3 de janeiro de 2018, 21:29

MUNDO Onda de frio deixa ao menos 12 mortos nos EUA

Foto: James Neiss/Estadão Reprodução

Onde de frio nos EUA

Uma das piores ondas de frio em três décadas nos Estados Unidos deixou ao menos 12 mortos em 4 estados americanos, congelou fontes e rios, deixou em estado de alerta toda a Costa Leste do país e fez nevar em cidades no Texas e na Flórida, onde o fenômeno raramente acontece. O cenário deve piorar ainda mais a partir de hoje, com a chegada da tempestade de inverno Grayson. A tempestade, descrita por meteorologistas como “monstruosa”, deve trazer ventos de até 100 km/h e nevascas de 30 centímetros a regiões pouco acostumadas ao frio. Ela está sendo comparada ao furacão Sandy, que em 2012 deixou 233 mortos no nordeste do país. Entre domingo e ontem, uma frente fria vinda do Polo Norte provocou o frio extremo, que atingiu várias cidades da Costa Leste, mas se estendeu a outras regiões. As temperaturas no Alasca estavam ao menos três graus Celsius maiores do que em cidades na Flórida e no Texas. Seis mortes foram registradas em Wisconsin, quatro no Texas, uma em Dakota do Norte e outra no Missouri. No Texas, o frio trouxe a neve incomum, que provocou vários acidentes em razão das pistas cobertas de gelo. Na Flórida, uma precipitação em forma de gelo paralisou cidades pouco acostumadas com o frio. Em Tallahassee, pessoas fizeram bonecos de neve nas ruas. Em Pensacola, as fontes de água se transformaram em esculturas de gelo. As Universidades estaduais A&M e da Florida ficaram fechadas. O frio também causou o fechamento temporário de vários parques aquáticos em Orlando, incluindo o Sea World. As temperaturas em praticamente todo o país estão entre 11 e 17 graus Celsius abaixo da média. Em Aberdeen, em Dakota do Sul, as temperaturas chegaram a -36 graus Celsius no primeiro dia do ano, um recorde de 99 anos. No Estado de Nebraska, o frio foi de -26 graus Celsius no domingo, quebrando um recorde registrado em 1884. Em Massachusetts, tubarões apareceram mortos congelados nas praias. Em Chicago, as temperaturas atingiram -37 graus e levaram as autoridades do Estado de Illinois a alertar para o risco de hipotermia para quem estivesse nas ruas. As previsões indicam que o clima deve piorar nos próximos dias. Segundo o Weather Channel, um sistema de baixa pressão está se intensificando na Costa Leste, o que facilita a entrada do frio vindo do norte e fortalece os ventos. As temperaturas devem continuar caindo em todo o continente, em uma área que vai do sul do Texas ao Canadá. O fenômeno que pode piorar o clima é causado pela queda abrupta da pressão atmosférica, ou “bombogênese”. “Quando uma queda de pressão assim ocorre, causa uma tempestade explosiva”, explica o Weather Channel. “No caso do Grayson, pode ser a maior queda abrupta da história das tempestades de inverno”.

Estadão Conteúdo

3 de janeiro de 2018, 20:11

MUNDO Vice-presidente do Equador é oficialmente afastado do cargo

O presidente do Equador, Lenin Moreno, anunciou nesta quarta-feira que o vice-presidente do país, Jorge Glas, perdeu o cargo três meses depois de ser preso por receber propina da Odebrecht. “De acordo com o que determina a Constituição, o senhor vice-presidente da República encerrou suas funções”, disse o presidente à imprensa antes de iniciar uma reunião privada com seu gabinete. Moreno acrescentou que, segundo a lei equatoriana, ele tem 15 dias para apresentar ao Parlamento três candidatos para que o Poder Legislativo eleja um novo vice-presidente. Ele indicou que demorará “bem menos tempo” do que o estabelecido “porque um país não pode ficar sem um vice-presidente”. O presidente equatoriano indicou que os candidatos serão “pessoas valiosas para o país”, além de serem pessoas em que ele tenha confiança e sinta lealdade. Glas está preso desde o início de outubro depois que Moreno retirou as funções de vice-presidente. Em dezembro, Glas foi condenado pela Corte Nacional de Justiça a seis anos de prisão por associação ilícita por participação na trama de corrupção organizada pela Odebrecht.

