21 de março de 2017, 10:43

BAHIA Coronel debate segurança pública em Eunápolis com Governo e o Judiciário

Foto: Divulgação

Depois de Feira de Santana e Vitória da Conquista, o presidente da Assembleia Legislativa, Angelo Coronel, foi hoje (20.03) ao extremo-sul da Bahia, em Eunápolis, debater a segurança pública na Bahia, dentro do fórum Pacto pela Vida, com o chefe do Executivo, governador Rui Costa, a chefe do Judiciário, desembargadora Maria do Socorro, a chefe do Ministério Público, Ediene Lousado, e o defensor-geral, Clériston Cavalcante de Macedo. Resumindo a sua participação nesses três eventos, em regiões diferentes da Bahia, o presidente Coronel constata que o grande problema é um só: o tráfico de drogas e as suas respectivas facções que infestam o interior, levando intranqüilidade e risco para municípios antes pacatos e ordeiros, que historicamente apresentavam casos esporádicos de crimes contra o patrimônio e, menos ainda, contra a vida.“A Assembleia Legislativa entende que a discussão do problema da segurança da população é fundamental. Segundo dados do Governo do Estado, cada preso custa R$ 3 mil por mês aos cofres públicos, enquanto um menor infrator representa uma despesa mensal de cerca de R$ 12 mil. E todo esse dinheiro financia ainda mais a escola do crime. O Legislativo, seja estadual, seja federal, tem a obrigação de levantar e avançar essa discussão”, diz o chefe do Legislativo baiano.
Angelo Coronel também defende uma maior presença de defensores públicos nas comarcas da Bahia.“Onde há a presença do defensor público, a instrução processual acontece mais celeremente. No sistema carcerário do Brasil, 32% são presos provisórios. Na Bahia, são cerca de 60%, e, em Eunápolis, esse número chega a 72%. Para mudar essa realidade, só com instrumentos processuais adequados”, defende Coronel.

21 de março de 2017, 10:26

BRASIL Blairo Maggi afasta possibilidade de estar na lista de Janot

Foto: Divulgação

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afastou na manhã desta terça-feira, 21, a possibilidade de estar na lista de inquéritos pedidos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Sem chance”, reagiu ele ao ser questionado sobre a informação, publicada na edição desta terça do jornal “Valor Econômico”.Maggi informou que a semana de licença que tiraria a partir da última segunda-feira, 19, seria para tratar de questões pessoais como a renovação dos registros de armas que herdou de seu pai e de sua carteira de motorista e para realizar uma mudança de residência em Cuiabá. Originalmente, a semana estava reservada para uma viagem aos Estados Unidos com a área da pesca. Porém, a secretaria saiu de seu ministério e por isso o compromisso foi cancelado.De acordo com a reportagem do “Valor Econômico”, Janot pediu a abertura de inquérito contra nove ministros do governo do presidente Michel Temer e Maggi seria um deles. Os motivos pelos quais o ministro teria se tornado alvo de pedido de investigação ainda não foram divulgados, segundo o jornal, mas seriam decorrentes de envolvimento do ministro, quando era senador, com a Construtora Odebrecht.

Estadão

21 de março de 2017, 10:18

SALVADOR Sabá solicita nova linha de ônibus para o Alto do Peru

Foto: Valdemiro Lopes

Vereador Sabá (PV)

A implantação de uma linha de transporte coletivo ligando os Bairros da Pituba ao Alto do Peru – Fazenda Grande do Retiro, demanda antiga dos moradores da região, pode ser atendida após o vereador Sabá (PV) apresentar o Projeto de Indicação ao prefeito ACM Neto (DEM), objetivando o atendimento da mesma. No entendimento vereador, a inexistência de uma linha de transporte público urbano que faça a integração entre os bairros citados prejudica o dia a dia de quem mora na localidade e depende do transporte público. “Creio que o prefeito ACM Neto está atento aos anseios da população que utiliza o transporte público e inevitavelmente vai aceitar a nossa indicação. Realmente é uma demanda antiga e com a implantação da linha, os moradores do bairro ganharão mais uma opção de deslocamento”, disse Sabá.

