24 de agosto de 2019, 16:32

MUNDO Marcha contra cúpula do G7 reúne milhares de pessoas

Milhares de pessoas participaram na manhã deste sábado (24) de uma marcha organizada por diversos coletivos sociais contra a cúpula do G7, em Biarritz, no sudoeste da França. Os manifestantes cruzaram a fronteira entre Espanha e França em um ambiente pacífico e festivo. A marcha contra as políticas liberais do G7 desenvolveu-se entre as localidades fronteiriças de Hendaya, na França, e Irún, na Espanha, próximas a Biarritz, sem que se registrassem incidentes durante o percurso. Segundo os organizadores, participaram da marcha cerca de 15 mil pessoas. Fontes oficiais francesas, entretanto, estimaram em 9 mil o número de manifestantes. A manifestação caracterizou-se pelo caráter pacífico, depois da detenção, na noite passada, de 17 pessoas e de quatro policiais terem sofrido ferimentos leves em distúrbios ocorridos localidade basco-francesa de Urrugne. As autoridades espanholas e francesas chamaram a atenção, há dias, para a possibilidade de elementos violentos contrários ao sistema se infiltrarem no movimento com a intenção de provocar incidentes, embora os promotores da iniciativa tenham reiterado, desde segunda-feira (19), que todas as suas atividades seriam pacíficas.

Agência Brasil

24 de agosto de 2019, 12:42

MUNDO Suíça e mais três países concluem acordo de livre comércio com Mercosul

A Suíça disse neste sábado que a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês), um grupo de países fora da União Europeia, concluiu em grande parte um acordo de livre comércio com o bloco Mercosul, incluindo o Brasil. De acordo com o Ministério da Economia da Suíça, um acordo “substancial” foi alcançado em Buenos Aires na sexta-feira e, finalmente, “veremos cerca de 95% das exportações suíças para a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai isentas de tarifas”. O Ministério disse ainda que a Efta, cujos outros membros são a Islândia, Liechtenstein e Noruega, está sendo colocada em desvantagem em relação a União Europeia, que atingiu seu próprio acordo comercial com o Mercosul. A declaração suíça não mencionou os incêndios na floresta Amazônica, mas disse que o acordo inclui “disposições sobre proteção climática e uso sustentável de recursos florestais”. A assinatura do acordo está prevista para o início de 2020.

Estadão

24 de agosto de 2019, 09:31

MUNDO China e Índia são exemplos de reflorestamento

A China e a Índia, países emergentes que estão entre os maiores poluidores do mundo, têm conseguido ampliar nos últimos anos a cobertura florestal. Segundo um estudo da Nasa, a agência espacial americana, divulgado em fevereiro, os dois lideram o esforço de reflorestamento mundial, sendo responsáveis em sua maior parte pelo aumento de 5% na cobertura vegetal em 20 anos. O projeto chinês é mais ambicioso e tem dado melhores resultados segundo analistas. Maior poluidor do planeta, o país lançou em 2014 o Guerra à Poluição. O plano do Partido Comunista, segundo a agência estatal Xinhua, aumentou o porcentual de cobertura de floresta para 22,96% em 2018. Em 1980, esse número era de 12%. Outros índices de poluição do ar e contaminação do solo e da água também melhoraram. O levantamento da Nasa indica que a China responde hoje por 25% do aumento da cobertura vegetal do planeta nas últimas duas décadas. Além disso, de toda a área verde chinesa, 42% é de florestas. “A China é o país que mais refloresta no mundo, replantando cerca de 1% do total de florestas do planeta”, explica Tasso Azevedo, coordenador do Projeto Map Biomas.

