25 de dezembro de 2018, 10:15

MUNDO Passa de 400 número de mortos em tsunami na Indonésia

Foto: Divulgação

A cada dia aumenta o número de vítimas em decorrência do tsunami na região costeira da Indonésia

A cada dia aumenta o número de vítimas em decorrência do tsunami desencadeado após erupção do vulcão Anak Krakatau, na região costeira da Indonésia. O balanço mais recente divulgado hoje (25) é de 429 mortos e 1.459 feridos, além dos desaparecidos. O tsunami, registrado há três dias, destruiu 882 casas, 73 hotéis, vilas e edifícios localizados no litoral. De acordo com o porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho, 16.082 pessoas foram deslocadas. O desastre também destruiu um porto marítimo e 434 navios e embarcações nos distritos de Pandeglang e Serang mais atingidos na província de Banten, e nos distritos de Lampung Selatan, Panawaran e Tenggamus na província de Lampung. As buscas se estendem por terra e mar entre as ilhas de Java e Sumatra, já que muitas vítimas teriam sido arrastadas pelas ondas. “Os navios que procuram as vítimas já recuperaram vários corpos no mar”, disse Sutopo. Mais de 2 mil soldados e policiais, além de pessoal do escritório de busca e salvamento e do escritório da agência de gestão de desastres participaram de uma operação de socorro emergencial. O porta-voz admitiu que falhas no sistema de alerta contribuíram para o agravamento da situação. “A ausência e o fracasso dos primeiros sistemas de alerta de tsunamis contribuíram para as enormes baixas porque as pessoas não tiveram oportunidade de serem deslocadas”. A agência de meteorologia e geofísica proibiu atividades nas áreas costeiras após o tsunami. Em 26 de dezembro de 2004, um enorme tsunami desencadeado por um poderoso terremoto atingiu países ao longo do Oceano Índico, matando 226 mil pessoas, incluindo 170 mil na província de Aceh, na ponta norte da ilha de Sumatra, na Indonésia. A área do vulcão Anak Krakatau está cercada de estâncias turísticas, uma zona industrial, uma movimentada faixa de navegação e algumas áreas residenciais. No sábado, ondas de 4 a 5 metros atingiram a costa. Anak Krakatau é um dos 129 vulcões ativos na Indonésia, uma vasta nação de arquipélagos que abriga 17,5 mil ilhas, situada em uma zona propensa ao terremoto do chamado Anel de Fogo do Pacífico.

Agência Brasil

25 de dezembro de 2018, 08:15

MUNDO Governadora mexicana e marido senador morrem em queda de helicóptero

Foto: Pablo Spencer/ AP

Resgate, Forças Armadas e polícia chegam ao local da queda do helicóptero

A governadora do Estado mexicano de Puebla, Martha Erika Alonso, e seu marido, o senador Rafael Moreno Valle, morreram em um acidente de helicóptero na segunda, 24. Uma “aparente falha ainda não especificada” foi a causa da queda, segundo o secretário de Segurança Pública e Proteção Cidadã do México, Alfonso Durazo. O presidente, Andrés Manuel López Obrador, deu instruções de iniciar imediatamente as investigações correspondentes, assim como de outorgar os apoios necessários tanto ao governo estadual como aos parentes, disse Durazo em uma coletiva. Além da governadora e seu marido, estavam no helicóptero o capitão Roberto Pope e o primeiro oficial Marco Antonio Pavera. Especula-se que havia um quinto passageiro. A queda aconteceu no povoado de Santa María de Coronango, a alguns quilômetros ao norte do Aeroporto Internacional de Puebla. O acidente aconteceu 10 minutos depois da decolagem, no heliporto El Triángulo de las Almas, com destino à Cidade do México. O helicóptero pertence à empresa Serviços Aéreos do Planalto e contava com permissão vigente. Martha Erika Alonso foi a primeira mulher a governar Puebla. Ela havia assumido o cargo há 10 dias, após uma eleição conturbada. Alonso, que era membro da sigla de centro-direita Partido Ação Nacional (PAN), foi acusada pelo partido do atual presidente, o Movimento da Regeneração Nacional (Morena), de roubar as eleições. Já Rafael Moreno Valle era considerado um político em ascensão no PAN. Ele foi governador de Puebla entre os anos de 2011 e 2017 e era cotado para ser candidato à Presidência.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2018, 18:30

MUNDO Para relator da ONU, EUA violam direito internacional com prisão de crianças

