9 de abril de 2018, 08:41

MUNDO Papa pede ajuda aos pobres e critica os que “gastam alegremente”

O papa Francisco pediu ajuda aos pobres e necessitados e criticou os que “gastam alegremente” quando outros têm que se conformar em olhar “desde fora enquanto sua vida passa e acaba miseravelmente”. A crítica foi feita em sua terceira exortação apostólica intitulada Gaudete et Exsultate, que foi publicada nesta segunda-feira (9) pelo Vaticano. O papa abordou a “santidade no mundo contemporâneo”, seus “riscos, desafios e oportunidades”. “Não podemos planejar um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam alegremente e reduzem sua vida às novidades do consumo, ao mesmo tempo que outros só olham desde fora, enquanto sua vida passa e acaba miseravelmente”, disse. No documento, o papa também critica “a alegria consumista e individualista tão presente em algumas experiências culturais de hoje” e sublinha que “o consumismo só enche o coração; pode brindar prazeres ocasionais e passageiros, mas não gozo”. Além disso, avisa que “o consumo de informação superficial e as formas de comunicação rápida e virtual podem ser um fator de atordoamento que nos afasta da carne sofrente dos irmãos “. “As constantes novidades dos recursos tecnológicos, o atrativo das viagens, as inumeráveis ofertas para o consumo às vezes não deixam espaços vazios onde ressoe a voz de Deus”, afirmou.

Agência Brasil

8 de abril de 2018, 11:40

MUNDO Ataque com gás na Síria deixa mais de 40 mortos em Duma e governo nega autoria

Um ataque com gás venenoso ontem na cidade de Duma, próxima à capital da Síria, Damasco, deixou mais de 40 mortos, de acordo com a ONG Defesa Civil Síria. O acontecimento se deu em meio a uma nova ofensiva das forças do governo após o fim de uma trégua com o grupo rebelde Exército do Islã. O governo nega a autoria do ataque. De acordo com paramédicos, pessoas foram encontradas dentro de suas casas e abrigos com espuma saindo pela boca. O porta-voz do Defesa Civil Síria, Siraj Mahmoud, disse que foram contabilizadas 42 mortes, mas a ONG não conseguiu continuar as buscas devido ao forte odor e às dificuldades de respiração. Em comunicado conjunto, a Defesa Civil Síria e a Sociedade Médica Síria Americana disseram que mais de 500 pessoas, a maioria mulheres e crianças, foram levadas a centros médicos com dificuldade de respirar, espumando pela boca e olhos ardendo. Os pacientes teriam descrito um cheiro semelhante a cloro. Alguns tinham a pele azulada, em sinal de privação de oxigênio. Os sintomas seriam consistentes com exposição química. Lideranças internacionais condenaram o ataque. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em sua conta no Twitter que o presidente russo, Vladimir Putin, a Rússia e o Irã são responsáveis por apoiar o regime de Bashar al-Assad. “Outro desastre humanitário por razão nenhuma”, escreveu. O conselheiro de segurança da Casa Branca, Thomas Bossert, disse que não descarta opções em resposta ao ataque. A Turquia, que critica o regime de Bashar al-Assad desde o início da guerra civil, disse que o governo “ignorou mais uma vez” os acordos internacionais de banimento de armas químicas. Aliada a Assad, a Rússia negou que as forças sírias tenham usado armas químicas no ataque. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

7 de abril de 2018, 17:34

MUNDO Imprensa internacional repercute decisão de Lula se entregar à PF

Alguns dos principais veículos de imprensa do mundo destacam em suas páginas na internet a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de se entregar à Polícia Federal (PF) neste sábado, 7, depois de discursar por mais de uma hora a uma multidão de apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Jornais norte-americanos como Washington Post e The Wall Street Journal ressaltaram do discurso do ex-presidente que ele voltou a defender sua inocência, após ter sido condenado a 12 anos de prisão por corrupção. “Cumprirei a ordem. Dessa forma, eles saberão que não tenho medo. Eu não estou correndo. Eu vou provar a minha inocência”, destacou o Washington Post. A rede britânica BBC também repercutiu o anúncio do ex-presidente de se entregar e lembrou que Lula era o favorito nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais deste ano. O periódico francês Le Monde pontuou que o ex-chefe de Estado desafiou novamente as acusações contra ele e disse que quer provar que seu julgamento é um “crime político”. O jornal argentino Clarín ressaltou do discurso do ex-presidente o trecho em que ele disse ter negado asilo político. “Eu tive a chance de ir ao Uruguai. Eles me disseram para fazer isso. Deixe-o ir para a embaixada da Bolívia, do Uruguai, da Rússia. Eu disse que não aceito isso. Eu vou cumprir o mandato. Não estou me escondendo”.

