26 de fevereiro de 2019, 20:20

MUNDO Sobe para 333 o número de desertores das forças armadas venezuelanas

Foto: Joaquin Samiento/AFP

Membros da Guarda Nacional Bolivariana que desertaram para a Colômbia

Subiu para 333 o número dos membros das forças armadas da Venezuela que desertaram e cruzaram a fronteira para a Colômbia e para o Brasil desde sábado. Até a segunda-feira, 174 os militares tinham abandonados seus postos e cruzado a fronteira. Para o lado colombiano, que concentra a maioria dos desertores, 326 militares venezuelanos buscaram refúgio, informou nesta terça-feira a autoridade migratória do país. A maioria chegou pelo Departamento (Estado) de Norte Santander, seguido por Arauca e Guajira. O diretor da entidade, Christian Krüger, disse que a polícia e os militares fogem da ditadura de Nicolás Maduro em busca de comida diante da “escassez, da situação política e da pressão dos coletivos”, como são conhecidos os grupos armados ligados ao chavismo. Krüger acrescentou que alguns uniformizados chegam trazendo suas armas e a família. O funcionário da migração colombiana disse que o país avalia o histórico de cada uma dessas pessoas, cujos nomes e patentes não foram tornados públicos. Enquanto isso, eles recebem um salvo-conduto temporário. Sete sargentos da Guarda Nacional Bolivariana também deixaram seus postos e cruzaram a fronteira para Pacaraima, cidade brasileira na divisa com Santa Elena de Uairén. Eles disseram que pretendem se unir aos colegas que desertaram para a Colômbia e estão dispostos a pegarem em armas contra Maduro. Oficialmente, a fronteira venezuelana com o Brasil continua fechada desde a quinta-feira 21 por decreto do presidente Nicolás Maduro. A passagem com a Colômbia foi totalmente bloqueada na noite da sexta-feira 22, após a realização do Venezuela Live Aid em Cúcuta, cujo objetivo é arrecadar US$ 100 milhões em 60 dias para fornecer ajuda aos venezuelanos. No fim de semana, a divisa entre os países, tradicionalmente tranquila, viveu horas estressantes depois de manifestantes venezuelanos tanto em território brasileiro quanto colombiano jogarem pedras e coquetéis molotov contra integrantes da GNB.

Estadão Conteúdo

26 de fevereiro de 2019, 18:59

MUNDO Maduro autoriza passagem de brasileiros doentes, diz vice-cônsul

Foto: Marco Belo/Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O vice-cônsul do Brasil em Santa Elena do Uairén, Ewerton Oliveira, disse que um grupo de brasileiros retido na cidade venezuelana de fronteira com Pacaraima, em Roraima, deve começar a regressar ao País nesta terça-feira, 26. Ele afirmou ter obtido aval parcial do regime chavista para repatriar pessoas com problemas de saúde. As negociações estavam emperradas, com a necessidade de autorização de Caracas. “Acabei de receber autorização do general venezuelano para que os brasileiros com situação de saúde possam vir buscar tratamento aqui em Pacaraima ou em Boa Vista. Vou reunir todos esses para possivelmente tentar atravessar com eles até o final dessa tarde”, afirmou Oliveira. Segundo o vice-cônsul, 100 brasileiros haviam buscado assistência na representação até a noite de ontem, entre turistas e residentes na Venezuela. Desse total, entre 10 e 15 estão doentes ou em recuperação. Uma mulher, por exemplo, havia buscado uma clínica venezuelana para realizar uma cirurgia de varizes e não conseguiu retornar. Mais cedo, o diplomata atravessou a fronteira para comprar alimentos e medicamentos analgésicos e contra hipertensão. Oliveira informou que mais caminhoneiros brasileiros foram autorizados a se deslocar até a Aduana na fronteira com Pacaraima, onde poderão recolher as carretas e aguardar a permissão de travessia. Há 30 deles no país, alguns com os veículos estacionados no acostamento de estradas. A fronteira segue oficialmente fechada pelo regime de Nicolás Maduro.