O problema é que, mesmo que em tese florestas possam capturar o CO2 em alta concentração na atmosfera, o aquecimento do planeta afeta outras variáveis climáticas, como fluxo de chuvas, acidificação dos oceanos e aumento de pragas mortais para determinadas espécies de plantas. Assim, mesmo que o reflorestamento cresça em alguns lugares, outros biomas seguem ameaçados, disse Ranga Myneni, da Universidade de Boston à BBC. Azevedo ressalta também que florestas em áreas de clima temperado, como é o caso da China, capturam menos carbono que florestas tropicais, como é o caso da Amazônia. “Outro problema é que, quando você queima uma floresta, você está jogando CO2 ‘à vista’ no meio ambiente. E a reposição via reflorestamento é ‘a prazo’.”

Já no caso indiano o programa de reflorestamento faz parte de um compromisso firmado no Desafio de Bonn, assinado em 2011 na Alemanha com auxílio de ONGs e da iniciativa privada. O país, terceiro maior emissor de CO2, já cumpriu 75% da meta de reflorestamento. O estudo da Nasa estima que os indianos aumentaram sua cobertura vegetal, mas em sua maior parte (82%) graças a plantações e ao agronegócio. As florestas correspondem a apenas 4%. O objetivo do governo indiano é que um terço do território do país volte a ser coberto por florestas. Atualmente esse índice está em 24%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão

24 de agosto de 2019, 08:50

MUNDO Mercosul fecha novo acordo de comércio

O Mercoul e a Associação Europeia de Livre-Comércio (EFTA, na sigla em inglês) – formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – fecharam ontem, em Buenos Aires, um acordo de livre-comércio. Integrantes da equipe econômica consideraram esse acordo mais abrangente e ambicioso do que o firmado com a União Europeia no fim de junho. Do ponto de vista político, a conclusão das negociações com países europeus trouxe uma conquista para o presidente Jair Bolsonaro em meio à troca de farpas com alguns líderes do bloco. O secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse que as negociações concluídas ontem foram “bastante abrangentes” e envolvem desde redução de tarifas à facilitação de serviços e investimentos. Uma nota com os detalhes do acordo deve ser divulgada hoje pelo Itamaraty. “É mais um passo decisivo no processo de inserção econômica internacional do Brasil e de abertura comercial. Isso não apenas expande os nossos mercados de destino como ajuda na recepção de investimentos de qualidade”, afirmou Troyjo. De acordo com o secretário, o Brasil será beneficiado, principalmente, com o acesso privilegiado a exportações de carne bovina, frango, milho, café, frutas e suco de frutas para os países do bloco. Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia Lucas Ferraz, o acordo é “mais ambicioso” do que o assinado em junho com a União Europeia. Cobre 98% do comércio bilateral e envolve bens agrícolas e industriais, serviços, investimentos, compras governamentais, facilitação de comércio e barreiras regulatórias.

Estadão

23 de agosto de 2019, 20:00

MUNDO ‘Estamos prontos para ajudar’, diz Trump a Bolsonaro sobre Amazônia

Foto: Estadão

Jair Bolsonaro e Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro e oferecido ajuda americana, ao falar sobre as queimadas na Amazônia. O americano confirmou a conversa com o brasileiro pelo Twitter. “Acabei de falar com o Presidente Jair Bolsonaro do Brasil. Nossas perspectivas comerciais futuras são muito empolgantes e nosso relacionamento é forte, talvez mais forte do que nunca. Eu disse a ele que se os Estados Unidos puderem ajudar com os incêndios na floresta amazônica, estamos prontos para ajudar!”, escreveu Trump, sem detalhar como a ajuda aconteceria. Mais cedo, uma fonte do alto escalão do governo afirmou que os EUA “estão preocupados com o impacto dos incêndios na floresta amazônica nas comunidades, na biodiversidade e nos recursos naturais do Brasil e da região”. O posicionamento do governo Donald Trump era aguardado, depois de outras nações já terem emitido notas em sinal de preocupação com o tema. Desde que tomou posse, o governo de Jair Bolsonaro tem feito um movimento de aproximação com o americano. Líderes europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, planejam discutir o tema no G-7, grupo das nações mais ricas formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Questionada, a Casa Branca ainda não se respondeu se Trump está disposto a debater o assunto com os europeus no final de semana, na França. Trump tem se mantido em lado oposto aos europeus no debate de proteção ambiental. Ele retirou os EUA do Acordo de Paris e, em junho, durante o G-20, mais uma vez se manteve isolado diante da renovação de compromisso dos demais países em tomar medidas para conter a mudança climática.

