24 de dezembro de 2017, 09:35

MUNDO Incêndio em shopping nas Filipinas mata 37 pessoas

Foto: Tristan Ainin/Reuters

Fogo se alastrou por centro de compras de Davao, na mesma região castigada pela tempestade Tembin

Ao menos 37 pessoas morreram em incêndio ocorrido em um shopping na cidade de Davao, no sul das Filipinas. O comando da Agência de Proteção contra Incêndios que está no local disse que a chance de haver sobreviventes era “nula”, informou pelo Facebook Paolo Duterte, vice-prefeito e filho do presidente Rodrigo Duterte. O fogo foi deflagrado no shopping NCCC, de quatro andares, na manhã de sábado (23), e várias pessoas ficaram presas do lado de dentro, relatou o policial Ralph Canoy. Ele disse que o fogo não havia sido debelado. “O incêndio começou no terceiro andar, no qual há produtos como telas, móveis de madeira e produtos plásticos, motivo pelo qual o fogo se espalhou rapidamente e está sendo muito difícil apagá-lo”, afirmou. Seis pessoas foram resgatadas e levadas ao hospital. Segundo ele, os investigadores acreditam que as pessoas que estariam mortas estavam trabalhando em um call center, que opera 24 horas por dia. “É possível que, enquanto estavam trabalhando, não tenham se dado conta de que o fogo estava se espalhando”, disse Canoy. O presidente Duterte, que foi prefeito de Davao durante duas décadas e continua vivendo na cidade, visitou o shopping à noite para dar seu apoio aos familiares das vítimas. Davao é a maior cidade do sul das Filipinas e fica a cerca de mil quilômetros de Manila. O incêndio se soma à passagem da tempestade tropical Tembin, que desde sexta-feira castiga a mesma região.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2017, 07:30

MUNDO Venezuela expulsa embaixador do Brasil no país

Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

O embaixador brasileiro na Venezuela, Ruy Pereira

A Venezuela ordenou neste sábado (23) a expulsão do embaixador do Brasil em Caracas, Ruy Pereira, ao declarar o diplomata “persona non grata”. De acordo com a ex-chanceler Delcy Rodríguez, que atualmente preside a Assembleia Nacional Constituinte venezuelana, o governo de seu país iniciará o processo contra o brasileiro e o encarregado de negócios do Canadá, Craib Kowalik. Com isso, ambos terão de deixar a Venezuela. Pereira, porém, já se encontra no Brasil para as festas de fim de ano. Assim, quando a declaração for formalizada, o diplomata brasileiro não poderá retornar a Caracas. Em reação, o Brasil pretende adotar “medidas de reciprocidade correspondentes”, segundo informa nota do Itamaraty. Como a Venezuela está sem embaixador em Brasília, a tendência é que o diplomata venezuelano mais graduado seja convidado a se retirar do País. Até o fim da tarde de sábado, porém, nenhuma comunicação oficial de Caracas havia chegado ao governo brasileiro. “Decidimos declarar persona non grata o embaixador do Brasil até que se reconstitua o fio constitucional nesse país irmão”, disse Rodríguez, acrescentando que a chancelaria de seu país iniciaria as formalidades necessárias. Pereira havia retomado as funções em Caracas em maio, por decisão do ministro das Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes, que considera importante ter na Venezuela um diplomata graduado e com condições de dialogar tanto com o governo quanto com a oposição. Foi um gesto de reaproximação, pois o Brasil estava sem embaixador na Venezuela desde agosto de 2016 – em razão de uma crise diplomática causada por críticas do governo Maduro sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na quinta-feira, durante reunião de cúpula do Mercosul, o presidente Michel Temer comentou a suspensão da Venezuela do bloco com base na cláusula democrática, em agosto. Foi o primeiro ato do Brasil na presidência temporária do bloco. “Era uma medida que se impunha”, afirmou o presidente. “Queremos que nação venezuelana, de volta à democracia, possa também voltar ao Mercosul, onde será recebida naturalmente de braços abertos”, disse Temer. No mesmo dia, o Itamaraty divulgou nota depois que a Venezuela decidiu dissolver os governos municipais da Grande Caracas e de Alto Apure. No comunicado, o governo brasileiro qualificou o ato como um exemplo do “continuado assédio” contra a oposição venezuelana.

