10 de maio de 2019, 08:51

MUNDO Papa exige ação mundial contra abusos

Foto: Divulgação

Papa Francisco

O papa Francisco anunciou nesta quinta-feira, 9, normas mais rígidas que criam serviços antiabuso em todas as dioceses do mundo e obrigam padres e religiosos a denunciar qualquer suspeita de assédio, bem como qualquer acobertamento pela hierarquia católica. Na prática, denunciantes poderão recorrer diretamente até ao Vaticano. Todos os bispos terão o prazo de um ano para implementar em suas dioceses um sistema acessível ao público para apresentar relatórios sobre as denúncias de abuso sexual. Esses deverão ser examinados em um prazo máximo de 90 dias. As medidas constam de um motu proprio, ou seja, uma carta emitida diretamente pelo papa, que modifica a legislação interna da Igreja (o Direito Canônico). O pontífice destacou, no entanto que o segredo da confissão “continua absoluto”, o que exclui, portanto, uma denúncia de fatos reportados por um fiel no confessionário. Na introdução de Vos estis lux mundi (Vós sois a luz do mundo), Francisco ressalta que os “crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis”. O artigo 6 da carta apostólica estabelece que um novo escritório diocesano vai recolher queixas contra “cardeais, bispos, patriarcas e legados (núncios) do Romano Pontífice” e contra outros padres. As queixas contra bispos e superiores podem acontecer na própria diocese ou noutra, mas também “podem ser enviadas à Santa Sé diretamente ou através do Representante Pontifício”, ou seja, a Nunciatura. O texto condena toda violência sexual, dando ênfase aos crimes cometidos contra crianças e pessoas vulneráveis. Inclui, portanto, os casos de violência contra religiosas por seus superiores, ou assédio de seminaristas e noviças. Ele ressalta ainda que é proibido produzir, exibir, armazenar e distribuir “material de pornografia infantil”. A hierarquia da Igreja também está proibida de conduzir “ações ou omissões tendentes a interferir ou contornar as investigações civis ou as investigações canônicas, administrativas ou criminais, contra um clérigo ou um religioso”, especifica a carta. As dioceses ou eparquias (no caso das Igrejas orientais), “individualmente ou em conjunto, devem estabelecer, dentro de um ano a partir da entrada em vigor destas normas, um ou mais sistemas estáveis e facilmente acessíveis ao público” para as petições. Esse tipo de sistema já existe em alguns países, como nos Estados Unidos, mas o papa torna a iniciativa obrigatória em todo o mundo. A forma desses sistemas de alerta, no entanto, não foi esclarecida na carta. Recentemente, o Vaticano definiu que haverá um sistema ampliado de escuta às vítimas. Como o jornal O Estado de S. Paulo adiantou, um projeto-piloto nesse sentido será feito no Brasil.

Estadão

10 de maio de 2019, 07:10

MUNDO Maduro cruzou fronteira ao prender vice-presidente do Parlamento, diz opositor

“A ditadura cruzou uma fronteira ao prender Edgar Zambrano. Nunca tinham prendido um parlamentar de cargo alto no exercício de seu mandato de forma tão grotesca, ilegal e inconstitucional”, disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o deputado oposicionista venezuelano Juan Andrés Mejía, 32. Ele preside a comissão do Plano País e da Operação Liberdade, como foram batizadas as operações dos opositores liderados por Juan Guaidó para pressionar a ditadura de Nicolás Maduro. Mejía se referiu à prisão, na noite de quarta-feira (8), do vice-presidente da Assembleia Nacional, que foi guinchado dentro de seu veículo por agentes do Sebin (Serviço de Inteligência Bolivariana). Segundo informações de assessores da oposição, Zambrano teria sido levado ao Helicoide, obra arquitetônica icônica de Caracas, transformada atualmente em prisão política. “A prisão de Zambrano é um indicativo, entre outros, de que não há vontade de dialogar por parte de Maduro, muito menos de restabelecer a democracia. Isso deveria ser reconhecido pela comunidade internacional, que o diálogo já não é mais possível”, disse. O deputado, que também tem uma sentença já emitida pelo Superior Tribunal de Justiça, diz não temer ser preso. “Não deixaremos de atuar mesmo que alguns de nós sejam presos. Maduro só vai poder diluir a Assembleia Nacional se prender a todos nós. Creio que a comunidade internacional deve levar essa possibilidade muito a sério e atuar.” O deputado afirmou ainda que Maduro cometeu um erro ao prender Zambrano, “porque isso une ainda mais a oposição, apaga as diferenças entre nós em busca de um objetivo comum”. Estendendo o assunto para a América Latina, ele crê que o que está em jogo hoje na Venezuela é “como as nossas democracias lidam com ditadores no século 21”. “Se não conseguirmos tirar Maduro, abriremos as portas para que qualquer outro ditador na região possa fazer a mesma coisa. A responsabilidade é de todos os países.” Para ele, ainda, os eventos do dia 30 de abril -quando os líderes opositores Juan Guaidó e Leopoldo López, junto a um grupo de militares dissidentes, convocaram as pessoas às ruas na tentativa de depor o regime atual- mostraram que “Maduro não está tão fortalecido como parece, e o descontentamento das Forças Armadas é cada vez maior. Vai chegar a um ponto em que a permanência no poder de Maduro se mostrará insustentável.”

