15 de março de 2018, 15:03

MUNDO Congresso admite novo pedido da oposição para destituir Kuczynski no Peru

O Congresso do Peru aceitou nesta quinta-feira um novo pedido da oposição para realizar o impeachment do presidente Pedro Pablo Kuczynski. Foram 87 votos a favor do pedido, 15 contrários e 15 abstenções. A moção de vacância da presidência foi apresentada “por permanente incapacidade moral” de Kuczynski. Os deputados da situação foram contra a medida. O presidente do Legislativo, Luis Galarreta, disse que deve ainda ser fixada uma data para se debater a moção de vacância. Parte do Legislativo quer afastar o presidente por causa de seus supostos laços com a construtora brasileira Odebrecht. Na primeira tentativa, em dezembro, um grupo de parlamentares simpatizantes do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e mais alguns da esquerda se abstiveram, o que impediu a destituição. Pela lei, são necessários 52 votos para iniciar o trâmite parlamentar do impeachment no país. Kuczynski terá que se apresentar ao Parlamento na próxima semana para se defender e os deputados necessitarão novamente de pelo menos 87 votos para afastá-lo do poder. O presidente tem dito que não renunciará. “Minha consciência está limpa, não fiz nada de mal”, afirmou na semana passada. Em dezembro, documentos mostraram pagamentos de US$ 782 mil da Odebrecht à Westfield Capital, consultoria privada de Kuczynski há mais de uma década, por assessorias financeiras. Alguns desses pagamentos coincidem com o período em que o agora presidente era ministro da Economia e primeiro-ministro do governo de Alejandro Toledo (2001-2006). O próprio Toledo enfrenta uma acusação de suposto suborno da Odebrecht e a Corte Suprema sugeriu recentemente que ele deveria ser extraditado dos Estados Unidos. Esse pedido, porém, depende do aval de Kuczynski segundo a lei local. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

14 de março de 2018, 07:20

MUNDO Físico britânico Stephen Hawking morre aos 76 anos

Foto: Agência EFE

Stephen Hawking

Um porta-voz da família de Stephen Hawking informou que o astrofísico britânico de 76 anos morreu. A causa da morte não foi informada. Hawking é autor do livro Uma Breve História do Tempo, que se tornou um sucesso global quando foi lançado, em 1991. O astrofísico era portador de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa rara, com a qual conviveu por mais de 50 anos.

Estadão

11 de março de 2018, 18:32

MUNDO Possível novo presidente de Cuba promete governo mais ‘responsivo’

Miguel Diaz-Canel, membro do Partido Comunista, que deve ser o novo presidente de Cuba no dia 19 de abril, disse hoje que o próximo governo do país será mais “responsivo” com seu povo. Miguel Diaz-Canel disse a repórteres em Santa Clara que “o povo vai participar das decisões que o governo vai tomar”. Ele também lamentou a reviravolta das relações entre Cuba e os Estados Unidos durante governo do presidente Donald Trump, dizendo que “o restabelecimento das relações tem se deteriorado graças a um governo que ofendeu Cuba”. Diaz-Canel pareceu ser um mudança promissora rumo a um estilo de governo mais aberto em vez de representar uma grande reforma política na Ilha. Hoje, ele aguardou na fila para votar, ao lado de cidadãos comuns, uma lista de candidatos parlamentares pré-selecionados neste domingo. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

11 de março de 2018, 12:10

MUNDO Chile: Piñera assume Presidência hoje com promessa de reativar economia do país

O conservador Sebastian Piñera retorna neste domingo à presidência do Chile, prometendo reativar a economia do país, que desacelerou durante o governo da líder de centro-esquerda, Michelle Bachelet. O empresário bilionário priorizou o crescimento, que foi em média de 5,3% ao ano, durante o seu primeiro período frente á Presidência de 2010 a 2014. Ele foi auxiliado por políticas favoráveis ás empresas, aumento dos preços do cobre, principal produto de exportação, e um enorme esforço de reconstrução após um terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o país pouco antes de assumir o cargo. Uma queda nos preços do cobre ajudou a agravar o segundo mandato de Bachelet como presidente, com a economia em queda durante os anos de 2014 e 2015. Piñera, cujo primeiro mandato acabou com 20 anos de governos esquerdistas, disse que espera trabalhar com rivais de centro-esquerda para alcançar seus objetivos, mas também enfrenta um desafio de reunir sua própria coalizão, considerada frágil em alguns momentos.

