21 de setembro de 2019, 17:16

MUNDO Vaticano divulga lista de participantes do Sínodo da Amazônia

O Vaticano divulgou neste sábado, dia 21, a lista completa de participantes do Sínodo da Amazônia, assembleia especial que discutirá temas políticos relacionados ao meio ambiente e assuntos internos da Igreja Católica em Roma, ao longo do mês de outubro. O Brasil tem a maior delegação entre os participantes, 58 bispos da região amazônica, além de outros nomes na cúpula do encontro presidido pelo papa Francisco e que provocaram reações negativas no governo Jair Bolsonaro. O pontífice convidou cientistas, nomes ligados à Organização das Nações Unidas (ONU), representantes de igrejas evangélicas, de ONGs e povos indígenas. A previsão é de mais de 250 participantes. Os principais nomes brasileiros são o relator-geral do sínodo, cardeal d. Cláudio Hummes, e um dos três presidentes-delegados, o cardeal d. João Braz de Aviz.

Dos oito demais países da região pan-amazônica, as maiores delegações de bispos vêm de Colômbia (15), Bolívia (12), Peru (11), Equador (7), Venezuela (7), Guiana (1), Guiana Francesa (1) e Suriname (1). Ao todo, são 185 “padres sinodais”, clérigos com direito a voto nos temas a serem debatidos na assembleia. O papa vetou entre os convidados especiais (não-religiosos) militares ou políticos que exerçam mandato, apesar de o governo Bolsonaro ter manifestado interesse em enviar representantes. A lista de 12 personalidades de expressão mundial inclui o climatologista brasileiro Carlos Nobre, cuja participação foi revelada pelo Estado.

Os outros 11 convidados são: o ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon; o diretor da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) René Castro Salazar; o presidente da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), José Gregorio Díaz Mirabal, indígena Koripako da Venezuela; o presidente da ONG francesa Forêt Vierge (Associação Mata Virgem), Jean-Pierre Dutilleux, entidade ligada ao cacique brasileiro Raoni, líder indígena Kayapó; a secretária-geral da aliança católica CIDSE (Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a Solidariedade), Josianne Gauthier; o padre Miguel Heinz, presidente da organização católica alemã Adveniat; o professor Luis Libermann, fundador da Cátedra do Diálogo e Cultura do Encontro, na Argentina; o professor de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia (EUA) Jeffrey D. Sachs; o professor Hans J. Schellnhuber, diretor emérito do Instituto Postdam de Pesquisa de Impacto Climático, na Alemanha; o monsenhor Pirmin Spiegel, diretor-geral da organização alemã Misereor; e a relatora especial da ONU para os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Lucia Tauli-Corpuz.

O papa convidou representantes de igrejas evangélicas – cuja presença expansiva na Amazônia é uma das preocupações do sínodo católico. Seis deles estão entre os chamados “delegados fraternos”, sendo quatro brasileiros: o historiador Moab César Carvalho Costa, evangelista da Igreja Assembleia de Deus em Imperatriz (MA); o reverendo Nicolau Nascimento de Paiva, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; e dois nomes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – Daniel Dos Santos Lima membro da Comunidade Anglicana de Manaus (AM), e o reverendo Cláudio Correa de Miranda, vice-coordenador do Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs.

Entre auditores e colaboradores do sínodo, o Vaticano convocou dezenas de outros nomes atuantes no Brasil, a maior parte ligada à Igreja, como os padres Justino Sarmento Rezende, especialista em inculturação de espiritualidades indígenas e originário do povo Tuyuka, em São Gabriel da Cachoeira (AM), e Dario Bossi, missionário italiano da Rede Igrejas e Mineração, que atua em Açailândia (MA). Há também nomes de fora da hierarquia católica, como o procurador da República Felício de Araújo Pontes Júnior, especialista em direito das populações indígenas e o linguista Tapi Yawalapiti, cacique que representará 16 tribos do território do Alto Xingu, no Mato Grosso.

O sínodo, que tem na pauta dar mais protagonismo a mulheres na Igreja, terá uma presença significativa delas, mas sem direito a voto. Na delegação que vai a Roma, foram incluídas a professora da Universidade Federal de Roraima Marcia Maria de Oliveira, doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia, especialista em história da Igreja na Amazônia e assessora da Rede Eleclesial Pan-Amazônica (Repam), a coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) Judite da Rocha, e a agrônoma Ima Célia Guimarães Vieira, representante da comunidade científica no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), ex-diretora e pesquisadora titular do Museu Paraense Emilio Goedi.

