27 de maio de 2017, 07:31

BRASIL Acordão para manter Lula e Temer longe de Moro nasce em Brasília

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Michel Temer (PMDB)

Estão em curso em Brasília as tratativas de um acordão que visa a utilizar uma eventual eleição presidencial indireta para “anistiar” parte do mundo político e colocar o Congresso como contraponto à Lava Jato e ao Ministério Público Federal. Os cérebros da trama atuam, sobretudo, no Senado Federal. Na ponta final da maquinação está o compromisso de alterar a Constituição para garantir foro privilegiado a ex-presidentes da República, o que beneficiaria diretamente Lula, Sarney, Collor, Dilma e, eventualmente, Michel Temer, todos alvo de investigações. O grupo suprapartidário de senadores entende hoje que uma eventual eleição indireta para a Presidência deve seguir o modelo bicameral: aprovação de um candidato pela Câmara a ser referendada posteriormente pelos senadores. Na prática, isso significaria um peso maior para o voto dos 81 senadores sobre o dos 513 deputados, o que diminuiria drasticamente as chances de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, ser eleito para o Planalto. Ciente desse movimento, os apoiadores de Maia sondaram o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para ser o vice do deputado. O problema é que os senadores acham que Maia, uma vez eleito presidente da República, não sobreviveria ao que chamam de “jogo baixo da Lava Jato”. Avaliam que a cabeça de Maia se tornaria o troféu a ser apresentado pela longa fila que hoje tenta fazer delação premiada. A gravação feita por Joesley Batista de uma conversa com Temer comprovou, na visão dos senadores implicados na Lava Jato, que o Ministério Público Federal está disposto a tudo para “destruir o mundo político”. Leia mais no Estadão.

27 de maio de 2017, 07:19

SALVADOR No Forró Solidário, Rui destaca papel das Voluntárias Sociais

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O Governador e Primeira Dama

O cantor Flávio José já está no palco, animando os colaboradores do Forró Solidário, que está sendo realizado pelas Voluntárias Sociais da Bahia na Pupileira, no bairro de Nazaré, para arrecadar verbas para a ampliação do Hospital Aristides Maltez, especializado no tratamento do câncer. Participam do evento beneficente o governador Rui Costa e a primeira dama e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia, Aline Peixoto. Ainda nesta sexta-feira (26), o cantor Bell Marques assume o comando da festa. O governador Rui Costa destacou que Forró Solidário é um exemplo da nova filosofia de trabalho que vem sendo adotada pelas Voluntárias Sociais sob o comando da primeira-dama, Aline Peixoto, de reforçar o foco na mobilização da sociedade para contribuir com os segmentos mais vulneráveis. “As Voluntárias Sociais estão reproduzindo o nosso conceito de que ninguém está fazendo nada sozinho. Por onde eu passo, eu incentivo muito que todos dediquem um tempo a visitar escolas, hospitais, orfanatos, isso tudo ajuda a compor uma sociedade mais humana, mais solidária”. Rui destacou que a principal importância do evento é justamente o fato de cada um que participa poder prestar apoio ao Hospital Aristides Maltez. “O Estado tem o seu papel, mas essa decisão do cidadão, do voluntariado, isso marca o coração daqueles que tanto precisam do tratamento desta doença complicada que é o câncer”. Os recursos obtidos com os shows serão integralmente revertidos para o hospital, que vai ganhar uma nova torre, com 16 leitos de internação, dez de UTI e duas salas cirúrgicas. Responsável pelo maior número anual de cirurgias de câncer realizadas pelo SUS no Brasil há quatro anos, o Hospital Aristides Maltez atende três mil pessoas, por dia. São até nove mil cirurgias por ano, todas através do SUS. Segundo o superintendente da Liga Baiana contra o Câncer, Humberto Luciano Souza, a unidade recebe pacientes de toda a Bahia e estados vizinhos, atendendo mais de três milhões e duzentos mil pessoas por mês.

