21 de fevereiro de 2017, 09:10

MUNDO Terrorismo faz com que 1,5 milhão de turistas deixem de ir a Paris em 2016

Cerca de 1,5 milhão de turistas deixaram de ir a Paris em 2016 devido à ameaça terrorista, mostra relatório publicado nesta terça-feira (21) pelo Comitê de Turismo da Ile-de-France, a região onde fica a capital francesa. A informação é da Radio France Internationale (RFI). Os atentados de 2015 em Paris assustaram os turistas, especialmente os estrangeiros. Os hotéis registraram queda total de 9% em suas reservas de visitantes em 2016 em relação a 2015. A baixa mais significativa está entre os turistas chineses: quase 270 mil deixaram de visitar Paris – uma diminuição de 21,5%. No entanto, no setor hoteleiro os japoneses são os principais responsáveis pelos prejuízos: eles fizeram 225 mil reservas a menos em 2016, o que corresponde a uma queda de 41,2%. Entre os visitantes europeus, foram os russos os que mais deixaram de ir à capital francesa. Paris recebeu cerca de 65 mil visitantes da Rússia em 2016, uma diminuição de 27,6%. Depois deles, estão os italianos (-26,1%), espanhois (-9,9%) e britânicos (-8,6%).

Agência Brasil

21 de fevereiro de 2017, 08:47

MUNDO Europeus protestam em Londres por manutenção de direitos após Brexit

Centenas de cidadãos europeus residentes no Reino Unido se manifestaram nessa segunda-feira (20) em frente ao Parlamento britânico, para exigir garantias de que poderão continuar vivendo como antes da implantação do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). A informação é da Radio France Internationale. Portando cartazes com frases como “não somos moeda de troca”, ou “parem o Brexit, o Brexit é racista”, os imigrantes, alguns há décadas residentes no país, casados com britânicos, ou com filhos e netos nascidos no território, pediram ao governo de Theresa May que assegure que seus direitos não mudarão após a saída do bloco. Oito meses depois do referendo em que os britânicos aprovaram a saída da Europa, May insiste em não oferecer essas garantias até que também as receba de seus sócios europeus – em relação aos 900 mil britânicos que vivem em outros países da União Europeia (UE). Aproximadamente 3 milhões de cidadãos da UE vivem hoje no Reino Unido. “Deve-se esclarecer o quanto antes o que ocorrerá com esses cidadãos, pois é preciso planejar o futuro e eles deveriam ter direito a permanecer onde estão”, afirmou a alemã Kira, 18 anos, envolta na bandeira de seu país. Ela chegou ao Reino Unido quando tinha apenas 1 ano e está com medo, principalmente pelos seus pais e irmãos. “Sou jovem e posso começar uma nova vida na Alemanha”, afirmou.

Agência Brasil

20 de fevereiro de 2017, 20:12

MUNDO Resultado das eleições presidenciais no Equador ainda indefinido

Os resultados das eleições para a Presidência do Equador, realizadas no domingo (19), ainda estão indefinidos, informou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), já que os dados existentes até agora não permitem determinar se haverá segundo turno entre o candidato governista Lenin Moreno (39,13% dos votos) e o opositor Guillermo Lasso (28,13%). As informações são da agência de notícias argentina Télam.Os dados atuais mantêm ainda a possibilidade de segundo turno, no dia 2 de abril, mas ainda é necessária uma contagem precisa dos votos suficientes para que o governista alcance o mínimo requerido para vencer na primeira rodada.Isto porque, no Equador, é possível ser eleito presidente em primeiro turno com o apoio de apenas 40% do eleitorado – desde que haja uma diferença de pelo menos 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado. “Ninguém, nem nada, vai parar esta revolução; ganhamos estas eleições numa disputa justa”, afirmou Moreno, acompanhado pelo atual presidente, Rafael Correa, e um grupo de seguidores, logo após conhecer os resultados das pesquisas de boca de urna.

