12 de janeiro de 2017, 09:25

MUNDO Após 7 anos, Haiti ainda tenta se recuperar de terremoto

Mesmo após sete anos da tragédia, o Haiti ainda enfrenta inúmeros problemas causados pelo terremoto que devastou o país em 12 de janeiro de 2010. Milhares de pessoas ainda estão desabrigadas, vivendo em condições precárias e enfrentando surtos de doenças. Após o sismo de 7 graus na escala Richter registrado às 16h53 do dia 12, ao menos 230 mil pessoas morreram, outras 300 mil ficaram feridas e mais de 1,5 milhão de haitianos perderam suas casas. Desde a capital, Porto Príncipe, até em cidades menores, houve devastação em larga escala. As informações são da agência de notícias Ansa. Diversas instituições e governos anunciaram que enviariam diversos tipos de ajuda que, mesmo constantes, não foram suficientes para dar condições dignas de vida a todos aqueles que foram afetados pelo tremor. Uma das instituições que ajuda o povo haitiano há sete anos é a Caritas Italia, entidade gerida pela Igreja Católica, e que divulgou um relatório sobre a pobreza no mundo que tem como foco o Haiti. Segundo a instituição, “até agora foram financiados 250 projetos de solidariedade, num montante de quase 24 milhões de euros e em diversos âmbitos”. Além de tentar se recuperar do terremoto de 2010, o Haiti enfrentou outra catástrofe climática em 2016. Em outubro, a passagem do furacão Matthew matou mais de mil pessoas e afetou mais de dois milhões, segundo dados das Nações Unidas.

Agência Brasil

12 de janeiro de 2017, 06:45

MUNDO México diz que não pagará por muro na fronteira com os EUA

Foto: Divulgação

Donald Trump

O governo mexicano declarou que não pagará a conta do muro, que cobrirá 3.200 km de fronteira. O preço da obra pode chegar a US$ 12 bilhões, de acordo com cálculos do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a campanha. O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, reafirmou que o México não pagará pelo muro, mas se disse disposto a trabalhar para ter uma boa relação com o governo Trump. “É evidente que temos algumas diferenças com o próximo governo dos Estados Unidos” mas, ainda assim, o governo mexicano trabalhará “para ter uma boa relação com os Estados Unidos e seu presidente”, disse Peña Nieto. O novo chanceler mexicano, Luis Videgaray, avaliou que “os Estados Unidos têm o direito de proteger suas fronteiras”, mas é “inadmissível que o México pague por infraestrutura dos Estados Unidos. Isso não vai acontecer”, declarou. “Nem hoje, nem amanhã, nem nunca o México pagará por esse muro estúpido. Se Trump quiser um monumento ao seu ego, ele que pague!”, disse o ex-presidente Vicente Fox. O presidente eleito dos Estados Unidos declarou que, em menos de um ano, construirá o muro na fronteira com o México para evitar a imigração e garantiu que o vizinho pagará pela obra “de uma maneira ou de outra”, possivelmente pagando impostos. Trump ameaça intervir em remessas enviadas por mexicanos nos Estados Unidos. A afirmação foi feita por Trump em sua primeira coletiva de imprensa em 167 dias. Ele já havia ameaçado intervir nas remessas que milhões de trabalhadores mexicanos enviam dos Estados Unidos – uma das maiores receitas do México e sustento de muitas famílias -, se o país não pagar a construção do muro ao longo dos 3.200 km de sua fronteira sul. O vice-presidente eleito Mike Pence está trabalhando com várias agências e com o Congresso para aprovar o financiamento do muro e dar início à sua construção, segundo Trump. A polêmica ideia do muro foi lançada no início de sua campanha.

Agência Brasil

12 de janeiro de 2017, 06:40

MUNDO Conflitos de interesse de Trump podem violar a Constituição, dizem especialistas