Foto: AFP

Menina hondurenha de 2 anos separada da mãe no Texas

O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Direitos dos Imigrantes, Felipe González Morales, pediu nesta segunda-feira, 24, que o governo dos Estados Unidos investigue o caso da menina guatemalteca que morreu sob a custódia da Patrulha Fronteiriça. González também solicitou o fim da prisão de crianças e jovens imigrantes após cruzarem a fronteira e afirmou que a situação configura violação do direito internacional. “Como foi expressado por várias instâncias de direitos humanos da ONU, a detenção de crianças em função de seu status migratório é uma violação do direito internacional”, afirmou o analista. A ONU considera que a prisão vai contra o bem-estar de qualquer criança e gera efeitos adversos a longo prazo, pois piora o trauma que os pequenos imigrantes já sofreram durante a travessia. “A prisão de crianças nunca deve ser usada para dissuadir a migração”, ressaltou González sobre a medida americana. O alerta do analista vem após a morte de uma criança em um centro de detenção da Patrulha Fronteiriça. No último dia 8, Jakelin Caal – capturada pelos agentes com seu pai após atravessar a fronteira – começou a convulsionar depois de oito horas na prisão. A menina foi transferida com febre altíssima para um hospital, onde chegou com parada cardíaca e não resistiu. A Patrulha Fronteiriça diz que a tragédia ocorreu porque ela estava há dias sem beber nem comer. Como analista da ONU sobre Direitos dos Migrantes, González pediu uma investigação completa do caso ao governo dos Estados Unidos. Além disso, o analista também solicitou que as autoridades estadunidenses garantam à família da menina acesso à Justiça e que isso inclua, entre outras coisas, representação legal no processo em um idioma que eles possam entender bem. González pediu duas vezes ao governo dos EUA para fazer uma visita oficial ao país e visitar os centros de detenção de imigrantes. No entanto, a Casa Branca não respondeu as solicitações do analista da ONU.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2018, 18:15

MUNDO As ondas levaram tudo, lamentam indonésios prejudicados por tsunami

Foto: Adek Berry / AFP

Asep Sunaria acredita que teve sorte porque sobreviveu as grandes ondas do Tsunami

Asep Sunaria escutou um forte barulho e, segundos depois, sentiu um “muro de água” o derrubando da motocicleta. As ondas gigantes do tsunami que matou mais de 300 pessoas na Indonésia derrubaram a casa e tomaram o povoado de Sunaria, em Sukarame. “A água surgiu com um barulho forte, como de ventanias”, conta o homem de 42 anos. “Eu não esperava aquilo. Não houve alerta. No começo pensei que se tratava de uma onda grande causada pela maré, mas a água não parava de subir”. O indonésio então começou a correr com a família para a parte alta do povoado, na costa de Java. Ele considera que teve sorte porque vários moradores de Sukarame morreram assim que as grandes ondas chegaram, na noite de sábado, após a erupção do vulcão Anak Krakatoa. “Minha família está segura agora, mas minha casa foi destruída, o tsunami levou tudo”, lamentou Sunaria. Agora, ele ajuda nos trabalhos de resgate. “Procuro corpos que não foram encontrados. Nesta segunda-feira, 24, achamos um e estamos checando os locais afetados pela tragédia”. Outra moradora da região, Sunarti, caminha com a água até a altura dos joelhos em busca de seus pertences que foram espalhados pela força do tsunami. A mulher de 61 anos que tem apenas um nome – como muitos indonésios – comemora o fato de a mãe, de 100 anos, ter sobrevivido. A família se refugia agora em partes altas do povoado porque as autoridades alertaram para a possível ocorrência de novas ondas gigantes. “Minha vida era difícil. Éramos muito pobres e agora acontece isso”, lamenta. Pelo caminho nas ruas de Sukarame, Sunarti conta que vê os corpos em meio aos escombros das casas destruídas.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2018, 11:15

MUNDO Indonésia registra mais de 300 mortos e 1.500 feridos após tsunami

Equipes de emergência procuram sobreviventes do tsunami que deixou ao menos 373 mortos na Indonésia