Estadão Conteúdo

23 de dezembro de 2017, 08:30

MUNDO Tempestade Tembin deixa 133 mortos nas Filipinas

Foto: Froila Gallardo

Inundação nas Filipinas

Uma tempestade tropical provocou enxurradas e deslizamentos de terra no sul das Filipinas, deixando pelo menos 75 mortos e 58 desaparecidos, disseram autoridades neste sábado. Romina Marasigan, da agência governamental de resposta a desastres, disse que as províncias de Lanao del Norte e Lanao del Sur, e a península Zamboanga foram as áreas mais atingidas. Segundo Marasigan, autoridades estão obtendo mais detalhes para confirmar o número de mortos. O prefeito de Sibuco, na província de Zamboanga del Norte, Bong Edding, disse que equipes de busca e resgate estão procurando mais de 30 pessoas que foram levadas por uma enxurrada na vila de pescadores de Anungan. Até agora, cinco corpos foram resgatados no local. “As águas das montanhas desceram tão rapidamente e levaram pessoas e casas”, disse Edding. O prefeito responsabilizou a exploração madeireira nas montanhas próximas a Anungan pela tragédia e disse que vai, junto com outras autoridades, tomar providências para interromper essas operações. As outras mortes foram reportadas em Lanao del Norte, onde uma enxurrada também levou casas e pessoas, e em Lanao del Sur, segundo a polícia e outras autoridades. Milhares de pessoas foram para abrigos de emergência e outras milhares estavam em aeroportos e portos marítimos, já que a guarda costeira proibiu a saída de balsas e vários voos foram cancelados. Uma balsa que fazia uma travessia entre ilhas afundou perto da província de Quezon na quinta-feira, após ser atingida por fortes ondas e ventos, deixando pelo menos cinco mortos. A tempestade tropical Tembin, conhecida localmente como Vinta, tinha ventos sustentados de até 80 quilômetros por hora. A tempestade deve se deslocar das Filipinas no domingo em direção ao Mar do Sul da China, se aproximando do Vietnã. “É lamentável que outro ciclone tropical, Vinta, tenha atingido o país tão perto do Natal”, disse o porta-voz da Presidência, Harry Roque Jr., acrescentando que alimentos estavam sendo distribuídos nas comunidades atingidas. Ainda esta semana, uma tempestade tropical deixou mais de 50 mortos e 30 desaparecidos na região central das Filipinas, além de causar danos em mais de 10 mil residências.

Estadão Conteúdo

22 de dezembro de 2017, 07:30

MUNDO Congresso peruano rejeita pedido de impeachment do presidente

Foto: Divulgação

Pedro Pablo Kuczynski

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, saiu vitorioso da sessão do Congresso que decidiu se ele deveria ou não ser destituído do cargo sob a acusação de “incapacidade moral”, na noite desta quinta-feira, 21. Após mais de dez horas de debates acalorados, 79 congressistas votaram por manter Kuczynski no cargo. Outros 19 foram contra e 21 se abstiveram. O líder peruano está sob intensa pressão desde a semana passada, quando um painel de investigação formado por parlamentares opositores revelou que a Odebrecht fez pagamentos de quase US$ 800 mil a uma empresa de consultoria de Kuczynski em meados da década passada. À época, ele ocupava cargos de primeiro escalão na gestão de Alejandro Toledo. Até ter sido forçado a admitir que ganhou “algum dinheiro” da Odebrecht, após a revelação dos documentos, Kuczynski negava repetidamente que tivesse qualquer relação com a empreiteira brasileira. Mais cedo, na sessão do Congresso desta quinta-feira, Kuczynski apresentou sua defesa pessoalmente. “Não está em jogo minha permanência no cargo, está em jogo a estabilidade democrática, não apoiem uma destituição que não se sustenta, porque o povo não duvida, nem perdoa”, disse Kuczynski aos parlamentares.

