1 de novembro de 2017, 07:30

MUNDO Cinco dos oito mortos no atentado em Nova York são argentinos

Cinco dos oito mortos no atentado terrorista ocorrido nessa terça-feira (31) no centro de Nova York são argentinos, informou o Ministério de Relações Exteriores da Argentina. Mais um argentino foi ferido e está internado, mas fora de perigo. As vítimas eram parte de um grupo de dez ex-alunos da Escola Politécnica de Rosário – uma cidade a 300 quilômetros da capital, Buenos Aires. Eles tinham viajado aos Estados Unidos para comemorar os 30 anos de formatura e estavam passeando de bicicleta pelo bairro de Manhattan, quando foram atropelados. O autor do atentado foi identificado como Sayfullo Saipov – um homem de 29 anos, nascido no Uzbequistão, que vive nos Estados Unidos desde 2010. Ele jogou uma caminhonete alugada contra pedestres e ciclistas, numa ciclovia movimentada no centro de Nova York. Só parou quando bateu em um ônibus escolar. Segundo testemunhas, ele desceu do veiculo gritando “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe), antes de ser baleado pela polícia. Os argentinos mortos foram identificados como Hernán Diego Mendoza, Diego Enrique Angelini, Alejandro Damián Pagnucco, Ariel Erlij y Hernán Ferruchi. Martín Ludovico continua no Presbiterian Hospital de Manhattan, mas está fora de perigo.

Monica Yanakiew, Agência Brasil

1 de novembro de 2017, 07:29

MUNDO Presidente sul-coreano diz não reconhecer Coreia do Norte como Estado nuclear

A Coreia do Sul nunca irá tolerar a Coreia do Norte como um Estado nuclear, e Seul também não desenvolverá armas nucleares, afirmou nesta quarta-feira (1º) o presidente sul-coreano, Moon Jae-in. A informação é da Agência Reuters.A crise nuclear da Coreia do Norte será o centro das atenções no fim desta semana, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começar uma viagem à Ásia. A diplomacia tem sido reforçada como preparação para a visita.Uma série de testes de armas por parte do regime norte-coreano e uma sequência de declarações cada vez mais tensas entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, nos últimos meses, despertou temores sobre um possível conflito armado.

31 de outubro de 2017, 20:33

MUNDO Responsável por ‘ato de terror’ em NY é identificado como Sayfullo Saipov

O Departamento de Polícia de Nova York afirmou que o motorista que avançou uma caminhonete contra ciclista e pedestres no sul de Manhattan gritou Allahu akbar (Alá é o maior) quando saiu do veículo armado com dois repórteres. A rede de TV ABC noticiou, por fontes, que o motorista é Sayfullo Saipov, natural do Usbequistão.O “ato de terror”, nas palavras do prefeito da cidade, Bill De Blasio, aconteceu poucas horas antes de nova-iorquinos ocuparem as ruas da cidade na tradicional celebração de Halloween. O principal evento seria um desfile no West Village, região próxima do local do ataque. De Blasio pediu que a população fosse “vigilante” e comunicasse às autoridades se visse algo suspeito. Segundo ele, haveria mais policiais nas ruas a partir da noite de ontem.O grupo extremista Estado Islâmico estimula que seus seguidores atuem como lobos solitários com os instrumentos que tiverem à sua disposição. Apoiadores do grupo comemoraram o “ato de terror”, apesar do EI não ter assumido, até o momento, a autoria do ataque. Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, utilizou seu perfil no Twitter para dizer que “não devemos permitir que o Estados Islâmico retorne ou entre em nosso país após derrotarmos eles no Oriente Médio e em outros lugares. Basta!”. Ele também disse que seus pensamentos, condolências e orações estão com as vítimas e os familiares.

