19 de agosto de 2018, 12:08

MUNDO Novo terremoto de magnitude 6,3 sacode ilha indonésia de Lombok

Foto: Fauzy Chaniago/AP

Em agosto deste ano, a região da ilha de Lombok já havia sido atingida por um tremor de terra

Um terremoto de magnitude 6,3 sacudiu o norte da ilha indonésia de Lombok neste domingo, 19, sem que as autoridades informassem inicialmente de danos ou vítimas na zona região, onde no começo do mês outro evento deixou pelo menos 460 mortos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que registra a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro a 10 quilômetros de profundidade e a 58 quilômetros a nordeste de Mataram, capital provincial. A agência geológica indonésia BNPB elevou a 6,5 a magnitude do tremor, que ocorreu quatro minutos depois de outro tremor de magnitude 5,4 na mesma região. Mais de 500 réplicas sacudiram a ilha após o terremoto de 6,9 do diaa 5 de agosto, incluindo um de magnitude 5,9 no dia 9.

Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2018, 08:30

MUNDO Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, morre aos 80 anos

Foto: Reuters

Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU

O ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, faleceu aos 80 anos, neste sábado, 18. A fundação que carrega seu nome anunciou sua morte, por meio de um comunicado, apenas indicando que ele teria sofrido uma doença súbita. Nascido em Gana em 1938, o africano, à frente da organização humanitária por 10 anos, chegou a receber o prêmio Nobel da Paz, em 2001. Chefe da diplomacia das Nações Unidas entre 1997 e 2006, ele foi internado às pressas num hospital de Berna, na Suíça. Os detalhes sobre seu funeral ainda estão sendo organizados. António Guterres, atual secretário-geral da ONU, emitiu um comunicado expressando sua “profunda tristeza”. “De muitas formas, Annan era a ONU. Ele subiu dentro da organização para lidera-la ao novo milênio, com dignidade e determinação”, escreveu. O português insistiu que Annan foi seu mentor e indicou que, “em tempos turbulentos”, ele nunca deixou de agir. Annan mantinha uma estreita amizade com Sergio Vieira de Mello, o brasileiro que liderou a ONU por algumas das maiores crises humanitárias e que morreu há 15 anos em Bagdá. Annan teve seu mandato, entre 1997 e 2006, marcado pela decisão de denunciar como “ilegal” a guerra de George W. Bush no Iraque. A partir de então, ele passou a ser alvo de ataques por parte da diplomacia americana. Meses depois de tamanha declaração, Annan viu seu filho acusado de envolvimento em escândalos de corrupção. O africano ficou abalado com a ofensiva contra ele e sua família e, por meses, chegou a perder sua voz. Desde que deixou a ONU, o africano se dedicou a mediar conflitos, como o da Siria. Mas o roteiro do drama vivido pelo ganense Kofi Annan nos últimos anos de uma década no comando da diplomacia da ONU foi ainda de depressão. Abalado pela decisão dos EUA de invadir o Iraque, seguida pela morte, em Bagdá, em 2003, do enviado especial e amigo pessoal Sérgio Vieira de Mello, e depois por denúncias de corrupção, Annan deu sinais de que abandonaria o cargo. As revelações são de Fred Eckhart, que por oito anos foi o porta-voz de Annan na ONU e publicou o livro de memórias Kofi Annan sobre o primeiro africano a liderar o órgão. Em entrevista ao Estado, Eckhart revelou como o secretário-geral da ONU entrou em rota de colisão com o governo americano por causa do Iraque. Annan tinha recebido aval da Casa Branca para comandar a organização em substituição ao egípcio Boutros-Boutros Ghali, cujo mandato à frente da ONU foi considerado “desastroso” por Washington. Annan, porém, também acabou sendo alvo de ataques. “Quem enfrenta os EUA sabe que sofrerá retaliações e foi isso o que ocorreu”, contou Eckhart. Com base em mais de cem entrevistas e na convivência diária com Annan, o ex-porta-voz aponta que o africano ficou preocupado com a divisão criada na comunidade internacional pela política unilateral imposta por George W. Bush. “Annan viu a Carta da ONU ser rasgada na sua cara”, disse ele em relação à decisão dos americanos de ignorar o Conselho de Segurança, adotar a estratégia de ataques preventivos e rever toda a questão da tortura. Sua crise pessoal tornou-se ainda mais grave com o atentado contra a sede da ONU em Bagdá – o maior da história da organização -, em que o brasileiro Sérgio Vieira de Mello e outras 22 pessoas morreram. No livro, Eckhart revela que o envio do amigo a Bagdá foi a pedido dos EUA. Annan teria tentado convencer a Casa Branca de que Vieira de Mello já estava “ocupado” demais no cargo de alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. “Vieira de Mello foi convidado diretamente pelos americanos que, com isso, torceram o braço de Annan”, diz Eckhart. O acordo foi que o brasileiro ficaria apenas quatro meses em Bagdá. Para Annan, o dia do atentado à bomba – 19 de agosto de 2003 – foi o pior de seu mandato. Dias depois, quando foi ao Rio de Janeiro para as homenagens ao brasileiro, Annan não queria jantar nem sair do quarto de hotel. “Muitas pessoas perto dele confirmam que ele ficou deprimido”, disse o ex-assessor. Annan, naqueles meses, perdeu a voz e, nas reuniões, parecia ausente. “Ele foi consultar um médico para cuidar da garganta, mas também procurou ajuda para lidar com o estresse emocional”, contou Eckhart. Quando Annan finalmente alertou que a guerra do Iraque era ilegal, em uma entrevista à BBC, Eckhart disse ter advertido o secretário-geral de que ele teria problemas. “Ele retrucou: “É isso o que penso”, disse Eckhart. O que se seguiu foi uma série de acusações de corrupção contra Annan, a maioria vinda de aliados conservadores do governo Bush. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2018, 11:28

