16 de agosto de 2019, 06:10

BRASIL Manchetes do dia

– Tribuna: Desaceleração global atinge indústria e investimento

– A Tarde: Exército veta fuzil, mas libera pistola para população

– Correio: Salvador bate a macra de 1 milhão de veículos

– O Estado de S.Paulo: Situação das contas da Oi piora e Anatel estuda intervenção

– Folha de S.Paulo: Aperto orçamentário traz risco de paralisia de programas federais

– O Globo: País vive ais longo ciclo de aumento da desigualdade

15 de agosto de 2019, 22:00

ECONOMIA ‘Se Kirchner quiser fechar, a gente sai do Mercosul’, diz Guedes sobre Argentina

Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cogitou nesta quinta-feira (15), a saída do Brasil do Mercosul caso o candidato da ex-presidente Cristina Kirchner vença as eleições e queira fechar o bloco, atrapalhando o acordo com a União Europeia. “E se a Kirchner quiser fechar (o Mercosul para acordos externos)? Se quiser fechar, a gente sai do Mercosul. E se quiser abrir? Então vou dizer ‘bem-vinda moça, senta aí’”, afirmou o ministro, em evento do banco Santander em São Paulo. Guedes minimizou um agravamento da crise no país vizinho e seu impacto para o Brasil. Segundo ele, a indústria automotiva só é tão afetada porque a economia brasileira é muito fechada. “Nosso foco é recuperar a nossa dinâmica de crescimento. Desde quando o país, para crescer, precisou da Argentina? Quem disse que esse é o modelo que a gente quer, queremos ter indústria competitiva”, disse. O ministro afirmou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China não vai afetar o PIB brasileiro e poderia, no máximo causar, alterações cambiais, que foram minimizadas por ele. Na sua avaliação, há muito espaço para a disputa entre os dois gigantes econômicos se estender porque as duas potências medem forças para mostrar qual “tem o chifre mais comprido”. Para ele, os EUA vencem esta guerra porque a economia ocidental é mais descentralizada que a oriental. Guedes avaliou que o primeiro semestre foi produtivo para a equipe econômica. “Eu trabalhava com hipóteses que foram se confirmando”. Ele citou o avanço na resolução do acordo sobre a cessão onerosa e na tramitação da reforma da Previdência e ressaltou que o governo tem tido apoio nas pautas econômicas. “Continuo seguro de que estamos no caminho certo, estamos recebendo apoio para as pautas principais. A reforma da Previdência avançou bastante, está na reta final no Senado e todas as indicações são de que vamos conseguir aprovações sem mudanças substanciais. Não é o regime de capitalização, que é o ideal, mas tiramos esse fantasma que ameaçava o futuro do país”, disse. Guedes citou ainda a evolução na relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) como uma conquista. E exemplificou com a jurisprudência criada para a venda de subsidiárias de estatais. Para Guedes, essa foi uma das dificuldades que teve em Brasília e que foram superadas. Ele afirmou que quer tocar agora a simplificação de impostos e garantiu ainda que vai continuar vendendo as estatais. “Eu quero vender todas, eu sei que não funciona assim, mas meu trabalho é tentar vender todas”, disse. O ministro frisou que a venda desses ativos não tem efeito em curto prazo, mas mudará a trajetória de despesas futuras e abaterá a dívida pública do país. “Dá para reduzir o endividamento, economia vai crescer, a dívida vai ficando estável e, como porcentagem do PIB, vai diminuindo”.

Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2019, 21:56

BAHIA Marcelo Veiga aponta para desenvolvimento de Correntina durante agenda com Rui Costa

Foto: Divulgação

Inauguração do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) na cidade de Correntina

