19 de novembro de 2017, 10:15

BRASIL Bernardinho admite que considera ser candidato a governador do RJ pelo Partido Novo em 2018

Foto: Divulgação

Ex-técnico da seleção brasileira de Vôlei Bernardinho

O ex-técnico da seleção brasileira de Vôlei Bernardinho afirmou neste sábado, 18, ao Estadão/Broadcast que pode vir a ser candidato a governador do Rio de Janeiro pelo Partido Novo já nas eleições do ano que vem. “Não sou candidato oficialmente ainda, mas posso vir a ser. Por enquanto, tenho de concluir alguns processos para estar livre para essa missão”, disse, respondendo que “tudo é possível” ao ser questionado pela reportagem se a candidatura seria em 2018. O Novo deve anunciar em cerca de 30 dias os pré-candidatos ao governo de alguns Estados, como Rio, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. De acordo com fontes, dentro do Partido, Bernardinho também é cogitado e já foi sondado para sair em uma chapa puro-sangue como vice de João Amoêdo, fundador do Novo e que será aclamado hoje como pré-candidato à vaga no Palácio do Planalto. “Acredito nas ideias e pessoas do Novo. Acho que o Novo é um sopro de esperança na política que deve ser mudada a todo custo. Acho que as pessoas precisam se aproximar do processo político, todos têm que assumir sua responsabilidade”, disse. Fundado em 2015, o Partido Novo faz no dia de hoje, em São Paulo, seu terceiro encontro nacional, do qual participam cerca de mil pessoas, entre filiados e simpatizantes. Tem meta de eleger 30 deputados federais no ano que vem.

Estadão

19 de novembro de 2017, 10:00

BRASIL Amoêdo diz que Novo precisa ser mais conhecido

Foto: TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO

João Amoêdo é apontado pelo Novo como pré-candidato à Presidência em 2018

O Partido Novo lançou neste sábado a pré-candidatura do ex-banqueiro João Amoêdo para a disputa presidencial de 2018 em um ato com a presença de mais de mil filiados em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A avaliação dos líderes é que os desafios são tornar a legenda mais conhecida e aumentar a base partidária hoje formada principalmente por empresários, empreendedores e integrantes de grupos que foram às ruas para pedir o impeachment de Dilma Rousseff. “O nosso problema é o Novo ser mais conhecido”, disse Amoêdo no rápido discurso que encerrou o encontro. Criado em 2015 com o objetivo de renovar o cenário político brasileiro e defender valores do liberalismo econômico, o Novo é atualmente, segundo seus dirigentes, o partido com maior número de seguidores nas redes sociais, cerca de 1,5 milhão de pessoas, tem visto crescer o número de filiados e é uma das poucas legendas no Brasil que não enfrenta problemas financeiros. Segundo o presidente do Novo, Moisés Jardim, em outubro o Novo chegou ao número de 15 mil filiados que pagam em média R$ 30 por mês. A arrecadação, segundo ele, é suficiente para cobrir os R$ 3 milhões de despesas anuais. Defensor do estado mínimo, o Novo tem depositado as parcelas nas quais tem direito do Fundo Partidário em um fundo de renda fixa do Banco do Brasil até encontrar uma forma legal de devolver o dinheiro aos cofres públicos –hoje inexistente. De acordo com Jardim, a conta tem mais de R$ 2,7 milhões. Questionado sobre a ausência de mulheres e negros no evento, Jardim admitiu a homogeneidade da militância do Novo mas descartou a ideia de cotas raciais ou de gênero. “A gente não tem restrições nem cotas, a não ser a exigência legal de um número mínimo de candidatas mulheres, mas precisamos aumentar nossa base. Essa é a primeira tarefa”, afirmou. Sobre a política de alianças que o partido pretende adotar no ano que vem, ele descartou apenas o PT, PSOL e PSTU, por divergências ideológicas, mas disse que o Novo vai ser seletivo na escolha de possíveis parceiros.

