22 de novembro de 2018, 21:40

MUNDO Trump autoriza uso de força letal em fronteira com México

Foto: Joshua Roberts/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que autorizou as tropas norte-americanas a usarem força letal, se necessário, na fronteira com o México, onde uma caravana de imigrantes da América Central pretende ingressar nos EUA para pedir asilo. “Se eles precisarem, vão usar força letal. Eu dei o OK – eu espero que eles não precisem”, disse o presidente. Trump também disse que o governo norte-americano poderá sofrer uma paralisação em dezembro por conta da segurança de fronteira. O presidente também alertou que os Estados Unidos poderão fechar a totalidade da fronteira com o México por um período de tempo “se acharmos que chegou a um nível onde vamos perder controle ou nossas pessoas vão começar a se machucar”. Antes das eleições parlamentares dos EUA mais cedo neste mês, Trump denunciou a aproximação de uma caravana de imigrantes como uma “invasão” que ameaça a segurança nacional dos EUA, e enviou milhares de soldados à fronteira para ajudar na segurança. O secretário da Defesa dos EUA, Jim Mattis, disse na quarta-feira que recebeu autorização para conceder poderes maiores a soldados na fronteira mexicana para ajudar a proteger agentes da fronteira, e aguardaria direção do Departamento de Segurança Interna. Mattis disse que soldados ajudarão a proteger os agentes de fronteira com escudos e cassetetes, mas não estarão armados.

Estadão Conteúdo

21 de novembro de 2018, 09:47

MUNDO Membro do Comitê de Ética da Fifa é detido por suspeita de corrupção

Um membro do Comitê de Ética da Fifa foi preso nesta quarta-feira sob suspeita de corrupção na Malásia. Sundra Rajoo estava em Zurique, na Suíça, nesta semana, para reuniões na entidade máxima do futebol, onde ele ocupa um cargo equivalente ao de um juiz. Mas, ao desembarcar em seu país, foi detido. No ano passado, depois de afastar antigos juízes e investigadores, o presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, escolheu uma nova equipe de especialistas “independentes”. Rajoo era um deles e era um dos dois juízes da câmara adjudicatória do Comité de Ética da Fifa. Desde que ele assumiu o importante cargo na Fifa, seu comitê anunciou decisões de afastamento definitivo de cartolas acusados de corrupção, entre eles o ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. A defesa do brasileiro, ao receber a notícia, se mobilizou para avaliar o que fazer diante da suspeita em relação ao juiz. Processualmente, o caso foi repleto de polêmicas e mesmo o uso supostamente indevido de documentos da Justiça dos Estados Unidos – Del Nero foi indiciado em Nova York por corrupção. Mas os investigadores da Fifa jamais produziram evidências sobre o brasileiro. Vários outros dirigentes também foram punidos por Rajoo, que havia sido proposto ao cargo pelas associações asiáticas de futebol. Na Malásia, porém, o juiz conseguiu ser solto e espera pela avaliação do caso em liberdade. Ele apresentou imunidade diplomática. Mas foi obrigado a renunciar de seu cargo no Centro Internacional de Arbitragem. A Fifa, por enquanto, não se pronunciou se Rajoo continuará como seu juiz. Essa é a segunda notícia constrangedora na semana para a entidade. Na última terça-feira, a Corte do Brooklyn, em Nova York, considerou que a Fifa não tinha direito a receber US$ 28 milhões (mais de R$ 106 milhões) que reclamava dos cartolas que fraudaram o futebol. Para a Justiça norte-americana, os cálculos feitos em Zurique era “frívolos” e concedeu uma compensação de apenas US$ 108 mil (pouco menos de R$ 409 mil).

Estadão

20 de novembro de 2018, 21:05

MUNDO Atentado suicida deixa pelo menos 50 mortos e dezenas de feridos no Afeganistão

Uma explosão deixou pelo menos 50 mortos e 80 feridos em um salão de festas onde era realizada uma cerimônia religiosa na cidade de Cabul, capital do Afeganistão, informaram nesta terça-feira, 20, fontes oficiais do governo do País. “Até agora retiramos 40 corpos e mais de 60 feridos do local da explosão”, disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério da Saúde Pública, Wahidullah Majroh. “Um homem-bomba detonou seus explosivos dentro de um salão para casamentos onde religiosos islâmicos se reuniram para comemorar o aniversário do profeta Maomé”, declarou o porta-voz do ministério do interior Najib Danish. O atentado ainda não foi reivindicado por nenhum grupo.