Estadão Conteúdo

2 de janeiro de 2018, 21:51

MUNDO Ônibus cai de precipício e deixa ao menos 36 mortos no Peru

Um ônibus interestadual caiu de um precipício nesta terça-feira depois de se chocar com um caminhão e deixou ao menos 36 mortos, de acordo com o Ministério da Saúde do país. O veículo teve uma queda de 80 metros até parar em uma praia, de acordo com imagens de TVs locais. Seis feridos foram levados a diversos hospitais de Lima.Os bombeiros resgataram as vítimas em uma área de difícil acesso chamada Pasamayo, cerca de 70 quilômetros ao norte da capital peruana. A região é chamada de “curva do diabo” ao apresentar vias estreitas. Durante décadas, Pasamayo foi considerado um lugar de trânsito perigoso.O ônibus da empresa San Martín saiu da cidade de Huacho, ao norte do Peru, rumo a Lima. Ao partir, o veículo levava 57 pessoas, disse o chefe de polícia Dino Escudero à Associated Press. Escudero teme que o número de mortos suba.De acordo com dados oficiais disponíveis, em 2016 morreram 2.696 pessoas em acidentes viários no Peru, enquanto 2.965 pessoas morreram em 2015.

Estadão

2 de janeiro de 2018, 21:32

MUNDO Trump ameaça cortar ajuda financeira do país aos palestinos

Foto: Divulgação

O presidente dos EUA, Donald Trump

Reconhecendo seu impulso para negociar a paz no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu ameaçar cortar a ajuda financeira de Washington à Autoridade Nacional Palestina (ANP) ao dizer, em seu perfil no Twitter, que os palestinos não estavam mais dispostos a negociar um acordo de paz. De acordo com o presidente americano, os EUA “pagam os palestinos com milhões de dólares por ano e não obtêm apreciação nem respeito. Eles nem querem negociar um longo prazo para o tratado de paz com Israel”. De acordo com Trump, seu governo levou Jerusalém, a parte mais difícil da negociação, para fora da mesa, “mas Israel, por isso, teria que pagar mais. Mas com os palestinos não querendo mais negociar a paz, por que devemos fazer pagamentos futuros maciços a eles?”, questionou. Trump enfureceu muitos no Oriente Médio quando anunciou, no fim do ano passado, que os EUA considerariam Jerusalém a capital de Israel e moveriam sua embaixada para lá. O líder da ANP, Mahmoud Abbas, disse que o anúncio destruiu a credibilidade de Trump como alguém que deseja a paz no Oriente Médio e chamou a decisão do líder americano de “uma declaração de retirada do papel que desempenhou no processo de paz”.

Estadão Conteúdo

2 de janeiro de 2018, 20:41

MUNDO EUA pedem por reuniões de emergência na ONU para discutir protestos no Irã

Os Estados Unidos pediram que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Conselho de Direitos Humanos realizem reuniões de emergência sobre o Irã, uma vez que o país está sendo criticado pela forma como lida com protestos contra o governo. Os EUA estão saudando as manifestações como valentes. A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, disse nesta terça-feira que “a ONU deve falar sobre o assunto”. Ela afirmou que os EUA irão pedir sessões de emergência nos próximos dias. As manifestações foram provocadas por queixas econômicas por parte da população, mas alguns manifestantes protestaram contra o governo e contra o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Mais de 20 pessoas foram mortas e centenas foram presas.

Estadão Conteúdo

2 de janeiro de 2018, 20:10

MUNDO Queda de ônibus mata ao menos 36 pessoas no Peru

Foto: Vidal Tarqui/Agencia Andina

Socorristas retiram feridos de ônibus que caiu um penhasco de 100 metros na costa do Peru

Pelo menos 25 pessoas morreram nesta terça-feira, 2, na queda de um ônibus de passageiros em um abismo de uns 100 metros após o coletivo ter sido atingido por um caminhão em uma estrada da costa central do Peru, informou a Polícia local. O acidente ocorreu pela manhã na “curva do diabo” da rodovia Pasamayo, 45 km ao norte de Lima. “São ao menos 36 os mortos e 5 os feridos encontrados até o momento”, disse à imprensa o coronel Dino Escudero, chefe da Divisão de Controle de Estradas da Polícia. “A polícia e os bombeiros continuam trabalhando para resgatar as vítimas, mas acreditamos que o número de mortos pode aumentar”, acrescentou Escudero. O ônibus, que viajava para Lima com 53 passageiros, procedente da cidade de Huacho, 130 km ao norte da capital, ficou virado a poucos metros do mar após cair do alto da rodovia, segundo imagens da TV. Um helicóptero levou socorristas até o local onde o ônibus ficou, enquanto outros desceram caminhando, ajudados por cordas.

