8 de julho de 2017, 10:45

MUNDO Venezuela: líder opositor Leopoldo López é transferido para prisão domiciliar

A Suprema Corte da Venezuela disse, neste sábado, que o líder opositor Leopoldo López foi transferido para o regime de prisão domiciliar. A corte afirmou, em pronunciamento, que López teve tal direito concedido por questões de saúde. O líder opositor, de 46 anos, estava preso em uma prisão militar pela acusação de incitação à violência durante protestos contra o presidente Nicolás Maduro. O governo venezuelano tem recebido diversas críticas de organismos defensores dos direitos humanos pelas prisões de opositores políticos. O país passa por uma grave crise política e econômica.

Estadão Conteúdo

7 de julho de 2017, 19:50

MUNDO Membros do G20 anunciam maior rigor no combate ao islamismo radical

Os integrantes do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) decidiram hoje (7) redobrar o combate e adotar medidas para cortar o acesso de grupos fundamentalistas islâmicos ao sistema financeiro internacional, especialmente o Estado Islâmico e a Al Qaeda. A informação é da Télam.Os líderes do G20 se comprometeram a reforçar a cooperação internacional e a luta contra o islamismo radical, a melhorar o intercâmbio de informações neste âmbito, barrar as fontes de financiamento desses grupos e evitar sua propagada nas redes sociais, depois da onda de atentados dos últimos anos.Após a primeira jornada da cúpula do G20 em Hamburgo, Alemanha, o grupo emitiu um comunicado conjunto sobre a ameaça do terrorismo fundamentalista internacional, no qual condena sua expansão a nível global e se propõe a combatê-lo de forma unitária. “Nos asseguraremos que os terroristas sejam levados à justiça”, afirma o documento .Os membros se comprometem no texto a apoiar os esforços das Nações Unidas contra o extremismo e destacam a necessidade de lutar de forma coordenada contra a ameaça que supõe o regresso a seus países de origem de combatentes procedentes da Síria e do Iraque, evitando que se estabeleçam em outras regiões.

7 de julho de 2017, 09:31

MUNDO Trump e Putin já tiveram aperto de mão, encontro acontece ainda hoje

O primeiro encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, é aguardado com expectativa. A imprensa internacional acompanha os movimentos de ambos os líderes que devem se reunir hoje (7) ao longo do dia durante a Cúpula do G20, em Hamburgo, na Alemanha. A agência France Presse divulgou que os dois já se cumprimentaram hoje com um aperto de mão na cúpula.A expectativa de ambas as partes é alta segundo interlocutores dos dois países. Do lado americano, o presidente Donald Trump enfrenta acusações de que antigos membros de sua equipe teriam tido contato com altos funcionários da Rússia. O FBI investiga desde o ano passado a interferência de hackers russos nas eleições, o que segundo o relatório do FBI teria prejudicado a ex-candidata Hillary Clinton na disputa eleitoral com Trump.O próprio Trump foi acusado de pedir que as investigações sobre a interferência russa fossem abandonadas. Segundo o ex-diretor do FBI, James Comey, sua recusa em abandonar as investigações, teria sido o motivo de sua demissão.Donald Trump nega as acusações, mas até o momento não houve explicações claras nem sobre as denúncias que envolvem assessores diretos dele e nem sobre a acusação de Comey sobre o pedido de interrupção das investigações.Ontem (6) Trump admitiu que a Rússia pode ter interferido nas eleições, mas procurou minimizar a importãncia do fato ao dizer que “outros países” também podem ter feito isso.Trump enfrenta pressões internas por uma “resposta” com relação a interferência russa. Por outro lado a Rússia já sinalizou que quer a normalização do diálogo. Segundo o chanceler russo, Serguei Lavrov, a “Rússia anseia um reinício para as tensas relações”.O ponto mais crítico na era Trump foi a decisão de atacar uma base militar na Síria após um ataque químico em abril. A Rússia que é aliada do governo sírio não gostou e na época disse que aquele era o “pior momento das relações.”Ambos os países têm divergências para combater o grupo extremista Estado Islâmico.

