18 de junho de 2018, 07:20

MUNDO Iván Duque vence 2º turno da eleição à Presidência da Colômbia

O candidato do partido Centro Democrático, o conservador Iván Duque, venceu neste domingo o segundo turno da eleição à Presidência da Colômbia. Na pré-contagem do Registrador Nacional órgão que organiza o pleito no país, a apuração de 99,67% das urnas atribuía 53,96% dos votos válidos ao advogado de 41 anos, enquanto o seu adversário, o ex-guerrilheiro Gustavo Petro, do movimento Colômbia Humana, era a escolha em 41,83% das cédulas válidas.Duque, que recebeu o apoio do ex-presidente Álvaro Uribe, assume o mandato presidencial com quatro anos de duração em 7 de agosto com a promessa de endurecer a guerra às drogas. Ele é detrator assumido dos termos do acordo de paz que o atual chefe do Executivo colombiano, Juan Manuel Santos, firmou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)Discordâncias à parte, Santos afirmou há pouco ter telefonado para o candidato vitorioso e oferecido “toda a colaboração” do atual governo para uma transição “ordenada e tranquila”.

Estadão

16 de junho de 2018, 09:40

MUNDO Lugares vazios em jogos da Copa levam Fifa a abrir investigação

Foto: Divulgação

Centenas de lugares vazios nos estádios dos primeiros jogos da Copa do Mundo evidenciam o que, em termos financeiros, a Fifa já sabia: nem todos os ingressos para os jogos do Mundial conseguiram ser vendidos. Neste sábado, torcedores ainda podem solicitar no site da Fifa entradas para 29 dos 64 jogos do torneio, sem sequer a necessidade de passar por um cambista. Não há garantias de que todos sejam atendidos. Mas dirigentes que acompanham Mundiais há anos admitem que essa realidade incomodou a cúpula da organização, que esperava anunciar estádios sempre repletos. Apenas na partida entre Uruguai e Egito, na sexta-feira, a estimativa é de que 6 mil lugares de um estádio de 33 mil não tinham sido preenchidos. Na Fifa, a ordem foi a de investigar a situação, que causou certo mal-estar entre os organizadores diante das imagens de fileiras inteiras vazias, até em setores mais nobres das arquibancadas. De acordo com a entidade, 32,2 mil ingressos foram alocados. “O fato de que o público não reflita o montante de ingressos alocados pode se dar por vários motivos e a Fifa está investigando”, declarou a entidade, por meio de um comunicado. Um dos problemas é que parte dos ingressos vai para os patrocinadores, que nem sempre conseguem garantir que seus convidados estejam no jogo. Outro problema tem sido a capacidade de cambistas profissionais de obter centenas de entradas. Se eles não os vendem, aqueles locais permanecem vazios. Na Rússia, a lei estipula que um cambista pode ser multado em 25 vezes o preço do produto que está oferecendo. Mas a Fifa admite que a prática continua e que chegou a ser obrigada a abrir um processo nos tribunais contra empresas que se apresentavam como intermediários. Nas portas dos estádios, os cambistas também agiam em Moscou sem qualquer incômodo. A reportagem do Estado recebeu, em apenas 20 minutos, duas ofertas de entradas para a abertura da Copa, jogo que apenas teve seus últimos ingressos vendidos dois dias antes da partida. Apesar de sua proximidade com as capitais da Europa Ocidental, os números mostram que a Rússia não conseguiu gerar a mesma renda em termos de ingresso que a Copa de 2014, no Brasil. Dados obtidos com exclusividade pelo Estado revelam que o Mundial da Rússia vai gerar uma renda de US$ 495 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) em ingressos. Pelo menos 40% desse valor virá dos torcedores russos. Apesar de a Copa atingir uma receita recorde, o volume da bilheteria ficou abaixo dos US$ 518 milhões (R$ 1,9 bilhão) obtidos pela Fifa no Brasil, há quatro anos. Naquele momento, eram os torcedores brasileiros que garantiram a maior fatia dos lucros e representaram 60% de todos os ingressos vendidos. De acordo com a Fifa, 2,4 milhões de ingressos já foram vendidos para o evento deste ano. Outros 120 mil ainda estão no mercado. Mas a presença da Europa Ocidental é relativamente fraca, sendo que 871 mil foram para mãos de torcedores russos, contra 88,8 mil para residentes dos Estados Unidos, que não disputa a Copa. O Brasil vem na terceira posição, com 75 mil. O primeiro europeu apenas aparece na quinta posição, com a Alemanha somando 62 mil ingressos. Uma posição ainda mais distante está a Inglaterra, com 32 mil ingressos vendidos e abaixo até da Austrália.