Estadão Conteúdo

1 de janeiro de 2018, 15:03

MUNDO Papa Francisco pede mais esforços para garantir esperança e paz a refugiados

Em seu tradicional pronunciamento de Ano-Novo, o papa Francisco convocou os líderes mundiais a fazer mais pelos refugiados e migrantes, a quem chamou de “os mais fracos e necessitados”. A temática dos refugiados foi escolhida pelo pontífice como tema do 51º Dia Mundial da Paz da Igreja Católica, celebrado no primeiro dia do ano. Cerca de 40 mil pessoas acompanharam o discurso hoje (1º) na Praça São Pedro, no Vaticano. “Por essa paz, a qual todos têm o direito, muitos deles estão dispostos a arriscar suas vidas em uma jornada que é muitas vezes longa e perigosa. Eles estão dispostos a enfrentar a tensão e o sofrimento”, disse Francisco. O papa destacou que a paz é um direito de todos e defendeu um esforço coletivo para não abandonar as populações que deixam seus lares. “Por favor, não extingamos a esperança em seus corações, não sufoquemos suas esperanças de paz. É importante que da parte de todos – instituições civis, educacionais, assistenciais e eclesiais – exista o esforço de assegurar aos refugiados, aos migrantes e a todos um futuro de paz”. A situação dos migrantes e refugiados tem feito parte das preocupações e da agenda do papa Francisco. Recentemente, o pontífice se reuniu com expatriados muçulmanos em uma viagem a Myanmar e Bangladesh. Na ocasião, pediu a lideranças a solução dos problemas que causaram as saídas dessas pessoas de suas cidades.

Agência Brasil

1 de janeiro de 2018, 11:57

MUNDO Maduro anuncia aumento de 40% no salário mínimo na Venezuela

Foto: Reprodução

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no domingo o aumento em 40% do salário mínimo, em sua mensagem de fim de ano, segundo a estatal Agência Venezuelana de Notícias. A elevação vale também para os aposentados, enfatizou o presidente. Maduro disse ainda que em janeiro serão divulgados detalhes sobre os mecanismos de aplicação do petro, a moeda virtual que o governo de Caracas disse anteriormente que pretende lançar. A ideia é que a moeda virtual seja garantida pelas reservas energéticas nacionais. A agência oficial disse também que Maduro qualificou 2017 como um “ano de assédio aos venezuelanos”, de diversas formas: “a desestabilização econômica, traições, violência armada, protestos organizados, sabotagem aos serviços públicos, perseguição internacional, bloqueio econômico e financeiro contra a república”. O presidente disse, porém, que a Venezuela conseguiu a paz social e a estabilidade política com igualdade e justiça, “bases fundamentais para a conquista do futuro no ano de 2018”. Maduro lembrou que durante o ano de 2017 o governo decretou seis aumentos salariais. O país, porém, enfrenta uma inflação muito elevada. O oposicionista Henrique Capriles, ex-governador de Miranda, disse no Twitter que o aumento era “uma enganação” para os venezuelanos, já que apenas no mês de dezembro a inflação teria sido de 80% no país. Capriles cobrou ações do governo para controlar a alta nos preços e pediu a saída do presidente, qualificado por ele como “condutor do desastre”.

Estadão Conteúdo

1 de janeiro de 2018, 10:44

MUNDO Paquistão “não receberá mais” bilhões em troca de “mentiras”, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nesta manhã de segunda-feira sua primeira mensagem do ano no Twitter com uma crítica ao Paquistão, um aliado americano. Segundo Trump, os paquistaneses têm recebido bilhões de dólares em ajuda, mas não têm dado nenhuma contrapartida aos EUA, o que segundo ele precisa acabar “Os Estados Unidos têm tolamente entregado ao Paquistão mais de 33 bilhões de dólares em ajuda ao longo dos últimos 15 anos e eles não nos dão nada mais que mentiras e enganos, pensando que nossos líderes são bobos. Eles dão abrigo a terroristas que caçamos no Afeganistão, com pouca ajuda. Não mais!”, escreveu Trump. Ontem, ele havia usado o Twitter para comentar os “protestos pacíficos” ocorridos nos últimos dias no Irã. Nesse caso, o presidente americano criticou o fato de que as autoridades de Teerã restringiram a internet para impedir a comunicação dos manifestantes. “Isso não é bom!”, disse ele.

