16 de abril de 2017, 11:26

MUNDO Em mensagem de Páscoa, Papa cita drama das guerras e ataque a Aleppo

Em sua tradicional mensagem de Páscoa, o papa Francisco lembrou dos desafios que atingem atualmente o mundo, como as guerras, a imigração e o desemprego. As informações são da Agência EFE. Francisco fez um apelo especial pelo Oriente Médio, pedindo “que nestes tempos, o Senhor sustente de modo particular os esforços dos que trabalham ativamente para levar alívio e consolo à população civil de Síria, vítima de uma guerra que não para de semear horror e morte”. O Papa lamentou o último ataque feito à cidade de Alepo, no qual dezenas de civis morreram. Francisco enfatizou a esperança que a ressurreição de Jesus traz e pediu aos representantes das nações que tenham coragem para evitar a propagação de conflitos e acabar com o tráfico de armas. Da Praça São Pedro, na cidade do Vaticano, o papa também abençoou “os esforços de quem, especialmente na América Latina, se compromete a favor do bem comum das sociedades, tantas vezes marcadas por tensões políticas e sociais, que em alguns casos são sufocadas com a violência”. Francisco pediu que a Ucrânia, “ainda vítima de um sangrento conflito volte a encontrar a concórdia e acompanhe as iniciativas promovidas para aliviar os dramas dos quem sofrem com as consequências”.

Agência Brasil

15 de abril de 2017, 12:00

MUNDO Coreia do Norte diz que está pronta para guerra com armas nucleares

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Coreia do Norte, Choe Ryong-hae, disse hoje (15) durante um grande desfile militar em Pyongyang que o povo norte-coreano está “preparado para a guerra” contra os Etados Unidos com suas armas nucleares. As informações são da Agência EFE. “Estamos completamente preparados para enfrentar qualquer tipo de guerra com nossas armas nucleares se os EUA atacarem a península da Coreia”, disse Ryong-hae, considerado O número dois do regime, em seu discurso durante a exibição militar em comemoração ao 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung. Durante o desfile do “Dia do Sol”, presidido pelo líder Kim Jong-un, o Exército norte-coreano mostrou seu arsenal, incluindo vários mísseis balísticos, entre os quais encontrava-se um possível novo projétil de alcance intercontinental. “Se os EUA fizerem provocações imprudentes contra nós, nossa força revolucionária contra-atacará num instante, com um ataque aniquilador e responderemos a uma guerra total com guerra total e a ataques nucleares com nosso próprio arsenal atômico”, disse Choe. Ele também acusou os EUA de posicionar armas nucleares no Sul da península coreana, “o que está criando uma situação muito tensa que ameaça a paz e a segurança não só da região, como também do mundo inteiro”. Washington decidiu enviar recentemente um porta-aviões nuclear à península da Coreia em resposta aos lançamentos de mísseis de Pyongyang e Washington, e chegou a insinuar que estuda a possibilidade de um ataque preventivo para frear os avanços armamentísticos do regime norte-coreano. “Os imperialistas estão tentando isolar nosso povo onde as pessoas só querem viver em paz”, afirmou o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores.

Agência Brasil

15 de abril de 2017, 11:45

MUNDO Mais de 2 mil imigrantes são resgatados no Mediterrêneo neste sábado

Um total de 2.074 imigrantes foram resgatados nas últimas horas de hoje (15) na região do Mediterrâneo Central e esse número aumentará, já que há várias operações de resgate em andamento, informaram fontes da Guarda Costeira italiana. As informações são da Agência EFE. Ontem (14) foram feitas 19 operações de resgate de três pequenos botes de madeira e 16 botes infláveis, em uma das quais estava o corpo de um jovem. O corpo do adolescente foi encontrado no fundo da lancha durante o resgate realizado pela embarcação Aquarius, operada pela organização Médicos sem Fronteiras (MSF), comunicou a ONG em sua conta no Twitter. Prudence e Aquarius, as duas embarcações da MSF no Canal da Sicília, a faixa de mar que separa a Itália da costa da África, se ocuparam do resgate de cerca de mil imigrantes. A Guarda Costeira italiana, que coordena as operações de resgate nesta área do Mediterrâneo, informou que o número de pessoas socorridas deve aumentar, já que estão realizadas várias operações que durarão todo o dia. Segundo os dados divulgados pela Fundação italiana ISMU, instituto independente que estuda os fenômenos migratórios, nos primeiros três meses do ano chegaram à Itália 24 mil imigrantes, destes 2.293 menores não acompanhados. Estes números representam um aumento de 30% nas chegadas de imigrantes à Itália em relação ao mesmo período do ano anterior e ao recorde de 10 mil somente no mês de março.

