30 de abril de 2019, 17:00

MUNDO Mourão diz que situação na Venezuela é confusa: ‘foram para o tudo ou nada’

Foto: Sérgio Lima/AFP

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão

O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, voltou a descartar nesta terça-feira, 30, “qualquer possibilidade” de intervenção militar do Brasil na Venezuela. Mourão classificou a situação no país vizinho como “muito confusa” e acrescentou que os líderes oposicionistas foram para uma “situação limite”, que não tem volta. Para ele, o presidente autoproclamado Juan Guaidó e o líder oposicionista Leopoldo López “foram para uma situação que não tem mais volta. Não há mais recuo”. E emendou: “depois disso aí, ou eles vão ser presos, ou o Maduro vai embora”. As declarações de Mourão foram dadas após participar de reunião no Planalto comandada pelo presidente Jair Bolsonaro e que contou com a participação dos ministros da Defesa, general Fernando Azevedo, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A decisão do encontro foi de continuar acompanhando atentamente a evolução no caso na Venezuela e a certeza de que não há definição do que poderá acontecer nas próximas horas. Mas, a demora em uma definição concreta, para um lado, ou para o outro, mostra que a situação poderá perdurar ainda sem solução, aumentando a preocupação com a possibilidade do agravamento dos confrontos. Para o vice-presidente, “a melhor situação, naturalmente, é sempre a saída do Maduro”. Mas o governo não tem dados concretos do apoio que Guaidó teria da cúpula militar venezuelana – também não há dados concretos da força militar que permanece ao lado de Maduro. “Ainda estamos aguardando o que vai acontecer lá”, observou Mourão, acrescentando que há muitas dúvidas sobre o futuro naquele país e quanto tempo esta situação perdurará. “As informações que recebemos são do adido militar, que são limitadas”, reconheceu o vice-presidente. O governo brasileiro não faz contato direto com autoridades do governo Maduro. Questionado se Guaidó exagerou ao anunciar um amplo apoio militar a seu favor, o vice-presidente declarou: “não podemos dizer isso, mas é fato que eles foram para o tudo ou nada”. E completou: “a situação lá está muito difícil”.

Estadão Conteúdo

30 de abril de 2019, 15:15

MUNDO Brasil incentiva países a apoiarem Juan Guaidó

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros

O governo brasileiro está incentivando todos os países a se colocarem ao lado do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e pela saída do presidente Nicolás Maduro do poder. Em nota divulgada hoje (30), o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que “o Brasil acompanha com grande atenção a situação na Venezuela e reafirma o irrestrito apoio ao seu povo que luta bravamente por democracia”. “Exortamos todos os países, identificados com os ideais de liberdade, para que se coloquem ao lado do Presidente Encarregado Juan Guaidó na busca de uma solução que ponha fim na ditadura de Maduro, bem como restabeleça a normalidade institucional na Venezuela”, diz a nota da Presidência. Há relatos de confrontos entre manifestantes e forças de segurança nas ruas da capital do país, Caracas, após Guaidó afirmar que tem o apoio dos militares para, segundo ele, conseguir “o fim definitivo da usurpação” do governo de Nicolás Maduro. A partir da divulgação do anúncio de Guaidó pelas redes sociais, venezuelanos contrários e favoráveis a Maduro tomaram as ruas da capital venezuelana. O presidente Jair Bolsonaro se reúne, no início desta tarde, com ministros de Estado e o vice-presidente Hamilton Mourão, no Palácio do Planalto, para tratar da situação da Venezuela.