Estadão Conteúdo

1 de janeiro de 2018, 09:05

MUNDO Coreia do Norte diz que “concluiu” programa nuclear e poderia atacar os EUA

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, afirmou em discurso nesta segunda-feira que Pyongyang “completou” seu programa de armas nucleares e poderia atingir qualquer ponto dos Estados Unidos, embora tenha aparentemente estendido um aceno de paz à vizinha Coreia do Sul. “Há um botão nuclear instalado na escrivaninha do meu escritório”, afirmou Kim durante seu discurso anual de Ano Novo, televisionado. A autoridade afirmou que o governo dos EUA devem reconhecer a “realidade” de que a Coreia do Norte possui armas nucleares capazes de impedir qualquer ataque militar americano. “Os EUA nunca poderiam lançar um ataque militar contra mim”, afirmou. Kim disse que seu país acelerará a produção em massa de ogivas nucleares e foguetes balísticos, “cujo poder e credibilidade estão assegurados”, enquanto mantém capacidades de contra-ataques nucleares a todo momento” no novo ano. Mas ele também sugeriu que seu regime está disposto a dialogar com a Coreia do Sul. Ele afirmou que Pyongyang está aberta a enviar uma delegação para os Jogos de Inverno de fevereiro em Pyeongchang, um resort no país vizinho. “Nós realmente desejamos ao Sul uma Olimpíada bem-sucedida.” O líder aparentemente, porém, condicionou a participação norte-coreana à interrupção dos exercícios militares anuais realizados pelos EUA e pela Coreia do Sul em março e abril. “A Coreia do Sul precisa parar com ensaios para uma guerra nuclear envolvendo potências estrangeiras”, advertiu.

Estadão Conteúdo

31 de dezembro de 2017, 13:11

MUNDO Sydney comemora com fogos de artifício a chegada do Ano-Novo de 2018

Devido à diferença de fuso horário, o Ano-Novo já começou em Sydney, na Austrália. As comemorações para a chegada de 2018 se deram com fogos de artifício no porto da cidade mais populosa do país e do continente, a Oceania. Os primeiros a saudar a chegada de 2018 foram os cidadãos das nações insulanas de Kiribati e Samoa, situadas no Pacífico sul, à meia-noite local (8h de Brasília). Em seguida, entraram no dia 1º de janeiro os moradores da ilha neozelandesa de Chatham, situada 680 quilômetros ao sudeste das ilhas principais desse país; os demais habitantes da Nova Zelândia; e a população de Fiji e Tonga.

Agência Brasil

31 de dezembro de 2017, 12:45

MUNDO Espanha resgata 66 migrantes no Mar Mediterrâneo

O serviço de resgate marítimo da Espanha disse que salvou 66 migrantes de dois barcos no mar Mediterrâneo. Segundo o órgão, um barco que transportava 58 migrantes foi interceptado por uma embarcação de resgate no Estreito de Gibraltar antes do nascer do sol no domingo. Mais oito migrantes foram retirados de um segundo barco nas águas a leste do estreito. A Espanha salvou 177 migrantes que viajavam em seis barcos no sábado.

Estadão

30 de dezembro de 2017, 10:43

MUNDO Milhares de pessoas marcham a favor do governo no Irã

Cerca de quatro mil pessoas participam neste sábado de uma marcha favorável ao governo em Teerã, capital do Irã. O ato ocorre em resposta à série de manifestações que ganharam as ruas do país nos últimos dias contra a disparada dos preços dos alimentos.O manifestante Ali Ahmadi, de 27 anos, culpou os Estados Unidos pelos problemas econômicos vividos pelo Irã. O discurso dele era uníssono no ato, ainda que alguns pequenos focos de tensão tenham sido registrados. Cerca de 50 pessoas foram presas.À TV estatal, o porta-voz da chancelaria iraniana, Bahram Ghasemi, criticou as falas do presidente americano, Donald Trump que disse na sexta-feira que apoiava os manifestantes contrários ao governo. “Os iranianos não devem dar crédito a declarações oportunistas e enganosas de funcionários americanos ou do senhor Trump”, afirmou.A onda recente de protestos, que se iniciou na quarta-feira, é mais um problema para o presidente Hassan Rouhani, ao mesmo tempo que o acordo nuclear com as potências do Ocidente segue em risco devido à pressão de Trump.Rouhani colheu os frutos da melhora econômica que se seguiu ao acordo nuclear. A partir de 2015, com o fim das sanções, o país voltou a ter acesso a importações e exportações de diversos mercados.Mas a inflação acelerou no Irã recentemente, devido ao aumento dos preços dos alimentos, especialmente do ovo e do frango.As carnes de aves e os ovos são uma parte fundamental da dieta de muitos dos 80 milhões de habitantes do Irã e altas anteriores causaram problemas políticos a presidentes em diversos períodos desde a revolução aiatolá de 1979.

