20 de março de 2019, 17:17

MUNDO Chanceler descarta emprego das Forças Armadas na Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou hoje (20) que o governo do Brasil não trabalha com a possibilidade de emprego das Forças Armadas na Venezuela. A hipótese de intervenção militar no país vizinho foi descartada, anteriormente, pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros. “O Brasil tem capacidade de atuação sobretudo diplomática e política e nós vamos tentar usar ao máximo [esses instrumentos]”, disse o chanceler. A crise venezuelana atinge a economia, política e a área social. Para Araújo, “é preciso agir” no esforço de impedir o agravamento da situação, mas as medidas não foram definidas. “Coincidimos [com os Estados Unidos] inteiramente no caráter inaceitável do que está acontecendo na Venezuela, em termos de tragédia humana, uma sociedade que está sendo esfacelada por um regime ditatorial”, afirmou o chanceler. Araújo se referiu à permanência do presidente Nicolás Maduro no poder e nos impactos sobre a sociedade venezuelana da crise, provocando fome, desemprego e fuga de imigrantes. “Não entramos em detalhes do que fazer frente a isso. Há uma convicção de que é preciso agir, de que é preciso não deixar que se volte a uma normalidade totalmente espúria na Venezuela. Os Estados Unidos têm capacidade de atuação através de sanções econômicas que ainda podem ser ampliadas”, disse Araújo em coletiva de imprensa. Ontem (19), antes de retornar ao Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse em Washington ser favorável às negociações diplomáticas na tentativa de encerrar o impasse na Venezuela. Um grupo de aproximadamente 50 nações, incluindo o Brasil, apoia Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino. No encontro com Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que todas as alterantivas estão sobre a mesa no que se refere à Venezuela.

Agência Brasil

19 de março de 2019, 17:35

MUNDO Eduardo Bolsonaro ofusca chanceler Ernesto Araújo

Foto: Beatriz Bulla/Estadão

o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

A presença de Eduardo Bolsonaro ofuscou o chanceler Ernesto Araújo durante a passagem de Jair Bolsonaro pela Casa Branca. Primeiro, o filho de Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, contrariando o protocolo previamente divulgado, que previa apenas a presença dos dois presidentes na primeira declaração conjunta, ocupou um sofá ao lado das cadeiras de Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval. Em seguida, foi citado pelo próprio presidente norte-americano na declaração dos dois presidentes nos jardins da Casa Branca, que pediu que ele se levantasse na plateia para saudá-lo. Eduardo Bolsonaro estava transmitindo ao vivo no momento em que foi chamado de “fantástico garoto” por Trump. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

19 de março de 2019, 17:05

MUNDO Ao lado de Trump, Bolsonaro fala em estratégias sigilosas para Venezuela

Foto: Evan Vucci/AP

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente dos EUA Donald Trump

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que chegou a Washington no domingo (17), foi recebido na Casa Branca, junto com sua comitiva, nesta terça-feira. Ele teve um encontro privado com Donald Trump no Salão Oval e os dois fizeram uma declaração conjunta à imprensa no Jardim das Rosas. O comunicado mencionou a crise na Venezuela e como Brasil e EUA pretendem atuar unidos pela democracia na América Latina, fazendo uma crítica ao “socialismo” de Maduro. Sobre uma intervenção militar na Venezuela, Bolsonaro afirmou: “Tem certas questões que se você divulgar deixam de ser estratégicas. Asssim sendo, essas questões que se forem discutidas, se já não foram, não podem ser divulgadas”, disse o presidente. “Se por ventura, vierem à mesa, certas medidas não podem ser tornadas públicas”. Trump foi questionado sobre a possibilidade de uma intervenção e reiterou que todas opções estão sobre a mesa em relação ao governo Maduro.