Agência Brasil

30 de abril de 2019, 12:02

MUNDO Guaidó concede indulto a líder oposicionista da Venezuela

O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López voltou, hoje (30), a participar de uma manifestação contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Condenado a 13 anos e nove meses de prisão domiciliar em setembro de 2015, López foi liberado por militares, graças a um indulto presidencial concedido pelo presidente da Assembleia Nacional e autodeclarado presidente interino, o deputado venezuelano Juan Guaidó. No Twitter, López se referiu ao anúncio feito por Guaidó – que afirma ter obtido o apoio de oficiais das Forças Armadas para tirar Maduro do poder e conclamou a população a sair às ruas – como o “início da fase definitiva para o fim da usurpação” do poder pelo grupo chavista de Maduro. “É a hora de conquistar a liberdade. Vamos todos nos mobilizarmos”, disse López. Formado em Economia nos Estados Unidos, López foi condenado pela acusação de “incitamento à desordem pública, associação criminosa, atentados à propriedade e incêndio”. As acusações estão relacionadas a acontecimentos violentos registrados ao fim das manifestações contrárias ao governo de Nicolás Maduro, no dia 12 de fevereiro de 2014. Três pessoas morreram durante estes protestos. A partir da divulgação do anúncio de Guaidó pelas redes sociais, milhares de venezuelanos contrários e favoráveis a Maduro tomaram as ruas da capital, Caracas, e de outras cidades venezuelanas.

Agência Brasil

30 de abril de 2019, 09:20

MUNDO Líder da oposição sai de prisão, prega deposição de Maduro e ditadura fala em golpe

Foto: Divulgação/Arquivo

Juan Guaidó diz que tem apoio dos militares para pôr fim à usurpação

O líder da oposição, Juan Guaidó, e o preso político Leopoldo López, que estava impedido de sair de casa, em prisão domiciliar, foram no início da manhã desta terça-feira (30) até a base militar de La Carlota, em Caracas, acompanhados de militares dissidentes. “Hoje soldados que são valentes vieram até aqui porque nosso primeiro de maio começou hoje. Estamos chamando as Forças Armadas para acabar com a usurpação hoje.” Guaidó deu as declarações por meio de um vídeo publicados em suas redes sociais, no qual aparece cercado de militares que o apoiam, armados, e ao lado de López. Também nas redes sociais, Gauidó afirmou que está “dando início à fase final da Operação Liberdade”. Não se sabe, até a publicação deste texto, como teria sido a libertação de Leopoldo Lopez. Eram 6h (7h no Brasil), quando Caracas despertou de modo tenso. Após as declarações do líder oposicionista, o dia amanhece com muitas buzinas soando nas ruas, gente caminhando e gritando. Também eram ouvidos panelaços. O governo fechou o trânsito nas principais vias perto da base de La Carlota. Agentes atiram bombas de gás lacrimogêneo em quem tenta chegar perto. Por meio das redes sociais, o ministro da Comunicação do governo, Jorge Rodríguez, pulicou que “nestes momentos, estamos enfrentando e desafiando um reduzido número de efetivos militares traidores que se posicionaram para tentar um golpe de Estado”. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, porém, afirmou que há normalidade nos quartéis. Nas redes sociais, publicou que “a Força Armada se mantém firme na defesa da Constituição e de suas autoridades legítimas. Todas as unidades militares das oito regiões de defesa integral reportam normalidade em seus quartéis e bases, sob mando de seus comandantes naturais”. Quase cem dias após a juramentação do líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como “presidente encarregado” da Venezuela, Caracas ainda vive entra a esperança de uma mudança que então parecia iminente e o aumento do desespero por conta da (ainda mais acelerada) degradação das condições de vida. Ao chegar em Caracas, no fim da tarde desta segunda-feira (29), a reportagem da Folha pôde ver vários grupos e famílias tirando água do rio Guaire em baldes de distintos tamanhos. Entre eles, estavam também os conhecidos como “mineradores”, geralmente adolescentes, apenas em calções ou bermudas, que se metem no meio do rio para buscar restos de alimento ou algo que possa ser útil. Nas últimas semanas, a falta de água e os apagões que vão e vem são o drama mais recente da crise venezuelana. Vários quarteirões da parte leste da cidade, onde estão os bairros de classe média e alta, estavam sem luz, um cenário que lembra o início da devastação ocorrida na cidade norte-americana de Detroit depois da crise da queda da venda de automóveis.