Estadão Conteúdo

23 de agosto de 2019, 19:45

MUNDO Presidente do Uruguai confirma diagnóstico de câncer de pulmão

Foto: Eitan Abramovich/AFP

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez

O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, de 79 anos, tem um tumor maligno no pulmão, confirmou seu médico nesta sexta-feira, 23, após uma intervenção para diagnosticar a doença. “A presença de um tumor maligno foi confirmada”, disse seu médico em um comunicado da presidência uruguaia. Vázquez, um oncologista que dedicou parte de sua ação política ao combate ao tabagismo e ao câncer de pulmão, “está em excelente estado e superou sem complicações a intervenção”. Com o tom tranquilo que o caracteriza, o presidente havia anunciado na terça-feira passada que havia descoberto um “nódulo pulmonar” com aparência maligna, o que lhe obriga a ser internado para obter um diagnóstico definitivo, que ainda será disponibilizado nos próximos dias. O tratamento dependerá desse resultado. A doença de Vázquez, que governa o Uruguai pela segunda vez desde 2015 e termina seu mandato em março de 2020, surpreendeu o país em plena campanha presidencial para as eleições de 27 de outubro. O presidente pertence ao Frente Ampla, que governa o Uruguai desde 2005 e chegou pela primeira vez ao poder liderado pelo próprio Vázquez. O presidente foi reconhecido e premiado por sua luta contra o tabagismo e conseguiu tornar o Uruguai no primeiro país livre de fumaça de tabaco na América Latina em 2006, e o quinto do mundo, ao proibir fumar em espaços públicos fechados.

Estadão Conteúdo

23 de agosto de 2019, 18:30

MUNDO Mercosul assina acordo com Associação Europeia de Livre Comércio

Foto: Divulgação

Mercosul

O presidente Jair Bolsonaro comemorou pelo Twitter a conclusão de um acordo de livre-comércio entre Mercosul e a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, na sigla em inglês) firmado nesta sexta-feira, 23. “Concluímos hoje as negociações do Acordo de Livre-Comércio entre MERCOSUL e EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), que tem PIB de US$1,1 trilhão e é o 9° maior ator comercial do mundo. Mais uma grande vitória de nossa diplomacia de abertura comercial”, tuitou o presidente. Bolsonaro ainda parabenizou os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura), “que estiveram à frente das negociações”. Também na rede social, ele voltou a criticar o presidente francês, Emmanuel Macron. Bolsonaro disse lamentar que a França tenha afirmado que o presidente do Brasil mentiu ao afirmar seus compromissos com o meio ambiente durante o encontro do G20 em junho. Para ele, Macron divulgou a imagem de uma antiga queimada na Amazônia com o objetivo de “potencializar o ódio contra o Brasil por mera vaidade”. O presidente se refere a um tuíte de Macron publicado nesta quinta-feira, 22, no qual o francês usou uma imagem de 1989 para lamentar as queimadas que afetam atualmente a floresta amazônica. “Lamento a posição de um chefe de Estado, como o da França, se dirigir ao PR brasileiro como “mentiroso”. Não somos nós que divulgamos fotos do século passado para potencializar o ódio contra o Brasil por mera vaidade. Nosso país, verde e amarelo, mora no coração de todo o mundo”, escreveu Bolsonaro. O presidente do Brasil ainda referiu-se a si mesmo como “chefe de uma das maiores democracias do mundo” e desejou “ao povo francês paz e felicidades”.