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2018, 21:05

MUNDO Atirador ataca hospital em Chicago e deixa ‘vítimas’, diz polícia

Foto: Amanda Seitz/AP Photo

Polícia de Chicago na área de ataque a tiros próximo do Hospital Mercy

Um atirador deixou vários feridos, entre eles um policial em estado grave, após abrir fogo contra as pessoas no hospital Mercy, um dos maiores de Chicago, nos Estados Unidos, no fim da tarde desta segunda-feira, 19. Dezenas de viaturas da polícia estavam no local. O policial foi gravemente ferido no ataque a tiros no hospital. Ele foi levado para o Centro Médico da Universidade de Chicago para tratamento. “Ele está em estado crítico, mas recebendo excelentes cuidados”, disse Anthony Guglielmi, porta-voz da polícia. Houve “relatos de múltiplas vítimas” no ataque, disse Guglielmi em um post em sua conta no Twitter. Segundo um funcionário do hospital, ao menos seis pessoas foram mortas, mas a informação não foi confirmada pela polícia. “Pelo menos um possível atirador foi ferido a tiros”, disse Guglielmi em outro tweet. Oficiais dos Bombeiros chamaram um plano de serviços médicos de emergência, enviando pelo menos 15 ambulâncias para o local, por causa. Erix Horton, que trabalha em Serviços Ambientais no hospital, falou com um repórter do Chicago Tribune enquanto aguardava informações. “Eu estava me preparando para ir embora”, disse Horton. “Uma das enfermeiras correu de volta para o lado de fora e foi como se ela estivesse prestes a entrar em colapso e disse ‘um membro da equipe foi ferido a tiros’. E ela pediu para eu ligar para a polícia”. Horton disse que se escondeu com outros funcionários na sala de descanso em frente ao pronto-socorro, que tem uma fechadura a prova de balas, até que a polícia entrou e escoltou todos para fora. Uma equipe do Corpo de Bombeiros que acabara de trazer um paciente também se escondeu no quarto, disse Horton. “Enquanto estávamos na sala de descanso, podíamos ouvir alguém disparando tiros no corredor, oito ou nove tiros”, disse. “Ficamos todos abaixados para nos proteger. Eu só queria chegar em casa para ver minha esposa e meus filhos”. Uma funcionária do hospital disse que ela estava em seu escritório quando uma notificação foi enviada por um sistema de alerta interno dizendo aos que estavam no hospital para trancar suas portas. Mais tarde, eles foram retirados do local e as pessoas foram colocadas nos ônibus da polícia. “Eu não sei o que aconteceu”, disse ela ao jornal Chicago Tribune, quando foi levada para um ônibus. “Eles nos disseram para correr, então nós fizemos”, disse a funcionária do hospital. As autoridades estavam alertando as pessoas para ficarem fora da área. Equipes de bombeiros estavam no local. Ataques a tiros são um dos principais problemas de violência nos Estados Unidos. No começo do mês, um marine veterano, que serviu no Afeganistão, matou 12 pessoas em um bar de música country na cidade de Thousand Oaks, na Califórnia. Em outubro, pelo menos 11 pessoas morreram e 6 ficaram feridas, entre elas 4 policiais, em um ataque a tiros a uma sinagoga na cidade de Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia.

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2018, 16:48

MUNDO Milhares de pessoas deixam suas casas após nova erupção de vulcão na Guatemala