Sylvia Colombo, Folhapress

28 de abril de 2019, 17:13

MUNDO Resultado preliminar mostra vitória do PSOE na Espanha

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do ministro espanhol, Pedro Sánchez, deverá manter a maioria do Congresso Nacional por uma margem estreita, segundo informam as primeiras pesquisas de boca de urna realizadas após o encerramento das eleições gerais na Espanha neste domingo, 28. De acordo com levantamento da consultoria GDA3 feito para a emissora RTVE, o PSOE deve ficar com entre 116 e 121 deputados, enquanto o Unidas Podemos oscilaria entre 42 e 45. Juntos, os dois partidos de esquerda não conseguem obter a maioria absoluta de 176 parlamentares, o que os obrigaria a fazer acordos com os partidos independentes. O resultado prévio indica ascensão do partido de extrema-direita Vox, que deve conseguir eleger entre 30 e 40 deputados. Essa ala ideológica não obtinha destaque desde a morte do ditador Francisco Franco, em 1975. Até o momento, cerca de 12% das urnas já foram apuradas.

Estadão Conteúdo

28 de abril de 2019, 10:20

MUNDO Economia forte atrai venezuelanos ao Peru

Foto: Douglas Juarez/Reuters

Venezuelanos nas ruas de Tumbes, no Peru

Apesar do impacto da Operação Lava Jato e da queda do preço das commodities, a economia peruana tem apresentado uma rara estabilidade e cresce em ritmo razoável – fato incomum em uma região estagnada. É exatamente a solidez econômica o fator que mais atrai venezuelanos ao Peru. Em fuga da crise criada pelo chavismo, 715 mil vivem hoje no país, segundo dados oficiais do governo peruano. A enfermeira Lila Valera saiu da Venezuela, deixando para trás as três filhas e a mãe, em busca de dinheiro para alimentar a família, nem que fosse a milhares de quilômetros de distância. A reportagem do Estado acompanhou a fuga de Lila da Venezuela, em junho de 2018. Sem dinheiro suficiente para uma passagem inteira, ela então viajou parte do trajeto em pé no veículo, que foi alvo de pedradas de saqueadores na saída de Caracas. Dez meses depois, a reportagem voltou a procurá-la em Lima. No Peru, ela conseguiu uma rede de clientes como cuidadora de idosos e plantões na seção de enfermagem de um hospital. Guarda cada trocado que pode para ajudar as filhas. Muito magras, as meninas, às vezes, almoçam só arroz. A casa em que vivem quase nunca tem luz, segundo Lila. “Vivo há dez meses no Peru. Consegui trabalho e tenho conseguido sobreviver e ajudar minha família na Venezuela. O Peru, na parte econômica, é muito melhor que a Venezuela”, conta Lila. “No segundo dia aqui, saí para procurar emprego, com apenas 20 soles (moeda peruana). Com outros venezuelanos, descobrimos onde precisavam de garçonetes. E assim foi indo, até que consegui me estabelecer como enfermeira”. O milagre econômico peruano começou nos anos 90, com a adoção do programa de ajuste do Banco Mundial, que pretendia tornar o país mais atraente para empresas estrangeiras por meio de reformas, desregulamentações e privatizações. Foi a maneira que o então presidente Alberto Fujimori encontrou para superar a crise – a inflação chegou a 400% ao mês em 1990. Ao abrir sua economia, as exportações dispararam e os investimentos estrangeiros começaram a entrar, o que fez a dívida pública peruana diminuir, a inflação ser contida e as reserva cambiais aumentarem. Em 1990, o Peru exportava US$ 3 bilhões. Em 2010, US$ 36 bilhões. A estabilidade já dura 20 anos e tem resistido ao fim do ciclo das commodities e aos efeitos da Operação Lava Jato nas obras de infraestrutura. Nos últimos anos, o Peru tem diversificado sua pauta de exportações, que tradicionalmente dependia de metais como cobre, ouro e ferro, e agora conta também com frutas e legumes. Isso, segundo analistas, evitou uma desaceleração maior da economia. “A diversificação veio após a queda dos preços dos metais, em 2014”, explica o economista da Pontifícia Universidade Católica do Peru Óscar Dancourt. “Graças a investimentos em irrigação, com recursos provenientes do boom das commodities, tanto privados quanto públicos, cresceu a produção de aspargos, uvas e abacates, principalmente em razão da demanda de países ricos por uma alimentação mais saudável”. Com a economia mais dinâmica, o consumo cresceu, assim como o emprego formal e a construção civil. Entre 2002 e 2013, o Peru nunca cresceu menos de quatro pontos porcentuais por ano – exceção feita a 2009, quando a crise financeira fez a economia crescer apenas 1,1%. “Os anos de alta do preço dos metais levaram também a uma necessidade de ampliar a infraestrutura do país”, lembra Dancourt. “É nesse momento que aparecem as obras envolvidas na Lava Jato. Estimava-se que a construção do gasoduto no sul do Peru acrescentasse 1 ponto porcentual ao crescimento do PIB (a obra foi paralisada)”. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