6 de abril de 2018, 20:20

MUNDO Mídia internacional destaca decisão de Lula de descumprir prazo para apresentação

Os principais veículos de imprensa do mundo destacam em suas páginas na internet a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de descumprir o prazo para uma apresentação voluntária à Polícia Federal (PF) estipulado no mandado de prisão do juiz Sérgio Moro.O New York Times, principal jornal dos Estados Unidos, ressalta que Lula “desafiou” o prazo das 17h para se entregar voluntariamente e acrescenta que a decisão do petista pode ser o prenúncio de uma “disputa dramática” com autoridades de segurança.A atitude “desafiadora” do petista também faz parte da abordagem do Washington Post, que destaca que a resistência do ex-presidente se dá enquanto multidões se manifestam tanto contra quanto a favor dele.A emissora americana CNN escreve na página inicial de seu site que Lula “falhou” em se apresentar para ser levado à prisão.O britânico Financial Times afirma em uma parte de menor destaque da sua página inicial que “o presidente que transformou o Brasil faz sua última resistência”. Também na página inicial, o alemão Die Zeit ressalta que o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, afirmou ter recorrido ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para evitar a prisão.O espanhol El País noticia que Lula “negocia com a Justiça sua entrega para ir ao cárcere” e faz uma cobertura em tempo real do caso.O português Público vai além e, no principal destaque de seu site, afirma que “Lula não quer entregar-se hoje”, também com atualizações ao vivo.No italiano Corriere della Sera, a manchete da página inicial diz que, após não se entregar à polícia, o petista está “entrincheirado” na sede do Sindicato dos Metalúrgicos.O argentino La Nación é mais um a evidenciar a cobertura do caso de Lula no maior destaque de seu site, com a manchete “Tensão máxima no Brasil: entrega de Lula à Polícia Federal é negociada”.

Estadão

6 de abril de 2018, 11:00

MUNDO Maduro, Morales, Zelaya e Cristina declaram apoio a Lula condenado

Foto: Marco Belo/Reuters

NIcolás Maduro

Líderes políticos e chefes de Estado da América do Sul declaram apoio ao ex-presidente Lula, que tem prazo até as 17 hs desta sexta-feira, 6, para se entregar à Polícia Federal de Curitiba, para iniciar o cumprimento da pena de 12 anos e um mês de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do caso triplex do Guarujá. As manifestações ocorreram antes da prisão de Lula ser decretada pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato. O venezuelano Nicolás Maduro afirmou que ‘o mundo inteiro’ abraça Lula e que a ‘injustiça dói na alma’. “A direita, diante da incapacidade de ganhar democraticamente, elegeu o caminho judicial para amedrontar as forças populares”, disse Maduro. Evo Morales, da Bolívia, declarou que as oligarquias não se interessam ‘nem pela democracia e nem pela justiça’, além de cravar que Lula foi condenado para ‘impedir que volte a ser presidente do Brasil’. “A direita jamais o perdoará por ter tirado 30 milhões de pobres da miséria”, disse o chefe de estado. Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras que foi deposto em 2009 e se refugiou na embaixada do Brasil, disse que Lula é inocente. Zelaya afirma que ‘seu único pecado foi enfrentar os Estados Unidos’ e ‘não obedecer aos conservadores que governam o Brasil’. Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, disse que ‘as elites nunca se interessaram por justiça ou democracia, além de utilizar o ‘aparato judicial’ em interesse próprio.

Estadão Conteúdo

6 de abril de 2018, 07:30

MUNDO Cristina Kirchner diz que Lula vai ganhar eleições após decisão judicial

Foto: Divulgação

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina

A ex-presidente da Argentina Cristina Fernandez Kirchner disse nesta quinta-feira, 05, que “ficou definitivamente claro” que Luiz Inácio Lula da Silva vai ganhar as próximas eleições brasileiras, depois que o STF rejeitou um “habeas corpus” apresentado por sua defesa para evitar a prisão imediata. Cristina fez a declaração pouco antes do pedido de prisão de Lula ter sido decretado pelo juiz Sérgio Moro. “Hoje, no Brasil algo ficou definitivamente claro. Lula vai ganhar as próximas eleições presidenciais”, escreveu Cristina em sua conta no Twitter um dia depois de o Supremo Tribunal Federal divulgar sua decisão, que é o primeiro passo do pedido de prisão de Lula, condenado a doze anos e um mês de prisão por corrupção. Cristina fez referência às eleições gerais brasileiras previstas para outubro deste ano e para as quais o ex-presidente brasileiro encabeça as pesquisas de opinião.

