20 de julho de 2019, 11:00

BRASIL FHC: “É o centro político de que precisamos, o resto sobra”

Foto: Leo Martins/Estadão

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

Fernando Henrique Cardoso foi ao Twitter na manhã deste sábado (20) e fez uma nova convocação para que as forças políticas de centro se organizem no Brasil. O ex-presidente citou a entrevista de Edmar Bacha ao programa Roda Viva, exibido na última segunda-feira (15) — o economista participou da equipe que criou o Plano Real durante o governo de Itamar Franco, do qual FHC foi ministro da Fazenda. “Edmar Bacha, no último Roda Viva, fala de liberalismo progressista. Nada de centro amorfo: perseverar para crescer com tecnologia e redistribuição de renda. São bases da democracia moderna: liberdade e inclusão”, tuitou o tucano. “É o centro político de que precisamos. O resto sobra. Mãos à obra!”. As informações são do site O Antagonista.

20 de julho de 2019, 10:40

SALVADOR Neto celebra memória de ACM nas redes sociais

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O prefeito ACM Neto (DEM)

O prefeito ACM Neto (DEM) foi às redes sociais celebrar a memória do avô, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, que neste sábado (20) completa 12 anos de morto. “Hj, além de ser o #DiadoAmigo, também é a data em que lembramos do falecimento de meu avô. ACM, sem dúvidas, era um homem que sabia o sinônimo de amizade e entrega. Ele sempre soube ser um grande amigo para cada um de nossa família e também para toda a Bahia, a razão da sua vida”, escreveu o prefeito de Salvador. O ex-senador ACM morreu aos 79 anos, em decorrência de falência de múltiplos órgãos.

20 de julho de 2019, 10:20

ECONOMIA Para analistas, alto endividamento vai limitar efeitos de saques do FGTS

Foto: Amanda Perobelli/Estadão

Liberação dos saques do FGTS pode impulsionar crescimento em até 0,4 ponto porcentual.

De modo geral, os analistas do mercado financeiro acham positiva a liberação do saque de contas ativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que deve ser anunciada pelo governo na próxima semana. No entanto, eles fazem a ressalva de que o alto nível de endividamento das famílias deve limitar os efeitos positivos para o varejo. E as construtoras não devem ser prejudicadas. Para Mario Roberto Mariante, analista da Planner Corretora, é preciso esperar os detalhes sobre como serão as regras para os saques. Mas ele lembra o grande número de pessoas endividadas no País. “Com isso, pode-se imaginar que parte dos recursos liberados irão para o pagamento de dívidas atrasadas. Também teremos uma parte direcionada ao consumo, e outra para alguma poupança”. Na opinião de Pedro Galdi, da Mirae Asset, muitas famílias devem “arrumar a casa” com os recursos. Ele diz ainda que mesmo a parte direcionada ao consumo terá efeito temporário na economia. Em relação às construtoras, ele ressalta que o governo mudou o discurso após as reclamações dos empresários. “Vamos ver o que eles irão oferecer para o sistema habitacional como troca, já que o interesse do governo é colocar dinheiro na economia para um pré-aquecimento, enquanto as reformas não se finalizam ou impactam a economia”, completa Galdi. Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, chama o plano de “movimento meramente episódico”. Para ele, os saques das contas ativas terão efeito limitado na recuperação da economia. “É claro que o setor varejista será beneficiado, mas os resultados não devem se alterar muito. O mesmo acontece com o setor de construção, que já vinha melhorando com desova de imóveis e maior volume de lançamentos. A garantia do Minha Casa Minha Vida deixou os construtores mais tranquilos”, afirma. Ricardo Peretti, estrategista de Pessoa Física da Santander Corretora, tem uma visão mais otimista sobre a iniciativa do governo. Ele lembra que a liberação de saques de contas inativas do FGTS, no segundo semestre de 2017, teve impactos importantes no varejo. “Embora as regras ainda não estejam definidas, acreditamos que a iniciativa terá um efeito prático positivo para as vendas das varejistas, tanto de vestuário quanto de itens mais discricionários. Indiretamente, as operadoras de shoppings, como Iguatemi e Multiplan, também podem se beneficiar do aumento do tráfego de consumidores em suas lojas”, explica Peretti. Para Sandra Peres, analista da Coinvalores, há um risco para o financiamento de imóveis voltados para a população de baixa renda. “Por outro lado, o setor de varejo tende a ter melhor performance de vendas, dada a maior propensão ao consumo com o resgate destes recursos”, opina a analista. Em relação às carteiras recomendadas para a próxima semana, a Guide Investimentos fez uma alteração, com a saída de Duratex ON e a inclusão de Bradesco PN. A Mirae também inseriu Bradesco PN em sua lista, e fez mais duas mudanças, com as entradas de Fleury ON e Usiminas PNA. A MyCap também fez três alterações, com as inserções de Usiminas PNA, IRB Brasil Re ON e Taesa Unit. A Modalmais colocou CSN ON e Copasa ON em sua carteira. A Planner também fez duas mudanças, com as entradas de Neoenergia ON e Sanepar Unit.

