18 de julho de 2017, 18:30

MUNDO Brasil é o segundo país que mais recebe refugiados venezuelanos, diz Acnur

A crise na Venezuela levou 52 mil cidadãos a pedir refúgio em outros países, até o primeiro semestre deste ano, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Em seis meses, o número quase dobrou. Até o ano passado, eram 27 mil pedidos em todo o mundo. O Brasil concentra o segundo maior número de solicitações de refúgio de venezuelanos, 12.960 pedidos em tramitação, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com 18,3 mil solicitações. As informações foram divulgadas pelo porta-voz do Acnur, William Spindler, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça. Segundo Spindler, os números representam apenas uma fração do total de venezuelanos que podem estar com necessidade de proteção internacional, já que muitos não requisitaram o pedido de refúgio, embora tenham indicado que foram forçados a deixar seu país devido à violência e insegurança, e também à incapacidade local de atender necessidades diárias de subsistência. De acordo com o Acnur, considerando a evolução da situação na Venezuela, estima-se que as pessoas continuem deixando o país.  Venezuelanos no Brasil O Brasil concentra o segundo maior número de solicitações de refúgio de venezuelanos, 12.960 pedidos em tramitação. O número de solicitações no Brasil também seguiu a tendência geral. Segundo o Ministério da Justiça, foram 3.368 novos pedidos feitos em 2016 e 7,6 mil até junho de 2017. O número quase dobrou em seis meses. Segundo Spindler, graças a uma longa tradição de solidariedade na América Latina, cidadãos venezuelanos em países vizinhos têm o benefício de diversas formas de permanência temporária nesses países. “Entretanto, devido à obstáculos burocráticos, longos períodos de espera e elevadas taxas para emissão de documentos, muitos venezuelanos optam por permanecer em situação irregular ao invés de utilizar procedimentos migratórios ou de refúgio para regularizar sua permanência”, complementa. A estimativa é de que 30 mil venezuelanos estejam em situação irregular no Brasil, 300 mil na Colômbia e 40 mil em Trinidad e Tobago. Medidas  O Ministério da Justiça ressalta que, com a Resolução Normativa nº 126, de 2 de março de 2017, do Conselho Nacional de Imigração, o Brasil criou outra possibilidade de regularização migratória além da solicitação de refúgio. A resolução permite que seja concedida residência temporária por até dois anos aos estrangeiros de países fronteiriços que tenham entrado no Brasil por via terrestre. Para isso, basta apresentar alguns documentos à Polícia Federal. O Acnur informa que está trabalhando com autoridades do Brasil, da Colômbia e de Trinidad e Tobago para acelerar as identificações e registros, reforçar capacidades de recepção e oferecer assistência humanitária básica para solicitantes de refúgio com necessidades específicas. Diante do elevado número de chegadas, os três países já iniciaram os planos de resposta. Autoridades brasileiras e colombianas estão coordenando suas respostas e discutindo abordagens de forma integrada.  No Brasil, por intermédio de um parceiro nacional, o Acnur está oferecendo recursos para cobrir algumas atividades desenvolvidas por organizações da sociedade civil em Boa Vista, Pacaraima (RR) e Manaus. Com apoio do Acnur, a Polícia Federal tem disponibilizado mais agentes para o estado de Roraima para ajudar com o registro das solicitações de refúgio. O Acnur reitera seu pedido aos países para proteger o direito dos venezuelanos, especialmente o de solicitar refúgio e de ter acesso a procedimentos justos e efetivos. Segundo o Alto Comissariado, os venezuelanos que optarem por não pedir refúgio ou que tiverem a solicitação rejeitada devem receber auxílio para regularizar sua situação por meios alternativos. Não são esperados retornos involuntários à Venezuela.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 12:30

MUNDO Senadores da Colômbia e do Chile denunciam Maduro em tribunal internacional

Um grupo de senadores da Colômbia e do Chile apresentou nesta terça-feira (18) uma denúncia no Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, na Holanda, contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro por crimes como tortura e segregação, entre outros, disse à Agência EFE o parlamentar colombiano Iván Duque.  ”É um documento de denúncia que se apresenta à Promotoria do TPI, onde estamos acusando Nicolás Maduro de crimes que são competência dessa corte, como tortura, apartheid por segregação e ataques desmesurados a um segmento da população, homicídios seletivos, sequestros e deportações em massa”, disse Duque à Efe por telefone. A denúncia, de 56 páginas, está assinada por 76 senadores da Colômbia e mais de 70 do Chile e tem como objetivo “fazer com que a Promotoria [do TPI] possa colocar em observação a Venezuela e abrir uma investigação formal [contra Maduro]“, disse Duque, senador do partido colombiano Centro Democrático. O senador comentou que o TPI possui mecanismos pelos quais qualquer pessoa pode comparecer à Promotoria para apresentar denúncias para que possa ser iniciada uma investigação. A denúncia se baseia nos supostos crimes que os senadores consideram que foram cometidos pelo governo de Maduro e que deram início aos protestos opositores contra o governo há mais de 100 dias, nos quais já morreram mais de 90 pessoas.