Estadão

2 de abril de 2018, 13:45

MUNDO Terremoto na Bolívia é sentido em vários estados do Brasil

Um terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter, oriundo da Bolívia, foi sentido no Distrito Federal, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, por volta das 11h de hoje (2). A intensidade do tremor foi dimensionada pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Na Avenida Paulista, região central de São Paulo, diversos prédios chegaram a ser esvaziados. Imagens divulgadas pelas redes sociais mostram os trabalhadores ocupando as calçadas após descerem dos escritórios. No centro, o prédio do Ministério Público estadual também foi esvaziado. O tremor também foi sentido na região norte, segundo o Corpo de Bombeiros. No estado de São Paulo, municípios do interior, como Marília, e do litoral, como Santos, também sentiram o tremor. Em Brasília, prédios localizados em uma de suas principais avenidas, a W3, na altura da quadra 508 Norte, foram evacuados e seus ocupantes receberam orientações do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. “Recebemos vários chamados em todo o Plano Piloto, no Setor de Indústrias e no Guará. Não houve nenhum relato de vitimas e nenhuma estrutura foi comprometida. Houve a percepção das pessoas quanto ao tremor, mas não se constatou nenhum problema nas edificações vistoriadas”, informou o Capitão Ronaldo Reis, do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, equipes de vários quartéis de Brasília e cidades vizinhas foram mobilizadas para o atendimento da população, além de membros da Defesa Civil. Em caso de tremor de terra, a orientação para quem sentir os efeitos do abalo é de aguardar o socorro dos bombeiros e da Defesa Civil distante do prédio ou edificação. Se o abalo for forte, sugere-se procurar uma equipe de engenheiros para avaliar as condições de sustentação do edifício.

Agência Brasil

2 de abril de 2018, 07:05

MUNDO Governista derrota pastor evangélico e é eleito presidente da Costa Rica

O partido governista obteve uma grande vitória nas eleições presidenciais da Costa Rica neste domingo, 1, à medida que o eleitorado rejeitou um pastor evangélico que ingressou na política para lutar contra o casamento de pessoas do mesmo sexo.O chefe do Supremo Conselho Eleitoral do país, Luis Antonio Sobrado, disse que o governista Carlos Alvarado, do Partido de Ação Cidadã (centro-esquerda), somava 60,8% dos votos no segundo turno, com 95% das urnas apuradas. O oponente Fabricio Alvarado, da Restauração Nacional (direita), tinha 39,2%. Embora tenham o mesmo sobrenome, Carlos e Fabricio não são parentes.No mês passado, Fabricio surpreendeu ao ser o mais votado no primeiro turno, mesmo sem ter carreira política consolidada. Sua plataforma baseava-se em responder negativamente a um chamado da Corte Interamericana de Direitos Humanos para que a Costa Rica aprove o casamento de pessoas do mesmo sexo. Já o presidente eleito, Carlos Alvarado – um escritor e ex-ministro -, se declarou favorável à união gay. Ele vai substituir seu correligionário Luis Guillermo Solís na presidência em maio.

Estadão

30 de março de 2018, 11:00

MUNDO Rússia anuncia teste bem-sucedido de novo míssil balístico intercontinental

A Rússia anunciou hoje que realizou um teste bem-sucedido de seu último míssil balístico intercontinental, o Sarmat. O Ministério de Defesa do país informou que o míssil foi lançado da base espacial de Plesetsk, no noroeste da Rússia, e que o objetivo era testar o desempenho do projétil em sua fase inicial de voo. O Sarmat deverá substituir o Voyevoda, míssil balístico intercontinental desenvolvido na época da União Soviética e que é conhecido como “Satã” no Ocidente. Recentemente, o presidente Vladimir Putin informou que o Sarmat pesa 200 toneladas e tem alcance maior que o do Satã, o que lhe permite sobrevoar os polos norte ou sul e atingir alvos em qualquer parte do mundo. Na ocasião, Putin disse também que o Sarmat carrega um número maior de ogivas nucleares, mais poderosas que as do Satã.