As equipes de emergência procuram nesta segunda-feira, 24, sobreviventes do tsunami que deixou ao menos 373 mortos em Sumatra e Java, na Indonésia, ao mesmo tempo que os especialistas alertam para a possibilidade de novas ondas gigantes em consequência da atividade vulcânica na região. Brigadas de socorristas com máquinas e equipamentos pesados tentam retirar os escombros deixados pelo tsunami. Alguns funcionários utilizam as mãos para levantar objetos na esperança de encontrar desaparecidos. Milhares de pessoas foram levadas para zonas elevadas. O tsunami invadiu praias do sul da Ilha de Sumatra e do extremo oeste de Java na noite de sábado. A onda gigante, provocada pela erupção do vulcão Anak Krakatoa (“Filho de Krakatoa”), deixou 373 mortos, 1,459 feridos e 128 desaparecidos, de acordo com o balanço mais recente. “O número de vítimas e de danos continuará aumentando”, afirmou o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho. O presidente indonésio, Joko Widodo, visitou nesta segunda as zonas devastadas, menos de três meses depois de outro tsunami, provocado por um terremoto, deixar milhares de mortos em Palu e na Ilha Célebes. A China ofereceu suas condolências às famílias dos mortos e afirmou que “fornecerá ajuda” aos que foram prejudicados pela tragédia por meio da Cruz Vermelha. “Esperamos que os indonésios possam superar este desastre e voltar às suas vidas normais o mais rápido possível. A China, por meio da Cruz Vermelha, vai ajudá-los a deixar para trás estes momentos difíceis”, disse em entrevista coletiva a porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying. De acordo com autoridades, o tsunami pode ter sido provocado por um aumento repentino da maré provocado pela lua cheia, combinado com uma avalanche no fundo do mar após a erupção do Anak Krakatoa, que forma uma pequena ilha no Estreito de Sunda. “A combinação provocou um tsunami repentino que atingiu a costa”, afirmou Nugroho, antes de destacar que a Agência Geológica da Indonésia trabalha para entender exatamente o que aconteceu. “O risco de tsunami no Estreito de Sunda prosseguirá alto enquanto o vulcão continuar em sua fase de atividade, porque pode provocar novos deslizamentos de terra submarinos”, alertou Richard Teeuw, da Universidade de Portsmouth. As erupções vulcânicas submarinas, que são relativamente incomuns, podem provocar tsunamis em razão do deslocamento repentino de água ou deslizamentos em encostas, de acordo com o Centro Internacional de Informação sobre Tsunamis.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2018, 10:45

MUNDO Após acordo, Israel decide dissolver Parlamento e antecipar eleições

Foto: Reprodução/Estadão

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu

Israel realizará uma eleição geral em abril, informou nesta segunda-feira, 24, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu em sua conta no Twitter, depois de um encontro com membros de sua coalizão de governo. “Os líderes da coalizão decidiram de forma unânime dissolver o Parlamento e realizar uma nova eleição antecipada no início de abril”, disse um porta-voz, citando um comunicado emitido por parceiros políticos de Netanyahu. Uma crise na coalizão com relação a um projeto de recrutamento militar que afeta as isenções do serviço obrigatório para homens judeus ultraortodoxos levou à decisão. O premiê, agora em seu quarto mandato, governa com uma maioria de 61 assentos de um total de 120. Netanyahu lidera o partido Likud, de direita. Sob a lei de Israel, uma eleição nacional tinha de ser realizada em novembro de 2019.

Estadão Conteúdo

24 de dezembro de 2018, 07:31

MUNDO Sem alerta, tsunami deixa mais de 280 mortos e mil feridos na Indonésia

Foto: Fauzy Chaniago/AP Photo

Tsunami atingiu praias no sul da Ilha de Sumatra e na parte ocidental da Ilha de Java