Quase 4.000 pessoas abandonaram suas casas nesta segunda-feira, 19, após uma nova erupção do Vulcão de Fogo, perto da capital da Guatemala, o que levou as autoridades a declarar alerta vermelho na região. Em junho, a erupção deste vulcão provocou 194 mortes. O alerta foi declarado no município de Escuintla depois que o vulcão iniciou no domingo a quinta fase eruptiva do ano, com lavas e colunas de cinzas, informou a Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred). De acordo com a Conred, foram evacuadas 3.925 pessoas, 3.419 delas de vilarejos do departamento (província) de Escuintla, onde já foram habilitados três abrigos para os quais foram transferidos 2 mil moradores. Além disso, a erupção já afeta as rotinas de 76.145 pessoas. A Conred informou, no entanto, que 300 famílias que residem no vilarejo de Chuchú, em Escuintla, não quiseram deixar seus lares apesar da convocação das autoridades. Os apelos de retirada provisória afetam 10 comunidades dos Departamentos mencionados, próximas do vulcão de 3.763 metros de altura e que fica 35 km ao sudoeste da Cidade da Guatemala. O vulcão gera fluxos piroclásticos e uma coluna de cinzas que alcança os 5.200 metros de altitude, enquanto o material incandescente chega a mil metros sobre a cratera do vulcão, explicou o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh) da Guatemala. O Vulcão de Fogo iniciou no domingo o quinto ciclo eruptivo do ano. A quarta fase eruptiva do vulcão de Fogo foi registrada entre 6 e 9 de novembro, sem vítimas nem danos. No último 3 de junho o vulcão teve uma potente erupção que provocou uma avalanche de material ardente que devastou a comunidade San Miguel Los Lotes, deixando 194 mortos, 234 desaparecidos e afetando mais de 1,71 milhão de pessoas. Junto com o Vulcão de Fogo, também permanecem ativos na Guatemala os vulcões Pacaya, 20 km ao sul da capital, e o Santiaguito, 117 km ao oeste, que aumentaram sua atividade mas sem entrar em fase eruptiva. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Estadão Conteúdo

18 de novembro de 2018, 18:22

MUNDO Protestos contra alta de imposto na França deixam 409 feridos

Manifestantes franceses mantiveram neste domingo os protestos contra o aumento do imposto sobre os combustíveis, que já deixaram 409 feridos, dos quais 14 em estado grave. O grupo, que bloqueou no sábado rodovias em todo o país, seguia impedindo o tráfego de veículos em 150 localidades espalhadas pela França, informou o Ministro do Interior francês, Christophe Castaner. Segundo ele, a situação era “agitada”, com “agressões, lutas, golpes de facas” ocorrendo, inclusive entre os manifestantes. O ministro informou que 157 pessoas foram detidas para interrogatório – o dobro do número relatado sábado à noite. O alvo original dos protestos – aumentos de impostos sobre o diesel e a gasolina – foi ampliado para incluir o menor poder aquisitivo dos franceses e reclamações sobre as políticas do presidente Emmanuel Macron, que até agora não comentou sobre as manifestações. A alta do imposto faz parte da estratégia do presidente francês, Emmanuel Macron, para reduzir a dependência do país dos combustíveis fósseis. Mas muitos veem a medida como emblemática de um governo desconectado das dificuldades econômicas enfrentadas pela população e que serve aos mais ricos. Diferentemente do habitual, os manifestantes não foram liderados por sindicatos, e políticos foram evitados, embora alguns membros da direita e extrema-direita tenham se juntado aos bloqueios.

Estadão Conteúdo

17 de novembro de 2018, 12:05

MUNDO Submarino argentino é encontrado um ano e um dia após desaparecimento

O submarino argentino ARA San Juan foi encontrado um ano e um dia após ter desaparecido, no Atlântico Sul, com 44 pessoas a bordo. Os restos da embarcação foram achados por uma empresa privada norte-americana na sexta-feira (16), mas o Ministério da Defesa da Argentina só confirmou a notícia na madrugada deste sábado (17), depois de informar os parentes dos tripulantes. Na quinta-feira (15), as famílias dos 44 desaparecidos realizaram um ato para marcar o primeiro aniversario do naufrágio e cobrar respostas das autoridades. “Quanto lamento que nada que se diga possa acalmar a dor dos familiares e amigos aqui presentes”, afirmou o presidente da Argentina, Mauricio Macri, ao prometer continuar as buscas. No dia seguinte, a empresa norte-americana Ocean Infinity encontrou os restos a 800 metros de profundidade e a 600 metros da cidade de Comodoro Rivadavia, na Patagônia argentina. O ARA San Juan desapareceu durante uma viagem de Ushuaia, no extremo sul do país, ao balneário de Mar del Plata, a 300 quilômetros da capital, Buenos Aires. O último contato da tripulação foi feito no dia 15 de novembro do ano passado. Uma megaoperação internacional, que contou também com a participação do Brasil, foi montada para procurar o submarino. Duas semanas depois, a Marinha anunciou que já não havia esperanças de encontrar sobreviventes. O governo argentino contratou a Ocean Infinity para continuar as buscas, que começaram em setembro. Durante dois meses, 40 tripulantes, a bordo do navio Seabed Constructor, rastrearam o fundo do mar. O submarino foi encontrado horas antes da empresa suspender a operação. Muitos parentes dos tripulantes do ARA San Juan receberam a notícia em Mar del Plata, onde tinham participado do ato que marcou o primeiro ano para lembrar o primeiro ano do desaparecimento do submarino. Agora o governo argentino terá que decidir se vai resgatar o casco do ARA San Juan, uma operação cara. A Ocean Infinity cobrou US$ 7,5 milhões somente para encontrar o submarino.