Estadão

11 de março de 2018, 10:11

MUNDO Colômbia: FARC testam força como partido em eleições parlamentares

Os ex-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) enfrentam seu primeiro teste eleitoral hoje como um partido político nas eleições parlamentares, considerado como um indicador da força das diferentes facções do país dois meses antes das eleições presidenciais. Os analistas veem a votação do Senado e da Câmara dos Deputados como prova da viabilidade democrática das FARC, cujos lutadores entregaram suas armas no ano passado após um histórico acordo de paz e formaram um movimento político. Os ex-combatentes mantiveram a sigla para o novo partido. “As FARC estão em uma situação difícil”, disse Leon Valencia, ex-combatente que agora dirige a Fundação Paz e Reconciliação, um grupo de estudos. “Se eles tiverem um resultado muito baixo, como se espera, os representantes no Congresso terão o estigma de não serem representantes do povo”, disse Valência, referindo-se ao fato de que as FARC garantiram 10 assentos no Congresso de acordo com os termos do acordo de paz que encerraram mais de meio século de conflito. As ambições políticas do grupo foram prejudicadas pela recente decisão de remover seu candidato presidencial por razões de saúde. O ex-comandante rebelde Rodrigo Londono, mais conhecido por seu nome de guerra, Timochenko, foi operado com sucesso na semana passada e já havia sofrido um acidente vascular cerebral. Os ex-rebeldes também expressaram seu medo de irregularidades no processo eleitoral e mencionaram problemas na obtenção de fundos da campanha. Em alguns dos eventos da campanha em Londono, houve protestos. Os líderes das FARC disseram que, apesar desses “obstáculos”, eles esperam demonstrar que têm um futuro na paisagem política colombiana. “Há lugares onde as pessoas nos apoiam”, disse à Radio Caracol Pablo Catatumbo, ex-comandante das FARC, que agora aparece no Senado. “Existem muitas regiões do país onde nos receberam com grande entusiasmo, incluindo passeios a cavalo e desfiles em motocicletas”.

Estadão

8 de março de 2018, 18:29

MUNDO TPP 11 é assinado em Santiago, no Chile

Ministros de 11 países assinaram na tarde desta quinta-feira em Santiago, no Chile, o Tratado Integral e Progressivo da Parceria Transpacífico (TPP 11). O acordo substitui a Parceria Transpacífico (TPP), que ainda em janeiro de 2017 foi abandonada pelos Estados Unidos sob comando do presidente Donald Trump. São signatários do TPP 11 Chile, Austrália, Brunei, Canadá, Malásia, México, Japão, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. O TPP 11 incorpora todo o conteúdo do documento original, mas suspende 20 trechos, sendo 11 somente do capítulo de propriedade intelectual, como nas seções farmacêutica e de direitos autorais na internet. “Por meio deste acordo, os 11 países se opõem ao protecionismo por acreditarmos que a abertura comercial é benéfica e gera maior crescimento econômico e emprego, reduz a pobreza e aumenta o bem-estar para todos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz. Já a presidente chilena, Michelle Bachelet, disse que os signatários do TPP 11 estão mandando “uma forte mensagem à comunidade internacional de que mercados abertos, integração econômica e cooperação internacional são as melhores ferramentas para criar oportunidades econômicas e prosperidade”. De acordo com a Direção Geral de Relações Econômicas Internacionais do Chile, os países que fazem parte do TPP 11 representam um mercado de 498 milhões de pessoas, com uma renda anual per capita de, na média, US$ 28.090.

Estadão Conteúdo

7 de março de 2018, 09:26

MUNDO Atriz pornô tenta anular acordo de confidencialidade sobre caso com Trump

A atriz pornô Stephanie Clifford – conhecida na indústria como Stormy Daniels – recorreu na terça-feira 6 a um tribunal de Los Angeles para anular um acordo de confidencialidade firmado com o presidente americano, Donald Trump.Stephanie, que manteve uma relação íntima com o magnata, afirma que o acordo de confidencialidade não tem validade porque não foi assinado pelo republicano. “A demandante solicita que este tribunal declare que o acordo nunca se concretizou e não existe, entre outras coisas, porque Trump jamais o firmou”, afirma o advogado da atriz, Michael Avenatti. O acordo de confidencialidade foi firmado por Stephanie e o advogado de Trump, Michael Cohen, no dia 28 de outubro de 2016, dias antes da eleição presidencial, detalha a denúncia. “O acordo impunha diferentes condições e obrigações não apenas à senhora Clifford, mas também ao senhor Trump. Exigia igualmente a assinatura de todas as partes, incluindo a do senhor Trump”, destaca o documento. De qualquer maneira, foram enviados US$ 130 mil para Stephanie Clifford, que no acordo aparece como Peggy Peterson. Segundo a ação, a partir de janeiro de 2018 e diante da revelação de “detalhes do acordo” pela imprensa, “o senhor Cohen, por meio de coerção e intimidação, forçou a senhora Clifford a firmar uma declaração dizendo que as informações sobre sua relação com o senhor Trump eram falsas”.