Agência Brasil

20 de fevereiro de 2017, 09:20

MUNDO Áquila, na Itália, registra novo terremoto de 4 graus

Um terremoto de 4 graus na escala Richter foi registrado na cidade de Áquila, na Itália, nesta segunda-feira (20), informou o Instituto Nacional de Geologia e Vulcanologia (INGV). O tremor ocorreu às 4h13, hora local ((00h13 no Brasil), e atingiu outras cidades da região central da Itália, como as comunas da região de Marcas. O sismo teve 11 quilômetros de profundidade e o epicentro foi registrado a 3 quilômetros (km) de Montereale e a 14 km de Amatrice – devastada por um tremor em agosto do ano passado. A informação é da Agência Ansa. A região central da Itália vem registrando uma sequência de tremores desde o que devastou Amatrice, em 24 de agosto, totalizando quase 50 mil terremotos desde então. Outra cidade devastada pelos terremotos de agosto, Norcia, teve um domingo diferente ontem (19). As primeiras 18 casas de madeira foram entregues aos moradores que perderam tudo. Todos os beneficiados moram no bairro de San Pellegrino. “Este é o resultado de cinco meses difíceis, mas é também a melhor resposta que o Estado poderia dar. Hoje, podemos dizer que as instituições fizeram o melhor possível, mesmo com tantas dificuldades”, disse o prefeito da comuna, Nicola Alemanno. Uma das idosas que recebeu a moradia não escondeu a emoção e disse que está “tremendo toda” ao voltar a ter uma casa. O novo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, visitou a área central da Itália nesse domingo para demonstrar o apoio da União Europeia à população. “A mensagem que trago de Bruxelas é que a Europa não esquecerá o que aconteceu. A Europa já fez muito para os terremotos de Áquila e da Emília Romana e fará muito para o centro da Itália”, disse Tajani durante a visita, lembrando dos sismos de 2009. O presidente ressaltou que o bloco já liberou 2 bilhões de euros em ajuda, mas lembrou que a Defesa Civil deu um retrato no qual se contam 25 bilhões de euros em danos. “Quando existe uma emergência, não há direita ou esquerda. Busquei levar ao debate [do Parlamento] a sensação de impotência da população, a sensação de viver como se a cabeça estivesse sempre girando. Eu percebi que a população quer ficar em seu território e tem vontade de recomeçar”, acrescentou.

Agência Brasil

20 de fevereiro de 2017, 06:35

MUNDO Eleições presidenciais no Equador devem ir para o segundo turno

Dados oficiais, divulgados na madrugada de hoje (20), indicam que o candidato governista à presidência do Equador, o esquerdista Lenin Moreno, será o mais votado nas eleições desse domingo (19). Mas ele provavelmente terá que disputar um segundo turno, no dia 2 de abril, com o segundo colocado, o conservador Guillermo Lasso. No Equador, é possível ser eleito presidente em primeiro turno com o apoio de apenas 40% do eleitorado – desde que haja uma diferença de pelo menos dez pontos percentuais em relação ao segundo colocado. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com 81,4% dos votos apurados, Moreno estava na frente, com 38,9% dos votos, seguido por Lasso, com 28,5%. Antes mesmo de a contagem de votos terminar, Lasso recebeu o apoio da candidata Cynthia Viteri, que ficou em terceiro lugar, com 16,3% dos votos. Ela prometeu votar nele, em abril. Mas o presidente do CNE, Juan Pablo Pozo, alertou que só poderá confirmar a realização de uma segunda votação depois que todas as urnas forem apuradas. As eleições presidenciais deste ano marcam o fim da era Rafael Correa, que conclui seu terceiro mandato em maio, depois de governar o Equador durante uma década. Ele ainda conta com a aprovação de quatro em cada dez equatorianos, que associam os governos dele à estabilidade politica e econômica: de 1997 até a primeira eleição de Correa em 2006, o país teve oito presidentes, sendo que três foram depostos. Economista com formação nos Estados Unidos e na Bélgica, Correa aproveitou a alta dos preços das commodities para investir em educação, saúde e infraestrutura, reduzindo a pobreza. Ele foi reeleito em 2009 e em 2013, mas também foi criticado por sua política personalista e populista e por avançar sobre as instituições e a imprensa. Correa diz que vai voltar à Bélgica quando deixar o cargo: sua mulher é belga e dois de seus três filhos vivem na Europa. Seu candidato, o psicólogo cadeirante Lenin Moreno, promete continuar a Revolução Cidadã de Correa, de quem foi vice nos primeiros dois mandatos. Considerado um conciliador, ele teria mais facilidade que seus padrinho politico para negociar com a oposição no Congresso. Mas o Equador que o próximo presidente herdará, enfrenta uma recessão, agravada pelo fim da bonança petroleira e pelos elevados gastos com a reconstrução, depois do terremoto de abril de 2016.