O sínodo será encerrado em 27 de outubro, com uma missa do papa Francisco na Basílica de São Pedro. O evento também marcará a canonização de Irmã Dulce. Os resultados do sínodo, que serve como encontro de consulta do papa à Igreja, só serão conhecidos após a exortação apostólica que será proferida pelo pontífice.

Estadão Conteúdo

21 de setembro de 2019, 11:15

MUNDO Itamaraty pede credenciamento de diplomatas de Guaidó na comitiva brasileira

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU) o credenciamento de representantes do líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, como integrantes da comitiva brasileira que participará da Assembleia Geral em Nova York. Guaidó foi reconhecido pelo Brasil e mais de 50 países, em janeiro, como presidente interino da Venezuela, em meio à pressão da comunidade internacional para encerrar o governo de Nicolás Maduro. Os nomes do embaixador de Guaidó nos EUA, Carlos Vecchio, e da embaixadora do opositor na França, Isadora Guevara foram encaminhados pela missão do Brasil na ONU como acompanhantes da comitiva do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Itamaraty ao Estadão. “O Itamaraty confirma o pedido de credenciamento de representantes do governo legítimo venezuelano. Essa medida excepcional foi tomada como forma de assegurar a devida representação na ONU, que aceita apenas nomes indicados pelo regime ditatorial de Caracas”, informou em nota o Itamaraty.

Maduro anunciou que não participará da Assembleia Geral, o que tem sido comemorado nos bastidores pela oposição como um sinal de fragilidade do chavismo. No ano passado, no entanto, o chavista fez o mesmo anúncio, mas compareceu de surpresa ao evento. A véspera da abertura da Assembleia Geral será marcada por mais pressão diplomática contra Maduro. Os países do Grupo de Lima se reunirão na segunda-feira pela manhã, em Nova York, e os signatários do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) terão uma reunião à tarde. O pacto, da época da Guerra Fria, pode permitir, no limite, uma intervenção militar na Venezuela. O Brasil vai rechaçar, no entanto, apoio a qualquer opção que inclua uso de força. A previsão é criar uma moldura que permita aplicação de sanções diplomáticas e econômicas pelos países. Também está prevista uma reunião dos países do hemisfério com a presença do presidente americano, Donald Trump, para discutir a situação da Venezuela na quarta-feira, 25. O Brasil será representado pelo chanceler, Ernesto Araújo, nas três reuniões.

21 de setembro de 2019, 09:30

MUNDO Manifestantes em Hong Kong queimam bandeira chinesa

Manifestantes em Hong Kong queimaram uma bandeira da China e a polícia lançou spray de pimenta neste sábado em novos confrontos em torno das exigências dos ativistas antigoverno. A polícia acusou alguns manifestantes de jogar bombas de gasolina após uma marcha com vários milhares de pessoas em Tuen Mun, um distrito periférico no noroeste do território chinês. O evento foi relativamente pequeno comparado a manifestações anteriores que ocorreram todos os fins de semana desde junho. Os protestos começaram com a oposição a um projeto de lei de extradição e se expandiram para incluir demandas por mais democracia.
Os eventos são um constrangimento para o Partido Comunista da China na iminência das celebrações em 1º de outubro do seu 70º aniversário no poder. O governo de Hong Kong anunciou que cancelou uma exibição de fogos de artifício nesse dia, citando preocupações com a segurança pública.Em Tuen Mun, manifestantes marcharam por cerca de dois quilômetros. Muitos estavam vestidos de preto e carregaram guarda-chuvas, um símbolo do movimento. Os ativistas cantavam “Retomar Hong Kong!” e “revolução dos nossos tempos!”.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 21:15

