9 de fevereiro de 2017, 19:49

MUNDO Juiz do Peru avalia pedido de prisão contra ex-presidente por caso Odebrecht

O juiz peruano Richard Concepción recebeu o pedido do Ministério Público do país que pede a prisão preventiva do ex-presidente Alejandro Toledo, acusado de receber propina da construtora brasileira Odebrecht, que teria sido ajudada em uma licitação para um trabalho em uma estrada.Caso o juiz decida pela prisão, Toledo seria o segundo ex-presidente peruano a ser preso na última década por alegações de corrupção.

Estadão Conteúdo

9 de fevereiro de 2017, 08:35

MUNDO “Há corrupção no Vaticano, mas estou em paz”, afirma o papa

Foto: Divulgação

Papa Francisco

O papa Francisco admitiu que existe corrupção no Vaticano, mas que aprendeu a encarar os problemas com “serenidade e viver em paz”, de acordo com uma reportagem publicada hoje (9) pelo jornal Corriere della Sera.”Existe corrupção no Vaticano, mas eu estou em paz”, disse ele em 25 de novembro de 2016, durante um encontro com representantes de ordens religiosas, e cujos detalhes foram narrados pelo padre Antonio Spadaro na nova edição da revista La Civiltà Cattolica. As informações são da agência de notícias Ansa. “Qual é o segredo da minha serenidade? Não tomo remédios tranquilizantes. Os italianos sempre dão um belo conselho: para viver em paz, precisa um pouco de indiferença. Eu não tenho problema em dizer que estou vivendo uma experiência. Em Buenos Aires, era mais ansioso, mais preocupado. Hoje vivo uma profunda paz, não sei explicar”, contou. De acordo com o papa, os cardeais e membros da cúria sabem dos problemas internos do Vaticano e “todos queriam reformas” no último conclave. “Nas congregações gerais antes do conclave que me elegeu, falavam dos problemas do Vaticano e todos queriam reformas”, disse. “Mas se há algum problema, eu escrevo um bilhete a São José e coloco embaixo de uma estátua no meu quarto, uma estátua de São José dormindo. Ele dorme em cima dos meus bilhetes e eu durmo tranquilo”, afirmou. Leia mais na Agência Brasil.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 18:25

MUNDO México diz que não receberá tropas estrangeiras, após oferta de Trump

O governo do México afirmou nesta terça-feira que não existe uma gravação da conversa do mês passado entre o presidente Enrique Peña Nieto e o dos Estados Unidos, Donald Trump. O porta-voz do governo mexicano, Eduardo Sánchez, disse ainda que o país jamais permitirá a presença de tropas estrangeiras em seu território.Sánchez disse que todos os líderes mundiais podem confiar que suas conversas com o presidente mexicano ficam estritamente protegidas. Com base em um fragmento transcrito do diálogo, a Associated Press informou na semana passada que Trump disse a Peña Nieto que os EUA estavam dispostos a enviar soldados ao vizinho para combater os cartéis do narcotráfico. O governo mexicano, porém, negou que houvesse tal intercâmbio.Posteriormente, um funcionário da Casa Branca disse que essa declaração foi feita em tom de descontração. Em entrevista no domingo ao canal Fox News, Trump afirmou que havia realizado a oferta e que Peña Nieto parecia interessado em receber ajuda.Nesta terça-feira, Sánchez lembrou que a Constituição mexicana proíbe a atividade de forças estrangeiras em território nacional.

Estadão Conteúdo

7 de fevereiro de 2017, 13:15

MUNDO Apple, Facebook, Google e cientistas se unem contra ações antimigração nos EUA