Agência Brasil

16 de novembro de 2018, 13:16

MUNDO Justiça americana manda Casa Branca devolver credencial de jornalista da CNN

Um juiz federal do distrito de Colúmbia determinou nesta sexta-feira, 16, que o governo do presidente Donald Trump devolva imediatamente a credencial do correspondente da CNN na Casa Branca, Jim Acosta. A credencial foi suspensa na semana passada depois de o jornalista contestar Trump numa entrevista coletiva. O juiz Timothy Kelly, indicado ao cargo pelo próprio Trump, acatou um pedido da CNN, que nesta semana entrou com um processo contra o presidente dos Estados Unidos e outros cinco membros do governo. Acosta era frequentemente criticado por Trump e pela porta-voz Sarah Sanders por suas perguntas consideradas “duras” em entrevistas. O presidente critica a CNN desde que assumiu o cargo e a acusa, sem provas, de difundir notícias falsas. O processo é considerado uma escalada no ambiente de tensão entre Trump e os veículos de comunicação nos EUA, que inclui discursos do presidente contra o que considera “notícias falsas” quando está em desacordo com o que foi publicado e críticas a jornalistas. À Justiça, a CNN argumentou que a decisão de suspender a credencial de Acosta viola a 1ª Emenda à Constituição americana, que assegura a liberdade de imprensa. A rede de TV argumentou ainda que os funcionários do gabinete de Trump e o presidente violaram também a 5ª Emenda, que assegura o devido processo legal – por retirarem a credencial sem aviso prévio. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2018, 10:35

MUNDO Theresa May tenta salvar acordo do Brexit; ministros se demitem

Foto: Reuters

A premiê britânica, Theresa May, discursa no Parlamento para defender acordo do Brexit negociado com Bruxelas