Estadão Conteúdo

20 de julho de 2019, 10:00

BRASIL No Twitter, Ciro Gomes chama Bolsonaro de “Magda das milícias”.

Foto: Hélvio Romero/Estadão

Ciro Gomes

O candidato derrotado ao Planalto em 2018, Ciro Gomes (PDT), criticou alguns dos comentários feitos pelo presidente na sexta-feira (19). “Cala a boca, ‘Magda das milícias’! ‘Não existe fome no Brasil’, ‘vai privilegiar o filho’, chama de ‘Paraíba’ toda uma região com mais 30 milhões de habitantes, ataca um dos melhores governadores e, irresponsavelmente, determina perseguição ao povo de um Estado”, tuitou Ciro. A expressão “Cala a boca, Magda” ficou imortalizada no humor brasileiro no programa “Sai de Baixo”, exibido pela TV Globo entre 1996 e 2002. A frase era dita pelo personagem Caco Antibes, interpretado por Miguel Falabella, para a sua esposa, Magda (Marisa Orth), que cometia muitos erros ao se expressar. As informações são do site O Antagonista.

20 de julho de 2019, 09:41

BRASIL Carlos Bolsonaro critica evento feito por porta-voz

Foto: Reprodução

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ)

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, voltou ontem ao Twitter para criticar integrantes do governo. Na rede social, Carlos disse que os eventos que têm reunido o presidente e jornalistas durante café da manhã são usados pela imprensa para “prejudicá-lo”. A agenda é organizada pela equipe do porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, e já foi alvo de críticas públicas do secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten. “Por que o presidente insiste no tal café da manhã semanal com ‘jornalistas’? Absolutamente tudo que diz é tirado do contexto para prejudicá-lo. Sei exatamente o que acontece e por quem, mas não posso falar nada porque senão é ‘fogo amigo’. Então, tá, né?! O sistema não parará!”, publicou o vereador, depois do primeiro encontro do presidente com correspondentes estrangeiros. O café da manhã tem sido realizado desde fevereiro, em geral às sextas-feiras. Wajngarten não participa. O porta-voz, sim, inclusive dividindo a mesa com o presidente, ministros palacianos e os jornalistas. Ontem, correspondentes de veículos de imprensa estrangeiros participaram do encontro. No fim de maio, o chefe da Secom fez críticas públicas ao encontro e disse que ainda pretendia corrigir equívocos na comunicação. “Esses cafés da manhã, que eu herdei, não participei de nenhum ainda, a gente poderia otimizar e diminuir o quórum para o presidente ter contato mais próximo com todos os jornalistas. Entendo que fazer um café da manhã com 12, 14 jornalistas fica muito vazio, não dá para ele interagir e as pautas não têm objetivo”, afirmou Wajngarten durante audiência no Senado. O gabinete do porta-voz assumiu a liderança dos encontros por um vácuo na Secretaria de Imprensa do Planalto. Procurado, Rêgo Barros não quis se manifestar sobre a postagem de Carlos.

Estadão Conteúdo

20 de julho de 2019, 09:20

BRASIL Líderes da Câmara resistem em incluir estados e municípios em PEC paralela da reforma

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Plenário da Câmara dos Deputados