27 de maio de 2017, 07:08

BRASIL ‘Missão é reanimar setor produtivo brasileiro’, diz novo presidente do BNDES

O economista Paulo Rabello de Castro

Indicado hoje como novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello de Castro afirmou em entrevista exclusiva ao Estado/Broadcast que sua principal missão à frente da instituição de fomento será “reanimar o setor produtivo brasileiro”. Rabello de Castro ainda teceu elogios ao trabalho de sua antecessora, Maria Silvia Bastos Marques, que comunicou hoje ao presidente Michel Temer sua saída da presidência do banco. “Vai ser difícil discordar da Maria Silvia em qualquer coisa que ela tenha feito, tamanha é minha admiração por ela”, disse. Indicado hoje como novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello de Castro afirmou em entrevista exclusiva ao Estado/Broadcast que sua principal missão à frente da instituição de fomento será “reanimar o setor produtivo brasileiro”. Rabello de Castro ainda teceu elogios ao trabalho de sua antecessora, Maria Silvia Bastos Marques, que comunicou hoje ao presidente Michel Temer sua saída da presidência do banco. “Vai ser difícil discordar da Maria Silvia em qualquer coisa que ela tenha feito, tamanha é minha admiração por ela”, disse. Leia mais no Estadão.

Estadão

27 de maio de 2017, 07:00

BRASIL Manchetes do dia

- A Tarde: Presidente de banco estatal envolvido com a JBS se demite

- Correio*: Oito denunciados por incêndio em farmácia

- Tribuna: Cai Maria Silva, a mulher que queria pôr ordem no BNDES

- Estadão: Economia pode perder até R$ 170 bi com a crise política

- Folha: Janot fala em confissão de Temer e quer interrogá-lo

- O Globo: Janot diz que Temer já fez confissão ao admitir diálogo

26 de maio de 2017, 22:04

BRASIL Cerca de 23% das vagas do Fies não foram preenchidas este ano

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) preencheu 115.445 vagas de um total de 150 mil ofertadas no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o que equivale a 76,68% vagas. O restante permaneceu disponível mesmo após uma rodada de oferta das vagas não preenchidas no processo regular, cujo prazo terminou no último dia 22.No primeiro semestre do ano passado, das 250 mil ofertadas, 102 mil não foram preenchidas, o equivalente a 41% das vagas. Após esse resultado, o MEC começou a ofertar as vagas ociosas em processo posterior ao regular. Mesmo assim, a porcentagem de vagas não preenchidas se mantém mais ou menos constante. No segundo semestre do ano passado, segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, das 75 mil, cerca de 20% ficaram ociosas.”De um lado ficam muitos alunos precisando de financiamento para ter acesso à educação superior e, do outro lado, vagas sobrando. A conta não está fechando e o governo precisa equalizar essa equação”, diz Caldas.Segundo ele, as vagas não são preenchidas devido aos critérios do próprio programa. Desde o final de 2014, o Fies começou a ter uma série de restrições. Passou a ser exigida uma pontuação mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 450 pontos nas provas e uma renda mínima de três salários mínimos por pessoa, o equivalente em valores atuais a R$ 2.811. Os juros aumentaram e a porcentagem de financiamento que o estudante recebe passou a ser calculada de acordo com a renda, não chegando mais a 100%. “Quando o aluno tem a pontuação, não tem a renda; e quando tem a renda, não alcança a pontuação”, diz Sólon. Outro critério criticado por Sólon é a destinação de 70% das vagas do Fies para cursos prioritários nas áreas de saúde, engenharia e de formação de professores. “Os cursos são os que o governo julga prioritários para o país, mas nem sempre são os prioritários para os estudantes, que buscam uma posição no mercado de trabalho”.