As decisões polêmicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão causando reações de desaprovação mundo afora e dentro do próprio país. Milhares de cientistas, além de grandes empresas de tecnologia dos EUA, como Apple, Facebook, Google e Twitter, se uniram para boicotar os próximos encontros científicos no país, como sinal de protesto contra as políticas antimigratórias recentes do mandatário republicano. As informações são da agência de notícias italiana ANSA. “Nos comprometemos a não participar de conferências cientificas nos Estados Unidos a que não possam ir todos [os convidados], independentemente da sua nacionalidade ou religião”, afirma uma nota publicada pela organização Science Undivided [https://www.science-undivided.org/], que já recolheu assinaturas de apoio de mais de 350 cientistas. De acordo com a entidade, “o pensamento científico é uma herança comum da humanidade”. De acordo com os manifestantes, a decisão de Trump de proibir a entrada de cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen nos EUA “institucionaliza o racismo e cria um clima no qual as pessoas rotuladas como muçulmanas são expostas a uma escalada de desprezo e violência”. A União Astronômica Internacional realizou uma petição online que já reuniu cerca de seis mil assinaturas.”Apelamos ao presidente [Trump] para que retire esta barreira à ciência e à colaboração internacional. A comunidade da astronomia se recusa ser dividida e os signatários afirmam que, por uma questão de consciência, não podem continuar a gozar de privilégios de que outros colegas, estudantes e professores estão arbitrariamente excluídos”, diz o comunicado da União Astronômica. Até as principais empresas norte-americanas de tecnologia da informação, como Apple, Facebook, Google e Microsoft, apresentaram um documento ao tribunal de recurso em São Francisco, na Califórnia, no qual se opõem ao decreto de Trump. Assinado por 97 companhias, inclusive Netflix, Twitter e Uber, o documento pede que a medida antimigratória de Trujmp seja anulada, e enfatiza a importância da imigração na economia dos EUA. “Os imigrantes são responsáveis por muitas das maiores descobertas da nação e criaram algumas das empresas mais inovadoras e icônicas do país”, diz o texto. Além disso, as companhias alertam para as consequências futuras da medida. “A instabilidade e incerteza tornará mais difícil e caro para as empresas norte-americanas contratarem alguns dos melhores talentos mundiais, impedindo-as de competir no mercado global”, enfatiza o documento.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 12:00

MUNDO Atentado na Suprema Corte de Cabul deixa mortos e feridos

Pelo menos 19 pessoas morreram nesta terça-feira (7), em um atentado suicida cometido há pouco no estacionamento da Suprema Corte de Cabul, no Afeganistão. A informação é da Agência Ansa, da Itália. O balanço foi divulgado por emissoras locais de televisão, mas pode mudar, já que não há uma confirmação oficial ainda. Mais de 40 pessoas estariam feridas. A polícia informou que houve uma explosão, porém ainda investiga o local exato da bomba. Os indícios são de que um suicida tenha detonado o explosivo no momento em que os funcionários da Corte encerravam a jornada de trabalho. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. As suspeitas recaem sobre o Talibã.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 10:10

MUNDO Anistia Internacional denuncia “abatedouro humano” em prisão na Síria

Em relatório publicado nesta terça-feira (7), a organização não governamental (ONG) Anistia Internacional acusa o governo da Síria de ter enforcado 13 mil pessoas entre 2011 e 2015, em uma prisão perto de Damasco. O documento denuncia uma “política de extermínio” do regime de Bashar Al Assad. A informação é da Radio France Internationale (RFI). Chamado Abatedouro humano: enforcamentos e extermínio em massa na prisão de Saydnaya, o relatório se baseia em entrevistas com 84 testemunhas dos violentos incidentes no local, entre guardas, ex-detentos e juízes. A ONG de direitos humanos não foi autorizada pelo governo sírio a entrar no país para investigar as denúncias. Segundo o documento, pelo menos uma vez por semana, entre 2011 e 2015, grupos de até 50 pessoas eram retirados de suas celas para processos arbitrários, “em plena noite, em segredo absoluto”. Depois de espancados, eram enforcados. O texto relata que ao longo de todo o processo, os detentos “têm os olhos vendados, não sabem nem quando, nem como vão morrer, até que amarram uma corda no pescoço deles”. Um antigo juiz, que assistiu às execuções, conta que as pessoas ficavam enforcadas “de 10 a 15 minutos”. A maioria das vítimas era de civis, opositores ao regime do presidente Bashar Al Assad, ressalta a Anistia Internacional. Os corpos teriam sido jogados em valas comuns, em terrenos militares, perto de Damasco. No relatório, a organização faz um apelo para que a Organização das Nações Unidas (ONU) faça uma investigação para punir o que classifica como “crimes de guerra e contra a humanidade”. A Anistia Internacional considera que esses abusos ocorrem até os dias de hoje. Milhares de prisioneiros continuam detidos no presídio militar de Saydnaya, um dos centros de detenção mais importantes do país, que fica a 30 quilômetros ao norte de Damasco. Além de uma “política de extermínio”, a ONG acusa o governo sírio de torturar os presos regularmente, privando-os de água, de alimentos e de cuidados médicos Entrevistada pela RFI, Nina Walsh, responsável pelo setor de conflitos armados da Anistia Internacional na França, informou que as sessões de tortura e as execuções ocorrem “às segundas e quartas-feiras, duas vezes por semana, em celas do subsolo de Saydnaya”. Desde o início da guerra na Síria em 2011, mais de 310 mil pessoas morreram e milhões tiveram de deixar suas casas.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 08:14