Agência Brasil

14 de abril de 2017, 13:00

MUNDO Líder religioso do Estado Islâmico morre em bombardeio sobre Mossul

O encarregado de emitir mensagens religiosas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no norte de Iraque morreu em um bombardeio sobre o oeste da cidade de Mossul, informou hoje (14) à Agência EFE uma fonte militar. O comandante das operações militares na província de Nínive – cuja capital é Mossul -, general Nayem al Yaburi, confirmou a morte de Abdullah al Badrani, apelidado de Abu Ayub al Atar, junto com outros quatro membros do EI. Al Yaburi detalhou que Badrani faleceu em um ataque aéreo contra uma sede do Estado Islâmico no centro de Mossul, na qual Al Atar estava junto com seus ajudantes. Em 10 de outubro, as forças iraquianas já tinham anunciado a morte da Al Atar no leste de Mossul, mas ele apareceu pouco depois em uma mesquita da zona velha de Mossul, de onde pediu luta contra as tropas iraquianas e americanas. As forças iraquianas estão desenvolvendo uma ampla ofensiva sobre a parte oeste de Mossul, onde o Estado Islâmico ainda controla alguns bairros.

Agência Brasil

13 de abril de 2017, 19:31

MUNDO EUA lançam ‘mãe de todas as bombas’ no leste do Afeganistão

Os Estados Unidos lançaram a maior bomba não nuclear do mundo no leste do Afeganistão nesta quinta-feira. Segundo a rede de TV americana Fox News, o movimento vem após a morte de um membro das forças especiais americanas, que lutava contra o grupo terrorista Estado Islâmico em território afegão.A bomba dos EUA foi lançada sobre um complexo de túneis do Estado Islâmico no Afeganistão. A Massive Ordinance Air Blast (MAOB), também é conhecida como “mãe de todas as bombas”. Seu primeiro teste foi em 2003, mas ela ainda não havia sido usada antes desta quinta-feira.

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2017, 12:30

MUNDO Trump volta atrás e diz que Otan é estratégica para combate ao terrorismo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nessa quarta-feira (13), após reunir-se na Casa Branca com o secretário-geral do bloco, Jens Stoltenberg, Trump disse que já não vê o grupo como “obsoleto e ultrapassado”, mas sim como uma aliança militar estratégica importante para combater o terrorismo. Durante toda a campanha eleitoral e depois de tomar posse, Donald Trump disse reiteradas vezes que a Otan era ultrapassada e questionou a existência do bloco. Em declarações anteriores, disse que a aliança não acrescentava nada de “produtivo” aos norte-americanos. Além disso, ele criticava o investimento financeiro dos Estados Unidos na aliança. Nessas ocasiões, Trump dizia que governo norte-americano havia colocado mais dinheiro que os outros países aliados, o que, para ele, era uma situação “injusta” e “desigual”. Em uma entrevista coletiva ao lado de Stoltenberg, Trump disse que o encontro foi produtivo e que mudou de opinião porque a “Otan mudou também” e, na visão dele, tornou-se mais “produtiva”. Mesmo assim, o presidente norte-americano pediu mais participação financeira dos países-membros da organização. Atualmente 28 países fazem parte do tratado, que nasceu em 1949, sob a prerrogativa de estabelecer uma parceria militar estratégica. Na entrevista, o secretário-geral da Otan disse que uma das prioridades agora é conseguir fazer com que os Estados-Membros cumpram com suas obrigações e compromissos com o bloco. No final da conversa com jornalistas, Donald Trump também afirmou que as relações com a Rússia se deterioram muito e chegaram ao ponto “mais baixo de todos os tempos”. Trump disse que verá como vai fazer para estabelecer o diálogo com o presidente russo, Vladmir Putin. O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, esteve ontem na Rússia para discutir o conflito sírio. Os dois países divergem sobre uma ação militar contra o governo de Bashar al Assad, um antigo aliado da Rússia. A Russia condenou o ataque dos Estados Unidos à base síria na semana passada e disse que o governo de Bashar al Assad não foi o responsável pelo ataque químico que motivou a ação unilateral dos Estados Unidos. Mesmo assim, os russos vetaram o pedido de investigação sobre a autoria do ataque, feito no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Agência Brasil

13 de abril de 2017, 10:13

MUNDO Combates contra Estado Istâmico matam 25 membros das Forças da Síria Democrática