Estadão Conteúdo

24 de fevereiro de 2019, 11:15

MUNDO Dois militares venezuelanos desertam após confrontos na fronteira

Ao menos dois sargentos da Guarda Nacional Bolivariana desertaram, na noite deste sábado, 23, em Pacaraima, segundo o coronel Georges Kanaam. Eles estavam envolvidos no conflito entre manifestantes e a GNB na fronteira com o Brasil, que deixou ao menos três mortos e 31 feridos em Santa Elena do Uairén, cidade fronteiriça venezuelana. Na fronteira entre Colômbia e Venezuela, dois caminhões cheios de ajuda humanitária foram incendiados, quando militares venezuelanos bloquearam a passagem de uma caravana de quatro caminhões com ajuda humanitária e jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes. A fronteira entre Brasil e Venezuela em Roraima amanheceu mais tranquila neste domingo, 24. O fluxo de imigrantes vindos da Venezuela voltou à divisa, apesar do fechamento da fronteira. Venezuelanos vindos de Santa Elena do Uairen disseram ao Estado que, apesar do fechamento oficial da divisa, os próprios guardas da fronteira sugerem que eles atravessem para o Brasil pelas “trocas” — trilhas no mato ao lado da estrada. Ainda há um efetivo da GNB guardando a aduana, mas já não em formação de coluna como havia ontem.

Estadão Conteúdo

24 de fevereiro de 2019, 09:01

MUNDO Guaidó vai propor a países ‘todas as opções’ para libertar Venezuela

Foto: Luis Robayo/AFP

Na Colômbia, Juan Guaido acena para apoiadores

O chefe do Parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente da Venezuela há um mês, disse, em mensagem no Twitter, neste sábado, que, em relação aos eventos ocorridos no seu país, vai propor formalmente à comunidade internacional “todas as opções” para libertar sua pátria. “Os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: apresentar à Comunidade Internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções para conquistar a libertação desta Pátria que luta e seguirá lutando. A esperança nasceu para não morrer, Venezuela, escreveu. Guaidó divulgou sua mensagem após os distúrbios ocorridos nas fronteiras da Venezuela por onde se esperava que entrasse a ajuda humanitária estocada, no Brasil e na Colômbia, e que foi bloqueada por funcionários do Governo de Nicolás Maduro. O líder opositor, que se encontra na cidade colombiana de Cúcuta desde ontem, lembrou também que, na segunda-feira, irá à reunião do Grupo de Lima – integrado a princípio por 14 países do continente americano – que será realizada em Bogotá. “Vamos nos reunir com todos os chanceleres da região e também com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, para discutir possíveis ações diplomáticas”, declarou Guaidó, sobre o Grupo de Lima. Ele acrescentou que vai continuar “buscando todos os apoios necessários para acabar com a tirania”, em referência à permanência no poder de Maduro. “Hoje vimos como um homem, que não sente dor pelo povo da Venezuela, manda queimar comida necessária para um povo faminto. Vimos queimar remédios em frente de doentes”, disse Guaidó. Além disso, disse que continuará ordenando “ações dentro do país”. “A pressão interna e externa são fundamentais para a libertação”, afirmou, em outro tweet. O opositor informou que teve uma reunião com os militares que hoje desertaram da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e buscaram refúgio na Colômbia, e disse que os funcionários lhe reiteraram que dentro do corpo militar o que há é “medo, necessidade e falta de respeito”.

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24 de fevereiro de 2019, 08:27

MUNDO Nicolás Maduro rompe relações com a Colômbia

Foto: Estadão/Reprodução

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Em um longo discurso, Nicolás Maduro confirmou que está cortando todas as relações diplomáticas com a Colômbia. Como mostra o Estadão, Maduro elevou o tom contra o presidente colombiano Iván Duque e mandou todos os diplomatas do país vizinho deixarem a Venezuela em 24 horas, repetindo o que já havia feito com os Estados Unidos. Por enquanto, as relações com o Brasil estão mantidas, mas ele passou um recado: “É o que digo a esse país, por exemplo. Mandei uma mensagem. Estamos dispostos, como sempre estivemos, a comprar todo arroz, todo leite em pé, toda a carne. Mas pagando. Não somos maus pagadores. Nem mendigos”. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

24 de fevereiro de 2019, 08:17

MUNDO Pompeo reconhece Brasil por apoio e compromisso com democracia na Venezuela