MUNDO Rainha do soul, Aretha Franklin morre aos 76 anos

Foto: Jeff Kowalski/Efe

Aretha morreu devido a um câncer no pâncreas

A rainha do soul Aretha Franklin morreu nesta quinta-feira, 16, aos 76 anos, de acordo com informações da agência The Associated Press. Segundo seu agente, ela estava em sua casa em Detroit e morreu com um estado avançado de câncer no pâncreas. Em um comunicado, a família da cantora disse ter perdido “a matriarca e a pedra da nossa família”. “O amor que ela sentia por seus filhos, netos, sobrinhas e sobrinhos não conhecia limites. Nós estamos profundamente comovidos pela incrível efusão de amor e suporte que recebemos de amigos próximos e fãs de todo o mundo. Nós sentimos seu amor por Aretha e nos traz conforto saber que seu legado sobreviverá”, diz ainda a nota. Os preparativos para o funeral serão anunciados nos próximos dias. Aretha era uma força da natureza. A voz de enorme tessitura era capaz de alcançar agudos extremos, e ao mesmo tempo flutuar com segurança nos registros graves, sem contar o vibrato característico que acrescenta refinadas pitadas de balanço em seu jeito único de cantar. Aretha flutua entre as notas, ora retardando, ora acelerando em momentos inesperados. Mas o que a tornou a Rainha do Soul, uma das grandes divas da música do século, sem dúvida é o modo como transplantou a matriz “gospel” a outros gêneros populares, como o jazz, o blues, o pop.

Estadão

14 de agosto de 2018, 20:51

MUNDO Concessionária de viaduto italiano que caiu administra também estradas no Brasil

