17 de maio de 2017, 08:49

MUNDO Congresso dos Estados Unidos pede ao FBI documentos de Comey sobre Trump

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) solicitou nessa terça-feira (16) ao FBI (Agência Federal de Investigação norte-americana) todos os documentos que seu ex-diretor James Comey elaborou sobre as conversas com o presidente Donald Trump. A informação é da Agência EFE. A petição, assinada pelo presidente do comitê, o republicano Jason Chaffetz, inclui “memorandos, notas, resumos e gravações” em poder do FBI, para que sejam entreguem antes do dia 24 de maio. “Se for verdade, esses memorandos apresentam dúvidas sobre se o presidente tentou influenciar ou impedir a investigação do FBI no que se refere ao general (Michael) Flynn”, disse Chaffetz, em carta dirigida ao diretor interino do FBI, Andrew G. McCabe. A solicitação é feita depois que o jornal The New York Times revelou a existência de documentos elaborados por Comey, a fim de documentar suas conversas com Trump. Em um desses documentos, há o pedido de Trump para que Comey encerrasse uma investigação das ligações da Rússia com seu ex-assessor de Segurança Nacional, o general aposentado Michael Flynn. “Espero que possa deixar isso passar”, disse Trump a Comey, segundo o texto divulgado pelo jornal. “É um bom sujeito”, acrescentou o governante, de acordo com o The New York Times. Na semana passada, Trump demitiu James Comey, que comandava a investigação do FBI para esclarecer as ligações dos russos com a campanha presidencial de Trump, um assunto também abordado pelo Congresso. Também na semana passada, o Comitê de Inteligência do Senado ordenou que Comey entregasse todos seus documentos relacionados com a Rússia, depois de ele se negar a colaborar com a investigação.

Agência Brasil

15 de maio de 2017, 20:40

MUNDO Ataque cibernético se dissemina, mas especialistas tentam limitar estragos

O ataque cibernético global teve nesta segunda-feira uma forte desaceleração no número de computadores infectados, enquanto governos e companhias começavam a tentar contabilizar os prejuízos. Centenas de milhares de usuários foram infectados pelo vírus, chamado WannaCry, que infectou os arquivos das vítimas e exigia um resgate na moeda virtual bitcoin para contornar o problema, que se disseminou pelo mundo na sexta-feira, antes de desacelerar no fim de semana.Até o fim desta segunda-feira, agentes do setor de segurança cibernética disseram que o problema estava em grande medida contido. Há, contudo, a possibilidade de ataques posteriores e, além disso, governos e companhias devem continuar a divulgar os casos de infecção nos próximos dias ou semanas.A Agência Nacional contra o Crime do Reino Unido afirmou nesta segunda-feira que não foi registrado um segundo pico de ataques, mas isso não significava que não poderia ocorrer um. Vice-presidente da Proofpoint, do setor de cibersegurança, Rob Holmes disse que o impacto inicial foi absorvido. Segundo ele, é preciso agora garantir que o problema não volte a se disseminar.É cedo para estimar o impacto dos ataques, já que as companhias ainda lidam com o problema, segundo Stephanie Snyder, vice-presidente na Aon Risk Solutions em Chicago.Hackers usaram vulnerabilidades no software da Microsoft, que haviam sido notadas anteriormente pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês). O problema veio a público após um vazamento de dados da NSA. A Microsoft, por sua vez, havia divulgado em março uma solução para o problema, porém nem todos haviam feito a atualização necessária.