Foto: Michael Reynolds

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, agradeceu em comunicado na noite do sábado a postura do governo brasileiro ao ajudar a Venezuela e seu “apoio firme e compromisso com a democracia” no vizinho. Além disso, Pompeo pediu que as forças de segurança venezuelanas permitam a entrada de ajuda humanitária e protejam os civis de ataques de grupos paramilitares ligados ao regime do presidente Nicolás Maduro. “Uma coalizão ampla de democracias tem se reunido para insistir que a Venezuela seja livre e que a ajuda humanitária possa entrar, e nós saudamos o presidente [Iván] Duque e a Colômbia por sua liderança”, afirma Pompeo. “Nós do mesmo modo reconhecemos o governo brasileiro por seu apoio firme e compromisso com a democracia ao enviar ajuda crucial e que salva vidas para o povo da Venezuela”. Em nota, o secretário de Estado diz que o sábado foi “um dia histórico”, com centenas de milhares de voluntários buscando a paz e enfrentando “o ditador” Maduro. Também elogia “o presidente interino” Juan Guaidó e a Assembleia Nacional, presidida por este. Guaidó se autointitulou presidente interino no fim de janeiro, em desafio a Maduro, e foi reconhecido por várias nações, como Brasil, Colômbia e EUA. Maduro, contudo, continua a ser apoiado por alguns países, como China, Rússia e Turquia. Pompeo lamenta a recusa de Maduro em permitir a entrada de ajuda humanitária internacional, após o presidente venezuelano fechar ontem a fronteira com a Colômbia. Ele também pede que as forças de segurança venezuelanas protejam os civis de “gangues armadas” chamadas de “colectivos” no país, grupos paramilitares que apoiam o regime de Maduro. “Agora é a hora de agir em apoio à democracia e responder às necessidades do desesperado povo venezuelano”, argumenta. “Os Estados Unidos tomarão ações e responsabilizarão aqueles que se opuserem à restauração pacífica da democracia na Venezuela”, afirma ainda. Para o governo do presidente Donald Trump, Maduro não tem legitimidade porque venceu eleições fraudadas e deve deixar o posto. O presidente venezuelano, porém, tem dito que não aceitará isso e que o envio de ajuda humanitária é um estratagema para enfraquecê-lo e derrubá-lo do poder.

Estadão Conteúdo

24 de fevereiro de 2019, 07:00

MUNDO Confrontos em fronteiras da Venezuela travam entrada de ajuda e matam 3

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Confrontos nas regiões de fronteira da Venezuela com o Brasil e a Colômbia

No dia em que o líder opositor venezuelano Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, prometeu concretizar a entrada de ajuda humanitária na Venezuela, as cenas vistas foram de confrontos nas regiões de fronteira com o Brasil e a Colômbia e caminhões retornando ao país de saída sem conseguir entregar as toneladas de alimento e remédios ao povo venezuelano. Ao menos três pessoas morreram, sendo um adolescente de 14 anos, e 31 ficaram feridas em Santa Elena do Uairén, cidade venezuelana na fronteira com o Brasil, em conflitos com a Guarda Nacional Bolivariana (GNB). Na divisa com a Colômbia, dois caminhões que transportavam ajuda foram incendiados por partidários do presidente Nicolás Maduro na ponte Francisco de Paula Santander, que liga Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) e 42 pessoas ficaram feridas em confrontos com militares na ponte Simón Bolívar, principal passagem entre os dois países por onde a oposição tenta fazer entrar ajuda básica. Com os confrontos, os caminhões, que haviam adentrado poucos metros na Venezuela, com ajuda retornaram para os territórios colombiano a brasileiro. Em Pacaraima (Roraima), a poucos metros dentro da fronteira do país vizinho, venezuelanos radicados no Brasil queimaram carros e lançaram pedras em militares da GNB, que reagiram devolvendo pedradas, tiros de borracha e gás de pimenta. A situação ficou mais tensa conforme venezuelanos e militares chavistas se aproximaram do marco fronteiriço que divide os dois países. Pedradas de lado a lado ficaram mais frequentes. Dois carros, entre eles o da reportagem do Estado, ficaram isolados entre os dois lados do confronto e chegaram a ser alvejados por pedras. Um fotógrafo da agência Efe foi atingido por uma pedra. Após quebrar paralelepípedos em pedaços menores para arremessar contra os guardas, os manifestantes subiram no marco fronteiriço e tentaram hastear a bandeira venezuelana, a meio mastro desde que a divisa foi fechada na quinta-feira. Sem conseguir, acabaram roubando-a. Nesse momento, os militares se aproximaram do pequeno rochedo onde fica o monumento para devolver as pedradas dos manifestantes. Quando às pedras se somaram tiros e bombas de gás, houve correria e a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o 7.º BIS agiram para acalmar a situação. Dois caminhões venezuelanos, dirigidos por voluntários que vivem do lado brasileiro da fronteira, fizeram o transporte da ajuda humanitária de Boa Vista até Pacaraima. Um dos motoristas, Leister Sánchez, afirmou horas antes do confronto que “não temia violência”. Após a confusão, ele apenas lamentou. “Não precisamos disso”. Os caminhões, que cruzaram apenas 3 metros adentro a fronteira venezuelana, sem chegar ao posto de aduana, ficaram estacionados durante toda a tarde. No final da tarde, após o começo da confusão com a GNB e manifestantes denunciando um suposto infiltrado do chavismo, os caminhões voltaram para Pacaraima. Ao Estado, outro representante da oposição, Thomas Silva, disse que a orientação era esperar para evitar violência. Um representante diplomático americano lamentou à reportagem, a desorganização da operação. Na fronteira da Venezuela com a Colômbia, dois caminhões de uma caravana de quatro também precisaram retornar ao fim do dia. Dois caminhões foram incendiados ontem em uma ponte quando os militares venezuelanos bloquearam a passagem de uma caravana de quatro caminhões e jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Guaidó, que estava na cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a venezuelana Ureña, culpou no Twitter o governo de Maduro. No meio dos distúrbios na ponte de Santander, em Ureña, a deputada da oposição Gaby Arellano acusou os militares de queimarem os veículos. “As pessoas estão salvando a carga do caminhão e cuidando da ajuda humanitária que (o presidente Nicolás) Maduro, o ditador, ordenou que queimassem”, disse Gaby aos repórteres. Os outros dois caminhões da caravana retornaram para Cúcuta no fim do dia. Leia mais no Estadão.

