8 de março de 2019, 09:19

MUNDO Guaidó pede que Alemanha reconheça seu representante no país

O líder oposicionista venezuelano, Juan Guaidó, pediu à Alemanha que reconheça Otto Gebauer como embaixador em Berlim do autoproclamado governo interino da Venezuela. O pedido foi feito em meio à tensão diplomática gerada com a expulsão do representante alemão de Caracas. O Ministério do Exterior alemão confirmou nessa quinta-feira (7) a solicitação feita por Guaidó e afirmou que pretende entrar em contato com Gebauer. O indicado é um ex-militar que esteve envolvido numa tentativa de golpe de Estado contra o antecessor de Nicolás Maduro, Hugo Chávez, em 2002. Apesar de o governo alemão não reconhecer mais Maduro como presidente legítimo da Venezuela, o indicado pelo governo venezuelano como embaixador em Berlim, Ramon Orlando Maniglia Ferreira, ainda não foi destituído. “No momento, não conduzimos conversas políticas com o embaixador”, destacou, no entanto, o Ministério do Exterior alemão. Já o embaixador alemão em Caracas, Daniel Kriener, foi expulso do país. O governo de Maduro alegou “recorrentes atos de ingerência em assuntos internos do país” para justificar a decisão. A Alemanha afirmou que a medida não mudara seu apoio a Guaidó. O embaixador alemão compareceu na última segunda-feira, junto com outros diplomatas, ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, para receber o líder da oposição e autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, e apoiá-lo caso houvesse uma tentativa de detê-lo. Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

Agência Brasil

7 de março de 2019, 20:17

MUNDO Falta de gasolina se agrava e amplia crise chavista

Foto: Fernando Liano/AP Photo

Garrafas de gasolina são vendidas no mercado ilegal em Maracaibo

Marín Mendez descansava ao sol encostado em seu Malibu depois de empurrá-lo em uma larga fila de carros num posto de gasolina em Maracaibo, ironicamente a capital do petróleo na Venezuela. As horas que esperava para encher o tanque lhe custavam muito mais que o tanque cheio – estimado no país em apenas US$ 0,1. “Não aguento mais”, reclamou, depois de passar 40 minutos imóvel na fila. “Fila para a aposentadoria, fila para comprar comida, fila para a gasolina. Não dá mais”. Em Maracaibo, onde a escassez já leva três anos, os apagões constantes também dificultam o fornecimento, porque as bombas nos postos deixam de funcionar. Apenas dois dos 150 postos da cidade tem geradores para fornecer gasolinas durante os apagões. Méndez já avalia a possibilidade de guardar o combustível em casa, apesar dos riscos envolvidos. Depende do carro para complementar a renda da aposentadoria, de apenas US$ 6 mensais. “Meus netos não sabem o que é comer carne ou frango”, disse. A escassez de gasolina não é novidade no oeste da Venezuela, depois que o governo passou a restringir o fornecimento de combustível em uma tentativa de coibir o contrabando de combustível para a vizinha Colômbia. Com as sanções impostas pelo governo americano em janeiro ao regime de Nicolás Maduro, no entanto, a escassez de combustível deve atingir toda a Venezuela. No ano passado, a estatal do petróleo PDVSA entregava 160 mil barris por dia de gasolina para uso doméstico. Com as sanções, analistas projetam que esse fornecimento caia para 60 mil barris diário, suficientes para atender apenas 38% da demanda. Antes das sanções, no entanto, a produção de gasolina na Venezuela já vinha caindo. Um agravante da situação é o veto americano, também incluído nas sanções de janeiro, à venda de diluentes de petróleo, usado no processamento de gasolina. Parte da demanda foi fornecida pela Rússia, mas será insuficiente para processar todo o combustível consumido na Venezuela, segundo a consultoria Caracas Capital. Em San Cristóbal, no Estado de Táchira, os efeitos foram mais imediatos. Ali, Gerardo Márquez, um mecânico de 55 anos chegou à fila quilométrica do posto de gasolina na tarde de segunda-feira. Na terça-feira, o prometido caminhão com combustível não chegou, mas ele seguia impassível na fila. Na quarta-feira, contou com a ajuda de parentes, que lhe traziam água, comida e guardavam o carro para que ele pudesse ir ao banheiro. “Estamos com medo de sermos roubados”, contou. Em Caracas, a capital, os moradores já se preparam para a escassez de gasolina. Já há relatos de gente estocando gasolina em casa. “A maioria dos venezuelanos não tem ideia do que vem pela frente”, disse o taxista Jhaims Bastidas. “A escassez vai piorar”.