Estadão Conteúdo

23 de agosto de 2019, 10:07

MUNDO França e Irlanda ameaçam acordo UE-Mercosul se Brasil não proteger a Amazônia

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

O governo francês disse nesta sexta-feira (23) que o presidente Jair Bolsonaro mentiu ao assumir compromissos em defesa do ambiente na cúpula do G20, em junho, e que isso inviabiliza a ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, concluído no mesmo mês. A Irlanda também afirmou que vai bloquear a implantação do pacto caso o governo brasileiro não atue para combater os incêndios em curso na Amazônia.

“Não há nenhuma chance de votarmos a favor se o Brasil não honrar seus compromissos ambientais”, escreveu o primeiro-ministro Leo Varadkar, em comunicado divulgado no fim da noite de quinta (22). O governo do Reino Unido declarou-se na sexta “profundamente preocupado” com o aumento das queimadas e com o “impacto da perda trágica destes habitats preciosos”, nas palavras de uma porta-voz.

Firmado no fim de junho após 20 anos de negociações, o termo de cooperação comercial prevê eliminar, em um horizonte de 15 anos, mais de 90% das tarifas praticadas hoje nas transações de mercadorias entre os dois blocos.
Além da resistência de produtores agrícolas (sobretudo na França e na Irlanda), a parceria foi alvo de críticas de ambientalistas, que ressaltavam a fragilização dos organismos de monitoramento e combate ao desmatamento sob o governo Jair Bolsonaro.

Horas após a assinatura do pacto, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que obtivera do Brasil a garantia de que o país não deixaria o Acordo de Paris sobre a mudança climática (2015), que fixa metas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. No comunicado de quinta-feira, Varadkar declarou-se “muito preocupado” com a disparada das notificações de queimada na Amazônia (84% a mais de janeiro a 21 de agosto do que no mesmo período de 2018)

Folhapress

23 de agosto de 2019, 09:51

MUNDO Após Macron, primeiro-ministro do Canadá diz que que é preciso agir pela Amazônia

Horas após o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmar que as queimadas na Amazônia geraram uma “crise internacional” e que discutirá o assunto no G7 -fórum do qual o Brasil não participa-, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, também manifestou seu apoio à causa dizendo que é preciso “agir pelo planeta”. “Eu não poderia concordar mais, Emmanuel Macron. Fizemos muitos trabalhos para proteger o meio ambiente no G7 do ano passado, em Charlevoix, e precisamos continuar neste fim de semana. Precisamos de #ActForTheAmazon (agir pela Amazônia, em tradução livre) e agir pelo nosso planeta -nossos filhos e netos estão contando conosco”, escreveu Trudeau ao republicar, na rede social Twitter, mensagem anteriormente escrita por Macron. Desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) contestou dados do desmatamento divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o cuidado com a preservação da Amazônia tem sido destacado pela mídia estrangeira. Com 72.843 focos de incêndio do início de janeiro até segunda-feira (19), o Brasil registra um aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado. O fogo também avança sobre áreas protegidas. Somente nesta semana, houve 68 ocorrências dentro de terras indígenas e unidades de conservação estaduais e federal. Mas foi nesta quinta-feira (22), com o tuíte de Macron, que o assunto ganhou ares de crise internacional. No Twitter, o francês afirmou que discutirá o caso no G7 (grupo que reúne Alemanha, Canadá, França, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido). “Membros do G7, vejo vocês em dois dias para falar sobre esta emergência”, escreveu.