Estadão Conteúdo

15 de maio de 2017, 14:15

MUNDO Conselho de Segurança da ONU considera novas sanções contra a Coreia do Norte

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, afirmou nesta segunda-feira que o Conselho de Segurança está trabalhando com uma resolução que impõe novas sanções contra a Coreia do Norte e reforçam sanções já existentes. Delattre disse a repórteres que a França é a favor de uma reação “forte, rápida e forme do Conselho” ao recente teste realizado pela Coreia do Norte, de um novo míssil balístico de longo alcance, que foi chamado pelo embaixador de “séria ameaça à paz e à segurança” tanto na região quanto no mundo. Uma reunião do Conselho de Segurança sobre o recente teste deve ser realizada nesta terça-feira, a portas fechadas. O embaixador do Reino Unido, Matthew Rycroft, também classificou o teste como uma ameaça à paz e à segurança internacional e disse que “o Reino Unido prefere sanções mais duras”. Já o embaixador da Suécia, Olof Skoog, afirmou que o Conselho precisa dar uma reposta firme e unida, “mas também sentimos que precisa haver uma abertura para o diálogo”.

Estadão Conteúdo

15 de maio de 2017, 13:12

MUNDO Putin diz que a fonte primária do vírus do ciberataque global foi a CIA

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assegurou nesta segunda-feira (15) que a Rússia não tem nada a ver com o ciberataque global que já afetou mais 200 mil computadores em pelo menos 150 países. E acusou o serviço secreto dos Estados Unidos (CIA) de ser “a fonte primária do vírus”. “Acredito que a direção da Microsoft já indicou a CIA como a fonte primária do vírus. A Rússia não tem nada a ver com isso”, disse Putin, em entrevista coletiva em Pequim, onde participou do Fórum da Nova Rota da Seda. Segundo ele, as instituições públicas russas “não sofreram danos importantes, nem os bancos, nem o sistema de saúde, nem outros, mas, em geral, não há nada de bom nisto e é preocupante”.

Agência Brasil

15 de maio de 2017, 11:27

MUNDO Macron nomeia conservador Édouard Philippe como primeiro-ministro da França

O presidente da França, Emmanuel Macron, nomeou nesta segunda-feira (15) Édouard Philippe, como o novo primeiro-ministro do país. Ele era deputado na Assembleia Nacional pelo partido conservador Os Republicanos e prefeito da cidade portuária de Le Havre. A informação é da Agência EFE. O secretário-geral do Palácio do Eliseu, Alexis Kohler, foi o encarregado de anunciar que Macron tinha escolhido Philippe, e que “o encarregou de formar o novo governo”, que espera-se que seja apresentado amanhã mesmo, antes da realização do primeiro Conselho de Ministros, na quarta-feira (17). O anúncio aconteceu pouco antes de o chefe de Estado francês deixar o Palácio do Eliseu com destino a Berlim, onde tem uma reunião às 17h30 locais (12h30 de Brasília) com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para falar do relançamento do projeto europeu. A efetivação do novo chefe de governo deverá ser formalizada hoje mesmo, já que o premiê em fim de mandato, o socialista Bernard Cazeneuve, já havia preparado o palanque para a cerimônia de transferência de poderes desde o início da manhã em sua residência oficial no Hotel de Matignon.

Agência Brasil

15 de maio de 2017, 10:06

MUNDO Após ameaças, atos do Dia contra a Homofobia são cancelados no Líbano

A ONG libanesa Proud (Orgulho) cancelou hoje (15) os atos programados para o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, comemorado na próxima quarta-feira (17), temendo pela segurança dos participantes depois das ameaças recebidas. O co-fundador e diretor da ONG, Bertho Makso, disse que o hotel reservado para a organizar do evento, o mesmo usado em anos anteriores, cancelou a estadia alegando que o grupo não é bem-vindo. “Nem as autoridades, nem grupo algum nos procurou para dizer a razão de proibirem o evento, mas as pressões eram tantas que o hotel se viu obrigado a anular a reserva”, relatou Makso à Agência EFE. Ele disse que a ONG foi alvo de uma “intimidações, pressões e ameaças de vários tipos e não só por parte de extremistas muçulmanos”. O diretor acusou às autoridades de “fracassar” em seu dever de proteger as minorias e de “ceder” a grupos conservadores.”Fomos obrigados a cancelar a comemoração por temer a segurança dos participantes”, disse Makso, assegurando que, apesar de cancelar o evento, o grupo continuará “a luta” para ter reconhecidos os direitos civis dos homossexuais. Como parte da programação, o Proud publicaria um relatório sobre a tortura e os abusos que o coletivo LGBT sofre no Líbano, exibiria um documentário e apresentaria uma peça teatral sobre o tema.