Estadão Conteúdo

7 de março de 2018, 09:03

MUNDO Papa Paulo VI será proclamado santo

O papa Francisco promulgou decreto que reconhece um segundo milagre por intercessão do falecido Paulo VI, que, por isso, será proclamado santo, informou hoje (7) o escritório de imprensa do Vaticano. Apesar de nenhuma data ter sido informada, a canonização de papa Paulo VI poderia acontecer no fim de outubro em Roma, ao término do Sínodo dos Bispos sobre os Jovens, entre os dias 3 e 28, segundo adiantou o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. Paulo VI, que foi papa entre 1963 e 1978, criou o Sínodo dos Bispos, no Vaticano, a assembleia dos prelados dos cinco continentes.

Agência Brasil

7 de março de 2018, 07:29

MUNDO Colégios eleitorais são abertos para eleições históricas em Serra Leoa

Os colégios eleitorais abriram nessa quarta-feira (7), às 7h (horário local, 4h de Brasília), em uma eleição histórica para o país – a primeira após a epidemia do ebola de 2014 e que pode por fim aos 11 anos do presidente Ernest Bai Koroma no poder. Cerca de 3,2 milhões de eleitores estão capacitados para votar nessa pequena nação da África ocidental. A votação será realizada até as 17h (horário local, 14h de Brasília) nos 11.120 colégios eleitorais espalhados pelo país, alguns com longas filas no início da manhã. Espera-se que a votação transcorra de forma pacífica, apesar da tensão política e da possibilidade de o partido governante perder a presidência. Nos últimos dias, ocorreram incidentes, como o lançamento de pedras entre simpatizantes de diferentes partidos, que deixaram alguns feridos nas cidades de Port Loko (norte) e Bo (sul), confirmaram à Agência EFE fontes diplomáticas europeias. As ruas da capital, Freetown, habitualmente com intermináveis engarrafamentos e sempre cheias de gente, amanheceram hoje praticamente vazias, principalmente devido à proibição da circulação de veículos não autorizados, uma medida que gerou protestos da oposição. Representantes do Partido Popular de Serra Leoa (SLPP) disseram à EFE que pediriam aos seus apoiadores que ignorassem a proibição, alegando que poderia ser usada pelo partido governante Congresso de Todo o Povo (APC) para transferir material fraudulento com rapidez. A campanha eleitoral foi marcada por acusações entre os principais partidos: o candidato do APC, Samura Kamara, acusou o do SLPP, Julius Maada Bio, de ter roubado US$ 18 milhões durante seu breve período à frente do país, após o golpe de Estado em 1996. Por outro lado, o partido de Bio denunciou suposta tentativa de assassinato por seguidores do APC contra o seu candidato. Apesar dessas disputas, os analistas preveem “pequenos incidentes” no interior do país. Fontes da Comissão Nacional Eleitoral afirmaram que os primeiros resultados serão divulgados a partir do fim de semana ou na próxima segunda-feira (12).

Agência Brasil

5 de março de 2018, 09:41

MUNDO Líder do Movimento 5 Estrelas diz que partido deve comandar governo da Itália

O líder do Movimento 5 Estrelas, Luigi Di Maio, afirmou que o partido teve resultado forte na eleição de ontem na Itália e isso significa que ele deveria comandar a próxima administração. Di Maio falou menos de uma hora após o líder da Liga fazer a mesma reivindicação como parte de uma coalizão de centro-direita. Com os votos somados da coalizão, o grupo da Liga teve mais apoio popular que o Movimento 5 Estrelas. A disputa, porém, é uma mostra das dificuldades que o presidente Sergio Mattarella terá na escolha de alguém para formar um governo, já que nenhum dos blocos têm apoio suficiente para governar sozinho. Di Maio afirmou que “nós somos uma força política que representa toda a nação. Representamos toda a bota, de Vale De Aosta à Sicília”. Segundo ele, os bons resultados de outros grupos foram mais regionais. O líder do Movimento 5 Estrelas qualificou a votação como “pós-ideológica”. Na avaliação dele, o resultado foi além da polarização entre direita e da esquerda e se voltou para temas como imigração e mercado de trabalho. O Movimento 5 Estrelas triplicou o número de parlamentares em comparação com o obtido na última eleição, em 2013. Na ocasião, o partido também ficou em primeiro, mas com margem estreita e o governo ficou com o Partido Democrático.