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23 de fevereiro de 2019, 12:03

MUNDO Centenas protestam por fechamento de fronteira entre Venezuela e Colômbia

Foto: Rodrigo And/AP

Manifestantes protestam contra fechamento da fronteira entre Colômbia e Venezuela

Aproximadamente 100 pessoas se concentraram neste sábado na ponte Francisco de Paula Santander, que liga o estado de Táchira, na Venezuela, com o de Norte de Santander, na Colômbia, para protestar contra a barricada montada pela Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) que impede o trânsito entre os dois países. Para dispersar a manifestação, os militares começaram a lançar bombas de gás lacrimogêneo contra os cidadãos que chegavam ao local desde o início da manhã e pretendiam atravessar a ponte para o país vizinho. A maioria desconhecia a ordem do governo de Nicolás Maduro emitida ontem à noite segundo a qual todas as pontes binacionais de Táchira devem permanecer fechadas até segundo aviso. O bloqueio das ligações terrestres entra em vigor justo no dia em que a oposição pretende fazer entrar através das fronteiras a ajuda humanitária doada por vários governos e que se acumula em cidades como a colombiana Cúcuta. No começo do protesto houve momentos em que a tensão aumentou, como quando os manifestantes movimentaram à força as barricadas colocadas pelos militares e avançaram cerca de mais cinco metros rumo à ponte. Os manifestantes tentaram convencer os efetivos das forças armadas venezuelanas a permitirem a passagem com o argumento de que têm trabalhos e familiares que precisam de atenção do outro lado da ponte. Diante da insistência de uma manifestante que protestava em frente aos militares, um deles respondeu que não poderia deixá-la passar pois estava cumprindo uma “ordem presidencial”. Os agentes estão vestidos e armados com indumentária antidistúrbio e quase todos têm em suas mãos bombas de gás lacrimogêneo, um armamento não letal comumente utilizado pelas forças da ordem para reprimir os protestos antigovernamentais. Enquanto isso, na ponte internacional Simón Bolívar, a passagem também amanheceu fechada e a de Las Tienditas segue sem novidades, igualmente bloqueada com obstáculos colocados esta semana pelo exército venezuelano. A tensão nas fronteiras da Venezuela aumentou depois dos fechamentos ordenados por Maduro. A passagem para o Brasil, onde também estão armazenadas doações, está bloqueada desde a noite de quinta-feira. Na sexta-feira, informou-se que duas pessoas morreram no estado de Bolívar, que faz fronteira com o Brasil, depois que uma comunidade indígena entrou em confronto com as forças armadas venezuelanas para impedir que estas bloqueassem a passagem entre os dois países por onde deveria entrar a ajuda humanitária solicitada pela Assembleia Nacional (parlamento) da Venezuela e rejeitada por Maduro. O governo chavista se nega a aceitar a ajuda argumentando que se trata de um show político contra si e que pode dar abertura para uma invasão estrangeira, especialmente depois que parte da comunidade internacional não reconheceu Maduro como presidente e deu apoio ao presidente do parlamento, o opositor Juan Guaidó. O líder opositor, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela após as eleições “fraudulentas” nas quais Maduro foi reeleito, conta com o reconhecimento de cerca de 50 países e estabeleceu como prioridade a ajuda humanitária à Venezuela em meio à escassez de remédios e alimentos.