21 de março de 2017, 10:10

BAHIA Baianos trocam farpas por paternidade de ações

Foto: Divulgação

Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) rebateu em entrevista à Tribuna as críticas da oposição a Michel Temer (PMDB)

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) rebateu em entrevista à Tribuna as críticas da oposição a Michel Temer (PMDB) de que o presidente se apropria de obras feitas nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma. A oposição subiu o tom na semana passada, com a visita que Temer fez à transposição do Rio São Francisco na Paraíba. Lúcio comparou a postura dos opositores até mesmo com programas das gestões de Lula e Dilma lançados pelo governador Rui Costa e por seu antecessor, Jaques Wagner, ambos do PT. “Interessante eles (a oposição a Temer). Quando o governador Rui Costa lançava programas e obras de Lula e Dilma não era apropriação indevida. Eles são engraçados”.O peemedebista aproveitou para criticar Rui Costa pelo lançamento do programa Criança Feliz na Bahia, que aconteceria hoje na Assembleia Legislativa e foi adiado após polêmica com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, que chegou a anunciar que não participaria do lançamento.“Do jeito que está sendo anunciado, parece que o programa é do PT da Bahia. Por isso que o ministro disse que não vai mais participar. O governo federal, que criou o programa, sequer foi citado”, disse Lúcio. Após a polêmica se tornar pública, o ministro Osmar Terra telefonou ao governador Rui Costa para dizer que virá. O lançamento do Criança Feliz na Bahia ainda não tem nova data para acontecer. A justificativa oficial é de que Terra foi convocado por Temer para uma reunião hoje em Brasília.Já por parte de petistas e aliados, as críticas a Temer ganharam ainda mais corpo no domingo (19), quando Lula e Dilma visitaram as águas que correm no município de Monteiro, na Paraíba, vindas do Velho Chico. Líder da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal baiano Afonso Florence (PT) ficou “perplexo” com a declaração de Temer de que as obras não têm paternidade.“Estamos perplexos com essa declaração. Isso é uma tentativa de manipulação, de ludibriar a opinião pública. Uma obra tão robusta como essa não se conclui em meses. Não reconhecer a influência de Dilma e Lula é uma tentativa de ludibriar a opinião pública e o povo nordestino sabe disso. O governo de Temer só tem agenda negativa, aí tentam transformar agenda positiva as obras da antecessora dele (Dilma)”.Presente à comitiva, o deputado Valmir Assunção (PT-BA) destacou a atuação dos ex-presidentes na consolidação do projeto. “Estive neste momento único da história deste país para ver milhares de nordestinos, assim como eu, tendo sua vida melhorada por meio de projetos desse partido que só melhorou a vida do povo”, disse Valmir.

Tribuna da Bahia

21 de março de 2017, 10:06

BRASIL Ficou patente a necessidade de mudança do sistema eleitoral atual, diz Mendes

Foto: Divulgação

Presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes

Começou na manhã desta terça-feira, 21, na comissão especial da Reforma Política da Câmara um seminário internacional promovido em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na abertura do evento, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, disse que ficou patente a necessidade de mudanças no sistema eleitoral brasileiro em vigor. Em um breve discurso, Mendes afirmou que a possibilidade de reforma é uma oportunidade única em momento crucial, onde é necessário agir em pouco tempo. As mudanças que forem propostas pela comissão especial terão de ser aprovadas até o início de outubro deste ano para que as regras entrem em vigor na eleição de 2018. “O desafio é entregar uma reforma que responda aos anseios da população descrente da política”, defendeu. Mendes participou do evento acompanhado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que em discurso disse que o debate sobre a reforma vem em momento adequado. Em tom crítico, Maia disse que informações que estão na sociedade não correspondem à verdade. O discurso está relacionado à repercussão negativa do sistema de lista fechada proposto pelos líderes do Congresso, entre eles Maia. “Com o fim do financiamento de pessoa jurídica, o País precisa construir algo novo”, pregou o presidente da Câmara. Para Maia, o modelo em vigor hoje promove a renovação, mas faz isso dentro de um mesmo ciclo político. Durante a manhã desta terça, especialistas falarão aos parlamentares sobre os diversos sistemas em vigor aplicados fora do País.