Agência Brasil

19 de fevereiro de 2017, 12:31

MUNDO Empresário amigo de Trump se posiciona contra muro na fronteira com México

Jorge Pérez, empresário bilionário do setor de construção rompeu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em razão de suas políticas de imigração e da posição em relação ao México. Com isso, entrou para a lista de empresários que criticaram publicamente a gestão de Trump.Pérez, um amigo de longa data de Trump, é conhecido no sul da Flórida por projetos desenvolvidos em Miami, pela empresa Related Group. Em meados de dezembro, recebeu um e-mail do Trump ao qual o Wall Street Journal teve acesso, com um anexo mostrando uma foto de uma cerca de fronteira perto de San Diego. Na foto, havia uma mensagem escrita em letras maiúsculas: “Qualquer interesse em construir uma parede de 2.000 milhas entre os EUA e o México? Me ligue”.”Eu disse a ele que achava que o muro era imoral e não atingiria os objetivos que ele queria alcançar”, disse Pérez. “Além disso, tenho muitos negócios no México – eu terminei por aqui.”Funcionários do governo Trump não responderam aos pedidos de comentários. Em janeiro, Trump assinou uma ordem que intensificou as deportações e pediu um início rápido na construção de um muro de fronteira com o México. Executivos de empresas com vendas significativas no México estão se manifestando contra a proposta de fronteira e estão utilizando propagandas para divulgar sua posição e evitar deixar de lado uma base de consumidores irritada com as ações do presidente dos EUA.

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2017, 11:16

MUNDO Equatorianos vão às urnas neste domingo para eleger presidente

Os equatorianos terão de optar neste domingo entre um candidato que promete continuar a plataforma populista do presidente Rafael Correa ou um dos vários candidatos mais conservadores que se comprometem a atacar a corrupção e a cortar impostos para estimular a economia. As pesquisas sugerem que será uma eleição apertada, sem nenhum candidato com votos suficientes para vencer já no primeiro turno. Um terço dos eleitores até recentemente estavam indecisos.O resultado será acompanhado de perto na América Latina, onde líderes da Argentina, Brasil e Peru assumiram o poder nos últimos 18 meses após o fim de um boom das commodities que impulsionou líderes da esquerda, como Correa.Fora da América Latina, grande parte do interesse pelas eleições está concentrada em Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e em sua capacidade de permanecer na embaixada equatoriana em Londres.O candidato do partido no poder, Lenin Moreno, que é o sucessor escolhido por Correa, indicou que apoiaria a permanência de Assange. Mas seu principal adversário, O ex-banqueiro Guillermo Lasso, indicou em entrevistas que ele iria desalojar o ativista australiano dentro de 30 dias após tomar posse.

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2017, 09:55

MUNDO Trump causa reações em rede social após sugerir incidente grave na Suécia

Comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feito durante comício neste sábado causou reações nas mídias sociais neste domingo, principalmente por parte dos suecos. Estes chegaram a ridicularizar Trump, que sugeriu que um incidente grave havia acontecido na Suécia. “Observem o que aconteceu na noite de ontem na Suécia”, disse Trump, ao falar de ataques terroristas na Europa.O ex-ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt, escreveu em seu perfil no Twitter: “Suécia? Ataque terrorista? O que ele tem fumado?”Alguns eventos ocorridos na sexta-feira, na Suécia, incluem um homem tratado por queimaduras graves, um aviso de avalanche e a uma perseguição pela polícia de um motorista bêbado.