O plano do presidente eleito Donald Trump de se separar de seu império imobiliário mundial não atende aos padrões mínimos recomendados pelos órgãos éticos de vigilância. Se Trump insistir nesse plano, ele poderá violar a Constituição dos Estados Unidos (EUA) no seu primeiro dia no cargo, de acordo com estudiosos do direito ouvidos pela revista Time. Em entrevista nessa quarta-feira, o presidente eleito anunciou que vai transferir o controle operacional da Organização Trump para seus dois filhos mais velhos – Eric e Donald Jr – a fim de ficar fora de novos negócios com parceiros estrangeiros. Ele disse também que evitará discutir assuntos da empresa e que vai nomear um conselheiro de ética independente para examinar novas oportunidades de investimentos, evitando com isso conflitos de interesse. De acordo com a revista Time, Sherri Dillon, um dos advogados do presidente eleito, afirmou que Trump está voluntariamente renunciando ao controle gerencial da empresa que construiu porque “quer que não haja dúvidas do público americano de que ele está se isolando completamente de seus interesses comerciais”. Entrevistados pela revista, estudiosos do direito afirmaram que essa decisão é insuficiente. O certo seria, segundo eles, que o presidente eleito tomasse duas medidas para evitar conflitos de interesse. A primeira seria abrir mão (vender) de seus negócios em expansão pelo mundo. A segunda seria nomear um administrador independente para os negócios já consolidados, com o objetivo de criar uma “confiança cega” da população americana, e seguir os padrões de presidentes que o antecederam e que se afastaram de empresas particulares. “Se ele não se desligar [dos negócios], estará violando a Constituição”, disse Norman Eisen, ex-embaixador dos EUA na República Tcheca, que serviu como conselheiro de ética da Casa Branca no governo de Barack Obama, de acordo com a Time. A publicação afirma que Trump, no entanto, resiste a essa opção, o que quebra décadas de tradição de presidentes dos dois partidos norte-americanos: o Democrata e o Republicano. Trump segue a interpretação de que está isento de leis que impedem os detentores de escritórios federais de lucrar com negócios governamentais. Os advogados de Trump alegam que se ele decidisse vender seus ativos, teria que dar um desconto acentuado.

Agência Brasil

11 de janeiro de 2017, 16:30

MUNDO Trump admite que Rússia está por trás da invasão de hackers na eleição dos EUA

A pouco mais de uma semana de sua posse como novo presidente dos Estados Unidos, o bilionário Donald Trump admitiu, pela primeira vez, que a Rússia está por trás da invasão dos computadores do Comitê Eleitoral do Partido Democrata por “hackers”, durante a campanha presidencial. Ele também afirmou que pretende iniciar imediatamente a construção de um muro separando o México dos EUA e que o país vizinho vai “reembolsar” os custos com a obra. “Eu não quero esperar um ano e meio até que eu faça o meu acordo com o México”, disse, ao comentar sobre a possível data do reembolso, explicando que o pagamento será feito provavelmente através de um “imposto” e não pela quitação em dinheiro. Um momento de tensão, durante a entrevista, foi quando Trump se negou a responder à pergunta de um jornalista da rede de televisão CNN. “Sua organização é terrível. Quieto. Calma. Não seja rude”, disse Trump ao repórter. Na primeira entrevista desde que ganhou as eleições, transmitida ao vivo em rede nacional de televisão do seu escritório na Trump Tower, no centro de Nova York, o magnata considerou um “absurdo” as alegações, segundo ele infundadas, de que a Rússia tem informações pessoais e financeiras comprometedoras sobre ele. “Isso é algo que a Alemanha nazista teria feito”, destacou. Entretanto, ao admitir que houve espionagem nos computadores do Comitê Eleitoral Democrata, ele disse que não apenas a Rússia, mas também outros países fizeram ações similares. “No que diz respeito à pirataria, acho que foi a Rússia, mas também acho que fomos atacados por outros países, outras pessoas”, disse Trump, citando um suposto hackeamento (invasão de computadores) feito pela China.

 

Agência Brasil

11 de janeiro de 2017, 14:45

MUNDO Trump dá entrevista à imprensa em Nova York

Depois de um atraso de quase um mês, o presidente eleito Donald Trump deu há pouco sua primeira entrevista oficial à imprensa depois que venceu as eleições para a presidência dos Estados Unidos em novembro. Ele deve tomar posse como presidente em 20 de janeiro. A entrevista ocorre na Trump Tower, em Nova York, edifício onde funciona o escritório de negócios do bilionário. O evento foi transmitido em rede nacional de televisão. A entrevista, inicialmente marcada para às 11h (14h de Brasília, começou com 23 minutos de atraso. Donald Trump começou o discurso dizendo que durante a campanha eleitoral costumava a falar com a imprensa “quase diariamente”. Em seguida, agradeceu a um setor da mídia que não vem publicando as supostas informações comprometedoras sobre as suas relações com a Rússia. Ele disse que o noticiário publicado sobre o assunto pode ser originário de vazamentos da agência de inteligência. Segundo Trump, se isso de fato ocorreu, seria “uma tremenda mancha em seu registro se elas [agências de inteligência] fizeram isso.” Antes de Trump, o vice-presidente eleito Mike Pence também mencionou brevemente as notícias sobre um suposto relacionamento do presidente eleito com a Rússia. Ele disse que as notas sobre o assunto decorrem de “decisão irresponsável de algumas organizações de notícias para correr com um relatório falso e sem fundamento”. A entrevista foi iniciada pelo novo secretário de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer. Ele também mencionou as informações sobre as alegadas relações de Trump com a Rússia, dizendo que são “falsas”. Spicer negou que três pessoas que atuaram na campanha de Trump estivessem sempre em contato com autoridades russas. E disse que as falsas notícias publicadas pela mídia são baseadas em relatórios “frágeis”.