Folhapress

22 de agosto de 2019, 21:05

MUNDO Macron usa foto antiga para falar de queimadas sob Bolsonaro

Foto: Reprodução/Twitter

Foto de queimada usada por Macron em postagem no Twitter

A foto usada pelo presidente Emmanuel Macron para falar sobre a disparada no número de queimadas na Amazônia não é a atual. A imagem foi feita pelo fotojornalista da National Geographic Loren McIntyre, que morreu em 2003, nos EUA. McIntyre era um explorador que inclusive dá nome a uma das nascentes do Rio Amazonas, a Lagoa McIntyre, no Peru. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou a origem da foto para atacar Macron, afirmando que o presidente francês usa questões internas do Brasil para ganho político pessoal. “O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até p/ fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema”. Também via redes sociais, Macron convocava os membros do G7 para discutir a situação das queimadas no Brasil. Em resposta ao presidente francês, Bolsonaro afirmou que a ideia de tratar do tema amazônico entre membros do G7 “evoca mentalidade colonialista descabida” no século 21. Uma reportagem da CNN também mostrou que, apesar da Amazônia estar realmente sofrendo com queimadas, várias das fotos compartilhadas nas redes sociais não são atuais, mas de incêndios passados. A matéria cita os exemplos do ator Jaden Smith, filho de Will Smith, e do youtuber Logan Paul. Ambos compartilharam uma imagem de incêndio antigo na Amazônia. Leonardo DiCrapio também usou uma foto que não é atual —a mesma publicada por Macron. Em alguns casos, há também fotos circulando que não são de queimadas na Amazônia.

Folhapress

22 de agosto de 2019, 20:35

MUNDO Artistas se manifestam sobre queimadas na Amazônia: ‘barbárie’

Foto: Reprodução

Leonardo DiCaprio, Madonna e Kim Kardashian

Leonardo DiCaprio usou as redes sociais nesta quarta-feira, 21, para lamentar as notícias sobre o aumento de queimadas na floresta amazônica. No perfil oficial no Instagram, o ator republicou uma imagem postada em outra página, com a hastag #regram, que noticiava o ocorrido. “Cientistas e ativistas pela preservação atribuem a aceleração do desmatamento ao presidente Jair Bolsonaro, que lançou um convite aberto para que madeireiros e fazendeiros limpassem a terra depois que ele tomasse posse em janeiro”, afirma a publicação do perfil @rainforestalliance⁣ que foi compartilhado pelo ator com a hashtag #regram. “Aterrorizante pensar que a Amazônia é a maior floresta tropical do planeta, criando 20% do oxigênio da Terra, basicamente os pulmões do mundo, tem pegado fogo e queimando nos últimos 16 dias consecutivos, literalmente sem cobertura da mídia! Por quê?”, questiona a Nick Rose em post também divulgado por DiCaprio. A publicação dele foi comentada por outras personalidades como Kim Kardashian, que republicou a foto nos stories do Instagram. Nos comentários de DiCaprio, Lindsay Lohan questionou: “Como podemos ajudá-los? Ações falam mais do que palavras, meu amigo”, escreveu a atriz. Camila Cabello também se posicionou: “Isso é comovente e aterrorizante! Me faz querer chorar de frustração”. A modelo brasileira Gisele Bündchen escreveu sobre o papel da floresta amazônica no equilíbrio do clima na Terra. “Não podemos fechar os olhos para o que está acontecendo na Amazônia. As queimadas crescentes vêm destruindo em dias o que a natureza leva anos, séculos para construir. Eu já estive lá e pude ver de perto como tudo acontece, especialmente como os oportunistas se aproveitam da época das secas para botar a floresta abaixo”, escreveu no perfil oficial dela no Instagram. Anitta aproveitou a questão ambiental em pauta para comentar sobre os indígenas: “Por mim deixava a Amazônia inteira ao cuidado dos indígenas, porque aí não estavam matando, acabando com a nossa floresta, nossos animais, com nosso único patrimônio, que é o pulmão do mundo. O mundo inteiro conhece o País por causa da Amazônia, da quantidade de verde que a gente tem”. Horas depois, a cantora retornou aos stories para negar que sua opinião tenha a ver com seu posicionamento político. “Não me interessa quem ‘tacou’ fogo, se foi a seca, se foi fulano, se foi beltrano. O que importa é a pessoa resolver a questão”, disse a Anitta. A atriz e apresentadora Fernanda Lima desabafou: “Barbárie ambiental. Até quando?”, escreveu na legenda. A cantora Madonna foi outra a falar sobre as queimadas na Amazônia em seu Instagram: “O fogo está avançando e a Amazônia continua a queimar… Isso é a devastação para o Brasil – para os indígenas que vivem lá e para as espécies de plantas e animais que fazem desta a mais importante e biodiversa floresta!”. “Presidente Bolsonaro, por favor mude suas políticas e ajude não apenas o seu País, mas todo o mundo. Nenhum desenvolvimento econômico é mais importante que proteger esta terra. Nós precisamos acordar!”, concluiu Madonna. O atleta Daniel Alves também usou seu Instagram para pedir pela floresta amazônica. “Respeitem a natureza, ela é a força maior dessa vida, nem humanos nem falsos poderosos conseguirão acabar com ela. E só pra lembrar: Ela sempre golpeara mais forte, não a ponha a prova”, escreveu o jogador do São Paulo. Cristiano Ronaldo, por exemplo, usou as redes sociais para falar sobre o tema: “A floresta amazônica produz mais de 20% do oxigênio do mundo e está queimando pelas últimas três semanas. É nossa responsabilidade salvar nosso planeta. Reze pela Amazônia”.