Estadão

31 de outubro de 2017, 18:19

MUNDO Atropelamento em ciclovia mata ao menos oito em Nova York

Foto: Justin Lane/EFE

Pelo menos 8 pessoas morreram e 11 ficaram feriddas quando um homem que dirigia uma caminhonete avançou nesta terça-feira, 31, contra ciclistas e pedestres em uma ciclovia no sul de Manhattan em alta velocidade. Ele só parou após seu veículo se chocar contra um ônibus escolar, informou a Polícia de Nova York.O suspeito foi baleado e preso perto do One World Trade Center (onde antes ficava o World Trade Center). O FBI assumiu a investigação e trata o caso como um atentado terrorista. “Esse foi um ato de terrorismo”, disse o prefeito da cidade, Bill de Blasio. Fontes próximas da investigação disseram à CNN que o suspeito teria gritado “Allahu Akbar” (Alá é o maior, em árabe) durante o ataque. A polícia não revelou a identidade do autor, apenas sua idade, 29 anos, da Flórida. Num primeiro momento, a polícia informou que o suspeito estava armado e abriu fogo. Posteriormente, as autoridades descobriram que ele portava uma arma falsa e os sons de tiros relatados por testemunhas foram de alguma maneira fabricados. O governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, descreveu o motorista como um “lobo solitário”. Segundo ele, “não há nada que sugira uma ampla conspiração”. O presidente Donald Trump reagiu com uma mensagem no Twitter: “Em NYC, parece haver outro ataque de uma pessoa doente e desequilibrada. A polícia está seguindo isso de perto. NÃO NOS EUA!” Uma testemunha do ocorrido contou à rede de TV ABC que viu um carro branco entrar em alta velocidade pela ciclovia da West Side e atingir várias pessoas. Ele também disse ter ouvido tiros e visto corpos no chão. Uma segunda testemunha disse à Associated Press também ter visto o atropelamento.

Estadão

31 de outubro de 2017, 14:47

MUNDO Último teste nuclear norte-coreano pode ter matado 200 pessoas

Cerca 200 pessoas podem ter morrido pelo desmoronamento de um túnel dias depois do último teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, no dia 3 de setembro, segundo informou nesta terça-feira (31) a emissora japonesa de TV Asahi. A informação é da EFE*. O teste nuclear, o mais potente já feito pelo regime norte-coreano, foi feito de maneira subterrânea no nordeste do país e causou o colapso de um túnel que tirou a vida de cem trabalhadores. Fontes da Coreia do Norte citadas pelo canal japonês asseguram que outras 100 pessoas teriam morrido quando tentaram resgatar os afetados e um segundo tremor causado pela detonação provocou um novo desabamento. Desde esse último teste, realizado na base de Punggye-ri, no nordeste da Coreia do Norte, já foram registrados vários terremotos no local do experimento. Pyongyang realizou no início de setembro o seu sexto e mais potente teste nuclear até o momento, na qual garantiu ter detonado uma bomba H (de hidrogênio, uma arma termonuclear mais potente que as bombas convencionais) que pode ser instalada em mísseis intercontinentais. Esse foi o quarto teste nuclear norte-coreano realizado sob o mandato de Kim Jong-un.

Agência EFE

31 de outubro de 2017, 11:40

MUNDO Líder catalão destituído diz que foi a Bruxelas denunciar opressão

O presidente catalão destituído pelo governo espanhol, Carles Puigdemont, disse hoje (31), em entrevista em Bruxelas, que não foi à Bélgica pedir asilo político. Ele afirmou que, como cidadão europeu, pode circular livremente e que o melhor lugar para denunciar a opressão e a politização da Justiça espanhola é a capital da União Europeia (UE). Com essa declaração, Puigdemont deixa claro que não desistiu de envolver a UE no conflito. No entanto, nenhum país ou organismo internacional, até o momento, se mostrou disposto a mediar a situação. Puigdemont insistiu que seguirá trabalhando pelo pacifismo e lutando pelo diálogo. Ele lamentou que Madri não tenha aceitado suas tentativas de diálogo e afirmou que a violência partiu do governo espanhol, na repressão ao referendo do dia 1º de outubro, quando os separatistas votaram pela independência. Nesse dia, mais de 800 pessoas ficaram feridas no confronto com a polícia enviada pelo governo central à Catalunha. Puigdemont fez a declaração às 12h55 (9h55 horário de Brasília) para a imprensa e falou em catalão, francês e espanhol. Ele respondeu ainda a cinco perguntas dos jornalistas. Sobre o tempo em que ficará em Bruxelas, disse que vai depender se terá garantias de um processo justo. “Não queremos fugir de nossas responsabilidades perante a Justiça, mas queremos garantias”, disse Puigdemont na entrevista. Ele afirmou ainda que o governo espanhol retirou sua autonomia e a de outros membros do governo de maneira ilegítima. Acrescentou que respeitará o resultado das eleições convocadas para o dia 21 de dezembro pelo governo central, mas questionou se o governo espanhol também estará disposto a respeitar a opinião dos separatistas. Na última sexta-feira (27, após um mês de incertezas sobre a situação na Catalunha, o Parlamento da região autônoma, em votação secreta, aprovou a declaração unilateral de independência. Horas depois, o governo espanhol autorizou a aplicação do Artigo 155 da Constituição, que suspendeu a autonomia da região e destituiu Puigdemont e outros membros de seu governo. Ontem, o procurador-geral da Espanha abriu dois processos contra integrantes do governo e do Parlamento catalão pelos crimes de rebelião, insurreição e perturbação da ordem, entre outros. Se Puigdemont voltar à Espanha, pode ser preso e sua pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