A inauguração de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), a entrega de 16 novas viaturas para a Polícia Militar, e assinaturas de convênios para agricultura familiar dos municípios da região oeste da Bahia foram apontados pelo deputado estadual Marcelo Veiga (PSB) como avanços fundamentais para o desenvolvimento regional. O parlamentar, vice-líder do governo Rui Costa (PT) na Assembleia Legislativa (Alba), esteve com o chefe do Executivo baiano nesta quinta (15), em Correntina, e disse que as ações elevam a sensação de segurança nas cidades e dão mais acesso a atendimentos de saúde para a população. “O governo tem investido forte na saúde, na agricultura familiar, na segurança e tem desenvolvendo programas que elevam a produção e a renda das famílias do campo. Também tem investido recursos em segurança pública, e dando maior autonomia para as polícias. Foi assim aqui em Correntina com as entregas de novas viaturas”, salienta Marcelo Veiga. Ao lado de jovens políticos, como o prefeito de Coribe, Manuel Rocha (PR), e do empresário Mariano, que deve disputar a prefeitura de Correntina em 2020, o deputado completa dizendo que também aconteceu a entrega de uma Unidades de Saúde da Família (UFS) e pavimentações de vias urbanas. Também foram entregues para Correntina cerca de 100 barracas para qualificação da Feira Livre, três kits de irrigação de cinco mil metros quadrados e duas máquinas forrageiras com reboque. E foi autorizado convênio para a aquisição de dois tanques de resfriamento de leite, além de um convênio no âmbito do Programa de Mecanização Rural para preparação do solo e limpeza de aguadas. Ao entregar viaturas, o governo beneficia Bom Jesus da Lapa, Brejolândia, Canápolis, Catolândia, Correntina, Coribe, Cocos, Feira da Mata, Ibotirama, Santana, São Desidério, São Félix do Coribe, Serra Dourada, Serra do Ramalho, Sítio do Mato e Tabocas do Brejo Velho.

15 de agosto de 2019, 21:52

BRASIL Senador petista diz que não é ‘contra a reforma’

Foto: Divulgação

O senador Paulo Paim (PT-RS)

Após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avisar que a PEC paralela que tentará reincluir Estados e municípios na reforma da Previdência precisará da colaboração de senadores e governadores de partidos de esquerda, Paulo Paim (PT-RS) foi ao plenário do Senado nesta quinta-feira, 15, e disse que não é contra a reforma. “Eu quero fazer ajustes no texto que veio da Câmara”, disse, aproveitando seu tempo para listar os pontos que considera problemáticos na proposta. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

15 de agosto de 2019, 21:45

ECONOMIA Juro do crédito imobiliário vai cair até 31,5%, diz Bolsonaro

Foto: Rafael Arbex/Estadão

Bolsonaro anuncia mudanças nas regras de concessão de crédito imobiliário

O presidente Jair Bolsonaro informou que anunciará na próxima terça-feira (20) mudanças nas regras de concessão de crédito imobiliário. Em live nas redes sociais, ele disse que a medida preparada pela Caixa Econômica Federal “mudará a vida dos brasileiros” e deve estimular a geração de emprego no país. “A Caixa vai anunciar uma coisa que mudará a vida dos brasileiros. A gente vai mudar a história do crédito imobiliário”, disse. A intenção do Palácio do Planalto é anunciar uma redução de até 31,5% dos juros dos financiamentos imobiliários. Como o banco estatal detém mais de 70% do crédito habitacional do país, outras instituições também podem derrubar suas taxas para evitar a perda de novos clientes. Atualmente, os contratos de financiamento habitacional são corrigidos pela TR (Taxa Referencial, hoje zerada). Os bancos cobram um adicional que costuma variar de 8,5% a 9,5%. Com a mudança, a Caixa vai reajustar os contratos pela inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O IBGE aferiu que esse índice deve fechar em 3,82% neste ano. Apesar de aplicar uma correção que hoje inexiste, na outra ponta o banco abrirá mão, em um montante maior, de suas próprias taxas, que acabam por onerar os empréstimos concedidos. O que ainda está em discussão na Caixa é a taxa adicional, que poderá variar de 2% a 3%. Clientes da Caixa ou com boa avaliação de crédito na praça pagarão juros menores. Isso significa que, na prática, o juro total sofrerá cortes entre 28% e 31,5% em relação ao modelo vigente. Somando juros e taxas cobrados, seriam 8,5% (no modelo pela TR), ante 5,82% (no modelo pelo IPCA), e 9,5% (pela TR), ante 6,82% (pelo IPCA).