28 de abril de 2019, 09:40

MUNDO Partido da ultradireita avança nas eleições gerais na Espanha

Foto: Juan Medina/Reuters

Jovens eleitores do ultradireitista Vox dizem que partido não é só de ‘velhos e conservadores’

Em nenhum outro lugar da Espanha a súbita ascensão dos ultradireitistas do Vox é tão significativa quanto na Andaluzia, região que já foi reduto do socialismo espanhol. Em 2015, o partido radical tinha 3 mil filiados no país todo. Hoje, são 50 mil – 2 mil apenas em Sevilha, maior cidade andaluz. Durante as celebrações da Semana Santa, data religiosa mais importante da Espanha, as pautas pelas ruas da cidade de Jaén, na Andaluzia, eram duas: as eleições gerais, que serão realizadas neste domingo, 28, e a ascensão do Vox. “Só roubaram por aqui. Acho que agora é a hora de uma mudança drástica. Precisamos de um governo firme, que faça com que o país cresça”, diz a aposentada Marisol Soledad Olmo Villar, de 88 anos. “Chega. Estamos no limite. Queremos uma Espanha livre da ameaça do socialismo”. A poucos metros dali, jovens com idade entre 18 e 25 anos se reúnem próximo à catedral de Jaén. O intuito é promover um debate sobre política. “Meu voto é do Vox, claro. As pessoas pensam que os eleitores do partido são todos velhos e conservadores. Preciso de emprego e quero um país melhor para meus filhos. Aqui tem muito imigrante. Não acho certo. Está mais do que justificado”, afirma o estudante Juan Ortega, de 23 anos. Em dezembro, pela primeira vez em 36 anos, uma força de ultradireita obteve representação parlamentar na Espanha. O partido político Vox conquistou ao todo 12 cadeiras no Congresso regional de Andaluzia, reduto historicamente da esquerda. Até então, o país, que no século 20 passou por três décadas da ditadura de Francisco Franco, vinha resistindo à onda populista de direita que chegou à Europa. Com a vitória regional, o Vox, liderado por Santiago Abascal, deu um passo gigante para eleger representantes nacionais e ser peça fundamental no próximo governo. Algo que, há alguns anos, era inimaginável para um partido considerado pequeno. “É impossível que o Vox tenha votos suficientes para formar o governo e indicar o primeiro-ministro da Espanha. A intenção do partido não é essa. O objetivo é crescer e conquistar visibilidade nacional. Seria o primeiro partido de extrema direita a entrar no Legislativo desde 1982, quando Blas Piñar, do Força Nova, que reivindicava a herança do franquismo, deixou o cargo de deputado”, afirma o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Nacional de Madri, Jaime Pastor Verdú. Em fevereiro, o premiê espanhol, o socialista Pedro Sánchez, convocou eleições antecipadas depois que sua proposta de orçamento foi derrotada no Parlamento por uma aliança de partidos de direita – PP (Partido Popular) e Ciudadanos – mais os independentistas catalães. A eleição é a quarta em oito anos e deve favorecer a formação de uma maioria parlamentar conservadora, que inclui o Vox. As últimas pesquisas divulgadas previam 8% de intenções de voto para a legenda. Isso seria o suficiente para o partido garantir entre 25 e 30 assentos no Parlamento. Nas ruas de Madri, dezenas de jovens adeptos do Vox distribuem panfletos e oferecem informações sobre o partido. A estratégia é persuadir a classe trabalhadora, que ainda está indecisa. “Eu acredito no Vox e em suas ideias para a Espanha. Esse discurso da esquerda não dá mais”, afirma o estudante Rafael Herrera, de 27 anos. A panfletagem quebra o paradigma de que apenas a elite conservadora e mais velha da Espanha é adepta das ideias do Vox, como bem lembra o professor Verdú. “Há de tudo. É impossível estereotipar. Claro que o público mais velho ainda é majoritário. Os jovens, porém, também gostam das ideias do Vox porque se sentem representados. Há um descontentamento geral da juventude com o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) e o PP, que dominaram politicamente a Espanha nos últimos anos”, diz. Fundado em 2013 por ex- militantes do PP, o Vox defende uma política de imigração mais severa e faz críticas à União Europeia. Nos últimos anos, a Espanha se tornou rota de imigrantes e de refugiados que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo. O Vox ainda rejeita leis que protejam as mulheres contra a violência doméstica, também é contra o aborto e o casamento gay. A principal bandeira da legenda é seu posicionamento contrário ao separatismo catalão. Javier Ortega, secretário-geral do Vox, quer que os partidos secessionistas sejam banidos da Espanha. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