Estadão

19 de novembro de 2017, 09:45

BRASIL Filha de Lula é nomeada na Assembleia-RJ

Filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva foi nomeada neste mês assessora parlamentar da deputada estadual Rosângela Zeidan (PT) na Assembleia Legislativa do Rio. A deputada é casada com Washington Quaquá (PT), presidente do partido no Estado. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de 6 de novembro. O salário de Lurian como “assessora parlamentar IV” no gabinete de Zeidan (como é conhecida) é de R$ 7.326,64. A assessoria de imprensa da deputada afirmou que a filha do ex-presidente já dá expediente no gabinete. Zeidan disse que conhece Lurian há 15 anos, da militância do PT. “As escolhas do meu mandato, quem faz sou eu. É assim na maioria dos mandatos, qualquer que seja o partido. E no PT temos mulheres militantes, como eu fui e ainda sou, que são quadros qualificados para assumir essas tarefas. Resumir isso a uma relação de parentesco ou é desconhecimento ou é misoginia”, disse a deputada, em mensagem escrita. Quaquá afirmou que não influi nem questiona os critérios da deputada ao nomear seus assessores. “Quem nomeia assessor é a deputada. Ela escolhe sua equipe, como a família Mesquita (proprietária do Grupo Estado) escolhe seus jornalistas. São critérios da empresa de um lado e do mandato de outro. Não cabe, por exemplo, a mim questionar porque um jornalista é contratado pela família Mesquita”, afirmou Quaquá, também por escrito. O presidente do PT fluminense foi prefeito por dois mandatos em Maricá (RJ), e fez seu sucessor, o atual prefeito, Fabiano Horta (PT). Lurian mora em Maricá e preside o PT local há cinco meses. A reportagem não conseguiu localizá-la ontem. Há 30 anos no PT, Quaquá é ligado a Lula. Apoia o ex-presidente em sua defesa das acusações de corrupção e pediu suporte financeiro dos militantes para viabilizar as caravanas dele pelo País. Em junho, um mês antes da sentença do juiz Sergio Moro condenando Lula a nove anos e meio de prisão por corrupção, no caso do apartamento no Guarujá, ele publicou nota em que aventou “confronto popular nas ruas” para a defesa do ex-presidente.

Estadão

19 de novembro de 2017, 09:30

BRASIL MP do Rio entra com ação para anular sessão que libertou Picciani

Foto: Wilton Junior / Estadão

Jorge Picciani

O Ministério Público (MP) do Rio entrou com uma ação na Justiça para anular a sessão da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) de sexta-feira, 17, que determinou a soltura dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Na mesma ação, o MP pede que seja realizada nova sessão. O motivo foi o fechamento das galerias da Alerj durante a votação. De acordo com o MP, o presidente em exercício da Assembleia, Wagner Montes (PRB), e a mesa diretora da Casa desrespeitaram os “princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito” ao impedir o acesso do público ao Palácio Tiradentes, sede do Legislativo estadual, para acompanhar a sessão. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão. No pedido, o MP destaca ainda que a Alerj não obedeceu decisão da juíza Ana Cecilia Argueso Gomes de Almeida, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que determinou na tarde de sexta-feira, 17, a liberação das galerias para o público. Na ocasião, a oficial de Justiça que levava a liminar chegou a ser impedida de entrar na Alerj pela polícia e só conseguiu chegar ao plenário no fim da votação por interferência de alguns deputados que interromperam a sessão. Segundo a peça do MP, a ordem judicial “não foi obedecida em claro menosprezo aos princípios da transparência e da publicidade”, o que, de acordo com o subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais, Sérgio Roberto Ulhôa Pimentel, e o promotor Carlos Bernardo Alves Aarão Reis, que assinam o documento, atesta que “não há qualquer dúvida de que os atos praticados pelo presidente em exercício da Assembleia são arbitrários e ilegais”.