Estadão

20 de agosto de 2019, 20:05

MUNDO Câmara do Paraguai arquiva pedido de impeachment contra presidente e vice

Foto: Jorge Adorno/Reuters

Mario Abdo Benítez, presidente do Paraguai (D), e Hugo Velázquez, seu vice (E)

A Câmara dos Deputados do Paraguai decidiu nesta terça-feira, 20, arquivar os pedidos de impeachment protocolados pela oposição contra o presidente do país, Mario Abdo Benítez, e seu vice, Hugo Velázquez, pelo acordo firmado com o Brasil para a compra de energia da usina de Itaipu. Em uma sessão extraordinária, 43 deputados votaram pelo arquivamento dos processos. Outros 36 apoiaram a sequência dos pedidos de impeachment apresentados no dia 6 de agosto pelo Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), o principal da oposição a Abdo Benítez, após um debate de quase cinco horas de duração. Para que o impeachment avançasse, a oposição precisava de 53 votos dos 80 deputados. O resultado já era esperado. Abdo Benítez conseguiu o apoio de dissidentes do Partido Colorado, liderados pelo ex-presidente Horacio Cartes, para blindá-lo da ação da oposição, que acusa o governo de traição por considerar o acordo lesivo aos interesses do país. Sem os votos do Honor Colorado, a dissidência do Partido Colorado comandada por Cartes, a oposição não tinha os votos necessários para fazer os processos de impeachment contra Abdo Benítez e Velázquez avançarem ao Senado. “Eles podem ter os números, mas não têm razão e os cidadãos vão estar atentos a isso”, afirmou o deputado Edgar Acosta, um dos integrantes do PLRA. Já o deputado Ramón Romero Roa, correligionário de Abdo Benítez, destacou que ser contrário ao pedido de impeachment não é compactuar com a impunidade. Com o arquivamento do processo, Abdo Benítez abafa a maior crise de seu governo desde que assumiu o poder no ano passado. O escândalo começou no dia 24 de julho, quando o conteúdo do acordo assinado com o Brasil em maio foi relevado. Desde então, Abdo Benítez tomou uma série de medidas para diminuir a pressão sobre o governo. Além de aceitar a renúncia de cinco figuras do alto escalão envolvidas nas negociações, o presidente paraguaio conseguiu, com o aval do Brasil, a anulação do acordo. A sessão desta terça-feira na Câmara dos Deputados foi marcada pelos protestos de opositores do lado de fora da sede do Legislativo, apesar do forte esquema de segurança montado para a votação.