Estadão

30 de março de 2018, 07:45

MUNDO EUA anunciam novas exigências para concessão de vistos

O Departamento de Estado pretende exigir a todos os solicitantes de visto para entrar nos EUA que forneçam seus históricos e nomes nas mídias sociais, endereços de correio eletrônico e números de telefone, em uma ampliação das medidas do governo Donald Trump para examinar o histórico de imigrantes e visitantes. Em um texto que será publicado nesta sexta-feira no Federal Register – o diário oficial do governo americano – o Departamento de Estado diz que quer obter comentários da população sobre as exigências que afetarão 15 milhões de estrangeiros que solicitam vistos para entrar nos EUA. O histórico das redes sociais, e-mails e números de telefone era solicitado apenas para pessoas que vinham de países considerados de risco – grupo que representa cerca de 65 mil pessoas anualmente. As novas regras serão aplicadas a todos os solicitantes de visto. O Departamento de Estado estima que a nova medida afetará 710 mil solicitantes de visto de imigração e 14 milhões de vistos de turismo ou os que querem viajar para os EUA em razões de negócios ou educação. Após a publicação do texto, haverá um prazo de 60 dias para o envio de comentários. Se a nova medida for aprovada pelo Escritório de Administração e Orçamento, os pedidos de visto serão encaminhados para plataformas na internet que pedirão o fornecimento de qualquer nome de conta nas redes que o solicitante teve nos últimos cinco anos. O governo dará ainda ao solicitante a opção de fornecer voluntariamente qualquer informação sobre a mídia social não listada. Além de números telefônicos, os solicitantes deverão fornecer status de viagem internacional, eventuais deportações e se algum membro da família esteve envolvido em atividades terroristas.

Estadão

30 de março de 2018, 07:30

MUNDO Trump ameaça congelar acordo com Seul por vantagem em diálogo com norte-coreanos

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou congelar o acordo comercial que terminou de renegociar esta semana com a Coreia do Sul, numa tentativa de garantir uma posição de vantagem em possíveis discussões futuras com a Coreia do Norte. Trump, que falou ontem durante visita a Richfield (Ohio), destacou a recém finalizada revisão do acordo de livre comércio de Washington com Seul, mas alertou: “Eu posso ter de suspendê-lo até que um acerto seja fechado com a Coreia do Norte.” O comentário veio horas depois de as Coreias anunciarem que seus líderes, o sul-coreano Moon Jae-in e o norte-coreano Kim Jong-un irão se reunir no dia 27 de abril. Em maio, espera-se que Trump tenha uma reunião de cúpula com Kim Jong-un. Trump ressaltou que a retórica com a Coreia do Norte “se acalmou”, mas acrescentou que poderá deixar em suspenso o primeiro acordo comercial concluído por seu governo “porque trata-se de uma carta muito forte e eu quero me certificar que todos sejam tratados de forma justa.”Trump não explicou que tipo de vantagem obteria com o congelamento do acordo com Seul. Já a embaixada sul-coreana em Washington se recusou a fazer comentários. A expectativa de Trump é chegar a um acordo com Kim para a interrupção do programa nuclear da Coreia do Norte.

Estadão

25 de março de 2018, 11:20

MUNDO Polícia alemã detém ex-líder da Catalunha Carles Puigdemont

Foto: EFE

Carles Puigdemont foi preso na manhã deste domingo, 25, pela polícia alemã

O ex-presidente regional da Catalunha Carles Puigdemont foi detido hoje pela polícia alemã enquanto cruzava a fronteira do país com a Dinamarca. Puigdemont viaja de volta à Bélgica, onde permanecia desde outubro do ano passado, após o plebiscito que reivindicava a independência da Catalunha. A polícia do norte do estado de Schleswig-Holstein afirmou que o ex-líder catalão está sob sua custódia. Na sexta-feira passada, um juiz do Tribunal Supremo da Espanha expediu uma ordem internacional de prisão contra Puigdemont e outros cinco políticos que lutavam pelo movimento separatista catalão.