Sem que fossem sentidos os usuais tremores costeiros que indicam a chegada de ondas gigantes ou emitidos sinais de alerta, um raro tsunami após uma erupção de vulcão avançou sobre portos pesqueiros e centenas de banhistas que estavam nas praias do sul da Ilha de Java e do oeste de Sumatra, na Indonésia. Pelo menos 281 pessoas morreram e este número pode aumentar à medida que as buscas são ampliadas. O tsunami da noite de sábado, 22, pode ter sido provocado por um aumento repentino da maré após a erupção do vulcão Anak Krakatoa (“Filho de Krakatoa”, em indonésio), que forma uma pequena ilha no Estreito de Sunda. Ao menos mil pessoas ficaram feridas e 57 estão desaparecidas. Especialistas alertaram para o risco de um outro tsunami causado pela atividade vulcânica. Ouystein Lund Andersen, um fotógrafo norueguês que estava de férias com a família na praia de Anyer e testemunhou o ocorrido, escreveu no Facebook que viu a onda chegando. “Entrou na área do hotel onde estou e jogou carros na estrada. Consegui levar minha família para um local mais alto através de trilhas de floresta e vilarejos, onde fomos socorridos por moradores. Felizmente, nenhum de nós ficou ferido”, escreveu. O Ministério de Relações Exteriores do Brasil informou neste domingo, 23, que não havia recebido notícias sobre vítimas brasileiras. O tsunami destruiu ou danificou ao menos 556 casas, 9 hotéis, 60 pequenos comércios e 350 barcos, afirmou Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência que lida com desastres. O Estreito de Sunda separa as ilhas populosas de Java e de Sumatra. Ondas que chegaram a cinco metros de altura sacudiram áreas residenciais e vários destinos turísticos ao longo das áreas costeiras do Estreito, incluindo Pangdeglang, Tanjung Lesung e Teluk Lada dan Carita. Imagens no Twitter mostram carros arrastados e ruas alagadas. A central de vulcanologia e geologia da Indonésia informou ter ocorrido uma erupção do Anak Krakatoa na noite de sábado. Igan Sutawijaya, especialista em vulcões e desastres geológicos, disse que a onda pode não estar diretamente ligada à erupção, mas foi uma consequência dela. “Suspeito que tenha havido um deslocamento de terra submarino, ou talvez uma rachadura”, disse ao Washington Post. Segundo Nugroho, justamente por isso as autoridades não conseguiram alertar sobre o tsunami. “Não temos um sistema de alerta que seja ativado por movimentações embaixo d’água ou erupções vulcânicas”, explicou, acrescentando que agora as autoridades do país precisam pensar em como desenvolver tal ferramenta. Um vídeo mostra o tsunami avançando sobre um show da banda indonésia Seventeen. O palco oscilou para a frente, jogando músicos e instrumentos sobre a plateia em pânico. A região mais afetada pelo tsunami foi Pangdelang, em Java, onde fica a praia de Tanjung Lesung. O local é muito visitado pelos moradores da capital Jacarta. Vídeos e imagens mostram carros virados, casas devastadas e muita destruição. Outro vídeo divulgado nas redes sociais mostra um policial resgatando um menino de cinco anos de uma residência danificada. Estradas da região foram bloqueadas pelas árvores caídas e destroços de casas. Em Carita, um popular destino turístico da costa oeste de Java, Muhamad Bintang, de 15 anos, lembra que viu a onda chegar. “Chegamos para as férias e logo a água chegou. Tudo ficou escuro. Não havia energia”. Na Província de Lampung, do outro lado do Estreito, Lutfi Al Rasyid, de 23 anos, contou como fugiu da praia de Kalianda. “Não consegui ligar a moto, então saí correndo. Rezei e corri o mais rápido que consegui”. O presidente indonésio enviou condolências às famílias dos mortos. O Anak Krakatoa continua ativo e a região deve ser evitada. Em sua conta no Twitter, o presidente americano, Donald Trump, lamentou a devastação. “Rezamos por sua recuperação. Os Estados Unidos estão com vocês”. A ONU ofereceu por meio do Programa Mundial de Alimentos (PMA), assistência ao governo da Indonésia para responder às necessidades humanitárias causadas pela tragédia. “Temos no local equipes especializadas de resposta a desastres que estiveram trabalhando por anos com a Indonésia para que (o país) esteja preparado para tais catástrofes”, disse em Genebra o porta-voz do PMA, Herve Verhoosel. De acordo com a organização, uma das medidas mais urgentes a serem tomadas depois de um fato deste tipo é a instalação de cozinhas comunitárias para dar o que comer aos que perderam as residências. Verhoosel afirmou que especialistas em logística podem ajudar a transportar alimentos e pessoal humanitário às áreas afetadas pela catástrofe. “Quando recebemos um pedido deste, nossos especialistas trabalham com o governo para avaliar os danos às zonas afetadas e apoiar suas ações”, explicou.