Líderes partidários da Câmara dos Deputados resistem em incluir estados e municípios na reforma da Previdência mesmo que isso seja feito em uma outra proposta de emenda constitucional, a PEC paralela que vem sendo desenhada no Senado. Para não contaminar o texto principal, que já foi aprovado em primeiro turno na Câmara e passará por uma segunda votação na Casa em agosto, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da proposta no Senado, pretende fazer alterações em uma nova PEC. Se as eventuais mudanças forem feitas na proposta original, o texto tem que voltar à Câmara, aumentando o risco de se derrotar em nova votação em plenário o que já foi aprovado. A PEC paralela começará a tramitar no Senado, mas depois precisará passar pela Câmara, onde há resistência de deputados, que não querem arcar sozinhos com o ônus político de aprovar a reforma impopular. A oposição começa no partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O líder da sigla que tem 54 deputados, Delegado Waldir (PSL-GO), disse que, se não houver empenho dos governadores, eles serão derrotados. “É muito estranho governadores ou seus antecessores terem quebrado o país e, agora, desesperados, [estão] atrás da reforma da Previdência. Eles não têm culhão, não? Não têm o controle de suas bancadas estaduais? Não querem enfrentar policiais civis, militares, professore, servidores públicos? Querem jogar tudo no colo da Câmara?”, afirmou Waldir à reportagem. Primeiro vice-líder do PL (39 deputados) e presidente da comissão especial que analisou a reforma antes de ela seguir para o plenário da Câmara, o deputado Marcelo Ramos (AM) disse que, apesar de a PEC paralela não atrapalhar o texto principal, não acredita, hoje, em chances de aprovação. “Ainda não vejo clima para aprovar isso na Câmara por conta de disputas locais e de professores e policiais”, disse Ramos, apesar de afirmar que vai trabalhar para sensibilizar os colegas, caso a emenda seja aprovada no Senado. O líder do Podemos (11 deputados), José Nelto (GO), diz que a PEC é natimorta. “Esta questão já está pacificada, foi rejeitada na Câmara. Cada governador e cada prefeito tem que ter sua contribuição com o Brasil, tem que ter responsabilidade. Tudo aqui é o Congresso que vai ter resolver para os estados e municípios? Prefeitos e governadores só querem bônus, não querem ônus em hora nenhuma”, disse Nelto. Autor de uma das emendas que retirou estados e municípios da reforma previdenciária, o líder do Cidadania, Daniel Coelho (PE), acredita ser pouco provável que a Câmara aprove uma proposta com efeito automático para servidores estaduais e municipais. Uma alternativa, para reduzir as resistências, seria prever que os governadores e prefeitos tenham que chancelar as novas regras de aposentadorias em suas respectivas assembleias. “Mas, para isso, seria necessário um engajamento real de governadores e prefeitos a favor da PEC”, disse Coelho. Líder de uma bancada de 34 deputados, Baleia Rossi (MDB-SP) diz achar que, com o texto principal aprovado, é possível ao menos se discutir o ingresso de estados e municípios. “É uma discussão que precisa ser feita. Se tivesse a inclusão de estados e municípios [na PEC original], não teríamos o sucesso que tivemos na votação”, disse Baleia. No primeiro turno, a reforma da Previdência foi aprovada por 379 votos a 131. Como se trata de uma alteração na Constituição, é preciso que se faça uma segunda votação. No Senado, a votação também é em dois turnos. Para Augusto Coutinho (PE), líder do Solidariedade, partido com 14 deputados, há um ambiente melhor agora, com a aprovação do texto principal, mas seria mais fácil se houvesse outras duas PECs, uma para estados e outra para municípios. “Não sei se passa, mas é mais palatável”, afirma o parlamentar. Uma ideia semelhante é defendida pelo presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Glademir Aroldi, que já tem se reunido com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para articular a PEC paralela. Para Aroldi, o texto deveria prever o efeito da reforma para estados e municípios, porém em artigos separados. Assim, os deputados e senadores poderiam preservar uma parte da PEC e derrubar outra, se o Congresso não quiser uma reforma ampla. Até mesmo no Senado, onde a proposta de PEC paralela está sendo gestada, há opiniões divergentes. A presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), defende que a proposta de emenda apenas crie um dispositivo para que prefeitos e governadores façam suas reformas por conta própria, via lei complementar. “Os estados têm que assumir suas responsabilidades. Eles não querem o desgaste”, disse Tebet.