MUNDO Na Argentina, juiz manda Cristina Kirchner a julgamento por corrupção

Foto: Estadão

A ex-presidente Cristina Kirchner

O juiz federal Claudio Bonadío, que tem levado adiante a maioria das investigações que envolvem a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) por suposta corrupção, deu por finalizada sua apuração e pediu nesta sexta-feira formalmente que ela seja julgada como suposta chefe de uma associação ilícita durante seu mandato para cobrar subornos de empresários em troca de benefícios em contratos públicos. O magistrado firmou a resolução sobre o tema pouco mais de um mês antes da eleição presidencial de 27 de outubro, na qual Cristina aparecerá como vice de Alberto Fernández, o candidato favorito à presidência. Cristina, de 66 anos, já é julgada desde junho por supostamente favorecer um empresário na licitação de obras públicas. Ela nega as acusações e afirmou que é vítima de perseguição por parte do magistrado. Não há ainda data para o novo julgamento. É preciso, porém, que dois terços dos senadores votem para que ela perca sua imunidade judicial. Senadora atualmente, Cristina também enfrenta acusações de lavagem de dinheiro, administração fraudulenta e suposto acobertamento dos responsáveis pelo ataque terrorista contra uma entidade mutual judaica de Buenos Aires em 1994, além de sofrer outras investigações judiciais.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019, 13:23

MUNDO Twitter bane contas que espalhavam fake news na Arábia Saudita, Espanha e Equador

O Twitter informou nesta sexta-feira (20) que cancelou milhares de contas em vários países por divulgarem notícias falsas e propagandas a favor de governos, em lugares como Emirados Árabes Unidos, China, Equador e Espanha. “De acordo com nossa política sobre a manipulação em nossa plataforma, suspendemos permanentemente todas essas contas”, anunciou o Twitter. A rede social publicou relatórios que detalham as atividades das contas canceladas. Esses perfis são acusados de espalhar informações falsas (fake news), manipular hashtags e encaminhar conteúdos de maneira intensa e indesejada (spam). A lista inclui 1.019 cadastros do Equador -a maioria falsos- vinculados ao partido governista Alianza País, que “disseminaram principalmente conteúdo sobre a administração do presidente Lenín Moreno, concentrando-se em questões relacionadas às leis sobre liberdade de expressão, censura, governo e tecnologia”, afirmou a rede social. Há também dados sobre 4.302 contas falsas usadas para semear discórdia sobre a onda de protestos em Hong Kong. Os manifestantes questionam políticas do governo da China e pedem maior independência para a cidade, que possui regras especiais em relação ao resto do país. Também foram eliminadas 259 contas da Espanha, usadas pelo PP (Partido Popular, de direita), que em 2018 deixou de ser governo e se tornou oposição. O Facebook também removeu 65 perfis, além de outras 35 contas no Instagram, usadas por indivíduos ligados ao PP, após um alerta dado pelo Twitter.

Folhapress

20 de setembro de 2019, 08:54

MUNDO Guaidó cria conselho para convocar eleições presidenciais na Venezuela

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (AN), o opositor Juan Guaidó, anunciou a criação de um Conselho de Estado Plural, para convocar eleições presidenciais no país e impulsionar uma mudança de regime. “Temos uma proposta concreta contra a usurpação, a fome e a miséria: a formação de um Conselho de Estado plural para atender o povo e convocar eleições presidenciais livres, justas, transparentes e garantias para todos”, anunciou, através da sua conta no Twitter.

Segundo ele, com a criação do conselho, a oposição ratifica o plano centrado numa mudança de regime no país. A proposta conta “com o apoio de todos os setores sociais e políticos da Venezuela, a aprovação unânime da AN, o aval da comunidade internacional e o acompanhamento dos venezuelanos”, disse. “Ratificamos a nossa proposta de solução para a crise em nosso país. Que o usurpador diga ao seu entorno, às Forças Armadas e aos venezuelanos, que esta proposta, que já conta com o apoio do mundo livre, não é viável nem constitucional”, sublinhou.

Segundo Guaidó, “se o regime pretende reincidir em farsas, apenas piorará o conflito”. “Acelerar a mudança depende de todos, por isso estaremos unidos em todas as frentes, procurando mais apoio e pressão (contra o regime). Estamos perto da vitória da Venezuela!”, afirmou.