MUNDO Parlamento de Israel aprova lei que regulariza assentamentos

O Parlamento de Israel aprovou a controversa lei que regulariza assentamentos em terrenos palestinos privados na Cisjordânia. A informação é da Agência Ansa, da Itália. O texto recebeu 60 votos a favor e 52 contra no Knesset. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, absteve-se de votação porque estava voltando de uma viagem a Londres, mas, desde o início da elaboração da lei, o premier foi um defensor da ideia. A votação ocorreu em clima de tensão, enquanto o líder oposicionista Isaac Herzog alegava que a aprovação da lei colocaria Israel na mira da Corte Internacional Penal de Haia. No dia 23 de dezembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução inédita que considera ilegais todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia. De caráter retroativo, a lei estabelece um mecanismo de compensação aos proprietários palestinos de terrenos onde foram construídos assentamentos ou casas. Eles podem receber um pagamento anual de até 125% do valor da terra por um período de 20 anos ou meios alternativos, como outros terrenos. O mecanismo pode legalizar até 4 mil casas, além de complicar as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Os palestinos exigem o fim das construções.

Agência Brasil

7 de fevereiro de 2017, 06:35

MUNDO MP do Peru investiga ex-presidente por caso Odebrecht

Foto: Reprodução

Alejandro Toledo

O Ministério Público do Peru formalizou nesta segunda-feira, 6, o pedido de investigação contra o ex-presidente do país Alejandro Toledo por suspeita de lavagem de dinheiro e tráfico de influências. O político é acusado de receber subornos milionários da Odebrecht em um caso de corrupção que ameaça sacudir a elite política do país. Trata-se do primeiro caso em que a gigantesca investigação originada no Brasil, e que se multiplicou em diversos países da América Latina, investiga de maneira direta um ex-presidente peruano pela suposta recepção de propinas para permitir que o poderoso conglomerado de construção ganhasse licitações de obras públicas. Desde dezembro de 2016, um total de 77 executivos da empreiteira delataram subornos em países latino-americanos e na África.
Segundo as leis peruanas, o juiz terá de escutar as argumentações do procurador anticorrupção, Hamilton Castro, para aceitar ou negar a solicitação nas próximas 48 horas. A procuradoria investiga o ex-presidente pelo suposto recebimento de subornos da Odebrecht da ordem de US$ 20 milhões. A empreiteira teria pago a propina para receber a outorga da construção da Estrada do Pacífico, projeto que pretende lugar a costa do Pacífico peruano ao Brasil. A confissão foi feita por Jorge Barata, ex-representante da empresa no Peru. Os promotores investigarão ainda as relações de Toledo com o empresário israelense Josef Maiman e com Barata. Há a suspeita de lavagem de dinheiro. No domingo, 5, Toledo negou em uma entrevista à América TV qualquer suborno e exigiu que Barata diga “quando, como, onde e em que banco deu US$ 20 milhões a mim”. Atualmente em Paris, o ex-presidente peruano afirmou que pretende retornar à Universidade de Stanford, na Califórnia, onde é pesquisador convidado. Na madrugada de sábado, 4, uma equipe da procuradoria levou um cofre de sua casa, em um bairro nobre de Lima. Toledo, de 70 anos, saiu da pobreza e se graduou em economia em Stanford. Ele chegou ao poder em 2001 empunhando a bandeira da luta contra a corrupção e se destacou como forte opositor do ex-ditador Alberto Fujimori, que fugiu do país para o Japão em 2000 e renunciou posteriormente. Fujimori cumpre sentença de 25 anos por corrupção e assassinato. Em dezembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a Odebrecht reconheceu ter pago subornos de US$ 29 milhões a funcionários peruanos para ganhar licitações de obras públicas. Os delitos também teriam ocorrido nos governos posteriores a Toledo: Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016). Até o momento, outros quatro peruanos ligados ao governo de Alan García, entre eles um ex-vice-ministro, estão detidos por implicações no caso Odebrecht. A ministra da Justiça, Marisol Pérez Tello, disse ao jornal local Correo que está preparada para encarcerar ex-presidentes, caso seja preciso. “Eu espero de verdade que não, porém que assim for necessário, estamos preparados”, afirmou, em relação ao caso de Toledo. O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, que foi ministro da economia e primeiro-ministro do gabinete de Toledo, disse no sábado que o ex-presidente “traiu o povo peruano” e deve “regressar ao Peru e responder às perguntas da Justiça”.