Marieta Cazarré, Agência Brasil

30 de outubro de 2017, 13:14

MUNDO Presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, vence nova eleição

A Comissão Eleitoral do Quênia informou que o presidente do país Uhuru Kenyatta, venceu a nova eleição presidencial, realizada na semana passada, após o pleito ter sido boicotado pelo principal grupo de oposição. O presidente da Comissão Eleitoral, Wafula Chebukati, afirmou nesta segunda-feira que Kenyatta recebeu 7,5 milhões de votos, ou 98% dos votos válidos. O anúncio de vitória foi feito por uma enorme margem visto que o presidente não enfrentou nenhum desafio significativo depois que o líder opositor, Raila Odinga, se recusou a participar da eleição, chamando o evento de farsa. Kenyatta também foi declarado vencedor de uma eleição presidencial realizada em agosto, mas essa votação foi posteriormente anulada pela Suprema Corte do país.

Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2017, 11:58

MUNDO Ex-chefe de campanha de Trump é indiciado em investigação sobre interferência russa

Ex-coordenador da campanha de Donald Trump, Paul Manafort foi denunciado perante a Justiça Federal sob acusação de conspiração contra os Estados Unidos, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e financeira, omissão de seu trabalho como agente de governo estrangeiro e declarações falsas a autoridades americanas. A denúncia foi apresentada na sexta-feira pelo investigador especial Robert Mueller, que foi nomeado em maio para comandar a investigação sobre a suspeita de interferência da Rússia na eleição dos EUA com o objetivo de beneficar Trump. Mas não há nenhuma menção à Rússia nem ao trabalho de Manafort na campanha republicana nas 31 páginas em que Mueller descreve suas supostas ações criminosas.O documento foi apresentado em sigilo a um Grande Júri, que concluiu que há indícios suficientes para abertura de um processo criminal contra o consultor político e seu sócio, Rick Gates. Na manhã desta segunda-feira, Manafort se entregou ao FBI.As acusações se concentram nos contratos que ambos tinham para assessorar o ex-presidente da Ucrânia Victor Yanukovich, aliado de Moscou derrubado por uma rebelião popular em 2014. Mueller sustenta que Manafort abriu uma série de empresas de fachada nos EUA, no Chipre, nas Granadinas e na Grã-Bretanha para receber pagamentos de milhões de dólares não declarados ao fisco americano. Os recursos depositados nessas entidades eram enviados por transferência bancária aos EUA sob o pretexto de pagamento para bens, serviços e imóveis. “Eles não declararam essas transferências como renda”, destaca Mueller. Segundo a denúncia, o esquema vigorou de 2008 a 2017, o que abrange o período em que Manafort trabalhou com Trump. O consultor político entrou na campanha em março do ano passado, com a missão de organizar a convenção do Partido Republicano que consagrou a candidatura de Trump. Em junho, ele foi promovido a coordenador da campanha. Leia mais no Estadão.