Agência Brasil

18 de julho de 2017, 07:40

MUNDO Trump pede para partido republicano revogue Obamacare

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos republicanos que “simplesmente revoguem” a reforma da saúde promulgada por seu antecessor, Barack Obama, e iniciem o trabalho do zero, após o bloqueio criado nas fileiras conservadoras, incapazes de chegar a um acordo sobre uma proposta alternativa. “Os republicanos devem simplesmente revogar o falido Obamacare e agora trabalhar em uma nova reforma da saúde. Os democratas se unirão”, disse Trump, ontem (17) através da sua conta pessoal numa rede social. A mensagem foi divulgada após o presidente saber que a oposição de alguns senadores do seu próprio partido fez fracassar mais uma vez a proposta da saúde republicana para revogar e substituir o Obamacare. Os senadores que anunciaram sua oposição à proposta são Mike Lee e Jerry Moran, que se uniram assim a Susan Collins e Rand Paul. Os quatro republicanos viraram as costas para o texto. Com a oposição dos quatro republicanos e os 48 senadores democratas unidos em bloco contra a revogação do Obamacare, os votos favoráveis à nova proposta ficariam abaixo dos 50 necessários. Apesar de diversas tentativas, mesmo com a maioria republicana nas duas câmaras, Trump não conseguiu aprovar a revogação e substituição da reforma da saúde de Obama, uma das grandes promessas eleitorais do magnata. Segundo estudos independentes do escritório de Orçamento do Congresso, entre 22 e 24 milhões de pessoas perderiam seus planos de saúde nos próximos dez anos com as propostas dos republicanos.

Agência EFE

17 de julho de 2017, 16:15

MUNDO Produção de xisto nos EUA deve subir em 113 mil barris por dia em agosto

A produção de óleo de xisto de sete grandes campos de petróleo nos Estados Unidos deve subir em agosto, de acordo com um relatório mensal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, divulgado nesta segunda-feira. A produção de xisto deve subir em 113 mil barris por dia, para 5 585 milhões de barris por dia em agosto, a partir de julho, de acordo com o DoE. A produção de petróleo da Bacia do Permiano, que abrange partes do oeste do Texas e do sudeste do Novo México, deverá ver a maior escalada entre os grandes campos de xisto, com um aumento de 64 mil barris por dia.

Estadão Conteúdo

17 de julho de 2017, 15:15

MUNDO Barco naufraga na República Democrática do Congo e deixa 27 mortos

Pelo menos 27 pessoas morreram, entre elas muitas crianças, e 54 permanecem desaparecidas após o naufrágio na quinta-feira (13) de um barco na região Oeste da República Democrática do Congo (RDC), informou à Agência EFE o porta-voz do governo, Lambert Mende. O acidente foi à noite, no Rio Kasai, quando a embarcação, que levava um grande número de alunos para uma excursão, tombou. As autoridades consideram que a superlotação e a conduta dos pilotos, que aparentemente estavam embriagados, poderiam ter provocado a tragédia. O governo trabalha para regular o setor, mas os naufrágios ainda são comuns na República Democrática do Congo, já que muitas embarcações são improvisadas e transportam os passageiros sem segurança. O acidente mais recente tinha acontecido no dia 16 de junho. Na ocasião, 20 pessoas morreram no naufrágio de dois barcos no Rio Congo.

Agência Brasil

17 de julho de 2017, 12:30

MUNDO Presidente do Parlamento da Indonésia é acusado de corrupção por agência do país

Uma agência anticorrupção da Indonésia nomeou o presidente do Parlamento, Setya Novanto, como suspeito em um escândalo de corrupção no qual funcionários supostamente desviaram mais de US$ 170 milhões em dinheiro do governo. De acordo com o chefe da Comissão de Erradicação da Corrupção, Agus Rahardjo, há evidências suficientes para colocar Novanto como suspeito. A agência anticorrupção alega que uma rede de cerca de 80 pessoas, principalmente congressistas, e várias empresas usaram a introdução de um sistema de cartão de identidade eletrônico de US$ 440 milhões em 2011 e 2012 para roubar mais de quarenta dos fundos alocados. Entre os que foram nomeados em uma acusação apresentada no julgamento de dois funcionários do Ministério do Interior, em março, estão o ministro da Justiça, um ex-ministro do Interior e dois governadores provinciais