Estadão Conteúdo

23 de dezembro de 2018, 12:35

MUNDO Itamaraty não recebeu notícias de brasileiros vítimas de tsunami na Indonésia

Foto: Reuters

Tsunami que matou cerca de 200 pessoas na Indonésia

O Ministério das Relações Exteriores não recebeu, até o momento, notícias de brasileiros vítimas do tsunami que matou cerca de 200 pessoas na Indonésia. De acordo com a pasta, nenhum comunicado foi feito à embaixada brasileira em Jacarta nas horas seguintes à tragédia, mas o ministério está monitorando a situação. Por volta das 21h45 de ´sábado (22), no horário local (12h45 em Brasília), as regiões costeiras do Estreito de Sunda, que separa as ilhas de Java e Sumatra, na Indonésia, foram atingidas por um tsunami. De acordo com os dados oficiais, 30 pessoas estão desaparecidas nas duas ilhas e há 745 feridas. Um total de 430 casas e nove hotéis foram afetados, assim como navios. A região é densamente povoada. As informações são do porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho. Segundo ele, os números devem aumentar, pois ainda faltam áreas para serem analisadas. As autoridades atribuem o fenômeno à erupção do vulcão Krakatau por cerca de meia hora. Para especialistas, os deslizamentos de terra e outras atividades geológicas causadas pela erupção levaram à tragédia. Ondas enormes sacudiram as áreas residenciais e vários destinos turísticos ao longo das áreas costeiras do Estreito de Sunda, incluindo Pangdeglang, Pantai Tanjung Lesung, Sumur, Penimbang e Teluk Lada dan Carita. Imagens publicadas no Twitter mostram carros arrastados pelo tsunami. Os distritos mais atingidos foram de Pandeglang, Seran e Lampung Selatan. Só na região de Pandeglang há 624 feridos. As ondas, segundo relatos, chegaram a quatro, cinco metros de altura. O chefe do Departamento de Emergência da Agência de Gerenciamento de Desastres no distrito de Pandeglang, Endang Permana, afirmou que muitas vítimas foram atingidas no momento em que assistiam o que ocorria no mar. Krakatau Child é um dos 129 vulcões ativos na Indonésia. O país reúne 17,5 mil ilhas e está em uma área considerada vulnerável, atingida pelo chamado “Anel de Fogo do Pacífico”.

Agência Brasil

23 de dezembro de 2018, 10:04

MUNDO Número de mortos por tsunami na Indonésia sobe para 222 e o de feridos, para 843

A agência de controle de desastres da Indonésia informou que o número de mortos pelo tsunami aumentou para 222, com outros 843 feridos e 28 desaparecidos. Porta-voz da agência, Sutopo Purwo Nugroho disse que esses números ainda podem crescer uma vez que nem todas as áreas afetadas foram alcançadas por equipes de resgate. O vulcão que entrou em erupção na noite de sábado (pelo horário local) está situado no Estreito de Sunda, entre as ilhas de Java e Sumatra, ligando o Oceano Índico ao Mar de Java. Ele entrou em erupção 24 minutos antes do princípio do tsunami, de acordo com a agência de geofísica do país.

Estadão Conteúdo

23 de dezembro de 2018, 07:16

MUNDO Tsunami deixa pelo menos 168 mortos e quase 750 feridos na Indonésia

Foto: Divulgação

Tsunami matou pelo menos 168 pessoas, feriu mais de 745 e deixou 30 desaparecidas na Indonésia