Estadão Conteúdo

3 de março de 2018, 10:10

MUNDO Mundo se arma para guerra comercial em resposta às barreiras de Trump

O presidente americano Donald Trump acendeu o estopim de uma guerra comercial global ao anunciar, na quinta-feira, a adoção de barreiras tarifárias à exportação de aço e alumínio. Na sexta-feira, houve uma reação global generalizada contra a medida, com vários países ameaçando retaliar os Estados Unidos impondo também barreiras contra produtos americanos. “Não vamos ficar sentados e ver nossa indústria ser afetada por essa medida”, afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.Segundo apurou a reportagem, governos de países potencialmente afetados pela medida já consideram formar uma aliança internacional em um megaprocesso na Organização Mundial do Comércio (OMC), na tentativa de fazer pressão para que a medida de Trump não abra um precedente para outros setores. O presidente americano quer impor uma taxa de 25% sobre as importações de aço e de 10% contra o alumínio estrangeiro, numa medida para proteger a indústria local. E na sexta-feira, no Twitter, fez uma espécie de defesa das guerras comerciais: “Quando um país está perdendo vários bilhões de dólares em comércio com praticamente todos os países com que faz negócios, guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar”.As reações foram imediatas. A União Europeia indicou que vai responder de forma “firme”, com tarifas de importação também de 25% sobre cerca de 3,5 bilhões de euros em fluxo de comércio americano. Isso incluiria as exportações agrícolas, mas também afetaria marcas de dimensões globais dos EUA, como motos Harley-Davidson ou roupas Levi’s, citadas por Juncker.Cecilia Malmstrom, comissária de Comércio da Europa, confirmou que Bruxelas está “discutindo diferentes medidas” contra produtos americanos. “Estamos olhando para tudo, desde levar o caso à OMC, sozinhos, com parceiros, mas também medidas de salvaguarda ou possíveis retaliações”, disse.Uma primeira etapa do processo na OMC deve ser lançada em breve. Nos bastidores, a reportagem apurou que diplomatas consideram uma ação conjunta para mostrar a unidade da comunidade internacional contra Trump. Em 2002, algo parecido foi realizado por Europa, Brasil, Japão e vários outros governos contra medidas similares adotadas por George W. Bush.Num raro comunicado de apoio à Europa, o governo russo indicou que compartilha das preocupações dos governos europeus. “Vamos analisar nossa relação comercial com Washington””, disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.Mesmo o principal parceiro comercial dos EUA, o Canadá, deixou clara sua irritação com a medida de Trump. “Essa tarifa será inaceitável”, disse o ministro de Comércio do Canadá, François-Philippe Champagne.

Estadão

27 de fevereiro de 2018, 08:56

MUNDO Presidente do Peru é ameaçado de investigação se não aceitar ser interrogado

A comissão parlamentar que investiga as implicações da Operação Lava Jato no Peru ameaçou, nessa segunda-feira (26), o presidente do país, Pedro Pablo Kuczynski, de incluí-lo como investigado se nos próximos dez dias não escolher uma data para ser interrogado como testemunha. “Quando um convidado, como testemunha, se nega a comparecer perante a comissão, dificulta o desenvolvimento da mesma. Portanto, pode passar à condição de investigado”, disse a congressista do partido fujimorista Força Popular, Rosa Bartra, presidente da comissão investigadora. No requerimento enviado a Kuczynski, a comissão também pede que ele apresente informações sobre suas contas bancárias e declarações de impostos no Peru e nos Estados Unidos, que ele mesmo se comprometeu a entregar, segundo Bartra. A parlamentar fujimorista lembrou que se a comissão o incluir entre os investigados poderá solicitar o levantamento dos seus segredos constitucionalmente protegidos como o bancário, tributário, mercado de ações e o telefônico. “Para uma investigação, não há limitações”, completou. Rosa Bartra lembrou que a comissão da Lava Jato enviou seis convocações ao presidente, das quais só obtiveram resposta em duas ocasiões. Na primeira, Kuczynski disse que responderia às perguntas dos congressistas por escrito, mas nunca pessoalmente, pois chamou a comissão de “circo”. Em dezembro, quando o Congresso propôs uma moção para destituí-lo, o presidente anunciou a disposição de comparecer perante o grupo parlamentar mas, após seguir no cargo, disse que não faria isso antes que a Promotoria interrogasse o ex-diretor da Odebrecht no Peru Jorge Barata, o que está previsto para ocorrer hoje e amanhã no Brasil. Bartra informou que a comissão que preside remeteu ao promotor da Nação (procurador-geral), Pablo Sánchez, um documento interrogatório elaborado por vários legisladores para que seja levado em consideração no interrogatório de Barata, responsável pelas propinas entregues pela Odebrecht no Peru.