Estadão Conteúdo

20 de agosto de 2019, 19:36

MUNDO Abaixo de R$ 12, salário mínimo na Venezuela atinge menor valor da história

Foto: Banco Central da Venezuela

Venezuela anunciou novas notas de bolívar e uma delas, a de 50 mil, supera o valor do salário mínimo do país

O salário mínimo da Venezuela chegou ao valor mais baixo da história nesta terça-feira e, segundo a cotação cambial oficial de hoje, equivale a US$ 2,76 (cerca de R$ 11,15), uma marca que coincide com o aniversário de um ano do plano de recuperação econômica proposto pelo governo para enfrentar a crise. Segundo o câmbio oficial estabelecido pelo Banco Central da Venezuela, um dólar era negociado hoje a 14.843,54 bolívares soberanos. A desvalorização em relação à moeda americana só cresceu desde o início do ano. Com os 40.000 bolívares de salário mensal equivalendo a menos de US$ 3, os venezuelanos estão abaixo da linha da miséria estabelecida pela ONU, que afirma que os que recebem menos de US$ 1,90 por dia vivem em situação de extrema pobreza. Em agosto do ano passado, quando deu início ao plano de recuperação econômica do país, Maduro estabeleceu que o salário mínimo da Venezuela seria equivalente a US$ 30. No entanto, houve uma perda de 90,80% no poder de compra desde então, apesar dos quatro reajustes realizados pelo governo nos últimos 12 meses. Os venezuelanos conseguem comprar com o atual valor do salário mínimo, com alguma sorte, apenas uma cartela de 30 ovos. A realidade, porém, não é muito diferente da registrada no país há um ano, quando Maduro iniciou a reconversão monetária para cortar cinco zeros do bolívar. Apesar do agravamento da crise, o chavismo não deu sinais de novos reajustes salariais nos próximos meses e sequer fala sobre o chamado “plano de recuperação e prosperidade econômica” que, entre outros objetivos, também previa combater a escassez de dinheiro em espécie no mercado. As notas de menor valor, porém, já pararam de circular. Com a hiperinflação vivida no país – alta de 1.579,2% desde o início do ano -, os venezuelanos já não conseguem fazer compras com as notas de 2, 5, 10, 20 e 50 bolívares soberanos. O valor delas é quase tão nulo como as que saíram de circulação no ano passado. Por esse motivo, o Banco Central da Venezuela anunciou em junho a criação de três novas notas – 10.000, 20.000 e 50.000 bolívares, equivalentes a US$ 0,69, US$ 1,38 e US$ 3,45, respectivamente. As medidas adotadas à época também incluíram uma modificação do sistema de compra e venda de divisas no país. No entanto, o novo mecanismo falhou em combater o mercado paralelo de negociação de dólares na Venezuela. O controle de preços, estratégia reciclada pelo governo em várias ocasiões, fazia parte do programa de junho, mas a medida durou apenas algumas semanas. Maduro também chegou a anunciar um aumento dos preços da gasolina, o que nunca ocorreu. A gasolina na Venezuela custa 0,00001 ou 0,00006 bolívares por litro, dependendo da octanagem. No entanto, como as notas de valor mais baixo estão fora de circulação, os venezuelanos costumam pagar com 100 ou 200 bolívares pelo combustível.