Estadão

21 de março de 2017, 09:54

BRASIL Operação da PF combate crimes cibernéticos em cinco estados

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (21) a segunda fase da Operação Darkode, no intuito de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o sistema bancário, por meio eletrônico, e de investigar a negociação de informações úteis à prática de crimes cibernéticos.A estimativa da corporação é que as ações do grupo tenham causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões, sobretudo mediante fraudes contra o sistema bancário.Cerca de 100 policiais federais cumprem 37 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva, 15 de prisão temporária e 18 de busca e apreensão, em residências e em empresas vinculadas à organização. O objetivo é colher provas contra outros integrantes e beneficiários, além de identificar e apreender bens adquiridos ilicitamente.As diligências, segundo a PF, estão sendo executadas nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia (GO), Anápolis (GO) e Senador Canedo (GO), bem como nos estados do Pará, de Tocantins, de Santa Catarina e no Distrito Federal.O líder do grupo criminoso cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, imposta por sentença condenatória da 11ª Vara Federal de Goiânia em decorrência da prática de crime cibernético, de acordo com informações da corporação.Na primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2015, foram cumpridos sete mandados judiciais em Goiânia, sendo dois de prisão e um de condução coercitiva, além de quatro de busca e apreensão. A ação foi coordenada com forças policiais de diversos países contra hackers que se comunicavam por intermédio de um sítio eletrônico denominado Darkode.

Agência Brasil

21 de março de 2017, 09:53

BRASIL STF autoriza primeira operação com base em delação de executivos da Odebrecht

Foto: Divulgação

PF cumpre mandados expedidos pelo ministro Edson Fachin com base em relatos obtidos na delação do 78 executivos da empreiteira baiana.

A nova fase da Operação Lava Jato deflagrada na manhã desta terça-feira, 21, usa trechos das delações de 78 executivos da Odebrecht, que foram homologadas em 30 de janeiro. Essa é a primeira operação cumprida a partir de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) com base no que foi delatado pelos executivos da Odebrecht. A operação foi autorizada pelo Supremo por envolver alvos ligados a autoridades com foro privilegiado. As revelações de ex-executivos da empreiteira podem ser usadas não só para pedir novas investigações ao STF, como a Procuradoria-Geral da República fez na semana passada, como também para pedir medidas em inquéritos que já estão em andamento. Na última semana, a PGR enviou ao Supremo 320 pedidos com base nas delações da empresa – entre elas 83 solicitações de novos inquéritos. O material ainda precisa ser analisado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. Os alvos desta etapa não são políticos, mas pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (PMDB-RO), Humberto Costa (PT-PE) e Eunício Oliveira (PMDB-CE). São cumpridos mandados em Recife, Brasília, Salvador, Rio de Janeiro e Maceió. São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Em Pernambuco, dois alvos são Mário Barbosa Beltrão, empresário ligado ao senador Humberto Costa, e Sofia Beltrão. Mário Beltrão foi citado na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, em 2014. Segundo o delator, Humberto Costa recebeu R$ 1 milhão do esquema de propinas e corrupção na Petrobrás para sua campanha em 2010. O ex-diretor da estatal disse que o dinheiro foi solicitado pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, amigo de infância do petista e presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra). O material apreendido deve ser levado para análise em Brasília. Em agosto de 2016, a 33ª fase da Lava Jato – autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro – investigou alvos de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro em Pernambuco. Na ocasião, o alvo foi a construtora Queiroz Galvão e os executivos ligados à construtora Ildefonso Colares e Othon Zanoide foram presos. A assessoria de Renan informou que nenhuma pessoa que trabalha com ele em Brasília ou em Alagoas foi alvo de buscas.

Estadão

21 de março de 2017, 09:35

INTERIOR DA BAHIA Ilhéus: seis pessoas são presas na Operação Citrus

Seis pessoas foram presas no início da manhã desta terça-feira, 21, durante a operação Citrus, do Ministério Público Estadual. A ação combate um grupo criminoso, composto de empresários e funcionários públicos, que praticava fraudes e superfaturamento em procedimentos licitatórios e contratos realizados pela prefeitura municipal de Ilhéus. Foram presos Enoch Andrade Silva, Thayane Santos Lopes, Wellington Andrade Novais, Lucival Bomfim Roque, Jamil Chagouri Ocké e Kácio Clay Silva Brandão. Além dos seis mandados de prisão, foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva e 27 mandados de busca e apreensão. O grupo opera desde 2009 celebrando contratos com o Município de Ilhéus para o fornecimento de bens diversos utilizando as rubricas genéricas de “gêneros alimentícios” e “materiais de expedientes/escritório”. O esquema contava com a participação de agentes públicos do primeiro escalão do governo municipal e, conforme comprovado no período da investigação, as empresas envolvidas receberam mais de R$ 20 milhões decorrentes de contratações com a Prefeitura Municipal de Ilhéus. As empresas são a Marileide S. Silva de Ilhéus, Mariangela Santos Silva de Ilheus EPP, Thayane L. Santos Magazine ME, Andrade Multicompras e Global Compra Fácil Eireli-EPP, todas geridas por Enoch Andrade Silva. Também foi identificada a participação do empresário Noeval Santana de Carvalho, que celebrava contratos irregulares com o Poder Público para fornecimento de merenda escolar. A operação foi comandada pela 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e suporte operacional da Polícia Civil, através do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Departamento de Polícia do Interior (Depin).