Estadão Conteúdo

17 de julho de 2017, 10:14

MUNDO Oposição diz que Maduro foi “revogado” com resultado de plebiscito na Venezuela

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Julio Borges, disse que, como a oposição conseguiu quase sete milhões de votos a favor da sua proposta no plebiscito contra o governo, o resultado deixa o presidente do país, Nicolás Maduro, praticamente “revogado”.”Com os votos do povo venezuelano, matematicamente Nicolás Maduro está revogado no dia de hoje. Esse era o medo que [ele] tinha do plebiscito revogatório e, por isso, impediu; por isso o governo não quer fazer eleições nunca mais”, disse Borges após conhecer os resultados eleitorais.O opositor assegurou que a denominada consulta popular aconteceu “com total beleza e confiança” e que os venezuelanos contaram com menos centros de votação do que em qualquer outra disputa nacional.”No entanto, o povo superou todos os obstáculos, não somente o de haver menos lugares para votar, mas também superou o medo, superou a violência, superou as ameaças do governo aos funcionários públicos, às pessoas que recebem programas sociais”, prosseguiu Borges.A chamada comissão de fiadores do plebiscito opositor informou antes, com base em 95% do total de votos, que 7.186.170 de venezuelanos participaram da consulta feita à margem do poder eleitoral e que pelo menos 98% dos eleitores votaram sim nas três perguntas.”Esperamos o número final que será divulgado [hoje, 17] para que nós possamos ter a certeza de que vamos conseguir a mudança democrática no país”, finalizou.

Agência Brasil

17 de julho de 2017, 09:00

MUNDO Aprovação de Trump cai para 36% no pior índice de um presidente em 6 meses

Foto: Divulgação

Presidente norte-americano Donald Trump

A aprovação do presidente norte-americano Donald Trump caiu de 42% para 36%, na marca dos 100 dias de gestão em abril, ao completar seis meses de governo. A pesquisa, realizada pelo jornal The Washington Post e Rede de TVABC, mostra que a popularidade dele é a pior registrada nos últimos 70 anos no país na comparação com os seus antecessores. O índice de desaprovação ou rejeição subiu cinco pontos percentuais desde a sondagem de abril. Agora, 58% dos norte-americanos disseram reprovar o governo Trump e 48% afirmaram “desaprovar fortemente” a gestão do atual presidente. Presidente tenta desqualificar resultados. A pesquisa foi divulgada ontem (16). Depois de conhecer os números, Trump desqualificou o resultado ao chamá-lo de “impreciso em torno de um curto tempo desde a eleição”. Na opinião dele, quase “40% de aprovação” não significam “um resultado tão ruim”. A pesquisa também comparou a aprovação de Trump durante a campanha, quando era de 43% no começo e 46,4% na reta final. A margem de erro do levantamento é de 2,5% para mais ou para menos. Analistas acreditam que as denúncias de ingerência russa nas eleições representam o principal fator de desgaste de Trump junto à opinião pública. A aprovação caiu mais na última semana, depois da revelação do contato entre o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., e uma advogada russa, em um encontro que teria ocorrido para buscar informações que pudessem prejudicar a candidatura de Hillary Clinton. A pesquisa Washington Post/ABC também mediu o impacto da revelação sobre Trump Jr. junto ao eleitorado. Cerca de 26% dos eleitores não viram problema no encontro, enquanto 63% disseram que a reunião foi inapropriada. Na visão dos entrevistados, também é mais importante que o governo implante um plano de saúde para os mais necessitados e que realize cortes nos impostos. O estudo indicou que 63% afirmaram que o governo federal deve prover um plano de saúde para americanos de baixa renda, como o extinto Obamacare. Para 27% dos entrevistados, o mais importante é a redução de impostos.