Agência Brasil

18 de setembro de 2019, 17:18

MUNDO Brasil fica de fora de discursos em Cúpula do Clima da ONU

Foto: Divulgação

ONU

O programa inicial da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) que acontecerá na próxima semana, em Nova York, não inclui o Brasil entre os países que terão direito a discursar. O cronograma final ainda não foi divulgado, mas até agora o País não foi incluído entre os oradores, segundo fonte que participa da elaboração do programa. A ONU pediu aos países que enviassem informações sobre aumento da ambição dos compromissos climáticos. A intenção era dar espaço nos discursos para aqueles países que tivessem atitude inspiradora sobre combate à crise ambiental e demonstrassem novas metas a serem perseguidas e programas a implementar. Todos os países foram convidados e poderão participar do evento, mas nem todos os que pediram espaço de fala terão tempo para discurso. O governo Bolsonaro está no centro das discussões sobre preservação ambiental e mudanças climáticas, depois que a atenção internacional se voltou para o aumento dos focos de queimadas na Amazônia. A cúpula do clima tem início na próxima segunda-feira, 23, um dia antes da abertura da Assembleia Geral da ONU, onde os chefes de Estado dos países-membro da organização se reúnem. A convocação para a cúpula foi feita pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. Hoje, durante conferência de imprensa, Guterres afirmou que não há tempo a perder quando o assunto é mudança climática. Ainda segundo ele, no encontro deve ser anunciada “uma série de planos” para reduzir drasticamente as emissões de carbono.

Estadão Conteúdo

18 de setembro de 2019, 13:57

MUNDO Israel busca saída para impasse político após eleição terminar sem maioria

Um dia depois das eleições parlamentares em Israel, que não coroaram um vencedor imediato, o país enfrenta uma espécie de ressaca política nesta quarta-feira (18), tentando decifrar o recado das urnas e, principalmente, prever os possíveis cenários políticos. Com 99% das urnas apuradas, os resultados oficiais apontam que o partido de centro-esquerda Azul e Branco, do ex-comandante do exército Benny Gantz, foi o mais votado, com 32 das 120 cadeiras do Knesset (o Parlamento israelense). Ele é seguido de perto pelo partido conservador Likud, do atual primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, que conseguiu abocanhar 31 assentos. Nenhuma das duas forças políticas têm chance de formar uma coalizão com maioria no Knesset (61 cadeiras). Diante do impasse, a fábrica de rumores e conjecturas políticas funciona com força máxima, enquanto analistas esperam os próximos passos dos jogadores. Netanyahu anunciou que não irá discursar, este ano, na Assembleia Geral da ONU justamente para resolver o imbróglio político. Ele também convocou uma reunião de emergência entre o Likud e seus aliados de partidos religiosos e de direita radical. A decisão foi formar um bloco de direita único, com 55 cadeiras, para tentar dar base a um um governo, mesmo sem maioria no Knesset. Com o bloco, Netanhyahu espera receber do presidente israelense, Reuven Rivlin, a incumbência de formar o novo governo, o que lhe daria vantagem nas negociações futuras. Gantz pode, em tese, formar um bloco unindo o Azul e Branco com siglas de esquerda e com a Lista Unida, que representa a minoria árabe e que ficou em terceiro lugar.

Folhapress

17 de setembro de 2019, 17:45

MUNDO Israel: Boca de urna aponta empate entre Netanyahu e Benny Gantz

Foto: Jack Guez/AFP Photo

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu

Os partidos do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e de seu adversário Benny Gantz, ficaram empatados após a conclusão das eleições legislativas no país, segundo as pesquisas de boca de urna divulgadas pela imprensa local após o encerramento da votação. Nenhum dos dois conseguiu a maioria necessária para formar uma coalizão de governo no Parlamento israelense, o Knesset. Com esse resultado, o presidente israelense, Reuven Rivlin, determinará qual deles terá o mandato para tentar formar a coalizão de governo. As projeções divulgadas pelos principais canais de TV do país deram ao Likud, de Netanyahu, 33 cadeiras na Knesset. No total, a coalizão de partidos de direita liderada pelo premiê, que inclui partidos religiosos e ortodoxos, ficaria com 57 assentos. Já a aliança Azul e Branca, liderada por Gantz, teria entre 34 assentos. Sua coalizão de centro, que inclui partidos de esquerda, ficaria com 53 parlamentares. Para formar governo, são necessários 61 deputados. O fiel da balança deve ser o partido laico conservador Israel Beitenu, do ex-chanceler Avidgor Lieberman, que rompeu com Netanyahu por discordar da aliança do premiê com os partidos religiosos e provocou a convocação de novas eleições. O gabinete de Rivlin informou nesta terça-feira que a decisão de indicar um candidato para formar o próximo governo será guiada, em parte, pela necessidade de se evitar uma terceira eleição após duas votações em cinco meses. Rivlin se reunirá os líderes dos partidos assim que tiver um resultado claro das eleições, o mais rápido possível, segundo informou seu gabinete. O presidente de Israel, cujo papel é amplamente cerimonial, atribui a tarefa de formar um novo governo ao líder do partido com maior probabilidade de formar uma coalizão majoritária. Pela segunda vez em cinco meses, os israelenses foram às urnas decidir o futuro político do país. Cerca de seis milhões de pessoas estavam habilitadas a votar para escolher um dentre 32 candidatos. Em abril, Israel realizou eleições, mas Netanyahu não conseguiu formar alianças para governar. Na votação de hoje, o cenário é parecido ao do primeiro semestre: Netanyahu é o favorito para vencer as eleições, em uma disputa acirrada com a coalizão de centro Azul e Branco. No entanto, tudo indica que ele não conseguirá votos suficientes para governar sozinho, o que o obrigará a buscar alianças com partidos nacionalistas e ultraortodoxos.

Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2019, 14:29

MUNDO Argentina mantém preço da gasolina congelado até novembro

Após ataques aéreos à refinaria de Abqaiq, na Arábia Saudita, os preços internacionais do petróleo dispararam. Na Argentina, o governo anunciou que manterá os preços da gasolina congelados até o dia 12 de novembro, conforme havia sido anunciado em meados de agosto, entre outras medidas para amenizar os impactos da inflação e levar alívio a trabalhadores argentinos. Preocupado com a inflação, que deve chegar este mês a 6% e este ano a 55%, o governo argentino decidiu manter o congelamento do preço da gasolina que havia sido determinado por meio de um decreto. Segundo as empresas distribuidoras de combustíveis, o valor de venda já está defasado em 38%, uma vez que deveria ser vendido por US $ 1,2/litro e está sendo distribuído por US $ 0,8/litro. Ontem (16), o ministro dos Transportes, Guillermo Dietrich, disse que “o que aconteceu é muito perturbador, uma vez que o petróleo bruto aumentou quase dez dólares. Isso define o custo do preço das empresas. Concordamos em ver qual é a evolução e, a partir daí, analisar se devemos tomar alguma decisão. Até agora, entendendo que as medidas que tomamos não são o que queremos, mas são consequências dos desequilíbrios econômicos que se seguiram às Paso”. O ministro se referiu às eleições primárias, abertas, simultâneas e obrigatórias (Paso), realizadas em 11 de agosto, quando o candidato de oposição Alberto Fernández recebeu 47% dos votos, contra 32% de Macri. Após o resultado das primárias, o presidente anunciou diversas medidas para tentar conter a inflação e aliviar o bolso dos argentinos. Ontem, uma resolução publicada no Diário Oficial especificava que o barril de petróleo será mantido em 59 dólares, em vez dos 70 dólares cotado internacionalmente. Estima-se que o país gastará cerca de US$ 1,5 bilhão com a medida. No entanto, para que as distribuidoras sejam favorecidas, a resolução impôs uma condição: as companhias de petróleo e as províncias não podem ter ações judiciais contra o governo. De acordo com a imprensa argentina, as províncias de Río Negro e Neuquén e a empresa de petróleo Vista já entraram com processos e anunciaram que manterão suas reivindicações.

Agência Brasil

17 de setembro de 2019, 06:40

MUNDO A oposição na Venezuela é pior do que Bolsonaro, afirma Maduro

Foto: Divulgação

A entrevista exclusiva da Folha com Nicolás Maduro estava marcada para as 17h de quinta-feira (12).  Um dia antes, no entanto, a OEA (Organização dos Estados Americanos) havia decidido convocar uma reunião para estudar a ativação de um tratado que pode levar à intervenção militar no país. A agenda do ditador caiu —uma marcha foi convocada, e ele partiu para discursar para a multidão de chavistas que se reuniu numa praça de Caracas, a capital do país.