Estadão

6 de fevereiro de 2017, 21:00

MUNDO Peru investiga ex-presidente acusado de receber suborno da Odebrecht

Procuradores peruanos estão abrindo uma investigação formal sob a suspeita de que o ex-presidente Alejandro Toledo tenha aceitado suborno da Odebrecht. O movimento vem na esteira de uma busca policial na casa de Toledo em Lima, no sábado. O ex-presidente não está no Peru e negou qualquer malfeito. As autoridades investigam se cerca de US$ 29 milhões em subornos pagos pela Odebrecht tenha parado nas mãos de Toledo. Em um acordo com a Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht reconheceu o pagamento de cerca de US$ 800 milhões em subornos para ganhar negócios em 12 países, incluindo a autoridades peruana durante o governo Toledo. Ele se tornou presidente em 2001.

Estadão Conteúdo

6 de fevereiro de 2017, 07:20

MUNDO Tribunal vai decidir de forma definitiva se barra imigrantes e refugiados

Atendendo a solicitação do 9º Tribunal de Apelações, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) encaminhou, na madrugada desta segunda-feira (6), documento detalhando os motivos que levaram o presidente Donald Trump a baixar uma ordem executiva em dia 27 de janeiro. A ordem vetava a entrada, por 90 dias, de cidadãos de sete países de maioria muçulmana – Iraque, Síria, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen – nos Estados Unidos, de refugiados de qualquer origem por 120 dias e refugiados da Síria por tempo indeterminado. Com base nesse documento e com informações a serem encaminhadas pelo juiz James Robart, que suspendeu a medida de Trump, o 9º Tribunal de Apelações vai se pronunciar de forma definitiva sobre a legalidade da ordem executiva. As autoridades do governo norte-americano esperam que o tribunal revogue a decisão de Robart. Com isso, o Departamento de Justiça espera restabelecer a proibição para a entrada de pessoas que representam potencial perigo de terrorismo. Existe, porém, a possibilidade de o Tribunal de Apelações considerar inexistentes ou exagerados os argumentos do Executivo sobre o risco de terrorismo. Nesse caso, a corte pode suspender, de forma definitiva, a ordem executiva. Tanto a suspensão da medida de Trump, determinada pelo juiz James Robart na sexta-feira (3), quanto a decisão da própria corte de apelação nesse domingo (5), de manter a suspensão da proibição, foram medidas adotadas de forma provisória.

José Romildo, Agência Brasil

5 de fevereiro de 2017, 12:47

MUNDO Primeiro-ministro italiano e Trump discutem segurança e terrorismo

O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, discutiram por telefone a necessidade de reforçar a cooperação bilateral para lidar com uma série de temas de interesse comum, como a segurança e o terrorismo. A informação é da Agência Ansa.De acordo com a Casa Branca, Gentiloni e Trump prometeram manter o compromisso na luta contra o terrorismo e concentrar esforços para resolver a crise na Ucrânica e as guerras no Oriente Médio e no Norte da África. Durante o telefonema, Gentiloni também relatou a Trump o acordo assinado na semana passada entre a Itália e a Líbia para amenizar a crise migratória, reduzir o tráfico de seres humanos e incentivar políticas de regulamentação das imigrações e de apoio aos viajantes. O premier italiano falou ainda sobre a importância da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a colaboração entre a Europa e os Estados Unidos para manter a estabilidade regional. “Trump confirmou o apoio norte-americano à Otan e ressaltou a importância de os aliados da organização dividirem os custos em gastos de defesa”, informou Washington, citando um dos pontos levantados pelo republicano durante a campanha eleitoral. Trump defende que os países-membros da Otan aumentem sua participação no financiamento do organismo, alegando que a maior parte dos custos recai sobre os EUA. A Casa Branca também confirmou a participação de Trump na Cúpula do G7, que ocorrerá em maio em Taormina, na Itália.