Agência Brasil

6 de julho de 2017, 16:00

MUNDO Trump muda de postura e diz acreditar que Moscou interferiu nas eleições dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou de postura em relação a uma suposta interferência russa nas eleições americanas do ano passado e disse acreditar que Moscou realmente interferiu no processo, mas que outros países também poderiam ter feito isso. Trump, no entanto, continuou a questionar a perspicácia da comunidade de inteligência dos EUA, enquanto acusou o seu antecessor, o ex-presidente Barack Obama, de não fazer nada para impedir a intromissão. A questão veio à tona durante uma coletiva de imprensa entre Trump e o presidente da Polônia, Andrzej Duda, em Varsóvia, e tem uma urgência, já que o republicano se reunirá com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Hamburgo, na Alemanha, durante a cúpula do G-20. No passado, Trump havia expressado ceticismo sobre o envolvimento da Rússia nas eleições. Nesta quinta-feira, porém, o republicano afirmou que “eu acho que a Rússia e outras pessoas e outros países interferiram. Eu acho que isso está acontecendo há muito tempo”.

Estadão Conteúdo

6 de julho de 2017, 10:00

MUNDO Trump admite que Rússia pode ter interferido nas eleições norte-americanas

O presidente Donald Trump disse hoje (6), durante uma entrevista coletiva, que a Rússia pode ter interferido nas eleições norte-americanas que o elegeram. Direto de Varsóvia, na Polônia, Trump foi evasivo ao dizer que pode ter havido uma interferência da Russia, mas também de outros países. “Ninguém sabe ao certo [...]. Eu penso que a Russia pode ter interferido, e acho que muitas pessoas intereferiram.”Trump está na Polônia para uma agenda bilateral com o presidente polônes, Andrzej Duda e teve um encontro com líderes do país e também da Croácia. Hoje ele vai para Hamburgo, na Alemanha onde deve se encontrar com a primeira ministra alemã, Angela Merkel e participar também da reunião da Cúpula do G20. Está previsto ainda um encontro entre ele e o presidente russo, Vladmir Putin. Após as declarações do presidente dos EUA na coletiva, o Kremlin disse a imprensa internacional em Moscou que “não concorda com as afirmações de Trump”. O presidente americano também disse que estaria trabalhando com aliados para “combater as ações da Rússia e seu comportamento desestabilizador.”O FBI investiga a interferência de hackers da Rússia nas eleições presidenciais de 2016. O próprio Donald Trump é acusado pelo ex-diretor da instituição, James Comey, de obstrução de Justiça. Segundo Comey, ele teria sido demitido por Trump, ao recusar abandonar as investigações sobre a interferência russa.

Agência Brasil

6 de julho de 2017, 09:24

MUNDO Na Polônia, Trump pede que Rússia interrompa apoio a regimes hostis

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu à Rússia nesta quinta-feira que interrompa as “atividades desestabilizadoras” na Ucrânia e que interrompa apoio a regimes hostis como Síria e Irã. Em discurso proferido na Capital da Polônia, a primeira parada de sua segunda viagem internacional desde que assumiu a Casa Branca, Trump voltou a defender os valores do Ocidente, que estariam ameaçados por ideologias extremistas e regimes que se apoiam em ferramentas como “propaganda, crimes financeiros e ciberterrorismo”. ”Existem ameaças horríveis” ao nosso modo de vida, vamos confrontá-las e vamos vencê-las, afirmou o republicano, citando como exemplo da força de vontade do povo ocidental o Levante de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. Também pela primeira vez, Trump afirmou que os EUA vão honrar o Artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que garante o compromisso de defesa mútua entre países membros. “Meu governo mostrou não apenas com palavras, mas com ações que defende fortemente o Artigo 5 da Otan”, disse. Por outro lado, ele voltou a criticar membros da aliança por não investirem dinheiro suficiente ou na velocidade ideal. Apesar das críticas, o presidente enviou uma mensagem de unidade com a Europa. “O elo entre os EUA e a Europa é forte como sempre”, disse. “Deus abençoe nossos aliados. Deus abençoe a América”.(Marcelo Osakabe)

Estadão Conteúdo

5 de julho de 2017, 22:05

MUNDO Países do Mercosul repudiam violência na Venezuela

Os atos de violência ocorridos nesta quarta-feira (5) na Venezuela foram repudiados pelos países fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), em comunicado divulgado na noite de hoje. Mais cedo, um grupo de simpatizantes do governo venezuelano entrou à força no prédio da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, e provocou ferimentos em alguns deputados e funcionários.Segundo o comunicado dos países, os atos de hoje constituem um ataque do Executivo a outro Poder do Estado, “inadmissível no marco da institucionalidade democrática”.A Venezuela também integra o Mercosul, mas completou seu processo de adesão em 2012, mais de 20 anos depois da fundação do bloco. Em abril, o Mercosul iniciou o processo de aplicação da Cláusula Democrática à Venezuela, que pode resultar na expulsão do país do bloco regional.“Instamos o governo da Venezuela a pôr fim imediatamente a todo discurso e ações que incentivem uma maior polarização, com o consequente crescimento da violência, e a garantir o respeito aos direitos humanos, à separação dos poderes e à vigência do Estado de Direito”, diz a nota divulgada na noite de hoje. Os países fundadores do Mercosul também se colocam à disposição para apoiar e acompanhar o povo da Venezuela na saída da grave crise política, social e humanitária que o país enfrenta e no caminho à restauração plena das instituições democráticas e à paz social.