“No more Trump”, ou não mais Donald Trump, presidente dos EUA, é o grito de ordem dos protestos, espalhado também por cartazes pela cidade. Maduro vive dias frenéticos. Na sexta (13), voltou a participar de várias atividades.A entrevista foi encaixada em sua nova agenda. A jornalista e a fotógrafa Marlene Bergamo tiveram que esperar seis horas em um prédio público até que ele participasse de mais um ato filmado por sua equipe e transmitido pelos canais oficiais.

À frente do governo venezuelano desde 2013, Maduro comanda o país em seu pior momento econômico. O preço do petróleo despencou. O desemprego e a pobreza aumentaram, a inflação explodiu. Faltam água e luz em Caracas. O governo contém a degradação social com a distribuição de cestas básicas. A oposição ganhou impulso, com o apoio desabrido de Trump e do governo brasileiro.

Maduro passou a ser definido como ditador também por personagens da esquerda, como José “Pepe” Mujica, ex-presidente do Uruguai. Maduro bate de volta. Diz que Bolsonaro elogia o ex-ditador chileno Augusto Pinochet, “o Hitler sul-americano”. Quem diz que a Venezuela é ditadura é “um estúpido”, afirma ele. Até mesmo Mujica.  ​E diz que “mentes loucas” querem criar pretexto para intervir na Venezuela. Nega perseguir a oposição e diz estar preparado para a guerra.

Folha de S.Paulo

16 de setembro de 2019, 20:50

MUNDO Não quero guerra com ninguém, diz Trump sobre ataques na Arábia Saudita

Foto: Evan Vucci/AP

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “não quer guerra com ninguém”, mas que os americanos estão preparados para isso, se necessário. Em declarações a jornalistas sobre os ataques à petrolífera Saudi Aramco, que ocorreram no sábado, na Arábia Saudita, o republicano destacou que os bombardeios não mudam sua política contra o Irã. “As sanções não serão retiradas”, disse Trump, que mais cedo já havia sugerido que o país persa poderia estar por trás dos ataques. O líder da Casa Branca informou que seu secretário de Estado, Mike Pompeo, irá à Arábia Saudita para negociar a ajuda americana ao governo local. “Queremos descobrir quem foi o responsável pelo ataque”, declarou.

Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2019, 18:30

MUNDO Ataque na Arábia Saudita provoca maior corte de produção de petróleo na história

Foto: Reuters

Incêndio na estatal Saudi Armco, na Arábia Saudita, após ataque de drones

Os ataques a estatal Saudi Armco, na Arábia Saudita, representam a maior queda na produção de petróleo da história. Serão 5,7 milhões de barris de petróleo a menos por dia, cerca de 6% de toda a produção mundial. A petroleira sofreu ataques de drones no sábado (14), o que levou ao incêndio de duas instalações da Armco. Rebeldes houthis, do Iêmen, reivindicaram a autoria dos ataques, mas o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou exclusivamente o Irã. “Teerã fez um ataque sem precedentes contra o fornecimento mundial de energia”, afirmou. O incidente levou a um corte de mais de metade da produção de petróleo da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo. Segundo a Agência Internacional de Energia, a atual crise na oferta da matéria-prima é pior que a paralisação da produção no Irã com a revolução islâmica, em 1979, em que deixaram de ser produzidos 5,6 milhões de barris por dia (bpd). O ataque deste sábado também supera as perdas com a guerra árabe-israelense e o embargo do petróleo, em 1973, que teve impacto de 4,3 milhões de bpd. O período ficou conhecido como crise do petróleo. Tamanha queda na produção levou o preço do barril a maior alta percentual em onze anos. Nesta segunda, a commodity fechou em alta de 13%, a US$ 68 (R$ 278,12), maior cotação desde 29 de maio. A alta percentual é a maior desde 2008, quando a cotação disparou 13,55% em 31 de dezembro. No período, o preço do barril estava em trajetória de queda, marcada por grandes oscilações diárias, após o pico histórico de US$ 146, em julho do mesmo ano. A elevação do preço também reflete o receio de uma escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã, o que traria mais volatilidade ao mercado. “Há um risco geopolítico com as tensões entre EUA, Arábia e Irã, que pode levar o episódio a virar uma crise maior”, afirma George Wachsmann, sócio da gestora digital Vitreo. O economista aponta também que há o risco oferta-demanda. “Em quanto tempo a Arábia Saudita vai conseguir retomar a produção? Precisamos analisar a velocidade em que o mercado consegue se adaptar”, diz Wachsmann. Os preços do petróleo vinham em queda nos últimos meses, com o aumento dos estoques americanos e queda na produção industrial, com a guerra comercial entre EUA e China. A alta do petróleo refletiu no preço da Petrobras, que teve forte alta na Bolsa brasileira. As ações preferenciais, mais negociadas, da companhia subiram 4%, a R$ 27,95. As ordinárias, com direito a voto, tiveram alta de 4,45%, a R$ 30,98. Analistas esperam que a empresa repasse a alta da commodity para os combustíveis. A valorização da empresa levou o Ibovespa, maior índice acionário do país, a uma leve alta de 0,17%, a 103.680 pontos. As demais companhias de maior peso no índice fecharam em queda, com aversão global ao risco após os ataques na Arábia. As maiores desvalorizações do pregão ficaram por conta das companhias aéreas, que tem sua base de custos ancorada nos preços do petróleo. A Azul despencou 8,45%, a R$ 47. A Gol teve queda de 7,77%, a R$ 32,05. Apesar do temor de investidores quanto aos desdobramentos dos ataques, o dólar fechou estável, a R$ 4,09.

