29 de maio de 2019, 13:30

MUNDO ‘Se tivéssemos clareza de que Trump não cometeu crime, teríamos dito’, afirma procurador

O procurador especial Robert Mueller anunciou nesta quarta-feira (29) sua aposentadoria do Departamento de Justiça dos EUA em meio a fortes declarações sobre a possível obstrução de Justiça do presidente Donald Trump durante investigações da influência russa nas eleições americanas. Mueller, que liderou as apurações finalizadas neste ano, disse não ter clareza de que Trump não cometeu crimes, mas afirmou não poder processar o presidente pois a lei no país não permite que isso seja feito com o líder no exercício do cargo. Ele sugeriu, porém, que a Constituição prevê outro procedimento neste caso -uma referência à eventual abertura de um processo de impeachment pelo Congresso. O procurador disse ainda que não dará mais informações sobre as apurações aos parlamentares, pois nada que fale irá além de seu relatório de mais de 400 páginas, o qual chamou de “meu testemunho”. “Se nós tivéssemos confiança de que o presidente claramente não cometeu um crime, nós teríamos dito isso”, afirmou Mueller diante de jornalistas nesta quarta. Esse foi o primeiro pronunciamento público do procurador especial desde que começaram as investigações, há mais de dois anos, e abre um novo capítulo sobre qual será o papel do Congresso diante da crise política que se instalou sobre a Casa Branca. Integrantes do Partido Democrata, de oposição a Trump, discutem a possível abertura do processo de impeachment, mas a presidente da Câmara, Nancy Peloci, e outros líderes importantes do partido resistem em apoiar a ideia, pelo menos por enquanto.

Folhapress

28 de maio de 2019, 14:30

MUNDO Brasil e outros países boicotam a Venezuela em conferência da ONU em Genebra

Os embaixadores do Brasil, dos Estados Unidos e de vários países do Grupo de Lima (com exceção do México) boicotaram, nesta terça-feira, 28, a nova presidência venezuelana da Conferência sobre Desarmamento em Genebra, ao não comparecer ou retirar-se do local quando o embaixador da Venezuela, Jorge Valero, iniciou a sessão. As cadeiras de países latino-americanos como Brasil, Chile, Peru Argentina, Paraguai e Panamá permaneceram vazias na sessão inaugural da presidência venezuelana, que dura até o dia 23 de junho, enquanto o embaixador americano na conferência, Robert Woods, deixou a sala nos minutos iniciais. “Independente do que falarem ali, o que decidirem, não tem absolutamente nenhuma legitimidade porque é um regime ilegítimo que preside este fórum”, completou, em referência ao governo do presidente Nicolás Maduro. O embaixador americano saiu da sala imediatamente depois que o embaixador da Venezuela na ONU em Genebra, Jorge Valero, começou a discursar após assumir a presidência. Woods observou que a presidência da Venezuela na conferência, um órgão criado em 1984 para negociar programas multilaterais de desarmamento, “mina os valores sob os quais esse órgão foi estabelecido” dando voz a “um regime que continua a negar a seu povo o direito de subsistir, que é corrupto e tirano”.

Estadão Conteúdo

25 de maio de 2019, 12:35

MUNDO Até o momento ninguém assumiu ataque a bomba em Lyon

Não houve até o momento nenhuma reivindicação de autoria pelo ataque a bomba em Lyon ocorrido na sexta-feira, que deixou 13 pessoas feridas, disse o promotor francês Remy Heitz neste sábado (25). Segundo Heitz, o homem que supostamente plantou o dispositivo foi visto em imagens vídeo fugindo. Investigadores da polícia afirmaram que não conseguiram identificar o suspeito, uma vez que usava óculos escuros e um boné.