Folhapress

20 de julho de 2019, 09:00

BRASIL Direita já se articula para eleições de 2020 no Rio

Foto: Ex-ministro Gustavo Bebianno articula se filiar ao DEM ou ao PSDB

Com o interesse manifestado pelo ex-ministro Gustavo Bebianno em concorrer à Prefeitura do Rio em 2020, a direita inicia a disputa pelo eleitorado conservador da cidade. Na eleição do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro – que rompeu com Bebianno – teve 58% dos votos dos cariocas no primeiro turno e chegou a 68% no turno seguinte, quando enfrentou o petista Fernando Haddad. Bebianno poderá ter como concorrente um deputado estadual identificado com o bolsonarismo. O PSL, partido do presidente, já anunciou a pré-candidatura de Rodrigo Amorim, que na campanha passada quebrou uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Visto como um aliado de Bolsonaro, mas tentando marcar posição para uma eventual disputa à Presidência em 2022, o governador Wilson Witzel (PSC) ainda não anunciou oficialmente apoio a nenhum nome. No episódio da quebra da placa, Witzel estava ao lado de Amorim. Segundo o jornal O Dia, o deputado foi convidado pelo governador, nesta semana, para deixar o PSL e se filiar ao PSC, mas recusou. Há ainda o próprio prefeito Marcelo Crivella (PRB), que, apesar das críticas à sua gestão, poderia se lançar à reeleição contando com a máquina pública e com o eleitorado evangélico. “Bolsonaro teve uma votação extraordinária na cidade. Bebianno talvez esteja tentando pegar um pouco desse capital político, e também o Amorim. Mas não vejo neles ainda uma candidatura competitiva”, afirma o cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio. Mais ao centro, existe a possibilidade de o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) tentar voltar ao cargo. Nas redes sociais, ele tem feito críticas constantes a Crivella, que vão de comentários sobre atos administrativos à frente da Prefeitura até a suposta falta de “carioquismo” do prefeito – que já falou, por exemplo, em cortar recursos públicos para a o carnaval na cidade. Analistas chamam a atenção, porém, para o fato de o nome de Paes ter sido citado por delatores na Lava Jato, por supostamente ter recebido recursos de caixa dois para campanhas anteriores. Ele nega as suspeitas. A operação levou para a prisão todos os caciques do MDB fluminense, seu antigo partido. “Com o Paes na disputa, eu não tenho espaço (no DEM)”, afirmou Bebianno ao Estado. Ele deve decidir até outubro se vai se filiar ao partido de Paes ou ao PSDB, agora comandado no Rio pelo empresário Paulo Marinho. Também rompido com o governo Bolsonaro, Marinho tem tentado fortalecer os tucanos na cidade. “Gosto tanto do DEM quanto do PSDB”, afirmou o ex-ministro. Ele prega a união de candidatos com visões parecidas a fim de evitar a repetição de um segundo turno entre Crivella e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), que pode concentrar o apoio dos partidos de esquerda. Hoje vereador, o ex-prefeito Cesar Maia, presidente do DEM no Rio, não confirma suas preferências para o pleito. “Há dois novos elementos que exigem se ter paciência. Um é a proibição de coligação na eleição de vereadores. Outro é março, quando serão abertas as janelas para as mudanças de partidos. Aguardemos”, disse. A esquerda sinaliza uma aliança em torno de Freixo, que tenta chegar à Prefeitura pela terceira vez. Deve ser a primeira vez, porém, que ele deve contar com PT e PCdoB na sua base aliada. Das legendas de esquerda, o PSOL é a única que nunca compôs a coalizão de Paes ou do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), hoje preso em Bangu 8. A aliança, no entanto, não é a opção favorita de siglas que se consideram mais moderadas que o candidato do PSOL, como o PSB e o PDT. A visão desses partidos é de que Freixo de fato tem um recall maior e partiria de um porcentual mais alto de votos. Mas, num eventual segundo turno, seria novamente um candidato fácil de ser derrotado. Pelo PSB, quem poderia entrar na disputa é o deputado federal Alessandro Molon, líder da oposição na Câmara. Entre os trabalhistas, a deputada estadual Martha Rocha, delegada da Polícia Civil, é a opção. Para Ricardo Ismael, o político do PSOL precisaria ir além da aliança com PT e PCdoB, e apostar também no eleitorado de centro e os evangélicos.

Estadão Conteúdo

20 de julho de 2019, 08:41

BAHIA TCU condena três ex-prefeitos baianos a devolver R$ 1,6 milhão aos cofres públicos

Foto: André Dusek/Estadão

Tribunal de Contas da União (TCU)

Em apenas uma semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) condenou três ex-prefeitos baianos da base aliada e da oposição ao pagamento de multas e ressarcimentos no montante total de aproximadamente R$ 1,6 milhão por irregularidades em contratos financiados com verbas do governo federal. Da lista, a maior penalidade da Corte foi aplicada a Jailton Macedo (PT), que governou o município de Cipó de 2005 a 2012. De acordo com decisão do tribunal, ele terá que devolver ao erário R$ 570 mil, referentes a repasses da Caixa Econômica para a construção do sistema de drenagem sustentável da cidade, além de mais R$ 315 mil em ltas. A segunda maior punição do TCU foi imposta à ex-prefeita de Araci Maria Edneide Torres Pinho, a Nenca, eleita pelo DEM para comandar o município em 2008. Por uso irregular de verbas destinadas pelo Ministério da Integração Nacional para a reconstrução de casas populares e recuperação de estradas vicinais, Nenca foi condenada a pagar ao todo R$ 272,6 mil. Dos três casos da Bahia que geraram condenação do TCU esta semana, o mais antigo tem como protagonista o ex-prefeito de Piraí do Norte Edivaldo Manoel, que se elegeu pelo PTB em 1998. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o político recebeu R$ 163 mil da Fundação Nacional da Saúde para construir sistema de esgotamento sanitário para a população de baixa renda em 150 unidades habitacionais. No entanto, fiscais da Controladoria-Geral da União só encontraram 80 delas. O dinheiro que serviria para o restante das obras, acusou o MPF, foi desviado e usado de modo indevido pelo ex-prefeito. As informações são do jornal Correio*

20 de julho de 2019, 08:20

BRASIL Frequente na campanha, combate à corrupção ‘some’ do Twitter de Bolsonaro

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Bolsonaro não comentou na rede decisão que atendeu a pedido de Flávio

