26 de março de 2017, 11:15

MUNDO Ministra britânica pede acesso ao Whatsapp para combater terrorismo

A ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, defendeu neste domingo (26) que as agências de inteligência tenham acesso às plataformas de serviço de mensagens como o Whatsapp para combater o terrorismo. As informações são da Agência EFE. Em entrevista à emissora britânica BBC, a ministra considerou como “inaceitável” que esse tipo de serviço de mensagem ofereça um sistema criptografado que impede que os agentes de inteligência conheçam o conteúdo das mensagens enviadas pelos terroristas. Rudd citou o Whatsapp após a revelação de que o autor do atentado da última quarta-feira em Londres, Khalid Masood, usou essa plataforma de mensagens pouco antes de atropelar várias pessoas que estavam na ponte de Westminster, mas o serviço secreto do Reino Unido não consegue descobrir com quem ele se comunicou. ”É totalmente inaceitável, não deveria haver lugar no qual os terroristas possam se esconder. Temos que estar seguros de que organizações como o Whatsapp, e há muitas outras como ela, não se tornem um lugar secreto para que os terroristas se comuniquem entre eles”, disse a ministra do Interior. ”Temos que garantir que nosso serviço de inteligência tenha a capacidade de ter acesso ao Whatsapp”, especificou Rudd. A ministra fez as declarações depois que a Polícia Metropolitana de Londres informou que Masood agiu sozinho e que não há dados que sugiram novos atentados terroristas. Quatro pessoas morreram e 50 ficaram feridas. Agora, as autoridades tentam estabelecer se Masood, britânico de 52 anos, atuou inspirado por propaganda terrorista.

Agência Brasil

25 de março de 2017, 08:43

MUNDO União Europeia: Após 60 anos, líderes adotam otimismo mesmo sem Reino Unido

Os líderes da União Europeia marcaram o 60º aniversário de seu tratado de fundação neste sábado como um ponto de mudança de tendência em sua história, sabendo que o Reino Unido vai desencadear oficialmente o processo de divórcio do bloco na próxima semana. Os líderes presentes na reunião tentaram passar a mensagem de que a união é o único caminho a percorrer em um mundo globalizado, mas a ausência da primeira-ministra britânica Theresa May foi um símbolo da crise que os outros 27 países da UE estão passando. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, chamou o Brexit de “uma tragédia”. O Presidente do Conselho da UE, Donald Tusk, disse que a única forma de a UE sobreviver é a unidade sustentada. “A Europa como uma entidade política será unida ou não será”, disse ele aos líderes do bloco em uma sessão solene, precisamente no mesmo recinto ornamentado da antiga Colina do Capitólio, onde foi assinado o Tratado de Roma que fundou a UE Em 25 de março de 1957. ”Só uma Europa unida pode ser uma Europa soberana em relação ao resto do mundo”, disse Tusk. “Só uma Europa soberana garante a independência de suas nações, garante a liberdade para seus cidadãos”, completou. Em uma série de discursos, os líderes da UE também reconheceram como o bloco se desviou para uma estrutura complicada que lentamente perdeu contato com seus cidadãos, agravada pela grave crise financeira que atingiu vários países membros na última década.

Estadão Conteúdo

24 de março de 2017, 22:18

MUNDO Trump sofre derrota no Congresso ao adiar votação de substituto do Obamacare

Os líderes republicanos da Câmara dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos Estados Unidos suspenderam hoje (24) a votação da lei que iria substituir o chamado Obamacare, atual sistema público de saúde americano, implementado pelo ex-presidente Barack Obama, há sete anos. A manobra representou uma derrota do atual presidente Donald Trump, que durante a sua campanha eleitoral prometeu acabar com o programa.Essa também havia sido a promessa de campanha de muitos deputados republicanos. Após o anúncio de que a votação da proposta seria adiada, Trump disse que não conseguiu a vitória “por pouco” e se disse “surpreso e desapontado”, colocando a culpa no Partido Democrata. “Nós não tínhamos nenhum voto dos democratas. Eles não iriam nos dar nem mesmo um voto, então é uma coisa muito difícil de se fazer”.No entanto, a ausência de votos dos democratas era algo esperado desde o início, e a avaliação que prevaleceu em Washington é a de que Trump não teria o voto dos próprios republicanos de seu partido, que têm maioria em ambas as casas do Congresso. Depois de muitas negociações, Trump e o presidente da Câmara, Paul Ryan, não conseguiram convencer os republicanos a votarem a favor do projeto.