Estadão

19 de março de 2019, 14:56

MUNDO Trump diz que atuará para incluir Brasil na OCDE

Foto: Reuters/Kevin Lamarque/Direitos Reservados

O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na Casa Branca, em Washington (EUA)

Em encontro na Casa Branca com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (19) que apoia os esforços do Brasil para integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Também afirmou que as negociações entre os dois países devem avançar nas áreas de segurança militar e do comércio. “Estamos trabalhando com várias questões militares e questões dos vistos para funcionar melhor, o Brasil produz ótimos produtos e nós também. Acredito que o comércio vai aumentar substancialmente entre os dois países”, ressaltou Trump, presenteado por Bolsonaro com uma camisa da seleção brasileira de futebol. O presidente norte-americano afirmou que Estados Unidos e Brasil vivem um momento único na relação bilateral. “O relacionamento que temos agora com o Brasil nunca foi melhor. Não temos hostilidade alguma com o Brasil. Vamos ver Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. Temos uma grande aliança com o Brasil, como jamais tivemos.” Para Trump, a campanha de Bolsonaro à Presidência da República foi emblemática. “[Bolsonaro] liderou uma das campanhas mais impressionantes dos últimos tempos, lembrou também a minha”, disse. “O Brasil e os Estados Unidos nunca tiveram tão próximos quanto estão agora.” Questionado sobre a questão da Venezuela, Trump disse que a crise no país sul-americano seria tema da conversa com Bolsonaro. Ele indicou que “todas as opções” estão sobre a mesa, inclusive a intervenção militar na região. O governo brasileiro já sinalizou ser contrário à intervenção.

Agência Brasil

18 de março de 2019, 21:40

MUNDO Nos EUA, Bolsonaro se compara a Trump e fala em resolver ‘questão na Venezuela’

Foto: Susan Walsh/AP

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro comentou que há dois anos já “sofria ataques” das “fake news” e de “grande parte da mídia, que estava contra nós nas eleições.” Ele traçou um paralelo com o presidente dos EUA, Donald Trump, que aponta que vários meios de comunicação não realizam uma cobertura justa de sua administração nos EUA. “Eu conheci o senhor Donald Trump há dois anos, nas prévias eleitorais no Brasil”, disse Bolsonaro, em um evento com empresários americanos e brasileiros organizado pela US Chamber of Commerce. Bolsonaro manifestou-se um admirador também do ex-presidente americano, Ronald Reagan, ao dizer que o povo é que deve conduzir o Estado. “Hoje vocês têm um presidente que admira os EUA”, destacou. De acordo com Bolsonaro, um dos pontos importantes de sua visita aos EUA será tratar da Venezuela. “Temos que resolver a questão da nossa Venezuela. A Venezuela precisa ser libertada”.

Estadão Conteúdo

18 de março de 2019, 11:55

MUNDO Polícia identifica turco de 37 anos como suspeito de ataque na Holanda

A polícia da cidade de Utrecht, na Holanda, divulgou hoje (18) imagem do turco Gökman Tanis, de 37 anos, apontado como principal autor dos disparos em um bonde elétrico na região, que deixou vítimas. O homem é procurado. Foram feitos cercos em vários locais, mas ele não foi capturado. Por meio do Twitter, a polícia divulgou a imagem do suspeito e pede para que as pessoas fiquem longe dele, caso o vejam. O ataque ocorreu por volta das 10h45 (horário local). Policiais trabalham com a hipótese de motivação terrorista no tiroteio contra um bonde, na Praça 24 de Outubro. A imprensa local informou que pelo menos uma pessoa morreu, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades. Várias pessoas ficaram feridas pelos disparos feitos por um homem ainda não identificado. Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Ele fugiu e seu paradeiro é desconhecido.

O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht.

Agência Brasil

18 de março de 2019, 11:01

MUNDO Polícia holandesa não descarta motivação terrorista em Utrecht

A polícia da cidade de Utrecht, na Holanda, disse que não descarta uma motivação terrorista no tiroteio contra um bonde, hoje (18) de manhã, na Praça 24 de Outubro. A imprensa local informou que pelo menos uma pessoa morreu, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades. Várias pessoas ficaram feridas pelos disparos feitos por um homem ainda não identificado. Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Depois fugiu, e seu paradeiro é desconhecido. O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht porque o atirador está foragido.