Folhapress

16 de setembro de 2019, 16:51

MUNDO Ataque pode ser considerado um 11 de setembro no petróleo, diz diretor da ANP

O ataque a unidades da petroleira Saudi Aramco, na Arábia Saudita, no último sábado, seria equivalente ao atentado contra às torres gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, ao se considerar o risco ao mercado de petróleo. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone. “Do ponto de vista do risco, o evento de sábado pode ser considerado uma espécie de 9/11 (ataque às torres gêmeas) do mercado do petróleo. Depois dele a sensação de risco aumentará”, escreveu Oddone, em sua conta no Twitter. A conta não é verificada pela rede social, mas a sua autenticidade foi confirmada pela comunicação da ANP. Ainda conforme Oddone, medidas preventivas depois do atentado devem ser adotadas, o que também tende a impactar negativamente nos custos operacionais. O atentado de sábado interrompeu a produção de 5,7 milhões de barris diários de petróleo, montante que representa metade do exportado pelos sauditas e 5% do explorado diariamente no mundo.

Estadão

15 de setembro de 2019, 18:30

MUNDO Irã nega estar por trás de ataques à produção de petróleo saudita

O Irã negou, neste domingo (15), ter participado de ataques de drones no Iêmen, realizados neste sábado e que atingiram a maior instalação de processamento de petróleo do mundo e um campo de petróleo na Arábia Saudita. A declaração foi feita horas depois do principal diplomata dos EUA dizer que Teerã estava por trás do “ataque sem precedentes ao suprimento de energia do mundo”. Os ataques, reivindicados pelos rebeldes houthis do Iêmen, resultaram na “suspensão temporária das operações de produção” nas instalações de processamento de Abqaiq e no campo de petróleo de Khurais. Isso levou à interrupção na produção de cerca de 5,7 milhões de barris de petróleo, equivalente a mais de 5% da produção diária do mundo.

Autoridades disseram que os estoques sauditas compensariam a diferença. Os mercados permanecem fechados no domingo, mas analistas preveem que o ataque pode influenciar os preços mundiais de petróleo. A ocorrência também aumentou as tensões na região, em meio a uma crise crescente entre os EUA e o Irã devido ao acordo nuclear de Teerã com as potências mundiais. No fim deste sábado, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo culpou diretamente o Irã pelo ataque no Twitter. “Em meio a todos os pedidos de redução da escala (das tensões), o Irã agora lançou um ataque sem precedentes ao suprimento de energia do mundo”, escreveu Pompeo. “Não há evidências de que os ataques vieram do Iêmen.”

Os EUA, os países ocidentais, seus aliados árabes do Golfo e os especialistas da ONU dizem que o Irã fornece aos houthis armas e drones, uma acusação que Teerã nega. Autoridades dos EUA afirmaram anteriormente que pelo menos um ataque recente de drones à Arábia Saudita veio do Iraque, onde milícias xiitas recebem apoio do Irã. Nas últimas semanas, esses grupos foram alvo de ataques aéreos misteriosos, com pelo menos um que se acredita ter sido realizado por Israel. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, rejeitou no domingo as declarações de Pompeo, classificando-as como “comentários cegos e inúteis”.

Estadão