Agência Brasil

24 de março de 2017, 10:02

MUNDO Fundo Abu Dhabi pede indenização à Petrobras

Foto: Tânia Rego/ABr

O multibilionário fundo soberano dos Emirados Árabes, o Abu Dhabi Investment Authority (ADIA), entrou com um processo contra a Petrobras na corte Sudeste de Nova York pedindo indenização pela desvalorização de ações e bônus da companhia de petróleo em função dos casos de corrupção apurados nos últimos anos. O fundo engrossa a lista de grandes investidores que estão pedindo ressarcimento à empresa, alegando que ela mentiu e omitiu em seus balanços os verdadeiros resultados e receitas, contaminados pelos pagamentos de propinas que vieram à tona com a Operação Lava Jato. A Petrobras já fechou 19 acordos individuais para indenizar investidores. De acordo com o balanço da companhia divulgado nesta semana foi feita uma provisão de R$ 1,2 bilhão para pagamento dos acordos já firmados. Foram 15 no ano passado e os últimos quatro fechados em fevereiro deste ano. Mas a empresa informa que não é capaz de fazer uma previsão sobre outros casos em curso. Apesar da importância e do tamanho de diversos fundos que entraram com pedido de indenização contra a empresa, como a famosa gestora Pimco, o fundo Abu Dhabi é um dos maiores investidores da companhia, segundo fontes. Não há dados públicos sobre a posição do fundo na companhia, mas a estimativa de fontes é de que o pedido de indenização poderia girar em torno de US$ 1 bilhão. Mas o número não foi confirmado já que os advogados que defendem o fundo, do escritório americano Robbins, Geller, Rudman e Dowd LLP não retornaram os pedidos de entrevista e a Petrobras também não comentou o assunto.

AE

24 de março de 2017, 09:51

MUNDO Duas pessoas são presas por suspeita de envolvimento com atentado em Londres

Duas pessoas foram presas hoje (24) por suspeita de envolvimento com o atentado terrorista que causou cinco mortes e deixou 28 feridos em Londres na quarta-feira (22). O chefe Scotland Yard (a unidade antiterrorista da polícia britânica), Mark Rowley, afirmou que as prisões aconteceram na madrugada e foram “significativas”. Os suspeitos foram presos no centro e no norte da Inglaterra. Rowley pediu o apoio da população para fornecer informações sobre o responsável pelo atentado. São nove os presos por suspeita de envolvimento com o atentado. Uma mulher presa pouco após o ataque pagou fiança e foi colocada em liberdade. As informações são da agência argentina Télam. O autor dos atentados usava o nome de Khalid Masood quando foi morto pela polícia, mas a polícia revelou que o nome verdadeiro dele era Adrian Russell Ajao. Segundo meios britânicos, ele também era conhecido como Adrian Elms, nasceu no condado de Kent (no sudeste da Inglaterra), era filho de mãe solteira e pai de três filhos. Depois de revelar a verdadeira identidade do terrorista, o chefe da Scotland Yard afirmou que a investigação se concentra em entender “a motivação, a preparação e os cúmplices” do ataque realizado com um veículo na ponte de Westminster e bateu na grade do Parlamento britânico. A polícia quer saber se ele atuou sozinho, se buscou inspiração em propaganda terrorista ou se contou com o apoio de terceiros. “Queremos ouvir quem conhecia Khalid Masood e que saiba quem eram seus cúmplices e que possa nos passar informação sobre os lugares que visitou recentemente”, completou Rowley. Rowley ainda agradeceu à imprensa por ter postergado a divulgação da identidade do agressor, mesmo tendo a informação em mãos pouco depois do atentado. A Polícia pediu que o dado fosse guardado para não prejudicar os trabalhos iniciais de investigação.

