18 de setembro de 2018, 08:45

MUNDO Cristina Kirchner deve prestar hoje esclarecimentos à Justiça

Foto: Divulgação

Ex-presidente da Argentina e senadora Cristina Kirchner

A ex-presidente da Argentina e senadora Cristina Kirchner é esperada hoje (18) para prestar esclarecimentos ao juiz Sebastián Casanello, nos tribunais de Comodoro, em Buenos Aires, segundo a imprensa do país. Ela é investigada no processo sobre lavagem de dinheiro e fuga de capitais. É a segunda vez em menos de 24 horas que a ex-presidente é envolvida em questões judiciais. Ontem (17), no final da tarde, o juiz federal Claudio Bonadio decretou a prisão preventiva de Cristina Kirchner e 41 pessoas no processo apelidado de “cadernos de corrupção” sobre um esquema complexo de pagamento de propina e desvio de recursos. A ex-presidente foi acusada pelo juiz de ser a chefe da associação ilícita, responsável por comandar uma estrutura do Estado para a coleta de fundos ilegais. Porém, Cristina Kirchner é protegida pela imunidade parlamentar e sua perda depende do Congresso argentino. A prisão de Kirchner só será possível se dois terços dos senadores aprovarem a perda de seu foro privilegiado. Com base em declarações de políticos, apesar da coalizão governista Mudemos ser minoria na Câmara Alta, a possibilidade de os senadores abrirem mão da imunidade da presidente é mínima. A ex-presidente da Argentina foi formalmente acusada de liderar uma associação ilícita, de ser coautora e de receber propinas por 22 crimes, incluindo pagamento de subornos. O processo envolve correligionários de Cristina e Néstor Kirchner, além de empresários.

Agência Brasil

17 de setembro de 2018, 18:40

MUNDO Juiz pede prisão de Cristina Kirchner por corrupção

Foto: Eitan Abramovich/AFP

Cristina Kirchner chega a corte federal em Buenos Aires

Um juiz federal argentino processou e pediu a prisão preventiva da ex-presidente e atual senadora Cristina Kirchner nesta segunda-feira, 17, por supostamente liderar uma rede de corrupção na qual recebia suborno de empresários em troca de obras públicas. O juiz Claudio Bonadío imputou a Cristina os crimes de “associação ilícita na qualidade de chefe, admissão de dádivas em 22 feitos e suborno passivo em cinco feitos” entre 2003 e 2015, período em que inclui seus mandatos e de seu marido e antecessor Néstor Kirchner, morto em 2010. Ele ainda impôs embargo de 4 bilhões de pesos (cerca de US$ 100 milhões). Cristina, de 65 anos, não pode ser presa porque está protegida por foro privilegiado. Caso a Justiça peça a remoção de seu foro, ele somente poderia ser removido com dois terços dos votos dos senadores, algo pouco provável, já que o peronismo opositor já adiantou que não apoiará essa medida enquanto não houver uma condenação firme. O juiz também ordenou que o ex-ministro de Planejamento Federal Julio de Vido e outros ex-funcionários desse ministério, assim como vários empresários do ramo energético e da construção, entre eles Ángelo Calcaterra, primo do atual presidente Mauricio Macri, sejam processados. No total, são 42 os processados entre ex-funcionários e empresários, sobre os quais também houve um embargo equivalente ao de Cristina. Apenas 12 pessoas foram eximidas do pedido de prisão preventiva.

Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2018, 13:16

MUNDO Governo da Síria realiza primeiras eleições municipais desde 2011

O governo de Bashar Al-assad realiza neste domingo as primeiras eleições municipais da Síria desde 2011, quando teve início a guerra civil no país. Mais de 40 mil candidatos concorrem a 18.478 cargos em diversas províncias, segundo o Ministério de Administração Local. Áreas dominadas por grupos de oposição e refugiados, contudo, foram excluídas das votações. Antes do início dos conflitos na Síria, cerca de 3 milhões de pessoas, de uma população total de 22 milhões, viviam em terras controladas por insurgentes, concentradas na província de Idlib, no norte, e regiões próximas. Além delas, cerca de 5,6 milhões de refugiados sírios não estão participando das eleições. A adesão dos eleitores foi modesta na capital Damasco, com a baixa expectativa de renovação nas administrações municipais. Há expectativa de que candidatos do atual grupo do governo, Baath, fiquem com a maior parte dos cargos. O partido controla órgãos políticos e de segurança da Síria desde a década de 1960. Em 2014, foram realizadas eleições presidenciais no país, mas apenas em áreas limitadas sob controle do regime de Bashar Al-assad. A guerra travada pelo presidente contra forças de oposição e o grupo Estado Islâmico já custou ao país mais de US$ 300 bilhões, de acordo com um estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais de 400 mil pessoas foram mortas no conflito, segundo organizações.

Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2018, 12:51

MUNDO Chefe da OEA ameaça uso de força militar contra a Venezuela

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) ameaçou uma intervenção militar na Venezuela para restaurar a democracia e aliviar a crise humanitária do país, unindo-se dessa forma a uma ideia lançada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Luis Almagro, fez um alerta durante uma visita à fronteira da Colômbia com a Venezuela, na qual ele também denunciou a “ditadura” socialista do presidente Nicolas Maduro por estimular uma crise migratória em toda a região. “Com respeito a uma intervenção militar para derrubar Nicolás Maduro, não devemos descartar nenhuma opção”, disse Almagro em uma conferência de imprensa na cidade colombiana de Cúcuta. “O que esse regime está cometendo são crimes contra a humanidade, a violação dos direitos humanos e o sofrimento das pessoas no êxodo induzido, que está impulsionando ações diplomáticas em primeiro lugar, mas não devemos descartar nenhuma ação.” Almagro tem sido um dos principais críticos de Maduro na América Latina, mas até agora não tinha se mostrado disposto a ir tão longe quanto o presidente dos EUA, Donald Trump, que no ano passado levantou a possibilidade de uma “opção militar” contra Maduro. Em várias reuniões com assessores e líderes latino-americanos no ano passado, Trump também discutiu o possibilidade de uma invasão norte-americana da nação sul-americana. No caso de Almagro, a ameaça de uso de força militar é especialmente surpreendente, dada a sua condenação ao apoio ofertado à invasão norte-americana da República Dominicana em 1965 para tirar do poder um presidente democraticamente eleito, mas pró-Cuba. A invasão, realizada em nome da OEA, deixou milhares de mortos e um sentimento da América Latina contra a ideia de voltar a usar força contra uma nação soberana. Em 2015, Almagro pediu desculpas pelo papel da OEA na invasão, dizendo que esse tipo de evento não deveria se repetir.

1 de setembro de 2018, 12:41

MUNDO Através das redes sociais, Evo Morales ‘repudia’ decisão do TSE

Foto: Martin Alipaz

O presidente da Bolívia, Evo Morales

Através das redes sociais, o presidente da Bolívia, Evo Morales, “rechaçou” a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de barrar a candidatura do ex-presidente Lula. “O Tribunal Eleitoral do Brasil barrou a candidatura à Presidência de Lula, ainda que ele lidere a preferência eleitoral”, escreveu no twitter. O boliviano disse ainda que repudia a decisão da Corte porque ela “atenta contra a democracia e a vontade do povo brasileiro”.