Agência Brasil

5 de julho de 2017, 17:26

MUNDO Parlamento da Venezuela é invadido e deputados ficam feridos

Um grupo de simpatizantes do governo venezuelano entrou à força nesta quarta-feira (5) no prédio da Assembleia Nacional (AN), de maioria opositora, e provocou ferimentos em alguns deputados que se encontravam no recinto. A informação é da agência de notícias argentina Télam. Posteriormente, o grupo de cerca de 30 invasores foi expulso pela segurança do Parlamento. Os agressores – muitos vestidos de vermelho e armados com paus e artefatos pirotécnicos – invadiram a sede do Legislativo durante uma sessão comemorativa dos 206 anos da independência venezuelana, celebrada pelos opositores que controlam a Câmara. O presidente da Assembleia Nacional, o opositor Julio Borges, disse que pelo menos cinco deputados ficaram feridos – entre eles Juan José Molina, Armando Armas, Américo de Grazia, Richard Blanco e Juan Guaidó – e que sete trabalhadores do Parlamento foram agredidos.

Agência Brasil

5 de julho de 2017, 08:24

MUNDO Exército líbio acusa Catar, Sudão e Turquia de apoiar terrorismo

O porta-voz militar da Líbia, Ahmed Al Mesmary, acusou nessa terça-feira (4) o Catar, o Sudão e a Turquia de apoiarem o terrorismo no país árabe envolvido pelo conflito.”Ao apoiar terroristas, o Catar cometeu crimes contra a humanidade na Líbia,” disse Mesmary em entrevista no Cairo, a capital egípcia.O porta-voz da Líbia disse que tem documentos que comprovam o envolvimento dos três países na ajuda às milícias terroristas líbias, com provisões logísticas. Acrescentou que apresentará os documentos à comunidade internacional. “Tudo o que precisamos da comunidade internacional é levantar o embargo de armas imposto ao Exército líbio para combater o terrorismo”.Mesmary disse também que seu Exército alcançou progressos e vastas áreas controladas na Líbia, apesar de lutar contra quatro alvos principais: o Estado Islâmico, a Al Qaeda, Irmandade Muçulmana e grupos criminosos que dispõem de armas e munições.”Em uma semana, controlamos três grandes bases aéreas no centro da Líbia,” disse Mesmary, acrescentando que o Exército conseguiu destruir completamente o Estado islâmico em Benghazi. Ele esclareceu que a presença da organização na Líbia está em declínio, enquanto as gangues criminosas controlam grandes partes de Trípoli.Mesmary afirmou que as áreas ainda fora do controle do Exército Nacional líbio incluem a cidade de Sirte e a área entre as cidades de Misrata e Trípoli.Seis anos após a revolta de 2011, que acabou com o regime de 42 anos de Muammar Kadhafi e com sua vida, a Líbia está atualmente envolvida em uma guerra civil e administrada por dois governos rivais, um na capital de Trípoli e outro na cidade de Tobruk, no Leste do país.A administração de Tobruk foi reconhecida internacionalmente, antes que o Conselho Presidencial da Líbia fosse estabelecido em 2015 para dirigir um governo de unidade em Trípoli, com base em um acordo de paz negociado pela ONU entre as facções da Líbia, firmado em Skhirat, no Marrocos.Apoiado pelo autoproclamado Exército Nacional da Líbia, liderado por Marshall Khalifa Haftar, o governo apoiado pelo Parlamento em Tobruk se recusa a reconhecer o governo de unidade baseado em Trípoli.A ONU diz que o Exército da Líbia precisa se unificar primeiro para que o Conselho de Segurança da organização possa retirar o embargo de armas vigente desde 2011.