Estadão Conteúdo

7 de março de 2019, 09:47

MUNDO Guaidó pede à Europa que intensifique sanções contra regime de Maduro

O autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó, apelou hoje (7) à Europa a intensificar as sanções econômicas contra o regime de Nicolás Maduro, após a expulsão do embaixador da Alemanha no país. “Os países europeus devem reforçar as sanções econômicas contra o regime. A comunidade internacional deve evitar que o dinheiro venezuelano seja utilizado para matar opositores do regime e povos indígenas”, defendeu em entrevista à revista alemã Der Spiegel. Nessa quarta-feira (6), a Venezuela declarou “persona non grata” o embaixador da Alemanha em Caracas, Daniel Martín Kriener, a quem acusa de “recorrentes atos de ingerência” em assuntos internos, e deu ao diplomata 48 horas para sair do país. À Der Spiegel, Guaidó reiterou que “condena veementemente” a decisão e pediu ao embaixador para ficar na Venezuela. “A Venezuela vive sob uma ditadura e esta abordagem é uma ameaça para a Alemanha. Não é legítimo declarar um embaixador como indesejável”, considerou Guaidó, que agradeceu à Alemanha “a ajuda humanitária que prestou”. Daniel Martín Kriener foi um dos embaixadores europeus que receberam, segunda-feira (4), no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que regressava de viagem a vários países da região. “O regime não está apenas ameaçando verbalmente o embaixador, a sua integridade física também está ameaçada”, disse Guaidó.

Estadão Conteúdo

7 de março de 2019, 08:09

MUNDO Chavismo expulsa diplomata alemão e prende jornalista

O governo da Venezuela expulsou ontem do país o embaixador alemão Martin Kriener, provocando protestos do governo da Alemanha. Em outra ação que foi criticada internacionalmente, o regime chavista prendeu Cody Weddle, um jornalista americano que vivia em Caracas e colaborava com diversas publicações internacionais. Kriener foi comunicado que teria 48 horas para deixar a Venezuela depois de ter liderado um grupo de diplomatas europeus e latino-americanos na recepção ao líder opositor Juan Guaidó no Aeroporto de Maiquetía, na segunda-feira. Guaidó retornou à Venezuela depois de passar nove dias viajando por Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador, discutindo a crise venezuelana com líderes regionais. Proibido pelo presidente Nicolás Maduro de deixar o país, ele viajou sem problemas à Venezuela e convocou para sábado novos protestos contra o governo. Logo depois que Guaidó declarou-se presidente interino do país, em janeiro, o governo americano alertou Caracas de que haveria “sérias consequências” contra a Venezuela se o chavismo decidisse prendê-lo ou ameaçá-lo fisicamente. Mesmo com a retórica de que Guaidó seria processado e impedido de deixar o país, nada aconteceu. Contra os alemães, no entanto, a reação chavista foi mais dura. Em comunicado, o governo venezuelano afirmou que sua decisão se deve a “recorrentes atos de ingerência nos assuntos internos do país pelo diplomata que, “em desacato, compareceu ao Aeroporto Internacional de Maiquetía para testemunhar a chegada do deputado Juan Guaidó”. “A Venezuela considera inaceitável que um representante diplomático estrangeiro exerça em seu território um papel público mais típico de um líder político em clara sintonia com a agenda conspiratória de setores extremistas da oposição venezuelana”, diz a nota. O governo alemão, por sua vez, anunciou que consultará aliados europeus para saber como responder à expulsão do embaixador. “É uma decisão incompreensível, que agrava a situação, em vez de amenizar tensões”, disse o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas. “O apoio alemão a Guaidó é inabalável.”

Estadão Conteúdo

6 de março de 2019, 11:40

MUNDO Setor privado dos EUA gera 183 mil empregos em fevereiro

O setor privado dos Estados Unidos criou 183 mil empregos em fevereiro, segundo pesquisa com ajustes sazonais divulgada hoje pela ADP. O resultado ficou um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam geração de 185 mil postos de trabalho. O dado de criação de empregos de janeiro, por outro lado, foi revisado para cima, de 213 mil a 300 mil. A pesquisa da ADP é considerada uma prévia do relatório de empregos dos EUA, que inclui dados do setor público e será divulgado na sexta-feira (08). Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

