21 de março de 2017, 08:05

BAHIA PEC que onera estado vai a votação até dia 5 de abril

Foto: Divulgação

Os deputados estaduais devem votar até o próximo dia 5 de abril a polêmica Proposta de Emenda à Constituição (PEC 144/2015). De autoria do deputado estadual Luciano Ribeiro (DEM), a matéria autoriza os parlamentares a apresentar proposições a serem custeadas pelo Executivo, desde que não ultrapasse o orçamento, que é aprovado anualmente por eles próprios parlamentares. Apesar de o governo ter maioria na Casa – o que teoricamente lhe dá a tranquilidade de derrotar o projeto – há expectativa de embate acalorado e ‘risco’ de aprovação em plenário.O motivo, além do bloco independente recém-egresso do governo, composto por seis deputados do PSL, preocupa o executivo também o fato de deputados da própria base serem simpáticos ao projeto de lei.Nos bastidores, a informação é de que há uma costura em curso por parte da bancada da minoria. A Tribuna tentou contato com o líder do bloco governista, deputado Zé Neto (PT), para saber sua expectativa, mas ele não atendeu nem retornou às ligações até o fechamento desta edição. Líder da minoria na Assembleia Legislativa, o deputado Leur Lomanto Jr. (PMDB) diz que o governador “não cumpre com o estilo democrático defendido em seus próprios pronunciamentos”. “A PEC surgiu com a ideia de facilitar a aprovação dos projetos de lei dos parlamentares, e o governador quer interferir numa decisão que cabe ao Parlamento. Cadê o governo republicano de Rui Costa que alega respeitar a autonomia dos poderes?”, questiona Leur Lomanto Jr.Autor do projeto, o deputado Luciano Ribeiro defende a PEC sob argumento que “há equívocos quando dizem que há pretensão de extrapolar gastos” a partir de proposições do Legislativo. “É preciso esclarecer que a Constituição do Estado da Bahia destoa da Constituição Federal e demais estados quando restringe ao governador a apresentação de projetos que implique em despesas. Nós não vamos mexer na peça orçamentária do Estado. O que nós queremos é tornar o Parlamento independente, dando mais produtividade. Mas pelo visto, o governador não quer. Tanto é que ameaça com chicote os deputados de sua base”, provocou o democrata.Leia mais na Tribuna da Bahia.

21 de março de 2017, 08:03

BAHIA Walter Pinheiro deve decidir destino político até setembro

Foto: Divulgação

O secretário estadual da Educação, senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido), disse ontem que até setembro espera se filiar a um novo partido, sendo que o PDT, o PSB e o PSD são as possibilidades mais aventadas. “Falei para eles ficarem em stand-by. Deixa eu consolidar minhas coisas. Estou analisando ainda. Não pode ser foco [a troca de partido] a minha possibilidade de disputar em 2018. Não quero ir para um partido para ser presidente, nem quero entrar para botar alguém para fora. De julho até setembro vou me dedicar a isso”, disse em entrevista à rádio Excelsior.Pinheiro acrescentou que sentará com o governador Rui Costa (PT) quando a decisão for tomada e avaliará se deixará o governo imediatamente ou se permanecerá até o final do ano. “Posso voltar [ao Senado] a qualquer momento. Basta o governador falar. Depois de concluso esse trabalho [na Secretaria de Educação], irei voltar”, admitiu.Em junho do ano passado, Pinheiro comentou, em entrevista exclusiva à Tribuna, a estranheza causada pelo fato de ele ter se desligado do PT e ter assumido um cargo no primeiro escalão do Executivo. “Essa é uma coisa boa, isso até ajudou bastante o governador a definir a minha ida para a secretaria. É bom porque eu também não estou atendendo a cota partidária nenhuma, tampouco sofro pressão dessa história de cota de ocupação de espaço. Isso está me permitindo montar a secretaria com bons técnicos. Vou ter que me decidir um dia para onde vou. Posso até não decidir”, disse.“Fiz a decisão de não assumir nenhuma agremiação partidária até porque eu tinha decidido que não disputaria eleição em 2016, apesar de muita gente ter dito que eu seria o candidato. Eu disse ao governador que só tomaria a decisão depois do dia 2 de abril, a data limite. E também não sei o que vou fazer em 2018.Pode até ser que eu não dispute eleição nenhuma, que é outra vantagem do trabalho que posso fazer na Secretaria de Educação. Não estou fazendo o trabalho pensando nas eleições, mas nas gerações”, completou o petista.De acordo com as informações de bastidores, a sigla com maiores chances de abrigar o secretário é o PSD, do senador Otto Alencar.Caso a hipótese venha a se concretizar, o partido ganhará ainda mais robustez no Estado, conferindo ao pessedista maior flexibilidade para trilhar outros caminhos políticos em 2018. Já se falou em uma aliança com ACM Neto (DEM) na disputa pelo governo baiano e na vice do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que pode vir a disputar a presidência da República. Quando deixou o Senado, quem assumiu o seu lugar foi o suplente Roberto Muniz (PP), ex-prefeito do município de Lauro de Freitas (BA) e deputado estadual por dois mandatos. Ainda no Estado comandou, em dois momentos, duas secretarias: a de Trabalho e Ação Social e de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária. Na esfera Federal, ocupou a secretaria executiva do Ministério das Cidades.