Estadão Conteúdo

23 de fevereiro de 2019, 11:30

MUNDO Três militares abandonaram postos na fronteira entre Venezuela e Colômbia

Autoridades colombianas disseram que três membros da Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela (FANB), guarda militar do país, abandonaram seus postos na fronteira do país com a Colômbia. Os militares faziam o bloqueio da região e se renderam a um grupo civil que tentava atravessar a fronteira. A FANB não se pronunciou sobre o assunto. O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, ordenou o fechamento da estrada para a ponte Simon Bolivar, que liga o país à Colômbia. Tropas de choque do governo impedem a passagem de civis pela região. Neste sábado, membros da oposição venezuelana lideram uma operação de entrega de cerca de 200 toneladas de alimentos e suprimentos médicos à população, após Maduro recusar a entrada de ajuda humanitária. Há pouco, houve conflito na cidade fronteiriça de Ureña entre militares e civis, onde está prevista a entrada de assistência humanitária pela oposição ao governo Maduro. Moradores montaram uma barricada entre a ponte que liga a Colômbia e a Venezuela, para impedir o bloqueio da Força Nacional. Soldados reagiram com gás lacrimogêneo.

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23 de fevereiro de 2019, 09:01

MUNDO EUA condenaram uso de força pelo Exército venezuelano na fronteira

Foto: Estadão

O presidente dos EUA, Donald Trump

Os Estados Unidos “condenaram energicamente” o uso da força militar venezuelana, nesta sexta-feira, disse a Casa Branca, por meio de nota, após mortes de dois índios que faziam parte de um grupo que tentava manter aberta uma trilha na fronteira seca para ajuda humanitária. “Estados Unidos condenam energicamente o uso de força militar venezuelana contra civis desarmados e voluntários inocentes na fronteira da Venezuela com o Brasil”, destacou um comunicado da presidência. “O presidente interino Juan Guaidó solicitou a assistência humanitária imediata da comunidade internacional para o povo de seu país enquanto que o regime de (Nicolás) Maduro ordenou fechar as fronteiras e reprimir quem for a favor da ajuda ao país”, informou o comunicado. “O exército venezuelano deve permitir que a ajuda humanitária entre pacificamente no país. O mundo está assistindo”, acrescentou a Casa Branca. A ajuda humanitária se transformou no foco entre o pulso do presidente Maduro e o líder opositor Guaidó, que é reconhecido como presidente interino por 50 países. Com 35 anos e presidente da Assembleia Nacional Legislativa, Guiadó se declarou presidente interino e prometeu eleições depois de chamar Maduro de “ususrpador” do poder, afirmando que ele adulterou o resultado das eleições que ganhou em maio do ano passado.

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23 de fevereiro de 2019, 07:00

MUNDO Exército da Venezuela abre fogo, mata 2 e fere 15 na fronteira com o Brasil

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Soldados da Guarda Nacional Bolivariana impedem a passagem de pessoas na fronteira da Venezuela com o Brasil