6 de março de 2019, 10:57

MUNDO Embate entre Rússia e EUA traz fantasma da Guerra Fria

“Torcendo pelo melhor, mas esperando o pior. Vocês vão jogar a bomba ou não?” O temor na letra da banda Alphaville em seu sucesso Forever Young, de 1984, é uma lembrança do fantasma de uma aniquilação nuclear que perseguiu o mundo nos anos da Guerra Fria (1947-1991). Mais de três décadas depois, a ideia de que uma agressão implicaria destruição mútua fez o mundo se acostumar com a existência das armas nucleares. Mas as últimas agressões verbais e ameaças entre Rússia e EUA – as duas maiores potências nucleares – começaram a perturbar a sensação de paz. A relação entre os dois países vem se deteriorando muito nos últimos anos e nada aponta hoje para um diálogo, afirma o diplomata brasileiro Sérgio de Queiroz Duarte, que foi alto-representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento. Há um ano, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que seu país estava desenvolvendo novas armas capazes de atingir qualquer ponto do globo e escapar de um escudo antimíssil montado pelos EUA. O discurso foi considerado por analistas o mais belicoso em anos e marcou o início de uma escalada na corrida armamentista. As análises se mostraram corretas. Em dezembro, Putin confirmou um bem-sucedido teste de um novo míssil hipersônico Avangard, que, segundo o Kremlin, é capaz de contornar qualquer sistema de defesa antimíssil. Em janeiro, o presidente Donald Trump retirou os EUA do Tratado de Proibição de Mísseis Intermediários (INF, na sigla em inglês), assinado com a então União Soviética em 1987 e um pilar na prevenção de uma guerra nuclear na Europa. Moscou suspendeu sua adesão ao pacto oficialmente no sábado.

Estadão Conteúdo

6 de março de 2019, 09:59

MUNDO Carlos Ghosn paga fiança de R$ 33,8 milhões e deixa prisão em Tóquio

Após 108 dias preso em Tóquio, o executivo Carlos Ghosn foi libertado nesta quarta-feira, 6. O brasileiro pagou fiança de R$ 33,8 milhões, estabelecida na véspera pela Justiça japonesa. A informação foi divulgada pela emissora de TV NHK. Ghosn é acusado de falsificar documentos sobre seus rendimentos e de ter se beneficiado de recursos da Nissan, montadora japonesa da qual foi o principal executivo e presidente do conselho de administração. O julgamento do brasileiro não está marcado, mas não deverá ocorrer em um prazo inferior a seis meses, segundo a avaliação de advogados. Até lá, Ghosn permanecerá em Tóquio. Imagens da NHK mostram o executivo saindo da prisão com uniforme, máscara e boné. Ele deixou o prédio entrou em uma van, sob os olhares de centenas de jornalistas que o aguardavam.

Estadão

5 de março de 2019, 18:21

MUNDO Venezuela caminha para greve no setor público, diz Guaidó

Foto: Fernando Liano/AP Photo

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó

A Venezuela caminha para uma greve parcial no setor público em protesto contra Nicolás Maduro, disse hoje Juan Guaidó. De volta ao seu país desde segunda-feira (4), o líder da oposição se reuniu com funcionários públicos e sindicalistas. “Sabemos que não é de um dia para o outro, sabemos que começarão as ameaças. Levamos isso em conta”, afirmou Guaidói, acrescentando que data da convocação da greve ainda será definida com os sindicatos. As informações são do site O Antagonista.

5 de março de 2019, 17:00

MUNDO EUA registram superávit fiscal de US$ 8,7 bilhões em janeiro

Os Estados Unidos tiveram superávit fiscal de US$ 8,7 bilhões em janeiro, informou nesta terça-feira o Departamento do Tesouro. Analistas ouvidos pela Trading Economics previam superávit maior de US$ 17,5 bilhões. Nos quatro meses do ano fiscal em andamento nos EUA, o governo americano registrou déficit de US$ 310,250 bilhões. Para todo o ano fiscal, a projeção do Tesouro é de déficit de US$ 1,085 trilhão no país.

Estadão Conteúdo

5 de março de 2019, 11:33

MUNDO Maduro indica que se manterá no poder

Sem mencionar o retorno de seu opositor Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro sinalizou, nas redes sociais, que se manterá no poder. Ele criticou indiretamente o apoio ao opositor, informando que a Venezuela é alvo de agressões. “O mundo é testemunha excepcional de uma Venezuela que enfrenta as agressões imperiais e segue em frente com dignidade. Continuaremos a manter a bandeira dos povos livres que levantam suas vozes contra a interferência imperial”, disse Maduro, em sua conta pessoal do Twitter. Guaidó retornou ontem (4) à Venezuela, depois de visitar cinco países da América do Sul – Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador. Ameaçado de prisão e sanções, o interino liderou uma manifestação contra Maduro. O governo Maduro lembra hoje (5) o aniversário de seis anos de morte do presidente Hugo Chávez. O local onde está enterrado o corpo dele será aberto à visitação pública, em Caracas. Haverá homenagens, com exibição de vídeos e atividades musicais e esportivas. Chávez assumiu a Presidência da Venezuela em fevereiro de 1999, governando o país por 14 anos até sua morte em 2013. O líder morreu em conseqüência de um câncer. Maduro foi seu último vice-presidente. As propostas e ideias de Chávez foram compiladas em livros e documentários.