Foto: Stringer/Reuters

Ponte Morandi localizada na cidade de Gênova, na Itália

O grupo italiano Atlantia, que tem a concessão do viaduto que desabou parcialmente nesta terça-feira, 14, em Gênova, têm interesses em Brasil, Chile e Espanha, e tem como acionista a tradicional família de industriais Benetton. O Atlantia administra mais de 5 mil quilômetros de rodovias, sobretudo na Itália, onde é encarregado de 51% da rede do país, incluindo o eixo Milão-Bolonha-Florença-Roma-Nápoles, e também em países como Brasil, Chile, Índia e Polônia. No Brasil, a empresa italiana integra, junto com o grupo Bertin, a joint venture AB Concessões S/A. Segundo o site do grupo, a AB Concessões S/A administra mais de 1.500 km de rodovias, sendo “responsável pelas concessionárias Triângulo do Sol (100%), Rodovias das Colinas (100%) e Rodovias do Tiête (50%), em São Paulo, e a Nascentes das Gerais (100%), em Minas Gerais”. Recentemente, o Atlantia se uniu ao germano-espanhol Hochtief-ACS para adquirir por € 18,2 bilhões a concorrente espanhola Abertis, que se apresenta como a primeira concessionária de rodovias com pedágio no mundo, com mais 8.600 quilômetros em 15 países. O grupo ficará com 50% mais uma ação da companhia comum que controlará o Abertis. A concessionária italiana, herdeira do grupo público Autostrade SpA, privatizado em 1999, faz parte do grupo Benetton, a famosa família de industriais italianos, que possui 30% de seu capital. O Atlantia indica em seu site ter investido € 11,4 bilhões para melhorar a sua rede italiana desde 1997, no âmbito de um programa de obras de € 24,4 bilhões em 923 quilômetros de rodovias. Na informação fornecida, indica que espera o aval das autoridades para iniciar um desvio em Gênova. O grupo italiano também se tornou, em março, o primeiro acionista do Getlink (ex-Eurotúnel), grupo que administra o túnel submarino que atravessa o Canal da Mancha, após comprar 15,49% de seu capital por € 1,060 bilhão. A empresa também está presente no setor aéreo desde 2013 com os dois aeroportos de Roma, o de Fiumicino e o Ciampino, por onde passaram 47 milhões de passageiros em 2017. O Atlantia alcançou no ano passado o lucro líquido de € 1,170 bilhão e um faturamento de € 5,970 bilhões, resultados que aumentaram respectivamente em 4,5% e 8,9% com relação ao ano anterior. A capitalização do grupo, cuja ação chegou a cair até mais de 10% na Bolsa de Milão após o desabamento do viaduto em Gênova, se situava nos € 20,5 bilhões na segunda-feira à noite. A ação fechou nesta terça-feira com um retrocesso de 5,39%, até os 23,45 euros, em um mercado italiano que encerrou com uma perda de 0,30%.

Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2018, 19:52

MUNDO ‘Quero licença antes de morrer’, diz Mujica ao renunciar ao Senado

Foto: Andres Stapff/Reuters

O ex-presidente do Uruguai, José "Pepe" Mujica

O ex-presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, de 83 anos, renunciou nesta terça-feira, 14, ao cargo de senador que assumiu em 2014. “Vejo que tenho 83 anos e vou me aproximando da morte. Quero tirar uma licença antes de morrer, simplesmente porque estou velho”, disse ele à agência EFE. Mujica anunciou sua decisão em uma carta enviada ao Senado, pedindo que a Casa aceitasse sua decisão. Ele estava ausente na sessão. No texto, o ex-presidente e agora ex-senador justificou a saída com “razões pessoais”, citando principalmente o “cansaço de longa viagem”. Na carta, Mujica ainda pede “desculpas muito sinceras” por ter ferido alguns dos senadores pessoalmente no “calor dos debates”. Ele ressaltou que, enquanto sua mente funcionar não desistirá da “solidariedade e da luta por ideais”. Em 6 de agosto, Mujica havia dito à EFE que planejava deixar seu cargo no Parlamento porque queria tirar uma “folga” antes de morrer. Ele havia anunciado sua renúncia anteriormente, em 2016, mas vinha adiando a saída em definitivo. Sua decisão foi lamentada pelos colegas da coalizão esquerdista Frente Ampla. “Vamos continuar nos encontrando em seus caminhos e seguiremos a rota de mudança para que nesse mundo aqueles que são mais infelizes sejam os mais felizes”, disse a senadora Ivonne Passada. O ex-presidente anunciou que após sua renúncia viajará para a Europa, onde participará do Festival de Veneza e estará presente na estreia do filme sobre sua vida, dirigido pelo sérvio Emir Kusturica. Alguns observadores veem a decisão do ex-presidente como um preâmbulo para uma futura candidatura presidencial nas próximas eleições do Uruguai, marcadas para 2019. Mujica repetiu que não será candidato, mas afirmou a mesma coisa antes das eleições de 2010, quando foi eleito. “Renuncie hoje à campanha”, escreveu o deputado Daniel Radío, do Partido Independente de centro-esquerda, pelo Twitter. O assento de Mujica no Senado será ocupado por Andrés Berterreche, membro do Movimento de Participação Popular, setor político do ex-presidente. Mujica governou o Uruguai entre 2010 e 2015, cinco anos durante os quais ganhou fama mundial por seu estilo austero, por sua retórica contra o consumismo e o impulso a leis inovadoras que transformaram o Uruguai no primeiro país do mundo a ter um mercado regulamentado de maconha, desde a semente até a venda do produto em farmácias. Apesar disso, a avaliação de seu governo em conquistas concretas nas áreas da economia, educação, segurança pública e direitos humanos divide a população uruguaia.