Folhapress

15 de agosto de 2019, 21:40

ECONOMIA Hackers tentam invadir sistema da Caixa às vésperas de saques do PIS e FGTS

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Caixa

O sistema da Caixa sofreu uma tentativa de invasão de hackers na noite da última quarta-feira, 14, que obrigou o banco a tirar do ar o sistema que contém dados de beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, e trabalhadores. O ataque foi feito no banco de dados do NIS (Número de Identificação Social). De acordo com informações do site do próprio banco, devem ser cadastrados no NIS trabalhadores da iniciativa privada, beneficiários de programas sociais (o cadastro é feito pelo gestor do programa) e beneficiários de políticas públicas (o cadastro é feito pelos ministérios). Ainda segundo o site, para os trabalhadores, este número é usado para identificá-los no recolhimento e recebimento do FGTS, seguro-desemprego, abono salarial e também no ato da aposentadoria. Procurada pelo Estadão/Broadcast, a Caixa confirmou a tentativa de invasão. Em nota, o banco diz que “identificou, na noite de 14 de agosto de 2019, tentativa de acesso indevido ao sistema corporativo que possui informações cadastrais de cidadãos” e que tomou as medidas necessárias para “impedir a concretização de possíveis fraudes e garantir a segurança dos dados dos cidadãos”. Segundo a Caixa, o ataque não atingiu o sistema que armazena informações do FGTS. O Estadão/Broadcast apurou com fontes a par do assunto que o sistema foi derrubado ainda na noite de quarta, na tentativa de conter a invasão. Até o momento, o sistema segue fora do ar. Em nota, a Caixa afirmou que utiliza as “melhores práticas” e ferramentas especializadas em segurança cibernética e atua constantemente na prevenção de eventuais ocorrências de fraudes. O banco diz ainda que realiza o monitoramento das operações e dos acessos aos sistemas que custodiam as informações dos seus clientes e dos cidadãos brasileiros que utilizam seus serviços. O governo anunciou no dia 27 de julho a liberação de R$ 42 bilhões do FGTS de contas ativas (dos contratos atuais) e inativas (de contratos anteriores), a partir de 13 de setembro, e do Fundo PIS-Pasep, a partir de 19 de agosto. Os trabalhadores poderão sacar até R$ 500 de cada conta que possuírem no FGTS, ativa ou inativa. A partir de 2020, os trabalhadores poderão fazer saques anuais de suas contas no FGTS. O valor do saque anual será um porcentual do saldo da conta do trabalhador. Os trabalhadores poderão fazer os saques inclusive em lotéricas, apenas com identidade, sem necessidade de cartão e senha, apenas com RG e CPF, desde que o valor seja inferior a R$ 100. “É importante enfatizar que o cidadão deve manter seus dados cadastrais atualizados e que o Cartão do Cidadão e a senha são pessoais e intransferíveis, não devendo ser fornecidos para outra pessoa. O titular do cartão deve guardá-lo em local seguro e deve ser evitada a prática de se anotar senhas em papéis, especialmente aquelas que possibilitam transações financeiras”, recomendou o banco, em nota.

Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2019, 21:30

ECONOMIA Guedes: ‘Privatizar Petrobras, por enquanto, é brincadeira e especulação’

Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o presidente Jair Bolsonaro tem se mostrado cada dia mais animado com a ideia de privatizar empresas, e que já disse ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, “para ficar alerta”, dando a entender que a empresa também poderá entrar na lista de privatizações, o que negou em seguida. Ele ressaltou que, por enquanto, a ideia é apenas uma “brincadeira e especulação”, mas que Bolsonaro, há dois dias, cobrou mais vendas de estatais por parte do secretário especial de desestatização, Salim Mattar. “Eu fiz uma brincadeira com o Castello pelo seguinte, o presidente está cada vez mais sintonizado nessa agenda de privatização. Na minha frente, há dois dias, ele falou para ele (Mattar): você devia estar vendendo uma por semana, você tá dormindo, o que você tá fazendo no governo?”, reproduziu a conversa. “Por que você não fechou a Valec? A EPL? E os Correios? Quando vai vender?”, completou o ministro. Apesar de falar em tom de brincadeira, Guedes afirmou que, na sua avaliação – o que ele falava desde a campanha eleitoral – “é de que devia privatizar tudo”. Segundo ele, as estatais esgotaram um ciclo de financiamento e foram perdendo a capacidade de investir, “e foram ficando para trás”, avaliou. “No caso da Petrobras ela quase quebrou. A Eletrobras quase quebrou. Elas foram destruídas pelos governos anteriores. Agora elas estão em recuperação, mas a Petrobras não tem como fazer frente aos investimentos de US$ 600 bilhões, US$ 700 bilhões para extrair do pré-sal”, explicou. Ele deu como exemplo também o caso da Eletrobras, que não tem capacidade de investimento. “Ela tem que fazer R$ 14 bilhões por ano, mas tem capacidade para fazer R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões apenas”, concluiu.

Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2019, 21:15

BRASIL CNPq suspende oferta de 4,5 mil bolsas ociosas

Foto: Carlos Cruz/CNPq

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vem sofrendo sucessivos cortes desde 2016

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou nesta quinta-feira, 15, a suspensão da indicação de bolsistas. Com a medida, bolsas que estão neste momento ociosas em universidades e instituições de pesquisa deixarão de ser ocupadas. A medida afeta bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado que são concedidas a estudantes de graduação e pós por meio de instituições de ensino superior e de pesquisa. No total, haverá a suspensão de cerca de 4,5 mil dessas bolsas (de um total de mais de 50 mil oferecidas nessa modalidade). Bolsas ociosas podem ser aquelas que, por exemplo, aguardam processos seletivos dentro das universidades para serem ocupadas. Segundo o CNPq, a medida foi tomada porque o órgão recebeu indicação de que “não haverá recomposição do orçamento de 2019”. O CNPq é a principal agência de fomento à ciência do governo federal. O CNPq informou que bolsas concedidas diretamente pela agência aos pesquisadores, como aquelas de pós-doutorado e de produtividade em pesquisa, não serão afetadas por esta suspensão. Bolsas já destinadas, ocupadas pelos pesquisadores nas instituições, também não serão suspensas. “Reforçamos o compromisso com a pesquisa científica, tecnológica e de inovação para o desenvolvimento do País, e continuamos nosso esforço de buscar a melhor solução possível para este cenário”, informou o órgão. O CNPq teme que as restrições orçamentárias afetem a concessão de todas as bolsas oferecidas a pesquisadores brasileiros a partir de setembro. No total, são 80 mil. Em entrevista ao Jornal da USP, o presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, disse que a folha de pagamento de agosto zera completamente o orçamento da agência. No fim de julho, o órgão anunciou a suspensão da concessão de novas bolsas de pesquisa enquanto o governo federal não liberar crédito suplementar. O edital interrompido foi lançado em junho do ano passado e previa duas chamadas de pesquisadores selecionados, uma no início e outra no meio deste ano. No total, estava prevista a liberação de R$ 60 milhões para doutorandos, pós-doutorandos e professores visitantes. Conforme informou a Coluna do Estadão, a equipe econômica já avisou aos ministros que a Lei Orçamentária do próximo ano, que deve ser encaminhada ao Congresso até o dia 31, virá apertada. Com o corte no orçamento deste ano, só há recursos para pagar as bolsas em andamento no CNPq até setembro. “Gasto com MCTI é retorno de investimento”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, na tentativa de convencer Paulo Guedes a pegar leve. Nesta terça-feira, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto com outras 65 entidades científicas e acadêmicas, lançou uma petição online em defesa do CNPq. O abaixo-assinado alerta para a situação crítica em que se encontra a agência. Segundo o texto, o governo “precisa urgentemente recompor o orçamento do CNPq” aprovado para 2019, com um aporte suplementar de recursos da ordem de R$ 330 milhões para que a agência possa cumprir seus compromissos deste ano. Até as 20 horas desta quinta-feira, a petição já havia sido assinada por 94 mil pessoas.

Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2019, 21:00

BRASIL Eduardo Bolsonaro defende que sabatina para embaixador não seja secreta

Foto: Estadão

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu nesta quinta-feira (15) que a sabatina na Comissão de Relações Exteriores que deve analisar sua indicação para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos não seja secreta, para que a população possa acompanhá-la. Dispositivos na Constituição e no regimento do Senado determinam que essas sabatinas sejam secretas -quando apenas senadores podem participar-, mas tradicionalmente essas sessões são transmitidas e podem ser acompanhadas por visitantes e jornalistas. “Uma pessoa me falou sobre essa possibilidade [de a sabatina ser secreta], mas não é o que eu pretendo. Eu acho que há um interesse público de assistir a essa sabatina e eu acredito que é até um ato democrático você expor, não só para os senadores que vão votar, mas para a população brasileira, tudo o que está acontecendo ali dentro”, declarou Eduardo. O parlamentar se reuniu nos últimos dias com senadores. Segundo contou, esteve recentemente com Irajá (PSD-TO), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Espiridião Amim (PP-SC), Mailza Gomes (PP-AC) e Vanderlan Cardoso (PP-GO). Na semana passada, ele também se reuniu com o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS) e com o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), favorito para relatar sua indicação. A expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro designe em breve seu filho para a embaixada em Washington. Depois de formalizada a indicação, Eduardo precisará passar por uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores e por duas votações: uma no colegiado (de caráter consultivo) e outra no plenário da Casa. O próprio presidente reconheceu nesta quarta-feira (14) que há dificuldades para a aprovação do nome do seu filho. Bolsonaro disse que soldagens do Planalto apontam para uma “vantagem apertada” e que o governo não pode correr riscos. Nesta quinta, Eduardo Bolsonaro afirmou estar “muito esperançoso”. “As conversas que eu tenho tido [com os senadores] são animadoras. Certamente a sabatina vai ser um momento crucial, em que vou poder demonstrar meu conhecimento, habilidades a minha competência para assumir esse tão importante cargo”, disse o deputado a jornalistas. “E se eu for merecedor dos votos dos senadores, certamente chegarei nos Estados Unidos com todo o gás para bem representar os interesses do Brasil”, concluiu.