Agência Brasil

5 de março de 2019, 10:45

MUNDO Corte de Tóquio liberta Carlos Ghosn mediante fiança de US$ 8,9 milhões

Foto: AFP/Arquivos

O ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn

A Corte do Distrito de Tóquio aprovou a libertação do ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn, mediante o pagamento de uma fiança de US$ 8,9 milhões. Mas o executivo não deve deixar a prisão nesta terça-feira, segundo um de seus advogados. Isso porque os promotores do caso recorreram da decisão antes que os procedimentos de fiança fossem realizados. Caso o recurso da promotoria falhe, Ghosn poderá ser libertado dentro de um dia ou dois. O advogado do executivo, Junichiro Hironaka, disse que a ordem do tribunal inclui limites para o uso de computador e smartphone por Ghosn, para que ele não possa se comunicar com pessoas no exterior. O advogado havia dito na segunda-feira que o último pedido de fiança de Ghosn também incluía monitoramento por câmeras de vigilância. Ghosn já teve pedidos de fiança negados por duas vezes. Os promotores argumentaram que o ex-presidente da Nissan poderia adulterar provas ou fugir do Japão se libertado sob fiança. Mas a decisão da Corte de Tóquio que liberta o executivo inclui a determinação para que ele permaneça no Japão. Outro ex-executivo da Nissan preso com Ghosn, Greg Kelly, foi libertado no Natal, depois de uma apelação dos promotores ter falhado no tribunal de Tóquio. A promotoria acusa Ghosn e Kelly de fraude de mais de US$ 80 milhões em pagamentos ao ex-presidente da Nissan não contabilizados nos relatórios financeiros da empresa. Ambos negam a acusação. Ghosn também é acusado de fazer com que a Nissan pague a um empresário saudita que o ajudou com um problema financeiro pessoal. Ele também nega. A família Ghosn tem procurado aumentar a pressão internacional sobre o Japão. Na segunda-feira, François Zimeray, um advogado da família Ghosn em Paris, disse que registrou uma queixa junto à Organização das Nações Unidas (ONU), alegando que a detenção do ex-presidente da Nissan violava as normas da entidade, bem como a constituição japonesa. Zimeray disse que Ghosn estava sendo mantido em condições “duras”, dificultando a preparação de uma defesa. Com informações da Dow Jones e da Associated Press.