30 de outubro de 2017, 10:03

MUNDO Justiça dos EUA determina detenção do ex-chefe de campanha de Trump

O ex-chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, Paul Manafort, e seu ex-parceiro comercial, Rick Gates, deverão se entregar nesta segunda-feira (30) às autoridades para cumprir uma ordem de detenção. A medida faz parte da investigação sobre a influência russa nas últimas eleições. As acusações às quais os dois respondem ainda não foram divulgadas, de acordo com a Agência EFE. O jornal The New York Times informou sobre a ordem de detenção contra Manafort e Gates, enquanto a CNN acrescentou que o ex-chefe de campanha de Trump, que foi visto deixando sua casa nos arredores de Washington agora de manhã, se entregará ainda hoje ao FBI.

Agência Brasil

29 de outubro de 2017, 11:45

MUNDO Forças da Somália retomam hotel atacado por terroristas; 23 pessoas morreram

Forças de segurança da Somália retomaram na madrugada deste domingo o hotel Nasa-Hablod, na capital da Somália, Mogadiscio, que foi alvo ontem de um ataque com um carro-bomba e, em seguida havia sido invadido por cinco terroristas. O número de mortos, que até ontem chegava a 18, foi atualizado hoje para 23. Durante a troca de tiros entre extremistas e forças de segurança dentro do Hasa-Hablod, o ministro de Eletricidade e Água do país Salim Aliyow Ibrow, que estava no edifício, foi resgatado. Entre os mortos, estão uma mulher e seus três filhos, incluindo um bebê, e um ex-ministro, segundo o capitão Mohamed Hussein. Com a retomada do hotel, três dos cinco extremistas foram mortos pelos policiais e outros dois, capturados, disse Hussein. O ataque de sábado ocorre duas semanas após mais de 350 pessoas terem morrido em um grande atentado com um caminhão em uma rua movimentada de Mogadiscio, o pior da história do país africano. O Al-Shabab, grupo extremista islâmico, reivindicou a autoria do ataque de ontem, mas não comentou sobre o de duas semanas atrás. Especialistas dizem que o número de vítimas foi tão grande que o grupo teria hesitado em reivindicar a autoria por temer um aumento do rechaço à organização entre os somalis. Depois da explosão de duas semanas atrás, o presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed, vem visitando países da região em busca de mais apoio na luta contra o Al-Shabab. Também tem tentado unir lideranças regionais de seu fragmentado país.

Estadão

29 de outubro de 2017, 09:57

MUNDO Milhares de pessoas marcham em Barcelona contra declaração de independência

Milhares de pessoas se manifestam hoje (29) no centro de Barcelona contra a declaração de independência promovida sexta-feira passada pelo parlamento da Catalunha e a favor da unidade da Espanha. “Todos somos a Catalunha” é o lema da passeata organizada por uma entidade denominada Sociedade Civil Catalã (SCC) e da qual participam dirigentes dos partidos Ciudadanos (liberais), PSC (socialistas) e PPC (centro-direita). Esses três grupos abandonaram o plenário do parlamento catalão na sexta-feira antes da votação da resolução sobre a independência da Catalunha. Horas depois, o Conselho de Ministros do governo espanhol, após receber autorização do Senado, decretou a destituição de todo o gabinete regional e a dissolução do parlamento autônomo, com a convocação de eleições para o próximo dia 21 de dezembro.

Agência Brasil

28 de outubro de 2017, 12:50

MUNDO Quênia: confrontos adiam o fim da votação em eleições presidenciais

As eleições presidenciais no Quênia, que deviam ter ocorrido na última quinta-feira e foram boicotadas pela oposição, ainda não têm previsão de acabar e provocaram confrontos entre grupos contra e favor do governo. Na sexta-feira, o bairro de Kawangware, em Nairobi, virou palco de guerra e a polícia teve de usar gás lacrimogêneo para dispersar as pessoas e apaziguar os ânimos. Neste sábado, o cenário é mais calmo, mas o patrulhamento policial segue sendo realizado. Ainda não está claro quando o processo eleitoral, que está sendo refeito após a suprema corte queniana anular o resultado das eleições realizadas em agosto por causa de irregularidades, terminará. A incerteza persiste após o líder da oposição no Quênia, Raila Odinga, convocar o boicote. A comissão eleitoral do país estendeu o prazo de votação até este sábado em quatro das 47 zonas eleitorais do Quênia. O novo adiamento valerá “até segunda ordem” para garantir a segurança das pessoas que trabalham na eleição.