Estadão

8 de maio de 2019, 21:05

MUNDO Trump notifica Congresso sobre intenção de tornar o Brasil em aliado extra-Otan

Foto: Estadão

Jair Bolsonaro e Donald Trump

O presidente americano, Donald Trump, notificou nesta quarta-feira o Congresso sobre sua intenção de designar o Brasil um aliado preferencial fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma ideia que já tinha proposto durante a visita a Washington de Jair Bolsonaro, em março. O status de aliado preferencial extra-Otan facilitaria o acesso do Brasil a armamento americano, entre outras vantagens. Somente 17 países estão nesta categoria, entre eles a Argentina, Tunísia, Jordânia e Marrocos. “Estou fazendo essa designação em reconhecimento aos recentes compromissos do governo do Brasil para aumentar a cooperação em Defesa com os EUA e em reconhecimento de nossos interesses em aprofundar nossa coordenação em Defesa com o Brasil”, destacou Trump na carta enviada ao Congresso. A Otan tem 29 membros. Nenhum deles é da América Latina ou do Atlântico Sul, mas a Colômbia é, desde o ano passado, o único parceiro global na América Latina. Em março, quando Trump mencionou a ideia em entrevista coletiva com Bolsonaro no jardim da Casa Branca, ele advertiu que o caminho seria longo. O novo status como aliado estratégico facilitará a transferência de tecnologia no momento em que a indústria aeroespacial brasileira está tentando criar uma nova relação com os EUA, após a associação entre Embraer e Boeing. No ano passado, Trump iniciou uma política de exportação de armas para competir com russos e chineses.

Estadão Conteúdo

8 de maio de 2019, 19:44

MUNDO Embaixador do Brasil no Líbano, baiano de Monte Santo, morre em acidente de carro

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto

O embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, e sua esposa, a embaixatriz Vera Lúcia Ribeiro Estrela de Andrade Pinto, morreram nesta quarta-feira, 8, em um acidente de carro na Itália. Andrade Pinto é baiano de Monte Santo. Segundo jornais italianos, o acidente aconteceu na via SS96, no trecho entre as comunas de Grumo e Altamura, na região da Puglia, no sul do país. O táxi em que o embaixador e a mulher estavam colidiu contra um caminhão. O motorista do veículo, Marcello de Filippis, 49 anos, também morreu na hora. Antes de assumir a Embaixada do Brasil no Líbano — cargo que ocupava desde o ano passado —, Paulo havia sido cônsul em Milão. Em nota, o Palácio do Itamaraty lamentou a morte e expressou a familiares e amigos “sua solidariedade e sentidas condolências”.

Confira a nota do Itamaraty na íntegra:

“O Ministério das Relações Exteriores registra, com grande pesar, o falecimento do Embaixador do Brasil no Líbano, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, e de sua mulher, Vera Lúcia Ribeiro Estrela de Andrade Pinto, em trágico acidente rodoviário ocorrido no dia de hoje no sul da Itália.

O Ministério das Relações Exteriores expressa aos familiares e amigos do Embaixador Paulo Cordeiro e da Embaixatriz Vera Estrela sua solidariedade e sentidas condolências”.