Estadão Conteúdo

4 de março de 2019, 15:46

MUNDO Com risco de ser preso pelo regime chavista, Guaidó retorna à Venezuela

Foto: Luis Robayo/AFP

O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó

O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou ao país nesta segunda-feira, 4, sob o risco de ser preso pelo regime chavista por desafiar uma proibição judicial. Ele foi recebido por dezenas de partidários e embaixadores no Aeroporto Internacional de Maiquetía. “Acabamos de passar pela imigração e seguiremos para onde está o nosso povo. Entramos como cidadãos livres, que ninguém nos diga o contrário”, escreveu ele no Twitter. “Seguimos nas ruas, seguimos mobilizados. Estamos aqui na Venezuela. Estamos aqui mais fortes”, declarou Guaidó, enquanto seus simpatizantes gritavam “Guaidó, Guaidó”. Guaidó convocou a população para uma mobilização nacional nesta segunda. Vestidos de branco, com bandeiras da Venezuela, centenas de apoiadores se concentraram em uma praça do leste da capital. Ao chegar ao local, ele disse à população que “Maduro não pode deter este povo bravo que se mantém nas ruas”. “Apesar das ameaças e dos grupos armados (…), há medo? Não vai ser por meio de ameaças que vão nos deter”, afirmou o líder opositor. O presidente interino convocou uma nova marcha para o sábado 9 com o objetivo de redobrar a pressão contra o governo de Nicolás Maduro. “No sábado continuamos nas ruas, toda a Venezuela volta às ruas. Não ficaremos nem um segundo tranquilos até conseguir a liberdade”, ressaltou. Ele ainda fez um apelo ao Exército para “deter” os coletivos armados que participaram dos confrontos do dia 23 de fevereiro. “Exigimos justiça ante nosso povo. Ser cúmplice por omissão também é ser cúmplice. Chega de impunidade”, disse Guaidó. Antes do retorno do líder opositor, o governo havia reforçado a segurança em todo o país e no Aeroporto Internacional de Maiquetía, de acordo com informações do portal de notícias Infobae. “No terminal de aviação geral há funcionários da inteligência militar e do Sebin (serviço secreto venezuelano). Pensamos que era por causa do carnaval, que sempre exige a presença de mais funcionários, mas a volta de Guaidó deixou o ambiente sob tensão. Há muita desconfiança entre civis e militares”, disse uma fonte ligada aos funcionários do aeroporto, segundo o Infobae. “Nossa missão é insistir, persistir até alcançá-lo e resistir aos últimos esforços inúteis de quem sabe que está de saída. Venezuela, vamos todos, vamos juntos, que enquanto estivermos unidos nada poderá nos deter”, escreveu o líder opositor no Twitter. No domingo, Guaidó fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais e apresentou um balanço de sua viagem por cinco países da América do Sul: Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador. Segundo ele, foi firmada uma “coalizão” internacional em favor da democracia. “As opções de recuperação econômica estão sobre a mesa. Isso está acompanhado da mobilização cidadã e do povo venezuelano”, destacou.

Estadão Conteúdo

4 de março de 2019, 15:22

MUNDO Papa Francisco anuncia abertura dos arquivos do Pontificado de Pio XII

O papa Francisco anunciou hoje (4) que vai abrir à consulta dos pesquisadores a documentação de arquivo do Pontificado de Pio XII, até sua morte, ocorrida em Castel Gandolfo em 9 de outubro de 1958. Ele definiu a data de 2 de março de 2020 para a abertura dos arquivos. A decisão foi anunciada durante audiência, na Sala Clementina, com os responsáveis e os funcionários do arquivo secreto Vaticano, reunindo 75 pessoas. “Decidi que a abertura dos arquivos Vaticanos referentes ao Pontificado de Pio XII se dará em 2 de março de 2020, exatamente à distância de um ano do 80º aniversário da eleição de Eugenio Pacelli à Cátedra de Pedro.”

Agência Brasil

4 de março de 2019, 14:40

MUNDO Venezuela: Maduro analisa adotar medidas legais contra Guaidó

O comportamento de Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela, será analisado pelos órgãos do governo de Nicolás Maduro. O anúncio foi feito hoje (4) pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez. Segundo ela, as ações de Guaidó serão avaliadas por instituições sólidas e sustentáveis. Delcy Rodríguez não adiantou que medidas podem ser tomadas contra Guaidó cujo retorno é aguardado na Venezuela. “Seu comportamento e suas atividades serão cuidadosamente analisadas pelas instituições do Estado. Medidas apropriadas serão tomadas”, disse a vice-presidente referindo-se a Guaidó, lembrando que também serão analisadas suas ações nas visitas aos países vizinhos. Para Delcy Rodríguez, Guaidó expôs negativamente a Venezuela. “Como venezuelana, tenho vergonha alheia por ver uma pessoa não se limitar ao ridículo nacional e seguir para o ridículo internacional”, disse. Nas redes sociais, Guaidó promete retornar à Venezuela a qualquer momento. Ele convocou para hoje mobilizações em Caracas e várias cidades do interior do país. Nos últimos dias, o interino esteve na Colômbia, no Brasil, no Paraguai, na Argentina e no Equador. Com informações da Telesur, emissora multiestatal com sede em Caracas, na Venezuela.

4 de março de 2019, 11:40

MUNDO Em transmissão ao vivo, Guaidó convoca mobilização

O autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, promete retornar ao país a qualquer momento e convocou a população para uma mobilização nacional hoje (4) a partir das 11h (horário de Caracas, meio-dia em Brasília). Em Caracas, a concentração está organizada para a Avenida de Las Mercedes, a principal da capital. Ontem (3), por volta das 21h40, Guaidó fez uma live (transmissão ao vivo) nas redes sociais. Ele apresentou um balanço de sua viagem por cinco países da América do Sul: Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador. Segundo ele, foi firmada uma “coalizão” internacional em favor da democracia. “As opções de recuperação econômica estão sobre a mesa. Isso está acompanhado da mobilização cidadã e do povo venezuelano”, destacou Guaidó.

Agência Brasil