O combate à corrupção foi um dos principais temas no Twitter de Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral que o levou à Presidência, no ano passado. Depois de assumir o poder, porém, o assunto perdeu espaço em sua timeline e, segundo levantamento no perfil do presidente, apareceu em apenas 1,4% das postagens. Os dados são do Laboratório de Governo Eletrônico da Universidade de Brasília (UnB), em um projeto coordenado pelo professor Francisco Brandão. Ao todo, foram 68 tuítes, de um total de 1.378 publicações, que trataram sobre corrupção entre julho e dezembro de 2018, o que representou 4,9%. Já nos seis primeiros meses de governo, o número de postagens com termos ligados ao tema caiu para 20 dentre 1.388. Proporcionalmente, três vezes menos. O índice do início de 2019 é o menor dos últimos seis semestres. Os dados mostram também uma inversão dos temas prioritários do presidente. No segundo semestre de 2018, corrupção e Lava Jato receberam mais menções do que assuntos ligados a economia, emprego, religião, educação e PT. Esses temas, na primeira metade deste ano, receberam mais destaque que corrupção – sobretudo por causa da reforma da Previdência. Dos temas que privilegiava na campanha, Bolsonaro segue enfatizando segurança pública e armamento da população. Um dos motivos é a edição de decretos que facilitam a posse e o porte de armas, bem como a apresentação do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao Congresso. “Ele tem falado menos sobre corrupção e dado preferência a temas que causam mais atenção na sociedade ou que polarizem. Como presidente, é preciso falar de mais assuntos. Percebe-se uma troca da pauta da corrupção pela pauta da segurança, além da economia”, disse o professor Francisco Brandão. Procurado, o Palácio do Planalto admitiu que o tema corrupção perdeu espaço, mas argumentou que é inerente à função de presidente tratar de mais assuntos. “Enquanto presidente da República, a variedade de assuntos abordados passou a ter uma abrangência maior, por isso olhando percentualmente nota-se essa diferença. Não houve, entretanto, a exclusão de temas relevantes para o País”, afirmou o Planalto em nota. No passado, o receio de que decisões do Supremo Tribunal Federal pudessem atrapalhar o combate à corrupção levou Bolsonaro às redes sociais. Em maio de 2017, por exemplo, ele postou um vídeo no qual dizia que a Corte poderia dar um xeque-mate na Lava Jato se passasse a proibir a prisão de condenados em segunda instância. Agora no poder e com um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), sob investigação do Ministério Público do Rio, o presidente nada postou sobre a recente decisão do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, que paralisou investigações em todo o País. A suspensão atendeu a um pedido feito pela defesa de Flávio. Nesta sexta, o presidente defendeu a medida de Toffoli. Procuradores que integram a Lava Jato, porém, mais uma vez viram na decisão de Toffoli uma ameaça às investigações. Em nota conjunta, as forças-tarefa de Rio, São Paulo e Curitiba relataram “grande preocupação”. Aliado de Bolsonaro, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), disse que comentar a decisão de Toffoli seria delicado para o presidente. “É porque dói no calo dele. Ele está entre o amor e o direito”, afirmou. Embora Waldir se diga pessoalmente contrário à decisão de Toffoli, ele disse que não é só o presidente que evitou falar sobre o assunto. O tema, segundo ele, nem sequer foi discutido nos grupos de WhatsApp dos parlamentares do PSL, em sua maioria eleitos sob a bandeira do combate à corrupção.

Estadão Conteúdo

20 de julho de 2019, 08:00

BRASIL Cid Gomes defende Tabata Amaral no PDT

Foto: Ed Ferreira/Estadão

O senador Cid Gomes (PDT-CE)

O senador Cid Gomes (CE) acha que o PDT deveria ter uma “dose de boa vontade” para com Tabata Amaral, que votou a favor da reforma da Previdência, contra a orientação do partido. Segundo o irmão de Ciro Gomes, a deputada ainda é nova na política e “sem traquejo”. Porém, para Cid, Tabata deve ter a humildade de se comprometer a seguir as orientações partidárias daqui para frente. “Se ela tinha posição contrária, há instâncias às quais ela poderia ter recorrido internamente”, diz ele. É um apoio político peso-pesado para a parlamentar. Cid também propõe um tratamento diferenciado a Tabata porque o voto dela não foi fisiológico. “Quem vendeu o voto ao governo, por cargo ou emenda, deve ser expulso do PDT. Ao que me consta, não foi o caso de Tabata”. Para Cid, no entanto, o momento é de fortalecer os partidos. Para o senador, isso só vai acontecer quando os eleitores souberem de fato qual é o posicionamento de cada legenda sobre cada assunto.

Estadão

20 de julho de 2019, 07:40

BRASIL Ser o pior governador na visão de Bolsonaro é uma honraria, diz Flávio Dino

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)

