29 de abril de 2017, 09:19

BRASIL Governo prepara MPs em busca de votos por reforma

Foto: Divulgação

O governo do presidente Michel Temer prepara medida provisória (MP) em diferentes matérias para agradar à base aliada e tentar ganhar fôlego na busca pelos 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência.
Uma das iniciativas trará uma solução para a polêmica em torno da dívida do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), pago por produtores rurais e que equivale à contribuição previdenciária. Também estão sendo elaboradas permissões para o parcelamento de débitos previdenciários das prefeituras e para a redistribuição de recursos do Fundeb, fundo para o financiamento da educação básica.Em paralelo, o governo e o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), estão tendo de negociar mais flexibilizações no texto. Pilotos de avião e comissários de bordo querem que o governo permita a aposentadoria integral para a categoria antes dos 40 anos de contribuição que serão exigidos dos demais trabalhadores. A reivindicação é de benefício integral aos 65 anos de idade e 35 de contribuição para homens e aos 60 anos de idade e 30 de contribuição para mulheres. O lobby ganhou importância diante da ameaça de greve e os prejuízos que o fechamento de aeroportos poderiam acarretar ao governo. Embora sejam questões alheias às discussões sobre a Previdência, as medidas provisórias em preparo pelo governo envolvem ruralistas, prefeitos e governadores, que têm influência sobre as bancadas parlamentares. Ainda não há definição se os temas serão encaminhados em uma única medida provisória ou separadamente.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 09:15

EXCLUSIVA Moema e Robinson são os maiores derrotados no PED do PT na Bahia

Foto: Montagem/Política Livre

A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, e o deputado federal Robinson Almeida aparecem como os dois principais derrotados no PED que definirá no próximo dia 7 de maio o comando do PT na Bahia. Os dois jogaram abertamente contra a reeleição de Everaldo Anunciação, em alguns casos, segundo interlocutores do presidente do PT, de forma excessivamente raivosa.

Conhecido pela ambição política, Robinson planejara, desde o primeiro momento, assumir o comando do partido. Como as restrições ao seu nome no PT são grandes e ficaram incontornáveis durante o processo, teve que se contentar em apoiar a chapa liderada pelo deputado Waldenor Pereira, a Muda PT, contra a Construindo a Nova Bahia, encabeçada pelo atual presidente.

Já Moema Gramacho, apesar das conhecidas ligações com o governador Rui Costa (PT) e o ex-governador Jaques Wagner, que apoiaram a reeleição de Anunciação, resolveu abrir dissidência em relação a eles sob o argumento, segundo se comenta no partido, de que o grupo do presidente do PT estava mais próximo dos dois do que a tendência a que ela e os líderes petistas pertencem, a Reencantar.

A vitória de Anunciação foi assegurada depois que a direção nacional decidiu validar os 20 mil votos totalizados pela Secretaria de Organização Partidária (SORG) no PED em que foram eleitos os diretórios municipais e os delegados à convenção estadual que escolherão no próximo sábado a direção estadual petista e ele celebrou uma composição com o grupo do deputado federal Walmir Assunção.

Na contramão do caminho trilhado por Robinson e Moema, Assunção consolida-se como a segunda força mais importante do partido, devendo ocupar fatia importante do comando da legenda a partir da convenção de sábado. Em conversa ontem com o Política Livre, Anunciação disse que, apesar da maioria obtida, pode lançar um nome alternativo à presidência no evento.

A iniciativa dependerá de uma conversa que ele deve ter com o governador, o ex e com o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, mentor de sua candidatura e, individualmente, figura que sai mais fortalecida em todo o processo eleitoral interno do partido. Este Política Livre apurou, entretanto, que os três devem fazer um apelo para que ele permaneça no comando da agremiação.