Estadão Conteúdo

25 de março de 2018, 10:40

MUNDO Trump reafirma que muro na fronteira com o México será construído imediatamente

Foto: Estadão/Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou em sua conta no Twitter que os trabalhos para construção do muro na fronteira com o México irão começar imediatamente. “Muito pode ser feito com o US$ 1,6 bilhão destinado a construir e consertar a fronteira. Os trabalhos começarão imediatamente”, escreveu, acrescentando ainda que esse é apenas o montante inicial a ser desembolsado e que “o restante do dinheiro virá”. “Levantar uma grande fronteira, com drogas (veneno) e combatentes inimigos entrando em nosso país, é uma questão totalmente de Defesa Nacional”, disse ainda. Mais cedo, Trump comentou a morte do policial francês que trocou de lugar voluntariamente com um refém durante um ataque terrorista no sudoeste da França, concluindo são necessárias que medidas mais fortes para combater o terrorismo islâmico radical, “especialmente nas fronteiras”.

Estadão Conteúdo

25 de março de 2018, 06:51

MUNDO Após caixa 2, Nicolás Maduro liberou US$ 4 bilhões para a Odebrecht

Foto: Estadão/Reprodução

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Documentos em poder de promotores do Brasil e da Venezuela, aos quais o Estado teve acesso com exclusividade, mostram que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, liberou mais de US$ 4 bilhões para obras da Odebrecht em projetos financiados em parte com dinheiro do BNDES. O pagamento foi ordenado dias após a eleição de Maduro, em 2013, cuja campanha a construtora admitiu ter financiado com caixa 2. Nos documentos, o presidente frisava em letra cursiva que realizar os pagamentos, que se estenderam até 2015, era “muy urgente”. Os recursos não estavam no orçamento aprovado pelo Legislativo e parte vinha de linhas de crédito do BNDES. Segundo a investigação, a liberação de recursos fazia parte de um acerto entre Maduro e a construtora. Em troca de US$ 35 milhões para a campanha de 2013, o presidente daria “prioridade” para que recursos extraorçamentários bancassem obras da Odebrecht. Parte das informações está na delação de Euzenando Azevedo, ex-diretor da Odebrecht que prestou depoimento em 15 de dezembro de 2016, no Ministério Público Federal, no Brasil. Na declaração, ele explica como o venezuelano Américo Mata apresentou-se como coordenador de campanha de Maduro, pedindo as contribuições. O executivo condicionou a ajuda a garantias de que o governo liberaria recursos de forma regular para manter o ritmo das obras. Para reforçar a relação entre os US$ 35 milhões para a campanha e a liberação dos recursos, ele apresentou ao MP sete documentos do governo venezuelano, aos quais o Estado teve acesso. Todos estão assinados e comentados por Maduro. Outra parcela da relação da máquina pública brasileira com o chavismo veio da delação dos publicitários Mônica Moura e João Santana. Em 2 de agosto de 2017, eles foram ouvidos na sede da Procuradoria da República, em Salvador. Santana e Mônica faziam campanhas pelo mundo por meio da sucursal de sua empresa em outros países. No caso da Venezuela, isso ocorreu pela Polis Caribe SRL, com sede na República Dominicana. Em seu depoimento, Santana disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu por telefone que colaborasse com Hugo Chávez na campanha de 2012. Santana afirmou que existia uma espécie de financiamento cruzado entre campanhas do PT e o pagamento das contas dessas operações pela Odebrecht. “O vínculo de confiança com a Odebrecht fez com que a empresa ajudasse no pagamento de campanhas feitas em países onde ela tinha negócios, como Angola, Venezuela e Panamá”, sustenta um anexo do MP ao depoimento de Santana. O publicitário disse que os restos a pagar da campanha de Lula, em 2006, se juntaram aos de outras campanhas do partido em anos seguintes. “O PT foi criando uma espécie de pirâmide somente interrompida em 2015, com uma dívida, jamais paga, superior a R$ 20 milhões”, diz o documento do MP. Uma das formas que o PT encontrou para pagar foi “utilizando recursos ilícitos que tinha para receber de empreiteiros”. Segundo a transcrição, o valor pago “por fora” era de 20% do custo oficial das campanhas, uma taxa que prevalecia “como regra de mercado”. Segundo os publicitários, eles tomaram um calote do chavismo. Dos US$ 35 milhões negociados com Maduro em 2013, US$ 15 milhões não foram pagos. Um dos primeiros atos de Maduro, segundo os documentos, foi quitar a dívida com a Odebrecht. Menos de um mês depois de ser eleito, em 14 abril de 2013, ele assinou a primeira ordem para liberar o dinheiro. No dia 4 de maio, seriam US$ 106 milhões. Em 12 de maio, US$ 1,1 bilhão e outros 503 milhões de euros. No pacote, estavam obras como o teleférico de Mariche, em Caracas, avaliado em US$ 61,8 milhões, renovações de prédios e obras viárias. No entanto, o centro da relação entre Brasil e chavismo é o metrô de Caracas. Para a Linha 5, Maduro liberou US$ 311 milhões, com recursos do BNDES. “As obras do projeto da Linha 5 contam com financiamento do BNDES, do Brasil”, indica o documento assinado por Maduro. Na mesma comunicação, eram solicitados mais US$ 32 milhões para a Linha 6, também financiada pelo BNDES. A liberação de recursos continuaria. Em 15 de maio de 2013, mais US$ 12,2 milhões para obras da Odebrecht na Linha 2. Em 10 de junho de 2014, Maduro seguia comprometido com o acordo. Ele recebeu uma carta de três ministros pedindo verbas para a Odebrecht. Seriam US$ 800 milhões para quitar “dívidas” com a empresa. “Submete-se à consideração do presidente Nicolás Maduro a designação de recursos financeiros para o cancelamento da dívida que se mantém com a Odebrecht”, diz o documento. No espaço para “comentários do presidente”, lê-se um recado escrito a mão: “Muy urgente”. Em 26 de janeiro de 2015, autoridades venezuelanas apresentariam uma lista de dez obras da Odebrecht que precisavam da liberação de US$ 616 milhões e 268 milhões de euros. Desse total, US$ 534 milhões viriam do BNDES. Outra vez, a ordem de pagamento foi dada por Maduro. Em sua delação, Azevedo descreve como ocorreram as negociações. Em três reuniões com Mata em abril de 2013, o local escolhido foi o Café Gourmet, em Caracas. “Como contrapartida pela doação solicitada, Mata assegurou que o governo de Maduro manteria as obras da companhia como sua prioridade na destinação de recursos financeiros extra orçamentários, o que na Venezuela é função discricionária do presidente”, explicou. “A média de faturamento anual da empresa era de US$ 2,5 bilhões, ou seja, parte expressiva da capacidade de investimentos em obras públicas do país”, disse.