21 de março de 2017, 09:19

SALVADOR Lorena indica placas explicativas em monumentos históricos

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Vereadora Lorena Brandão (PSC)

Sem dúvidas alguma Salvador é uma das cidades mais históricas do mundo e os seus contos por muitas vezes é desconhecido, principalmente pelos turistas que visitam a cidade todos os anos em grande número. Para uma maior sensibilidade e conhecimento de todos os monumentos que marcam os 467 anos da primeira capital baiana, a vereadora Lorena Brandão (PSC) entregou ao Legislativo Municipal Projeto de Indicação (PIN) para a instalação de placas bilíngues em obras e monumentos de natureza histórica, artística e cultural com nome, resumo e significado da referida. Além disso, o PIN também solicita a possibilidade de dispor plataforma eletrônica acessível pela internet a todos os catálogos com estas obras ou monumentos. “Salvador é uma das cidades mais bonitas e de maior história do nosso país e ainda falta um pouco de informação material instalada em monumentos que podem passar conhecimento não só a turistas, mas também a todos os soteropolitanos. Precisamos enriquecer a sociedade com informação de valor e esse é o maior intuito do projeto de indicação que apresentamos à Câmara Municipal”, disse a vereadora. É competência do município, de acordo com o art. 23 da Constituição Federal de proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos, bem como proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação.

21 de março de 2017, 09:03

BAHIA Governo e prefeitura não avançam sobre divisão de tarifa de integração do metrô

Foto: Divulgação

Os chefes da Casa Civil da prefeitura, Luiz Carreira, e do governo estadual, Bruno Dauster, tiveram um novo encontro ontem (20) para discutir o impasse sobre a integração entre os ônibus da capital e o metrô. Os detalhes do encontro foram mantidos em sigilo, mas fontes ligadas ao Palácio Thomé de Souza afirmaram que não houve avanço significativo em relação ao maior entrave – o preço da tarifa a ser cobrada pelos coletivos que vão alimentar as duas linhas metroviárias. De um lado, as empresas do Consórcio Integra reivindicam um percentual maior do preço da passagem. Do outro, o grupo CCR, que ganhou a concorrência para construir e operar o sistema, quer manter a maior fatia sobre o valor. Para resolver o cabo de guerra, os palácios de Ondina e Thomé de Souza querem encomendar um estudo independente, para definir o índice que cada um terá direito de fato.

Jairo Costa Jr./Correio*

21 de março de 2017, 08:55

MUNDO Hong Kong anuncia proibição temporária à importação de carne brasileira

Hong Kong se tornou o mais recente país a proibir a importação de carne brasileira após a operação Carne Fraca da Polícia Federal levantar questões sobre a segurança da indústria de carne do país.”Tendo em vista que a qualidade da carne exportada do Brasil é questionada, por prudência, o Centro de Segurança Alimentar suspendeu temporariamente a importação de carnes congeladas e refrigeradas e carne de aves do Brasil com efeito imediato”, informou a agência em comunicado.Um porta-voz da agência disse que continuará a manter contato com as autoridades brasileiras para obter informações detalhadas para futuras avaliações.Hong Kong, que é um grande importador de carne brasileira, é o mais recente país a proibir a importação de carne. A China, o Egito, o Chile, além da União Europeia, anunciaram na segunda-feira medidas para proibir temporariamente as importações do Brasil ou de empresas específicas acusadas pela Polícia Federal de subornar funcionários sanitários por certificados de saúde. Os EUA e outros países disseram que iriam aumentar as inspeções.Tanto a JBS quanto a BRF têm negado a venda de carne ruim ou de subornar funcionários.