Agência Brasil

14 de maio de 2017, 18:47

MUNDO Ataque cibernético global pode ter proporção maior

Variações do programa malicioso responsável pelo ataque cibernético global estão circulando e milhões de aparelhos podem estar vulneráveis, caso não tenham recebido aplicações de segurança. O aviso foi feito por Ryan Kalember, vice-presidente sênior da Proofpoint, empresa de segurança virtual que ajudou a interromper o ataque. Segundo Kalember, se aparecer uma variação do programa sem o dispositivo conhecido como “kill switch”, que foi usado para interromper a primeira versão do ransomware (tipo de malware que cobra um valor de resgate), as empresas estarão sozinhas para prevenir o domínio de seus computadores. Já o ex-diretor de inteligência nacional dos Estados Unidos, James Clapper, disse que a proporção do ataque do ransomware pode se tornar muito maior, quando as pessoas retornarem ao trabalho. Clapper disse ao programa “This Week”, da ABC, neste domingo, que espera que os ataques se tornem um problema crescente no futuro. A agência de polícia da Europa diz que o ataque atingiu pelo menos 100 mil organizações, em 150 países. Acredita-se que seja o maior já ocorrido. Os responsáveis pelo ransomware exigiram entre US$ 300 a US$ 600 para desbloquear arquivos criptografados.

Estadão Conteúdo

12 de maio de 2017, 10:27

MUNDO China vai sediar fórum internacional sobre cooperação em infraestrutura

Com o objetivo de aumentar o investimento em projetos de infraestrutura em países da Ásia, da Europa e da África, a China vai sediar a partir de domingo (14) o Fórum do Cinturão e da Rota para a Cooperação Internacional (The Belt and Road Forum for International Cooperation, em inglês). O evento em Pequim, que deve contar com a presença de quase 30 chefes de Estado e de governo, é o mais importante desde que a iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (One Belt, One Road) foi lançada em 2013 pelo presidente chinês Xi Jinping. A ideia é promover uma rede de infraestrutura, comércio e cooperação econômica ao longo dos mais de 60 países que compõem o que a China planeja estabelecer como uma Nova Rota da Seda, revivendo no século 21 as antigas rotas milenares que conectavam o Ocidente e o Oriente. A iniciativa é composta pelo Cinturão Econômico da Rota da Seda, que busca ligar a China por meio de ferrovias e rodovias aos países da Ásia, da Europa e da África, além da Rota da Seda Marítima do Século 21, cujo foco são os investimentos em modernização de portos nas regiões abrangidas pela proposta chinesa.

Agência Brasil

12 de maio de 2017, 08:44

MUNDO Ataque com carro-bomba mata 15 pessoas no Paquistão

Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 25 ficaram feridas em um ataque com carro-bomba contra o vice-presidente do Senado do Paquistão, Abdul Ghafoor Haideri, na cidade de Mastung, no oeste do país, informou à Agência EFE uma fonte da pPolícia local. As informações foram dadas pelo porta-voz da polícia de Mastung, Muhammad Azam, ao explicar que o veículo explodiu perto de uma mesquita durante a passagem de um comboio no qual se deslocava o parlamentar que ficou ferido. O político emitiu uma mensagem na qual disse que está bem.