Estadão Conteúdo

20 de agosto de 2019, 17:31

MUNDO Primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte renuncia

Foto: Ettore Ferrari/EFE

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, renunciou ao cargo nesta terça-feira, 20. A medida abre caminho para a formação de um novo governo no país. Conte, do Movimento Cinco Estrelas, perdeu o apoio da Liga Norte, do Ministro do Interior Matteo Salvini, nas últimas semanas. Apesar de Salvini confiar na antecipação das eleições para formar uma maioria parlamentar, o M5S articula uma coligação com o Partido Democrático, de Esquerda, para permanecer no poder. “A crise em curso impede a ação deste governo, que se encerra aqui. Aproveito para comunicar que apresentarei minha denúncia como chefe de governo para o presidente da República”, afirmou o premiê, em discurso no Senado. Caberá agora ao presidente Sergio Matarella organizar a formação de uma nova coalizão de governo entre as bancadas do Parlamento. No pronunciamento, Conte criticou seu ministro do Interior. Segundo ele, Salvini perseguiu apenas seus próprios interesses e os interesses de seu partido, ao tentar tirar proveito das pesquisas que lhes davam uma grande maioria no Parlamento, na sequência dos resultados recordes nas eleições europeias, na qual a Liga teve 34% dos votos. “Fazer os cidadãos votar é a essência da democracia, mas pedir a eles que votem todos os anos é irresponsável”, disse Conte, que também chamou o político de extrema direita de oportunista. “O país precisa urgentemente de medidas para promover o crescimento econômico e o investimento”. Ele também acusou o líder da Liga de falta de respeito pelas regras e instituições, repreendendo-o por exigir eleições o mais rápido possível para obter plenos poderes. Tendo chegado à chefia do país depois de uma marcha fascista em Roma, o ditador Benito Mussolini obteve em 1922 plenos poderes para dirigir a Itália como desejava durante o ano seguinte. Ainda no cargo de ministro do Interior, Salvini respondeu com um discurso em tom de propaganda, falando na bancada do partido. Foi várias vezes interrompido. “Temem perder as cadeiras com eleições antecipadas”, reagiu. O ministro do Interior prometeu oferecer um governo forte a seus aliados e pediu, como de costume, a proteção da Virgem Maria e de São João Paulo II, com um terço nas mãos. “Não me arrependo de nada”, declarou, após gritar que representa um povo soberano, que não teme nada e é livre. Provocou a irritação de boa parte dos senadores. O líder do PD, Nicola Zingaretti, disse hoje que seu partido quer ver ou a formação de um “governo forte” com respaldo para reformar a Itália ou uma votação antecipada, descartando a possibilidade de um governo provisório. Tanto o M5S quanto o opositor PD rejeitaram na semana passada a moção de censura de Salvini e começaram a negociar entre eles, apesar de antigas diferenças, uma maioria parlamentar de esquerda e a possível formação de uma aliança de governo. Ninguém se atreve a prever o que pode ocorrer amanhã, mas, caso Conte renuncie, Mattarella pode explorar um possível acordo M5S-PD ou reeditar a atual coalizão com a Liga, algo que não desagrada tanto a Salvini, que já deixou claro que não deixará o Ministério do Interior.

Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2019, 16:18

MUNDO Fernández critica Dujovne e manda recado a Bolsonaro

Foto: Reprodução/redes sociais

“Dujovne deixou o país numa grande crise”, disse o candidato oposicionista e vencedor das primárias do último domingo (11), Alberto Fernandéz, sobre a saída do até sábado ministro da economia. Substituído por Hernán Lacunza, também até ontem ministro de Economia da Província de Buenos Aires, Nicolás Dujovne era um alvo constante de críticas da oposição, principalmente pelo fato de ter articulado a linha de crédito com o FMI (Fundo Monetário Internacional), de US$ 57 bilhões. “Ele pediu uma dívida em dólares, muito alta, que a Argentina não vai ter como pagar no prazo. Vai ter de ser renegociada”, afirmou Fernández.

O desacordo de Dujovne com Macri acentuou-se na última semana, quando o então ministro mostrou-se em desacordo com as medidas que o presidente estava tomando para aliviar a inflação e tentar reverter o resultado das primárias (47% para Fernández e 32% para Macri). Para Dujovne, essas medidas podem fazer com que o FMI alegue um descumprimento do acordo com a Argentina, que exigia medidas de ajuste fiscal e cortes no orçamento. Em entrevista ao jornal La Nación, Fernández também disse que buscaria estabilizar a relação da Argentina com o Brasil, caso fosse eleito, após receber duras críticas de Jair Bolsonaro.

“Eles (o governo brasileiro) não têm de se preocupar, porque não penso em fechar a economia”, afirmou. E acrescentou: “Para mim, o Mercosul é uma questão central, e o Brasil é nosso principal parceiro econômico e vai seguir sendo. Se Bolsonaro pensa que vou fechar a economia e que, por isso, o Brasil terá de ir embora do Mercosul, que fique tranquilo. Não penso fazer isso. É uma discussão tonta”. O primeiro turno das eleições argentinas será em 27 de outubro.

Folhapress