Agência Brasil

26 de maio de 2017, 21:44

BRASIL Ainda há um ‘abismo’ na negociação do novo Refis, avalia relator da MP

A reunião desta sexta-feira, 26, entre parlamentares e a equipe econômica para discutir o novo texto do Refis (parcelamento de débitos tributários) ainda deixou um “abismo” entre Congresso Nacional e Executivo, disse o deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), relator da Medida Provisória (MP) 766, que criou o parcelamento original. Segundo o peemedebista, a Receita Federal resiste em aceitar o pedido dos parlamentares para que os contribuintes possam acessar os descontos em juros e multas e, ao mesmo tempo, utilizem créditos tributários para abater a dívida.”Ainda tem entre o Congresso e o Executivo um abismo. É realmente uma situação muito delicada, estamos distantes de um acordo”, disse Cardoso Jr. após encontro com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “O prazo está consolidado, não precisa de desconto maior. Mas que o sujeito passivo tenha o direito de usar os créditos que são de direito dele, juntamente com os benefícios que estão previstos no acordo. Não há nenhum tipo de inovação aqui”, argumentou.Na versão da MP que chegou a circular na noite de quarta-feira (24) no plenário da Câmara, quando havia ainda a expectativa de votá-la antes de o texto caducar em 1º de junho, havia modalidades de parcelamento que permitiam o abatimento da dívida com o uso de créditos de prejuízo fiscal. Mas a opção que daria os descontos em multas e juros não previa expressamente essa possibilidade. O deputado refutou a ideia de que a permissão para o uso dos créditos e dos descontos simultaneamente provocaria uma queda na estimativa de arrecadação do governo federal. Segundo ele, créditos inscritos junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) respondem por menos de 5% da dívida. Ele não mencionou esse dado no caso dos débitos junto à Receita Federal.”O ministro (Meirelles) tem agido com muita boa vontade, quero aqui agradecer pela atuação, ele tem sido fiador desse acordo. Mas ainda precisamos agora conduzir isso (uso dos créditos), seja com presidente da República, seja com o próprio ministro fazendo uma revisão dessa situação”, defendeu Cardoso Jr.Apesar da resistência da área econômica em aceitar o pleito, o deputado evitou dizer se essa posição inviabilizará todo o acordo em torno do novo texto. “Preciso agora levar esse assunto novamente ao Congresso, tratar isso com os colegas parlamentares e entender qual é o encaminhamento a partir disso”, disse.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 21:30

BRASIL Temer pede sorteio de relator no STF e separação da investigação sobre Aécio

Foto: Reprodução

Em um movimento que vinha sendo estudado desde o início da semana, a defesa do presidente Michel Temer pediu que o inquérito aberto contra o peemedebista seja redistribuído, em um sorteio de um novo relator, e seja desmembrado, para que a investigação sobre Temer corra em separado à apuração sobre os fatos suspeitos contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).A petição da defesa de Temer foi encaminhada ao ministro Edson Fachin, relator do inquérito, poucas horas depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter pedido autorização para marcar o depoimento do presidente. Enquanto a defesa pede a suspensão da investigação até a conclusão da perícia no áudio de Joesley Batista, o procurador-geral, Rodrigo Janot, defende o prosseguimento, alegando que, por haver investigado preso, o prazo para a conclusão da apuração e para o oferecimento de denúncia é mais curto do que o normal.Os advogados de Michel Temer dizem que “os fatos que se pretende levar a investigação em face do Sr. Presidente da República são totalmente distintos daqueles imputados ao Senador Aécio Neves e ao Deputado Rodrigo Loures”.A defesa também quer sorteio de um novo relator, afirmando que a investigação não tem nada a ver com a Operação Lava Jato, com a delação premiada do ex-dirigente do BNDES Fábio Cleto e com a denúncia que foi oferecida contra o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – este último caso baixou para a primeira instância após o peemedebista perder o cargo.”Em suma, Culto Ministro, a conclusão que fica é a de que os fatos imputados ao ora requerente não guardam conexão processual com qualquer outro procedimento já instaurado. Não há qualquer risco de conduções conflitantes caso, na distribuição, seja sorteado outro Ministro como Relator. Não haverá qualquer prejuízo à prestação jurisdicional”, afirmam Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga e Gustavo Bonini Guedes, advogados do presidente.”Portanto, nesse contexto, em obediência à Lei Maior e às legislações pertinentes, entre elas o Regimento Interno dessa Corte Suprema, exsurge como medida imperiosa a livre distribuição do feito. É o que se requer”, requer a defesa de Temer.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 21:19