Agência Brasil

11 de maio de 2017, 14:45

MUNDO Pentágono diz que governo Trump está empenhado em proteger a Turquia

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, disse nesta quinta-feira que o governo de Donald Trump está empenhado em proteger a Turquia. Mattis ressaltou a natureza duradoura da relação entre os dois países em uma reunião com o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim. Em conversas descritas como boas e calmas pela porta-voz do Pentágono, Dana White, Mattis e Yildirim reafirmaram seu apoio à paz e à estabilidade no Iraque e na Síria. Os EUA estão convencidos de que os combatentes curdos são a força local mais eficaz na tentativa de expulsar os militantes do Estado Islâmico de sua fortaleza, em Raqqa, na Síria. A Turquia, no entanto, não apoia o grupo curdo, ao afirmar que ele é terrorista. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

11 de maio de 2017, 08:57

MUNDO Terremoto de 5,5 graus mata 8 e deixa 23 feridos na China

Pelo menos oito pessoas morreram e 23 ficaram feridas após um terremoto de 5,5 graus de magnitude que atingiu na madrugada de hoje o Condado de Taxkorgan, na região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, de acordo com informações da agência oficial de notícias Xinhua. O tremor, de uma profundidade de 8 quilômetros, ocorreu às 5h58 (hora local) e seu epicentro foi localizado na parte sudeste do planalto de Pamir. Milhares de policiais e militares foram mandados para a região com o objetivo de socorrer os mais de 12 mil desabrigados. Mais de 9 mil pessoas foram levadas para lugares seguros, enquanto os feridos foram hospitalizados. Segundo explicações do chefe do Partido Comunista do condado, Wang Fuyou, foi um terremoto seguido por 82 réplicas. A região de Quzgun, de 449 habitantes, foi a mais afetada, com o desabamento de mais de 1,5 mil casas e mil cabeças de gado morreram ou ficaram feridas. Equipes de resgate procuram por possíveis pessoas que estejam sob os escombros.

Agência Brasil

10 de maio de 2017, 09:50

MUNDO Líder militar do Estado Islâmico morre no oeste da cidade iraquiana de Mossul

As forças iraquianas mataram nesta quarta-feira (10) um líder militar do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no oeste da cidade setentrional iraquiana de Mossul na ofensiva para expulsar os extremistas do local. As forças antiterroristas mataram Abu Ayub al Shami, responsável militar do bairro Al Islah al Zeraai, indicou em comunicado o chefe de operações do Exército iraquiano na província de Nínive – da qual Mossul é capital -, Abdelamir Rashid Yarala. Os militares iraquianos mataram também outros três combatentes radicais que estavam com Al Shami no mesmo bairro, uma das últimas fortificações dos extremistas na cidade de Mossul, acrescentou a fonte. As Forças Antiterroristas libetaram hoje o bairro de Al Maamel e hastearam a bandeira iraquiana sobre seus edifícios, e chegaram perto de Al Islah al Zeraai. Após abrir uma nova frente em 4 de maio no noroeste da parte ocidental da cidade, que fica dividida em duas pelo Rio Tigre, as forças iraquianas, com o apoio da coalizão internacional – liderada pelos Estados Unidos – continuam avançando na campanha militar iniciada nesta zona em fevereiro deste ano. No entanto, as tropas governamentais continuam no lado antigo da cidade, zona onde está ocorrendo a batalha mais complexa pelas ruas estreitas e encontro de civis.

Agência Brasil

10 de maio de 2017, 08:33

MUNDO Trump esboça política para América Latina baseada em economia e segurança

O governo de Donald Trump esboçou nessa terça-feira (9) os pilares de sua política para a América Latina, baseada na “segurança nacional e na prosperidade econômica”, embora com enfoque comercial mais protecionista, em linha com as prioridades governamentais. A informação é da Agência EFE. O secretário de Comércio dos Estados Unidos (EUA), Wilbur Ross, e o encarregado para a América Latina no Departamento de Estado, Francisco Palmieri, defenderam a política de Trump para a região durante a Conferência das Américas, que é realizada anualmente em Washington. “Uma política exterior que esteja baseada na segurança nacional e na prosperidade econômica é algo que se encaixa de maneira natural em nossos interesses neste continente e com a forma com que este continente se relaciona conosco”, disse Palmieri, que ocupa de forma interina o cargo de secretário adjunto dos EUA para a América Latina. “Economias fortes e saudáveis na região são boas tanto para os Estados Unidos quanto para o nosso continente. Por isso, este governo está comprometido em aumentar a segurança e potencializar o crescimento econômico” na região, assegurou o funcionário. Trump quer ver “um hemisfério seguro, democrático e livre, uma região com lei e ordem dentro de suas fronteiras, nas quais se feche a passagem para redes criminosas transnacionais e para as vias de atividade ilícita”, na quais também “o terrorismo não possa arraigar-se”, segundo Palmieri.