Agência Brasil

18 de março de 2019, 08:53

MUNDO Maduro pede renúncia de ministros, após apagão

Após o apagão de quase uma semana na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro anunciou a reestruturação do seu gabinete. Ele pediu que todos os ministros coloquem os cargos à disposição. O vice-presidente da República, Delcy Rodríguez, comunicou a decisão. “O presidente Nicolás Maduro pediu a todo o gabinete executivo para colocar seus encargos, com o fim dos efeitos de uma profunda reestruturação dos métodos e funcionamento do governo bolivariano para proteger a pátria de Bolívar e [Hugo] Chávez [presidente já morto da Venezuela] de qualquer ameaça”, disse Rodriguez em sua conta no Twitter. Há dois dias, Maduro anunciou a intenção de mudanças para “otimizar a gestão do governo e proteger o país contra novas ameaças”. “É uma luta moral e espiritual de um país inteiro pela honestidade, pela eficiência e pelos bons serviços”, afirmou. A iniciativa ocorre no momento em que há um impasse na Venezuela entre Maduro e Juan Guaidó, presidente autodeclarado. Mais de 50 países, incluindo o Brasil, apoiam Guaidó, enquanto China, Rússia e Turquia estão ao lado de Maduro. Há protestos constantes, de ambos os lados, nas principais cidades venezuelanas.

Agência Brasil

18 de março de 2019, 08:38

MUNDO Nova Zelândia vai propor reforma na lei sobre armas

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse hoje (18) que o governo vai propor, em dez dias, uma reforma na lei sobre armas. Segundo ela, a iniciativa tem apoio dos três parceiros da coalizão – Partido Trabalhista da Nova Zelândia, Primeiro Partido da Nova Zelândia e Partido Verde. A proposta ocorre após o ataque duplo às mesquitas, em Christchurch, no qual 50 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas. O governo prepara um memorial nacional em homenagem às vítimas. Segundo a primeira-ministra, um inquérito investigará os ataques terroristas de Christchurch. O comissário de polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, confirmou que o atirador agiu sozinho, mas pode ter tido apoio. “Acreditamos que havia apenas uma pessoa responsável por isso”, disse Bush, que não descartou o apoio de outras pessoas e disse que era “uma parte muito importante da nossa investigação”.