MUNDO Forças de segurança da Venezuela reprimem protesto da oposição

Centenas de policiais e membros da Guarda Nacional reprimiram com gás lacrimogêneo, balas de borracha de jatos d’água lançados de caminhões-pipa centenas de milhares de opositores que tomaram a principal rodovia e algumas vias do leste de Caracas para tentar marchar rumo às proximidades do maior forte militar do país, no oeste da capital.O protesto contra o governo busca levar uma mensagem às Forças Armadas para que interrompam a repressão às manifestações, mas nunca chegou ao destino. Por mais de duas horas centenas de pessoas, algumas com rostos cobertos, se enfrentaram com a Guarda Nacional, lançando pedras, coquetéis molotov e excrementos. “Estão em tempo de parar sua loucura e respeitar a vontade do povo venezuelano”, afirmou em sua conta no Twitter o dirigente oposicionista Henrique Capriles, ex-candidato à presidência, ao criticar a ação das forças de segurança.A procuradora-geral Luisa Ortega Díaz questionou nesta semana a atuação da polícia e da Guarda Nacional, o que lhe rendeu duras críticas vindas de alguns membros do governo. Os protestos dos últimos dois meses deixaram pelo menos 58 mortos, mil feridos e quase 300 detidos.Ortega Díaz responsabilizou um guarda nacional por ferir mortalmente um jovem com uma bomba de gás lacrimogêneo em uma manifestação em Caracas, acusação que foi rechaçada pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, que disse que tal afirmação buscaria minar a liderança dos militares.Após a declaração da procuradora, o vice-presidente do partido governista, deputado Diosdado Cabello, anunciou nesta sexta-feira que o governo utilizará a Assembleia Nacional Constituinte para “fazer uma revisão profunda do Ministério Público e que se acabe com a impunidade na Venezuela”.As Forças Armadas se converteram em um dos principais apoios do governo de Maduro, em meio à crise política desatada no fim de março após o Tribunal Supremo de Justiça tomar decisões restringindo o poder do Congresso, controlado pela oposição. As medidas do Tribunal Supremo foram depois revertidas.

Agência Brasil

26 de maio de 2017, 20:55

BAHIA Governo baiano convoca para estágio 2,4 mil universitários

Foto: Divulgação/GOVBA

Governador Rui Costa (PT)

O governador Rui Costa anunciou, por meio do Facebook, na noite desta sexta-feira (26), a convocação de 2.410 universitários inscritos para estágio no Programa Partiu Estágio. Os estudantes foram comunicados pelo e-mail informado no ato de inscrição e também podem consultar a relação dos selecionados no site da Secretaria da Administração (Saeb). “Adotamos o critério de priorizar os alunos que fizeram o ensino básico na escola pública e inscritos no CadÚnico. No dia 13, faremos a assinatura do contrato para dar ingresso a esses jovens que terão a oportunidade de reforçar seu aprendizado nos órgãos e empresas públicas do Estado”, afirmou Rui. No e-mail recebido, constam informações sobre a necessidade de comparecer ao órgão ou entidade em que ele irá estagiar, munido de documentos pessoais. O prazo de comparecimento ao local de estágio é de 10 dias úteis, a contar da data de recebimento do e-mail convocatório.O Programa Partiu Estágio garante o acesso de jovens universitários que ainda não conseguiram se inserir no mercado de trabalho. É prioritário para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e para aqueles que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada.