Estadão Conteúdo

8 de maio de 2019, 15:54

MUNDO Venezuela já teve mais de 2.000 presos políticos em 2019, diz ONG

Levantamento divulgado nesta terça-feira (7) por uma ONG venezuelana revela que o país já registrou mais de 2.000 detenções por motivos políticos apenas neste ano. Segundo a Foro Penal, organização de defesa dos direitos humanos, a maioria das detenções ocorreram durante protestos contra o governo do ditador Nicolás Maduro. Ao todo, foram registradas 2.014 detenções. Segundo Alfredo Romero, diretor da ONG, que é crítica a Maduro, mais de 800 pessoas ainda continuam presas. Após a fracassada tentativa de derrubar Maduro liderada pelo opositor Juan Guaidó, no último dia 30, 338 pessoas, entre civis e militares, foram detidas. A Promotoria Venezuelana disse registrar “aproximadamente 233 pessoas detidas” após o levante.

Folhapress

7 de maio de 2019, 13:44

MUNDO Venezuelano opositor critica Bolsonaro e pede ajuda do presidente brasileiro

As propostas do candidato Jair Bolsonaro sobre a crise da Venezuela mudaram depois que ele se tornou presidente da República e essa mudança de posição provoca reações em Caracas, diz matéria do jornal O Estado de S. Paulo. Desde a semana passada, a capital do país vive clima de tensão política entre a situação chavista, que reprime atos da oposição. “O candidato Bolsonaro foi muito duro e assertivo contra o regime de Nicolás Maduro, mas o presidente Bolsonaro não pôs em prática as medidas que anunciou durante sua campanha”, afirmou nesta segunda-feira, 6, em Caracas o deputado Luís Silva (AD-BO) eleito pelo Estado de Bolívar. “Estamos à espera dessa ajuda efetiva do Brasil”, disse. Para o opositor venezuelano, representante do setor agropecuário no Congresso, e um dos líderes do Plan País, projeto de recuperação econômica previsto para o pós-chavismo, “a Venezuela necessita de toda ajuda possível” e Bolsonaro poderia ajudar mais do que fez, por exemplo, quando da crise da ajuda humanitária na fronteira de Pacaraima com Santa Elena. Para o deputado, “o Brasil deveria liderar os países latino-americanos. O Brasil tem posição privilegiada na região e sua opinião marca a rota para o restante dos países”, argumentou. “É um país pronto para liderar e ocupar um lugar na história da independência venezuelana”, afirmou. “Na minha opinião, Bolsonaro foi excessivamente cauteloso”, disse.

5 de maio de 2019, 10:20

MUNDO Protesto convocado por Guaidó tem baixa adesão; Maduro elogia tropas

Esvaziadas. Assim foram as manifestações na frente de quartéis venezuelanos convocadas para este sábado, 4, pelo autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, cujo objetivo era atrair apoio das tropas ainda leais ao presidente Nicolás Maduro para o projeto de tirá-lo do Palácio de Miraflores. Não houve marchas pelas ruas como as ocorridas nos últimos dias, que derivaram em confrontos com a polícia, e o líder opositor não apareceu em nenhuma das concentrações. Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, no entanto, Guaidó admitiu ter cometido erros em sua tentativa de derrubar Maduro e não descartou uma ação militar dos EUA. “(O plano falhou) talvez porque ainda precisemos de mais soldados, e, talvez, precisemos de mais funcionários do regime dispostos a nos apoiar, a apoiar a Constituição”, disse. “Acho que as variáveis são óbvias nesse momento.” Em Caracas, pela manhã, um pequeno grupo de mulheres foi ao quartel da Guarda Nacional, no bairro de Paraíso, entregar panfletos, mas foi rechaçado. Um militar, que recebeu o documento, o queimou instantes depois. “Sob nenhum conceito, nem pretexto, a Força Armada, nem qualquer outro organismo de segurança, será chantageada, comprada ou trairá a pátria”, disse. Também na capital, em Altamira, palco do principal conflito no 1.º de Maio, um grupo de jovens protestou por algumas horas antes de se dispersar. Segundo a funcionária pública Maria Lagos de 56 anos, que trabalha em um hospital público, a crise política atinge o tratamento dos doentes e impede o atendimento. No começo da tarde, ela acompanhava o grupo de jovens que estava na Praça França, município de Chacao, região das embaixadas. “Estamos aqui com este grupo, talvez poucos ainda, porque o governo bloqueia as comunicações. Viemos por vontade própria”, disse Maria. Ela contou que os hospitais não têm medicamentos e há crianças com câncer sem atendimento médico. Pelo Twitter, o líder opositor Leopoldo López – refugiado na embaixada da Espanha – afirmou que mantém conversas com militares para o “cessar da usurpação”, como se refere ao governo Maduro. “Continuamos avançando na Operação Liberdade”, postou, ao mencionar uma conversa por telefone com o presidente do Chile, Sebastián Piñera.