Estadão Conteúdo

16 de junho de 2018, 08:36

MUNDO Casos de corrupção expõem autoridades da Espanha e de Portugal

A condenação de Iñaki Urdangarin, cunhado do rei Felipe VI da Espanha, a cinco anos e dez meses de cadeia expôs um quadro de suspeitas de corrupção por políticos e pessoas ligadas ao poder na Europa. No dia 13, ele foi condenado por desvio de fundos, prevaricação, fraude contra o Erário, delitos fiscais e tráfico de influências. Ex-atleta de handebol, Urdangarin é casado com a infanta Cristina de Bourbon, irmã do rei. Espanha e Portugal estão no foco de uma série de investigações sobre corrupção e enfrentam escândalos envolvendo nome de autoridades e políticos. Em Portugal, a Operação Marquês, iniciada em 2014, revelou que José Sócrates, primeiro-ministro do país entre 2005 e 2011, esteve envolvido em 31 crimes, entre eles, o de corrupção, fraude fiscal e lavagem de dinheiro. Sócrates foi detido preventivamente em 2014, ficando 9 meses na cadeia. Em 2015, passou a cumprir prisão domiciliar e, atualmente, aguarda julgamento em liberdade. O Partido Socialista (PS), após anos de silêncio em relação ao caso, busca distanciar-se da imagem de Sócrates. António Costa, atual primeiro-ministro de Portugal, foi ministro na administração de Sócrates. Ao tomar conhecimento das denúncias, Costa se manteve neutro e defendeu a presunção de inocência de Sócrates. Uma frase sua tornou-se célebre em terras portuguesas: “à política o que é da política, à Justiça o que é da Justiça”. Mais recentemente, no último congresso do Partido Socialista, em maio, Costa procurou afastar-se da figura de Sócrates.

Agência Brasil

13 de junho de 2018, 08:38

MUNDO Copa do Mundo de 2026 será no México, Canadá e Estados Unidos

A candidatura conjunta da América do Norte, com Estados Unidos, Canadá e México, ganhou a disputa contra o Marrocos, em votação realizada nesta quarta-feira (13) durante Congresso da Fifa, em Moscou. Assim, e os três países sediarão a Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções. A Copa de 2022 será disputada no Catar.

Agência Brasil

13 de junho de 2018, 08:20

MUNDO Após se reunir com Kim, Trump diz que “todos podem se sentir mais seguros”

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que “todos podem se sentir muito mais seguros” do que no dia em ele tomou posse, depois de retornar a seu país de uma viagem a Cingapura, onde se reuniu com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Durante o histórico encontro em Cingapura, Trump e Kim assinaram ontem um acordo que prevê a completa desnuclearização da Península Coreana. Detalhes do documento, no entanto, não foram revelados. “Não há mais uma ameaça da Coreia do Norte”, afirmou Trump em sua conta oficial no Twitter. “A reunião com Kim Jong-un foi uma experiência interessante e muito positiva…a Coreia do Norte tem grande potencial para o futuro!”, acrescentou o presidente americano. Num segundo tuíte, Trump comentou que, antes do início de seu governo, pensava-se que os EUA iriam para a guerra com a Coreia do Norte. “O (ex-presidente Barack) Obama disse que a Coreia do Norte era nosso maior e mais perigoso problema. Não é mais – durmam bem esta noite!”, disse Trump.