Agência Brasil

25 de maio de 2019, 11:15

MUNDO Trump diz que enviará 1.500 soldados ao Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse ontem (24) que enviará cerca de 1.500 soldados ao Oriente Médio, a maioria para oferecer proteção, em meio ao aumento das tensões com o Irã. “Queremos ter proteção no Oriente Médio. Enviaremos um número relativamente pequeno de tropas, a maioria para proteger”, disse Trump ao partir da Casa Branca em viagem ao Japão. “Algumas pessoas muito talentosas estão indo para o Oriente Médio agora mesmo. E veremos o que acontece.” As forças ajudarão a reforçar as defesas dos EUA na região, disseram duas fontes à Reuters sob condição de anonimato, acrescentando que incluirão engenheiros. Os militares norte-americanos enviaram um grupo de porta-aviões, bombardeiros e mísseis Patriot ao Oriente Médio no início deste mês em reação ao que Washington disse serem indícios preocupantes de possíveis preparativos iranianos para um ataque. A retórica entre Teerã e Washington escalou nas últimas semanas, já que os EUA endureceram suas sanções com o que afirma ser o objetivo de forçar o regime a fazer concessões para além dos termos de seu acordo nuclear de 2015. Na segunda-feira, Trump alertou que o Irã será confrontado com “grande força” se atacar interesses dos EUA no Oriente Médio.

25 de maio de 2019, 10:11

MUNDO Repórter do Post diz ver semelhanças em ataques à imprensa no Brasil e nos EUA

Ataques diários à imprensa por meio de pronunciamentos no Twitter é estratégia comum usada pelos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil. A acusação de que o jornalismo é injusto, tendencioso, disseminador de notícias falas e antinacionalista é o modo que os chefes de Estado têm usado para desacreditar a imprensa. Esse é o diagnóstico feito por Paul Farhi, repórter e crítico de mídia do jornal norte-americano Washington Post, que se disse surpreso com as semelhanças entre o quadro político brasileiro e americano. “Sempre pensei no Brasil como um local exótico, diferente na história, no povo e nas tradições, mas estamos na mesma situação”, afirmou. Para o jornalista, que esteve no auditório do jornal Folha de S.Paulo na terça-feira (21) em palestra para a Redação, é perceptível que Jair Bolsonaro vê em Donald Trump um modelo a ser seguido. “Acredito que nenhum político goste da imprensa a não ser que ela seja útil para ele, mas nunca vivemos o que estamos passando com o atual presidente. São ataques diários, tentando nos pregar a pecha de anti-americanos, e criando pequenas dificuldades para evitar que estejamos nos lugares certos na hora necessária.” Flavia Lima, ombudsman da Folha de S.Paulo, perguntou como Farhi lida com a cobrança dos leitores pró-Trump, que acham que o jornal tem um viés contra o governo. “Não somos obrigados a balancear uma notícia considerada negativa com outra positiva. Não é assim que funciona. O problema é que as pessoas não entendem a dinâmica do jornalismo”, disse. Sobre a situação do Washington Post desde que o jornal foi comprado pelo bilionário Jeff Bezos, Farhi só fez elogios. Ele destacou o prédio novo, o aumento de equipe e a contratação de engenheiros. “Enquanto as redações no mundo todo estão encolhendo, podemos expandir. E sem interferência na área editorial.” Questionado sobre como ter uma postura profissional adequada ao Twitter, rede social que Farhi definiu como “a grande invenção para demitir jornalistas”, ele recomendou “muita reflexão” antes de apertar a tecla de postar. “O problema é que ali não tem um editor para dizer não faça isso.” Farhi está no Washington Post desde 1988 e já passou pelas editorias de finanças e política. Foi três vezes ganhador do prêmio National Press Club por sua cobertura e crítica da mídia e também recebeu o prêmio Bart Richards Award em 2018 pelo reconhecimento de reportagens como a que fez sobre o uso de trabalhadores temporários da NPR, rede de rádio pública dos EUA, e também a que relata a relação conflituosa entre a Casa Branca e a imprensa norte-americana. Em sua última coluna, o crítico analisou de Sarah Jessica Parker com o National Enquirer no qual a atriz expôs, em seu Instagram, o email do veículo solicitando um pronunciamento sobre uma suposta discussão entre ela e o marido. No post, ela demonstra sua indignação e considera o contato do jornal como assédio. Farhi argumentou que, embora o National Enquirer seja conhecido por publicar matérias comprometedoras sobre celebridades e chantageá-las de acordo com seus interesses, nesse caso, o objetivo teria sido, de fato, a apuração da informação recebida e que essa é a principal função de repórteres. A conversa foi mediada pelo colunista da Folha de S.Paulo Nelson de Sá.