26 de agosto de 2018, 18:33

MUNDO Colômbia realiza referendo para aprovar pacote de medidas anticorrupção

Colombianos vão às urnas neste domingo referendar um projeto de lei que traz uma lista de medidas para combater a corrupção em um País onde a percepção que se tem é que os cartéis e grupos paramilitares ligados ao tráfico de drogas estão sendo rapidamente substituídos por servidores públicos que ocupam altos postos de poder. Entre outras medidas, o projeto corta em 40% os salários de membros do Congresso e torna o gasto público mais eficiente e transparente. Embora concordem com o sentido do projeto, parte da opinião pública, no entanto, acredita que este não é o melhor caminho para fazê-lo. O referendo, por exemplo, tem sido boicotado por membros do Judiciário local, que temem cortes salariais na categoria. Na Colômbia, o salário do topo do Judiciário é igual ao dos congressistas. “Nós já temos várias leis anticorrupção”, disse Hermens Lara, um juiz de Bogotá e diretor do Conselho de Juízes e Magistrados da Colômbia. “O problema é implementá-las.” Ao todo, serão feitas sete questões no referendo deste domingo, incluindo penas mais duras para autoridades condenadas por corrupção e redução do tempo de mandato no Congresso. Atualmente os senadores colombianos recebem cerca de US$ 124 mil por ano, mais do que seus colegas em países como Holanda, Suécia e França. “Algumas dessas propostas têm nenhum impacto sobre a corrupção”, disse Marcela Anzola, consultora do Banco de Desenvolvimento Interamericano. Apesar disso, ela acredita que a aprovação das medidas pode fortalecer o combate à corrupção no país e enviar uma forte mensagem aos políticos.

Estadão Conteúdo

26 de agosto de 2018, 18:28

MUNDO Atirador de campeonato de videogame na Florida foi morto, diz polícia

O suspeito de ser o atirador que abriu fogo durante um campeonato de vídeo game em Jacksonville, no Estado da Flórida, é um homem branco e foi morto durante a reação ao incidente, afirmou há pouco um representante da polícia local. Em um rápido pronunciamento para a imprensa que foi transmitido pelo Facebook, o representante da polícia de Jacksonville disse ainda que não há outros suspeitos, mas os investigadores estão conversando com as testemunhas e colhendo material que foi registrado sobre o momento dos disparos. O comunicado também não trouxe número de vítimas ou feridos, mas relatos da mídia local falam em quatro mortos e ao menos onze feridos. O ataque em uma competição de Madden, o jogo oficial da liga de futebol americano dos EUA, aconteceu por volta das 14h30, horário local, em um espaço dentro do Jacksonville Landing, um centro comercial da cidade. A polícia manteve o alerta para que os moradores não se aproximem do local. (Marcelo Osakabe)

Estadão Conteúdo

25 de agosto de 2018, 12:28

MUNDO Equador classifica governo de Maduro como “irresponsável” e “desumano”

O governo do Equador intensificou as críticas ao governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o qual descreveu como “irresponsável” e “desumano”. “(O Equador) está preocupado com a falta de vontade política do governo da Venezuela para buscar soluções democráticas ao problema gerado por uma administração irresponsável e desumana”, informa uma nota de imprensa da Secretaria de Comunicação sobre protocolos migratórios. As expressões são utilizadas pelo governo equatoriano para referir-se ao Executivo de Maduro, do qual se distanciou desde que o presidente Lenín Moreno assumiu o poder, rompendo a tradicional aliança do seu predecessor Rafael Correa. Há dois dias, o Equador anunciou também sua saída da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA) em resposta à crise humanitária na Venezuela. Então o governo de Moreno argumentou que queria “reforçar” com isso a busca de uma solução para o problema político na Venezuela e ao êxodo em massa de venezuelanos, muitos dos quais chegam ao Equador. O Equador responsabiliza o governo de Maduro de não querer estabelecer um diálogo interno para que os venezuelanos resolvam entre eles mesmos e pela via democrática uma situação que causou esse êxodo.

Agência Brasil

19 de agosto de 2018, 12:08

MUNDO Novo terremoto de magnitude 6,3 sacode ilha indonésia de Lombok

Foto: Fauzy Chaniago/AP

Em agosto deste ano, a região da ilha de Lombok já havia sido atingida por um tremor de terra

Um terremoto de magnitude 6,3 sacudiu o norte da ilha indonésia de Lombok neste domingo, 19, sem que as autoridades informassem inicialmente de danos ou vítimas na zona região, onde no começo do mês outro evento deixou pelo menos 460 mortos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que registra a atividade sísmica no mundo todo, localizou o hipocentro a 10 quilômetros de profundidade e a 58 quilômetros a nordeste de Mataram, capital provincial. A agência geológica indonésia BNPB elevou a 6,5 a magnitude do tremor, que ocorreu quatro minutos depois de outro tremor de magnitude 5,4 na mesma região. Mais de 500 réplicas sacudiram a ilha após o terremoto de 6,9 do diaa 5 de agosto, incluindo um de magnitude 5,9 no dia 9.

Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2018, 08:30

MUNDO Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, morre aos 80 anos

Foto: Reuters

Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU

O ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, faleceu aos 80 anos, neste sábado, 18. A fundação que carrega seu nome anunciou sua morte, por meio de um comunicado, apenas indicando que ele teria sofrido uma doença súbita. Nascido em Gana em 1938, o africano, à frente da organização humanitária por 10 anos, chegou a receber o prêmio Nobel da Paz, em 2001. Chefe da diplomacia das Nações Unidas entre 1997 e 2006, ele foi internado às pressas num hospital de Berna, na Suíça. Os detalhes sobre seu funeral ainda estão sendo organizados. António Guterres, atual secretário-geral da ONU, emitiu um comunicado expressando sua “profunda tristeza”. “De muitas formas, Annan era a ONU. Ele subiu dentro da organização para lidera-la ao novo milênio, com dignidade e determinação”, escreveu. O português insistiu que Annan foi seu mentor e indicou que, “em tempos turbulentos”, ele nunca deixou de agir. Annan mantinha uma estreita amizade com Sergio Vieira de Mello, o brasileiro que liderou a ONU por algumas das maiores crises humanitárias e que morreu há 15 anos em Bagdá. Annan teve seu mandato, entre 1997 e 2006, marcado pela decisão de denunciar como “ilegal” a guerra de George W. Bush no Iraque. A partir de então, ele passou a ser alvo de ataques por parte da diplomacia americana. Meses depois de tamanha declaração, Annan viu seu filho acusado de envolvimento em escândalos de corrupção. O africano ficou abalado com a ofensiva contra ele e sua família e, por meses, chegou a perder sua voz. Desde que deixou a ONU, o africano se dedicou a mediar conflitos, como o da Siria. Mas o roteiro do drama vivido pelo ganense Kofi Annan nos últimos anos de uma década no comando da diplomacia da ONU foi ainda de depressão. Abalado pela decisão dos EUA de invadir o Iraque, seguida pela morte, em Bagdá, em 2003, do enviado especial e amigo pessoal Sérgio Vieira de Mello, e depois por denúncias de corrupção, Annan deu sinais de que abandonaria o cargo. As revelações são de Fred Eckhart, que por oito anos foi o porta-voz de Annan na ONU e publicou o livro de memórias Kofi Annan sobre o primeiro africano a liderar o órgão. Em entrevista ao Estado, Eckhart revelou como o secretário-geral da ONU entrou em rota de colisão com o governo americano por causa do Iraque. Annan tinha recebido aval da Casa Branca para comandar a organização em substituição ao egípcio Boutros-Boutros Ghali, cujo mandato à frente da ONU foi considerado “desastroso” por Washington. Annan, porém, também acabou sendo alvo de ataques. “Quem enfrenta os EUA sabe que sofrerá retaliações e foi isso o que ocorreu”, contou Eckhart. Com base em mais de cem entrevistas e na convivência diária com Annan, o ex-porta-voz aponta que o africano ficou preocupado com a divisão criada na comunidade internacional pela política unilateral imposta por George W. Bush. “Annan viu a Carta da ONU ser rasgada na sua cara”, disse ele em relação à decisão dos americanos de ignorar o Conselho de Segurança, adotar a estratégia de ataques preventivos e rever toda a questão da tortura. Sua crise pessoal tornou-se ainda mais grave com o atentado contra a sede da ONU em Bagdá – o maior da história da organização -, em que o brasileiro Sérgio Vieira de Mello e outras 22 pessoas morreram. No livro, Eckhart revela que o envio do amigo a Bagdá foi a pedido dos EUA. Annan teria tentado convencer a Casa Branca de que Vieira de Mello já estava “ocupado” demais no cargo de alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. “Vieira de Mello foi convidado diretamente pelos americanos que, com isso, torceram o braço de Annan”, diz Eckhart. O acordo foi que o brasileiro ficaria apenas quatro meses em Bagdá. Para Annan, o dia do atentado à bomba – 19 de agosto de 2003 – foi o pior de seu mandato. Dias depois, quando foi ao Rio de Janeiro para as homenagens ao brasileiro, Annan não queria jantar nem sair do quarto de hotel. “Muitas pessoas perto dele confirmam que ele ficou deprimido”, disse o ex-assessor. Annan, naqueles meses, perdeu a voz e, nas reuniões, parecia ausente. “Ele foi consultar um médico para cuidar da garganta, mas também procurou ajuda para lidar com o estresse emocional”, contou Eckhart. Quando Annan finalmente alertou que a guerra do Iraque era ilegal, em uma entrevista à BBC, Eckhart disse ter advertido o secretário-geral de que ele teria problemas. “Ele retrucou: “É isso o que penso”, disse Eckhart. O que se seguiu foi uma série de acusações de corrupção contra Annan, a maioria vinda de aliados conservadores do governo Bush. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo

16 de agosto de 2018, 11:28

MUNDO Rainha do soul, Aretha Franklin morre aos 76 anos

Foto: Jeff Kowalski/Efe

Aretha morreu devido a um câncer no pâncreas

A rainha do soul Aretha Franklin morreu nesta quinta-feira, 16, aos 76 anos, de acordo com informações da agência The Associated Press. Segundo seu agente, ela estava em sua casa em Detroit e morreu com um estado avançado de câncer no pâncreas. Em um comunicado, a família da cantora disse ter perdido “a matriarca e a pedra da nossa família”. “O amor que ela sentia por seus filhos, netos, sobrinhas e sobrinhos não conhecia limites. Nós estamos profundamente comovidos pela incrível efusão de amor e suporte que recebemos de amigos próximos e fãs de todo o mundo. Nós sentimos seu amor por Aretha e nos traz conforto saber que seu legado sobreviverá”, diz ainda a nota. Os preparativos para o funeral serão anunciados nos próximos dias. Aretha era uma força da natureza. A voz de enorme tessitura era capaz de alcançar agudos extremos, e ao mesmo tempo flutuar com segurança nos registros graves, sem contar o vibrato característico que acrescenta refinadas pitadas de balanço em seu jeito único de cantar. Aretha flutua entre as notas, ora retardando, ora acelerando em momentos inesperados. Mas o que a tornou a Rainha do Soul, uma das grandes divas da música do século, sem dúvida é o modo como transplantou a matriz “gospel” a outros gêneros populares, como o jazz, o blues, o pop.

Estadão

14 de agosto de 2018, 20:51

MUNDO Concessionária de viaduto italiano que caiu administra também estradas no Brasil

Foto: Stringer/Reuters

Ponte Morandi localizada na cidade de Gênova, na Itália

O grupo italiano Atlantia, que tem a concessão do viaduto que desabou parcialmente nesta terça-feira, 14, em Gênova, têm interesses em Brasil, Chile e Espanha, e tem como acionista a tradicional família de industriais Benetton. O Atlantia administra mais de 5 mil quilômetros de rodovias, sobretudo na Itália, onde é encarregado de 51% da rede do país, incluindo o eixo Milão-Bolonha-Florença-Roma-Nápoles, e também em países como Brasil, Chile, Índia e Polônia. No Brasil, a empresa italiana integra, junto com o grupo Bertin, a joint venture AB Concessões S/A. Segundo o site do grupo, a AB Concessões S/A administra mais de 1.500 km de rodovias, sendo “responsável pelas concessionárias Triângulo do Sol (100%), Rodovias das Colinas (100%) e Rodovias do Tiête (50%), em São Paulo, e a Nascentes das Gerais (100%), em Minas Gerais”. Recentemente, o Atlantia se uniu ao germano-espanhol Hochtief-ACS para adquirir por € 18,2 bilhões a concorrente espanhola Abertis, que se apresenta como a primeira concessionária de rodovias com pedágio no mundo, com mais 8.600 quilômetros em 15 países. O grupo ficará com 50% mais uma ação da companhia comum que controlará o Abertis. A concessionária italiana, herdeira do grupo público Autostrade SpA, privatizado em 1999, faz parte do grupo Benetton, a famosa família de industriais italianos, que possui 30% de seu capital. O Atlantia indica em seu site ter investido € 11,4 bilhões para melhorar a sua rede italiana desde 1997, no âmbito de um programa de obras de € 24,4 bilhões em 923 quilômetros de rodovias. Na informação fornecida, indica que espera o aval das autoridades para iniciar um desvio em Gênova. O grupo italiano também se tornou, em março, o primeiro acionista do Getlink (ex-Eurotúnel), grupo que administra o túnel submarino que atravessa o Canal da Mancha, após comprar 15,49% de seu capital por € 1,060 bilhão. A empresa também está presente no setor aéreo desde 2013 com os dois aeroportos de Roma, o de Fiumicino e o Ciampino, por onde passaram 47 milhões de passageiros em 2017. O Atlantia alcançou no ano passado o lucro líquido de € 1,170 bilhão e um faturamento de € 5,970 bilhões, resultados que aumentaram respectivamente em 4,5% e 8,9% com relação ao ano anterior. A capitalização do grupo, cuja ação chegou a cair até mais de 10% na Bolsa de Milão após o desabamento do viaduto em Gênova, se situava nos € 20,5 bilhões na segunda-feira à noite. A ação fechou nesta terça-feira com um retrocesso de 5,39%, até os 23,45 euros, em um mercado italiano que encerrou com uma perda de 0,30%.

Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2018, 19:52

MUNDO ‘Quero licença antes de morrer’, diz Mujica ao renunciar ao Senado

Foto: Andres Stapff/Reuters

O ex-presidente do Uruguai, José "Pepe" Mujica

O ex-presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, de 83 anos, renunciou nesta terça-feira, 14, ao cargo de senador que assumiu em 2014. “Vejo que tenho 83 anos e vou me aproximando da morte. Quero tirar uma licença antes de morrer, simplesmente porque estou velho”, disse ele à agência EFE. Mujica anunciou sua decisão em uma carta enviada ao Senado, pedindo que a Casa aceitasse sua decisão. Ele estava ausente na sessão. No texto, o ex-presidente e agora ex-senador justificou a saída com “razões pessoais”, citando principalmente o “cansaço de longa viagem”. Na carta, Mujica ainda pede “desculpas muito sinceras” por ter ferido alguns dos senadores pessoalmente no “calor dos debates”. Ele ressaltou que, enquanto sua mente funcionar não desistirá da “solidariedade e da luta por ideais”. Em 6 de agosto, Mujica havia dito à EFE que planejava deixar seu cargo no Parlamento porque queria tirar uma “folga” antes de morrer. Ele havia anunciado sua renúncia anteriormente, em 2016, mas vinha adiando a saída em definitivo. Sua decisão foi lamentada pelos colegas da coalizão esquerdista Frente Ampla. “Vamos continuar nos encontrando em seus caminhos e seguiremos a rota de mudança para que nesse mundo aqueles que são mais infelizes sejam os mais felizes”, disse a senadora Ivonne Passada. O ex-presidente anunciou que após sua renúncia viajará para a Europa, onde participará do Festival de Veneza e estará presente na estreia do filme sobre sua vida, dirigido pelo sérvio Emir Kusturica. Alguns observadores veem a decisão do ex-presidente como um preâmbulo para uma futura candidatura presidencial nas próximas eleições do Uruguai, marcadas para 2019. Mujica repetiu que não será candidato, mas afirmou a mesma coisa antes das eleições de 2010, quando foi eleito. “Renuncie hoje à campanha”, escreveu o deputado Daniel Radío, do Partido Independente de centro-esquerda, pelo Twitter. O assento de Mujica no Senado será ocupado por Andrés Berterreche, membro do Movimento de Participação Popular, setor político do ex-presidente. Mujica governou o Uruguai entre 2010 e 2015, cinco anos durante os quais ganhou fama mundial por seu estilo austero, por sua retórica contra o consumismo e o impulso a leis inovadoras que transformaram o Uruguai no primeiro país do mundo a ter um mercado regulamentado de maconha, desde a semente até a venda do produto em farmácias. Apesar disso, a avaliação de seu governo em conquistas concretas nas áreas da economia, educação, segurança pública e direitos humanos divide a população uruguaia.