Agência Brasil

5 de julho de 2017, 07:45

MUNDO Maduro rechaça plano de consulta popular desejado por oposição da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira que apenas o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) pode organizar, dirigir e estabelecer processos eleitorais no país. A declaração foi dada um dia após a oposicionista Mesa de Unidade Democrática (MUD) apresentar uma iniciativa para realizar uma votação popular em 16 de julho para questionar a população sobre a Assembleia Constituinte que o governo almeja implantar. A oposição ainda deseja que a votação popular abra caminho para a criação de um governo de unidade nacional. Maduro afirmou que “ninguém pode pretender convocar consultas públicas que tenham caráter vinculante violando a Constituição”, segundo o jornal El Universal. O presidente disse também que no dia 9 de julho começará a campanha eleitoral para as eleições “diretas, livres e secretas” para a Assembleia Constituinte, previstas para 30 de julho. “Ninguém pode pretender um Estado paralelo, ilegal, inconstitucional, improvisado”, afirmou o presidente, de acordo com a Telesur. Além disso, Maduro disse que a Venezuela “está disposta a ter relações de equilíbrio com o governo dos Estados Unidos”, além de parabenizar o povo desse país pelo Dia da Independência, pelo qual disse ter alta estima, de acordo com a emissora Globovisión.

Estadão Conteúdo

4 de julho de 2017, 21:48

MUNDO Justiça argentina rejeita denúncia contra Macri e ministro no caso Odebrecht

O juiz federal argentino Rodolfo Canicoba Corral rejeitou, nesta terça-feira (4) por “inexistência de delito” uma denúncia contra o presidente Mauricio Macri; o ministro da Justiça Germán Garavano; e a titular do Escritório Anticorrupção, Laura Alonso, por supostas reuniões com representantes da construtora brasileira Odebrecht.A denúncia haviía sido apresentada pelo deputado kirchnerista Rodolfo Tailhade, que pediu que se investigasse o contepudo dessas reuniões pelos presumíveis delitos de “negociações incompatíveis, usurpação de autoridade, títulos e abuso de autoridade”. Não obstante, em um parecer, o promotor do caso, Federico Delgado, resolveu não levar adiante a denúncia e pediu sua rejeição.O promotor salientou que “todos os atos foram realizados a luz pública como atos de governo e sujeitos ao controle e responsabilidade dos funcionários de acordo com os princípios republicanos”.

4 de julho de 2017, 20:16

MUNDO Procuradora-geral da Venezuela desconhece autoridade do Tribunal Supremo

O enfrentamento entre os poderes públicos na Venezuela se intensificou nesta terça-feira, após a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, se negar a comparecer a uma audiência no Tribunal Supremo de Justiça no processo para sua eventual destituição. Ortega Díaz considerou a possibilidade como um golpe de Estado.A procuradora-geral tem mantido um enfrentamento com o governo do presidente Nicolás Maduro. Em entrevista coletiva, ela disse que decidiu não comparecer à audiência do Tribunal Supremo de Justiça porque se está “violando o direito à defesa e o devido processo”. “Não vou tornar válido um circo que manchará nossa história com vergonha e dor”, afirmou ela. “Não os reconheço.”O pronunciamento da procuradora-geral ocorreu simultaneamente ao início da audiência no tribunal. Os magistrados ameaçam Ortega Díaz com um processo por supostas “faltas graves” no exercício do posto. O deputado governista Pedro Carreño, que pediu que a procuradora fosse processada, acusou-a de “ferir a ética pública e a moral administrativa” e de “ativismo político-partidário”.Horas antes do início da audiência, a região do Tribunal Supremo foi tomada por dezenas de guardas, que bloquearam as vias de acesso. Após mais de duas horas de audiência, o presidente da corte, Maikel Moreno, encerrou a sessão e disse que o tribunal se pronunciará em um prazo de até cinco dias.Ortega Díaz, que até meses atrás era vista como próxima do chavismo, começou no fim de março a se distanciar do governo. Nas últimas semanas, ela apresentou várias ações contra a reforma da Constituição pretendida por Maduro. No mês passado, o Tribunal Supremo, visto como controlado pelo chavismo, outorgou à Defensoria Pública atribuições para participar nas investigações penais sobre violações aos direitos humanos, o que antes era competência exclusiva do Ministério Público. No fim de junho, Ortega Díaz disse que não reconheceria as sentenças do tribunal.Em meio à tensão política, Maduro defendeu a Assembleia Constituinte, que será eleita no fim deste mês. O presidente considerou uma “violação” constitucional um plebiscito simbólico convocado pela coalizão opositora para 16 de julho para consultar os venezuelanos sobre o processo constituinte.A oposição realizou protestos nesta terça-feira no país e denunciou a repressão por grupos de homens armados em alguns pontos do norte e do oeste da capital. Fonte: Associated Press.