Um tsunami matou pelo menos 168 pessoas, feriu mais de 745 e deixou 30 pessoas desaparecidas no Estreito de Sunda, na Indonésia, neste sábado (22), de acordo com autoridades locais. Foram atingidas praias no sul da Ilha de Sumatra e na parte ocidental da Ilha de Java por volta das 21h30 (12h30 em Brasília). Deslizamentos de terra subaquáticos após a erupção do vulcão Krakatoa são apontados como possível causa. Em comunicado, Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência nacional de gestão de desastres, informou que dezenas de construções foram afetadas pelas ondas gigantes. Segundo ele, dezenas de edifícios sofreram danos e foram sentidos tremores leves após a chegada das ondas. Nugroho acrescentou ainda que a lua cheia teria potencializado o fenômeno. Ele considerou raro o tsunami ter sido provocado por erupção, e não por um terremoto. Como a atividade sísmica foi leve, não foi emitido um alerta. A agência aponta deslizamentos de terra subaquáticos após a erupção do vulcão Anak Krakatoa como possível causa do tsunami. No Twitter, Nugroho postou um vídeo que mostra o impacto na região, com ruas alagadas e carros danificados – o tsunami chegou horas depois da erupção. Na mensagem, ele alertou que a contagem de vítimas deve aumentar. As mortes foram registradas em três regiões: Pandeglang, Lampung do Sul e Serang. A área é frequentada por turistas. Em outra postagem na rede social, Nugroho anunciou que 430 unidades habitacionais foram altamente danificadas, assim como 9 hotéis e 10 navios. “Eu tive que correr quando a onda passou pela praia”, escreveu no Facebook Oystein Lund Andersen, norueguês que trabalha em Jacarta. Ele disse que estava tirando fotos do vulcão quando viu uma grande onda vindo em sua direção. “A onda seguinte invadiu a área do hotel onde eu estava. Consegui correr com minha família para uma área mais alta, onde fomos socorridos por moradores locais. Ficamos ilesos, felizmente”, disse Andersen. De acordo com as autoridades geológicas da Indonésia, o vulcão esteve em erupção durante 2 minutos e 12 segundos na sexta-feira. As mortes foram registradas encontram-se em três regiões: Pandeglang, Lampung do Sul e Serang. O Anak Krakatoa (“Filho do Krakatoa”, na língua local) está em uma pequena ilha vulcânica no Estreito de Sunda, formada ao longo dos anos após a lendária erupção de 1883 do vulcão Krakatoa, que entrou em erupção pela última vez em outubro. A Indonésia está localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, área muito propensa a desastres naturais. A região tem alta atividade tectônica e concentra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta. Em setembro, mais de 2 mil pessoas morreram após terremoto seguido de tsunami que atingiram a cidade de Palu, na ilha de Sulawesi. A catástrofe começou com um terremoto de 6,1 graus na escala Richter que deixou um morto e 20 feridos. Cerca de três horas depois veio o terremoto mais forte, de 7,5 graus, seguido de um tsunami. Um alerta foi emitido, mas suspenso 30 minutos depois. Segundo autoridades, muitas vítimas foram surpreendidas quando estavam na praia – o que provocou críticas da população. A União Europeia enviou então € 1,5 milhão em ajuda humanitária de emergência. Leia mais no Estadão.

Estadão

20 de dezembro de 2018, 16:56

MUNDO Justiça confirma processo que pode levar Cristina Kirchner à prisão

A Justiça da Argentina confirmou hoje (20) a abertura de processo contra a ex-presidente da República e senadora Cristina Kirchner (2007-2017), de 65 anos, e vários de seus ex-assessores por associação ilícita e 27 fatos vinculados a suborno e corrupção. A ação determina pena de prisão preventiva para a ex-presidente, que é acusada de ser chefe de quadrilha. Porém, o destino de Cristina Kirchner está nas mãos do Senado, uma vez que ela tem mandato parlamentar e imunidade. Caberá ao Parlamento decidir se deve ser aberto um procedimento interno, permitindo a punição penal. O assunto é destaque na imprensa argentina e manchete nos principais jornais do país, Clarín e La Nación.

Agência Brasil

14 de dezembro de 2018, 21:00

MUNDO Presidente da Itália agradece a Temer por extradição

Foto: Estadão/Reprodução

O presidente da Itália, Sergio Mattarella

Sergio Mattarella, o presidente da Itália, enviou a Michel Temer uma carta agradecendo ao brasileiro pelo “gesto” de extraditar o terrorista Cesare Battisti. Para Mattarella, a determinação do governo brasileiro “contribui para fazer justiça às vítimas dos delitos pelos quais (…) Battisti foi condenado pelo Estado italiano”. “O gesto de Vossa Excelência constitui o significativo testemunho da antiga e sólida amizade entre Brasil e Itália e revela a sensibilidade para com uma situação complexa e delicada, que suscita sentimentos de intensa participação na opinião pública do nosso país”, escreveu o presidente. As informações são do site O Antagonista.

14 de dezembro de 2018, 17:25

MUNDO Acordo entre Mercosul e UE fracassa e negociação dependerá de Bolsonaro

Foto: Divulgação

Terminou sem qualquer tipo de acordo a última rodada de negociações entre o Mercosul e a União Europeia.