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2017, 08:33

MUNDO Filhos de Trump inauguram campo de golfe da família em Dubai

Dois dos filhos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram, neste sábado, da cerimônia de inauguração de um clube de golfe em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O lançamento do clube, que faz parte dos negócios da família, contou com a presença de Eric e Donald Trump Jr, que agora lidera as Organizações Trump. A cerimônia contou com diversos membros da elite econômica de Dubai, que questionaram os filhos de Trump sobre seu afastamento do controle dos negócios durante a presidência.

AE

18 de fevereiro de 2017, 07:31

MUNDO Odebrecht: Peru exige pagamento por danos causados ao país

Foto: Divulgação

O Peru exigiu hoje US$ 61 milhões como reparação civil a vários acusados em um caso de suborno da construtora brasileira Odebrecht, incluindo ao ex-presidente Alejandro Toledo e a um ex-representante da empresa no país.O pedido foi realizado por uma advogada do Estado ante o juiz Richard Concepción, que na semana passada aceitou a acusação e o pedido de prisão preventiva de Toledo por supostamente ter recebido US$ 20 milhões para ajudar a Odebrecht a obter a licitação de uma estrada.A advogada Katherine Ampuero pediu para que Toledo, seu amigo e testa de ferro, Josef Maiman, o ex-representante da Odebrecht, Jorge Barata, e outras cinco pessoas envolvidas no escândalo pagassem pelos danos. No ano passado, a Odebrecht admitiu ao Departamento de Estado dos Estados Unidos que pagou cerca de US$ 800 milhões em subornos a políticos de vários países latino-americanos.

AE

17 de fevereiro de 2017, 20:00

MUNDO Trump diz que mídia é “inimiga do povo americano”, em mensagem no Twitter

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar vários meios de comunicação nesta sexta-feira. Segundo ele, a mídia que produz “notícias falsas” não é uma inimiga dele, mas “do povo americano”. Trump cita em sua mensagem textualmente vários meios de comunicação: o jornal The News York Times e as emissoras NBC, ABC, CBS e CNN.

17 de fevereiro de 2017, 09:08

MUNDO Escolhido por Trump recusa cargo de conselheiro de segurança

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou por outra saia-justa. O vice-almirante Robert Harward se recusou a assumir o posto de conselheiro de Segurança Nacional, ocupado por Michael Flynn, que renunciou em meio a um escândalo envolvendo a Rússia. As informações são da Agência Ansa.

Agência Brasil

17 de fevereiro de 2017, 08:00

MUNDO Paz na Colômbia depende de acesso à terra, diz Nobel de Economia

O Prêmio Nobel de Economia de 2001, o norte-americano Joseph Stiglitz, disse nessa quinta-feira que para manter a paz na Colômbia é preciso garantir a distribuição da terra. A afirmação foi feita durante uma conversa em Bogotá com o presidente Juan Manuel Santos. A informação é da Ag encia France-Presse (AFP). “A manutenção da paz exigirá que se garanta a terra e o emprego para os afetados” pelo conflito armado de mais de meio século, disse Stiglitz no fórum “O futuro da Colômbia: Justiça Social e Economia”, do qual participou ao lado de Santos, ganhador do Nobel da Paz em 2016 por selar um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Stiglitz destacou que é preciso trabalhar para reduzir a desigualdade social, uma das causas do aparecimento de grupos rebeldes como as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN), que instalou há uma semana uma mesa de diálogo com o governo de Santos em Quito. O norte-americano acrescentou que é “essencial ter boas instituições que tratem o tema da terra e sua distribuição, além de dar terras aos camponeses”. O problema da posse da terra é chave nas origens do conflito armado colombiano. No âmbito do acordo selado com as Farc em novembro passado há um ponto que propõe reformas no campo. “É necessário forte investimento no setor rural, que promova o desenvolvimento do campo”, disse Stiglitz, para quem o acordo de paz traz “oportunidades e desafios impressionantes” que só serão bem aproveitados se servirem para ajudar a superar a iniquidade e a pobreza no país. Neste sentido, segundo o Prêmio Nobel de Economia, é preciso, para a paz, garantir trabalho àqueles que estiveram envolvidos em um conflito que incluiu guerrilhas, paramilitares e agentes estatais e que deixou pelo menos 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados. Santos anunciou que os membros das Farc estariam terminando de entrar, em “três ou quatro dias”, nas áreas de concentração, onde deixarão, progressivamente, as armas sob vigilância da ONU. Eles vão se preparar para a reintegração à vida civil.