Estadão Conteúdo

13 de junho de 2018, 07:37

MUNDO Maduro anuncia mudanças no governo em nome da renovação

Menos de um mês depois de ser reeleito, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que fará uma “renovação parcial” do governo nos próximos dias, em “elementos-chave” da economia e dos serviços públicos. A informação foi dada por ele ao participar ontem (12) de um ato com a Juventude do Partido Socialista Unido da Venezuela (JPSUV) em Caracas. “Estou preparando uma renovação parcial do governo bolivariano para os próximos dias, a fim de fortalecer o governo, renová-lo em elementos-chave da economia, dos serviços públicos”, disse Maduro. Segundo ele, o objetivo é dar uma “ordem” aos novos ministros que chegarem e aos que continuarem em seus cargos para que “metade dos vice-ministros” seja jovem como os integrantes da JPSUV e dos partidos que o apóiam. “Para que a juventude vá se preparando e assumindo o comando da República”, argumentou. “Teremos um governo e um povo mais forte e sólido”. Maduro confirmou que em dezembro haverá eleições municipais em 335 conselhos de todo o país.

Agência Brasil

12 de junho de 2018, 17:31

MUNDO Candidato é morto no momento em que posava para selfie no México

Foto: Reprodução

Momento em que o candidato Fernando Purón é atacado

O candidato a deputado federal pelo Estado mexicano de Coahuila, Fernando Purón, foi assassinado no momento em que posava para uma selfie com uma eleitora na cidade de Piedras Negras, norte do país e fronteira com o Texas. O crime aconteceu na sexta-feira e o autor dos disparos fugiu. O candidato, do Partido Revolucionário Institucional, havia acabado de participar de um debate. Em um vídeo divulgado pela imprensa local, um homem com um boné se aproxima do político pelas costas no momento em que ele tirava a foto com a mulher. O assassino saca a arma e dispara diretamente na cabeça do candidato. A Procuradoria do Estado está investigando o caso e analisando as imagens da gravação, colhidas por uma câmera de segurança fixada no exterior do auditório universitário onde ocorreu o debate. Purón havia sido prefeito de Piedras Negras cidade, muito afetada pela violência vinculada ao crime organizado. O governador do Estado, Miguel Ángel Riquelme, disse em um comunicado que Purón foi um exemplo de servidor público. “Transformou sua cidade, Piedras Negras, e se distinguiu por seu ferrenho combate à delinquência durante sua gestão como prefeito. Foi ainda um fator fundamental para que Coahuila recuperasse a paz”. As eleições no México têm sido marcadas pela violência. As autoridades concordaram no sábado em reforçar a segurança em todo o Estado e, entre outras medidas, anunciaram que helicópteros ficarão encarregados de vigiar permanentemente tanto as zonas urbanas como campos e montanhas, informou a Procuradoria de Coahuila. Também haverá mais controle e patrulhas terrestres. Além disso, para garantir a campanha e o processo eleitoral, o Estado pediu para ter acesso às agendas dos candidatos para reforçar a segurança nesses lugares e adiantou que colocará em marcha um operativo especial para o dia das eleições, em 1º de julho. O Instituto Nacional Eleitoral emitiu um comunicado condenando o fato e recordou que são as autoridades dos três níveis de governo que têm de garantir a integridade de todos os candidatos. “A violência é incompatível com a democracia”, afirmou em nota.

Estadão Conteúdo

12 de junho de 2018, 12:34

MUNDO Argentinos se mobilizam para votação amanhã da Lei do Aborto

Milhares de argentinos – contra e a favor da legalização do aborto – estão se mobilizando nas ruas e nas praças – para a votação de um projeto de lei, nesta quarta-feira (13), que divide opiniões. Atualmente, a Argentina permite interromper a gravidez apenas em casos de estupro e de risco para a vida ou a saúde da mãe. Já houve várias tentativas, no passado, de dar à mulher o direito de decidir o que fazer com o próprio corpo – mas o tema polêmico, no país de maioria católica, tem sido evitado por todos os governos até agora.Na Argentina ocorrem 500 mil abortos clandestinos por ano – 60 mil acabam dando complicações e terminam em internações. “Os números demonstram que, apesar da proibição, as mulheres continuam abortando. Quem é de classe média e vive na capital pode dar um jeito, sem correr risco de vida”, disse a jornalista e ativista Mariana Carbajal. “Mas, para as pessoas de baixo recursos ou que vivem no interior, não ter acesso a uma clinica, onde possa abortar legalmente, representa um risco de vida. Ignorar isso é ignorar a realidade”.A Argentina foi pioneira na legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e na aprovação de uma lei que permite aos transexuais escolher o nome e gênero que querem colocar no documento de identidade. Mas, por razões pessoais, religiosas e políticas, os presidentes argentinos têm evitado abrir um debate sobre o aborto. Isso mudou em março. Uma nova geração de feministas iniciou campanha, improvisando protestos nas praças e ruas do país. A imagem de milhares de jovens, sacudindo lenços verdes – símbolo da luta pelo aborto – foi capa dos jornais e se multiplicou nas redes sociais. Em discurso no Congresso, o presidente Mauricio Macri surpreendeu os argentinos, ao apoiar o início de um debate que, segundo ele, “tinha sido postergado durante os últimos 35 anos”.Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados votará o projeto de lei, que legaliza o aborto até as 14 semanas. Depois disso, a gravidez só poderá ser interrompida em casos de estupro, se representar um risco para a vida e a saúde da mãe, e também se o feto tiver alguma malformação, “incompatível com a vida extrauterina”. Os médicos terão o direito de se negar a praticar abortos, por questões de consciência, mas nesse caso os centros de saúde precisam providenciar suficientes profissionais que possam realizar a operação e cumprir a lei.