Agência Brasil

5 de fevereiro de 2017, 12:17

MUNDO Al-Qaeda no Iêmen exorta seguidores a atacar os EUA após incursão no país

O braço da Al-Qaeda no Iêmen exortou seguidores ao longo do fim de semana a enfrentar os EUA em resposta a um ataque realizado por comandos norte-americanos que matou figuras importantes do grupo. Os militantes lançaram novos ataques contra o território controlado pelo governo internacionalmente reconhecido do Iêmen.Qasim al-Raymi, líder da Al-Qaeda na Península Arábica, ou AQAP, comparou o grupo com extremistas que combateram forças norte-americanas no Iraque, no Afeganistão e na Somália, segundo um discurso traduzido pelo SITE Intelligence Group, que rastreia atividades e mensagens extremistas. “Minha mensagem para nossos leões no campo de batalha é que vem aí a América, pisando em sua terra com a sua arrogância e o seu orgulho”, disse Raymi no sábado. O líder disse a seus seguidores para lembrarem os EUA dos ataques de Mogadíscio, das vitórias de Kandahar e da persistência de Faluja. “Queimem a terra sob seus pés e façam com que ouçam os sussurros de Satanás”, ameaçou Raymi, referindo-se ao presidente Donald Trump como “o novo tolo da Casa Branca”.Uma unidade norte-americana das forças especiais atacou um complexo AQAP em uma parte remota do centro do Iêmen em 29 de janeiro, matando militantes e possivelmente alguns civis, de acordo com autoridades dos EUA. Um fuzileiro naval norte-americano foi morto em um tiroteio e três soldados dos EUA ficaram feridos.

Estadão

4 de fevereiro de 2017, 11:59

MUNDO Museu do Louvre reabre depois de ataque contra militares

O museu do Louvre reabriu as portas hoje (4), às 9h30, um dia depois do atentado contra militares na entrada da galeria Carrossel, que dá acesso ao prédio.Com a chuva, poucos turistas se aventuraram a aguardar a abertura do museu na fila do lado de fora. No interior da galeria, onde ocorreu o ataque, já havia duas longas filas de espera. Como de costume, policiais armados de fuzis e metralhadoras também vigiavam o movimento dos visitantes, que tiveram as bolsas vasculhadas antes de entrar no museu.As medidas de segurança, que já estão em seu nível máximo por conta do estado de emergência na França, não foram reforçadas. As lojas da galeria abriram as portas normalmente.O ataque contra militares da Operação Sentinela, que visa justamente a prevenir atentados, ocorreu ontem (3) pela manhã. O suspeito, que ainda não foi formalmente identificado, seria Abdallah EI H. Ele atacou os agentes com duas facas, ferindo um deles levemente no couro cabeludo, mas foi neutralizado com tiros no abdômen. Durante a ação, as 250 pessoas que estavam no museu foram colocadas em salas seguras.

4 de fevereiro de 2017, 08:14

MUNDO Liminar suspende veto de Trump a refugiados e imigrantes

Foto: Divulgação

Um juiz federal de Seattle bloqueou temporariamente o decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proíbe a entrada de imigrantes de sete países de maioria muçulmana em seu país.O juiz distrital James Robart emitiu, nesta sexta-feira, uma ordem de restrição que vale para todo o país, a pedido dos Estados de Washington e Minnesota. Trump assinou a ordem executiva na semana passada e provocou uma onda de protestos em todo o país, além de confusão em aeroportos onde viajantes foram detidos. Advogados do governo americano disseram que os Estados não têm direito de desafiar o decreto e afirmaram que o Congresso deu autoridade para que o presidente tomasse decisões sobre a segurança nacional e a admissão de imigrantes. O procurador-geral de Washington, Bob Ferguson se opôs à ordem, dizendo que estava causando prejuízo significativo para os moradores.

Estadão Conteúdo

3 de fevereiro de 2017, 19:11

MUNDO Líderes europeus temem que retórica de Trump se transforme em medidas reais

Líderes da União Europeia (UE) prometeram permanecer unidos, nesta sexta-feira, diante de uma avalanche de críticas por parte do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que começou a minar o uma vez inabalável relacionamento transatlântico. Os líderes revidaram com palavras, evidenciado seus temores de que a retórica da campanha do magnata americano se transforme em políticas reais e divida ainda mais o combalido bloco europeu. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, colocou os EUA na categoria de “ameaça” para UE, na sequência de vários comentários negativos sobre o bloco. “Talvez a melhor evidência de que estamos juntos nesse contexto é o fato de que alguns dos meus colegas me atribuíram um novo apelido, espontaneamente, que é ‘nosso Donald’”, disse Tusk em um encontro de cúpula da UE em Malta, destacando as novas divisões da centenária aliança do continente com os EUA. O presidente francês, François Hollande, disse que era inaceitável que Trump colocasse pressão na UE por meio de declarações. A presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, afirmou que era quase impossível construir uma ponte com Trump porque “hoje estamos nos comunicando com os EUA principalmente pelo Twitter”. O chanceler austríaco, Christian Kern, disse que “Trump precisa ser julgado por suas ações e não por sua retórica e sua campanha eleitoral. Mas agora fez muitas coisas que estão preocupando”, afirmou. “O que aconteceu nos últimos dias não são os valores pelos quais eu estou lutando”, disse Xavier Bettel, primeiro-ministro de Luxemburgo.

Estadão Conteúdo