Estadão

4 de maio de 2019, 16:38

MUNDO Bolsonaro é um ‘valentão’ que não aguenta uma briga e foge, diz prefeito de Nova York

Foto: Brazil Photo Press/Folhapress

Prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que acredita ter botado Jair Bolsonaro para correr de Nova York

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, chamou neste sábado (4) o presidente Jair Bolsonaro de “valentão” que não aguenta uma briga e disse que o brasileiro fugiu ao cancelar sua viagem para a cidade americana. Bolsonaro iria para Nova York para ser homenageado no dia 14 de maio com o prêmio de “Pessoa do Ano” em jantar de gala promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Na sexta (3), porém, o governo brasileiro anunciou o cancelamento da viagem e culpou De Blasio por isso.

“Jair Bolsonaro aprendeu da maneira mais difícil que os nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós chamamos atenção para sua intolerância. Ele fugiu. Nenhuma surpresa – valentões não aguentam um soco. Já vai tarde, Jair Bolsonaro. Seu ódio não é bem-vindo aqui”, escreveu o democrata em uma rede social. “Os ataques de Jair Bolsonaro contra dos direitos LGBTQ e seus planos destrutivos para nosso planeta se refletem em muitos líderes – incluindo diversos em nosso país. TODOS devem se levantar para denunciar e lutar contra esse ódio desmedido”, completou De Blasio, um conhecido crítico do presidente americano Donald Trump. 

O ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado do PT à Presidência, Fernando Haddad, comentou também nas redes sociais a declaração do americano e elogiou De Blasio. “Querido Bill, orgulhoso de Nova York. Vamos nos livrar da intolerância cuidando das pessoas e do planeta”, afirmou o petista, que também é colunista da Folha de S.Paulo  
Em entrevista a uma rádio, em abril, De  Blasio já tinha afirmado que Bolsonaro não era bem-vindo à cidade e o chamou de racista, homofóbico e destrutivo. Por isso, ao anunciar na sexta o cancelamento da viagem, o gabinete do porta-voz da Presidência brasileira culpou o democrata pela medida. 

“Em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade” disse a assessoria de Bolsonaro. Desde que, no mês passado, o Museu de História Natural de Nova York se recusou a receber o evento, uma série de manifestações pressionavam os patrocinadores a não vincular seu dinheiro –nem suas marcas– ao evento que, além do presidente, homenagearia o secretário de Estado americano, Mike Pompeo. 

O objetivo dos protestos era que o jantar fosse cancelado. Em nota, a câmara afirmou que foi informada pela Presidência da República que Bolsonaro não participará do jantar do dia 14 de maio, mas que o evento está confirmado com os demais homenageados. “Outros eventos paralelos agendados para acontecer durante a semana serão realizados como planejado.” O jantar se tornou objeto de controvérsia e criou embaraços com empresas e a elite nova-iorquina. Após o Museu Americano de História Natural se recusar a sediar o evento, o hotel New York Marriott Maquis aceitou receber o jantar e passou a ser alvo de manifestações. O senador estadual democrata Brad Hoylman, representante da comunidade gay, enviou carta ao hotel para pedir que o local também não recebesse o presidente brasileiro. 

Segundo ele, Bolsonaro é “homofóbico perigoso e violento, que não merece uma plataforma pública de reconhecimento em nossa cidade”. O Marriott tem histórico de apoio à causa LGBT.  Em publicação no Twitter, o senador afirmou que não é possível a empresas ter dois lados: “Apoio aos LGBT ou a um notório homofóbico”. A companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times, que patrocinavam a festa, retiraram o apoio no início desta semana. Ao explicar a decisão, a Bain disse à CNN que “celebrar a diversidade é um princípio essencial” da empresa.

Nesta sexta, a reportagem revelou que o Banco do Brasil e o consulado-geral do país em Nova York ajudaram a financiar a festa. O banco concordou em pagar US$ 12 mil (R$ 47,5 mil) para ter uma mesa com dez lugares no jantar de gala anual da entidade, cujo objetivo é arrecadar fundos para patrocinar interesses de empresas brasileiras e americanas nos Estados Unidos. 