Agência Brasil

11 de janeiro de 2017, 06:35

MUNDO Em discurso emocionado de despedida, Obama pede união pela democracia

Foto: Michael Reynolds / Agência Lusa

Barack Obama

O presidente dos Estados Unidos Brack Obama fez um discurso de despedida na noite desta terça-feira (9), em Chicago, a poucos dias de deixar o cargo após oito anos de mandato. Durante quase uma hora de fala, Obama pediu aos americanos que se unam para lutar contra os desafios que ameaçam a democracia norte-americana. Em um discurso emocionado transmitido para todo o país, ele alertou o povo americano que uma mudança nos rumos do país só ocorrem “quando as pessoas comuns se envolvem para exigi-la”. No próximo dia 20, Obama deixará a presidência dos Estados Unidos. O presidente eleito Donald Trump assumirá no seu lugar. Obama falou no centro de convenções McCormick Place, o maior dos Estados Unidos, perante 20 mil pessoas. Em alguns momentos, os aplausos soaram tão alto que Obama teve de interromper a fala e se esforçar para continuar. O teor do discurso de Obama focou mais no futuro do que nos feitos alcançados nos últimos oito anos. Em alguns momentos, Obama lembrou conquistas alcançadas e disse que a população ainda precisa superar os desafios raciais, políticos e econômicos existentes. O presidente norte-americano disse que é possível vencer os desafios. “Depois de oito anos como presidente, eu ainda acredito nisso”. E prosseguiu: “E não é apenas a minha crença, é o coração palpitante da nossa ideia americana – a nossa ousada experiência de autogoverno”. Sobre as questões raciais que ainda incomodam o povo norte-americano, Obama disse que houve um progresso significativo nessa tema nas últimas décadas. Mas, segundo ele, esse progresso não foi suficiente para superar todos os problemas. Obama defendeu que acreditar na superação seria “irrealista”. “Temos de defender as leis contra a discriminação, na contratação [trabalhista], na habitação, na educação e no sistema de justiça criminal. Isso é o que exige nossa Constituição e os ideais mais elevados. Mas as leis sozinhas não serão suficientes. Os corações precisam mudar “, disse Obama. Além da questão racial, Obama citou a defesa dos direitos de outras minorias que vivem no país. “Para negros e outras minorias, [nosso desafio] significa amarrar nossas próprias lutas pela Justiça aos desafios que muitas pessoas neste país enfrentam – não apenas os refugiados, os imigrantes, os pobres rurais, os transgêneros americanos, mas também os de meia-idade. O homem branco, de fora, pode parecer que tem todas as vantagens, mas ele viu seu mundo revirado por mudanças econômicas, culturais e tecnológicas”. Obama falou também sobre as desigualdades econômicas. “A desigualdade absoluta também é corrosiva para nossos ideais democráticos”, disse ao criticar a crescente separação entre ricos e pobres nos Estados Unidos. “Enquanto a parte superior de um 1% acumulou uma maior parcela de riqueza e renda, muitas das nossas famílias, nas cidades e municípios rurais, foram deixadas para trás. O trabalhador de fábrica despedido, a garçonete e os trabalhadores de saúde que lutam para pagar as contas – convencidos de que o jogo é fixado contra eles, que seu governo serve apenas os interesses dos poderosos – isso é uma receita para mais cinismo e polarização em nossa política “, disse ele. Ao citar suas filhas e a primeira-dama, Michelle Obama, o presidente se emocionou e agradeceu o apoio da família durantes os oito anos de mandato. Ele encerrou o discurso repetindo a frase que o consagrou em sua primeira campanha eleitoral: sim, nós podemos (Yes, we can).