Agência Brasil

25 de fevereiro de 2018, 11:15

MUNDO França impediu dois ataques terroristas desde o início do ano, diz ministro

O ministro do Interior da França, Gerald Collomb, disse neste domingo à emissora CNews que dois potenciais ataques terroristas foram impedidos no país desde janeiro. Um deles tinha como alvo um grande centro esportivo, e o outro, soldados franceses, mas ambos “não foram totalmente finalizados”. De acordo com o ministro, diversos suspeitos foram detidos e presos. Na sexta-feira, o governo francês anunciou um novo programa para conter a radicalização, em meio ao retorno de jihadistas franceses dos campos de batalha na Síria e no Iraque e ao aumento da lista de pessoas que têm sinais de risco. O plano consiste em 60 medidas e ressalta a importância da prevenção, voltado para tentar notas sinais de perigo na sociedade.

Estadão

22 de fevereiro de 2018, 16:44

MUNDO Itália continua com máxima atenção ao caso Battisti, diz chanceler italiano

Foto: Divulgação

O ex-ativista italiano Cesare Battisti

O ministro das Relações Exteriores e Cooperação Internacional italiano, Angelino Alfano, disse hoje (22) que a Itália continua “com a máxima atenção” à evolução do caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti no âmbito da Justiça brasileira. O chanceler deu a declaração após encontro com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, no Palácio Itamaraty. Alfano disse que se ocupou do pedido de extradição de Battisti ainda quando era ministro da Justiça e afirmou esperar que o caso tenha uma decisão favorável. O chanceler também disse que espera que o clima positivo entre os dois países possa trazer solução para essa questão que continua “muito sentida” na Itália. Ontem (21), o governo federal defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) que a Presidência da República tem competência legal para dar a palavra final sobre a extradição de estrangeiros. A manifestação foi elaborada pela subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e a Advocacia-Geral da União (AGU) no processo no qual Battisti pretende suspender preventivamente eventual decisão que determine sua expulsão do Brasil. Ainda não há data para julgamento. A extradição de Battisti voltou a ser cogitada no ano passado, após autoridades italianas afirmarem que estão trabalhando com o Brasil para garantir a devolução do italiano, que obteve visto de permanência após decisão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o manteve no país. Na petição, protocolada na semana passada no STF, a Casa Civil argumenta que o próprio Supremo decidiu que a decisão final envolvendo casos de extradição cabe ao presidente da República, chefe do Executivo. O ministro Aloysio Nunes não mencionou o caso Battisti em seu pronunciamento à imprensa Caso Battisti Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por homicídio quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo. Ele chegou ao Brasil em 2004, onde foi preso três anos depois. O governo italiano pediu a extradição do ex-ativista, aceita pelo Supremo. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil e o ato foi confirmado pelo STF. A Corte entendeu que a última palavra no caso deveria ser a do presidente, porque se tratava de um tema de soberania nacional. Preso desde 2007, Battisti foi solto da Penitenciária da Papuda, em Brasília, em 9 de junho de 2011 e, em agosto do mesmo ano, obteve o visto de permanência do Conselho Nacional de Imigração. O caso voltou à tona no ano passado quando Battisti foi preso e indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ele foi detido em Corumbá (MS), quando tentava atravessar a fronteira com a Bolívia com euros e dólares não declarados, mas ganhou o direito de aguardar o desfecho do processo em liberdade. Em dezembro, a Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-ativista italiano Cesare Battisti, acusado de ter cometido crime contra o sistema financeiro nacional ao tentar deixar o Brasil, no início de outubro, com cerca de US$ 6 mil e 1,3 mil euros não declarados.

Agência Brasil

22 de fevereiro de 2018, 14:16

MUNDO Estoques de petróleo dos EUA contrariam previsão e caem 1,616 milhão de barris

Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 1,616 milhão de barris na semana passada, para 420,479 milhões de barris, informou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O dado contrariou as expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam aumento de 1,9 milhão de barris. Os estoques de gasolina subiram 261 mil barris, para 249,334 milhões, enquanto analistas esperavam a manutenção do dado. Já os estoques de destilados caíram 2,422 milhões de barris, para 138,945 milhões, acima da expectativa de queda de 1,4 milhão. Os estoques de petróleo em Cushing, centro de distribuição dos barris negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), caíram 2,664 milhões de barris, para 30,003 milhões de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias passou de 89 8% para 88,1%. A previsão era de queda menor, para 89,0%.  A produção diária de petróleo passou de 10,271 milhões de barris na semana passada para 10,270 milhões de barris.

Estadão Conteúdo