29 de abril de 2017, 09:04

BAHIA Deputados levam debate sobre “fortalecimento da cadeia produtiva do cravo da índia” à Valença

No próximo dia 25, a cidade de Valença será palco de debate sobre o “fortalecimento da cadeia produtiva do cravo da índia e seus efeitos”. Trata-se de audiência pública promovida pelas comissões de Agricultura e Política Rural e de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, da Assembleia Legislativa da Bahia, proposta pelo deputado estadual, Hildécio Meireles, cujo objetivo é promover o reconhecimento e zoneamento da produção do cravo da índia pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bem como o seu registro no banco de dados do IBGE.”O que irá proporcionar melhores condições para o crescimento do cultivo e comercialização de importante produto regional, com o esperado avanço tecnológico, abertura de linha de crédito, dentre outros incentivadores que, até a presente data, não são acessíveis a esta classe, que hoje vem sofrendo impactos na produção”, destacou Meireles, complementando que a escolha por Valença se deu, levando em conta que o território do Baixo Sul, formado por 14 municípios, tem na Agricultura a sua maior vertente de Desenvolvimento Econômico, principalmente a agricultura familiar, com destaque para o cravo da índia. “O cravo da índia, cultura que embora nativa da parte oriental do planeta, se encontra presente em quase toda região e por décadas representa uma importante atividade econômica para os agricultores familiares, mas vem sofrendo com uma grande mortalidade de suas árvores, o que vem impactando muito a produção local, ocasionando uma situação bastante crítica para os seus produtores”, concluiu, reforçando que : “diante deste cenário, e após diversas solicitações que nos chegam através dos pequenos agricultores, a realização da audiência”.

29 de abril de 2017, 08:47

SALVADOR ​Testes preparam Prefeitura-Bairro para cadastramento biométrico de eleitores

A Prefeitura, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), está em fase de preparação para o cadastramento biométrico de eleitores de Salvador por meio das sedes das Prefeituras-Bairro, localizadas nas dez unidades administrativas da cidade. Os testes tiveram início esta semana na unidade da Prefeitura-Bairro Subúrbio/Ilhas, em Paripe, com os cidadãos que foram buscar atendimento de outros serviços no local. A abertura oficial do posto à população será realizada no próximo dia 5, com as presenças do prefeito ACM Neto, e do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, dentre outras autoridades.O posto do Subúrbio/Ilhas é o primeiro a contar com o serviço de implantação do sistema de cadastramento biométrico para a retirada do novo título de eleitor ou substituição do antigo documento. A fase de testes é realizada em dez guichês com a participação de funcionários do TRE-BA. “Até o momento o processo de preparação tem ocorrido sem problemas e auxiliado bastante no aperfeiçoamento do sistema e do atendimento ao público em geral a partir do dia 5″, pontuou o diretor-geral das Prefeituras-Bairro, Junior Magalhães. Além da abertura do posto na região do Subúrbio, a cerimônia também marcará a assinatura do convênio para a instalação do serviço nas outras nove unidades administrativas. “A presença do TRE-BA nas Prefeituras-Bairro é bastante positiva e necessária para a população, que não precisará se deslocar até a sede do Tribunal (no CAB) para fazer o cadastramento biométrico. Já estabelecemos parceria com outros órgãos e entidades de demais esferas, no sentido de ampliar o leque de serviços e facilitar ainda mais a vida do cidadão, que poderá resolver o que precisa mais perto de casa”, finaliza Magalhães.​

29 de abril de 2017, 08:16

BRASIL Temer diz que reforma vai ‘garantir aposentadorias’

Foto: Reprodução/EBC

O presidente da República, Michel Temer, afirmou que a reforma da Previdência é necessária por uma “questão singela”. “É para garantir que os que vão se aposentar no futuro tenham suas pensões. Hoje temos um déficit (na Previdência) de R$ 200 bilhões. Quando se fala isso, significa que não vão ser construídos escolas e hospitais, que os salários são colocados em risco”, afirmou em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT. A conversa veiculada nesta sexta-feira foi gravada no Palácio do Planalto durante a semana, antes, portanto, da greve geral realizada hoje.De acordo com Temer, a reforma da Previdência não traz “nenhum” prejuízo aos mais pobres. Além disso, “quem já se aposentou não perde nenhum direito”, frisou. Com relação à aposentadoria rural o presidente comentou que o governo está “mantendo basicamente o que existe”. “Ouvimos o Congresso Nacional, que disse que não poderia negociar (a aposentadoria rural). A questão do trabalhador continua igual, sem prejuízos.”Ainda em relação à reforma da Previdência, tema que ocupou a maior parte dos 30 minutos de entrevista, Temer disse que haverá “igualdade” entre funcionários públicos e privados. “Políticos não terão aposentadoria diferenciada. Essa reforma deveria ter acontecido há 10 anos. Alguns países tiveram de congelar salários de servidores e de aposentados por quatro ou cinco anos para realizar a reforma da Previdência.”Para o presidente, caso tal reforma não passe no Congresso, o “desemprego não vai diminuir”. “O desemprego já está caindo e cairá substancialmente mais após a reforma da Previdência.” Por fim, Temer garantiu que aposentados com até dois salários mínimos poderão acumular pensão por morte.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 08:01