26 de maio de 2017, 20:46

BRASIL PF queria ouvir Temer na próxima semana

O delegado da Polícia Federal Josélio Azevedo de Sousa pretendia que o presidente Michel Temer prestasse depoimento na próxima semana, dia 31 de maio, no curso do inquérito com base nas delações do Grupo J&F. Em despacho do dia 24, ele delegou a uma escrivã da PF a ordem de intimar não só Temer, como também o senador Aécio Neves (PSDB-MG), para depor no dia 01/06, e o deputado Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR), para o dia 02/06. Com efeito, uma escrivã procurou a defesa de Temer, que, no entanto, recorreu ao Supremo pedindo o adiamento do depoimento até a conclusão da perícia nos áudios gravados pelo delator Joesley Batista, sócio do Grupo J&F. Em seguida ao pedido da defesa do presidente da República, o ministro Fachin esclareceu, em despacho, que a perícia nos áudios gravados pelo empresário Joesley Batista era a “única diligência por ora deferida” e pediu o retorno dos autos da Polícia Federal até o Supremo, para que ele pudesse decidir se atendia ou não a pedidos feitos – entre eles, o de Temer, para suspender depoimento até a análise dos áudios.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 20:30

BRASIL PF pede prorrogação da prisão de ex-assessor de Temer e de ex-governadores do DF

A Polícia Federal pediu nesta sexta-feira, 26, a prorrogação da prisão temporária dos 10 investigados da Operação Panathenaico – inquérito sobre desvios de quase R$ 1 bilhão nas obras do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O pedido inclui o ex-assessor especial do presidente Michel Temer, Tadeu Fillipelli, e os ex-governadores do DF José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PCdoB). A Panathenaico foi deflagrada na terça-feira, 23, por ordem do juiz Vallisney Souza, da 10.ª Vara Federal de Brasília. O ex-assessor de Temer, os ex-governadores e outros sete investigados foram todos presos em regime temporário, por cinco dias. O pedido da PF para prorrogação do prazo da temporária foi feito com base na análise prévia das apreensões e depoimentos tomados. A PF avaliou existirem “os pressupostos necessários à prorrogação das medidas”.

26 de maio de 2017, 20:15

BRASIL MEC libera consulta às vagas do Sisu

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou consulta às vagas do 2º semestre pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Serão oferecidas 51,9 mil vagas na graduação em 63 instituições de ensino superior públicas. Para ser candidato é preciso ter feito o último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado na redação. A página do Sisu pode ser acessada aqui. As inscrições para o Sisu começam na segunda-feira, 29, e vão até o dia 1º de junho. Dentre as vagas, 22.663 estão em universidades e institutos federais da região sudeste, 18.726 no nordeste, 8.338 no sul, 1.133 no norte e 1.053 no centro-oeste. Por modalidade, 25.707 vagas são destinadas à ampla concorrência 24.744 obedecem às cotas estabelecidas pela Lei nº 12.711/2012 e 1.462 fazem parte de ações afirmativas próprias das instituições. O processo de inscrição deve ser feito exclusivamente na página do Sisu na internet, sem cobrança de taxa. O candidato deve acessar a página com número de inscrição e senha do Enem de 2016 para depois escolher os cursos por ordem de preferência. Também pode concorrer o estudante que já está matriculado em curso de graduação – desde que seja em instituição particular.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 20:11

BRASIL Ministro do Trabalho diz que Temer saíra fortalecido de crise política

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse hoje (26) que o presidente Michel Temer sairá fortalecido da crise política pelas medidas que tem adotado para melhorar o país, entre elas o estabelecimento de um teto para os gastos públicos, já aprovado pelo Congresso, e as reformas previdenciária e trabalhista, que estão sendo analisadas pelos parlamentares.”O Brasil de amanhã será muito melhor do que o de hoje por causa dessas medidas corajosas que o presidente encaminhou”, disse Nogueira durante o 89º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic).Em seu discurso, o ministro também ressaltou o potencial econômico do país. “Temos de enfatizar a grande capacidade de o nosso país superar dificuldades. O Brasil é um país com um mar de potencialidades e tem condições de ser protagonista do desenvolvimento mundial.”Além de Nogueira, participaram do evento os ministros da Fazenda, Henrique Meireles; e da Transparência, Torquato Jardim. O Enic reúne representantes das maiores empresas de construção do país.