Tribuna da Bahia

21 de março de 2017, 08:02

BRASIL Consumidor deve ficar atento ao aspecto da carne, dizem especialistas

Foto: Alex Silva/AE

O cuidado com a temperatura na conservação de alimentos frescos e perecíveis como a carne é a principal dica de especialistas para os consumidores após a deflagração da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, na última sexta-feira (17). Doutor em Tecnologia de Alimentos, o professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp,(Universidade de Campinas), Sérgio Pflanzer, afirma que os conservantes utilizados pelas indústrias da carne, mencionados nos relatórios da Polícia Federal, são autorizados pelas autoridades sanitárias brasileiras e não são capazes de modificar a essência dos produtos.Apesar de sugerir recomendações aos consumidores sobre o aspecto dos alimentos, a Proteste – Associação de Consumidores – adotou uma posição mais rigorosa: orienta os cidadãos a não comprarem produtos das empresas envolvidas nas irregularidades. A operação da Polícia Federal bloqueou R$ 1 bilhão de empresas suspeitas de subornar fiscais para que carnes vencidas fossem reembaladas e liberadas para comercialização.Algumas das maiores empresas do ramo alimentício do país estão na mira das investigações, entre as quais a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão.“Foi falado em alguns momentos que a indústria maquiava a carne para comercializar. Essa é uma interpretação errada, no meu entendimento. Com as substâncias aprovadas, isso não é possível. Você não consegue utilizar [aditivos] para mascarar uma carne deteriorada. Visualmente, quando você adiciona algum produto, a carne fica pior do que estava antes”, explicou o professor Sérgio Pflanzer, mencionando conservantes como nitrito, fosfato e os ácidos sórbico e ascórbico [vitamina C]. “Nenhuma dessas substâncias aprovadas consegue mascarar uma carne fresca deteriorada”, afirma.

Agência Brasil

21 de março de 2017, 08:02

BAHIA MP investiga ex-desembargadores da Bahia

Foto: Reprodução

Clésio e Dayse são investigados, segundo o UOL

O MP-BA (Ministério Público da Bahia) apura em investigações separadas a conduta dos desembargadores aposentados do TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) Daisy Lago Ribeiro Coelho e Clésio Rômulo Carrilho Rosa. Na primeira investigação, a dupla é suspeita de praticar nepotismo cruzado. A segunda averigua um suposto pedido conjunto de propina de 10% relacionado a uma disputa judicial avaliada em pelo menos R$ 500 milhões. Em outubro passado, os dois ex-magistrados foram conduzidos coercitivamente para prestarem depoimentos a promotores que compõem o Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) do MP-BA durante a deflagração da Operação Leopoldo. Leia mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/03/21/mp-investiga-ex-desembargadores-por-nepotismo-e-propina-em-causa-de-r-500-mi.htm?cmpid=copiaecola