BRASIL ‘Não sou candidato em 2018′, diz Temer

Foto: Reprodução

O presidente da República, Michel Temer, voltou a descartar que é candidato a algum cargo público em 2018, ano de eleições presidenciais. “Não sou candidato em 2018. Sou candidato a completar um bom governo”, disse em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT, gravada durante a semana e veiculada na noite desta sexta-feira.Ele também destacou que não ser a favor “dessa quantidade” de partidos políticos. “Os partidos se converteram em siglas. Não acho útil para o País, em termos de governabilidade. Mas acho que virá alguma reforma política, que eliminara alguns partidos, mas sem traumas”, disse.Com relação à Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Temer afirmou que sua preocupação é “zero”. “As instituições estão funcionando tão fortemente. Eu sempre digo: vamos deixar a Lava Jato trabalhar em paz, vamos deixar o Ministério Público cumprir seu papel, o Judiciário cumprir seu papel e vamos continuar trabalhando. Se você parar o País, prejudica o cidadão”.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:43

BRASIL Para Imbassahy, reforma trabalhista desagradou a alguns aliados

Foto: Divulgação

Responsável pela articulação do governo com o Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, admitiu que a reforma trabalhista deixou alguns aliados insatisfeitos, que o governo terá que fazer “os necessários ajustes” para evitar uma contaminação na base que amplie a dificuldade em torno da reforma da Previdência e que é preciso “tirar a laranja podre do cesto”. “Teve uma romaria, já vinha tendo esse tipo de inquietação, mas a partir da votação do trabalho aumentou”, disse ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. “Há parlamentares da base que estão inconformados com a conduta de seus parceiros”, completou. Segundo Imbassahy, o governo vai atender às solicitações “dentro da análise e interpretação”. “O que nos interessa é ter o voto (na reforma da Previdência), mas também não dá pra conviver com situação que parlamentares que têm posições no governo, cargos, atenção que o presidente dispensa, e não contar com o voto”, completou. “Não podemos arriscar ter menos de 308 por uma contaminação da base. Nem pensar. Temos que tirar a laranja podre do cesto”, ressaltou. O ministro reconheceu ainda que hoje o governo não tem os votos suficientes para a aprovação da reforma da Previdência, mas se mostrou otimista em relação à vitória. “Hoje não temos o número porque o texto não é totalmente conhecido de todos, e não é só dos congressistas, é da população também”, afirmou.

Para Imbassahy, o placar de 296 votos na trabalhista serviu como uma “tomografia” que ajuda a entender o comportamento dos parlamentares, mas que não dá para contabilizar que esses votos já estão garantidos para a reforma da Previdência. O ministro evitou arriscar um placar no caso da Previdência, argumentando que “no dia da votação ai ter muita emoção”, mas disse estar otimista. “A maior possibilidade do futuro é a maior ocorrência do passado, a gente vai vencer, porque o governo está vencendo todas, a gente vai vencer porque temos a causa e se ela for bem explicada vai ser votado e até com folga.” Para Imbassahy, as modificações no texto inicial, “que fazem parte da democracia”, ampliaram as chances de aprovação. “O texto inicial era muito difícil de ser votado”, disse. “Agora temos que fazer trabalho intenso, não é apenas dentro do Congresso, porque é projeto de grande repercussão na vida dos brasileiros, em respeito à população tem que se levar conhecimento de cada um”, disse.