Agência Brasil

16 de julho de 2017, 12:00

MUNDO Acidente na Índia mata 16 peregrinos e fere 27

Pelo menos 16 peregrinos morreram e outros 27 ficaram feridos neste domingo (16) depois que o ônibus no qual viajavam para a caverna de Amarnath despencou por uma encosta no distrito de Ramban, no estado de Jammu e Caxemira, no norte da Índia. O oficial responsável pelo escritório de controle de Ramban, Javed Ahmad, disse à agência de notícias EFE que o acidente aconteceu por volta das 14h20 locais (5h50 de Brasília) e que, até agora, 19 pessoas foram levadas em helicóptero para um hospital em Jammu. As outras vítimas sofreram ferimentos menos graves e estão sendo atendidas em hospitais da região. Por enquanto, as causas do acidente são desconhecidas, mas as primeiras hipóteses giram em torno de uma falha mecânica, acrescentou a fonte. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, expressou o seu pesar numa rede social onde disse que está “extremamente sentido pela perda de vidas”. Ele ofereceu suas condolências aos familiares das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos. A caverna de Amarnath é um destino popular dos peregrinos pois, segundo a tradição hindu, foi ali que o deus Shiva revelou o segredo da imortalidade para sua esposa Parvati. A lenda deu origem à crença de que aquele que peregrina até a caverna, onde há uma coluna de gelo que representa o falo de Shiva, obterá a “moksha”, a imortalidade.

Agência EFE

15 de julho de 2017, 11:30

MUNDO China anuncia comitê para coordenar regulação financeira

O presidente chinês Xi Jinping anunciou neste sábado a instalação de um comitê para coordenar a regulação financeira da China. A decisão foi informada durante uma reunião de dois dias de alto escalão, que procurou estabelecer uma ampla estrutura para tornar o sistema regulatório do país mais coeso. Xi disse que o novo grupo, chamado de Comitê Estatal de Desenvolvimento e Estabilidade Financeira, será formado para garantir que os reguladores financeiros possam trabalhar melhor juntos. Em um comunicado oficial divulgado na conclusão da reunião, no final deste sábado, o presidente chinês disse que o papel do banco central na prevenção do risco sistêmico será fortalecido. Nenhum detalhe foi dado sobre a composição do comitê. De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, uma opção é que o grupo seja colocado dentro do Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) e encabeçado por seu diretor. Detalhes ainda estão sendo definidos, disseram. “Uma melhor coordenação regulatória significa melhor compartilhamento de informações entre os diferentes reguladores”, explicou uma das pessoas. “O Banco Central, em particular, precisa coletar informações abrangentes de outros reguladores em tempo hábil ao mesmo tempo em que forma a política monetária e decide sobre outros cursos de ação”.

Estadão Conteúdo

15 de julho de 2017, 07:24

MUNDO Chanceler argentino diz que país confia nas instituições brasileiras

O ministro de Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, disse que o país vizinho acompanha a crise política brasileira e confia nas instituições brasileiras. Faurie visitou o Brasil nesta sexta-feira (14) e se encontrou com o presidente Michel Temer e com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. ”O Brasil é nosso parceiro e tudo o que acontece aqui é primeira prioridade. Confiamos plenamente em todos os mecanismos institucionais do Brasil”, afirmou, em conversa com jornalistas na Embaixada da Argentina. O chanceler lembrou que na próxima quinta-feira (20) o Brasil recebe a presidência do Mercosul. Ele afirmou que, mesmo em meio à crise política, a equipe brasileira continua com as negociações do acordo de livre comércio com a União Europeia, assim como os argentinos. ”Podemos encontrar uma viabilidade e ser um modelo em um momento em que todos dizem que não existirá acordo de livre comércio. A resposta neste momento é um comércio inteligente”, afirmou. Faurie disse que há três reuniões marcadas neste ano para discutir o tema e que a expectativa é que os termos gerais do acordo sejam anunciados em dezembro. O chanceler disse que Temer teve uma “grande deferência” ao recebê-lo pela manhã, e que não foram discutidas questões relativas à crise política. “A questão interna da política é de cada um”. Mais cedo, os ministros da Argentina e do Brasil anunciaram que assinarão um acordo para acabar com a bitributação de produtos no comércio entre os dois países. O secretário de Relações Econômicas Internacionais da Argentina, Horácio Reyses, disse que o aumento no déficit argentino no comércio com o Brasil não é preocupante. “Buscamos o aumento do comércio entre os dois países”, acrescentou.

Estadão Conteúdo

14 de julho de 2017, 20:50

MUNDO Investigado no caso Odebrecht no Peru, Humala vai para mesma prisão de Fujimori

O ex-presidente do Peru Ollanta Humala, que foi preso em meio a investigação por possíveis delitos ligados ao caso Odebrecht, foi enviado hoje para a mesma prisão em que está Alberto Fujimori, outro ex-presidente peruano sentenciado a 25 anos de prisão por assassinado e corrupção.A esposa de Humala, Nadine Heredia, foi transferida para uma prisão feminina ao sul da capital, Lima, onde estão presas narcotraficantes, integrantes do crime organizado.A TV peruana transmitiu a chegada de Humala ao presídio. O ex-presidente chegou de helicóptero e foi escoltado por dezenas de agentes armados até as instalações.O chefe das prisões, Carlos Vásquez, disse a jornalistas que Humala e sua esposa têm um regime especial e não podem ver outros réus, garantindo a segurança do casal.Eles também poderão receber visitas de familiares diretos e têm direito a banho de sol.