Folhapress

24 de maio de 2019, 07:15

MUNDO Primeira-ministra britânica anuncia renúncia

Foto: Reuters TV via REUTERS / Direitos reservados

Primeira-ministra britânica, Theresa May

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24) que vai deixar, no dia 7 de junho, a liderança do Partido Conservador e que o processo de escolha de um novo líder vai começar na próxima semana. “Continuarei a servir como primeira-ministra até que o processo esteja concluído”, disse Theresa May, em entrevista em sua residência oficial. Ela argumentou que é dever dos políticos “implementar o que [o povo] decidiu”, referindo-se ao Brexit, aprovado há três anos. “Fiz tudo o que podia para convencer os deputados a apoiar o acordo de saída. Infelizmente, não consegui. É agora claro para mim que é do interesse do país que seja um novo primeiro-ministro a liderar esse esforço. Por isso, anuncio que irei me demitir do cargo de líder do Partido Conservador na sexta-feira, 7 de junho”, concluiu a primeira-ministra”. “Será sempre uma matéria de grande arrependimento que não tenha conseguido cumprir o Brexit. Será função do meu sucessor procurar um caminho que honre o resultado do referendo. Para ser bem-sucedido, ele ou ela terá de encontrar um consenso no Parlamento, que eu não consegui. Esse consenso só pode ser atingido se ambas as partes em debate estiverem disponíveis para o compromisso”, afirmou May.
Visivelmente emocionada, ela acrescentou que foi a maior honra de sua vida vida ter sido a segunda mulher primeira-ministra no Reino Unido, “mas, certamente, não a última”, e ter servido ao país que ama.

Agência Brasil

22 de maio de 2019, 13:15

MUNDO Trabalhadores da Petrobras fazem greve geral em Montevidéu

A capital uruguaia vive na manhã de hoje (22), greve geral em apoio aos trabalhadores da empresa MontevideoGas, subsidiária da Petrobras no país. A greve envolve diversos setores. As escolas públicas de ensino médio, por exemplo, não tiveram aulas no período da manhã e retomarão as atividades a partir das 13h. Também aderiram à greve os trabalhadores da Federação de Funcionários da Saúde Pública e da Confederação de Organizações de Funcionários do Estado. Os trabalhadores da Associação de Bancários do Uruguai aderiram parcialmente a paralisação, com caixas fechados até as 13h30 em algumas agências da área metropolitana da cidade. Os professores do ensino fundamental, apesar de apoiarem a greve, mantiveram suas atividades. O transporte também seguiu sem alterações. A assessoria da Petrobras informou à Agência Brasil que as operações seguem normalmente. A Central Única de Trabalhadores do Uruguai (Pit-Cnt) convocou a manifestação, que começou com uma concentração na frente da Prefeitura de Montevidéu às 10h e seguiu em caminhada até a Praça da Independência, em frente ao escritório da Petrobras, aonde realizam um ato. No encerramento da marcha, vários artistas cantarão em apoio. São eles Larbanois, Carrero, Emiliano Muñoz, Rafael Bruzzone, Freddy Gonzalez, Tabaré Rivero e Rodrigo Cabeda. De acordo com Gabriel Molina, assessor de imprensa da central de trabalhadores, a mobilização de hoje “não é apenas mais uma”. Ele afirmou que os trabalhadores defendem uma pauta complexa.