Agência Brasil

24 de março de 2017, 08:48

MUNDO Maduro diz que não é inimigo dos padeiros nem do setor privado

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nessa quinta-feira (23) que não está contra os padeiros nem contra os empresários privados. Ele reafirmou a necessidade de “normalizar” a situação nas padarias de Caracas. “Há leis que todo mundo deve cumprir, tanto no setor público quanto no privado. No setor público, quem cometer irregularidades de qualquer tipo tem que ser destituído, investigado, julgado e preso, se for o caso. Então, não me venham acusar de ser inimigo do setor privado, quando trato de por em ordem [o setor]“, declarou. Nicolás Maduro falou na cerimônia de inauguração da exposição Expo Venezuela Potência 2017, que vai até domingo (26) no Poliedro de Caracas, transmitida em rede obrigatória de rádio e televisão. A afirmação foi feita depois de as autoridades venezuelanas fecharem pelo menos duas padarias de portugueses em Caracas, como parte do programa Plano 700 (em referência às 700 padarias da capital), destinado a supervisionar a elaboração e a venda do pão. Segundo o presidente, foi detectado recentemente o caso de uma padaria em que as pessoas faziam filas durante horas “sem necessidade”, já que foram encontrados 190 sacos de farinha de trigo. Maduro afirmou que o setor privado deve sentir-se “afortunado” com o fato de que ele seja o presidente da Venezuela e insistiu que a revolução bolivariana respeita as empresas privadas e as convoca a trabalhar pelo desenvolvimento do país. A Superintendência de Preços Justos acusou os proprietários de não cumprir a nova norma que obriga as padarias a ter permanentemente, desde a abertura até o encerramento, pão disponível para os clientes. As autoridades acusaram ainda os proprietários de vender o pão a preços mais altos que os permitidos e de manter o estabelecimento em condições de insalubridade. Segundo o vice-presidente, Tareck El Aissami, a padaria que desrespeitar o novo regulamento “será ocupada temporariamente pelo governo e transferida para os comitês locais de Abastecimento e Proteção, para fazê-la produzir”. Os comerciantes queixam-se de falta de farinha, da paralisação dos moinhos e do controle administrativo dos preços.

Agência Brasil

23 de março de 2017, 18:29

MUNDO UE e 14 países suspendem temporariamente importação de carne brasileira

Pelo menos 11 países suspenderam temporária e integralmente a importação de carne brasileira e seus derivados, após vir a público as suspeitas de irregularidades pontuais na fiscalização do setor. Já a União Europeia e outros três países optaram por embargar apenas as compras dos 21 frigoríficos alvos da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (17), ou de parte dessas empresas.Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), até a deflagração da operação policial, as carnes bovina, de frango e suína nacionais e seus derivados eram exportados para mais de 150 países. A média de embarque diário do Brasil para o exterior até então era de US$ 63 milhões. Quatro dias após a notícia da suspeita de que ao menos 21 frigoríficos podem ter colocado à venda carne adulterada e produtos irregulares, o total embarcado na última terça-feira (21) caiu a apenas US$ 74 mil. Segundo o Mapa, até a noite de ontem (22), os seguintes países tinham suspendido temporariamente ou desautorizado o desembarque de carne e produtos cárneos procedentes do Brasil: China; Chile; Egito; Argélia; Jamaica; Trinidad Tobago; Panamá; Catar; México e Bahamas, além de Hong Kong, que tem o status de Região Administrativa Especial da China.

Agência Brasil

23 de março de 2017, 10:30

MUNDO China lançará novo satélite meteorológico no segundo semestre deste ano

A China vai lançar um novo satélite meteorológico no segundo semestre deste ano, anunciou a Companhia de Ciência e Tecnologia Aeroespaciais da China (Casc, a sigla em inglês). A informação é da Agência Xinhua. O quarto satélite meteorológico Fengyun do país deve melhorar a capacidade de previsão de desastres meteorológicos e o monitoramento ambiental. Comparado com os três Fengyun anteriores, o novo será mais confiável, estável e exato, pois será equipado com novos sensores remotos, segundo Zhu Wei, cientista da Casc. “O novo satélite vai levar sensores para detectar mudanças em auroras e na ionosfera e um dispositivo de captura de imagens de micro-ondas para fornecer monitoramento constante de indicadores meteorológicos globais em todas as condições climáticas”, disse Zhu. A China planeja lançar mais quatro Fengyun, ajudando a reduzir o intervalo entre as atualizações de previsão do tempo mundial de seis horas para quatro horas e dobrar a frequência de atualizações para o monitoramento de desastres meteorológicos. Os Fengyun são uma série de satélites meteorológicos de sensoriamento remoto desenvolvidos pela China. O Fengyun-I e o Fengyun-III são de órbita polar, enquanto o Fengyun-II e o Fengyun-IV operam em órbita geoestacionária. A China já lançou com sucesso 15 satélites meteorológicos.

Agência Brasil

23 de março de 2017, 09:59

MUNDO Estado Islâmico assume autoria do atentado que deixou quatro mortos em Londres