Agência Brasil

11 de junho de 2018, 10:49

MUNDO Papa aceita renúncia de bispos chilenos suspeitos de pedofilia

O papa Francisco aceitou nesta segunda-feira (11) a demissão de três bispos do Chile – entre eles Juan Barros, acusado de ter protegido um padre pedófilo. A decisão foi anunciada seis meses após a visita ao Chile, que foi marcada por protestos de vítimas de abuso sexual, cometido por integrantes da Igreja Católica. Em janeiro, o papa mal chegou ao Chile e pediu perdão pelos crimes de abuso sexual, encobertos pelo Vaticano e que ele prometeu punir. Porém, Francisco defendeu Barros, que ele mesmo nomeou bispo de Osorno, em 2015, em meio a acusações de que o sacerdote teria protegido Fernando Karadima – padre que havia sido condenado quatro anos antes, pela própria Igreja, por pedofilia. “No dia em que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, falarei”, disse o papa na ocasião, durante a visita ao Chile. “Não ha nenhuma prova. Tudo é calúnia”, acrescentou. Juan Carlos Cruz, uma das vítimas de Karadima, respondeu ao papa, no Twitter. “Como se eu pudesse tirar uma selfie enquanto Karadima abusava de mim, enquanto Juan Barros estava parado ao lado, vendo tudo”. Barros sempre negou as acusações. Mas os protestos levaram o papa a encomendar nova investigação, ouvindo testemunhos de bispos e das vítimas de abuso sexual no Chile. Quando recebeu os resultados, detalhados num documento de 2,3 mil páginas, Francisco novamente pediu perdão. Só que desta vez por ter errado na sua avaliação.

Em maio, todos os 34 bispos chilenos pediram demissão. A Conferência Episcopal do Chile confirmou que o papa aceitou as renúncias de Barros e de mais dois bispos: Cristián Caro e Gonzalo Duarte.

Agência Brasil

9 de junho de 2018, 12:27

MUNDO Esquerdista ganha adesões na Colômbia

“Não vou expropriar”; “Não convocarei uma Assembleia Constituinte”, “Vou gerir recursos públicos como recursos sagrados”, “Vou promover a iniciativa privada”, “Garantirei a democracia pluralista e o respeito pela diversidade”. Estes são alguns dos 12 mandamentos, firmados em tábuas de mármore, do candidato de esquerda Gustavo Petro, que busca superar o conservador Ivan Duque no segundo turno da eleição presidencial da Colômbia, dia 17. Os compromissos, exibidos ontem em uma praça de Bogotá, são uma tentativa de Petro de se livrar da pecha de aliado do “castrochavismo” que seu principal opositor, Iván Duque, tenta lhe imprimir. Duque acusa Petro de querer transformar a Colômbia em um país bolivariano e de incitar um “conflito de classes anacrônico”. Quem fez Petro se comprometer com ideais do estado de direito e de economia liberal foram os centristas Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá e senador pelo Partido Verde, e Claudia López, ex-candidata a vice-presidente na chapa do candidato de centro Sergio Fajardo, terceiro colocado no primeiro turno. Desde o fim do primeiro turno, em maio, Petro e Duque cortejam líderes de centro. O esquerdista obteve então 25% dos votos, enquanto Duque ficou com 39% e assumiu a posição de favorito. Fajardo, que teve 23% dos votos no primeiro turno, preferiu não apoiar Petro. Nesta sexta-feira, 18, uma pesquisa do instituto Datexco, divulgada pelo jornal El Tiempo, apontou uma queda na diferença entre os dois em relação às primeiras projeções. Duque tem 46,2%, enquanto Petro tem 40,6%. Outros 13% dizem que votarão em branco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