26 de abril de 2019, 17:31

MUNDO Hotel em NY é pressionado para não receber homenagem a Bolsonaro

Foto: Fábio Motta/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro

Depois de o Museu de História Natural de Nova York desistir de sediar uma homenagem a Jair Bolsonaro, a rede de hotéis Marriott, para onde o evento foi transferido, está sob pressão para cancelar a cerimônia. De acordo com o jornal O Globo, o senador estadual Brad Hoylman enviou uma carta ao grupo de hotéis na qual diz que o presidente brasileiro é um “homofóbico perigoso e violento, que não merece uma plataforma pública de reconhecimento em nossa cidade”. Hoylman, que é do Partido Democrata e homossexual, pediu que o Marriott Marquis, na Times Square, não receba o evento de entrega a Bolsonaro do prêmio Pessoa do Ano da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

26 de abril de 2019, 10:41

MUNDO Kim e Putin selam aproximação

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente russo, Vladimir Putin, encontraram-se pela primeira vez nessa quinta-feira (25) e afirmaram que tiveram conversas produtivas sobre a desnuclearização na Península Coreana. A cúpula em Vladivostok, no extremo oriente da Rússia, sinaliza uma reaproximação de Pyongyang e Moscou, em meio a estagnação das negociações entre Coreia do Norte e EUA. O encontro inédito ocorreu numa universidade na Ilha Russky, ao sul de Vladivostok. Os dois líderes apertaram as mãos e compartilharam sorrisos antes de se dirigirem a uma conversa bilateral que durou quase duas horas – mais do que o esperado. Posteriormente, uma segunda rodada de conversações incluiu membros das duas delegações. “Nós discutimos a situação na Península Coreana e trocamos opiniões sobre o que deveria ser feito para melhorar a situação e como fazê-lo”, disse Putin. O presidente russo afirmou que a conversa foi “bastante detalhada”, mas nenhum dos dois líderes se aprofundou sobre o conteúdo discutido. “Acabamos de ter uma troca de opiniões muito significativa sobre questões de interesse mútuo”, disse Kim. “A razão pela qual visitamos a Rússia é encontrar e compartilhar opiniões com o presidente Putin, e também compartilhar pontos de vista sobre a Península Coreana, que atraiu a atenção urgente do mundo, além de realizar discussões profundas sobre maneiras estratégicas de buscar estabilidade na situação política regional.” Antes do pontapé inicial da cúpula, Putin expressou confiança de que a visita de Kim ajudaria “a entender melhor o que deveria ser feito para resolver a situação na Península Coreana e o que a Rússia pode fazer para apoiar os processos positivos” em andamento. “Saudamos seus esforços para desenvolver um diálogo intercoreano e normalizar as relações da Coreia do Norte com os Estados Unidos”, disse Putin a Kim. O ditador norte-coreano pediu a Putin que trabalhem em conjunto para explorar formas de resolver o problema da desnuclearização da Península Coreana. “A situação na Península Coreana é de grande interesse para toda a comunidade internacional. Espero