“Em um dia, ele atacou Míriam Leitão, desprezou a fome – contrariando a ciência e o senso comum, pois basta andar na rua –, e chamou os governadores do Nordeste de ‘paraíbas’. A cabeça dele é movida pelo confronto, e o coração, infelizmente, está possuído de ódios”. Esta foi a reação do governador Flávio Dino (PC do B-MA) às falas controversas de Jair Bolsonaro. Criticado pelo presidente, concluiu: “Só sei que sou o pior dos gestores na visão dele, o que para mim é uma honraria”. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, Dino diz que ele e os demais governadores da região vão aguardar manifestação do Planalto sobre o vídeo no qual Bolsonaro aparece fazendo críticas aos gestores nordestinos. “Como não conhecemos o contexto, fica até difícil entender”, explica. Antes de iniciar café da manhã com jornalistas, na sexta (19), o presidente cochichou com Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Um microfone captou o áudio. Há ruídos, mas é possível detectar que o presidente usa a expressão “governadores de Paraíba” e, em seguida, afirma que “o pior [inaudível] o do Maranhão”. Depois, de maneira clara, diz: “Não tem que ter nada para esse cara”. Ainda segundo a publicação, para Dino, que foi juiz federal e presidente da associação que representa esta classe de magistrados, confirmada a referência pejorativa à região, Bolsonaro pode ter incorrido em crime de preconceito regional, equiparado ao de racismo. Há, ainda, na ordem dada para “não ter nada para esse cara”, espaço para apontar desvio de finalidade na gestão por quebra de impessoalidade. No mesmo evento, Bolsonaro afirmou que “falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira” e usou informações falsas ao falar da jornalista Míriam Leitão. Nesta semana, bolsonaristas conseguiram impedir que ela participasse de uma feira do livro em SC.

20 de julho de 2019, 07:20

ECONOMIA Reforma da Previdência leva risco país ao menor nível em 5 anos

Foto: Gabriela Biló/Estadão

Reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados

Com a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados e a previsão de que o texto passe em segundo turno sem dificuldades, a percepção de risco do investidor internacional sobre o Brasil caiu para o menor patamar em quase cinco anos. O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, espécie de termômetro do risco país, era negociado na sexta-feira, 19, em 128 pontos, patamar que não era registrado desde setembro de 2014 – quando o Brasil era classificado como grau de investimento pelas agências de rating. Além do avanço na reforma previdenciária, contribuiu para a redução do risco país o cenário de um mercado internacional mais calmo, com a perspectiva de queda do juro nos Estados Unidos e na Europa. A avaliação do mercado é que o risco de uma crise fiscal diminuiu, ao mesmo tempo em que reduziu a chance de haver uma fuga de recursos para os EUA – o que seria provável caso o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevasse os juros, como considerava fazer no início do ano. “O cenário para os emergentes é melhor agora. O dólar não vai se apreciar tanto, o que ajuda esses países. E, uma vez aprovada a reforma, abre um caminho para outras coisas (reformas) andarem. Podemos começar um círculo virtuoso”, disse o chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch no Brasil, David Beker. Para o economista Leonardo Porto, do Citi, a aprovação da reforma da Previdência num momento de virada no ambiente externo pode colocar o Brasil numa posição privilegiada. Com a provável queda do juro americano, a liquidez mundial deve aumentar e os investidores terão de buscar alternativas. “Esse é o melhor dos mundos para os emergentes, especialmente para o Brasil”, diz Porto. Ele salienta que a reforma é importante para ancorar as expectativas das contas públicas, uma condição necessária para o crescimento. “Mas não é uma panaceia”, destaca. Para convencer os investidores estrangeiros, o Brasil ainda precisa dar sinais de que outras agendas serão implementadas. O economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, ressalta, porém, que a aprovação da reforma em primeiro turno, com um número maior de votos do que o previsto, não garante que outros textos passarão com facilidade. “Foi feito um trabalho (de articulação política) pela Previdência. A base para outras reformas não está tão clara”, diz. Na lista de melhorias necessárias estão medidas para facilitar o ambiente de negócios, reduzir a burocracia e aumentar a produtividade. Tem ainda a reforma tributária, diz o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita. Na avaliação dele, se o País conseguir dar andamento a essas mudanças, terá vantagem em relação aos demais emergentes. “Além da agenda de reformas do Brasil ser bem vista pelos estrangeiros, os desafios dos outros emergentes são mais intensos. Portanto, o País pode ser beneficiado”. A queda do CDS do Brasil tem sido uma das mais rápidas entre os emergentes. Em maio, o CDS brasileiro chegou a encostar em 200 pontos, em meio a ruídos entre o Planalto e o Congresso e ao estresse no mercado internacional com a tensão entre China e EUA. Há um ano, as taxas superaram 300 pontos. Quando a Previdência começou a avançar no Congresso, em junho, as taxas passaram a cair rapidamente. O Brasil hoje tem CDS perto do México (115 pontos), país classificado como grau de investimento. Mas a taxa brasileira ainda está alta em relação a outras economias, como o Chile (36 pontos) e Colômbia (84 pontos). A exceção é a Argentina, que em meio à crise econômica e tensão eleitoral, tem taxa perto de 900 pontos. Com o atual nível do risco país, os investidores atribuem probabilidade implícita de calote do Brasil de 2,1% nos próximos cinco anos. Na Argentina, essa chance é de 15%. Um ex-diretor do Banco Central ressalta que o mercado já estava considerando o Brasil com nota um nível acima na classificação das agências de risco quando o CDS estava na casa dos 180 pontos. Esse movimento se acentuou agora e o país é precificado em “BBB”, ou seja, três níveis acima da nota atual. Na avaliação do economista para América Latina em Nova York da consultoria norte-americana Continuum Economics, Pedro Tuesta, a principal razão por trás da queda do risco país é o avanço da Previdência e a expectativa de que a aprovação vai reduzir os juros, melhorando a nota da dívida do Brasil. Mas a retomada da classificação grau de investimento pode demorar mais tempo. Ele espera o retorno para o seleto grupo de bons pagadores em pelo menos daqui a dois anos. Pesquisa do Bank of America Merrill Lynch feita este mês com investidores internacionais mostra otimismo com o Brasil: 85% acreditam que o País vai reconquistar o selo de grau de investimento, com metade esperando que isso ocorra até 2021, 20% até 2022 e o restante “até 2023 ou além”. Apenas 5% não veem o Brasil voltando a ter essa classificação.