Estadão

19 de novembro de 2017, 09:15

BRASIL Sem alarde, Alckmin costura alianças para 2018

Foto: Divulgação

Geraldo Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem mantido uma agenda discreta de viagens pelo Brasil, mas é hoje o pré-candidato à Presidência da República que mais avançou nas articulações com outros partidos para montar seu palanque. Fiel ao seu estilo de “jogar parado”, o tucano já construiu pontes com pelo menos sete legendas: PV, PTB, PSB, PPS, PHS, PP e DEM. Enquanto Alckmin se aproxima de seus aliados de São Paulo no plano nacional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê até o parceiro histórico PCdoB lançar uma candidatura própria, enquanto Ciro Gomes (PDT) rejeita uma aliança. Já Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC) estão isolados em suas respectivas legendas. Um passo importante foi dado por Alckmin no dia 11, durante um churrasco em Capão Bonito, no interior de São Paulo, na fazenda do deputado federal Guilherme Mussi, presidente do diretório paulista do PP. Mussi comemorou o aniversário com uma grande festa que possibilitou mais um encontro entre o governador e o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI). Os dois já haviam conversado pessoalmente em agosto, quando Mussi promoveu um jantar em Brasília para o governador estreitar suas relações com a bancada federal da sigla no Congresso – hoje uma das mais fortes do bloco partidário informal classificado como Centrão. Nas duas últimas eleições, o PP (futuro Progressistas), esteve em lado oposto ao do PSDB, no palanque petista. De meados do ano para cá, o tucano intensificou a aproximação a partir de reuniões fora da agenda com lideranças locais e nacionais.

Estadão

19 de novembro de 2017, 09:00

BRASIL TRF manda bloquear R$ 271 mi de Picciani e outros 12 investigados

Foto: Tânica Rêgo / Agência Brasil

Jorge Picciani

No mesmo dia em que a votação no plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu tirar da prisão, após 24 horas, os deputados estaduais Jorge Picciani, presidente da Casa, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) mandou bloquear R$ 271 milhões dos três parlamentares e de mais 10 pessoas e 34 empresas que formariam um esquema de corrupção em conluio com empresários. Investigados na Operação Cadeia Velha, etapa da Lava Jato sob coordenação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) no Rio, os três deputados do PMDB são acusados de receber propina para favorecer empresas do setor de construtoras e concessionárias de transporte público, em troca de decisões favoráveis no Legislativo fluminense. Em decorrência de benefícios fiscais em favor de empresas do esquema, o Estado teria deixado de receber R$ 183 bilhões, segundo o MPF. Os investigadores acreditam que o esquema exista desde os anos 1990. A Operação Cadeia Velha foi deflagrada na terça-feira, quando Picciani, Melo e Albertassi foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimento e foram liberados. Na quinta-feira, o colegiado de desembargadores da 1ª Seção Especial do TRF-2 acatou o pedido de prisão preventiva e de afastamento dos cargos dos três deputados, que acabariam passando 24 horas na cadeia, até serem liberados por decisão da própria Alerj, em votação na sexta-feira. A decisão do bloqueio de bens foi tomada também na sexta-feira pelo desembargador federal Abel Gomes, relator do processo no TRF-2, cujo voto pela detenção dos três deputados foi seguido por unanimidade. Gomes acatou o pedido do MPF. Segundo a decisão do desembargador, os investigadores acusam Picciani de ter recebido R$ 154 milhões, Melo, R$ 109 milhões e Albertassi, R$ 8 milhões. Por isso, pediram para bloquear valor equivalente em bens.

Estadão

19 de novembro de 2017, 08:45

BRASIL Lula articula chapa com Suplicy e Haddad para o Senado

Foto: Sergio Castro/Estadão

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP)

O PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estudam lançar uma chapa para as eleições de 2018 em São Paulo com o ex-prefeito Fernando Haddad e o vereador Eduardo Suplicy na disputa pelo Senado. A proposta foi apresentada por Lula e pelo presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Luiz Marinho, pré-candidato a governador, em reuniões com Haddad e Suplicy na quinta e sexta-feira, respectivamente, na sede do Instituto Lula. Suplicy gostou. “Ponderei que isso significaria uma força muito grande para o PT, para a candidatura de Lula em São Paulo e para o candidato a governador”, disse. Já o ex-prefeito, segundo relatos, apontou as dificuldades da proposta. “Falei com o Fernando Haddad hoje (sexta-feira) e ele avaliou que se a Marta (Suplicy, PMDB) for candidata as pessoas podem votar em mim e nela do mesmo jeito que muitos podem votar nele e em outro candidato e é capaz de nós dois perdermos”, afirmou Suplicy. Encaixar os dois principais líderes do partido em São Paulo na chapa para 2018 tem sido uma das maiores dificuldades de Lula e do PT estadual. A chapa idealizada teria Marinho para governador, Haddad ou Suplicy concorrendo ao Senado e um dos dois na disputa pela Câmara. Ambos são vistos como puxadores de votos em potencial, capazes de ajudar a eleger candidatos do PT a deputado. Mas nem o vereador nem o ex-prefeito aceitam se candidatar à Câmara. Suplicy chegou a dizer a Lula e Marinho que se não for candidato ao Senado prefere terminar o mandato de vereador, para o qual foi eleito com mais de 500 mil votos, um recorde na cidade. Já Haddad tem evitado o confronto. O ex-prefeito se comprometeu a apoiar a pré-candidatura de Marinho que, em troca, ofereceu a vaga ao Senado, mas Haddad respondeu que só aceita se houver acordo com Suplicy. Lideranças do PT-SP não descartam a possibilidade de Haddad entrar na disputa pelo governo caso a candidatura de Marinho não decole. Embora saiba que tem poucas chances de romper o domínio de 23 anos do PSDB e o forte antipetismo registrado nas eleições de 2014 e 2016, Haddad poderia usar a campanha estadual para pavimentar sua volta à Prefeitura em 2020. Além disso, ele é cotado para substituir Lula, caso o ex-presidente fique impedido pela Justiça de se candidatar.
Uma nova reunião deve ser marcada com a presença do ex-secretário municipal de Transportes Jilmar Tatto, que também se coloca para o Senado, embora com menos chance. Por enquanto, o único consenso é que não há pressa para se tomar alguma decisão.

Estadão

19 de novembro de 2017, 08:30

BRASIL Deputados vão ao exterior sem prestação eficiente

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Casa autoriza 610 viagens internacionais desde 2015 – alta de 41% em relação à legislatura passada; falta clareza na apresentação dos resultados das missões oficiais

A Câmara dos Deputados autorizou de 2015 até este ano 610 viagens internacionais em missões oficiais. Os deslocamentos representam uma alta de 41% se comparados ao mesmo período da legislatura anterior – entre 2011 e 2013 – e quase se iguala ao total de todo o mandato passado (619). O crescimento, porém, não foi acompanhado de um aprimoramento na prestação de contas dos parlamentares que não chegam nem sequer a relatar a programação cumprida fora do País. Levantamento feito pelo Estado com base nos dados publicados pela Câmara encontrou relatórios genéricos, sem qualquer detalhamento ou apresentação dos resultados das missões. A falta de cuidado na forma como se presta – e se fiscaliza – as viagens faz com que haja documentos que só listam a agenda predeterminada para o roteiro, sem fotos dos encontros, nomes das autoridades visitadas ou a relevância das reuniões para a atividade legislativa desenvolvida no Brasil. A assessoria da presidência da Câmara, responsável por autorizar os deslocamentos internacionais, não explicou o motivo do aumento das viagens e dos gastos com diárias ou as despesas com passagens aéreas. O órgão orientou o Estado a pedir os dados pela Lei de Acesso à Informação, o que já foi solicitado. A Câmara liberou, ao todo, a ida a 107 cidades, em 54 países diferentes. No ranking dos destinos mais visitados estão Nova York, Genebra, Paris, Roma, Bruxelas, Londres e Washington (veja quadro nesta página). Mas há exemplos também de roteiros realizados em Nassau, nas Bahamas; Addis Abeba, na Etiópia; Praga, na República Checa; e Baku, no Azerbaijão. Para o professor de Ética e Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano, a informação do que os parlamentares fizeram em viagens deveria ser mais bem detalhada e transparente. “Em se tratando de dinheiro público, um centavo é um tesouro. Não há o direito de não prestar contas de tudo o que você gastou. Do ponto de vista ético, é preciso prestar contas não apenas formais, ‘eu gastei tanto’ e ‘fiz aquilo’, mas trazer os resultados parciais do que foi discutido para distribuir aos seus pares e à sociedade.” Romano também questionou necessidade das agendas no exterior. “Graças à tecnologia, você tem condição de estar online e não presencialmente. O último recurso é a viagem física. Outro ponto: você não precisa de uma comitiva de grande porte, com dez deputados”, disse o professor da Unicamp.