Estadão Conteúdo

5 de agosto de 2018, 12:00

MUNDO Suíça: queda de avião “vintage” deixa 20 mortos

A queda de um avião nos Alpes suíços deixou 20 mortos, neste fim de semana. O acidente ocorreu no sábado e, neste domingo, as autoridades confirmaram que todos os passageiros morreram. O grupo estava sobrevoando as montanhas em um tour promovido por uma empresa local que usa aviões militares antigos para promover suas rotas. De acordo com a polícia suíça, o avião “vintage” caiu nas proximidades do pico de Piz Segnas, a uma altitude de 2,5 mil metros. Uma ampla operação de resgate foi iniciada ainda no sábado, com cinco helicópteros e o fechamento do espaço aéreo na região do acidente. As informações oficiais apontam que todos os 17 passageiros, dois pilotos e uma aeromoça morreram. As vítimas eram suíças e austríacas e tinham comprado o pacote para ter o direito a voar em um avião fabricado na Alemanha em 1939, o Junker JU-52. A empresa que operava o tour é a JU-AIR, especializada em voos panorâmicos com aviões históricos. Os motivos do acidente ainda não são conhecidos. Mas as primeiras indicações do especialista suíço Daniel Knecht apontam para uma queda praticamente vertical do avião, em elevada velocidade. Sem uma caixa preta resistente e nem gravações no cockpit, o avião tinha autorização para voar. Mas recuperar as causas do acidente poderá ser um trabalho mais difícil. O que está descartado é a coalizão com outro jato ou com outro objeto. O avião “mítico” era um dos quatro mantidos pela JU-Air, mantida por um associação de amigos do exército suíço. Depois de 40 anos de serviço, os aviões haviam sido abandonados pelas Forças Aéreas da Suíça em 1981. O grupo de amigos colectou US$ 600 mil e renovou as aeronaves. Desde os anos 80, o grupo insiste que havia tido apenas dois pequenos acidentes, sem vítimas. Os dados também mostravam uma frequentação elevada nos tours. Em 2014, por exemplo, 14 mil pessoas embarcaram nos aviões “vintage”. Um dos aparelhos do grupo ainda foi usado na filmagem de Walkyrie, filme com Tom Cruise. Nos anos 30, ele havia sido originalmente fabricado para o transporte de passageiros. Mas os aparelhos acabaram sendo os preferidos de Adolf Hitler, para fazer campanhas pela Alemanha. Num total, 4,8 mil aviões desse modelo foram fabricados e, na Segunda Guerra Mundial, eram destinados ao transporte de material bélico. Em duas semanas, esse é o terceiro avião a sofrer um acidente sobre os Alpes. Os outros dois eram jatos privados, com um total de oito vítimas.

Estadão Conteúdo

5 de agosto de 2018, 11:30

MUNDO Maduro culpa a direita e a Colômbia por tentativa de atentado em Caracas

Foto: Reprodução

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, responsabilizou grupos de direita do país e do exterior e o governo da Colômbia pelo que Caracas tem chamado de tentativa de assassinato contra o mandatário. No final da tarde deste sábado, 4, drones carregados com explosivos atacaram as redondezas do local em que em Maduro discursava. O evento era um ato oficial com as forças armadas e ocorria no centro da capital venezuelana. Duas pessoas foram presas e sete militares ficaram feridos. “Tentaram me matar no dia de hoje (ontem)”, disse Maduro na noite de ontem, em discurso no palácio do governo. O governo da Colômbia rechaçou a acusação de Maduro de que o presidente Juan Manuel Santos seria articulador do atentado. “Já é costume que Maduro culpe a Colômbia de qualquer tipo de situação que ocorra internamente”, afirmou a nota da chancelaria de Bogotá. Além dos vizinhos colombianos, Maduro disse ontem à noite que alguns dos responsáveis pelo atentado estão na Flórida e afirmou que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colabore no combate a “grupos terroristas que pretendem assassinar presidentes”. “É claramente um desespero da direita por causa das medidas econômicas que estamos implantando”, disse Maduro

Estadão Conteúdo