Pelo menos 25 combatentes das Forças da Síria Democrática, uma aliança armada liderada por milícias curdas, morreram nos dois últimos dias em confrontos com o grupo terrorista Estado Islâmico nas imediações da cidade da Al Tabqa, informaram nesta quinta-feira ativistas. As informações são da agência de notícias EFE. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, os enfrentamentos ocorreram em zonas ao leste, sul e oeste da Al Tabqa, situada na província nordeste síria da Al Raqqa. A ONG informou que o Estado Islâmico também sofreu um número indeterminado de baixas nessa área, onde os jihadistas tratam de repelir a ofensiva das Forças da Síria Democrática na Al Tabqa. Essa área, situada a 62 quilômetros ao oeste da cidade de Al Raqqa, capital estadual e no passado um dos principais centros de segurança do Estado Islâmico, é alvo de um ataque das Forças da Síria Democrática, que conseguiram sitiar o local e agora tentam progredir para invadi-lo. Al Tabqa está perto da Represa do Eufrates, a maior da Síria e que também está sitiada pelas Forças da Síria Democrática. Essa aliança armada, que tem o apoio dos aviões da coligação internacional e de forças especiais dos Estados Unidos, anunciou hoje (13) o começo do quarto período de sua ofensiva para expulsar ao Estado Islâmico de Al Raaqa. Neste período, as Forças da Síria Democrática centrarão suas operações no vale de Yalab e em áreas do norte da região.

Agência Brasil

13 de abril de 2017, 09:55

MUNDO Ex-presidente do Peru nega ter recebido financiamento da Odebrecht em campanha

O ex-presidente de Peru Ollanta Humala negou nessa quarta-feira (12) ter recebido o financiamento da empresa Odebrecht na campanha eleitoral que o levou a ganhar a Presidência do país em 2011, tal como afirmou o ex-presidente da companhia Marcelo Odebrecht à Justiça do Brasil. As informações são da agência de notícias EFE. Humala declarou aos jornalistas, na porta de sua casa em Lima, que não tem ideia de qual é a motivação de Marcelo Odebrecht e do ex-diretor da empresa no Peru Jorge Barata para fazer essas afirmações, que, segundo o ex-presidente, “não estão certas”. “O que nós fizemos na campanha é que nos reunimos com todos os grupos empresariais, e nos reunimos em embaixadas, nas sedes institucionais, e vieram a nossas sedes, mas não houve financiamento nesse momento, senão o teríamos reportado”, assegurou Humala. O ex-presidente (2011-2016) acrescentou que não via “maior transcendência no tema, em que o empregador corrobora o que diz o empregado”, visto que Jorge Barata também confessou essa suposta contribuição de US$ 3 milhões ao promotor peruano Hamilton Castro, como foi divulgado em fevereiro passado. “Estamos colaborando com as investigações e mostrando uma conduta nesse sentido no Ministério Público e no Congresso”, disse o ex-presidente.

Agência Brasil

12 de abril de 2017, 11:12

MUNDO Maduro é vaiado e atacado com objetos após desfile militar na Venezuela

Algumas pessoas vaiaram e lançaram objetos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na terça-feira (11), no final de um desfile militar na comunidade de San Félix, no estado de Bolívar. O presidente foi então retirado rapidamente do local. As informações são da Agência EFE.Maduro cumprimentava os participantes após o término do desfile, quando algumas pessoas na platéia começaram a atirar objetos contra ele, segundo as imagens da emissora de TV que transmitia o ato e que foi interrompido quando começou o ataque.As imagens mostram a equipe de segurança da presidência cercando o governante para evitar que ele fosse agredido.Nas redes sociais circulam outros vídeos que mostram alguns momentos do incidente, após a transmissão do evento ter sido interrompida. Nas imagens das redes sociais é possível ouvir insultos e vaias direcionadas ao presidente venezuelano.O ministro da Informação, Ernesto Villegas, também divulgou imagens da saída de Maduro do local, momentos antes do incidente, mas nestas imagens o presidente está rodeado por centenas de apoiadores.Os opositores reagiram pelo Twitter. Entre eles, o presidente do Parlamento venezuelano, Julio Borges, e o também deputado opositor Henry Ramos Allup.”Nicolás. O povo de San Félix te ama e quer te alimentar. É por isso que atiraram ovos, tomates, verduras, cascas de bananas e outras coisas”, afirmou Ramos.Borges, por sua vez, disse na mesma rede social que “o povo de San Félix como toda Venezuela, rejeita Maduro e repudia sua ditadura”.