Estadão Conteúdo

5 de agosto de 2018, 12:00

MUNDO Suíça: queda de avião “vintage” deixa 20 mortos

A queda de um avião nos Alpes suíços deixou 20 mortos, neste fim de semana. O acidente ocorreu no sábado e, neste domingo, as autoridades confirmaram que todos os passageiros morreram. O grupo estava sobrevoando as montanhas em um tour promovido por uma empresa local que usa aviões militares antigos para promover suas rotas. De acordo com a polícia suíça, o avião “vintage” caiu nas proximidades do pico de Piz Segnas, a uma altitude de 2,5 mil metros. Uma ampla operação de resgate foi iniciada ainda no sábado, com cinco helicópteros e o fechamento do espaço aéreo na região do acidente. As informações oficiais apontam que todos os 17 passageiros, dois pilotos e uma aeromoça morreram. As vítimas eram suíças e austríacas e tinham comprado o pacote para ter o direito a voar em um avião fabricado na Alemanha em 1939, o Junker JU-52. A empresa que operava o tour é a JU-AIR, especializada em voos panorâmicos com aviões históricos. Os motivos do acidente ainda não são conhecidos. Mas as primeiras indicações do especialista suíço Daniel Knecht apontam para uma queda praticamente vertical do avião, em elevada velocidade. Sem uma caixa preta resistente e nem gravações no cockpit, o avião tinha autorização para voar. Mas recuperar as causas do acidente poderá ser um trabalho mais difícil. O que está descartado é a coalizão com outro jato ou com outro objeto. O avião “mítico” era um dos quatro mantidos pela JU-Air, mantida por um associação de amigos do exército suíço. Depois de 40 anos de serviço, os aviões haviam sido abandonados pelas Forças Aéreas da Suíça em 1981. O grupo de amigos colectou US$ 600 mil e renovou as aeronaves. Desde os anos 80, o grupo insiste que havia tido apenas dois pequenos acidentes, sem vítimas. Os dados também mostravam uma frequentação elevada nos tours. Em 2014, por exemplo, 14 mil pessoas embarcaram nos aviões “vintage”. Um dos aparelhos do grupo ainda foi usado na filmagem de Walkyrie, filme com Tom Cruise. Nos anos 30, ele havia sido originalmente fabricado para o transporte de passageiros. Mas os aparelhos acabaram sendo os preferidos de Adolf Hitler, para fazer campanhas pela Alemanha. Num total, 4,8 mil aviões desse modelo foram fabricados e, na Segunda Guerra Mundial, eram destinados ao transporte de material bélico. Em duas semanas, esse é o terceiro avião a sofrer um acidente sobre os Alpes. Os outros dois eram jatos privados, com um total de oito vítimas.

Estadão Conteúdo

5 de agosto de 2018, 11:30

MUNDO Maduro culpa a direita e a Colômbia por tentativa de atentado em Caracas

Foto: Reprodução

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, responsabilizou grupos de direita do país e do exterior e o governo da Colômbia pelo que Caracas tem chamado de tentativa de assassinato contra o mandatário. No final da tarde deste sábado, 4, drones carregados com explosivos atacaram as redondezas do local em que em Maduro discursava. O evento era um ato oficial com as forças armadas e ocorria no centro da capital venezuelana. Duas pessoas foram presas e sete militares ficaram feridos. “Tentaram me matar no dia de hoje (ontem)”, disse Maduro na noite de ontem, em discurso no palácio do governo. O governo da Colômbia rechaçou a acusação de Maduro de que o presidente Juan Manuel Santos seria articulador do atentado. “Já é costume que Maduro culpe a Colômbia de qualquer tipo de situação que ocorra internamente”, afirmou a nota da chancelaria de Bogotá. Além dos vizinhos colombianos, Maduro disse ontem à noite que alguns dos responsáveis pelo atentado estão na Flórida e afirmou que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colabore no combate a “grupos terroristas que pretendem assassinar presidentes”. “É claramente um desespero da direita por causa das medidas econômicas que estamos implantando”, disse Maduro

Estadão Conteúdo

31 de julho de 2018, 19:30

MUNDO Avião da Embraer com 101 a bordo sofre acidente no México; todos sobrevivem

Foto: Reprodução/Twitter

Imagens de televisão mostram a parte traseira do avião em uma vegetação e uma coluna de fumaça subindo ao ar