5 de junho de 2018, 09:30

MUNDO Países adotam de subsídios a fundo para proteger o mercado

Os modelos de políticas de preço de combustíveis são os mais variados em diferentes países. Há desde os que optam por subsídios elevados, como a Venezuela, onde o preço é subvencionado, até os que preferem a completa liberdade de mercado, como os Estados Unidos. De acordo com o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) Adriano Pires, no mercado americano, o peso do imposto é bem mais baixo do que no Brasil, ficando em torno dos 10%, e o valor do combustível na bomba reflete a variação do petróleo no mercado mundial. Mas, ao contrário do Brasil, onde existe apenas uma produtora de derivados, a Petrobras, a competição entre os fornecedores beneficia o consumidor.Em países da Europa, a carga de impostos é alta, “até maior do que no Brasil”, destaca Pires, estimando de 70% a 80% o peso tributário, ante os cerca de 50% pagos pelo consumidor brasileiro. “O imposto lá é alto para reduzir a volatilidade do ajuste. Quando o petróleo fica alto, o imposto cai. Quando o petróleo cai, o imposto fica alto.” Na América Latina, o Chile criou um fundo de estabilização para os preços do petróleo, que protege o mercado das variações momentâneas e especulativas.

Estadão

4 de junho de 2018, 17:45

MUNDO Casa Branca confirma reunião entre Trump e Kim no dia 12

Foto: Susan Walsh/AP Photo

A secretária de imprensa da Casa Branca,Sarah Huckabee Sanders

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, revelou nesta segunda-feira, 4, que a reunião em Cingapura entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, terá início em 11 de junho, às 22h (de Brasília). No horário local, a cúpula está marcada para 12 de junho, às 9h. Em coletiva de imprensa na sede do governo americano, Sarah disse que Trump é informado diariamente sobre o andamento dos preparativos para o encontro, e buscou reforçar que Washington “não mudou sua posição” em relação a Pyongyang, descrita pelo presidente em outras ocasiões como de “pressão máxima”. “Nós ainda temos sanções muito fortes sobre a Coreia do Norte e nós só as levantaríamos após a desnuclearização” do país, afirmou a porta-voz. Sarah foi questionada por diversos repórteres sobre qual o embasamento de Trump para ter escrito hoje no Twitter que tem “direito absoluto” de conceder um perdão presidencial a si mesmo e que o apontamento do conselheiro especial Robert Mueller para investigar a interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016 é “inconstitucional”. Há suspeitas de que, nesse caso, Trump possa ser investigado por obstrução de justiça. “Acadêmicos da área legal já levantaram a questão da legalidade do conselho especial”, respondeu a porta-voz. “Não tenho nada a acrescentar às palavras do presidente, a não ser reforçar que ele não fez nada de errado e, por isso, não tem de se preocupar com um indiciamento”, limitou-se a dizer.

Estadão Conteúdo

4 de junho de 2018, 08:54

MUNDO Venezuela e Nicarágua dominarão debates na assembleia da OEA

O acirramento da violência na Nicarágua e a situação política e econômica na Venezuela vão dominar as discussões da 48ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA), que começa hoje (4) e termina amanhã. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, representa o Brasil.Alguns dos representantes dos 35 países que compõem a OEA estudam aprovar até amanhã uma resolução em que questionam a legitimidade do governo reeleito de Nicolás Maduro, na Venezuela. Também há a hipótese de ser aprovada uma decisão com uma série de sanções ao país.O Grupo de Lima, do qual faz parte o Brasil, já divulgou uma posição crítica à reeleição de Maduro e na qual levanta dúvidas sobre o processo eleitoral no país, uma vez que a abstenção foi elevada e há denúncias de perseguição política aos adversários de Maduro.