21 de março de 2017, 07:38

BRASIL Lava Jato: PF cumpre mandados na BA, PE, RJ, AL e Distrito Federal

Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

Policiais cumpririam mandatos, entre outros Estados, em Pernambuco

O Supremo Tribunal Federal autorizou nova etapa da Operação Lava Jato. A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira, 21, mandados de buscas e apreensões de alvos em Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e Brasília. Dois mandados são cumpridos na Bahia, no condomínio de luxo Reserva Albalonga, localizado no Horto Florestal, em Salvador. Os alvos desta etapa não são políticos, mas pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Humberto Costa (PT-PE), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Em Pernambuco, dois alvos são Mário Barbosa Beltrão, empresário ligado ao senador Humberto Costa, e Sofia Beltrão. Mário Beltrão foi citado na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, em 2014. Segundo o delator, Humberto Costa recebeu R$ 1 milhão do esquema de propinas e corrupção na Petrobrás para sua campanha em 2010. O ex-diretor da estatal disse que o dinheiro foi solicitado pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, amigo de infância do petista e presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra). O material apreendido deve ser levado para análise em Brasília.Em agosto de 2016, a 33ª fase da Lava Jato – autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro – investigou alvos de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro em Pernambuco. Na ocasião, o alvo foi a construtora Queiroz Galvão e os executivos ligados à construtora Ildefonso Colares e Othon Zanoide foram presos.

Estadão

21 de março de 2017, 07:19

BRASIL Temer pede melhor comunicação na Câmara para aprovar reforma da Previdência

O presidente Michel Temer pediu aos ministros que intensifiquem o debate sobre a reforma da Previdência em suas bases partidárias na Câmara dos Deputados e aperfeiçoem a comunicação na base governista. Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, se reuniram com os ministros no Palácio do Planalto no final da tarde de hoje (20).“O governo precisa ampliar sua capacidade de comunicação e esclarecimento junto à sociedade e, ao mesmo tempo, convencer a base do governo de que a reforma é vital para o Brasil e creio que isso seja possível. A gente tem que melhorar a comunicação”, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho, após a reunião.Mendonça Filho, em entrevista coletiva, disse que o Brasil “pode virar uma Grécia” caso não aprove a reforma no Congresso Nacional. Segundo ele, o tema encontra resistência em “corporações bastante mobilizadoras, fortes”, que rebatem os argumentos do governo.Apesar de reconhecer que o texto saído do Planalto não será aprovado sem alterações, Mendonça Filho reforçou que não há espaço para “grandes modificações”. “Não quer dizer que o Parlamento não possa contribuir para o aprimoramento da proposta, mas grandes modificações podem comprometer a eficácia da reforma da Previdência”.Presente na reunião, o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), seguiu um raciocínio parecido com o de Mendonça Filho e disse que o Congresso não pode “desfigurar a reforma”, alterando o texto a partir do pedido de cada categoria trabalhista. “O sentimento que temos que ter é de nação”. O deputado disse que a meta do governo é aprovar a matéria na comissão especial em abril e que há “muita desinformação” a respeito da reforma. Na avaliação na base do governo na Câmara, o discurso tem que ser aprofundado para esclarecer que o brasileiro “não vai morrer trabalhando”, como disse Ribeiro, em alusão a argumentos da oposição e de deputados da base aliada que têm criticado a reforma.

Agência Brasil

21 de março de 2017, 07:00

BRASIL Advogado que bateu boca com Moro renuncia à defesa de Lula

Foto: Estadão

Ex-presidente Lula

O advogado criminalista Juarez Cirino dos Santos informou na sexta-feira, 17, ao juiz Sérgio Moro que renunciou à defesa do ex-presidente Lula nas ações a que o petista responde na Lava Jato. Nas audiências da Lava Jato, Cirino protagonizou um dos embates mais tensos entre defensores de Lula e Moro, em 12 de dezembro de 2016, quando o juiz da Lava Jato ordenou a Cirino: ‘o sr. respeite o juízo!’ No documento assinado por ele e outros dois advogados de seu escritório, que também deixam a defesa do ex-presidente, Cirino não revela o motivo de sua saída. Ele e seus colegas de banca não poupam elogios ao ex-presidente a quem chamam de ‘ilustre e digno constituinte, por quem os signatários manifestam a maior admiração por sua atuação como sindicalista, criador e dirigente do Partido dos Trabalhadores e Presidente da República”, diz o documento encaminhado à Justiça Federal no Paraná. Nas audiências da Lava Jato, Cirino fazia parte da equipe de defensores de Lula, que inclui ainda os advogados Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio, de escritórios diferentes, e fazia várias interrupções durante os depoimentos das testemunhas de acusação contra o petista. Foi em uma dessas ocasiões que Cirino protagonizou um dos mais duros embates com o juiz da Lava Jato, registrado em vídeo. No dia 12 de dezembro de 2016, durante o depoimento de Mariuza Aparecida Marques, funcionária da empreiteira OAS encarregada pela supervisão do triplex do Guarujá, Cirino havia chamado Moro de “acusador principal”. Moro mandou que o advogado o respeitasse. O bate boca ocorreu aos 13 minutos, aproximadamente, da audiência.

