há nada de errado nisso. Pelo contrário, só me envaidece o fato de que o PT precisa de nomes ligados a mim para tentar pensar em alguma coisa no ano que vem”, disse Neto, ao se referir ao presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Geraldo Júnior, e ao ex-secretário municipal e atual presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani.

17 de janeiro de 2019, 11:25

BRASIL Governo nomeia ligado a ‘combate à ideologia’ para diretoria do Inep

Foto: Hélvio Romero/Estadão

Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb) é responsável pelo Enem

O governo de Jair Bolsonaro nomeou nesta quinta-feira, 17, Murilo Resende Ferreira para o cargo de diretor de Avaliação da Educação Básica (Daeb) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), diretoria que é diretamente responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ferreira, de 36 anos, é doutor em Economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e teve o nome indicado por integrantes do movimento Escola Sem Partido, o qual ele também apoia. Em uma audiência pública no Ministério Público Federal, em 2016, sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino” ele afirmou que professores brasileiros são desqualificados e manipuladores, que tentam roubar o poder da família praticando a “ideologia de gênero”. O novo coordenador do Daeb é professor universitário em Goiás e foi aluno do curso online de Olavo de Carvalho. No dia em que seu nome foi indicado para assumir a Daeb, Ferreira teve o nome questionado por educadores e fundações educacionais que, além de manifestarem preocupação com as posições educacionais do indicado, também apontaram a falta de experiência em educação. Bolsonaro defendeu a indicação de Ferreira pelo Twitter. “É doutor em Economia pela FGV” e “seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da “lacração”, ou seja, enfoque na medição da formação acadêmica e não somente o quanto ele foi doutrinado em salas de aula”. Em seguida, seu filho, Eduardo Bolsonaro, completou que os alunos não precisarão mais saber “sobre feminismo, linguagens outras que não a língua portuguesa ou História conforme a esquerda” já que o Enem estará “sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende”.

Estadão Conteúdo

17 de janeiro de 2019, 11:09

SALVADOR Lavagem do Bonfim: ‘Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude deve ficar com o PRB’, diz Roma

O deputado federal João Roma (PRB)

O deputado federal João Roma (PRB-BA) afirmou nesta quinta-feira (17), que seu partido deve se reunir na próxima semana com o prefeito ACM Neto (DEM) e o deputado federal Márcio Marinho (PRB-BA), para discutir a possibilidade de o PRB ficar com o comando da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude.

17 de janeiro de 2019, 10:42

BRASIL ‘E eu sou guru dessa porcaria?’, diz Olavo de Carvalho sobre governo Bolsonaro

Foto: Reprodução/Arquivo

Olavo de Carvalho

No vídeo em que detona os integrantes da bancada de deputados e senadores do PSL que foram à China conhecer um sistema de conhecimento de face para possível adoção no Brasil, o ideólogo Olavo de Carvalho critica ainda a possível instalação da CNN no Brasil e diz que, se fosse “guru” do governo Jair Bolsonaro, fatos como esses não ocorreriam – como se coubesse ao presidente proibir a instalação de uma emissora no País. “O governo permite isso aí! E eu sou guru dessa porcaria? Não sou guru de merda nenhuma! Se eu fosse, as pessoas não tinham nem coragem de apresentar essas ideias. Mas não só apresentaram como estão realizando. É isso aí”, vocifera / V.M.

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