Um avião da companhia Aeroméxico com 97 passageiros e 4 tripulantes a bordo sofreu um acidente nesta terça-feira, 31, no Aeroporto de Guadalupe Victoria, no Estado de Durango, no norte do país. O governador do Estado de Durango, José Rosas Aispuro, afirmou em seu Twitter que todos a bordo sobreviveram. Há 85 feridos, a maioria sem gravidade, e 18 foram levados para hospitais. A Aeroméxico afirmou que o voo 2431 cobria a rota Durango – Cidade do México, operada por um avião da Embraer 190 com capacidade para 100 passageiros. Procurada, a Embraer informou que está apurando as informações sobre o acidente, segundo a assessoria de imprensa da fabricante. “A Aeroméxico tem conhecimento de um acidente em Durango e estamos trabalhando para verificar a informação e obter os detalhes”, comunicou a companhia em sua conta no Twitter. O avião tentou decolar em meio a uma forte chuva de granizo, mas não conseguiu e fez um pouso forçado fora da pista, em um terreno com mato. Segundo passageiros, “ao decolar, o avião fez um movimento anormal e ocorreu o acidente”, disse o governador de Durango à TV Milenio. O site El Siglo afirma que informações não oficiais relatam que a aeronave teria se chocado com algum objeto logo que decolou. Um repórter do Siglo publicou em seu Twitter algumas imagens do acidente. Segundo o porta-voz da Proteção Civil de Durango, Alejandro Cardoza, em entrevista à Milenio Televisión, há 85 pessoas feridas. “O fogo começou depois da aterrissagem forçada que o piloto precisou fazer. Ao que parece, felizmente, ninguém sofreu queimaduras”, disse Cardoza. Ele acrescentou que os ferimentos da maioria dos passageiros foram “muito leves”. Imagens de televisão mostram a parte traseira do avião com o logo da Aeroméxico em uma vegetação e uma coluna de fumaça subindo ao ar. A agência France Presse afirmou, citando testemunhas, que há ao menos 80 feridos. Um repórter da rede Milenio disse que alguns passageiros caminharam a uma rodovia próxima para pedir ajuda. “Faço votos para que a tripulação e todos os passageiros estejam bem”, escreveu o presidente Enrique Peña Nieto no Twitter.

Estadão Conteúdo

29 de julho de 2018, 18:12

MUNDO EUA: Editor do New York Times pede a Trump que reveja postura com a imprensa

O editor-chefe do New York Times revelou neste domingo que “implorou” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma reunião privada na Casa Branca neste mês, para reconsiderar seus amplos ataques a jornalistas, chamando a retórica anti-imprensa do presidente de “não apenas hostil, mas cada vez mais perigosa”. Em um comunicado, A.G. Sulzberger disse que decidiu falar publicamente sobre a reunião após Trump fazer comentários em sua conta no Twitter. Os assessores de Trump pediram que a reunião de 20 de julho não fosse tornada pública, disse Sulzberger. “Foi uma reunião muito boa e interessante na Casa Branca com A.G. Sulzberger, editor do New York Times. Passou muito tempo falando sobre a grande quantidade de notícias falsas sendo divulgadas pela mídia e como o “fake news” se transformou em “Inimigo do Povo”. “Triste!”, escreveu Trump. Horas depois desse comentário, Trump retomou seu ataque contra a mídia em uma série de tweets que incluíam uma promessa de não deixar o país “ser vendido por inimigos anti-Trump na imprensa que está morrendo”. Sulzberger, que sucedeu seu pai como editor do NY Times no dia 1º de janeiro, disse que seu principal objetivo ao aceitar a reunião era “levantar preocupações sobre a profunda retórica anti-imprensa do presidente”. “Eu disse diretamente ao presidente que achava que sua linguagem não era apenas ofensiva, mas cada vez mais perigosa”, disse ele. Fonte: Associated Press.