Organizadores dos eventos de que Bolsonaro participaria em Nova York ficaram surpresos e chocados com o cancelamento da viagem. Entre os eventos previstos estavam um encontro com o CEO do Bank of America; um almoço para 115 pessoas; um jantar no Metropolitan Club para 250 pessoas, com presença do presidente do Banco Safra; um café da manhã no Harvard Club; uma entrevista para o jornal The Wall Street Journal e outros. Entre os que permaneciam no hall de patrocinadores do evento estavam instituições financeiras como Merrill Lynch, Credit Suisse, Morgan Stanley, Citigroup, Itaú, Bradesco e HSBC. A premiação é concedida há 49 anos e busca homenagear dois líderes, um brasileiro e um americano, reconhecidos pela atuação em aproximar e melhorar as relações entre os dois países no ano anterior.

Folhapress

4 de maio de 2019, 11:56

MUNDO Guaidó desafia Maduro com marcha em direção a quartéis na Venezuela

Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins ORG

Juan Guaidó

Opositores convocados pelo líder Juan Guaidó marcham neste sábado, 4, em direção aos principais quartéis venezuelanos para exigir que as Forças Armadas deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro, após a fracassada rebelião de terça-feira. Os manifestantes tentarão fazer uma proclamação aos militares para que apoiem um governo de transição liderado por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países. O líder da oposição, que liderou o levante junto com outro nome importante do movimento, Leopoldo López – libertado pelos insurgentes de sua prisão domiciliar -, enfatizou a natureza pacífica das manifestações. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da Venezuela, Jorge Arreaza, se reunirão neste domingo em Moscou, informou nesta manhã o governo russo. “No domingo, 5 de maio, os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Venezuela participarão de conversas em Moscou”, disse um porta-voz da chancelaria russa citado pela agência oficial TASS. Os dois ministros conversarão sobre o desenvolvimento da situação na Venezuela após as tentativas da oposição de fazer com que as forças armadas do país caribenho se voltassem contra o governo de Maduro. A Rússia, um dos principais aliados de Maduro no exterior, se opõe de maneira categórica a qualquer tipo de ingerência nos assuntos internos da Venezuela, enquanto os Estados Unidos não descartam uma intervenção militar. A situação na Venezuela foi um dos temas que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, abordaram em uma conversa telefônica na sexta-feira. De acordo com o Kremlin, Putin disse a Trump que a ingerência externa e as tentativas de mudança de poder pela força apenas pioram a situação e deixam ainda mais distante uma solução pacífica para a crise no país sul-americano.

Estadão

4 de maio de 2019, 09:26

MUNDO Boeing 737 sai da pista e cai em rio na Flórida

Um avião comercial com 143 pessoas a bordo – 136 passageiros e sete tripulantes – saiu da pista na noite de sexta-feira (3) e caiu no rio Saint Johns, perto do aeroporto naval de Jacksonville, na Flórida, Estados Unidos, no momento em que iria aterrissar. A aeronave, um Boeing 737-800, proveniente da Base Naval da Baía de Guantánamo, em Cuba, iria aterrissar quando saiu da pista e caiu nas águas do rio sem submergir, pois não havia muita profundidade, acrescentou o escritório do xerife local pelo Twitter. O escritório tuitou que todas as 143 pessoas a bordo estavam “vivas e contabilizadas”. Assim, 21 passageiros foram levados para um hospital local onde receberam tratamento para seus ferimentos, de caráter leve, segundo policiais locais. “Quando estávamos aterrissando […] o avião bateu, usou o freio, bateou mais e subiu para a direita e depois subiu para a esquerda”, disse uma das passageiras, Cheryl Bormann, à CNN. “E então meio que desviou e depois chegou a uma parada completa.” O prefeito de Jacksonville, Lenny Curry, disse no Twitter que o presidente dos EUA, Donald Trump, lhe ofereceu ajuda. “Nenhuma morte relatada. Estamos todos juntos nisso”, disse Curry.