Folhapress

15 de agosto de 2019, 20:45

BRASIL PF contraria Bolsonaro e diz que troca de chefia não é por desempenho

Foto: Divulgação

Polícia Federal

A Polícia Federal afirmou, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira, 15, que a saída do delegado Ricardo Saadi da Superintendência do órgão no Estado do Rio de Janeiro não tem qualquer relação com desempenho. A afirmação contraria declaração do presidente Jair Bolsonaro, que pela manhã apontou a “produtividade” como razão de substituição. A escolha do novo superintendente do Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira Sousa, antecipada pelo Estado, foi confirmada pela Polícia Federal. Carlos Henrique chefiava a unidade no Estado de Pernambuco. Conforme o Estado publicou mais cedo, a Polícia Federal afirmou na nota que a mudança já vinha sendo planejada há alguns meses e o motivo principal é o desejo do superintendente atual de vir a Brasília, além de ser uma troca normal no cenário de um novo governo que assumiu. Não foi informado oficialmente que cargo ele ocuparia na capital federal. A definição dos superintendentes regionais é de responsabilidade apenas do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O órgão é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Sergio Moro. O fato de o presidente ter anunciado a exoneração de Ricardo Saadi foi bastante criticado internamente na Polícia Federal. Em ‘nota de repúdio‘, o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal em São Paulo – Estado onde Saadi atuou por vários anos, antes de assumir a direção do Departamento de Recuperação de Ativos no Ministério da Justiça – assinalou que ‘a escolha de superintendentes compete ao Diretor-Geral da Polícia Federal e a fala do presidente, mais que desrespeitosa, atenta contra a autonomia da Polícia Federal’. “A Polícia Federal é uma instituição de Estado e deve ter autonomia para se manter independente e livre de quaisquer ingerências políticas”, diz o texto. Na cúpula do órgão, a afirmação de Jair Bolsonaro de baixa produtividade da superintendência do Rio de Janeiro não encontra respaldo. O trabalho de Ricardo Saadi é muito bem avaliado e não há quem admita insuficiência de resultados. A iniciativa para a saída do Rio de Janeiro, segundo pessoas que acompanharam o processo, teria vindo do próprio superintendente e vem sendo negociada desde o início do ano. Carlos Henrique Oliveira Sousa havia sido recém-empossado superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, em maio. Antes, ele já foi o número 2 da PF no Rio de Janeiro, abaixo do próprio Ricardo Saadi. O presidente Jair Bolsonaro antecipou a informação da saída de Saadi à imprensa na manhã desta quinta-feira enquanto respondia a uma pergunta sobre modificações na Receita Federal. “Todos os ministérios são passíveis de mudança. Eu vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Motivo: é questão de produtividade”, afirmou o presidente. Ao ser perguntado se há problemas na superintendência, Bolsonaro respondeu que tem problemas “em todas as áreas” no Brasil. “Eu não quero esperar acontecer o problema para encontrar uma solução”, declarou. “Nome (de substituto) eu ainda não tenho. Não vou entrar em detalhes. É sentimento. Eu tenho que aprofundar, eu tenho que resolver os problemas do Brasil todo”. O presidente afirmou ainda que, em relação a qualquer cargo na administração, “se tiver que mudar, a gente muda”. “O único que levou facada e ralou quatro anos para chegar aqui fui eu. Ponto final. O povo confiou em mim o destino da nação. Eu tenho que decidir”. Sob o comando de Saadi, a PF do Rio de Janeiro avança em frentes de investigação de diversas operações que levaram, por exemplo, à prisão do ex-presidente Michel Temer, do empresário Eike Batista, e de um dos maiores doleiros do país, Dario Messer. Em um dos casos de maior repercussão no Estado do Rio de Janeiro, a PF tem atuado na operação Furna da Onça e desdobramento, que já levou à prisão diversos deputados estaduais. A Furna da Onça apura, entre outros fatos, a chamada rachadinha entre servidores e deputados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A operação não inclui, no entanto, as movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão do ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) em um relatório revelado pelo Estado. A apuração era conduzida pelo Ministério Público Estadual, com auxílio da Polícia Civil estadual, e está suspensa por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2019, 20:43

BAHIA “Defendo já há algum tempo a renovação do PT”, diz Wagner

Foto: Fernanda Chagas

O senador Jaques Wagner e o ex-deputado federal Emiliano José

O senador Jaques Wagner voltou a defender, na noite desta quinta-feira (15), a renovação do PT em todas as esferas. Ao enaltecer o seu chefe de gabinete, Éden Valadares, para a presidência estadual do partido, o ex-governador afirmou que o PT “precisa fazer formação de novos quadros e preparar outras pessoas”.

“Defendo já há algum tempo a renovação do PT. Éden nesse aspecto se encaixa, trabalha comigo, acho que é um jovem com uma tradição grande no PT, tem 20 anos filiado no partido, desde os seus 18 anos, tem uma vida inteira dedicada ao PT”, disse Wagner ao site Política Livre durante o lançamento do segundo volume da biografia do político baiano Waldir Pires, escrito pelo ex-deputado estadual petista Emiliano José. O evento acontece no Palácio Rio Branco, na Praça Municipal.

Ao todo, seis chapas foram inscritas para a eleição interna à presidência estadual do PT, mas os nomes dos candidatos só serão homologados oficialmente durante o congresso estadual do partido, que acontece entre os dias 19 e 20 de outubro. No entanto, fontes ouvidas pelo Política Livre especulam que a chapa “Renova PT: democracia e luta #LulaLivre”, liderada por Éden Valadares e Emiliano José está numa disputa acirrada com o deputado estadual Jacó – apoiado pelo atual presidente Everaldo Anunciação e o ex-deputado federal Josias Gomes.