que nossas conversas sejam um evento importante para avaliarmos essa situação em conjunto, trocarmos pontos de vista sobre a situação e como resolver esse problema juntos”, disse Kim. Nas breves declarações antes do encontro, os dois líderes destacaram que estavam buscando fortalecer os laços que datam do apoio da extinta União Soviética ao fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, o avô do atual líder norte-coreano. Kim disse que espera transformar a relação moderna com Moscou em uma “mais estável e sólida”, enquanto Putin afirmou que a visita dará um impulso aos laços diplomáticos e econômicos. Kim expressou seu desejo de que a cúpula seja “útil para fortalecer e desenvolver relações tradicionalmente amistosas” e que “elas tenham raízes profundas”. “Bilateralmente, temos muito a fazer para desenvolver laços comerciais e econômicos, desenvolver contatos humanitários”, disse. Entre as questões discutidas está o destino de cerca de 10 mil trabalhadores norte-coreanos que estão na Rússia e que devem sair do país até o final do ano devido às sanções internacionais. Mão de obra é uma das principais exportações e fontes de dinheiro da Coreia do Norte. Pyongyang tem repetidamente pedido à Rússia para continuar a empregar seus trabalhadores após o prazo final. Pyongyang, que reportou à Organização das Nações Unidas que enfrenta crises alimentares, também pediu que Moscou continue ou aumente sua ajuda. A Rússia forneceu cerca de 25 milhões de dólares em ajuda alimentar à Coreia do Norte nos últimos anos, segundo o Kremlin. Em março, a agência estatal russa TASS relatou uma entrega de 2 mil toneladas de trigo.

22 de abril de 2019, 10:53

MUNDO Humorista Zelensky vence eleição presidencial na Ucrânia

O humorista Vladimir Zelensky é o vencedor do segundo turno das eleições presidenciais na Ucrânia, realizado nesse domingo (21), com aproximadamente 73% dos votos. Assim ele desbancou o atual presidente, Petro Poroshenko, que obteve apenas 25%, segundo as pesquisas finais de boca de urna. Poroshenko reconheceu logo a derrota, ao aceitar os resultados de boca de urna, acrescentando que deixará o cargo no próximo mês. “Quando vejo os resultados das pesquisas de boca de urna, são evidentes. É motivo para ligar para meu oponente e parabenizá-lo”, comentou, mostrando-se disponível a apoiar o seu rival na transição: “Vou deixar o cargo, mas quero frisar firmemente que não vou deixar a política.” Zelensky, de 41 anos, alcançou um resultado histórico, dominando as urnas em todas as regiões do país, inclusive no oeste mais nacionalista. No leste, onde nasceu, sua vitória seria arrasadora, somando mais de 88% dos votos. Os resultados corroboraram as pesquisas realizadas durante a campanha eleitoral, que davam a Zelensky mais de dois terços dos votos. “Obrigado a todos os ucranianos que me apoiaram. Obrigado a todos os ucranianos, onde quer que estejam. Prometo que não falharei com vocês”, declarou o comediante em seu comitê, após os resultados das pesquisas serem divulgados.