A primeira-ministra britânica, Theresa May, debilitada por uma série de demissões de membros do seu governo, advertiu o Parlamento nesta quinta-feira, 15, de que uma votação contra o controvertido projeto de acordo firmado com Bruxelas pode implicar que não haja o Brexit. “Podemos escolher sair da União Europeia (UE) sem acordo, podemos escolher que não haja Brexit ou podemos escolher nos unir e apoiar o melhor acordo possível”, afirmou May em discurso na Câmara dos Comuns, onde partidário e detratores do Brexit criticaram o texto aprovado na véspera pelo governo. May sofreu um forte revés nesta quinta com as demissões de seu ministro do Brexit, Dominic Raab, da ministra de Trabalho e Pensões, Esther McVey, e de dois secretários de seu gabinete por discordâncias com o controvertido projeto de saída da UE, aumentando a chance de que o divórcio entre a UE e o Reino Unido aconteça sem concessões – o chamado “Hard Brexit” – ou até mesmo não aconteça. Em Londres, alguns especialistas também questionam se o governo de May terá forças para superar mais essa crise em razão das tortuosas negociações pelos termos do Brexit. Além disso, fontes ouvidas pelo jornal The Telegraph, disseram que o deputado eurocético Jacob Rees-Mogg deve apresentar uma moção de censura contra o governo ainda nesta quinta-feira. “Não posso conciliar os termos do acordo proposto com as promessas que fiz ao país”, escreveu Raab em sua carta de demissão publicada no Twitter. “Entendo por que optou por seguir adiante com o acordo com a UE nos termos propostos, mas devo renunciar”, continuou. “Você precisa de um ministro do Brexit que possa defender o acordo com convicção”. A moeda britânica, a libra esterlina, caiu bruscamente como reação às demissões no governo britânico. Às 11h15 (9h15 em Brasília), uma libra era negociada a 1,2796 dólar contra 1,302 na abertura do mercado. A divisa britânica volta, assim, a seu nível de terça-feira, antes do anúncio feito pelo governo sobre o acordo. Raab, que chegou ao cargo após a renúncia de David Davis em julho, foi responsável pela última etapa das negociações com a Comissão Europeia, e até agora, tinha apoiado o plano governamental. Ele renunciou menos de uma hora depois do secretário de Estado britânico para a Irlanda do Norte, Shailesh Vara, anunciar sua saída do governo também por discordar dos termos do acordo que, para ele, impede o país de se transformar em um Estado soberano. Em sua carta de renúncia, Raab – que apoiou o Brexit no referendo de 2016, no qual 52% dos britânicos votaram pela saída da UE – diz que não está de acordo por duas razões. Primeiro, “porque o regime regulador proposto para a Irlanda do Norte é uma ameaça muito real para a integridade do Reino Unido”. E em segundo lugar, porque não pode aceitar que a cláusula de segurança para evitar uma fronteira na Irlanda seja “indefinida”, na qual, além disso, a UE “tem um veto” sobre a capacidade do Reino Unido de rescindi-la. Poucos minutos depois, Esther também comunicou sua saída do governo. “O acordo que você (May) apresentou ontem para o gabinete não honra o resultado do referendo” de 2016, escreveu em sua carta de demissão também publicada no Twitter. “Também não cumpre com os parâmetros que você (May) expôs no início do seu mandato”, afirmou a deputada pela circunscrição inglesa de Tatton. Segundo ela, o acordo preliminar, divulgado ontem após uma reunião do conselho de ministros, não cumpre as promessas do governo de negociar um Brexit que devolva “o controle sobre o dinheiro, as fronteiras e as leis” e permita formular uma política comercial “independente”. A quarta a deixar o governo britânico foi a secretária de Estado para o Brexit, Suella Braverman. “Chegamos a um ponto em que sinto que essas concessões (feitas para Bruxelas) não respeitam a vontade do povo”, tuitou Suella em sua justificativa para deixar o cargo.

Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2018, 08:20

MUNDO Bachelet fala em ‘desinformação’ nas eleições brasileiras

Foto: Divulgação

Michelle Bachelet, ex-presidente chilena e atual alta comissária de Direitos Humanos da ONU

Michelle Bachelet, ex-presidente chilena e atual alta comissária de Direitos Humanos da ONU, apoiou a candidatura de Lula nas eleições presidenciais brasileiras deste ano, assinando uma carta pedindo para que o petista pudesse concorrer. Agora, com a eleição de Jair Bolsonaro, ela vê o pleito como exemplo de influência da “desinformação” sobre os eleitores do Brasil. “Seja na eleição presidencial dos EUA, no referendo sobre o Brexit no Reino Unido ou nas recentes eleições no Brasil e Quênia, onde pesquisas falsas e desinformação foram amplamente compartilhadas, estamos vendo um aumento do uso de campanhas de desinformação e robôs nas redes sociais para influenciar opiniões e escolhas de eleitores individuais”, afirmou.

Estadão Conteúdo

12 de novembro de 2018, 16:50

MUNDO Stan Lee, mestre dos quadrinhos, morre aos 95 anos

Foto: Ryan Pfluger/The New York Times

O escritor, editor e executivo da indústria de histórias em quadrinhos americana Stan Lee