Estadão

30 de dezembro de 2017, 08:46

MUNDO Por muro, Trump faz ameaça a proteção a jovens imigrantes no Twitter

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não haverá proteção para jovens imigrantes levados ao país ilegalmente, a menos que ele obtenha financiamento para um muro na fronteira com o México e outros itens do programa de imigração americano.Em seu perfil no Twitter, Trump disse que “os democratas foram informados e entenderam perfeitamente que não pode haver um programa que defenda os jovens imigrantes se não houver o muro desesperadamente necessário na fronteira sul e um fim para a horrível migração em cadeia e o ridículo sistema de loteria de imigração”, disse. Para Trump, a proteção dos EUA a todo custo é prioridade dos políticos americanos.A batalha pela imigração foi adiada para o próximo ano no Congresso. Os democratas desejam proteção para os jovens imigrantes, chamados de “dreamers” (sonhadores). Mas, embora exista uma simpatia bipartidária significativa para os dreamers, as demandas do Partido Republicano para o muro fronteiriço de Trump acabaram sendo de difícil resolução

Estadão

29 de dezembro de 2017, 21:25

MUNDO Europa amplia medidas de segurança para festas de fim de ano

Foto: Estadão/Reprodução

Zonas de seguranças em Berlim

Em um ano com múltiplos ataques terroristas, cidades europeias decidiram ampliar as medidas de segurança para as festas de fim de ano. Paris, Madri, Barcelona, Londres, Berlim, Viena e outras capitais deslocaram um grande contingente de homens armados para diferentes regiões em razão das comemorações do dia 31 de dezembro. Em todas elas, barreiras estão sendo erguidas para impedir que jihadistas utilizem caminhões ou carros para atropelar vítimas, um método que já foi registrado no Reino Unido, na Alemanha e na França. Em Berlim, as autoridades criarão zonas públicas destinadas exclusivamente para o público feminino. A medida foi tomada depois que, em 2015, dezenas de mulheres afirmaram ter sido alvo de ataques e tentativas de violação na cidade de Colônia. O caso escancarou a tensão na sociedade alemã diante da chegada de mais de 1 milhão de refugiados naquele ano. As “zonas de segurança” estarão nas proximidades do portão de Brandemburgo. Mas a capital não é a única a adotar medidas. Em Colônia, a prefeitura expandiu a área em que estará proibido soltar fogos de artifício. Autoridades ainda ampliaram o número de câmeras instaladas e enviarão 1,4 mil policiais ao centro. Em Londres, agentes armados estarão patrulhando a cidade, além de dezenas de policiais misturados à população nas ruas. O ano de 2017 foi marcado por uma série de atentados na cidade e com o anúncio do grupo extremista Estado Islâmico (EI) de que transformaria a noite do dia 31 de dezembro em um “inferno”. No total, foram quatro atentados no ano, matando ao menos 36 pessoas. Nos últimos anos, cidades como Manchester têm camuflado agentes especiais como mendigos, na esperança de conseguir detectar suspeitos antes que seja realizado um ataque. Em Birmingham, um exercício foi realizado entre os policiais durante uma noite, com atores que se passaram por vítimas de um atentado. Cartazes foram disseminados por extremistas, fazendo alusão a um eventual novo atentado em Paris. Em toda a França, 7 mil soldados farão parte do esquema de segurança das festas de fim de ano. Segundo a imprensa nacional, dois supostos terroristas foram detidos na semana passada em Lyon. Além dos militares, a França utilizará 56 mil policiais, 36 mil agentes de segurança e 40 mil outros funcionários de serviço para garantir a segurança das festas. Em dois anos, mais de 240 pessoas morreram no território francês vítimas de atentados.

Estadão Conteúdo