Estadão

22 de dezembro de 2017, 07:00

MUNDO Mercosul fecha acordo de compras governamentais

Depois de duas décadas de negociação, os quatro países do Mercosul assinaram nesta quinta-feira, 21, um acordo de compras governamentais que permitirá às empresas instaladas no bloco participar de licitações dos governos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai em condições de igualdade com os fornecedores locais. Depois de alguma resistência do Paraguai, o protocolo foi assinado na reunião de cúpula do bloco, nesta quinta-feira em Brasília. Por causa dos acertos de última hora, o acordo não foi assinado durante a reunião. A formalidade aconteceu logo depois, durante o almoço de encerramento. O presidente Michel Temer anunciou a assinatura quando os convidados já estavam diante de pratos de bacalhau. O acordo prevê que, na compra de bens e serviços acima de R$ 500 mil e de obras públicas acima de R$ 200 milhões, as licitações devem ser abertas para os países do Mercosul. Isso deverá dar mais transparência aos processos públicos de aquisição e estimular uma aproximação de normas técnicas de produtos e procedimentos dentro do bloco, segundo ressaltou o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache. O mercado de compras públicas nos países sócios do Brasil no Mercosul é de US$ 80 bilhões, mas o acordo abrange só uma parcela desse valor. Isso porque governos estaduais e municipais além de empresas estatais, ficaram de fora. O mercado aberto para as empresas brasileiras é da ordem de R$ 15 bilhões e, na via inversa, o Brasil oferecerá acesso a compras que somam perto de R$ 40 bilhões. O Paraguai apresentou proposta que ficou aquém do esperado pelos sócios. Pelo arranjo feito nesta quinta-feira, o país ingressará no acordo por um ano. Depois, precisará melhorar sua oferta. O protocolo de compras governamentais reforça o viés econômico que voltou ao Mercosul. Neste ano, foi assinado também um acordo de proteção de investimentos. Com isso, foi corrigida situação de um certo atraso, já que o Brasil, por exemplo, já tinha esse tipo de acordo com terceiros países.

Estadão

21 de dezembro de 2017, 11:40

MUNDO Temer cumprimenta Macri pela aprovação da reforma da previdência

O presidente Michel Temer cumprimentou o colega argentino Maurício Macri pela aprovação da reforma da Previdência no país vizinho. As câmeras captaram o momento em que Temer, ao receber o presidente argentino, diz a Macri que a Argentina serve de exemplo para o Brasil. Macri está no Brasil para participar de reunião da Cúpula do Mercosul, que terá também a participação dos outros presidentes dos países do bloco.

Estadão

21 de dezembro de 2017, 10:18

MUNDO Comparecimento às urnas na Catalunha está em 34,7% dos votantes

Autoridades da Catalunha informaram que cerca de um terço dos eleitores qualificados da região compareceu às urnas nas primeiras quatro horas da votação desta quinta-feira.Dados oficiais mostravam que o índice de comparecimento era de 34,7% às 10h (de Brasília), um pouco menor que os 35,1% observados na eleição de 2015, que foi realizada num domingo.Nas últimas semanas, pesquisas sugeriam que um número recorde de eleitores votariam hoje no pleito catalão.As eleições na Catalunha costumam ocorrer num domingo, mas optou-se por um dia útil para evitar que a votação fosse realizada na véspera de Natal.Mais de 5,5 milhões de catalães estão aptos a votar hoje. Os quase 2.700 postos de votação da Catalunha fecharão às 17h (de Brasília).

Estadão

21 de dezembro de 2017, 08:17

MUNDO Catalães começam a votar em eleição que promete disputa acirrada

Os eleitores da Catalunha começaram a votar nesta quinta-feira no que promete ser uma acirrada disputa, após a tentativa frustrada da região de se separar da Espanha.Os quase 2.700 postos de votação da Catalunha ficarão abertos até as 17h (de Brasília).A eleição foi convocada pelo governo central da Espanha, que retirou a autonomia da região no fim de outubro.Pesquisas de opinião mostram que o resultado deverá ser equilibrado entre candidatos separatistas e unionistas, que alegam estar numa posição mais confortável para restaurar a estabilidade e o crescimento à Catalunha.Como a expectativa é de que o comparecimento às urnas seja recorde, é possível que a fração de um quinto de indecisos entre os cerca de 5,5 milhões de eleitores qualificados possa mudar o resultado da votação