O escritor, editor e executivo da indústria de histórias em quadrinhos americana Stan Lee morreu nesta segunda-feira, 12, aos 95 anos. A informação foi divulgada pela sua filha ao site TMZ. Ele chegou a ser levado ao hospital Cedars-Sinai, onde morreu. Veja galeria com 27 aparições de Stan Lee em filmes da Marvel. Nova-iorquino da gema, nascido Stanley Martin Lieber, em 1922, ele foi um dos mais importantes nomes dos quadrinhos por décadas, mas não foi exatamente um quadrinista. Fez história principalmente no nicho dos super-heróis ao escrever argumentos, roteirizar HQs e conceber personagens que viriam a se tornar célebres, como o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico e os X-Men. No entanto, Lee começou a carreira, em 1939, como um mero assistente, sem assumir funções criativas. Uma de suas primeiras criações foi o Destroyer (não confundir com o Demolidor, que também foi imaginado por Lee em parceria com Bill Everett), em 1941, mas o herói não obteve o sucesso de suas futuras contribuições. Suas principais obras vieram com a renovação dos quadrinhos nos anos 1950 e 1960, justamente quando Stan Lee estava pensando em mudar de carreira e sua esposa sugeriu que ele contasse as histórias que queria, independente de serem adequadas ou não às fórmulas de super-heróis. Esse conselho coincidiu com a intenção da Marvel de renovar seu rol de personagens, e a partir daí vieram os Vingadores originais, o Doutor Estranho, o Quarteto, os X-Men, entre muitos outros heróis exaltados hoje no cinema. Com a ajuda de Steve Ditko (com quem imaginou o Homem-Aranha) e Jack Kirby (parceiro na criação de Hulk, Thor e Homem de Ferro), Stan Lee deu início à ideia de um universo compartilhado para as histórias dos heróis da Marvel no início da década de 1960, o que culminou em diversas sagas que envolviam heróis diferentes e serviu de base para o universo cinemático em que habitam os filmes da empresa. Ditko morreu em junho, brigado com Lee. Por falar neles, aliás, Stan Lee é o ator que mais estrelou longa-metragens de heróis. Em todas as adaptações cinematográficas de quadrinhos da Marvel, mesmo nas produções da Fox (X-Men, Deadpool) e da Sony (Homem-Aranha), ele faz participações especiais curtas, porém aguardadas pelos fãs. Existe, inclusive, uma teoria não confirmada de que todos os personagens interpretados por Stan Lee no cinema seriam a mesma pessoa. Embora não tenha efetivamente lutado, Stan Lee serviu o exército durante a 2.ª Guerra Mundial (1939-1945), e retornou às atividades quadrinisticas após cumprir as obrigações militares. A função de Stan Lee, intitulada “playwright” (algo como “roteirista”), consistia em escrever e adaptar textos e foi compartilhada no exército americano por pouquíssimos nomes, como o dramaturgo William Saroyan, o cineasta italiano Frank Capra e o também cartunista Theodore Geisel. Por mais que sua contribuição pelos quadrinhos de super-heróis tenha sido voltada quase exclusivamente à Marvel, Stan Lee figura nas páginas de algumas HQs da empresa rival, a DC Comics. Quando seu parceiro de longa data Jack Kirby trabalhou na DC, ele criou Funky Flashman, personagem secundário de Mister Miracle (1972). Sem poderes sobre-humanos ou qualquer passado, Funky foi tido por muitos como uma sátira de Stan Lee, embora essa informação não seja canônica. A atriz Kaley Cuoco, que interpreta Penny na série The Big Bang Theory, lamentou a morte de Stan Lee em suas redes sociais: “Ele deixou sua magnífica marca em nossa série de tantas maneiras e nós estamos eternamente gratos. Eu adorava suas visitas, abraços e fantásticas histórias. Ele era um super-herói épico e eu nunca o esquecerei”, escreveu.

Estadão Conteúdo

11 de novembro de 2018, 11:02

MUNDO Erdogan diz que áudio que prova morte de jornalista foi compartilhado com países

Foto: Reuters

O jornalista saudita Jamal Khashoggi

Uma gravação em áudio que autoridades turcas usaram para concluir que o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi assassinado por agentes sauditas foi compartilhado com quatro aliados ocidentais, disse o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aumentando a pressão sobre Riad. Erdogan disse que a gravação, que autoridades turcas disseram captar as vozes de agentes matando o escritor dissidente saudita dentro do consulado do reino em Istambul em 2 de outubro, foi compartilhada com os EUA, Alemanha, França e Reino Unido, além da Arábia Saudita. “Todos eles conhecem as conversas, eles os escutaram”, disse Erdogan aos repórteres no aeroporto de Ancara, antes de seguir para a França, onde se juntou ao presidente americano, Donald Trump, e outros líderes mundiais para as comemorações do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial. Esta foi a primeira vez que o próprio Erdogan mencionou a existência da gravação de áudio, que autoridades turcas disseram fornecer informações sobre como os eventos se desenrolavam dentro do consulado. Erdogan está buscando mais apoio dos EUA e de outros aliados ocidentais enquanto pressiona a Arábia Saudita, e altos funcionários, que supostamente ordenaram o assassinato de Khashoggi. O presidente turco deve levantar a questão durante uma possível reunião com Trump na França neste fim de semana. Autoridades sauditas detiveram 18 pessoas supostamente ligadas à operação de assassinato, mas não revelaram os resultados de sua própria investigação. Dois assessores próximos do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman foram demitidos em conexão com o assassinato e agora estão sob investigação criminal na Arábia Saudita. Mas o governo saudita negou que o príncipe Mohammed, o governante do dia-a-dia do reino, tivesse algum conhecimento direto da operação.