Em relação a um provável atraso na tramitação da proposta, o ministro disse que “não tem data definida, marcada”, mas que acredita que ainda no primeiro semestre o texto estará no Senado e que como o relator Arthur Maia e o próprio presidente Michel temer já estão articulando com os senadores a tramitação na casa pode ser mais rápida. “Não se pode atropelar o procedimento na casa revisora, que é o Senado, mas há a contribuição dos senadores dentro das modificações introduzidas no parecer do Arthur”, disse. Imbassahy minimizou as criticas feitas pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, de que o a reforma trabalhista como passou pela Câmara não passará no Senado. “Pelo que a gente ouve ele não está vocalizando o pensamento majoritário do partido que ele lidera”, afirmou.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:29

BRASIL ‘Vamos ocupar Brasília’, diz presidente da CUT

Foto: Divulgação

As centrais sindicais que organizaram a greve geral desta sexta-feira afirmam que não contabilizaram números de adesões, mas, segundo a Força Sindical, mais de 40 milhões de pessoas pararam ou fizeram manifestações em todos os Estados. De acordo com as entidades, a última grande greve no País, em 1989, contra o Plano Verão, do governo Sarney, teve 35 milhões de adesões.“Fizemos a maior greve da história”, afirma o presidente da CUT, Vagner Gomes. “Foi uma resposta ao presidente Michel Temer e ao Congresso de que a sociedade não concorda com o fim da CLT, da aposentadoria e com a terceirização.”Pressões para que as reformas sejam negociadas vão continuar e uma nova greve geral não está descartada. O próximo passo é tentar convencer os senadores a rejeitarem a reforma trabalhista, já aprovada na Câmara. “Vamos ocupar Brasília para que o Senado não vote as reformas”, avisa Gomes.A ideia, explica o presidente da UGT, Ricardo Patah, é visitar todos os senadores, em seus gabinetes ou residências. Na terça-feira, dirigentes das nove centrais que se uniram na organização da greve têm encontro marcado para traçar as próximas ações conjuntas. No dia 8 haverá mais uma reunião.O presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, afirma que a greve foi um recado para que o governo abra negociações para se fazer uma reforma “civilizada”, sem retirar direitos conquistados, e que não seja feita só pelo governo e o Congresso, mas com a participação dos trabalhadores.Em resposta a críticas de que a greve só ocorreu porque houve piquetes e barreiras em importantes vias, com pneus incendiados, Gomes diz que é assim que ocorre na França, no Brasil e em outros países. “Greve não é um acordo entre a sociedade e o governo, é um confronto. Se o governo fizesse as coisas certas isso não ocorreria.”

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:17

BRASIL Temer diz que liberar dinheiro do FGTS foi para atender os mais pobres

Foto: Divulgação

O presidente da República, Michel Temer, afirmou que a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para saques pela população “foi para atender as famílias mais pobres”. “Devolvi um dinheiro que era do povo para o povo”, disse em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT, veiculada na noite de hoje.
Temer também destacou que o Cartão Reforma, voltado a reparos em moradias, deve ser aprovado “muito brevemente”. O cartão prevê recursos de R$ 5 mil para famílias com renda de até R$ 2.800,00 que queiram executar obras em seus imóveis. Segundo o presidente quem tomar esse dinheiro “não vai ficar devendo para o banco”.O presidente também aproveitou para defender a “responsabilidade fiscal” de seu governo, citando a aprovação do PEC do Teto dos gastos públicos, a qual foi feita “para não quebrar o país precisamos fazer o teto de gastos públicos”.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 07:00

BRASIL ‘Quero ser conhecido como o presidente das grandes reformas’, diz Temer

O presidente da República, Michel Temer, voltou a defender a reforma trabalhista, aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados. “Vai dar maior segurança jurídica para o empregador e o empregado. Estamos fazendo isso para reformar o Brasil e gerar emprego”, disse em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT, gravada durante a semana e veiculada na noite desta sexta-feira.Indagado sobre o fim do imposto sindical, Temer desconversou. “Não entrei nessa história, quando remetemos o projeto de reforma, não tocamos no assunto. Isso foi acordados entre patrões e empregados. Não cogitamos imposto sindical, mas lá no Congresso pediram a eliminação, que será debatida.”Para o presidente, “o povo quer política de resultados”. “Se o teto dos gastos der certo com a reforma da Previdência, e o emprego voltar, isso é resultado”, avaliou. Para ele, “o emprego volta quando completarmos as reformas da Previdência e trabalhista”. “Quero ser conhecido como o presidente que melhorou as condições econômicas, que fez as grandes reformas, que permitiu que os próximos governos não encontrem o País como encontramos”, concluiu.