21 de março de 2017, 08:53

BAHIA Fazcultura vai investir R$ 15 milhões em projetos culturais em 2017

Festival Brasil Guitarras, Música no Parque, Enxaguada do Bonfim, Mercado Iaô e Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Estas e outras dezenas de ações têm em comum o apoio financeiro do Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural (Fazcultura). A iniciativa é responsável por investir, todos os anos, milhões de reais na promoção da cultura na Bahia. Em 2017, o Governo do Estado destina R$ 15 milhões para novas propostas. Gerido pela Secretaria de Cultura (Secult), em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), o Fazcultura segue com as inscrições abertas até o fim do ano. Em 2016, 54 projetos foram beneficiados pelo programa de incentivo, que investiu R$ 13,4 milhões em projetos diversos. Os recursos são destinados às ações culturais através de renúncia do ICMS. O Governo do Estado renuncia de uma parcela do imposto de determinada empresa e destina o valor aos projetos. Essas quantias podem variar de 5 a 10% do imposto anual recolhido pela empresa. De acordo com o superintendente de Promoção Cultural da Secult, Alexandre Simões, o Fazcultura é um dos principais mecanismos de financiamento de políticas culturais no estado. “Somos um celeiro de boas ideias, e o Fazcultura tem a responsabilidade de mesclar a valorização das iniciativas de artistas consagrados com aqueles que têm batalhado pelo seu espaço, por visibilidade em todos os segmentos. O programa é uma janela de oportunidade para o produtor que tem uma ideia, seja na capital ou no interior, consagrar seu trabalho, tirar a ideia do papel e transformar em realização”, explica Simões. Todo o processo de análise dos projetos é feito virtualmente, por meio da plataforma Clique Fomento. Os produtores, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas, devem realizar o cadastro e preencher formulário com informações sobre a ação cultural, como metas, objetivos e orçamentos. Também é preciso apresentar uma manifestação de interesse de uma empresa privada em financiar o projeto – a chamada ‘carta de intenção de patrocínio’. Depois de inscrito, uma equipe técnica da Secretaria da Cultura inicia a etapa de avaliação do projeto, que se chama ‘análise prévia’, verificando se ele se enquadra nas diretrizes do programa. Em seguida, o projeto passa por uma avaliação técnica, em que são verificados dados como orçamento, estrutura e relevância. Somente depois disso, as propostas são avaliadas pelos especialistas da Comissão Gerenciadora, presidida pelo secretário de Cultura, Jorge Portugal. Além de representantes da Secult, Sefaz e órgãos do estado, a comissão é composta por representantes da sociedade civil, artistas, técnicos das áreas de música, audiovisual e outros setores. Cada projeto é discutido pela grupo e avaliado pelos especialistas antes de ter acesso aos recursos via Fazcultura. O processo dura cerca de 120 dias. Durante a análise, os produtores ainda podem ser convocados a apresentar mais esclarecimentos e detalhes da proposta. Diretora da Maré produções, Fernanda Bezerra têm experiência com a inscrição de grandes projetos no programa estadual. Ela acredita que, nos últimos anos, a seleção tem sido cada vez mais ágil no retorno aos produtores. “Hoje o processo dos projetos depende da manifestação de interesse do patrocinador privado, o que gera um filtro e uma maior celeridade nessa avaliação. O produtor ‘pré-cadastra’ a proposta e, a partir da possibilidade de parceria, ela começa a tramitar. Esse processo tem estado cada vez mais ágil. A coordenação tem sido rápida nos retornos e a comunicação tem sido bastante eficaz. Estão todos trabalhando para que os projetos se concretizem”, afirma a produtora.

21 de março de 2017, 08:35

BRASIL Eliana Calmon: foro privilegiado para autoridades deve passar por revisão geral

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Juíza aposentada Eliana Calmon