Estadão

21 de dezembro de 2017, 07:50

MUNDO Carro que atinge pedestres em Melbourne deixa ao menos 19 feridos

Dois homens foram presos nesta quinta-feira depois que o carro em que estavam atingiu um grupo de pedestres numa movimentada área do centro de Melbourne, na Austrália, deixando ao menos 19 feridos, segundo relatos da mídia. O motivo do acidente ainda é desconhecido. Foram presos o motorista e um homem que o acompanhava no carro, um SUV branco. A Sky News divulgou que o motorista aparentava ser do Oriente Médio e que foi detido após seu veículo atingir um poste próximo à parada de um teleférico. Ao menos 13 pessoas foram hospitalizadas, incluindo uma criança que sofreu graves ferimentos na cabeça.

Estadão

20 de dezembro de 2017, 11:47

MUNDO Catalunha vai às urnas amanhã

Amanhã (21) será um dia decisivo para a Espanha. Após um processo tenso, que o país vive desde o dia 1º de outubro, quando foi feito um referendo considerado ilegal, a Espanha vive um racha entre os que querem a independência da Catalunha e que os que preferem manter a unidade do país.Estão convocadas para amanhã as eleições que vão definir o próximo presidente da comunidade autônoma. A disputa está acirrada e não há certezas sobre quem vencerá.As últimas pesquisas mostram um cenário muito apertado entre o partido Esquerda Republicana da Catalunha, que é separatista e deve ganhar em número de assentos, e o Ciudadanos, que defende a unidade nacional e deve ganhar em número de votos. Os dois partidos estão praticamente empatados, com cerca de 23% das intenções de voto, segundo a imprensa local.Dos políticos que participaram da tentativa independentista, seis são candidatos. Entre eles, Carles Puigdemont, ex-presidente da Catalunha que está na Bélgica desde o início de novembro, após o governo central espanhol ter acionado o artigo 155 da Constituição espanhola, que o destituiu e convocou novas eleições.O antigo vice-presidente e líder do partido Esquerda Republicana da Catalunha, Oriol Junqueras, também é candidato, mas está preso cautelarmente. Se for julgado e condenado, não poderá assumir o cargo, caso vença.A candidata do partido Ciudadanos é Inés Arrimada, uma jovem liderança de apenas 36 anos.O que não se consegue prever é qual partido conseguirá somar 68 assentos para formar governo e escolher o presidente. É possível que um partido, mesmo saindo vencedor, não consiga formar governo e, assim, o racha na Catalunha segue sem um ponto final.

Agência Brasil

19 de dezembro de 2017, 08:13

MUNDO Congresso da Argentina aprova reforma da Previdência

O Congresso da Argentina aprovou hoje (19) a proposta de reforma da Previdência que tem como objetivo reduzir o déficit fiscal. Houve um longo debate e violentos confrontos entre manifestantes de oposição e a polícia.O projeto, que já havia passado pelo Senado, foi aprovado pela Câmara com 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções, depois de árduas negociações políticas do governo para conseguir apoio a um proposta que reduzirá os aumentos previstos para os aposentados.

Agência Brasil

18 de dezembro de 2017, 13:46

MUNDO Sindicatos argentinos convocam greve geral contra votação de reforma

O governo argentino busca aprovar nesta segunda-feira no Congresso uma controversa reforma previdenciária em meio a fortes medidas de segurança e depois de prometer aos que forem afetados pela medida uma compensação, que não convence os sindicatos e movimentos sociais, que convocaram greve geral. O governo do presidente Maurício Macri cercou o ambiente do Congresso com policiais e cercas em um dia que promete ser marcado por mobilizações maciças convocadas por sindicatos e movimentos sociais e políticos de esquerda contra a iniciativa, que busca reduzir o déficit fiscal e que já foi aprovado pelo Senado. O governo espera contar com o apoio de um setor do peronismo para aprovar a reforma, após fracassar em aprovar a mudança em 14 de dezembro em uma sessão que causou violência entre manifestantes e policiais e fortes manifestações contra o projeto. Pouco antes do início dos debates na Câmara, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país, começou uma greve geral de 24 horas contra a proposta. Centenas de voos no aeroporto de Buenos Aires foram suspensos e espera-se que milhares de passageiros sejam afetados pela paralisação ao longo do dia.