Estadão

19 de novembro de 2017, 08:15

BRASIL Ficaria contente se Meirelles fosse candidato em 2018, diz Kassab

Foto: Agência Brasil

Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou há pouco ao Estadão Broadcast, que seu partido, o PSD, aguarda para o momento certo a decisão sobre a candidatura à Presidência da República, nas eleições do ano que vem, do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “O Henrique Meirelles tem dito que não é candidato, mas é um presidenciável, uma pessoa muito bem preparada, ficaremos muito contentes se ele for o candidato”, afirmou ao sair de um encontro com o presidente Michel Temer em sua residência em São Paulo no qual acompanhava o ex-senador Jorge Bornhausen (PSD-SC). Segundo ele, o ministro da Fazenda, que é filiado ao PSD, tem dito que irá refletir muito e, no momento certo, vai anunciar sua decisão. Indagado sobre se o encontro com Temer na manhã deste sábado versou a respeito das eleições de 2018, Kassab sorriu e respondeu: “Quando três políticos se encontram fala-se sobre tudo.” Sobre suas atividades no governo Temer, Kassab afirmou que está bastante concentrado na gestão de sua pasta. No entanto, nos bastidores, parlamentares do PSD defendem que o ex-prefeito de São Paulo volte a chefiar o Ministério das Cidades para ocupar a vaga deixada por Bruno Araújo, que pediu demissão no início desta semana.

Estadão

19 de novembro de 2017, 08:00

BRASIL ‘Povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário’, afirma Lula

Foto: André Dusek / Estadão

Ex-presidente Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência, disse neste sábado, 18, em Diadema, região do ABC, que “salário não é renda” e, portanto, o “povo” não deve pagar Imposto de Renda sobre seus vencimentos. Para o petista, a tributação deve recair sobre os “ricos”. “Salário não é renda, portanto o povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário. Quem tem que pagar Imposto de Renda é rico”, disse o ex-presidente no início da tarde de hoje. Lula não entrou em detalhes sobre a proposta mas citou como exemplos categorias profissionais que conseguem negociar aumentos salariais, mas viram alvo da Receita. “Os coitados dos metalúrgicos, químicos, gráficos, fazem um acordo para receber um aumento de salário e, quando vem o aumento, a Fazenda leva tudo”, disse o petista. O ex-presidente fez o comentário imediatamente depois de prometer revogar feitos da gestão Michel Temer como a mudança do modelo de concessão do pré-sal. “Eu vou voltar e se eu ganhar a gente vai revogar tudo isso”, disse Lula que também não especificou quais atos da atual administração pretende revogar. Lula participou neste sábado de um ato em comemoração aos 35 anos da vitória do PT na eleição para a prefeitura da cidade de Diadema. Em 1982, quando o partido tinha apenas um ano de existência, o então petista Gilson Menezes, egresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, venceu as eleições levando o PT a ocupar pela primeira vez um posto no Executivo.

Estadão

19 de novembro de 2017, 07:45

BRASIL Ex-assessor de Geddel e Lúcio diz ter feito ‘coletas’ de dinheiro na Odebrecht

Foto: Divulgação

Lúcio e Geddel Vieira Lima

O ex-assessor parlamentar do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão, afirmou em depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que fez “coletas de dinheiro em espécie” na sede da Odebrecht em Salvador (BA). Ele disse ter ido “cerca de 5 ou 6 vezes” na sede da empreiteira onde esteve “com uma senhora de nome Lúcia com quem pegou dinheiro em espécie nessas ocasiões”. As coletas foram feitas a pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima e de Lúcio, segundo depoimento ao qual o Estado teve acesso. Segundo Brandão, Lúcio orientou que ele procurasse a “sua xará no prédio da Odebrecht”. Ele foi informado de que o dinheiro eram “doações de campanha”. Lúcia da Odebrecht era Maria Lúcia Tavares, delatora e ex-secretária do Setor de operações estruturadas da Odebrecht. O depoimento dela que levou a Lava Jato ao chamado ‘departamento de propina’ da empreiteira baiana. Job Brandão tem intenção de fazer um acordo de colaboração premiada. Ele virou alvo da Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos R$ 51 milhões encontrados. O ex-ministro e o deputado Lúcio Vieira Lima são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro. Lúcio Vieira Lima é alvo de um dos inquéritos abertos com base na delação de executivos da Odebrecht, suspeito de ter recebido R$ 1 milhão da empreiteira para ajudar na aprovação de legislação favorável aos interesses da companhia. O nome de Geddel também é um dos citados em depoimentos de executivos da Odebrecht, sob suspeita de recebimento de propina enquanto esteve à frente do Ministério da Integração Nacional. Recentemente, o também delator Lúcio Funaro afirmou em acordo de colaboração premiada que o presidente Michel Temer dividiu com Geddel propina da Odebrecht. O presidente nega envolvimento em qualquer irregularidade.