Agência Brasil

26 de maio de 2017, 20:03

BRASIL Defesa de Aécio alega que inscrição ‘CX 2′ não é indício de ilegalidade

Foto: Divulgação

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG)

Após a Polícia Federal informar ter encontrado a inscrição “CX 2″ em anotações do material apreendido na busca e apreensão no gabinete e na residência do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), a defesa do tucano alegou que inscrição não é indício de ilegalidade. “Asseguramos que uma eventual referência a CX 2 não significa qualquer indício de ilegalidade”, afirma nota do advogado Alberto Zacharias Toron. A inscrição poderia indicar alguma referência a Caixa 2. A defesa do senador também lamentou no mesmo texto que “citações sem qualquer informação real” sobre a que se referem tenham sido divulgadas por agentes da investigação em curso.

Estadão Conteúdo

26 de maio de 2017, 19:50

BRASIL PF recupera R$ 480 mil que suposto operador de Aécio escondeu antes da Patmos

No relatório da Polícia Federal sobre a Operação Patmos, um agente da PF informa ter identificado o local de esconderijo e recuperado R$ 480 mil que Mendherson Souza Lima – assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) – teria buscado em São Paulo na data de 03/05/2017, como parte do valor de propina acertado entre o senador Aécio Neves e o empresário Joesley Batista. Isso foi possível graças ao próprio Mendherson, que, após ser preso, levou a PF ao local onde admitiu ter escondido o valor após a notícia sobre repasses indevidos da ordem de R$ 2 milhões na noite da quarta-feira 17 de maio, na véspera da operação. Segundo a investigação da Procuradoria-Geral da República, Mendherson teria atuado na operação para receber o dinheiro em nome de Aécio Neves junto com o primo do senador afastado, Frederico Pacheco de Medeiros. Após ser preso, na quinta-feira, 18, Mendherson disse que escondeu o dinheiro na casa da sogra por ter ficado assustado com as citações ao seu nome em meio às notícias de um suposto pagamento de propina a Aécio Neves. A informação de que o senador Aécio Neves teria pedido e recebido R$ 2 milhões indevidos da JBS surgiu na noite da véspera, 17. “Segundo as informações repassadas pelo investigado e presenciadas pelas testemunhas presentes no endereço da busca citado, na noite do dia 17/05/2017, após o alvo ter presenciado a divulgação de notícias dando conta de delações da empresa JBS e de um suposto esquema de pagamento de propinas ao Senador da República Aécio Neves, verificando-se inclusive citações ao seu nome, assustado com as mesmas, o alvo decidiu por pegar parte do dinheiro que estava guardado em sua residência para levá-lo para um local que não estivesse relacionado ao seu nome”, diz o relatório. “Assim, deslocou-se com duas sacolas contendo aproximadamente 480 mil reais e levou até a cidade de Nova Lima, pedindo para sua sogra que ali reside (Rua Paraná), de nome Azelina Rosa Ribeiro, para guardá-los em local seguro, sem que a mesma soubesse do seu conteúdo”, continua o relatório. Após ser preso, Mendherson tomou a iniciativa de ir junto com os agentes da Polícia Federal até o endereço que indicou. “No local, com Auto de Consentimento de Busca da Moradora, a equipe policial adentrou o recinto juntamente com o investigado, logrando a localização das duas sacolas com diversos pacotes com cédulas de 100 reais, escondida num dos quartos da residência”, disse o policial. As sacolas e as cédulas foram arrecadadas no local. Segundo a PF foram “devidamente conferidas e apreendidas em sede policial”. A Operação Patmos foi deflagrada no dia 18 de maio no curso da investigação contra o presidente Temer, o senador Aécio Neves e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures.

Estadão Conteúdo