Agência Brasil

10 de maio de 2017, 07:27

MUNDO Assembleia venezuelana aprova acordo de anulação do decreto da Constituinte

A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, aprovou nessa terça-feira (9) um acordo sobre a “inconstitucionalidade e nulidade” do decreto com o qual o presidente Nicolás Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte. O acordo foi aprovado durante debate, do qual participaram somente os deputados opositores. A informação é da Agência EFE.O acordo foi apresentado pelo deputado Omar Barboza, que destacou que a Constituinte deve ser submetida primeiro a um referendo para consultar o povo venezuelano sobre a necessidade do processo.Barboza disse que, embora nos artigos da Constituição sobre a Constituinte não seja mencionada a realização de referendo, a Carta Magna deve ser interpretada “integralmente”. Lembrou que nela está esabelecido que se deve recorrer a esse mecanismo, “inclusive para assuntos de interesse paroquial”. Segundo ele, como estabelece o Artigo 348 da Constituição, a convocação deve ser feita pelo povo venezuelano.Os deputados opositores também pediram ao Poder Eleitoral, que recebeu na quarta-feira passada (3) a convocação de Maduro, “respeito à soberania popular e à Constituição”. Eles consideram que esse poder deve abster-se de “dar curso a essa convocação inconstitucional”.No acordo, os parlamentares decidiram denunciar à Defensoria do Povo, ao Ministério Público e a alguns organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), “a violação dos direitos políticos” dos venezuelanos.Os deputados consideram que essa convocação do governo serve para ganhar tempo, não realizar eleições e estabelecer uma Assembleia Constituinte “tutelada”.A iniciativa de Maduro de modificar a Constituição surge em meio aos protestos antigovernamentais, iniciados há mais de um mês, e que, em algumas ocasiões, geraram incidentes violentos, deixando 37 mortos e centenas de feridos.

Agência Brasil

9 de maio de 2017, 20:26

MUNDO Trump demite diretor do FBI

O diretor do FBI, James Comey, foi demitido por Trump

O presidente Donald Trump surpreendeu mais uma vez, ao anunciar a demissão do diretor do FBI (a Polícia Federal americana), James Comey, até agora à frente da agência encarregada da investigação sobre os laços de sua campanha com a Rússia. De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, “o presidente aceitou a recomendação do procurador-geral e do vice-procurador-geral, em relação à demissão do diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI)”. Ainda segundo Spicer, a busca por um novo diretor começou “imediatamente”. Comey estava no cargo desde setembro de 2013, nomeado por Barack Obama, e liderava o inquérito sobre supostas relações entre funcionários do Kremlin e membros da campanha de Trump. Em fevereiro, o presidente já havia acusado o FBI e a Agência de Segurança Nacional (NSA) de vazarem informações “ilegalmente” para a imprensa. Trump enviou uma carta a Comey para comunicar sobre sua demissão. Nela, o presidente afirma que recebeu e aceitou a recomendação do procurador-geral e do vice-procurador-geral. “Você está demitido e será removido do cargo, com efeito imediato”, diz a carta. “Concordo com o julgamento do Departamento de Justiça de que você não é capaz de efetivamente comandar o FBI”, diz Trump. Segundo o presidente, “é essencial que encontremos uma nova liderança para o FBI que restaure a confiança navital missão da aplicação da lei”. Leia mais no Estadão