Estadão Conteúdo

29 de abril de 2017, 06:55

BRASIL Manchetes do Dia

Correio*: Estudantes mortos por segurança de estação

Tribuna da Bahia: Piquetes em lugar de Greve Geral

A Tarde: Greve Geral atinge todos os Estados e o Distrito Federal

O Estado de S. Paulo: Greve afeta transporte e comércio e termina com atos de vandalismo

Folha de S. Paulo: Greve atinge transporte e escolas em dia de confronto

28 de abril de 2017, 22:12

COLUNISTAS Prazo para renegociar dívidas dos produtores precisa ser estendido

Eduardo Salles

Coluna: Agronomia

Eduardo Salles é engenheiro agrônomo e mestre em engenharia agrícola pela Universidade Federal de Viçosa, ex-secretário de agricultura da Bahia e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri). Foi presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia e também da Câmara de Comércio Brasil/Portugal e é, há 14 anos, diretor da Associação Comercial da Bahia. Ele escreve neste Política Livre quinzenalmente, às quartas-feiras.

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Está enganado quem pensa que luta a favor da renegociação das dívidas dos agropecuaristas baianos e nordestinos acabou com a sanção presidencial, em setembro do ano passado, da Lei 13.340/2016, que permitiu a concessão de descontos na renegociação de dívidas contratadas pelos produtores rurais até dezembro de 2011.

É claro que a aprovação da Lei 13.340 foi um grande avanço e beneficiou milhares de produtores baianos. Considero que demos passos largos rumo à reestruturação da agropecuária da região. E essas conquistas tiveram no senador baiano Roberto Muniz um aliado de primeira hora e autor de emendas fundamentais que permitiram contemplar o maior número de produtores.

Porém, o prazo de contratação de dívidas até dezembro de 2011 oferecido pela Lei 13.340 ainda não é o suficiente para diminuir o sofrimento de milhares de agropecuaristas baianos. A seca, nos últimos seis anos, considerada a pior de toda a história, segue trazendo grandes prejuízos aos produtores da região.

A diminuição das chuvas tem afetado a produção, evitando que os agropecuaristas paguem as parcelas vencidas e vincendas de seus contratos com as instituições financeiras, não permitindo aos produtores acesso à renovação do crédito de custeio de suas lavouras e criações.

A bola de neve imposta pela seca acarreta prejuízos à economia baiana. Nosso Estado tem a maior população rural e o maior número de agricultores familiares do Brasil. E fechar os olhos ao acesso ao crédito na Bahia é condenar milhões de trabalhadores ao desemprego. Não podemos ficar de braços cruzados observando essa situação.

Como presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, coloquei em votação e conseguimos a unanimidade dos componentes do colegiado a proposta de provocar a bancada de deputados federais e senadores baianos para conseguirmos estender até dezembro de 2016 o prazo que permite o desconto na renegociação das dívidas dos produtores do Nordeste.

Desde a época em que estive secretário estadual de Agricultura que participo, ao lado de outros defensores da agropecuária baiana, dessa luta a favor da renegociação das dívidas dos produtores. Não podemos controlar a pluviosidade no Estado, mas não vamos ficar parados observando milhares de produtores perdendo uma vida de trabalho e causando desemprego.

A Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia e o meu mandato seguirão na luta para oferecer políticas públicas que permitam ao produtor rural, setor da economia responsável por milhões de postos de trabalho, justiça e oportunidade de seguir gerando riquezas e divisas à Bahia e ao Brasil.

28 de abril de 2017, 21:58

BAHIA Eduardo Salles comemora acordo que garante segurança jurídica para produtores da região Oeste