O primeiro dia de fechamento da fronteira entre Brasil e Venezuela terminou nesta sexta-feira, 22, com um saldo de 2 mortos e 15 feridos, dos quais 7 foram transportados para Boa Vista. O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, criticou o episódio. Neste sábado, a oposição deve tentar entregar toneladas de ajuda humanitária na fronteira brasileira e colombiana. Na noite desta sexta-feira, Caracas anunciou o fechamento da fronteira com a Colômbia no Estado de Táchira. Apesar da violência do lado venezuelano, militares brasileiros avaliam que a movimentação na fronteira é normal e esperam que a situação se acalme nas próximas semanas. Há um temor, porém, de que o fechamento prejudique a estabilização do fluxo migratório obtida nos últimos meses com a Operação Acolhida. Sem poder entrar pela passagem oficial, os refugiados tendem a buscar trilhas na fronteira seca, as chamadas “trincheiras”, como ocorreu hoje em Pacaraima. “Com a fronteira fechada, deve aumentar o número de venezuelanos que entram no Brasil sem passar pela triagem na fronteira”, avalia o tenente-coronel Alyson Mendonça. “Com isso, a demanda deve aumentar muito também e essas pessoas não necessariamente passarão de cara pela Operação Acolhida”. Desde 2016, mais de 130 mil refugiados entraram em Roraima. O impacto em um dos Estados mais pobres do Brasil foi imediato. Os serviços públicos chegaram perto do colapso. As praças de Boa Vista e as pequenas ruas de Pacaraima foram tomadas por venezuelanos que fugiam da fome, sem trabalho ou lugar para ir, e passaram a recorrer a bicos e à mendicância. Com o tempo, a xenofobia aumentou, provocando confrontos entre brasileiros e venezuelanos. Com a intervenção do governo federal, no ano passado, pouco a pouco a situação foi se acalmando. “A gente conseguiu acalmar a situação ao convencer a população que cuidar bem do imigrante é cuidar bem do brasileiro: com ele vacinado, não há surto de sarampo. Com ele interiorizado, ele encontra empregos em outros lugares”, disse Mendonça. Hoje, a fronteira entre Brasil e Venezuela amanheceu fechada. Um posto de cavalaria da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), em Santa Elena de Uairén, foi bloqueado e impediu que moradores da cidade atravessassem para Pacaraima. Na comunidade indígena de Gran Sabana, nos arredores de Santa Elena, soldados venezuelanos abriram fogo contra civis que tentavam manter uma trilha aberta na fronteira seca – duas pessoas morreram. Após o ataque, uma ambulância venezuelana, acompanhada de uma médica, teve a passagem liberada na fronteira para buscar atendimento, primeiro em Pacaraima, depois em Boa Vista. A primeira vítima foi identificada como Zorayda Rodríguez, de 42 anos. O segundo morto é Rolando Garcia, que seria marido de Zorayda. Após o ataque, houve confrontos entre policiais e moradores da cidade, que teriam sido reprimidos com bombas de efeito moral. “A maior parte das pessoas apoia a ajuda humanitária e queremos a nossa fronteira aberta”, disse a porta-voz da comunidade indígena, Carmen Elena Silva. “Isso é ajuda, não é guerra”. Os sete feridos foram atendidos hoje no Hospital Geral de Boa Vista. Segundo balanço da Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, os sete estão em estado grave, sendo três em situação mais crítica. Ainda de acordo com a secretaria, cinco pacientes foram encaminhados ao Centro Cirúrgico da Unidade. Os outros dois estão em observação no Grande Trauma. Todos foram trazidos para Boa Vista em ambulâncias da própria Venezuela. Além disso, dois venezuelanos foram atendidos no Hospital Délio Tupinambá, em Pacaraima. Eles tinham escoriações leves e já receberam alta. O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, condenou o ataque. “É constitucional matar indígenas?”, questionou. Por meio de um porta-voz, o Ministério de Comunicações da Venezuela afirmou que não poderia comentar o caso. Horas depois, no entanto, Maduro, foi ao Twitter apoiar a Força Armada Nacional Bolivariana. “A nossa FANB está mobilizada em todo o território nacional para garantir a paz e a defesa integral do país”, escreveu. “Máxima moral, máxima coesão e máxima ação. Venceremos!”. Ainda hoje, em Boa Vista, um avião da Força Aérea Brasileira chegou com ajuda humanitária para ser entregue hoje na fronteira da Venezuela. Os 19 lotes de arroz, 14 de açúcar, dezenas de sacos de leite em pó e de caixas com medicamentos foram armazenados em um hangar na Base Aérea de Boa Vista à espera de transporte para cruzar a fronteira. Em Brasília, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, confirmou que a operação de entrega sairá amanhã de Roraima e não há previsão de término da ação. Segundo ele, o governo brasileiro tentará entregar 200 toneladas de alimentos. Os Estados Unidos “condenaram energicamente” o uso da força militar venezuelana, nesta sexta-feira, disse a Casa Branca, por meio de nota, após as mortes dos índios. Mais cedo, foi realizada uma reunião do gabinete de crise do governo para tratar da Venezuela. O governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), participou do encontro por vídeo conferência. No Palácio do Planalto, estiveram reunidos o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, além de representantes dos ministérios da Defesa, Relações Exteriores, Infraestrutura, Minas e Energias. Questionado sobre a presença de mísseis venezuelanos próximos à fronteira do Brasil, Barros disse que o governo não confirma a informação – publicada mais cedo pelo site DefesaNet. Ele também não quis comentar sobre eventual reação militar a um ataque. “Não conjecturamos poder de combate”.