Estadão Conteúdo

18 de dezembro de 2017, 07:19

MUNDO Presidente do Peru diz que ganhou “algum dinheiro” com a Odebrecht

Foto: Reprodução

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, disse na noite deste domingo, 17, que “ganhou algum dinheiro” com os serviços que sua firma de consultoria privada prestou para a Odebrecht na década passada. O líder peruano está sob pressão para que renuncie após a revelação de que a empreiteira brasileira repassou quase US$ 800 mil, entre 2004 e 2006, à empresa da qual Kuczynski era sócio. Na época, ele era ministro do governo de Alejandro Toledo. Em uma entrevista de uma hora transmitida pela televisão, Kuczynski repetiu que não tinha qualquer envolvimento direto na empresa de consultoria no momento em que os pagamentos foram feitos. Mas reconheceu que era acionista da firma, e que teria se beneficiado dos lucros provenientes dos serviços prestados à Odebrecht. Até a semana passada, o presidente peruano negava qualquer envolvimento com a empreiteira. Por não ter revelado espontaneamente os pagamentos, o Congresso do país iniciou um procedimento de impeachment contra Kuczynski, sob a alegação de que ele demonstrou “incapacidade moral”.

Estadão

17 de dezembro de 2017, 08:45

MUNDO Líbano deve realizar eleições parlamentares em maio

O Líbano definiu a data para as primeiras eleições parlamentares do país em nove meses, em 6 de maio de 2018, de acordo com um comunicado da agência nacional de notícias. Pela primeira vez, os cidadãos libaneses que moram no exterior poderão votar nas prévias. O Parlamento libanês adiou as eleições várias vezes por motivos de segurança. O mandato dos legisladores deveria ter expirado em 2013, mas eles aprovaram várias extensões desde então.Espera-se que a votação seja um grande teste tanto para o primeiro-ministro Saad Hariri, como para o grupo militante Hezbollah. Hariri havia renunciado no mês passado, mas depois voltou atrás.

Estadão

15 de dezembro de 2017, 17:15

MUNDO Congresso do Peru dá primeiro passo para impeachment do presidente Kuczynski

O Congresso do Peru deu o primeiro passo para tirar o presidente Pedro Pablo Kuczynski do poder, com 27 congressistas da oposição assinando uma moção que pede o início do processo de impeachment do líder peruano, após denúncias de que ele estaria envolvido no escândalo da Odebrecht. O processo de impeachment, que exige dois terços de apoio no Congresso, pode avançar rapidamente no Congresso dominado pela oposição. A decisão desta sexta-feira foi anunciada pelo presidente do Parlamento, o fujimorista Luis Galarreta, que declarou a jornalistas que a admissão da moção de impeachment deverá, primeiro, ser debatida e votada durante a tarde de hoje para chegar a uma instância definitiva na próxima semana. “Eu não estou correndo e não estou me escondendo porque não tenho motivos para isso”, disse o presidente em um discurso televisionado na noite de quinta-feira, prometendo divulgar seus registros bancários pessoais ao público. “Não irei abdicar da minha honra, dos meus valores ou das minhas responsabilidades como presidente de todos os peruanos.” Kuczynski alegou que não tinha funções de administração em sua consultoria entre 2004 e 2007, quando recebeu US$ 782 mil de consórcios liderados pela Odebrecht. Durante a maior parte desse tempo, ele foi ministro em um governo anterior, que premiou a companhia brasileira por um importante contrato rodoviário. O presidente peruano também disse que todos os pagamentos foram feitos para seu parceiro de negócios na Westfield Capital. O discurso de Kuczynski encerrou um período de 24 horas de turbulência política no Peru, que começou na quarta-feira enquanto os oposicionistas apresentaram documentos fornecidos pela Odebrecht mostrando pagamentos à Westfield e US$ 4 milhões para outra empresa, a First Capital.

Estadão Conteudo