Agência Brasil

12 de abril de 2017, 08:43

MUNDO Putin diz que ambiente de trabalho com Estados Unidos está deteriorado com Trump

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, lamentou que “a confiança no trabalho de nível” entre seu país e os Estados Unidos “tem se degradado”, após a chegada de Donald Trump à Casa Branca. Ele deu a declaração em uma entrevista transmitida hoje (12) pela emissora de TV Mir. As informações são da agência de notícias EFE. “Podemos dizer que o trabalho de confiança, especialmente no campo militar, não melhorou, mas piorou”, disse Putin, no mesmo momento em que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, estava reunido em Moscou com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov. Putin voltou a denunciar que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) “está imersa em um paradigma de confronto entre os blocos” algo próprio da Guerra Fria, apesar de “ter superado essa situação”. “As marcas da Guerra Fria foram muito notadas na Otan. É uma organização muito ideológica”, afirmou. A Rússia suspendeu a cooperação militar com os Estados Unidos na Síria, depois do ataque contra uma base aérea síria ordenado por Trump, em represália pelo suposto uso de armas químicas contra a população civil.

Agência Brasil

11 de abril de 2017, 12:00

MUNDO Trump diz que pode resolver problema com Coreia do Norte “sem ajuda” da China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje (11) que está pronto para lidar com a Coreia do Norte, mesmo sem a ajuda da China. Em mensagem no Twitter, Trump disse que “a Coreia do Norte busca problemas. Se a China decidir ajudar, isso será genial. Se não, resolveremos o problema sem eles!”, escreveu. Na semana passada, Trump teve um encontro de dois dias na Flórida com o presidente chinês Xi Jinping. Um dos principais assuntos da reunião foi o programa de armamento nuclear da Coreia do Norte. Os Estados Unidos querem que a China pressione a Coreia para abrir mão de seu plano armamentista, já que os chineses são os maiores parceiros dos norte-coreanos e um dos financiadores do país. A China não se comprometeu a pressionar a Coreia. O governo norte-coreano criticou hoje (11) os Estados Unidos pelo envio de um navio porta-aviões para a península coreana. Em comunicado, o país liderado por Kim Jong-Un disse que os “movimento insensatos dos Estados Unidos para invadir a República Democrática Popular da Coreia atingiram uma fase grave”. Além disso, o governo do país também informou estar preparado para responder qualquer “agressão” vinda dos Estados Unidos. A tensão entre os países aumentou após o ataque à Síria. A Rússia também fez considerações sobre o envio do envio porta-aviões norte-americano ao mar sul-coreano. Moscou disse estar “preocupada” com a postura adotada por Washington e teme que os Estados Unidos adotem medidas unilaterais contra a Coreia do Norte. O secretário de estado norte-americano Rex Tillerson está em Moscou para uma reunião com o Ministério das Relações Exteriores da Rùssia, dias depois do ataque dos Estados Unidos à Síria e no momento mais delicado das relações entre os dois países desde que Donald Trump assumiu o poder.

Agência Brasil

11 de abril de 2017, 07:40

MUNDO Partidários da reeleição se mobilizam no Paraguai

Diversas manifestações ocorreram nessa segunda-feira (10) em diferentes cidades do interior do Paraguai, convocadas pelo Partido Colorado e a favor do projeto de emenda para permitir a reeleição presidencial. O tema tem dividido o país e, no fim de março, causou uma onda de violência em Assunção. Os colorados excluíram da convocação a capital paraguaia e mobilizaram suas bases em Ciudad del Este, a segunda maior do país, em Caaguazú (centro) e em outras do cinturão metropolitano como Luque, informou a imprensa local.Algumas manifestações foram acompanhadas por carreatas e contaram com a presença de autoridades locais coloradas e de representantes parlamentares do partido.Em todas as manifestações foram proclamadas palavras de ordem a favor do polêmico projeto de emenda para permitir um segundo mandato presidencial, o que é proibido pela Constituição.Os partidários da reeleição consideram que a emenda constitucional é o caminho mais “democrático” para permitir o segundo mandato presidencial, já que após ser aprovada em ambas as câmaras legislativas, deveria ser realizado um referendo.