José Romildo, Agência Brasil

10 de janeiro de 2017, 15:30

MUNDO Nomeações de Trump começam a ser analisadas pelo Senado

O Senado dos Estados Unidos começou a analisar, nesta terça-feira (10), nove nomeações feitas pelo presidente eleito Donald Trump para seu governo. O primeiro nome a ser analisado é o do senador do Alabama, Jeff Sessions, indicado para ser o secretário de Justiça. As comissões de análise farão a aprovação ou não dos indicados. As informações são da agência ANSA. Apesar da confiança do magnata de que todos os nomes serão aprovados, ainda não há certeza sobre tal, já que muitos dos indicados têm em seus currículos casos controversos. O próprio Sessions tem contra si acusações de racismo que, em 1986, impediram que ele assumisse o posto de juiz federal. Por conta desse episódio, a sessão dos senadores foi suspensa por alguns instantes quando uma manifestante começou a gritar palavras contra o senador, lembrando o acontecido. No entanto, segundo a mídia norte-americana, Sessions deve ser aprovado. Ele tem o apoio de 52 republicanos e ao menos um democrata já se manifestou a favor do seu nome para a Justiça. São necessários 51 votos para a aprovação. Ainda nesta terça, será analisado o nome do general John Kelly, escolhido por Trump para ser seu secretário de Defesa. Os demais nomes serão avaliados durante a semana.

Estadão Conteúdo

10 de janeiro de 2017, 13:04

MUNDO Obama faz seu discurso de despedida hoje à noite

A apenas dez dias do final de seu mandado, o presidente Barack Obama faz nesta terça-feira (10) o seu discurso de despedida, com um balanço de seus oito anos na Casa Branca. O pronunciamento, que será transmitido em rede nacional de televisão, está marcado para começar às 21h (meia-noite de Brasília) em Chicago, Illinois, mesma cidade onde ele fez o seu discurso de vitória em novembro de 2008. Ao comentar por e-mail sobre o discurso que fará hoje, no Centro de Convenções McCormick Place, o maior dos Estados Unidos, Obama disse que desde 2009, quando assumiu a Presidência, “enfrentamos nossa parcela justa de desafios, e passamos por eles mais fortes. E nunca deixamos de lado uma crença que nos guiou desde o início – nossa convicção de que, juntos, podíamos mudar este país para melhor”. Desde a época de George Washington, em 1796, os presidentes norte-americanos têm por tradição fazer um último discurso antes de deixar o cargo. Com isso, os presidentes têm a oportunidade de refletir sobre seus anos na Casa Branca e falar para os seus eleitores sobre as conquistas realizadas e também explicar o que não foi possível fazer. Oito anos atrás, o ex-presidente George W. Bush pronunciou seu discurso de despedida na Universidade da Virgínia, quando defendeu a Guerra do Iraque e outras decisões controversas que tomou durante o período em que esteve no cargo. “Você pode não concordar com algumas decisões difíceis que eu tomei. Mas espero que possa concordar que eu estava disposto a tomar decisões difíceis”, disse. O discurso de Obama ocorrerá um dia antes da primeira entrevista oficial à imprensa a ser dada pelo presidente eleito Donald Trump. Existe uma grande expectativa sobre essa entrevista, na qual Trump deve falar aos jornalistas sobre como pretende separar o mandato presidencial de seus negócios particulares, assunto que vem sendo constantemente questionado pela imprensa americana.

José Romildo, Agência Brasil

10 de janeiro de 2017, 08:44

MUNDO Ponte desaba na Colômbia e mata pelo menos 8 pessoas

Pelo menos oito pessoas morreram e 13 ficaram feridas na queda de uma ponte na zona rural de El Carmen, na Colômbia. A ponte feita de madeira, não aguentou a carga e desabou, disse o diretor da Unidade Nacional de Gestão de Risco do país, Carlos Iván Márquez. As informações são da Agência Ansa. “A investigação indica que havia cerca de 30 pessoas em cima da ponte. Falamos de oito mortos e 13 feridos, e mais três cujas condições ainda estão sendo verificadas”, informou. Entre os feridos, há crianças e menores de idade. As autoridades acreditam que o número de mortos pode aumentar, já que muitas pessoas tiveram ferimentos graves e caíram em uma profundidade de 80 metros. O acidente ocorreu na noite de ontem, na cidade de Villavicencio, capital do departamento (estado) de Meta. A ponte passa sobre o Rio Guatiquía, que fica a 75 quilômetros da capital colombiana, Bogotá. Grande atração turística, a ponte tinha sido construída artesanalmente e foi usada durante todo o fim de semana passado com um grande número de público.