Agência Brasil

17 de março de 2019, 08:30

MUNDO Nos Estados Unidos, Bolsonaro busca selar aliança com Trump

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro chega neste domingo, 17, a Washington para a primeira visita oficial de seu governo. O objetivo do Palácio do Planalto é selar a aproximação com os Estados Unidos, iniciada antes mesmo da posse do brasileiro, especialmente com o presidente Donald Trump, com líderes conservadores e com empresários americanos. Na reunião com Trump, de quem o brasileiro é entusiasta, Brasil e EUA pretendem sacramentar um alinhamento de valores e de políticas entre o americano e Bolsonaro – chamado de “Trump Tropical” pela imprensa internacional. Apesar da proximidade ideológica e dos elogios trocados pelo Twitter, especialmente na posse do brasileiro, em janeiro, o alinhamento pode não ser automático. Em outubro, o presidente dos EUA criticou a forma com que as empresas americanas são tratadas no Brasil. “É uma beleza, eles cobram de nós o que querem. Se você perguntar a algumas das empresas, elas dizem que o Brasil está entre os países mais difíceis do mundo (para fazer negócios)”, disse Trump. Após o agravamento da crise na Venezuela, porém, os EUA encontraram no Brasil um aliado e a Casa Branca conta com o apoio brasileiro para endurecer contra o regime de Nicolás Maduro. Os Estados Unidos reconhecem que o momento é propício a uma aproximação com Brasil, em razão de afinidades ideológicas sobre a Venezuela, à perspectiva liberal no campo econômico e ao entusiasmo de parte do governo Bolsonaro com Trump. A expectativa dos americanos é de que o Brasil continue do mesmo lado dos EUA na pressão a Maduro e, no longo prazo, ajude a diminuir a influência da China na região. Os dois temas esbarram, no entanto, em diferentes alas do governo. Os militares já sinalizaram que há um limite no discurso sobre a Venezuela, quando o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil não apoia qualquer ação militar, enquanto os americanos enfatizam que “todas as opções estão sobre a mesa”. Os assessores de Trump também sabem que, a despeito da retórica crítica à China adotada por Bolsonaro na campanha eleitoral, o país é o principal parceiro comercial do Brasil e o time econômico tenta achar o equilíbrio em meio à guerra comercial dos americanos com os chineses. Os governos brasileiro e americano querem mostrar com o encontro, contudo, que há uma convergência inédita não só entre Trump e Bolsonaro, mas entre os dois países. Na visita aos EUA, o governo brasileiro tentará também alavancar a relação de Bolsonaro com o movimento conservador dos EUA e o diálogo com empresários e investidores, capitaneado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Caberá a este comandar as conversas com empresários, na segunda-feira, e fazer uma exposição sobre o futuro da economia brasileira na Câmara de Comércio Brasil-EUA. No mesmo dia, Bolsonaro terá um jantar a portas fechadas com executivos de grandes empresas. Na terça-feira, Bolsonaro e a comitiva brasileira serão recebidos na Casa Branca. O presidente brasileiro terá um encontro privado com Trump no Salão Oval e os dois farão uma declaração conjunta à imprensa no Rose Garden. O comunicado deve mencionar a crise na Venezuela e como Brasil e EUA pretendem atuar unidos pela democracia na América Latina, fazendo uma crítica especial ao “socialismo” de Maduro. Trump e Bolsonaro também anunciarão medidas concretas, como o acordo de salvaguardas tecnológicas, que permite o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão, e falarão das perspectivas de futuro da relação bilateral. Neste último eixo se concentra o compromisso de caminhar rumo a um eventual tratado de livre-comércio. A negociação, no entanto, é considerada difícil em razão de as duas economias serem concorrentes e por esbarrar no Mercosul. Por isso, o governo brasileiro aposta que o caminho é focar em acordos setoriais de facilitação de comércio e convergência regulatória. Mesmo assim, parte da agenda prevista pelo Brasil acabou frustrada. É o caso de um acordo que tenta facilitar o cadastro de exportadores e importadores de larga escala, que ainda precisa de mais tempo para sair do papel. A boa vontade entre os países também não destravou a pauta agropecuária: o governo americano tenta aumentar suas exportações de etanol e carne de porco, que também são produzidos no País, além do trigo. Do outro lado, o Brasil quer reabrir o mercado americano para a carne crua brasileira. O governo brasileiro já indicou aos americanos que não haverá indicação imediata sobre o etanol, mas poderia acenar com redução de barreiras no caso do trigo se obtiver uma contrapartida dos americanos. O Brasil também não deve contar com o apoio formal dos EUA para sua candidatura a membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A adesão vem sendo articulada e defendida por Paulo Guedes como um selo de confiança internacional no Brasil. Em contrapartida, como prêmio de consolação, os EUA designarão o Brasil como um aliado preferencial fora da Otan. O novo status facilitaria a transferência de tecnologia no momento em que a indústria aeroespacial brasileira tenta montar uma nova relação com os americanos, após a associação entre a Embraer e a Boeing. Em termos de prestígio, no entanto, a condição de aliado preferencial fora da Otan não acrescenta muito, visto que mais de uma dúzia de países já ganharam o mesmo status, incluindo Argentina, Egito, Tailândia, Jordânia e Tunísia. Durante a passagem de Bolsonaro pelos EUA, serão assinados ainda memorandos em áreas como biodiversidade e inteligência no combate ao crime organizado – por isso, integram a comitiva os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Sérgio Moro, da Justiça. Peter Hakim, presidente do centro de estudos Inter-American Dialogue, em Washington, aponta que há duas questões relevantes para os EUA no encontro. A primeira é a situação na Venezuela. A segunda, a diminuição da influência da China na região. “O que os EUA querem é ter o Brasil a seu lado, como aliado”, afirma. “Brasil e EUA têm sido bons amigos, não costumam ter animosidades. Mas não são bons parceiros. E países não têm amigos, eles têm interesses”, afirma Hakim. Se há alguma coisa que Donald Trump não pode reclamar na reunião com Jair Bolsonaro é da relação comercial com o Brasil. Apesar das críticas, pelo menos em termos bilaterais, a balança comercial é marcada pelo equilíbrio, com ligeira vantagem americana. Em 2018, os EUA tiveram um superávit de US$ 193,7 milhões, um número baixo diante do fluxo total de US$ 57,74 bilhões em trocas entre os dois países.

Estadão Conteúdo

16 de março de 2019, 12:00

MUNDO Brasil assina acordo com Guarda Nacional em Nova York para treinamento militar

A Guarda Nacional em Nova York fará uma parceria com o Brasil para realizar missões conjuntas de treinamento e intercâmbio militar. Autoridades da Guarda Nacional disseram que o acordo foi assinado na quinta-feira em Manhattan pelo major general Raymond Shields, representante de Nova York, e pelo contra-almirante Guilherme da Silva Costa, representante das Forças Armadas brasileiras. O acordo é o mais recente programa que une a Guarda Nacional do Estado com as Forças Armadas de países estrangeiros. Autoridades militares dos EUA dizem que a nação agora tem parcerias com 83 países.