Estadão

19 de novembro de 2017, 07:30

BRASIL Geddel orientou destruição de documentos durante prisão domiciliar, diz ex-assessor

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Geddel Vieira Lima

O ex-ministro Geddel Vieira Lima orientou a realização de destruição de provas durante período em que esteve em prisão domiciliar. A informação foi prestada pelo ex-assessor parlamentar do irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão. À Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) ele disse que “auxiliou na destruição de anotações, agendas e documentos” a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos dois. Os documentos, segundo ele, foram colocados em sacos de lixo e descartados e uma parte foi picotada e jogada na descarga do vaso sanitário. Geddel ficou em prisão domiciliar entre julho e setembro, depois de ser liberado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em 8 de setembro, no entanto, ele voltou a ser preso depois de a PF descobrir um endereço em Salvador com o equivalente a R$ 51 milhões em dinheiro em espécie, ligados ao ex-ministro segundo as investigações. O depoimento de Brandão, ao qual o Estado teve acesso, foi prestado na última terça-feira, 14. Ele virou alvo da Operação Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos R$ 51 milhões encontrados. O ex-ministro e o deputado Lúcio Vieira Lima são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro. A defesa de Geddel Vieira Lima e do deputado Lúcio Vieira Lima não retornou contato da reportagem até o momento. Procurado pelo Estado, Marcelo Ferreira, advogado de Job, declarou que “tem uma especial preocupação com a segurança de Job e que tem por objetivo demonstrar que sua condição de vida é totalmente incompatível com a renda de um secretário parlamentar … que é vítima da situação e que, além da liberdade de Job, pretende buscar, judicialmente, o ressarcimento dos valores de seu salário que era obrigado a repassar à família Vieira Lima”.

Estadão

19 de novembro de 2017, 07:15

BRASIL Ex-assessor diz que guardava dinheiro vivo em closet da mãe de Geddel

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Geddel Vieira Lima

O ex-assessor parlamentar do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão, afirmou em depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que dinheiro em espécie era guardado em malas e caixas no closet da mãe do parlamentar e do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Segundo Job Brandão, a família “possuía muito dinheiro guardado no apartamento de Marluce Vieira Lima”, em Salvador. A pedido de Geddel e de Lúcio, Job realizava a contagem de dinheiro quando as notas chegavam no apartamento em Salvador. O dinheiro, segundo ele, ficava guardada no closet do quarto da mãe dos irmãos Vieira Lima, em caixas e malas até o início de 2016. Ele contou que quando o pai de Lúcio e Geddel morreu, no entanto, o dinheiro foi levado para outro lugar. O ex-assessor disse que não tinha conhecimento do local até a busca e apreensão feita em setembro deste ano na Operação Tesouro Perdido. Ele disse que nunca esteve no apartamento onde a Polícia Federal encontrou o equivalente a R$ 51 milhões em dinheiro vivo, mas pela foto “as caixas e uma das malas pretas se assemelham com as que costumavam ficar guardadas” no apartamento da mãe de Geddel e Lúcio. Job Brandão tem intenção de fazer um acordo de colaboração premiada. Ele virou alvo da Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos R$ 51 milhões encontrados. O ex-ministro e o deputado Lúcio Vieira Lima são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro. O ex-assessor afirmou em depoimento à PF ao qual o Estado teve acesso que só viajou uma vez a Brasília e que sequer esteve na capital do País para a posse no cargo, tendo feito isso por meio de procuração. Durante todo o período, segundo ele, “nunca trabalhou efetivamente como Secretário Parlamentar, mas tão somente trabalhava para a família Vieira Lima, prestando todo tipo de serviço no interesse da família”. Job Brandão disse aos investigadores que devolvia parte do salário à família. No início, segundo ele, o acerto era que ele ficasse com o correspondente a 2 salários mínimos e meio, mais o auxílio alimentação que recebia como Secretário Parlamentar. Depois, no entanto, houve um aumento. Job contou que recebia R$ 3.780 do total de R$ 11.800 do cargo. A “sistemática” começou a ser aplicada com o motorista da família, que, segundo ele, também era secretário parlamentar. Quem controlava os pagamentos era uma terceira secretaria parlamentar que na verdade prestava serviços para a família. Segundo o ex-assessor, ele chegou a ser chamado ao apartamento de Lúcio Vieira Lima para “contar dinheiro em espécie” e que já recebeu “diversas vezes” dinheiro vivo das mãos de Elísio Santana, “ligado ao PMDB da Bahia”. Ele afirmou que quando contava o dinheiro recebido de Santana normalmente chegava até a R$ 500 mil, em entregas entre 2010 e 2011.