Agência Brasil

10 de janeiro de 2017, 06:40

MUNDO Nomeação do genro de Trump para a Casa Branca gera debate sobre nepotismo

Jared Kushner, genro do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, será nomeado assessor sênior da Casa Branca. A nomeação ainda não foi oficializada, mas já está provocando um debate sobre a legalidade da medida. Para muitos, o novo emprego do genro de Trump contraria uma lei federal que proíbe o nepotismo, ou seja, a concessão de postos no governo para parentes. Mas o advogado de Kushner, Jamie Gorelick, afirmou que não há barreira legal para que ele sirva como assessor da Casa Branca. Em entrevista à rede de televisão CBS News, Gorelick disse que a lei contra o nepotismo é anterior a outra lei que dá ao presidente norte-americano “poder irrestrito” para contratar quem ele quiser. Além disso, o advogado afirmou que a lei contra o nepotismo só se aplica às agências executivas norte-americanas e não aos postos de trabalho existentes na Casa Branca. Kushner é casado com Ivanka, a filha do presidente eleito. Desde a eleição, ele foi um dos principais assessores da equipe de transição para contatos com governos estrangeiros. Ele já fez contatos com autoridades israelenses e, na semana passada, encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Boris Johnson. No plano interno, ele também se reuniu com os líderes do Congresso e ajudou a entrevistar candidatos para trabalhar no gabinete do presidente eleito. Ivanka Trump, que também desempenhou papel importante como assessora de seu pai durante a campanha presidencial, não vai assumir uma posição formal na Casa Branca, informou o gabinete de transição. Ela tem três filhos pequenos e seus planos imediatos estão se concentrando na mudança da família de Nova York para Washington.

Agência Brasil

9 de janeiro de 2017, 22:00

MUNDO Nos EUA, centros judaicos em vários Estados são alvos de ameaça de bomba

Ameaças de bombas contra centros comunitários judaicos foram feitas em pelo menos seis Estados dos Estados Unidos nesta segunda-feira, algumas delas com telefonemas gravados anteriormente, segundo um funcionário das Federações Judaicas da América do Norte. Não está ainda claro o motivo de até 20 centros comunitários judaicos no sul e nordeste dos EUA terem sido alvo, disse Richard Sandler, presidente do conselho de administradores da entidade. Sandler afirmou que não havia mais detalhes disponíveis, mas que algumas das ameaças foram feitas por robôs. Alguns centros comunitários foram esvaziados, mas não havia explosivos. A maioria dos centros já retomou operações normais, disse David Posner, diretor de desempenho estratégico da JCC Association of North America. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

9 de janeiro de 2017, 20:30

MUNDO Parlamento venezuelano declara Maduro em “abandono do cargo”

O Parlamento venezuelano, de maioria opositora, declarou nesta segunda-feira o presidente Nicolás Maduro em “abandono de cargo”, ao responsabilizá-lo pela grave crise que o país atravessa, embora a Justiça tenha determinado que o Legislativo é incompetente para destituí-lo. As informações são da Agência France-Presse (AFP). A Assembleia Nacional, controlada pela opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), votou esta iniciativa e pediu a realização de eleições, na véspera de Maduro cumprir seu quarto ano de mandato. “Aprovado o acordo com o qual se qualifica o abandono do cargo a Nicolás Maduro e se exige uma saída eleitoral para a crise venezuelana para que seja o povo quem se expresse através do voto”, anunciou o chefe do Legislativo, Julio Borges, ao ler o acordo na tribuna do plenário. Segundo a extensa declaração, “Maduro provocou uma crise sem precedentes na Venezuela” e está “à margem da Constituição” por provocar “devastação econômica”, “ruptura da ordem constitucional” e “violentar os direitos” dos venezuelanos. Mas, pouco antes da sessão, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), acusado pela oposição de servir ao chavismo, publicou uma nota para esclarecer que a Assembleia “não tem faculdade para destituir” o presidente Maduro que, acrescentou, está “no exercício de suas atribuições constitucionais”. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