Estadão

28 de outubro de 2017, 11:55

MUNDO Rajoy delega à vice-presidente funções de chefe do Executivo catalão

Foto: Divulgação

Soraya Sáenz de Santamaría assume as funções e competências de chefe do Executivo da região da Catalunha

O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, delegou neste sábado (28) à sua vice-presidente, Soraya Sáenz de Santamaría, as funções e competências de chefe do Executivo da região da Catalunha, após a remoção de seu até agora titular, Carles Puigdemont. A determinação consta do real decreto que designa órgãos e autoridades encarregadas de dar cumprimento às medidas estipuladas nesta sexta-feira pelo Conselho de Ministros para restabelecer a legalidade constitucional na Catalunha, horas depois que seu parlamento regional aprovou uma declaração de independência. O governo espanhol decretou então a remoção de todo o gabinete de Puigdemont, e Rajoy decidiu dissolver o Parlamento regional para convocar eleições autônomas para 21 de dezembro. Na madrugada passada, o Diário Oficial do Estado espanhol publicou essas medidas, entre as quais a que determina que o presidente do governo assume as funções e competências que correspondem ao presidente da Generalitat (Executivo) da Catalunha. Porém, em outro artigo do decreto especifica-se que Rajoy delega essas funções à vice-presidente Soraya Sáenz de Santamaría. Quanto às eleições regionais, a campanha se desenvolverá entre os dias 5 e 19 de dezembro e a votação será no dia 21 desse mês. Além disso, está prevista para este sábado uma reunião de secretários de Estado e subsecretários espanhóis para analisar as funções assumidas pelos diversos ministérios do governo central em cada uma das secretarias regionais catalãs. Essas funções autônomas passam a ser desempenhadas pelos ministérios em aplicação do Artigo 155 da Constituição e depois que o governo de Rajoy obteve a preceptiva autorização do Senado.

Agência Brasil

28 de outubro de 2017, 09:55

MUNDO Rajoy destitui governo catalão e convoca eleições regionais para dezembro

O governo da Espanha destituiu neste sábado (28) o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, e o Executivo dessa comunidade autônoma, em aplicação do Artigo 155 da Constituição, depois que o Parlamento regional aprovou na sexta-feira (27) uma declaração de independência. A informação é da Agência EFE. O Boletim Oficial do Estado (BOE) publica hoje o decreto real, pelo qual se formalizam as ordens, estipulados na própria sexta-feira em Conselho de Ministros pelo governo presidido por Mariano Rajoy, líder do conservador Partido Popular (PP). O BOE publica também a convocação de eleições para o Parlamento da Catalunha e a sua dissolução, com data de ontem, e fixa o pleito para 21 de dezembro, após uma campanha eleitoral de 15 dias. Tais disposições fazem parte das medidas adotadas pelo governo de Rajoy ao amparo do Artigo 155 da Constituição espanhola de 1978.

Agência Brasil

28 de outubro de 2017, 09:00

MUNDO Com publicação de medidas, Madri toma controle formal da Catalunha

A Espanha tomou formalmente o controle direto da Catalunha neste sábado, confirmando a destituição do governador independentista, Carles Puigdemont, um dia após o parlamento da região declarar independência na sexta-feira. Ainda assim, não houve nenhum sinal imediato de que autoridades catalãs pretendem obedecer ou resistir às determinações de Madri, o que poderia aprofundar o impasse que já dura um mês. A deposição declarada ontem se tornou oficial com a publicação de medidas especiais pelo governo espanhol no diário oficial do país. Ontem, em um dos dias mais tumultuosos da história da Espanha, o parlamento aprovou medidas sem precedentes para interromper o movimento separatista. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que passou a ser o principal tomador de decisões da Catalunha, substituindo o presidente catalão Carles Puigdemont, também dissolveu a Câmara regional e convocou eleições para 21 de dezembro. Ainda não está claro se novas eleições ajudariam a resolver a questão. Pesquisas recentes sugerem que partidos pró-independência manteriam, muito provavelmente, sua vantagem no número de vagas no parlamento, mas não conseguiriam mais da metade dos votos.

Estadão