Ainda em entrevista ao site Política Livre, o senador confidenciou que existe uma antiga reclamação do PT de apenas um grupo estar comandando o partido e o lançamento da candidatura de Éden e Emiliano veio para preencher essa lacuna. “Acho que Éden é uma pessoa que tem muita maturidade, com uma ampla visão de não ficar segmentando o partido e buscando uma maior compactação possível, mas o nome dele não está sozinho. Dentro da chapa que eles conseguiram unificar, na verdade, tem dois nomes numa eventual alternância, que eu acho salutar, entre ele e Emiliano. Eu até brinquei que o intelectual militante não envelhece nunca, tanto que ele está aí produzindo livros. Então, o que quero chamar atenção é que a chapa que eles conseguiram montar para essa primeira fase, antes do congresso, é uma que ampliou muito. Existem outras chapas, outros agrupamentos, mas se você me perguntar quais são os nomes que eu mais identifico com essa possibilidade de agregação é Éden e Emiliano”.

A chapa dos dois conseguiu aglutinar o apoio de 12 dos 21 parlamentares petistas e principais lideranças do partido, reunindo militantes das correntes internas Construindo um novo Brasil (CNB), Resistência Socialista (RS), Democracia Socialista (DS), 2 de Julho e Movimento PT. Além disso, a chapa poderá, nos próximos dias, ganhar o reforço da corrente interna Renova PT que conta com cerca de 1 mil filiados e deve entregar em torno de 30% dos votos. No entanto, ainda não está nada definido: Éden disputa o apoio da corrente com o deputado Jacó.

Disputa municipal

Sobre a disputa municipal do PT, cujo congresso acontece no próximo dia 8 de setembro, Wagner disse que não entrou diretamente na disputa, apesar de já ter anunciado seu apoio à chapa liderada pelo ex-vereador Gilmar Santiago, que tenta à reeleição, e a vereadora Marta Rodrigues.

“Houve um momento que tinha a possibilidade de juntar a candidatura de Gilmar com a de Ademario [Costa, assessor do deputado federal Jorge Solla], mas cada um, aliás, Ademario resolveu lançar sua própria candidatura. É normal, vamos para a eleição, ver aqueles que se elegem. Eu acho que a capital também tem que haver esse processo de renovação e compactação maior possível”

Antes com seis chapas inscritas, a disputa pela presidência municipal do PT em Salvador conta, até o momento, com quatro candidatos: além de Ademario Costa (Avante) e Gilmar Santiago (DS, RS e CNB), também disputam Danielle Ferreira (EPS) e Walter Takemoto (Articulação de Esquerda). Iracema Moura (EPS) e Hamilton Menezes (CNB) desistiram de concorrer e vão compor com Ademario, tendo a representante da EPS como vice. Assim como na eleição estadual, o registro das candidaturas ocorrerão oficialmente durante o congresso municipal.

Fernanda Chagas e Raiane Veríssimo

15 de agosto de 2019, 20:30

BRASIL Em resposta a Huck, Bolsonaro cita empréstimo para jatinho

Foto: Fábio Motta/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro rebateu a crítica feita pelo apresentador Luciano Huck de que ele seria “o último capítulo do que não deu certo”, durante a live semanal desta quinta, 15. “Vamos mostrar o que fez”, disse o presidente, fazendo referência a um empréstimo de R$ 2 bilhões que Huck teria feito no BNDES para a compra de um jatinho. “Juros de 3% para comprar jatinho? Isso é irresponsabilidade”, acrescentou Bolsonaro, que chamou o apresentador de “amigo do rei ou da rainha”. O presidente destacou não haver “ilegalidade” no empréstimo, “mas a gente vai mostrar que quem não era amigo do rei não tinha como comprar isso aí”. Segundo ele, detalhes da “caixa-preta” dos empréstimos do banco serão revelados na próxima segunda-feira, 19. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

15 de agosto de 2019, 20:15

BAHIA Polo Industrial de Camaçari ganha linha de produção de conversores de energia eólica