Agência EFE

10 de abril de 2017, 21:54

MUNDO Polícia volta a barrar protesto de opositores no centro de Caracas

As forças de segurança da Venezuela dissolveram nesta segunda-feira, 10, pela quinta vez nos últimos dez dias, uma passeata de opositores do governo de Nicolás Maduro que tinha centenas de participantes e pretendia seguir rumo ao centro da cidade para protestar contra o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do país. Além disso, dois portais que transmitiam os protestos online tiveram o acesso bloqueado no país. Enquanto os opositores tentavam marchar em Caracas, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse durante visita ao Brasil que a Venezuela precisa de um governo legítimo, o que só acontecerá com novas eleições.Dezenas de membros da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) fecharam novamente os acessos ao município de Libertador – um dos cinco que formam Caracas e é sede dos poderes públicos na Venezuela – governado pelo chavista Jorge Rodríguez, que afirmou que as mobilizações visam gerar violência nesta parte da capital. O metrô de Caracas informou que 18 de suas estações subterrâneas e 19 de suas rotas terrestres de ônibus foram fechadas “para a segurança” dos usuários. Em sua conta no Twitter, o metrô de Caracas detalhou as estações que não abririam nesta segunda, entre elas Chacaíto, Chacao e Sabana Grande, os três acessos do trem subterrâneo mais próximos do ponto de concentração dos opositores que protestariam contra o TSJ.Deputados opositores alertaram na mesma rede social que as autoridades venezuelanas limitaram o acesso de veículos nas principais estradas que levam à cidade. Antes do início das manifestações, o deputado José Manuel Olivares compartilhou imagens no Twitter nas quais era possível ver enormes filas de veículos que, segundo ele, seriam feitas com o propósito de evitar que os manifestantes chegassem à capital. “Não há obstáculo que evite nossa presença na rua, protestando de maneira pacífica contra o golpe de Estado!”, escreveu ele em sua conta no Twitter.

Estadão Conteúdo

10 de abril de 2017, 20:32

MUNDO Brasil defende calendário eleitoral e diálogo político na Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, defendeu nesta segunda-feira (10) a confirmação do calendário eleitoral na Venezuela para que o país garanta o “restabelecimento pleno da democracia”. Após se encontrar com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, o chanceler brasileiro não descartou uma “avaliação coletiva” da crise venezuelana pelos países do órgão.”O Brasil apoia o diálogo político nacional, um diálogo que seja inclusivo, leal e eficaz. E que garanta o pleno restabelecimento da democracia, a separação dos poderes e o Estado de Direito. Insistimos na urgência da confirmação do calendário eleitoral. O povo precisa falar, e a voz do povo é um elemento central na solução da crise venezuelana”, disse Nunes.O encontro entre o chanceler brasileiro e o secretário da OEA ocorreu na manhã de hoje no Palácio Itamaraty, em Brasília. Em declaração à imprensa, Aloysio Nunes lembrou que o governo brasileiro tem insistido na oferta de ajuda humanitária ao país vizinho, o que poderia “minorar o sofrimento por que passa o povo venezuelano com a falta de alimentos e de remédios”.

Agência Brasil

10 de abril de 2017, 18:00

MUNDO Remessas de imigrantes somam cerca de US$ 500 bilhões ao ano no mundo

Enquanto questões relacionadas à imigração estão levando a grandes debates na Europa e ao redor do mundo, o “benefício de desenvolvimento” causado pelos cerca de US$ 500 bi que imigrantes enviam por ano a “países e famílias pobres” não pode ser subestimado. A afirmação foi feita pelo diretor do Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola da ONU (Fida), Adolfo Brizzi, durante o evento “O dinheiro fala – porque migrantes são importantes”, realizado na Itália. Segundo o Fida, há cerca de 250 milhões de imigrantes vivendo fora de seus países em todo o mundo. As estimativas são de que as remessas de dinheiro enviado por trabalhadores imigrantes a suas famílias em países mais pobres ajudem outras 750 milhões de pessoas. Juntando os que enviam e recebem, as remessas tocam diretamente as vidas de uma em cada sete pessoas no planeta. As informações são da ONU News. De acordo com o Fida, a maioria da renda de um trabalhador migrante permanece no país em que ele atualmente reside. Apenas uma fração, normalmente em montantes de US$ 200 ou US$ 300, é enviado ao país de origem várias vezes ao ano. Embora esses valores pareçam baixos, eles podem representar até 50% ou mais da renda da família. Adicionando todos os bilhões de transações financeiras envolvidas, as remessas chegam a quase US$ 500 bi, mais de três vezes os recursos de assistência oficial ao desenvolvimento de todas as fontes. Apesar da grande soma, o diretor do Fida disse acreditar que os benefícios às famílias nos países de origem poderia ser muito maior se os trabalhadores imigrantes tivessem acesso a mercados mais competitivos para transferência de dinheiro e serviços financeiros especializados que ajudá-los a economizar ou investir seus recursos.

Agência Brasil