29 de julho de 2018, 09:20

MUNDO Terremoto em ilha na Indonésia deixa ao menos 14 mortos e 160 feridos

Foto: Reuters

Feridos do lado de fora de um hospital após um terremoto que atingiu a Indonésia neste domingo, 29

Pelo menos 14 pessoas morreram, outras 160 ficaram feridas e dezenas de prédios desmoronaram após o terremoto de 6,4 graus na escala Richter e as posteriores réplicas que sacudiram neste domingo a ilha de Lombok, na Indonésia. “O terremoto causou 14 mortos, 160 feridos e várias de casas danificadas”, detalhou em comunicado o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho. As autoridades continuam a apuração de vítimas e a avaliação de danos. O terremoto afetou também as vizinhas ilhas de Bali, destino turístico principal do país, e Sumbawa. “Ainda acontecem várias réplicas com menores graus de intensidade”, disse Sutopo, antes de acrescentar que foram registradas pelo menos 43 réplicas, a mais forte de 5,7 graus de magnitude. O terremoto de 6,4 de magnitude foi sentido cerca de dez segundos em Lombok, onde provocou cenas de pânico, enquanto moradores abandonavam suas casas no começo da manhã. Na ilha de Bali, a oeste de Lombok, milhares de visitantes puderam sentir o tremor, enquanto na parte ocidental de Sumbawa, a leste de Lombok, alguns prédios desabaram. Sutopo disse que o acesso ao vulcão Rinjani, uma das atrações turísticas de Lombok, foi fechado devido a deslizamentos de terra. A Indonésia se assenta sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica sacudida por cerca de 7.000 tremores por ano, a maioria moderada.

Estadão Conteúdo

28 de julho de 2018, 11:01

MUNDO Aproximação de tufão provoca chuvas e cancela voos no Japão

Foto: Estadão/Reprodução

Pedestres atravessando lutam contra o forte vento e a chuva em Tóquio com a chegada do tufão Jongdari

Em razão das fortes chuvas que atingem parte do Japão neste sábado, 28, algumas companhias aéreas cancelaram voos enquanto o país se prepara para a chegada do tufão Jongdari, que ameaça despejar mais chuva na região recentemente devastada por inundações e deslizamentos de terra. O tufão seguia para oeste ao longo da costa do pacífico do Japão e a expectativa era de que atingisse a região central do país durante a noite, com ventos de 126 quilômetros por hora e rajadas de até 180 quilômetros por hora. Muitos voos foram atrasados ou cancelados em Narita e Haneda, os dois principais aeroportos da região de Tóquio. A maior parte dos cancelamentos envolveu voos locais. A tempestade trouxe chuva forte e intermitente e ventania para a região de Tóquio e arredores. Depois de tocar a terra, segundo os meteorologistas a expectativa é de que o Jongdari siga para oeste, onde os moradores ainda se recuperam de um período incomum de fortes chuvas que provocou a morte de mais de 200 pessoas no início de julho. Autoridades locais já emitiram um aviso de evacuação, alertando sobre a possibilidade de deslizamentos de terra e inundação.