Estadão

21 de março de 2017, 06:56

BRASIL Lava Jato insiste na cobrança de R$ 1 bilhão da Galvão Engenharia

Foto: Divulgação

Procuradores querem reverter decisão do juiz federal Friedmann Wendpap

A força-tarefa da Lava Jato recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) para reverter a decisão do juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1.ª Vara Federal de Curitiba, que extingiu a ação cível da Procuradoria da República contra a empreiteira Galvão Engenharia, sua holding e seus executivos, além do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Na ação, a Lava Jato pede que os envolvidos paguem aos cofres públicos o equivalente a R$ 1 bilhão por danos morais coletivos, multa civil e danos materiais devido a envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás. A Procuradoria pede que a ação civil seja aceita e que, ao final do processo, o a empreiteira seja condenada a pagar as multas e fique proibida de contratar com o poder público. O agravo de instrumento foi protocolado no dia 9 de março e está sob análise do desembargador Fernando Quadros da Silva, do TRF4. Atualmente, a Galvão Engenharia e sua holding Galvão Participações estão em recuperação judicial.
O recurso é assinado pelos 13 procuradores da força-tarefa em Curitiba que afirmam que a empresa não foi alvo de achaque e tampouco teria sofrido prejuízo ao pagar propinas – teses alegadas pela Galvão no processo da Lava Jato -, e também que o juiz Wendap extinguiu a ação sem ter possibilitado ao Ministério Público Federal que provasse o dano ao erário. “Presentes indícios suficientes de que os pagamentos de propina causaram danos ao patrimônio da Petrobrás, não poderia o il. Juízo a quo ter rejeitado o pedido de ressarcimento ao erário, impedindo assim que o Ministério Público Federal provasse o dano no curso da ação”, assinalam os procuradores. Eles lembram ainda que, antes de o processo ir para o juiz Wendap, a ação civil tramitou na 5.ª Vara Federal, que havia aberto a ação civil, decisão que foi revertida após o TRF4 determinar a redistribuição para Wendap. Na decisão do dia 9 de janeiro deste ano, o magistrado acatou os argumentos da defesa da Galvão e rejeitou a ação civil proposta pela Lava Jato apontando que o pagamento de propinas, não necessariamente, implicaria em dano ao erário. “Não se pode considerar o pagamento da vantagem indevida como dano ao erário, por uma singela razão: ainda que tenha sido fixada com base no valor do contrato, a propina foi paga pelas próprias empreiteiras, e não pela Administração Pública”, escreveu Wendpap.

Estadão

21 de março de 2017, 06:55

BRASIL Odebrecht diz que outra empresa pagou por apoio do PP e do PSD à chapa Dilma-Temer

Foto: Divulgação

Temer e Dilma

No rateio de recursos para os apoios partidários à chapa Dilma-Temer na eleição de 2014, a Odebrecht se responsabilizou pelos R$ 30 milhões para PRB, PROS, PCdoB, PDT e PP, mas na última hora o PP ficou de fora. Executivos da Odebrecht informaram a investigadores que outra empresa pagou ao PP. O apoio desses partidos, que teria sido negociado pelo PT, garantiu à campanha 2 minutos e 39 segundos de propaganda na TV. Os mesmos narradores contam que, além do PP, o PSD também recebeu de outra fonte “por meio de caixa 2”. Investigadores dizem que executivos da Odebrecht não souberam apontar quem financiou PP e PSD. Mas a firma suspeita que esses dois partidos devem ter recebido mais do que os outros, uma vez que a fonte pagadora mudou. O presidente do PP, Ciro Nogueira, diz que não comenta delação premiada. A Coluna não conseguiu contato com o PSD. A Odebrecht não se manifesta sobre delações. Edinho Silva, ex-tesoureiro da campanha de Dilma, afirma que nunca tratou de compra de apoio partidário.