Nesta quinta-feira (27), um acordo foi firmado, na Câmara de Vereadores de Formosa do Rio Preto, entre os produtores do Oeste da Bahia e o senhor José Valter Dias, que teve a reintegração de posse de terras, de uma área de 340 mil hectares, concedida pela Justiça. A área é cultivada por cerca de 300 famílias há mais de 30 anos. O acordo foi firmado na presença do presidente da ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia), Ângelo Coronel, representantes da Corregedoria Geral e das Comarcas do Interior do Tribunal de Justiça da Bahia , da Procuradoria Geral do Estado da Bahia e das associações de produtores AIBA e Aprochama. O deputado estadual e presidente da Comissão de Agricultura da ALBA, Eduardo Salles, intermediou audiência dos produtores com o presidente da Assembleia Legislativa no início do mês de abril, quando o clima de tensão na região Oeste se intensificou em função de mais uma liminar que concedeu a posse das terras ao senhor José Valter Dias. “Estive com os representantes dos produtores em audiência com o presidente Ângelo Coronel na busca de uma solução para o impasse. Naquele momento, começamos a construir o acordo que foi celebrado ontem”, explica o parlamentar. Ainda no início deste mês, o presidente da Comissão de Agricultura também esteve com os produtores em audiência na Secretaria de Segurança Pública e, na ocasião, solicitou ações para evitar um conflito armado entre as partes. O assunto também foi discutido pelo parlamentar em audiência com o governador Rui Costa, o vice João Leão, e o deputado Antônio Henrique. “Desde o primeiro momento me coloquei ao lado dos produtores e estive em reuniões com diversas instâncias do Legislativo, Judiciário e Executivo para articular um acordo que preservasse os direitos dos agricultores e os milhares de emprego gerados no nosso estado”, pontua Eduardo Salles. O deputado afirma que o consenso entre as partes é o caminho mais viável para oferecer segurança jurídica aos produtores que dedicaram suas vidas ao cultivo dessas terras. Entretanto, Eduardo Salles pondera que as condições negociadas não são as ideais, pois acredita que o valor poderia ser menor. Ele ainda afirma que tem certeza que os produtores ganhariam a posse das terras na Justiça, mas levaria muitos anos para que isso acontecesse e o acordo resolve de imediato a questão e dá tranquilidade aos produtores. “Parabenizo as partes por terem encontrado uma solução, mas não considero o valor negociado razoável. Estamos falando de famílias que estão há mais de 30 anos trabalhando nessas terras e sei que o valor pactuado é algo que vai pesar no bolso deles”, ressalta Salles.

28 de abril de 2017, 21:39

BRASIL Arthur Maia diz que ficou claro o “fracasso absoluto das manifestações”

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), classificou as manifestações desta sexta-feira, 28, de “fracasso absoluto” em depoimento em vídeo divulgado nesta noite. Segundo ele, a adesão aos protestos durante a greve geral mostraram que a população não apoia o movimento, que teria sido planejado pelo PT e por sindicatos contra as reformas trabalhista e da Previdência, na visão do parlamentar.”Ficou claro, pelo fracasso absoluto dessas manifestações, que o povo brasileiro não apoia essa gente. As pessoas entenderam claramente que o que se reivindicava no dia de hoje, por meio de uma greve geral, era apenas a continuação desse famigerado imposto sindical, que não serve para nada além de alimentar a militância desses partidos e desses sindicatos”, disse Oliveira Maia. O relator também criticou a ação de “grupos muito pequenos” que, segundo ele, atrapalharam a vida da maioria das pessoas. “Será que é correto em um país a decisão quase que individual de alguns poder prejudicar a vida de tantos? Em países evoluídos, é sempre admitida e bem vista a manifestação, o direito a se manifestar. Entretanto, a manifestação não pode causar prejuízo a quem não quer participar”, avaliou o deputado baiano.

Estadão Conteúdo

28 de abril de 2017, 21:24

BRASIL Presidente do Senado recebe alta e vai para casa

Foto: Beto Barata/Divulgação

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), recebeu alta do hospital e irá para casa ainda nesta sexta-feira, 28. Pela manhã, o peemedebista já havia deixado a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e ido para o quarto.Segundo boletim médico divulgado no fim da tarde pelo Hospital Santa Lúcia, Eunício realizou nova ressonância no crânio nesta sexta, confirmando o diagnóstico de acidente isquêmico transitório. O peemedebista sofreu um desmaio na madrugada da quinta-feira, 27, e foi internado na UTI. Antes de passar mal, ele havia presidido a sessão que aprovou o projeto de lei de abuso de autoridade e a PEC que acaba com o foro privilegiado.A princípio, médicos cogitaram se tratar de um AVC hemorrágico, mas o diagnóstico mais grave foi logo afastado.

AE