Estadão Conteúdo

28 de julho de 2018, 09:11

MUNDO EUA devolvem aos pais todas as crianças brasileiras isoladas

Foto: Eric Gray/AP Photo

Natalia Oliveira e a filha Sara ficaram 58 dias separadas

Todas as crianças brasileiras separadas dos pais na fronteira sul dos EUA foram reunidas com seus parentes, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Mas centenas de famílias de imigrantes ilegais de vários países continuavam nesta sexta-feira, 27, sem saber o que ocorrerá com elas, um dia após expirar o prazo dado pela Justiça para o governo Trump reunir pais e filhos. Washington afirma ter reunido mais de 1.800 crianças, mas 711 continuavam em abrigos. A Justiça americana havia determinado que o governo reunisse 2.551 crianças às suas famílias até quinta-feira. O governo republicano, que disse considerar elegíveis para reunião somente 1.600 famílias, informou à Justiça ter entregue 1.442 a seus pais. Outras 378 foram soltas em “circunstâncias apropriadas”. Organizações de apoio a imigrantes e escritórios de advocacia criticaram o governo por criar um emaranhado legal e burocrático para tornar difícil a reunião das famílias e criar um cenário no qual algumas podem nunca mais ver seus filhos. Das 711 crianças em abrigos americanos, 431 tiveram os pais deportados. ONGs pressionam o governo a apresentar um plano para completar essas reuniões enviando as crianças de volta para seus países, em sua maioria na América Central. Algumas organizações, porém, já deram início à investigação para tentar encontrar esses pais, como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU). “Será um trabalho de detetive muito difícil”, afirmou um dos advogados da ACLU Lee Gelernt. A organização Kids in Need of Defense enviou equipes para Honduras e Guatemala para facilitar o processo. A brasileira Natália Oliveira foi uma das mães que respirou aliviada esta semana. Depois de passar quase dois meses separada da filha Sara, de apenas 5 anos, as duas finalmente puderam se encontrar no domingo. Natália atravessou a fronteira americana, foi presa e levada para um centro familiar no dia 14 de maio. As duas ficaram retidas juntas até o dia 26. “Daí, de uma maneira muito sigilosa, eles vieram e pegaram minha filha”, relatou Natália em entrevista ao Estado, acrescentando que a deixaram sem nenhuma informação. “Disseram que me levariam para um lugar onde minha filha não poderia ficar junto comigo”. Desde que foram separadas, a menina ficou em um abrigo para menores em Chicago, enquanto Natália foi transferida entre várias prisões pelo Texas. No domingo, finalmente, a brasileira pode abraçar Sara do lado de fora do centro de detenção em Pearsall, no Texas. Natália só conseguiu falar com a filha por telefone 15 dias depois de as duas terem sido separadas. A filha pedia por favor para que a mãe fosse buscá-la. “Eles não vão levar você embora de novo, né?”, perguntou a menina ao se reencontrar com mãe no domingo. O contato entre elas só passou a ser regular nos últimos 15 dias de detenção. Elas ficaram 58 dias separadas. Sem saber onde estava a filha, Natália pediu ajuda à família no Brasil que acionou o Consulado no Texas e este localizou a menina em Chicago. Mesmo assim, a reunião só foi possível após um longo trâmite burocrático. “Eu pedia informações e eles me forneciam papéis com orientações que não eram verdadeiras”. Mãe e filha estão agora com parentes em Boston e Natália vai iniciar seu processo para tentar se regularizar nos EUA. “Ainda estou muito eufórica por ter me reencontrado com minha filha. Vou esperar colocar as coisas no lugar e avaliar quais são agora as minhas opções”, contou, acrescentando que não perdeu a esperança de fazer a vida nos EUA. As famílias de imigrantes começaram a ser separadas em abril sob a política de tolerância zero de Donald Trump. A medida foi suspensa em junho por ordem do juiz federal Dana Sabraw, de San Diego, que determinou o prazo para as reuniões. Durante a crise, o Brasil chegou a ter 51 crianças separadas dos pais. Em junho, o presidente Michel Temer declarou que poderia enviar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para trazer as crianças brasileiras de volta.

Estadão Conteúdo

27 de julho de 2018, 20:51

MUNDO Polícia prende vigilante acusado de matar brasileira na Nicarágua

Foto: Jorge Cabreira/Reuters

Missa em homenagem a estudante de medicina brasileira Raynéia Gabrielle Lima, morta na NIcarágua

A Polícia Nacional da Nicarágua comunicou nesta sexta-feira, 27, que prendeu o vigilante particular Pierson Gutiérrez Solís, de 42 anos, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a estudante de medicina brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos. O comissário César Cuadra leu a nota de imprensa da polícia na emissora governista Canal 4, revelando que o detido foi apreendido com uma arma de fogo tipo carabina M4, mas não forneceu detalhes sobre o momento do assassinato. Colegas de Raynéia e opositores afirmam que ela foi morta por paramilitares que fazem a segurança da região Lomas de Montserrat, onde vivem alguns políticos nicaraguenses. A nota da polícia termina dizendo que “o processo de investigação, o detido e as evidências serão enviados às autoridades competentes”. Até o momento, o paradeiro do carro de placa M 170-620, que Raynéia dirigia quando foi morta, é desconhecido. Além disso, o namorado da estudante, aparentemente a única testemunha do crime, não foi localizado. É possível que ele esteja escondido justamente por ter sido a única testemunha presencial do caso. A morte de Raynéia ocorreu por volta das 11 horas da noite da segunda-feira 23, quando ela voltava para casa após sair do plantão médico. Em Lomas de Montserrat, paramilitares vigiavam a casa de Francisco López, tesoureiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FLSN) e ex-gerente do Albanisa. Segundo vizinhos, uma série de tiros foi ouvida na noite em que a estudante foi morta. No entanto, as autoridades policiais falam de um único disparo de arma de fogo.