Estadão

21 de março de 2017, 06:50

BRASIL TCU faz acordo com Lava Jato para livrar empreiteiras de punição

Foto: Jf Diorio / Estadão

Benefício em julgamento contempla Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que já firmaram colaboração

O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende livrar empreiteiras que colaboraram com as investigações da Lava Jato de punições em julgamento previsto para esta quarta-feira, 22. Um acordo costurado por procuradores da força-tarefa da operação em Curitiba com ministros da corte prevê a suspensão da pena de inidoneidade para Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, permitindo que elas continuem firmando contratos com o governo federal. O benefício será concedido às empresas no processo que avalia conluio e fraude a licitações na montagem eletromecânica da usina de Angra 3, que já consumiu R$ 7,1 bilhões. O acordo ainda prevê que as empreiteiras serão isentadas de multa superior a R$ 400 milhões e pagamento de juros, referentes a prejuízos causados à Eletronuclear. O acordo vinha sendo negociado pela Lava Jato com o TCU desde o ano passado, como noticiou o Estado. Os benefícios serão concedidos às três empresas porque elas firmaram acordos de leniência – espécie de delação de pessoas jurídicas. Os procuradores temiam que o tribunal desestimulasse colaborações se aplicasse as mesmas penalidades a quem confessou ilícitos e a quem não confessou. Os benefícios foram discutidos pelo ministro do TCU Bruno Dantas, relator do processo de Angra 3, com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. O ministro deve acertar os detalhes de seu voto com outros integrantes da corte. A decisão final dependerá do apoio da maioria do plenário. O acordo prevê que, seguindo parecer da área técnica da corte, seis envolvidas nas fraudes nas obras da usina serão declaradas inidôneas por até cinco anos. No caso da Camargo Corrêa, a proposta é de que a sanção dure até um ano e oito meses, pois a empresa entregou provas no esquema. Nos termos negociados, a aplicação da penalidade será suspensa para as três empreiteiras, inicialmente por 60 dias. O benefício será mantido se elas assinarem termos aditivos aos acordos de leniência, comprometendo-se a oferecer contrapartidas: terão de colaborar com documentos e informações nas auditorias do TCU, abrir mão de recorrer de condenações referentes ao caso e recolher o valor do dano ao erário. Para as demais implicadas – UTC, Queiroz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia e Techint Engenharia –, será aplicada a inidoneidade. O TCU poderá estender os benefícios a elas se firmarem acordos futuros na Lava Jato.

Estadão

21 de março de 2017, 06:45

BRASIL Reforma política vira alvo de manifestação de rua

Foto: Agência Brasil

Movimentos que promovem novos atos no domingo, 26, em defesa da Lava Jato incluem na pauta dos protestos a lista partidária fechada e novo fundo públicoQ

A investida do Congresso e de representantes do Judiciário pela aprovação de uma reforma política que inclua a adoção de um sistema de lista partidária fechada e de um fundo público eleitoral entrou na pauta dos protestos de rua marcados para o próximo domingo, 26, em dezenas de cidades do País. Os grupos que lideraram as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff voltam a promover um ato nacional em defesa da Lava Jato. As mudanças propostas no sistema eleitoral são consideradas uma reação ao avanço da operação, na iminência da divulgação da delação a Odebrecht. A discussão encabeçada pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) – que tem a simpatia do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes –, prevê que o eleitor passe a votar no partido, cuja cúpula definirá uma lista dos candidatos que serão eleitos. A sigla que tiver mais votos conseguirá o maior número de cadeiras, que serão ocupadas pelos primeiros da lista. Hoje, o eleitor vota diretamente no candidato. Para valer nas eleições de 2018, novas regras teriam de ser aprovadas no Congresso até setembro deste ano, pelo princípio da anualidade. A ideia também é criar um fundo eleitoral com recursos públicos para bancar campanhas. No caso da lista fechada, a crítica é de que a mudança visa a garantir foro privilegiado a deputados.