Estadão Conteúdo

24 de março de 2018, 12:45

MUNDO Trump assina memorando que restringe presença de pessoas trans no exército

Foto: Estadão

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente americano Donald Trump assinou nesta sexta-feira, 23, um memorando que restringe a admissão de pessoas transgênero no exército do país. Apesar de a medida ser menos restritiva à proibição anunciada no ano passado e fazer uma exceção a “determinadas circunstâncias”, na prática, a decisão pode banir a entrada de indivíduos trans nas Forças Armadas. Segundo a Casa Branca, pessoas com “disforia de gênero” serão excluídas do serviço militar. Essa definição se aplica a todos que “podem precisar de tratamento médico substancial, envolvendo medicamentos ou cirurgia”, como os remédios e procedimentos utilizados para mudança de sexo. O memorando também permite que o Pentágono “exerça sua autoridade para implementar qualquer política apropriada no que diz respeito ao serviço militar de pessoas transgênero”. A medida foi questionada pelos democratas e por grupos civis. A líder da minoria na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, rechaçou o memorando pelas redes sociais. “Ninguém que tem a força e a coragem de servir o exército dos EUA deve ser rejeitado por ser quem é”, escreveu. “Essa proibição odiosa é feita para humilhar nossos corajosos militares transgêneros que servem com honra e dignidade”. A Human Rights Campaing, a maior organização civil em prol dos direitos LGBT nos Estados Unidos, acusou o governo Trump de incentivar “preconceito contra pessoas trans dentro do exército”. “Não tem outra forma de encarar. O governo Trump-Pence está empenhado com uma proibição discriminatória, inconstitucional e desprezível contra militares transgêneros”, informou a organização por meio de nota. Em um comunicado, a Casa Branca disse que “a nova política permitirá às Forças Armadas estabelecer padrões de condições físicas e mentais por igual a todos os indivíduos que querem se alistar e lutar”. Segundo a Casa Branca, tanto o Secretário de Defesa Jim Mattis e a Secretária de Segurança Interna Kirstjen Nielsen concordaram com a nova medida.

Estadão Conteúdo