Estadão Conteúdo

11 de novembro de 2018, 09:53

MUNDO Líderes se reúnem em cerimônia de 100 anos do fim da 1ª Guerra Mundial

Foto: Francois Mori/AFP

Donald Trump, Vladimir Putin, Angela Merkel e dezenas de monarcas, presidentes e primeiros-ministros participaram da cerimônia

Mais de 7o chefes de Estado e de governo do mundo se reuniram em Paris neste domingo, 11, para as cerimônias do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial. A sessão solene foi realizada sob céu chuvoso no Arco do Triunfo, um dos principais monumentos da capital francesa. O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente russo Vladimir Putin, a chanceler alemã Angela Merkel e dezenas de monarcas, presidentes e primeiros-ministros da Europa, África, Oriente Médio, juntaram-se ao presidente francês Emmanuel Macron para marcar o momento. “A lição da Grande Guerra não pode ser a do ressentimento entre os povos, nem o passado deve ser esquecido”, disse Macron durante a cerimônia. A cerimônia é a peça central das homenagens globais para homenagear os 10 milhões de soldados que foram mortos durante a guerra de 1914 a 1918, e relembrar o Armistício, acordo assinado no nordeste da França, que entrou em vigor às 11h em 11 de novembro de 1918. O governo brasileiro não enviou representante de Brasília para a maior cerimônia diplomática do ano no mundo. Convidado de honra da França para a Cerimônia, por ter enviado tropas para lutar ao lado dos aliados – embora não tenham participado dos combates –, o Brasil não será representado nem pelo presidente, Michel Temer, nem pelo chanceler, Aloysio Nunes Ferreira, nas solenidades realizadas neste fim de semana na capital francesa. O governo brasileiro será representado apenas pelo seu embaixador em Paris. Antes da cerimônia, uma manifestante de topless correu em direção à carreata que transportava o presidente dos EUA, Donald Trump, ao longo da Champs-Elysées. Com a frase “falso pacificador” pintada no corpo, a mulher chegou a poucos metros da carreata, o que levantou dúvida sobre a segurança, mas ela acabou sendo detida rapidamente.

Estadão Conteúdo

10 de novembro de 2018, 10:06

MUNDO Após desentendimento, Trump e Macron se reúnem na França

Foto: Christophe Petit-Tesson/AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da França, Emmanuel Mácron

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o presidente da França, Emmanuel Mácron estão reunidos neste sábado (10) no Palácio do Eliseu, sede do governo francês. O encontro acontece dentro das cerimônias de celebração do centenário da Primeira Guerra Mundial. Os líderes procuraram difundir as tensões recentes a respeito da criação de um exército próprio para a Europa. Na sexta-feira (9) o presidente norte-americano disse no Twitter que “Mácron sugeriu que a Europa construa suas próprias forças armadas para se proteger dos EUA, da China e da Rússia. Muito insultante, mas talvez a Europa deva primeiro pagar a sua parcela justa da OTAN, que os EUA subsidiam em grande parte!”, referindo-se à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O presidente norte-americano há tempos tem insistido que os parceiros da aliança deveriam pagar mais. No encontro desta manhã, Trump declarou que Mácron “entende que os Estados Unidos sozinho podem fazer muito”, acrescentando que o país está disposto a ajudar. “Estamos nos entendendo do ponto de vita da justiça”, completou. Mácron defendeu seu ponto de vista. “Eu compartilho as opiniões do Presidente Trump de que precisamos de uma carga muito maior de partilha com a OTAN e é por isso que acredito que a minha proposta de criação de uma defesa europeia é totalmente coerente”, afirmou. Ambos também prometeram trabalhar juntos em conflitos na Ucrânia e na Líbia e num roteiro pós-guerra para a Síria. Sobre o desentendimento entre os presidentes, membros da equipe de Mácron disseram que Trump entendeu de forma equivocada os comentários do líder francês. No início desta semana o presidente francês disse, em entrevista para uma rádio local, que a Europa precisa se proteger contra a China, Rússia e até os EUA na questão do ciberespaço. Posteriormente, em outra entrevista, Mácron afirmou que o continente europeu necessita construir sua própria estrutura militar para não depender mais dos EUA para defesa.