Estadão

21 de março de 2017, 06:40

BRASIL Márcio França entra na disputa pela presidência do PSB

Foto: Marco Ambrosio

O vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB)

Um dos principais articuladores da pré-candidatura presidencial do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o vice-governador Márcio França atua nos bastidores para assumir a presidência nacional do PSB. Atual secretário de Finanças do diretório nacional e presidente da legenda em São Paulo, França espera assumir o cargo para pavimentar o apoio dos pessebistas ao projeto do tucano. Alckmin, que disputa internamente no PSDB a vaga de candidato em 2018 com os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), recebeu sinais de que o PSB estaria disposto a lançá-lo na disputa caso ele não se viabilize pela sigla. Se conseguir a vaga, o governador paulista teria o PSB em seu palanque. Embora negue a intenção de deixar o PSDB, Alckmin pressiona a executiva tucana a antecipar a escolha do candidato do partido – ou pelo menos regulamentar o processo de prévias – até outubro. França deve se reunir nesta semana com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e com o presidente da legenda, Carlos Siqueira, para tratar do assunto. Mesmo após a morte do ex-governador Eduardo Campos, o Estado continuou sendo, ao lado de São Paulo, o principal polo de poder do PSB, que tem sete senadores, três governadores, 33 deputados federais e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho Filho.

Estadão

21 de março de 2017, 06:35

BRASIL Cúpula do PR tenta atrair Bolsonaro

Foto: Divulgação

Deputado federal Jair Bolsonaro (RJ)

O PR vai tentar atrair o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), que já anunciou que pretende deixar sua atual legenda, o PSC, por desentendimentos com a cúpula da sigla. O parlamentar fluminense é pré-candidato à Presidência da República na próxima disputa, em 2018, e apareceu em quarto lugar na última pesquisa Datafolha, de dezembro do ano passado, com 9% das intenções de voto. As negociações com Bolsonaro estão sendo conduzidas pela cúpula nacional do PR, partido que tem a quinta maior bancada da Câmara, com 39 deputados. O parlamentar fluminense já conversou sobre o assunto com o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), um dos condenados no processo do mensalão e que exerce forte influência na legenda. Nesta terça-feira, 21, o deputado se encontrará em Brasília com o atual presidente do PR, o ex-ministro Antonio Carlos Rodrigues (SP), para tratar do assunto. Nas conversas que teve até agora com o PR, Bolsonaro tem exigido legenda para concorrer ao Palácio do Planalto em 2018. Dono do sexto maior tempo de TV em 2014 (01’16”04), o partido, porém, ainda não deu essa garantia. Segundo membros da cúpula do PR, está “muito cedo” para definir se a legenda terá candidato próprio à Presidência. Integrantes do PR querem atrair Bolsonaro principalmente pelo potencial de votos que ele traz para eleger candidatos ao Parlamento, foco da sigla em eleições gerais. No pleito de 2014, Bolsonaro foi o deputado fluminense mais bem votado, com mais de 464,5 mil votos. Os filhos dele, que devem migrar para a nova legenda, também são campeões de votos. Carlos Bolsonaro, por exemplo, foi o vereador do Rio mais votado em 2016, com 106,6 mil votos. “O Bolsonaro é um político hoje inegavelmente de muita força eleitoral. Ele é detentor de uma grande parte do eleitorado brasileiro. Para o PR, seria um grande reforço, na minha primeira avaliação”, afirmou o deputado Paulo Feijó (PR-RJ). Ele disse, porém, que a migração de Bolsonaro ainda não foi discutida pelo diretório da legenda no Rio, atualmente comandado pelo ex-governador Anthony Garotinho.

Estadão

21 de março de 2017, 06:30

BRASIL Manchetes do Dia

- A Tarde: UE, China e Coreia do Sul barram carne brasileira

- Correio*: Aniversário da cidade terá oito dias de festa

- Tribuna da Bahia: 4 milhões de baianos afetados pela seca

- Estadão: Importadores anunciam restrições à carne brasileira

- Folha de S. Paulo: Governo susta venda no exterior de 21 frigoríficos

- O Globo: Paes e Alckmin na lista de Janot

20 de março de 2017, 22:03

BRASIL Ministro do STJ nega pedido para suspender investigações sobre Cabral

O ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou hoje (20) pedido do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para suspender os processos das Operações Calicute e Eficiência, dois desdobramentos da Lava Jato.A defesa de Cabral alegou no STJ a incompetência dos juízes federais Sérgio Moro e Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, para comandar os processos. No entendimento dos advogados, as ações deveriam ficar no tribunal em função de uma suposta conexão com outra investigação envolvendo o atual governador, Luiz Fernando Pezão.Cabral está preso desde 17 de novembro do ano passado no Complexo Prisional de Bangu, no Rio de Janeiro. O ex-governador foi preso no âmbito da Operação Calicute, que investigou o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio. Segundo as investigações, o ex-governador chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no estado realizadas com recursos federais.

Estadão Conteúdo