Agência Brasil

2 de junho de 2018, 12:05

MUNDO EUA começam a adotar cotas para importação de aço e alumínio do Brasil

O governo dos Estados Unidos começou a aplicar nessa sexta-feira, 1º, restrições às importações brasileiras de aço e alumínio. Foram publicadas informações oficializando a entrada em vigor de cotas máximas para a compra do aço brasileiro e de sobretaxa de 10% sobre as exportações de alumínio para os EUA. De acordo com nota do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), as cotas serão definidas levando em consideração a média exportada entre 2015 e 2017. Para aço semiacabado, a quota será de 100% da média exportada, que foi de 3,5 milhões de toneladas e, para o produto acabado (aços longos, planos, inoxidáveis e tubos), de 70% da média, que foi de 543 mil toneladas. O Mdic disse que o governo brasileiro está em contato com o setor produtivo e acompanhará atentamente os efeitos da medida sobre as exportações brasileiras. “O governo brasileiro considera que a aplicação das restrições sobre as exportações brasileiras não se justifica e segue aberto a construir soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados Unidos, reservando seus direitos no âmbito bilateral e multilateral”, completou. Mesmo depois de meses de negociações, o governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira que avançaria com sobretaxas sobre o aço e alumínio do Canadá, México e União Europeia, além de aplicar medidas a países como o Brasil. O anúncio reacendeu os temores de uma guerra comercial global e foi condenado por países como França, Alemanha e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em março, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado que aplicaria restrições às importações norte-americana de aço e alumínio, mas os países vinham, bilateralmente, tentando isenções. O Brasil conseguiu evitar a sobretaxa de 25% sobre as vendas de aço e tentava negociar as cotas, que acabaram sendo impostas a partir dessa sexta-feira, 1º.

Estadão Conteúdo

2 de junho de 2018, 11:15

MUNDO Pedro Sánchez toma posse como primeiro-ministro da Espanha

Foto: Emilio Naranjo/Reuters

Pedro Sánchez_novo primeiro-ministro da Espanha_ cumprimenta seu antecessor Mariano Rajoy

O socialista Pedro Sánchez, novo presidente da Espanha, tomou posse neste sábado, 2, diante do rei Felipe VI e de seu antecessor, Mariano Rajoy, que foi destituído do cargo de primeiro-ministro após uma moção de censura aprovada pela maioria do parlamento nesta sexta-feira, 1. “Prometo, pela minha consciência e honra, cumprir fielmente com as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao rei, e guardar e fazer cumprir a Constituição como norma fundamental do Estado, assim como manter o sigilo das deliberações do Conselho de Ministros”, leu Sánchez, durante sua posse. Na cerimônia, realizada no Palácio da Zarzuela, residência da realeza espanhola, esteve presente, além de seu antecessor, as principais autoridades estatais. Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), subiu ao cargo de premiê da Espanha após mover a histórica moção de censura que obteve apoio da maioria absoluta do Congresso (180 votos a favor e 169 contra), forçando a saída do conservador Mariano Rajoy, líder do Partido Popular (PP). A moção, apresentada há uma semana pelos socialistas, tinha como base de argumentação a deflagração de um esquema de corrupção envolvendo a alta cúpula do PP. A iniciativa foi tomada após altos executivos da legenda do então premiê, terem sido condenados em um esquema ilícito de financiamento eleitoral e mensalão de empreiteiras a políticos, semelhante aos trâmites da Lava Jato no Brasil. No documento, o PSOE disse que Rajoy teve irresponsabilidade no cargo por não assumir medidas cabíveis após a condenação de membros de seu partido por corrupção. Sánchez, de 46 anos, reconheceu que “certamente” terá dificuldades em seu governo. Mas em seu discurso, após a destituição de Rajoy, ele reiterou o “compromisso com a Europa” e prometeu “estabilizar socialmente o país”, priorizando políticas a favor do meio ambiente e de igualdade entre homens e mulheres. Quanto ao governo separatista da Catalunha, Sánchez prometeu diálogo. “Este governo quer que a Catalunha esteja na Espanha e escutará a Catalunha”, afirmou o líder socialista.

Estadão Conteúdo