4 de julho de 2017, 12:50

MUNDO Catalunha planeja declarar independência em 48 horas se o “sim” ganhar referendo

Os independentistas catalães apresentaram hoje uma lei com a qual pretendem blindar o referendo unilateral de separação da Espanha, previsto para 1º de outubro. A norma será “suprema”, não estabelece um mínimo de participação e o resultado será vinculante e efetivo em 48 horas. A informação é da Agência Télam.Em um ato partidário no Parlamento catalão, em Barcelona, deputados da aliança indepedentista Junts pel Sí (JxS) e seus parceiros anticapitalistas da Candidatura de Unidade Popular (CUP) explicaram que será criada uma Procuradoria Eleitoral da Catalunha, que “zelará pela neutralidade informativa e a igualdade de oportunidades” durante o processo eleitoral. Também está prevista a participação de observadores internacionais.O censo, que terá participação de residentes na Catalunha e no exterior com direito a voto — ou seja, com nacionalidade espanhola — será elaborado pelo governo catalão e corroborado pela Procuradoria Eleitoral. Segundo afirmou o deputado Lluís Corominas, do JxS, a lei será “suprema” e, portanto, prevalecerá sobre qualquer outra norma que possa contradizê-la. A declaração busca dar garantia jurídica a todos os cargos públicos para colaborarem com a consulta, que é considerada ilegal por ir contra os preceitos da Constituição espanhola.

4 de julho de 2017, 10:59

MUNDO Trump reage a lançamento de novo míssil pela Coreia

O lançamento de um novo míssil balístico intercontinental pelo regime norte-coreano repercutiu nos Estados Unidos. Coincidência ou não, o novo teste foi feito em uma data importante para os norte-americanos, hoje, 4 de julho, o país comemora sua independência. O presidente Donald Trump usou o Twitter para dizer que era “difícil acreditar que o Japão e a Coreia do Sul vão continuar muito tempo sem fazer nada sobre isso”. Trump escreveu três mensagens sobre o lançamento, em outra disse que “talvez a China pressione a Coreia do Norte para acabar de uma vez por todas com as ameaças norte-coreanas. Em outra mensagem, referindo-se diretamente ao líder do regime Kim Jong Un, Trump questionou “Esse cara não tem nada para fazer?” A Agência oficial de notícias da Coreia do Norte divulgou imagens de pessoas reunidas em frente a um grande telão em uma praça na capital Pyongyang para ver o anuncio do lançamento do míssil. Segundo o governo, o lançamento do novo míssil balístico intercontinental foi realizado com sucesso e pela primeira percorreu uma trajetória que segundo os especialistas poderia alcançar o Alasca nos Estados Unidos. O míssil percorreu 933 km e atingiu 2800 km de altitude. Antes de cair no mar do Japão, voou 39 minutos. O lançamento foi coordenado diretamente pelo líder Kim Jong Un. A TV estatal norte-coreana disse que com o teste bem-sucedido, o país “tornou-se uma potência nuclear imponente com o mais poderoso míssil balístico intercontinental, com capacidade de atingir qualquer parte do planeta.” Extraoficialmente, fontes dos Estados Unidos e da Rússia, ouvidas por agências de notícias, desqualificaram a informação sobre a potência do míssil lançado. Para eles o míssil seria de médio e não de longo alcance como Pyongang anunciou. A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre o teste.

Agência Brasil

4 de julho de 2017, 10:06

MUNDO Fortes chuvas deixam 56 mortos no Centro e Sul da China

Fortes chuvas deixaram 56 mortos e 22 desaparecidos em 11 províncias chinesas desde 29 de junho, anunciou nesta terça-feira (4) o Ministério dos Assuntos Civis. Vinte e sete mil casas caíram e 37 mil foram danificadas devido a inundações, deslizamentos de terra e tempestades de granizo nas províncias de Zhejiang, Anhui, Jiangxi, Hubei, Hunan, Guangdong, Sichuan, Guizhou e Yunnan, assim como no município de Chongqing e na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi, acrescentou o ministério. As perdas econômicas diretas foram estimadas em 25,27 bilhões de yuans (US$ 3,72 bilhões). Nessa segunda-feira (3), o Governo Central liberou 1,88 bilhão de yuans para 20 províncias atingidas pelas chuvas. A pasta e a Comissão Estatal de Redução de Desastres enviaram equipes e materiais para ajudar as áreas afetadas por desastres em Zhejiang, Jiangxi, Hunan e Guizhou. Cerca de 3 mil policiais foram enviados para a linha da frente de combate às inundações em Hunan. Os relatórios prévios informaram que o nível da água da estação de monitoramento de Changsha, capital de Hunan, sobre o Rio Xiangjiang, principal afluente do Yangtze, alcançou recorde de 39,51 metros na manhã de ontem, mais alto do que o registro anterior de 39,18 metros, alcançado em uma grande inundação em 1998.

Estadão Conteúdo