9 de janeiro de 2017, 16:30

MUNDO Trump diz que se afastará de negócios e se reúne com fundador do Alibaba

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta segunda-feira que será “simples” se desvencilhar de seus abrangentes interesses em negócios internacionais. Durante breve aparição no lobby de seu prédio Trump Tower, em Nova York, o empresário disse que pretende tratar do assunto durante a entrevista coletiva planejada para esta quarta-feira. “Tudo que posso dizer é que é muito simples, muito fácil”, garantiu. Trump prometeu se afastar dos negócios na família no setor imobiliário antes de assumir, em 20 de janeiro. Ele continua, porém, a possuir ou controlar as cerca de 500 companhias que formam a Trump Organization. O presidente eleito disse que também discutirá o cargo planejado para seu genro Jared Kushner na entrevista coletiva da quarta-feira. Trump falou a repórteres após reunião com o empresário francês Bernard Arnault, executivo-chefe da LVMH, do setor de luxo. Trump também se reuniu nesta segunda-feira com o fundador da gigante do e-commerce Alibaba, Jack Ma. O presidente eleito disse que planeja trabalhar com Ma para ajudar a fortalecer as pequenas empresas norte-americanas. A Alibaba diz que pode criar 1 milhão de empregos nos EUA ao ajudar as pequenas companhias a enviar seus produtos para a China e para outros consumidores asiáticos. Trump disse que teve uma “grande reunião” e qualificou Ma como um “grande, grande empreendedor”. “Jack e eu faremos algumas coisas ótimas”, disse o republicano, que em vários momentos da campanha atacou a política comercial da China. Ma disse que discutiu como fortalecer a relação bilateral. Segundo o empresário chinês, Trump “tem as preocupações e tem as soluções e quer discutir com a China e conosco como podemos fazer melhor”. Trump também comentou as audiências previstas nesta semana para o Senado dos nomes indicados por ele para a equipe de governo. “Eu acho que eles vão todos passar” pelo crivo dos senadores. Segundo Trump, “todos são do mais alto nível”. Nesta terça-feira será sabatinado o escolhido por Trump para procurador-geral, o senador pelo Alabama Jeff Sessions. O presidente eleito não quis responder sobre o relatório de inteligência da semana passada sobre a interferência da Rússia na eleição de 2016. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

9 de janeiro de 2017, 11:40

MUNDO Rússia classifica de “amadoras” acusações dos EUA sobre ataques cibernéticos

O governo da Rússia classificou nesta segunda-feira (9) de “amadoras” as acusações dos serviços de inteligência norte-americanos de que hackers russos teriam realizado ataques cibernéticos contra os Estados Unidos para influenciar positivamente a campanha eleitoral do republicano Donald Trump e desfavorecer a ex-candidata democrata Hillary Clinton. Segundo agências internacionais, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que as acusações são “amadoras e infundadas”. Na sexta-feira, os EUA divulgaram um relatório em que acusam a Rússia de ter utilizado os ataques cibernéticos. Para a inteligência norte-americana, Moscou tinha conhecimento da ação dos hackers. De acordo com o documento, o presidente russo, Vladimir Putin, teria ordenado as ações para que o país influenciasse as eleições de 2016. As investigações da inteligência norte-americana sobre o suposto ataque foram ordenadas pelo presidente Barack Obama em dezembro. Depois disso, ele ordenou sanções contra a Rússia e a expulsão de diplomatas russos dos EUA. O governo russo, por sua vez, não revidou quanto a expulsão de diplomatas, e disse que esperaria pela posse do presidente eleito Donald Trump, no próximo dia 20 de janeiro. Putin e Trump têm se aproximado e, desde a época da campanha, trocado elogios. O presidente eleito desqualificou as acusações do governo Obama e disse que elas são infundadas.

Leandra Felipe, Agência Brasil

9 de janeiro de 2017, 10:22

MUNDO Itália levará crise de refugiados para Conselho de Segurança da ONU

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, anunciou hoje (9) que levará o tema da imigração e da crise de refugiados ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), organismo ao qual Roma ingressou como membro não-permanente no último dia 2. “Hoje colocamos os pés no Conselho de Segurança da ONU e inseriremos na agenda mundial de paz e segurança as questões que consideramos prioridade, começando pela crise no Mediterrâneo”, disse o chanceler antes de partir em um voo para Nova York. “A Itália pode desempenhar um papel importante para dar mais intensidade a este tema”, comentou. A Itália entrou para o grupo de membros não-permanentes do Conselho de Segurança, formado por China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. O país foi eleito em junho de 2016, após ter feito um acordo com a Holanda para dividir a cadeira no biênio 2017-2018 – Amsterdã substituirá Roma no Conselho no começo do ano que vem. Localizada no Mar Mediterrâneo, a Itália é uma das principais vias de entrada para a Europa de imigrantes vindos do Norte da África e do Oriente Médio. Nos últimos anos, o país sofreu um uma intensa chegada de estrangeiros e fez constantes apelos para a União Europeia adotar medidas de responsabilidade compartilhada na crise.

Agência Brasil