Agência Brasil

21 de maio de 2019, 18:00

MUNDO Patrimônio cultural baiano é destaque em congresso na China

Foto: Divulgação

Apresentação da Santa Casa da Bahia em Macau, na China

Na última semana, o provedor da Santa Casa da Bahia, Roberto Sá Menezes, apresentou o patrimônio cultural da instituição baiana durante o XII Congresso da Confederação Internacional das Misericórdias, em Macau, China. Na oportunidade, ele destacou a importância do Museu da Misericórdia, do Centro de Memória Jorge Calmon e do Circuito Cultural Campo Santo, mantidos pela Santa Casa da Bahia, em Salvador. A preservação dos espaços e a atuação do poder público e privado, através de Leis de Incentivo, também foram abordados durante a palestra. “Temos muitos desafios na área cultural, sobretudo pelo pouco apoio que recebemos para manutenção e restauração, mas preservar este patrimônio sempre foi uma missão da Santa Casa da Bahia. Já são 470 anos de dedicação à nossa cidade, e é por isso que estamos aqui, sendo reconhecidos internacionalmente pelo trabalho que vem sendo realizado”, declara emocionado Roberto Sá Menezes. A programação do Congresso, que reúne as Santas Casas de países como Brasil, Angola, França, Macau, Itália e Portugal, seguiu com uma extensa programação de interação entre as instituições, além de ações comemorativas pelos 450 anos da Santa Casa de Macau.

21 de maio de 2019, 14:03

MUNDO Julgamento da ex-presidente da Argentina começa hoje

Hoje (21), às 12h, começou em Buenos Aires o julgamento da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusada de corrupção, associação ilícita e desvio de verbas de obras públicas. É a primeira vez que ela senta no banco dos réus por esses crimes. Cristina Kirchner, senadora desde 2017, é candidata a vice-presidência da Argentina nas eleições de outubro deste ano. Sua chapa será encabeçada por Alberto Fernández, seu ex-chefe de gabinete. Ela é acusada de associação ilícita e fraude ao Estado envolvendo 52 obras públicas, por cerca de 46 bilhões de pesos, o que equivale a cerca de 1 bilhão de dólares. Com outros membros de seu governo, como o ex-ministro do planjemanto Julio De Vido, Kirchner é acusada de criar um sistema para desviar verbas de obras públicas. Pouco depois das 11h da manhã de hoje, Cristina deixou o apartamento onde vive e seguiu para o tribunal Comodoro Py, onde será ouvida. Na porta de sua casa, dezenas de apoiadores com os braços dados fizeram um cordão de segurança para a saída dela. Seu carro foi escoltado por uma moto da polícia na frente, e outro carro particular atrás. Dezenas de apoiadores também a aguardavam na porta do tribunal. Cristina chegou ao local por volta das 11h30. O julgamento tem 162 lugares abertos ao público, o que causou grande tumulto dentro do tribunal, pois havia gente desde muito cedo tentando entrar no plenário. A primeira parte do julgamento será a leitura dos autos, que deve levar cerca de duas horas. Apenas depois é que Kirchner deve ser ouvida. A expectativa é que a ex-presidente não deve deixar o tribunal, pelo menos, até as 16h.