Terminou sem qualquer tipo de acordo a última rodada de negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Na ausência de uma aproximação das posições entre os dois blocos, um eventual acordo fica adiado para 2019 e caberá ao governo de Jair Bolsonaro tomar uma decisão sobre o destino do processo. O fracasso na negociação frustrou a esperança do governo de Michel Temer de deixar o País com um tratado de dimensões importantes. Em 2017, o pacote esteve próximo de ser fechado, depois de 18 anos de negociações, mas o Mercosul considerou que a UE não fez qualquer gesto significativo para abrir seu mercado. Com a eleição de Bolsonaro, a Comissão Europeia se mobilizou para tentar fechar um entendimento com o Mercosul antes do final do ano. Reuniões proliferaram e delegações dos dois lados do Atlântico foram enviadas para tentar encontrar uma aproximação. Mas os objetivos de Bruxelas foram rapidamente frustrados, diante de uma pressão de governos como o da França, da Irlanda e de alguns outros do Leste Europeu, refratários a uma abertura de seus mercados para os bens agrícolas do Mercosul. Também foi recebida como uma ducha de água fria o alerta que o presidente da França, Emmanuel Macron, lançou durante o G-20, apontando que apenas assinaria um acordo com o Mercosul se Bolsonaro seguisse no Acordo Climático de Paris. Mesmo assim, as delegações dos dois blocos decidiram tentar uma “última chance” nesta semana em Montevidéu. Mas, segundo o Mercosul, os europeus uma vez mais não apresentaram propostas de abertura suficientes. Se houvesse uma sinalização positiva, os grupos técnicos anunciariam uma reunião ministerial para, então, realizar a fase final das concessões. Mas nada disso ocorreu. Em meio ao processo nesta semana no Uruguai, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se mostrou preocupada e alertou, no Parlamento em Berlim, que o “tempo estava se esgotando” para um acordo com o Mercosul. Para ela, um processo sob a gestão de Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo seria mais difícil. A cobrança de Merkel, porém, foi interpretada como um alerta interno na Europa. Berlim tentou pressionar os países mais protecionistas a ceder, insinuando que, se não houvesse um acordo agora, em 2019 essa possibilidade seria ainda mais distante. Mas nem isso funcionou. Em Bruxelas, fontes admitiram ao Broadcast que o fracasso foi considerado como uma “derrota” para os planos da ala mais liberal do bloco. Com Bolsonaro no poder, o que predomina é uma incerteza sobre o papel que Brasília dará aos europeus, principalmente depois de todos os sinais que Araújo apontou de privilegiar uma relação com os EUA de Donald Trump. No Itamaraty, a orientação é de que, no início de 2019, um novo contato seria estabelecido entre Brasília e Bruxelas para avaliar quais seriam os próximos passos. Mas experientes negociadores admitiram que, com um novo governo no poder, alguns meses serão necessários para que a nova administração possa conduzir sua política externa e fixar seus objetivos comerciais. O Broadcast apurou que a diplomacia argentina também saiu frustrada das conversas, admitindo que, em 2019, um acordo sob a gestão de Bolsonaro poderia estar ainda mais distante. Mauricio Macri, presidente da Argentina, havia estabelecido a aproximação com a UE como uma de suas prioridades de política externa.

Estadão Conteúdo

12 de dezembro de 2018, 17:40

MUNDO Maduro liga Brasil a plano para derrubá-lo e acusa EUA de orientar Bolsonaro

Foto: Marco Belo/Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta quarta-feira, 12, um suposto plano dos Estados Unidos para derrubá-lo e até mesmo assassiná-lo. O chavista disse que os governos de Brasil e Colômbia também participariam deste complô. “Chegou a nós uma boa informação (…) John Bolton (assessor de Segurança Nacional dos EUA) desesperado, designando missões para provocações militares na fronteira”, disse Maduro. Segundo ele, essas instruções foram transmitidas ao presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro. No domingo 9, o presidente venezuelano já havia denunciado a ativação por Washington de um plano para dar-lhe um golpe de Estado com o apoio da Colômbia, mas na ocasião ele não mencionou o Brasil. Bolton e Bolsonaro se reuniram em 29 de novembro na residência do presidente eleito do Brasil, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no primeiro encontro de alto nível entre o governo de Donald Trump e o futuro presidente brasileiro. “As forças militares do Brasil querem paz. Ninguém no Brasil quer que o futuro governo de Jair Bolsonaro se meta em uma aventura militar contra o povo da Venezuela”, declarou Maduro durante coletiva com correspondentes estrangeiros em Caracas. Maduro, que em 10 de janeiro dará início a um segundo mandato de seis anos, afirmou que o complô é comandado por Bolton e inclui o treinamento de tropas regulares nos Estados Unidos e irregulares na Colômbia. “Venho mais uma vez denunciar o complô que se prepara na Casa Branca para violentar a democracia venezuelana, para me assassinar e para impor um governo ditatorial na Venezuela”, afirmou. “O senhor John Bolton foi novamente apontado como chefe do plano, do complô, para encher de violência a Venezuela e buscar uma intervenção militar estrangeira, um golpe de Estado e impor o que eles chamam de um conselho de governo transitório”, ressaltou Maduro, explicando que sua denúncia teve base em “fontes internacionais cruzadas”. Nesta semana, o governo da Venezuela recebeu aviões de guerra vindos da Rússia para serem utilizados em manobras militares. Em novembro, os EUA estudaram incluir a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo internacional. Para o governo americano, o país latino-americano teria ligações com o Hezbollah e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Maduro já havia condenado as afirmações do presidente colombiano, Iván Duque, sobre abandonar a relação diplomática entre os dois países. Embora a maioria dos governos latino-americanos rejeite uma intervenção militar na Venezuela, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que a opção não poderia ser descartada. Oficialmente, o governo americano diz que todas opções para a crise venezuelana estão sendo consideradas, ainda que uma intervenção enfrente objeções dentro e fora da administração de Donald Trump. Analistas veem uma ação militar no país como algo improvável.