Estadão

19 de novembro de 2017, 07:00

BRASIL Manchetes do Dia

– A Tarde: Cresce oferta de trabalho temporário na Bahia

– Correio*: Isso é coisa de preto

– Estadão: Deputados viajam mais, mas prestação de contas é falha

– Folha de S. Paulo: Sites de compras oferecem descontos que não existem

– O Globo: Inflação menor libera R$ 7,8 bi para consumo

18 de novembro de 2017, 18:27

BRASIL Alexandre Baldy deve ser novo ministro das Cidades

Foto: Alexssandro Loyla

Deputado Alexandre Baldy (GO) foi do PSDB, está no Podemos e pode ir para o PP

O deputado federal Alexandre Baldy (GO) deve ser anunciado nos próximos dias como novo ministro das Cidades, em substituição a Bruno Araújo. A informação foi confirmada pela Agência Estado por pelo menos três fontes, entre elas um auxiliar do presidente Michel Temer. Para assumir o cargo, Baldy se filiará ao PP, partido com a quarta maior bancada da Câmara e que pressiona Temer por mais espaço no governo. O parlamentar, que tem 37 anos, era filiado ao Podemos, mas já tinha decidido deixar o partido, após ser destituído da liderança da legenda na Casa, em agosto deste ano. O nome de Baldy para Cidades foi definido neste sábado, 18, durante reunião entre Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O parlamentar fluminense foi um dos principais articuladores da nomeação de Baldy, que está no primeiro mandato como deputado federal. O futuro ministro das Cidades é um dos aliados mais próximos de Maia na Casa. A nomeação agrada aos principais partidos do Centrão, grupo do qual o PP faz parte, além de PR, PSD e PRB. “É um nome que agrada a todo mundo”, afirmou o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA). “É um parlamentar querido”, declarou o deputado Marcos Montes (MG), líder do PSD na Casa. O comando do Ministério das Cidades está vago desde a última segunda-feira, 13, após o então titular da Pasta, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), pedir demissão. Ao deixar o cargo, o tucano alegou não possui mais apoio interno no PSDB para permanecer no cargo. O PSDB já anunciou que vai desembarcar do governo Temer até dezembro. Outras legendas da base também cobiçavam o controle de Cidades, entre elas, PMDB, PSD e DEM. Apesar de possuir apenas o 11º orçamento da Esplanada (R$ 10,1 bilhões), a Pasta é cobiçada porque comanda programas com impacto direto nas bases eleitorais como construção de moradias, redes de esgoto e transportes urbanos. Para resolver a disputa, Temer deve dividir o controle do Ministério. Pela negociação, não haverá “porteira fechada”, que, no jargão político, significa distribuição de todos os cargos de um Ministério para um só partido. A ideia é dividir os cargos de ministro e o comando das secretarias de Habitação e Saneamento, as principais da Pasta.

Estadão Conteúdo