Estadão Conteúdo

22 de fevereiro de 2019, 22:00

MUNDO Maduro e Guaidó promovem shows na fronteira com a Colômbia

Foto: Luis Robayo/AFP

Na Colômbia, Juan Guaido acena para apoiadores

O líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido por 50 países como presidente interino da Venezuela, compareceu nesta sexta-feira, 22, ao show realizado no lado colombiano da fronteira, apesar de uma ordem de justiça de Nicolás Maduro que o impedia de deixar o país. De camisa branca, ele foi visto cercado por policiais e erguendo o punho, ao lado do presidente colombiano Iván Duque. Dois shows simultâneos, um na Colômbia e outro na Venezuela, marcaram hoje uma nova disputa pelo governo venezuelano, antes da aposta da oposição de conseguir a entrada de ajuda básica no país, em desafio a Maduro. A distância entre os dois palcos, posicionados nas respectivas fronteiras em cada lado da Ponte Internacional de Tienditas, é de 300 metros. Em torno de 250 mil pessoas eram esperadas para comparecer ao Venezuela Live Aid, evento pró-Guaidó e pró-ajuda humanitária organizado pelo bilionário britânico Richard Branson na cidade de Cúcuta, na Colômbia. A previsão é de arrecadar US$ 100 milhões em 60 dias para a Venezuela, que enfrenta intensa escassez de produtos básicos e hiperinflação, e o objetivo é trazer atenção global para a crise no país sul-americano. No total, foram 32 artistas de Argentina, Colômbia, Espanha, EUA, México, Porto Rico, Suécia e Venezuela que participarão do concerto, dividido em cinco blocos. Entre as estrelas que subiram no palco montado na Ponte Tienditas estavam Maná, Alejandro Sanz, Luis Fonsi, Maluma, Juanes e Fonseca. Em um discurso, Branson agradeceu a presença do público. “Esse show não se trata apenas de uma apresentação musical. É sobre marcar a diferença na vida de milhares de pessoas que vem sofrendo. Temos de romper com isso e terminar com essa crise”, disse. “A música é a linguagem universal que conecta a cultura e rompe as diferenças. Quando a gente compartilha uma música, há uma festa e também esperança. Estou agradecido por esse grupo de artistas, que doou tempo e talento para que esse esforço se tornasse realidade”, afirmou o britânico. Enquanto subiam ao palco, os artistas faziam um discurso pedindo a Venezuela livre. “Chega de ditadura”, afirmou o cantor venezuelano José Luis Rodríguez, conhecido como “El Puma”, que agradeceu Guaidó. “Que o sangue derramado não seja em vão”. O cantor venezuelano Danny Ocean, que vive em Miami, nos EUA, usou uma camiseta com a imagem de Nelson Mandela. “Depois de três anos, é a primeira vez que estou tão perto da Venezuela”, disse Ocean, que pediu para que todos trabalhem em equipe pela liberdade do país. Lele Pons, atriz venezuelana naturalizada americana, chorou ao subir ao palco e disse que estava vivendo o momento mais importante de sua carreira. Nas proximidades do Venezuela Live Aid, também estão 10 caminhões com os quais a oposição venezuelana pretende transportar no sábado 23 os alimentos, kits de higiene e remédios enviados pelos Estados Unidos. O governo de Maduro alertou que não permitirá a passagem da carga, por considerar a ajuda um pretexto para uma intervenção militar, opção não descartada por Washington. A ponte de Tienditas foi bloqueada por militares venezuelanos com contêineres e outros obstáculos. Maduro, que nega qualquer crise humanitária, tentou responder à pressão também com um show. O palco montado em San Antonio del Táchira, porém, atraiu poucas pessoas que se misturavam ao forte aparato de segurança chavista. A lista de artistas não foi divulgada, mas haviam confirmado participação, segundo o governo, o cantor Omar Acedo e o grupo de merengue Las Chicas del Can, da República Dominicana. As apresentações, que devem terminar amanhã, foram organizadas pelo ministro da Informação, Jorge Rodríguez. De acordo com Valentina Lares Martiz, correspondente do jornal colombiano El Tiempo, enquanto os operários montavam o cenário, a música que tocava ao fundo era uma canção do colombiano Carlos Vives, que se apresentaria do outro lado da fronteira, no show “Venezuela Aid Live”. Os produtores do evento na Colômbia afirmam que, apesar da proximidade, dificilmente o som de um show vai interferir no outro.

Estadão Conteúdo

22 de fevereiro de 2019, 16:56

MUNDO Ortega anuncia retomada do diálogo com a sociedade organizada

Foto: Divulgação

Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou hoje (22) que retomará o diálogo com a oposição e segmentos sociais contrários ao governo na próxima quarta-feira (27). Ele avisou que a comissão, constituída em 2018, para as negociações, será modificada. O anúncio foi feito por Ortega, durante ato de comemoração dos 85 anos da morte do líder nacionalista Augusto Sandino. “Eu diria que estamos fazendo esforços para que essa mesa [de negociações] possa ser montada para a negociação, que pode ser instalada na próxima quarta-feira”, ressaltou Ortega. A crise política na Nicarágua se estende desde abril de 2018, quando eclodiram protestos contra o governo Ortega, acusado de autoritarismo, violência, abusos e corrupção. Alvo de críticas internacionais, o país vive um momento de dificuldades econômicas e financeiras.Ortega encerrou as negociações com a sociedade civil, mediadas pela Igreja Católica, em junho do ano passado e também expulsou representantes de organizações internacionais, como da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O presidente da Nicarágua afirma com frequência que é alvo de um projeto, liderado pelos Estados Unidos, para desestabilizá-lo. Nas ruas, as manifestações ocupam as principais cidades e são contidas por agentes do Estado. A estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, estudante do sexto ano de Medicina, morreu, atingida por um disparo de um viigilante, no caminho que ela fazia do hospital onde era residente até sua casa. Organizações não governamentais estimam que houve mortes, prisões indevidas, violações e desaparecimentos de pessoas.