Foto: Ascom/Casa Civil

Turbinas eólicas

O Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), ganhou mais um incentivo para a produção de energia renovável. A empresa Siemens Gamesa Renewable Energy (SGRE), fabricante de turbinas eólicas, inaugurou mais uma área de produção na tarde dessa quinta-feira (15). A expansão da planta garante que, além de fabricar hubs e naceles, a indústria também fará montagem final de turbinas e produzirá seus conversores, que transformam energia mecânica em elétrica. Com a nova linha de fabricação, a SGRE passa a ser a primeira fabricante do setor com capacidade para produzir 100% dos seus conversores no Brasil. Com esse investimento na produção, a Bahia sai na frente na concorrência para atrair novos projetos de energia eólica que, além de fortalecer esse setor da indústria brasileira, colabora para o desenvolvimento econômico de Camaçari. A sede da SGRE no Polo Industrial tem 200 funcionários. Na inauguração, o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, destacou a importância da energia renovável para o estado e os potenciais que a Bahia possui para a geração de energia eólica e solar. “Temos grandes possibilidades no estado de gerarmos, inclusive, energia consorciada, a eólica pelos ventos noturnos e a solar ao longo do dia. Estamos trabalhando para intensificar a produção de energias renováveis no Estado, fomentando novos negócios. Desejo sucesso a SGRE e que possa contribuir cada vez mais para o crescimento do nosso estado”, afirmou Dauster. Também participaram do evento o diretor administrativo onshore da Siemens Gamesa Brasil, Roberto Prida; o diretor industrial da Siemens Gamesa no Brasil, Miguel Garcia Represa; e o superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, Paulo Guimarães.

15 de agosto de 2019, 20:00

BRASIL Gilmar suspende ação contra Cabral até que STF decida sobre uso de dados do Coaf

Foto: Estadão

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB)

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu nesta quarta-feira (14) uma ação penal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), com base na decisão do ministro Dias Toffoli sobre uso de dados detalhados do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras). É o primeiro processo decorrente da Operação Lava Jato interrompido com base na decisão de Toffoli, tomada no mês passado a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Gilmar deu a decisão atendendo a pedido de Lineu Castilho ex-chefe de gabinete da presidência do DER (Departamento Estadual de Rodagem), acusado de recolher propina para Cabral junto a empreiteiras com contrato no órgão estadual. A defesa de Lineu afirmou que dados detalhados do Coaf foram usados na investigação contra ele antes de decisão judicial autorizando a quebra de sigilo bancário. Diferentemente do caso de Flávio Bolsonaro, a apuração contra Lineu começou com base na delação premiada de executivos da empresa União Norte. O relatório do Coaf foi produzido após o depoimento do colaborador. Em julho, Toffoli determinou a suspensão de investigações criminais e processos pelo país que usem dados detalhados de órgãos de controle -como Coaf, Receita Federal e Banco Central- sem autorização judicial. A decisão foi dada a pedido do senador contra a investigação da promotoria fluminense aberta contra ele e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Ele alegou ter sofrido quebra de sigilo bancário de forma ilegal por meio de dados repassados pelo Coaf. Toffoli concordou com a tese do filho do presidente Jair Bolsonaro e estendeu sua decisão não apenas para paralisar a investigação contra ele como todos os inquéritos e processos com dados detalhados do Coaf fornecidos sem autorização judicial.

Folhapress

15 de agosto de 2019, 19:46

BRASIL Senado adia votação da Previdência em uma semana

Foto: André Dusek/Estadão

Plenário do Senado

Após acordo entre líderes partidários, o calendário da reforma da Previdência foi estendido e a votação da proposta no plenário do Senado foi adiada em uma semana. O processo será concluído no dia 10 de outubro, de acordo com novo cronograma divulgado nesta quinta-feira, 15, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Pelo novo calendário, o primeiro turno da votação no plenário será no dia 24 de setembro (inicialmente, estava previsto para dia 18). O segundo turno foi agendado para dia 10 de outubro (no calendário anterior, seria no dia 2). A mudança ocorreu por causa da contagem de sessões necessárias até o primeiro e o segundo turno. O calendário anterior considerava que as segundas e sextas-feiras contariam no prazo. A oposição, no entanto, exigiu que esses dias não fossem contabilizados como sessões deliberativas, já que não há quórum suficiente de parlamentares no plenário. De acordo com uma fonte ouvida pelo Estadão/Broadcast, o acordo sobre as novas datas foi fechado na quarta-feira, 14, em conversa com líderes partidários. A presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), chamou uma coletiva de imprensa para anunciar ajustes no calendário. Ela garantiu que o cronograma da comissão será mantido, mas deixou em aberto o andamento da proposta no plenário.

Estadão Conteúdo