Estadão Conteúdo

20 de julho de 2019, 07:00

BRASIL Quem é o suplente que pode herdar vaga de Eduardo Bolsonaro na Câmara

Foto: Epitácio Pessoa

O médico Vinicius Rodrigues é o suplente do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

A foto de capa do Facebook do médico Vinicius Rodrigues é uma bandeira do Brasil ao lado de um cartaz com a seguinte frase: ‘PT Não”. Em seu perfil, também há uma foto dele ao lado de Jair Bolsonaro e uma postagem em que defende a nomeação do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, para a embaixada Washington, nos Estados Unidos. “Eduardo é a cara do Novo Brasil: preparado, família, conservador, jovem e pronto para crescer”, escreveu ele. Rodrigues é o primeiro suplente do PSL de São Paulo para Câmara dos Deputados. Ou seja: se Eduardo renunciar ao cargo para assumir o posto no EUA, é Rodrigues quem assumirá o mandato de deputado federal, apesar de ter obtido 71,5 vezes menos votos que o atual titular da cadeira. Eduardo foi eleito com a maior votação da história para um deputado federal (1.853.735 votos). Rodrigues, estreante da política, recebeu 25.908 votos – ou 1,4% do titular. Ele não se abala com a diferença. “Se for chamado, vou trabalhar para contribuir com essa mudança que o Brasil está vivendo”, afirmou ao Estado. Morador de Sorocaba, casado e católico, o médico defende a nomeação de Eduardo e atribuiu às críticas que indicação recebeu à uma campanha da esquerda contra o governo Bolsonaro. “O Eduardo é advogado, não é formado pelo Instituto Rio Branco, mas ele vai ser embaixador e não diplomata. Tentam inferiorizar a experiência dele, por ter dito que fritou hambúrguer. Isso é um demérito? Alguém, por fritar hambúrguer, se torna pior do que um embaixador?”, disse. Radiologista, Rodrigues trabalha em três hospitais de Sorocaba, entre eles o Regional, hospital público mantido pelo Estado. São 16 horas por dia, segundo ele. “Começo às 6 da manhã e quase sempre vou até 10 da noite”. Ele afirma que sempre foi muito politizado, mas só depois de formado passou a acompanhar a política. “Na faculdade, fui só representante de classe. Nunca me envolvi com o movimento estudantil porque era, e ainda é, essencialmente um movimento de esquerda”. Em 2013, passou a se reunir com grupos de direita que depois integrariam o Partido Novo. “Ficamos por um breve período, mas logo nos desfiliamos para entrar no PSL”. Nascido em Sorocaba, em 3 de setembro de 1988, ele deixou a cidade aos 18 anos para cursar a Faculdade de Medicina de Marília (Famema), universidade pública estadual. Retornou à sua terra em 2016, com a residência concluída. No ano passado, casou-se com Luciana Sattin, com quem mora no condomínio Vila dos Ingleses, residencial de alto padrão, na zona oeste da cidade. O casal não tem filhos. “Moramos juntos desde 2016”, confidenciou. Ele reconhece que se tornou suplente de deputado beneficiado pela onda do bolsonarismo. Sem participar da vida pública da cidade, obteve cerca de 16 mil votos em Sorocaba – mais que muitos políticos locais de renome – e 4 mil em Votorantim, cidade vizinha. Rodrigues afirma que bancou do próprio bolso a maior parte dos quase R$ 130 mil gastos na campanha. Amigos descrevem o médico, que prefere ser chamado de Dr. Vinícius Rodrigues (“é meu nome na Justiça Eleitoral”) como um jovem idealista e viciado em trabalho. “Sou suspeito para falar porque é meu amigo e comungamos dos mesmos ideais, mas ele é um jovem de ótima formação, um profissional excelente e dedicado. Acredito que, no parlamento, vai fazer muito por Sorocaba”, disse o vereador Luiz Santos (Pros), pastor evangélico. Um colega que pediu para não ser identificado o descreveu como individualista e vaidoso “mas boa pessoa”. Se chegar à Câmara, afirma que pretende engrossar a Frente Parlamentar da Medicina para reduzir os impostos sobre remédios, defender o Sistema Único de Saúde (SUS) e as causas da região em que nasceu. “A melhor cidade do mundo é Sorocaba”, disse. Enfático na defesa da gestão Bolsonaro, ele afirma que o governo está no caminho certo. Existe, segundo ele, um processo natural de resistência ao plano de governo de quem venceu as eleições. “Estamos fazendo uma ruptura cultural no país. Há uma resistência velada que não é só a do petista infiltrado, mas de setores que se acham prejudicados. A direita ganhou as eleições e vem ocupando os espaços. Ninguém gosta de perder. A esquerda quebrou o país, colocando a ideologia acima da qualidade técnica e do desenvolvimento nacional. Agora reagem porque estamos acabando com a desorganização. Perderam e vão perder de novo, por muitos e muitos anos”. No Twitter, chamam a atenção os ataques aos “esquerdistas” e a defesa do governo. De 15 de junho até quarta-feira (17), foram 29 postagens, sendo 11 com elogios ao governo e fotos de Bolsonaro, 8 com ataques ao PT e à esquerda, 4 com elogios a Moro e 3 reproduzindo posts de Eduardo e Carlos. Apenas duas postagens não eram políticas.