Estadão Conteúdo

26 de julho de 2018, 17:24

MUNDO Brics defende crescimento da economia e condena terrorismo

Foto: Cesar Itiberê / PR

Presidente da República, Michel Temer posa para foto de família dos Chefes de Estado e Governo do BRICS

Os chefes de Estado dos países-membros do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – afirmaram, em declaração conjunta, que se comprometem com o fortalecimento das relações internacionais para o desenvolvimento econômico com foco no bem-estar da população. Eles alertaram para o crescente protecionismo comercial e condenaram ações terroristas e de violação de direitos humanos em áreas de conflito. Os líderes do Brics, entre eles o presidente Michel Temer, estão reunidos na 10ª Cúpula do bloco, a ser realizada até amanhã (27) em Joanesburgo, na África do Sul. O tema da cúpula é colaboração para crescimento econômico inclusivo e prosperidade compartilhada na quarta revolução industrial. No documento apresentado nesta quinta-feira (26), os chefes de Estado destacaram que o encontro deste ano ocorre por ocasião do centenário de nascimento de Nelson Mandela, e reconheceram a contribuição do ex-presidente sul-africano a serviço da humanidade, da democracia e da promoção da cultura de paz no mundo. Eles reafirmaram o compromisso com princípios do multilateralismo, do respeito mútuo entre as nações, com a democracia e com a legislação internacional e apoiaram o papel central da Organização das Nações Unidas (ONU) na manutenção da paz mundial, da segurança e na proteção dos direitos humanos. Mas, ressaltaram a necessidade de reformar a organização, incluindo o Conselho de Segurança, de forma que se torne mais representativa e eficiente. Os líderes também reiteraram o compromisso com a agenda de objetivos do desenvolvimento sustentável e na adoção de medidas para cumprir o Acordo de Paris e ampliar a capacidade dos países para suavizar as consequências das mudanças climáticas.

Agência Brasil

24 de julho de 2018, 17:00

MUNDO Brasileira é morta a tiros na Nicarágua; Brasil pede explicações

Foto: Estadão/Reprodução

Nicarágua vive uma onda de protestos desde o dia 18 de abril

A estudante universitária brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos, foi morta a tiros na noite da segunda-feira 23 em Manágua, capital da Nicarágua, segundo a Embaixada do Brasil no país caribenho. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores disse que busca esclarecimentos sobre a morte da estudante e condenou “o uso desproporcional e letal da força” no país. A Nicarágua vive uma onda de protestos desde o dia 18 de abril, quando a população rejeitou uma proposta de reforma da previdência que depois foi abandonada pelo governo. Raynéia era estudante de medicina na Universidade Americana de Manágua (UAM). Ela estava perto de terminar o curso e já fazia residência, informou ao Estado seu pai, Ridevando Pereira. De acordo com informações da embaixada brasileira na capital da Nicarágua, a estudante voltava de carro de um plantão no Hospital Militar Escola Dr. Alejandro Dávila Bolaños e já estava perto de casa, na região da Universidade Autônoma, quando foi atacada e morreu. Mais cedo, em relato publicado no Twitter, a Coordinadora Universitaria, uma agremiação de estudantes de oito universidades nicaraguenses, disse que Raynéia voltava para casa na noite de segunda quando seu veículo foi alvejado perto do Colégio Americano por paramilitares que ocupam a Universidade Nacional Autônoma na capital nicaraguense. O pai da estudante contou que soube da morte da filha por meio de uma ligação da embaixada brasileira. Segundo ele, a família tem poucas informações e está se atualizando pelas redes sociais e pela imprensa. “Estamos em contato com a embaixada para saber alguma coisa”, disse. Raynéia terminaria a residência em fevereiro de 2019. A jovem morava sozinha na Nicarágua há cinco anos. As autoridades do País já notificaram o governo de Daniel Ortega sobre o caso e pediram explicações. A embaixadora nicaraguense em Brasília também deve ser convocada pelo governo, segundo uma diplomata brasileira em Manágua ouvida pela reportagem – até o momento as autoridades da Nicarágua não se pronunciaram. Segundo informações da embaixada brasileira, o reconhecimento do corpo já foi realizado e os resultados da autópsia são esperados para os próximos 15 dias. Ainda não há prazo para que o corpo da estudante seja liberado pelas autoridades e possa ser trazido para o Brasil. A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusam o presidente Daniel Ortega de causar graves violações dos direitos humanos, “assassinatos, execuções extrajudiciais, maus-tratos, possíveis atos de tortura e detenções arbitrárias”. O governo nega as acusações. O país vive a crise sociopolítica mais sangrenta desde a década de 80, quando Ortega também era líder.

Estadão Conteúdo