Agência Brasil

21 de fevereiro de 2019, 16:35

MUNDO Maduro anuncia fechamento da fronteira venezuelana com o Brasil

Foto: Carlos Becerra/Bloomberg

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira, 21, que fechará a fronteira com o Brasil e avalia fazer o mesmo com a divisa com a Colômbia. A decisão ocorre a dois dias de a oposição venezuelana iniciar uma operação com auxílio dos dois países vizinhos e dos Estados Unidos para entregar ajuda humanitária à Venezuela. “Decidi que, no sul da Venezuela, a partir das 20h (21h de Brasília) fica fechada completamente a fronteira com o Brasil, até segunda ordem”, disse o presidente após reunião com o alto comando militar em Caracas. Sobre a Colômbia, Maduro afirmou que avalia uma medida similar e o armazenamento de ajuda humanitária é uma “provocação barata”. “Responsabilizo o senhor Iván Duque por qualquer violência na fronteira”, acrescentou o líder bolivariano. A decisão de Maduro se segue ao fechamento da fronteira marítima com Aruba, Bonaire e Curaçau, o terceiro ponto logístico de entrega da ajuda humanitária planejada pela oposição. “É melhor prevenir que remediar. Tomem todas as medidas de proteção porque temos de desmontar essas provocações”, concluiu o presidente aos generais que acompanhavam a reunião. O líder opositor Juan Guaidó, que se dirige à fronteira com a Colômbia em uma caravana, quer reunir uma brigada de voluntários para atravessar a fronteira e buscar alimentos e remédios do lado colombiano. Com a passagem fechada, dificilmente isso aconteceria. Guaidó pede que os militares a cargo dos postos fronteiriços desobedeçam as ordens de Maduro e rompam com o chavismo. Mais cedo, o deputado opositor venezuelano Américo De Grazia, da Assembleia Nacional, afirmou em sua conta no Twitter que o presidente Nicolás Maduro enviou veículos militares blindados para a cidade de Santa Elena de Uairén, a 12 km da fronteira com o Brasil, para evitar a entrada de ajuda humanitária no país a partir da cidade de Pacaraima, em Roraima. “O usurpador toma militarmente Santa Elena de Uairén para impedir a entrada de ajuda humanitária para os venezuelanos”, escreveu de Grazia. “No entanto, os povos indígenas Pemones de La Gran Sabana, juntamente com o gabinete do prefeito e os cidadãos, tornarão a solidariedade uma realidade”, completou. No começo desta semana, o governo brasileiro afirmou que montará uma força-tarefa na fronteira com a Venezuela para ajudar na entrega de ajuda humanitária enviada pelos EUA e em coordenação com a oposição venezuelana. Nesta quinta-feira, o chanceler Ernesto Araújo se reuniu com o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), possilvelmente para discutir os detalhes do plano que o governo chamou nesta semana de “aproximação logística de Pacaraima”.

Estadão

17 de fevereiro de 2019, 13:00

MUNDO Trump pode fazer 1º veto presidencial se Congresso rejeitar declaração

Foto: EFE/MIchael Reynolds

O presidente norte-americano, Donald Trump

Um assessor sênior da Casa Branca, Stephen Miller, indicou que o presidente norte-americano, Donald Trump, deverá realizar o primeiro veto de seu governo caso o Congresso reprove sua decisão em declarar emergência nacional na fronteira Sul do país. “O presidente irá proteger sua declaração de emergência nacional”, disse Miller à rede de televisão Fox News. Questionado se Trump está preparado para vetar a decisão do Congresso, Miller disse que é “garantido” que o mandatário vai defender a declaração. Democratas estão planejando apresentar uma resolução rejeitando a declaração de emergência nacional. As chances de a resolução ser aprovada no Congresso são altas, com vários republicanos indicando que podem votar contra Trump, ainda que, aparentemente não hajam votos suficientes para reverter um possível veto presidencial.

Estadão Conteúdo