A juíza aposentada Eliana Calmon disse, nessa segunda-feira (20), em entrevista ao programa Conversa com Roseann Kennedy, da TV Brasil, que as regras de foro privilegiado para autoridades devem passar por uma revisão geral. A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora Nacional de Justiça criticou a proximidade de juízes com a política e considerou a Operação Lava Jato um “divisor de águas” para o país. Primeira mulher a ocupar um cargo de ministra no STJ, Eliana Calmon afirmou que a Constituição de 1988 “inchou” a possibilidade de foro privilegiado para muitas autoridades. “São mais de 3 mil autoridades que têm direito ao foro especial. O que acontece é que, para esses que têm foro especial precisava que o rito do processo fosse mais rápido, mais diligente. O rito processual do foro especial é extremamente execrável, porque demora demais”, acrescentou. “Precisamos fazer uma revisão geral do foro especial. Ele precisa existir porque há autoridades que não podem ficar com o juiz de primeiro grau, porque esse magistrado está muito distante dos fatos que, muitas vezes, acompanham o dia a dia de uma autoridade federal, por exemplo. De forma que é necessário que poucas autoridades tenham foro especial”, acrescentou Eliana. Candidata derrotada ao Senado pela Bahia, em 2014, ela considerou a disputa política uma “experiência rica”, mas disse que não pretende se candidatar novamente. A juíza criticou os magistrados que usam a Justiça para “se tornar figura de proa”. “O magistrado tem que seguir a carreira dele. O meu entendimento é que a magistratura poderia mudar o destino desse país se seguisse as leis fielmente e fosse menos política. De modo geral, magistratura está pari passu com a política dominante”, disse. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

21 de março de 2017, 08:23

BRASIL Força-tarefa recorre de decisão que extinguiu ação

A força-tarefa da Lava Jato recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) para reverter a decisão do juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1.ª Vara Federal de Curitiba, que extinguiu a ação cível da Procuradoria da República contra a empreiteira Galvão Engenharia, sua holding e seus executivos, além do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Na ação, a Lava Jato pede que os envolvidos paguem aos cofres públicos o equivalente a R$ 1 bilhão por danos morais coletivos, multa civil e danos materiais devido a envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. A Procuradoria pede ainda que a ação civil seja aceita e que, ao final do processo, o a empreiteira seja condenada a pagar as multas e fique proibida de contratar com o poder público. O agravo de instrumento foi protocolado no dia 9 de março e está sob análise do desembargador Fernando Quadros da Silva, do TRF4. Atualmente, a Galvão Engenharia e sua holding Galvão Participações estão em recuperação judicial. O recurso é assinado pelos 13 procuradores da força-tarefa em Curitiba que afirmam que a empresa não foi alvo de achaque e tampouco teria sofrido prejuízo ao pagar propinas – teses alegadas pela Galvão no processo da Lava Jato -, e também que o juiz Wendap extinguiu a ação sem ter possibilitado ao Ministério Público Federal que provasse o dano ao erário.

Estadão

21 de março de 2017, 08:07

SALVADOR “É preciso discutir as reformas antes de tomar posições”, diz Heraldo Rocha

Foto: Reprodução

O presidente do Democratas em Salvador, Heraldo Rocha (DEM), defendeu que as reformas do governo, especialmente a da Previdência, devem ser analisadas detidamente antes de se tomar posições radicais. “Acho que temos que discutir com mais detalhes a reforma da Previdência. Acredito que não podemos radicalizar posições. A oposição está radicalizando, não quer discutir. Isso não é democracia. A reforma da Previdência não foi discutida e já estão derrotando, enchendo as redes sociais com políticas ferrenhas”, criticou.“O Brasil enfrenta uma crise muito grave para tomarmos posições polêmicas. Temos que pensar no cidadão sofrendo com a seca e com o desemprego em massa. A situação é muito grave. Chega de 13 anos iludindo a população. Seria muito tranquilo para mim que eu me colocasse contra sem discutir com profundidade. Acho que precisamos discutir, não podemos ficar enchendo as redes sociais com memes criticando. A Previdência é um grave problema, temos problemas na França e no mundo todo”, prosseguiu o democrata, em resposta ao deputado federal Afonso Florence (PT).Ontem, à Tribuna, o petista se mostrou convicto que a matéria será derrotada por conta da pressão popular que tem se mostrado em ações como as manifestações ocorridas na última quarta-feira (15). O parlamentar também comentou a querela entre governo do Estado e prefeitura pela paternidade do metrô, acusando a oposição de tentar capitalizar a obra para si. “Eles começaram as obras na década de 90, mas foram engavetadas por conta da corrupção. Aquela obra não é da prefeitura. Imbassahy e ACM estão tentando ludibriar a opinião pública de Salvador, estão tentando capitalizar obras que foram paralisadas no governo dele. Imbassahy vai tentando se estabelecer como um ministro baiano, mas é um ministro do golpe”, prosseguiu. Heraldo Rocha, entretanto, preferiu amenizar a situação.

Tribuna da Bahia