Agência Brasil

21 de abril de 2019, 12:57

MUNDO Ucranianos voltam às urnas neste domingo

Os colégios eleitorais abriram neste domingo (21) na Ucrânia para o segundo turno da eleição presidencial, com o comediante Vladimir Zelenski aparecendo como favorito para conquistar o cargo do atual presidente do país, Petro Poroshenko, que tenta a reeleição. Três semanas depois do primeiro turno, quase 31 milhões de ucranianos foram convocados às urnas em cerca de 30 mil seções eleitorais, que serão encerradas às 20h (17h). Zelenski venceu o primeiro turno no dia 31 de março, com 30,24% dos votos, quase o dobro dos obtidos pelo atual chefe de Estado (15,95%). Logo depois do fechamento dos colégios eleitorais começam a ser divulgados os primeiros resultados das pesquisas de boca de urna. A apuração de votos começará às 23h locais. Neste domingo, Zelenski, disse que votou com o “ânimo de vencedor”. Cercado por uma multidão de jornalistas e câmeras, o comediante compareceu ao colégio eleitoral da Academia Naval, acompanhado por sua esposa Elena e os filhos. Em breves declarações à imprensa, ele disse que espera ganhar eleições honestas. “Hoje, necessariamente, os ucranianos é que vencerão; será a vitória da Ucrânia”. Esta é a primeira eleição presidencial da Ucrânia desde o pleito antecipado de maio de 2014, que foi motivado pela fuga para a Rússia do então presidente Viktor Yanukovych, diante dos protestos dos oposicionistas.

Agência Brasil

20 de abril de 2019, 12:52

MUNDO Sede do Ministério de Informação do Afeganistão sofre ataque

Uma forte explosão seguida de um ataque a tiros atingiu neste sábado (20) o Ministério de Informação e Tecnologia, na capital do Afeganistão. Segundo a polícia, a ação foi realizada por três homens – dois foram mortos pelas forças de segurança. O ataque começou por volta das 11h40 do horário local (4h10 em Brasília) com uma primeira explosão, seguida por um tiroteio, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi. A ação foi cometida por pelo menos três insurgentes, que atacaram o edifício dos correios do complexo ministerial, “se aproveitando”, segundo o porta-voz, de “um templo” que fica no local. Rahimi ressaltou que dois dos responsáveis pelo ataque foram mortos pela polícia, que busca o terceiro criminoso e outros possíveis participantes. A explosão inicial deixou pelo menos seis pessoas feridas, que foram levadas a hospitais próximos, conforme disse o porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Wahidullah Mayar, no Twitter. O Ministério de Interior, em mensagem na mesma rede social, informou que as forças de segurança “esvaziaram com sucesso” dois edifícios do complexo ministerial. “Centenas de civis foram resgatados”, informou a pasta. Canais de televisão afegãos mostraram imagens de vários funcionários deixando um dos edifícios do Ministério pelas janelas e por meio de escadas disponibilizadas pelas forças de segurança. Nenhum grupo reivindicou ainda a autoria do ataque, e os talibãs, em mensagem divulgada pelo porta-voz Zabihullah Mujahid no Twitter, negaram ter participado da ação. “O ataque de hoje em Cabul não tem nada a ver com os combatentes do Emirado Islâmico (como os talibãs se denominam)”, disse Mujahid.

Agência Brasil

20 de abril de 2019, 12:38

MUNDO Fechamento da fronteira com a Venezuela completa dois meses

O fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela completa dois meses neste domingo (21). Oficialmente, o tráfego de pessoas e veículos continua restrito. Na prática, contudo, venezuelanos têm se aventurado por rotas alternativas para transitar entre os dois países, carregando alimentos e outros produtos adquiridos do lado brasileiro. Ainda assim, os impactos econômicos e políticos são sentidos dos dois lados da fronteira terrestre. Segundo Abraão Oliveira da Silva, secretário de Educação de Pacaraima (RR), município brasileiro fronteiriço, os filhos de brasileiros que vivem na cidade venezuelana de Santa Elena de Uiarén e que estudam em Pacaraima estão perdendo aulas porque, muitas vezes, não conseguem chegar às escolas. “A fronteira continua fechada e isso tem alguns aspectos negativos para os dois lados. Com as restrições para locomoção, as pessoas têm buscado caminhos alternativos. Uma destas rotas, que já era usada antes, mas por bem pouca gente, é fechada do lado brasileiro todos os dias, às 18 horas, para facilitar o controle, pelos militares brasileiros, de eventuais atividades ilícitas”, contou o secretário municipal à Agência Brasil.