Agência Brasil

17 de fevereiro de 2017, 07:47

MUNDO Cidadãos passarão a ser controlados nas fronteiras externas da União Europeia

Todos os cidadãos serão alvo de controles sistemáticos nas fronteiras externas da União Europeia (UE), inclusive os originários dos países-membros do grupo. A medida, adotada nessa quinta-feira (16), visa a evitar que europeus entrem no bloco após terem se radicalizado com extremistas no Iraque ou na Síria. A informação é da Radio France International. Segundo relatório divulgado em dezembro de 2016 pelo coordenador da UE contra o terrorismo, entre 2.000 e 2.500 europeus foram para a Síria ou o Iraque lutar ao lado de grupos extremistas e podem, potencialmente, voltar para seus países de origem. A fim de controlar o retorno desses cidadãos ao bloco, o Parlamento Europeu adotou nova legislação visando o que as autoridades locais chamam de “combatentes estrangeiros”. Atualmente, apenas os cidadãos procedentes de países que não fazem parte da UE são controlados. Os membros do grupo eram submetidos somente a uma simples verificação do documento de identidade ao entrar na União Europeia. Aprovada por 469 votos a favor, 120 contra e 42 abstenções, a nova legislação estende esses controles aos cidadãos europeus. Além disso, todas as pessoas, independentemente de sua nacionalidade, passarão por controles ao sair da região, o que nem sempre se praticava até agora. As novas regras devem entrar em vigor 20 dias depois de sua publicação no Diário Oficial da UE. Todos os países nos quais é aplicado o Código de Fronteiras de Schengen serão sujeitos ao texto. O Reino Unido e a Irlanda ficam fora do acordo. Em caso de formação de longas filas nas fronteiras marítimas e terrestres, os Estados podem decidir aplicar apenas controles ditos “direcionados”, de apenas alguns passageiros. Já no caso das fronteiras aéreas, os países poderão adotar um sistema intermediário, controlando apenas alguns cidadãos, durante os primeiros seis meses de entrada em vigor do dispositivo.

Agência Brasil

17 de fevereiro de 2017, 07:35

MUNDO Justiça venezuelana confirma condenação do líder de oposição Leopoldo López

A Sala de Cassação do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ratificou, nessa quinta-feira (16), a condenação a quase 14 anos de prisão do líder da oposição venezuelana, Leopoldo López, um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter pedido sua libertação. A informação é da Agência France-Presse. “Declarou-se inadmissível o recurso de cassação. É uma realidade e um ato de absoluta injustiça”, disse à AFP o advogado de defesa de López, Juan Carlos Gutiérrez, acrescentando que o caso fica encerrado na Venezuela e que, agora, resta recorrer a instâncias internacionais. “Não só está sendo ratificada a condenação de um homem inocente, o que por si é grave, mas se destrói o pouco que resta de Estado de Direito na Venezuela. Não é um ato jurídico, mas político”, afirmou Gutiérrez. O governo venezuelano qualificou a audiência concedida por Trump a Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, como uma “intromissão e uma agressão” e a atribuiu, segundo a chanceler Delcy Rodríguez, a “lobbies” da oposição venezuelana “com a máfia de Miami”. “Enquanto o presidente Maduro propõe iniciar uma nova era de relações de respeito, Donald Trump se solidariza com o chefe de ações violentas”, reagiu Rodríguez. “Já esgotamos todos os recursos que a legislação venezuelana contempla. Vamos recorrer às [instâncias de direitos humanos das] Nações Unidas. Em duas semanas, estaremos apresentando o documento”, disse Juan Carlos Gutiérrez.

Agência Brasil