Estadão Conteúdo

9 de novembro de 2018, 20:42

MUNDO Suíça envia extratos de esquema que usou o Brasil para enriquecer chavistas

Foto: Divulgação

O ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez

O Tribunal Federal da Suíça informou nesta sexta-feira, 9, a autoridades brasileiras que enviou ao Brasil extratos de contas e documentos de operações que podem ser o elo entre as propinas pagas por empresas brasileiras para a estatal venezuelana PDVSA e a cúpula chavista. A decisão de enviar os documentos para procuradores no Rio Grande do Sul, responsáveis por iniciar as investigações, foi tomada no dia 24 de outubro e tornada pública esta sexta-feira, 9. Na origem do esquema estava a PDVSA Agrícola, braço da gigante do setor de petróleo que expandiu sua atuação para outros setores da economia durante a presidência de Hugo Chávez. Há duas semanas, o Estado revelou que dirigentes chavistas usaram um esquema no Brasil para desviar mais de R$ 80 milhões e parte desses recursos acabaram em contas secretas na Suíça. O esquema envolvia a exportação de insumos e máquinas agrícolas superfaturados para a Venezuela. A diferença de valores foi parar no bolso de diretores de estatais venezuelanas e alimentou pelos menos quatro empresas offshore. A suspeita, porém, é de que a operação no setor agrícola seja apenas uma parcela de um esquema mais amplo da atuação da PDVSA no Brasil, inclusive com construtoras nacionais. Um dos suspeitos nessa aproximação entre as empresas nacionais e a PDVSA é o operador Osvaldo Basteri Rodrigues. Seria ele também quem cobraria as propinas que, em seguida, eram distribuídas à chefia da estatal. Os detalhes de suas contas na Suíça estarão à disposição dos procuradores brasileiros, que poderão examinar quem pagou e para onde foi o dinheiro. Investigadores envolvidos no caso confirmaram ao Estado que a Odebrecht foi uma das empresas citadas como tendo sido procurada por Rodrigues. O projeto envolvia uma oferta da Venezuela para que a empresa brasileira construísse usinas de etanol no país vizinho. Em 2007, Havana e Caracas fecharam um acordo para construir 11 usinas de etanol na Venezuela, mas a cooperação não deu resultados e a empresa brasileira foi procurada para completar as obras. A Odebrecht se recusou a comentar o caso. Em 2007, os governos de Cuba e da Venezuela fecharam um acordo para construir onze usinas de etanol no país de Hugo Chavez. Um ano antes, o então líder venezuelano havia criado a Etanol de Venezuela, com o objetivo de plantar 300 mil hectares de cana. Mas a cooperação entre Havana e Caracas não daria resultados e empresa brasileira foi procurada para completar as obras. Procurada, a Odebrecht se recusou a comentar a informação e nem mesmo sua relação com Rodrigues. De acordo com documentos obtidos pelo Estado, em abri de 2018, “o Procurador-Geral da Suíça autorizou a transmissão a documentação” de Rodrigues ao Brasil. Mas um recurso foi apresentado pela defesa dos suspeitos, tentando impedir a colaboração. Eles alegavam que o caso precisa ser “suspenso” e que a cooperação deveria ser rejeitada diante da falta de provas. No final do mês passado, porém, o Tribunal julgou que “o recurso era inadmissível”. Ao Estado, o Departamento de Polícia do Escritório Federal de Justiça da Suíça confirmou que os dados das contas de Rodrigues foram repassados ao Brasil. “Em uma carta datada em 7 de novembro de 2018, o Escritório Federal de Justiça enviou os documentos às autoridades brasileiras”, indicou um comunicado do governo suíço. Leia mais no Estadão.

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