Agência Brasil

20 de abril de 2019, 08:14

MUNDO Procurador liga suicídio de Alan García a depoimento de ex-diretor da Odebrecht

Foto: Reuters

Funeral do ex-presidente do Peru Alan García

O funeral do ex-presidente do Peru Alan García terminou ontem, após dois dias de velório, com uma cerimônia de cremação e a leitura de uma carta-testamento que indica que o líder da Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra) premeditou sua morte. Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro nos desdobramentos da Operação Lava Jato no país, García, que presidiu o Peru por duas vezes, deu um tiro na cabeça ao receber uma ordem de prisão temporária em sua casa, em Lima, na quarta-feira. Sua carta só veio a público ontem. Foi lida pela filha, Luciana García Nores, em meio a centenas de militantes na Casa do Povo – sede do partido no centro de Lima. “Nossos adversários optaram por me criminalizar durante anos. Nunca encontraram nada. E agora os derrotei novamente”, escreveu. “Por muitos anos, me defendi de insultos e a homenagem dos meus inimigos era dizer que Alan García era inteligente o suficiente para que nada se prove contra ele.” No texto, García diz ainda que sua missão foi levar a Apra ao poder em seus dois mandatos (1985-1990 e 2006-2011). Ele exalta seu legado político e cita obras feitas, principalmente no seu segundo governo. “Deixo a meus filhos a dignidade das minhas decisões. A meus companheiros, um sinal de orgulho. E meu cadáver como uma mostra de desprezo a meus adversários, porque cumpri a missão para a qual me dispus”, concluiu García. Militantes e dirigentes da Apra veem na carta e no fato de García andar armado desde novembro – quando o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, recusou um pedido de asilo- um sinal de que ele tinha em mente o suicídio como resposta às investigações. No velório, aliados disseram que a atuação do Ministério Público peruano era parcial e patrocinada pelo governo do presidente Martín Vizcarra. “Quando o asilo foi negado, ele já sabia o que ia acontecer. Passou a andar armado, sentindo que tentariam prendê-lo. Era uma decisão que já estava tomada”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo o dirigente da Apra Germán Luna, ao fim do velório. Um procurador da força-tarefa da Lava Jato, ouvido pela reportagem em condição de anonimato, ligou o suicídio ao iminente depoimento de Jorge Barata, delator da Odebrecht no Peru. Barata deve falar com membros do MP a partir de segunda-feira, em Curitiba.

Estadão Conteúdo

20 de abril de 2019, 07:50

MUNDO Em live com Eduardo Bolsonaro, vice-premiê da Itália pede votos

O vice-primeiro-ministro da Itália e um dos líderes do partido eurocético Liga, Matteo Salvini, pediu nesta sexta-feira (19) votos para a sigla na eleição do Parlamento Europeu. O pedido foi feito ao lado do filho do meio do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, e foi transmitido pelas redes sociais do deputado federal. Os dois se encontraram em Milão. As eleições europeias ocorrem em 26 de maio. A Itália tem direito a 76 assentos no Parlamento Europeu. Analistas do continente projetam um avanço dos eurocéticos, como a Liga. “Nós queremos uma Europa forte, que dialogue com o Brasil, com os Estados Unidos, com Israel, e que a esquerda se distancie do poder”, afirmou Salvini. No início do vídeo, o filho do presidente ressaltou que houve na Itália uma “mudança do socialismo para uma economia de mercado, mais liberal, e para os valores conservadores”. Ele comparou ainda esta onda às eleições de Jair Bolsonaro, de Donald Trump nos Estados Unidos, de Benjamim Netanyahu em Israel e de Viktor Orbán na Hungria.

Estadão Conteúdo