Agência Brasil

3 de maio de 2019, 21:47

MUNDO Ministro da Defesa diz que foi procurado pelos EUA para romper com Maduro

Foto: AP/Photo

Ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, confirmou ontem que recebeu uma oferta dos Estados Unidos para romper com o presidente Nicolás Maduro. Padrino foi apontado pelo assessor de Segurança Nacional John Bolton como um dos oficiais chavistas que teriam se comprometido com o líder opositor Juan Guaidó para derrubar o líder chavista. Na versão de Padrino, Washington lhe ofereceu dinheiro, o que ele teria negado. “Quiseram me comprar como se eu fosse um mercenário”, disse. “Dá muita indignação que me tentem comprar com uma oferta da boca para fora”. Na quinta-feira, o líder opositor Leopoldo López, que fugiu da prisão domiciliar no dia 30 com o auxílio de dissidentes do serviço secreto, disse que “há semanas” negociava o apoio da cúpula militar à oposição. Ao cobrar os chavistas que, segundo os EUA, desistiram na última hora de romper com Maduro, Bolton nomeou publicamente Padrino, o general Iván Hernández, chefe de contra-inteligência, e o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno, como dispostos a respaldar Guaidó. De acordo com o enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliot Abrams, chegou a ser negociado um documento de 15 páginas com garantias para os militares, com uma proposta de asilo para Maduro e a posse de Guaidó como interino. Padrino, Hernández e Moreno não negaram que receberam as ofertas e o ministro da Defesa foi o primeiro a falar sobre elas publicamente, reafirmando seu apoio a Maduro. Segundo ao menos duas fontes que trabalharam na Casa Branca nas gestões de Barack Obama e Donald Trump, Padrino sempre foi visto como um ativo a ser cultivado dentro do governo chavista. Educado nos EUA, o general tem dois filhos com passaporte americano e já deu sinais de moderação contrários aos emitidos pelo resto da cúpula chavista. Em 2016, um associado do ministro, o general Jimmy Guzmán, se reuniu em Washington com membros do governo americano a pedido de Padrino. No encontro, Guzmán disse que o general estaria disposto a estabelecer comunicações com os Estados Unidos, depois da vitória da oposição nas eleições de 2015. O plano foi abortado por Washington depois que o homem-forte do chavismo, Diosdado Cabello, identificou dois exilados venezuelanos que intermediaram o encontro, denunciando uma suposta “tentativa de golpe”.

Estadão Conteúdo

3 de maio de 2019, 14:00

MUNDO ‘Ajudamos a criar marcha irreversível da democracia na Venezuela’, diz Araújo

Em discurso na cerimônia de formatura dos novos diplomatas do Instituto Rio Branco, o chanceler Ernesto Araújo falou nesta sexta-feira, 3, sobre a crise na Venezuela. Araújo afirmou que o Brasil ajudou “de maneira decisiva a criar uma marcha irreversível de democracia na Venezuela”. O chanceler também lamentou pessoas que, segundo ele, torcem a favor “da tirania e do cinismo” no país vizinho apenas por torcer contra o governo de Jair Bolsonaro, mencionando entre essas pessoas setores da imprensa. Pelo menos cinco manifestantes morreram, três deles menores de idade, e 239 ficaram feridos durante os protestos na Venezuela após a revolta liderada pelo líder opositor Juan Guaidó, segundo números divulgados nesta sexta-feira em Genebra por uma porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Entre as vítimas estão um adolescente de 15 anos morto no Estado de Mérida, dois jovens de 16 e 24 anos em Aragua e outros dois de 15 e 27 anos que faleceram após os protestos organizados no dia 1º de maio na praça de Altamira, em Caracas. (Com agências internacionais).

Agência Brasil

3 de maio de 2019, 08:45

MUNDO Líder da oposição venezuelana revela reuniões com generais

Em entrevista à porta da embaixada da Espanha em Caracas, onde está refugiado, o líder político venezuelano, Leopoldo López, afirmou não ter medo de Nicolás Maduro, nem da ditadura. Ele revelou ainda que durante semanas, enquanto estava em prisão domiciliar, teve reuniões com generais para lançar a “Operação Liberdade” e afastar Nicolás Maduro e garantiu que esta ação é irreversível. Ontem (2), López teve revogada a prisão domiciliar, decretada em fevereiro de 2014. Para o 5° Tribunal de Execução Criminal de Caracas, López violou as condições estabelecidas para que fizesse jus ao benefício. Na terça-feira (30), o deputado venezuelano e autodeclarado presidente interino Juan Guaidó afirmou ter concedido “indulto presidencial” a López, que deixou sua residência e foi se encontrar com Guaidó, com quem fez uma rápida aparição em público e gravou um vídeo divulgado pelas redes sociais. Mais tarde, López esteve na Embaixada do Chile em Caracas, de onde seguiu para a Embaixada da Espanha, onde permanece desde então, junto com a esposa e a filha.