Agência Brasil

20 de maio de 2019, 19:45

MUNDO Nicolás Maduro propõe eleições legislativas antecipadas

Foto: Marco Belo/Reuters

O presidente venezuelanao, Nicolás Maduro

O presidente venezuelanao, Nicolás Maduro, propôs nesta segunda-feira a realização de eleições antecipadas à Assembleia Nacional, controlada pelo líder opositor Juan Guaidó, que se declarou presidente interino e foi reconhecido por mais de 50 países, após denunciar que a reeleição presidencial foi fraudulenta. A oposição obteve a maioria nas eleições legislativas de 2015, mas teve suas funções vetadas pelo governo chavista. As próximas eleições legislativas estavam previstas para o final de 2020. Em um ato no Palácio de Miraflores, Maduro desafiou a oposição a medir forças nas urnas. “Vamos realizar eleições. Vamos antecipar as eleições da Assembleia Nacional”, afirmou. “Vamos realizar eleições e vamos legitimar a única instituição que não foi legitimada nos últimos cinco anos. Vamos adiantar as eleições para a Assembleia para saber quem tem mais votos. Eleições já”, desafiou, acrescentando: “Quem vai ganhar? O povo chavista, cristão e revolucionário”. O ditador fez o desafio durante um ato pelo aniversário de sua reeleição à presidência, considerada fraudada por mais de 50 países. Maduro também falou sobre o diálogo na Noruega com os enviados de Guaidó. “Mantivemos a primeira jornada com a mediação do governo da Noruega, no norte da Europa, e foi muito positiva”, afirmou. No entanto, ele acrescentou que não é “um bobalhão, um inocentão”. “Creio na paz, mas estou preparando o povo para defender a pátria como for preciso, com a força armada unida e coesa, com as milícias e o povo treinando”, ameaçou.

Estadão Conteúdo

20 de maio de 2019, 14:30

MUNDO Novo presidente ucraniano dissolve Parlamento e antecipa eleições

O novo presidente da Ucrânia, o humorista Volodimir Zelenski, tomou posse nesta segunda-feira (20) e como primeira medida anunciou a dissolução do Parlamento, antecipando para o final de julho as eleições legislativas que estavam marcadas para outubro. A medida é uma tentativa do presidente para aumentar seu apoio na Casa, já que seu partido (o Servo do Povo) atualmente não tem deputados eleitos. Há dúvidas se Zelenski tem de fato poderes para dissolver o Parlamento, mas a maior parte dos partidos disse à agência Reuters que não irá se opor a medida. A decisão fez o atual primeiro-ministro, Volodimir Groisman, anunciar que deixará o cargo a partir desta quarta (22). Segundo pesquisas realizadas no fim de abril, dias antes da eleição de Zelenski, sua sigla venceria uma eleição parlamentar com 25% dos votos. Atualmente, o bloco de apoio do ex-presidente Petro Porochenko, derrotado pelo humorista, é a maior força da casa. As pesquisas apontam que o grupo cairia para terceiro lugar, com 14% dos votos, atrás também do bloco de Oposição -que reúne políticos associados a uma atitude menos hostil ao presidente russo Vladimir Putin e que alcançaria 15%. A relação entre Kiev e Moscou foi um dos principais temas na eleição presidencial e Zelenski disse em seu discurso de posse que sua prioridade é interromper o conflito no leste do país.
“Nossa primeira tarefa é conseguir um cessar-fogo em Donbass”, disse ele, usando o nome pelo qual a região é conhecida.

Folhapress

18 de maio de 2019, 11:00

MUNDO Cristina Kirchner anuncia candidatura à vice-presidência da Argentina

Foto: Estadão

A senadora e ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou neste sábado, 18, que integrará uma chapa para as eleições de outubro na posição de vice-presidente, com seu ex-chefe de gabinete, Alberto Fernández, como candidato à presidência. “Estou convencida de que esta chapa que propomos é a que melhor expressa o que neste momento a Argentina necessita para convocar os mais amplos setores sociais, políticos e econômicos, não só para ganhar uma eleição, mas para governar”, disse a atual senadora em um vídeo divulgado nas redes sociais. O anúncio encerra meses de conjecturas no âmbito político e nos meios de comunicação sobre o futuro político de Cristina, e direciona o foco para o advogado Alberto Fernández, que foi chefe do seu gabinete de ministros e também de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.