Estadão Conteúdo

20 de julho de 2019, 06:45

BRASIL Manchetes do Dia

– A Tarde: Vírus da zika pode causar meningite, aponta estudo

– Correio*: Golpe do zap

– Tribuna da Bahia: Maia diz que Rui tentou ajudar na reforma, mas esbarrou no PT

– Estadão: Previdência leva risco país ao menor nível em 5 anos

– Folha de S. Paulo: Bolsonaro nega fome no país e depois ameniza afirmação

– O Globo: Toffoli pretende antecipar julgamento de dados do Coaf

19 de julho de 2019, 22:00

BRASIL Bolsonaro diz que deixará de ir a evento para assistir a jogo do Palmeiras

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que abriu mão de um convite feito pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, para participar de um evento no sábado sobre os 50 anos da primeira viagem do homem à Lua porque no mesmo horário o Palmeiras vai enfrentar o Ceará pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Torcedor declarado do clube paulista, o presidente pretende assistir ao jogo e pediu que o vice Hamilton Mourão o representasse no evento. “Amanhã (sábado) tem um evento sobre os 50 anos que o homem pisou na Lua. O Osmar me convidou para esse evento, que começa às 5h da tarde e vai até as 20h. Eu falei: ‘Osmar tem Ceará e Palmeiras exatamente neste horário. É complicado, escala o Mourão'”, disse Bolsonaro durante celebração do Dia Nacional do Futebol, em Brasília, arrancando risos da plateia. Líder do Campeonato Brasileiro, com 26 pontos, o Palmeiras jogará contra o Ceará no sábado, às 19h. A partida será na Arena Castelão, em Fortaleza. Não está prevista a ida de Bolsonaro ao estádio. O presidente deve acompanhar o jogo pela televisão, no Palácio da Alvorada. O técnico Luiz Felipe Scolari deve levar a campo um time cheio de reservas contra o Ceará porque na terça-feira o Palmeiras enfrenta o Godoy Cruz, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Ao som de Pra frente Brasil, música que embalou a seleção campeã mundial de 1970, foram homenageados na cerimônia desta sexta-feira grandes nomes do futebol como Pepe (campeão mundial em 1958 e 62), Mauro Silva (1994) e Lúcio (2002). O zagueiro do penta, inclusive, bateu continência para Bolsonaro na hora de receber uma placa do presidente. Entre as mulheres, Aline Pellegrino (vice-campeã mundial em 2007) e Tamires (campeã da Copa América de 2018) foram as homenageadas. Em seu discurso, em tom descontraído, Bolsonaro brincou com Pepe “Não tenho boas recordações dele. Quantas vezes ele bateu o meu Palmeiras de Dudu e Ademir da Guia. Éramos vizinhos, ele da Baixada Santista e eu ali do nosso querido Vale do Ribeira. Sou do tempo de ouvir o futebol na voz vibrante de Fiori Gigliotti no meu radinho de pilha e capa de couro”, disse. A CBF também foi homenageada. Secretário-geral da entidade, Walter Feldman recebeu de Bolsonaro uma placa e um diploma. “É a primeira vez, nesta dimensão, que o governo, como um todo, através do próprio presidente e seus ministros e secretários ligados ao esporte, fez uma homenagem aos ídolos do passado das nossas seleções vencedoras, mas também homenageia instituições que comandam o futebol brasileiro, particularmente a CBF. Um tratamento exemplar, respeitoso e reconhecedor de tudo aquilo que foi feito. Isso mostra que a boa relação institucional pode fazer tudo para que o futebol brasileiro seja cada vez maior”, declarou Feldman.

Estadão Conteúdo