Agência Brasil

2 de maio de 2019, 20:16

MUNDO ‘Ditadura vai acabar’, afirma opositor Leopoldo López após ordem de prisão

Foto: Ariana Cubillos /AP

Leopoldo López cumpria pena de quase 14 anos em prisão domiciliar

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, controlado pelo chavismo, emitiu nesta quinta-feira, 2, uma ordem de prisão contra o líder opositor Leopoldo López, que fugiu na terça-feira de sua prisão domiciliar em Caracas e se juntou ao autodeclarado presidente interino Juan Guaidó na tentativa de reunir apoio de dissidentes militares para derrubar o presidente Nicolás Maduro. López fez um pronunciamento à imprensa no fim da tarde, depois da emissão do mandado de prisão, no qual afirmou que participou das negociações da oposição com membros da elite chavista descontentes com Maduro, mesmo em prisão domiciliar. Ele se abriga na residência do embaixador espanhol na Venezuela. “Em 30 de abril, um grupo grande de militares deu um passo importante. Falei com muitos generais, isso posso contar. Não fiquei inativo nem um só dia (na prisão domiciliar)”, disse López. “Nada do que temos feito foi no improviso. Virão mais rupturas no Exército. Essa ditadura vai acabar”. López disse que não pretende voltar para a cadeia, mas que não tem medo de isso acontecer de novo. Ele ficou quase três anos incomunicável numa cela e há dois cumpria prisão domiciliar, acusado de incitar protestos contra o governo em 2014. “Não quero voltar para a prisão”, disse. “É um inferno.” Com o fracasso da intentona, López está há três dias na condição de hóspede na residência do embaixador espanhol na Venezuela, Jesús Silva. A residência possui inviolabilidade diplomática e só pode ser acessada por autoridades venezuelanas com a autorização do governo espanhol. Isso não deve acontecer. No começo da noite, o governo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez afirmou, por meio de nota, que não tem intenção de entregar López ao chavismo. Segundo o comunicado, o opositor está na residência na condição de hóspede e a Espanha acredita que as autoridades venezuelanas respeitarão a inviolabilidade da residência do embaixador. Na decisão divulgada hoje, o tribunal afirmou que a prisão domiciliar foi revogada por “ter sido flagrantemente violada”. Ainda de acordo com o TSJ, López também descumpriu uma proibição de fazer pronunciamentos políticos a meios de comunicação nacionais e internacionais. O TSJ quer que o líder do Voluntad Popular retorne à prisão militar de Ramo Verde, em Caracas. O mandado ainda diz que a prisão deve ser efetuada por agentes do serviço secreto venezuelano, o Sebin. A agência está no foco do descontentamento militar contra Maduro. O general que comandou o órgão até terça-feira, Manuel Cristopher Figuera, teria rompido com o chavismo e articulado a fuga de López. Seu paradeiro é desconhecido. Ele foi demitido e substituído por um militar próximo do homem-forte do chavismo, Diosdado Cabello. Mais cedo, a mulher de López denunciou uma invasão de sua residência por agentes do governo em Caracas. “Há agentes patriotas no Sebin, mas há também agentes maus, leais ao regime”, disse Lilian Tintori.

Estadão Conteúdo

2 de maio de 2019, 19:45

MUNDO Senador dos EUA lança abaixo-assinado contra Bolsonaro

Foto: Eraldo Peres/AP

O presidente Jair Bolsonaro

O senador democrata Brad Hoylman criou um abaixo-assinado para pressionar o hotel Marriott Marquis a cancelar um encontro no estabelecimento para homenagear o presidente Jair Bolsonaro, organizado pela Câmara de Comercio Brasil-Estados Unidos. Nesta tarde, às 17h, o documento apresentava 10.764 assinaturas, necessitando de 15 mil. Ontem, Hoylman lembrou em tuíte a declaração do presidente brasileiro dada à revista Playboy de que preferiria que um filho seu morresse em acidente a ter um filho gay: “Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.