A milícia terrorista Estado Islâmico assumiu hoje (23) a autoria do atentado que aconteceu ontem (22) no centro de Londres, que deixou quatro mortos e 29 feridos. Segundo a agência DPA, porta-vozes do grupo informaram que a operação foi realizada por integrantes do grupo. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou hoje na Câmara dos Comuns que a pessoa que realizou o atentado era um britânico, conhecido pelos serviços secretos e com longo histórico de violência extrema. Ela afirmou que o atentado foi “um ataque contra todas as pessoas livres” e que o Reino Unido “não tem medo”, informou a agência Télam. May informou que, entre os feridos, há 12 britânicos, três crianças francesas, dois romenos, quatro sul-coreanos, dois gregos, um alemão, um polonês, um irlandês, um chinês, um italiano e um norte-americano. “Foi um ataque contra gente livre de todas as partes e, em nome do povo britânico, quero agradecer a nossos amigos e aliados em todo o mundo que deixaram claro que estão conosco neste momento”, afirmou. No ataque, o agressor lançou seu carro contra pedestres na ponte de Westminster e bateu o carro na grade. Depois ele esfaqueou um policial que vigiava o Parlamento e recebeu vários tiros de policiais. Morreram no atentado o agressor, o policial britânico Keith Palmer, de 48 anos, um homem que tem entre 40 e 50 anos e uma mulher de 43 anos, Aysha Frade. Oito pessoas foram presas hoje em Londres, Birmingham e outros lugares da Grã-Bretanha, por supostamente estarem envolvidas no atentado, segundo a Polícia Metropolitana (Met) daquele país informou hoje. O chefe da unidade antiterrorista da Polícia de Londres, Mark Rowley, afirmou que até o momento não há evidências que indiquem riscos de novas ameaças e que o incidente está sendo investigado como terrorismo. “Neste momento, não temos informação específica sobre novas ameaças para os cidadãos”, disse.

Agência Brasil

22 de março de 2017, 18:01

MUNDO Deputado vira herói ao tentar salvar policial ferido em ataque a Londres

Um parlamentar britânico foi elogiado por atos de heroísmo durante os ataques ao Parlamento em Westminster nesta quarta-feira, 22, ao tentar reanimar o policial esfaqueado por suspeitos do atentado.Tobias Ellwood, que perdeu um irmão no atentado de Bali, na Indonésia, em 2002, realizou manobras de ressuscitação no policial ferido, que não resistiu e morreu.Ele estava a pouco menos de dez metros do suspeito, que acabou morto por outros policiais, depois de invadir o Palácio de Westminster.Ellwood, ex-membro do Exército e deputado do Partido Conservador tentou pressionar as feridas do policial ferido e realizou respiração boca a boca, mas sem sucesso.Imagens do deputado com as mãos ensanguentadas tentando ajudar a vítima circularam pela internet.

Estadão

22 de março de 2017, 13:00

MUNDO Tiroteio próximo ao Parlamento em Londres deixa vários feridos

Um tiroteio próximo ao Parlamento britânico em Londres hoje (22) pela manhã deixou vários feridos, informou a imprensa local. Duas pessoas jaziam no solo em frente ao Parlamento, segundo os meios de comunicação. A Scotland Yard, a polícia metropolitana de Londres, confirmou no Twitter que foram disparados vários tiros, sem mencionar detalhes. As informações são da agência de notícias alemã DPA. Segundo informações não confirmadas, citadas pela emissora BBC, um policíal havia sido atacado e vários incidente ocorreram no local. Diversos carros da polícia se dirigiram a toda velocidade ao Parlamento, enquanto helicópteros sobrevoavam o centro da cidade.

Agência Brasil

22 de março de 2017, 11:51

MUNDO Coreia do Sul realiza nova prova de míssil, segundo EUA e Coreia do Norte

A Coreia do Norte realizou hoje (22) um novo ensaio de míssil, que explodiu após o seu lançamento, segundo as autoridades militares da Coreia do Sul e dos Estados Unidos (EUA). Não se conhecem as características do míssil, informou a Agência Télam. O ensaio foi realizado no início do dia, com um projétil, em uma área próxima ao aeroporto de Kalma, na cidade de Wonsan, explicou o ministro da Defesa da Coreia do Sul em um comunicado, acrescentando que o míssil “não foi disparado com normalidade”. Seul continua analisando dados sobre o lançamento e o tipo de projétil utilizado. Fontes do governo japonês afirmaram que o teste fracassado aconteceu às 7 horas locais (19h de ontem no Brasil) e que foram testados vários mísseis, segundo informou a agência EFE. O Comando do Pacífico dos Estados Unidos afirmou, segundo a agência Yonhap, que o míssil disparado hoje “aparentemente explodiu a poucos segundos do lançamento” e que trabalha com seus aliados de Seul e Tóquio para elaborar uma análise mais detalhada do fato. O novo ensaio acontece em plena escalada da tensão na película coreana, motivada pelo último teste armamentista do regime liderado por Kim Jon-un em 6 de março, quando foram lançados de um a quatro mísseis de médio alcance a águas japonesas. Este último lançamento coincide com a primeira reunião entre o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, e o presidente chinês, Xi Jinping, no último domingo (19).