Estadão Conteúdo

17 de maio de 2019, 20:45

MUNDO Major do Exército venezuelano é encontrado morto em hotel

O major das forças armadas da Venezuela Jesús Alberto García Hernández foi encontrado morto no último dia 15 em um quarto de hotel situado na rodovia que liga Caracas à capital do Estado vizinho de Miranda, Los Teques, confirmou nesta sexta-feira, 17, uma fonte do Ministério Publico venezuelano. Segundo veículos de imprensa locais, o major-general, de 39 anos, era próximo do ex-diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), Manuel Ricardo Cristopher Figuera, que liderou junto com o presidente do Parlamento, o oposicionista Juan Guaidó, a rebelião militar fracassada de 30 de abril contra o governo de Nicolás Maduro. Em carta aberta publicada pelo El Universal, Figuera assegurou que a morte do major foi, na verdade, um “assassinato seletivo e encomendado”, já que García Hernández lidava com informação sensível sobre os casos de corrupção mais “espantosos e escandalosos” do Sebin. Na carta, ele insta aos demais membros das Forças Armadas a “apelar para sua sensibilidade humana” e admitam que o presidente Nicolás Maduro não está mais em condições de governar e respaldem os venezuelanos que desejam ver o “fim da usurpação”. “O corpo foi encontrado no dia 15 de maio no quarto de um hotel na rodovia Pan-Americana”, disse a fonte sem dar detalhes sobre as condições em que o corpo foi descoberto, mas assinalando que o Ministério Público já iniciou uma investigação sobre o caso. A imprensa, citando informações do Corpo de Pesquisas Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC, na sigla em espanhol), disse que García Hernández foi encontrado morto vestido com seu uniforme, com uma arma na mão direita e um ferimento na cabeça. “O Corpo de Pesquisas Científicas Penais e Criminalísticas abriu uma investigação pela morte catalogada de suicídio, em sua fase preliminar”, relatou o site de notícias Efecto Cocuyo. O site detalhou que o militar foi encontrado no quarto de número 9 do Hotel Colonial, situado na rodovia Pan-Americana que liga Caracas a Los Teques, e que a arma que ele tinha em punho era uma pistola Glock. Além disso, o site afirmou que a investigação sobre a morte foi aberta “pela Divisão de Homicídios, apesar de ser qualificada como suicídio”. Nenhuma autoridade nem a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) se pronunciou publicamente sobre a morte do major-general.

Estadão Conteúdo

16 de maio de 2019, 17:45

MUNDO Em Dallas, Jair Bolsonaro diz que Doria ‘tem futuro’

Foto: Felipe Rau/Estadão

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB)

Um dia após o governador de São Paulo, João Doria, fazer críticas à comunicação do Palácio do Planalto, de Nova York, o clima exibido entre o tucano e o presidente da República era de candura nesta tarde de quinta, 16, em Dallas. Em seu discurso na solenidade como Personalidade do Ano, título concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, Jair Bolsonaro fez duas referências a Doria. A mais longa, em tom de brincadeira, era sobre o futuro do governador. “Doria, você tem futuro”, disse Bolsonaro, sorrindo. Também gentil, o tucano, em rede social, postou um vídeo em que ele aguarda na porta de um recinto o presidente da República chegar para ser ovacionado por convidados do evento. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

16 de maio de 2019, 11:59

MUNDO Governo da Venezuela conversa com parte democrática da oposição

O embaixador da Venezuela na Organização das Nações Unidas, Jorge Valero, confirmou nesta quinta-feira (16) a ocorrência de negociações na Noruega entre o governo venezuelano e uma “parte democrática” da oposição, mas não aquela apoiada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Existe uma oposição que pode ser classificada como democrática, mas há outra que é composta simplesmente por marionetes do império dos EUA”, disse Valero a repórteres, sem dar maiores detalhes. “Eu posso confirmar que há conversas, mas não posso entrar em detalhes”. Valero chamou Trump de “criminoso de guerra”.

Agência Brasil