Estadão

14 de julho de 2017, 09:53

MUNDO Ex-presidente Humala e esposa já estão detidos no Peru por caso Odebrecht

O ex-presidente do Peru Ollanta Humala e sua esposa Nadine Hereida ingressaram ontem (13) à noite na prisão do Palácio de Justiça, em Lima, em cumprimento a uma ordem de prisão preventiva por 18 meses ditada pelo juiz Richard Carhuancho. A informação é da agência Télam. Humala e Heredia chegaram à sede judicial em uma camionete da polícia, depois de apresentarem-se à Sala Penal Nacional, onde o magistrado aprovou o pedido da procuradoria peruana, que os investiga pelos presumíveis delitos de lavagem de dinheiro e associação ilícita para delinquir, decisão que o converteu no primeiro ex-governante da América Latina preso por sua relação com os casos de corrupção da empresa brasileira Odebrecht, segundo despachos das agências de notícias EFE e Reuters.Ao chegar ao Palácio da Justiça, Humala e Heredia vestiam coletes à prova de balas e foram conduzidos à prisão, onde esperaram até que seja designada uma prisão onde ficarão reclusos. O juiz Richard Carhuancho pediu também a prisão para a esposa de Humala depois que um procurador acusou o casal de haver recebido 3 milhões de dólares da construtora Odebrecht para a campanha eleitoral que o levou à presidência do Peru em 2011, segundo declarações do ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, que está preso.

Agência Brasil

14 de julho de 2017, 09:47

MUNDO Em Paris, Trump defende seu filho de acusações de espionagem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu seu filho Trump Jr. em meio à enxurrada de críticas por seu encontro secreto com uma advogada russa supostamente ligado ao Kremlin, durante a campanha eleitoral do ano passado. Enquanto isso, o Congresso anunciou que vai convocar o jovem empresário para depor. As informações são da Télam. De Paris, onde faz uma visita oficial que começou na véspera do feriado nacional em 14 de julho, Trump disse que “a política não é a coisa mais bonita do mundo” e ressaltou que “nada aconteceu na reunião”, referindo-se ao encontro de seu primogênito Trump Jr. e dois de seus assessores de campanha com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, em junho de 2016. “Meu filho é um grande garoto. Ele aceitou uma reunião com um advogado russa, não um advogado do governo russo, mas um advogado russo. Foi um breve encontro foi muito, muito, muito rápido”, concluiu o presidente. No fim de semana passado, o New York Times relatou que o filho mais velho de Trump havia se encontrado com Veselnitskaya para obter informações incriminatórias da então rival eleitoral de seu pai, a democrata Hillary Clinton. Depois de algumas declarações contraditórias, Trump Jr., agora no comando do império da família, reconheceu que esta foi de fato a razão do encontro, mas disse que rapidamente percebeu que a advogada não tinha nada de concreto para oferecer. Apesar desta explicação, o jovem empresário está envolvido na complexa e aparentemente interminável trama de espionagem, segredos e alianças que envolvem o atual presidente dos EUA e o governo russo de Vladimir Putin, desde o início do ano.

Télam/Agência Brasil

14 de julho de 2017, 07:11

MUNDO O mundo continua falando do Lula condenado

Os jornais ao redor do planeta destacaram, nesta quinta-feira, 13, o que chamaram de ‘provocadora’ e ‘desafiadora’ defesa pública e a promessa de candidatura às eleições de 2018 do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua primeira fala após ser condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro. A declaração do petista de que ele ‘não está fora do jogo’ após sua sentença foi o principal combustível para a repercussão internacional da data seguinte à pena na Lava Jato. O norte-americano The Guardian relatou que a ‘decisão judicial marcou um impressionante revés para Lula’, a quem classificou como ‘um dos políticos mais populares do país’. “Um sério golpe para suas chances de retorno político”, avaliou o jornal, que destacou a ‘defesa ardente’ do petista em sua manchete. Ainda nos Estados Unidos, o The Washington Post afirmou, em um artigo, que, em meio à crise econômica, os brasileiros estão ‘abandonando o otimismo de Lula’ e classificou o petista como o homem que já foi ‘campeão das massas’, mas agora foi condenado a crimes ‘exclusivos das elites brasileiras’. “a resposta silenciosa à prisão de Lula de seus apoiantes mostra o quão longe o político de uma vez amado caiu”. Leia mais no Estadão.

Estadão