Estadão Conteúdo

12 de dezembro de 2018, 17:05

MUNDO Governo Bolsonaro tornará mais difícil acordo entre UE e Mercosul, diz Angela Merkel

Foto: Fethi Belaid/AFP

A chanceler alemã, Angela Merkel

Em meio à fase decisiva nas negociações entre Mercosul, e União Europeia, em Montevidéu, a chanceler alemã, Angela Merkel, cobra pressa para fechar o acordo e alerta que o tempo está se esgotando para um acordo comercial entre os dois blocos. A líder alemã afirmou a parlamentares que o novo governo brasileiro do presidente eleito Jair Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado. Os dois blocos não conseguiram chegar a um entendimento há duas semanas, quando negociadores do Mercosul passaram mais de dez dias em Bruxelas na esperança de superar alguns dos principais impasses. Desde a última segunda-feira, os diplomatas voltaram a se reunir, desta vez no Uruguai, para o que seria a “última chance” de um acordo ainda em 2018. Tanto do lado do Mercosul como da UE, existe a percepção de que o pacote negociado até hoje poderia ser desfeito, uma vez que Bolsonaro tenha assumido o governo. Sua equipe já indicou que poderia dar preferências a uma relação mais estreita com os EUA e, em parte, ignorar o Mercosul. Os temores da UE se confirmaram com a escolha de Ernesto Araújo como o futuro chanceler. Entre os diversos textos escritos pelo diplomata, ele chega a citar a Europa como um continente “vazio culturalmente” e dando claras indicações de que Washington será sua referência. Para os europeus, a ausência de um acordo pode significar a perda de espaço no médio prazo para eventuais concessões que o Brasil faça para empresas americanas. Mas o Mercosul alerta que os europeus não têm se mostrado flexíveis e evitam fazer concessões, principalmente no setor agrícola. Caso haja um avanço até sexta-feira, a Argentina então convocará uma reunião ministerial entre Mercosul e UE para tentar fechar os últimos detalhes de um acordo que já se negocia por 19 anos. Será nessa etapa “política” que algumas das últimas concessões poderão ser feitas, como a ampliação das cotas para o etanol ou carnes brasileiras. O recado de Merkel, portanto, foi interpretado por diplomatas como um sinal claro de que a Alemanha quer um acordo ainda em 2018 e que está disposta a fazer concessões. O principal obstáculo, porém, está na França, onde o governo está sob forte pressão e não está disposto a fazer concessões. Durante o G-20, no início do mês, o presidente Emmanuel Macron alertou que apenas fecharia um acordo com o Mercosul se Bolsonaro mantivesse os compromissos do país no Acordo Climático de Paris. Em Bruxelas, a condição levantada por Macron foi vista como um sinal de que Paris está sob pressão para não fechar um entendimento e protelar qualquer abertura, principalmente no setor agrícola. Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados. “Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer”, afirmou Guardia a jornalistas. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o Mercosul está pronto para fechar um acordo comercial com a União Europeia, que só não foi acertado ainda porque os europeus não querem concordar. “O Mercosul e a União Europeia só não têm um acordo, não é porque o Mercosul não quis, é porque a União Europeia não quis”, disse o ministro. Os comentários do ministro foram feitos em resposta às afirmações da chanceler alemã. O ministro Maggi rebateu o posicionamento de Merkel. “O Brasil flexibilizou o que podia flexibilizar… Flexibilizamos até em detrimento do uns setores aqui internamente”, disse a jornalistas. Bolsonaro já disse ser mais favorável a negociações bilaterais do que a engajamento em grupos multilaterais, como no caso do Mercosul. Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados. “Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer”, afirmou Guardia a jornalistas.

Estadão Conteúdo