Agência Brasil

22 de março de 2017, 07:32

MUNDO Após Carne Fraca, deputados da UE tentam frear acordo com Mercosul

Deputados europeus pressionam a Comissão Europeia para que freie as negociações com o Mercosul diante da fraude na carne brasileira, enquanto autoridades veterinárias de Bruxelas criticam de forma dura a gestão do governo de Michel Temer em relação à crise e fazem até novas ameaças.A Agência Estado apurou que a Comissão Europeia se reuniu com deputados do bloco e indicou que pode ampliar o embargo contra produtos brasileiros se constatar irregularidades em novos testes que irá realizar. Em todos os portos do continente, autoridades estão colhendo amostras de carnes brasileiras e outros produtos que estejam entrando no mercado europeu. Se ficar provado que existem problemas de saúde nesses carregamentos, a UE deixou claro que “não hesitará em tomar novas medidas”. Na próxima semana, conforme a Agência Estado já havia revelado, o comissário de Saúde do bloco Vytenis Andriukaiti estará no Brasil para tratar da crise.”Se o Brasil não nos der garantias e se vermos que o problema é sistêmico, haverá consequência”, disse Michael Scannell, chefe do escritório de Veterinária da Comissão Europeia. Segundo ele, Bruxelas pediu que todos os governos do bloco elevassem os controles sobre alimentos de origem animal importados do Brasil. “Pedimos maiores controles físicos e a inclusão de controles de higiene”, disse, indicando que um primeiro resultado desse esforço será conhecido na sexta-feira.A pedido da Europa, o Brasil suspendeu as exportações de quatro estabelecimentos envolvidos na Operação Carne Fraca. Mas, durante a reunião em Bruxelas, Scannell admitiu que, no passado, “fez auditorias no Brasil e encontrou problemas”. “No setor de carnes, continuamente temos alertado sobre problemas ao longo de anos”, disse.No setor bovino, apenas “um número pequeno de estabelecimentos” pode exportar hoje. No caso da carne suína, o chefe dos veterinários insiste que o Brasil “fracassou nas auditorias” e nenhum grama de carne entra. Mesmo entre as empresas brasileiras autorizadas a exportar, a UE confirmou que registrou ao longo dos anos 47 casos de irregularidades.

Estadão Conteúdo

21 de março de 2017, 08:55

MUNDO Hong Kong anuncia proibição temporária à importação de carne brasileira

Hong Kong se tornou o mais recente país a proibir a importação de carne brasileira após a operação Carne Fraca da Polícia Federal levantar questões sobre a segurança da indústria de carne do país.”Tendo em vista que a qualidade da carne exportada do Brasil é questionada, por prudência, o Centro de Segurança Alimentar suspendeu temporariamente a importação de carnes congeladas e refrigeradas e carne de aves do Brasil com efeito imediato”, informou a agência em comunicado.Um porta-voz da agência disse que continuará a manter contato com as autoridades brasileiras para obter informações detalhadas para futuras avaliações.Hong Kong, que é um grande importador de carne brasileira, é o mais recente país a proibir a importação de carne. A China, o Egito, o Chile, além da União Europeia, anunciaram na segunda-feira medidas para proibir temporariamente as importações do Brasil ou de empresas específicas acusadas pela Polícia Federal de subornar funcionários sanitários por certificados de saúde. Os EUA e outros países disseram que iriam aumentar as inspeções.Tanto a JBS quanto a BRF têm negado a venda de carne ruim ou de subornar funcionários.

20 de março de 2017, 14:45

MUNDO Nenhuma informação apoia alegação de Trump de grampo telefônico, diz FBI

O diretor do FBI, Jamey Comey, afirmou em depoimento no Congresso norte-americano que não tem nenhuma informação que confirme a acusação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o ex-presidente, Barack Obama tenha, feito um grampo telefônico na Trump Tower antes das eleições presidenciais. “Não há informações que apoiem tuítes de Trump, olhamos com cuidado dentro do FBI”, declarou Comey. Comey afirmou que nenhum indivíduo pode ordenar a vigilância de outro cidadão americano, o que só é permitido após um processo muito rigoroso aprovado pela Justiça. Na mesma sessão no Congresso, o diretor da agência de Inteligência dos EUA, a NSA, Michael Rogers, concordou com uma afirmação de um dos entrevistadores do painel que seria “ridículo” sugerir que o serviço de Inteligência britânico teria ajudado Obama a obter informações sobre a campanha de Trump, uma alegação que o secretário de Imprensa da Casa Branca fez referência durante uma coletiva de imprensa na semana passada.

Estadão Conteúdo