Estadão Conteúdo

16 de março de 2019, 10:30

MUNDO Em texto, autor de ataques na Nova Zelândia critica Brasil por miscigenação

No manifesto em que justifica o ataque a duas mesquitas na Nova Zelândia, Brenton Tarrant cita o Brasil entre os países que fracassaram em razão da miscigenação racial. “O Brasil com sua diversidade racial é completamente fraturado como nação, um lugar onde as pessoas se separam e se segregam quando querem”, escreveu. O texto intitulado “The Great Replacement” (“A Grande Substituição”, em tradução livre) faz referência a uma teoria originada na França, segundo a qual “os povos europeus estão sendo substituídos por populações de imigrantes não europeus”. Em um dos capítulos do manifesto chamado “Diversidade é fraqueza”, o autor do massacre na mesquita Al-Noor questiona o motivo de “políticos, educadores e mídia” repetirem que “a diversidade é nossa principal força”. “As nações ‘diversificadas’ ao redor do mundo são palcos de conflitos sociais, políticos, religiosos e étnicos intermináveis”, afirma o atirador, citando EUA e Brasil como exemplos disso. O manifesto detalha dois anos de radicalização e preparativos e afirma que um dos principais momentos para ele foi o fracasso da líder de ultradireita Marine Le Pen nas eleições francesas de 2017.

Estadão Conteúdo

15 de março de 2019, 10:36

MUNDO Coreia do Norte ameaça suspender negociações com Washington

A Coreia do Norte considera suspender as negociações com os Estados Unidos sobre uma desnuclearização e pode retomar seus testes nucleares e de mísseis, a menos que Washington faça concessões, segundo afirmou uma diplomata norte-coreana nesta sexta-feira (15). A vice-ministra do Exterior, Choe Son-hui, culpou autoridades americanas pelo fracasso da cúpula realizada no mês passado em Hanói, no Vietnã, entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. “Não temos a intenção de ceder às exigências dos EUA [feitas em Hanói] de nenhuma forma, nem estamos dispostos a participar de negociações desse tipo”, disse Choe. As declarações da diplomata representam a primeira insinuação do regime norte-coreano sobre uma possível ruptura do diálogo entre Pyongyang e Washington. Segundo a vice-ministra, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, “criaram uma atmosfera de hostilidade e desconfiança e, portanto, obstruíram o esforço construtivo para negociações entre os líderes supremos de Coreia do Norte e Estados Unidos”. Choe afirmou que Washington abandonou uma oportunidade de ouro na cúpula de Hanói e avisou que Kim pode repensar a moratória sobre lançamento de mísseis e testes nucleares. “Quero deixar claro que a posição de gângster adotada pelos EUA acabará colocando a situação em risco”, afirmou a vice-ministra, citada pela agência de notícia Associated Press. “As relações pessoais entre os dois líderes supremos são boas, e a química é misteriosamente maravilhosa”, explicou. A Coreia do Sul – que ostenta uma agenda ambiciosa de envolvimento com a Coreia do Norte, plano que depende de Pyongyang e Washington resolverem ao menos algumas de suas diferenças – afirmou ser cedo demais para analisar o significado dos comentários de Choe. “Não podemos julgar a situação atual com base apenas nas declarações da vice-ministra Choe Son-hui. Estamos observando a situação de perto. Em qualquer situação, nosso governo tentará retomar as negociações entre a Coreia do Norte e os EUA”, afirmou o gabinete presidencial sul-coreano. Mais cedo nesta sexta-feira, uma porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul disse que a reunião semanal intercoreana que deveria ocorrer em Kaesong, na Coreia do Norte, foi cancelada depois que Pyongyang comunicou que não enviaria funcionários do alto escalão. A porta-voz disse que Seul não sabe por que autoridades norte-coreanas decidiram não comparecer. A segunda última cúpula entre Trump e Kim fracassou devido a divergências sobre as demandas americanas de desnuclearização e a demanda norte-coreana por alívios drásticos nas sanções internacionais, que foram impostas devido aos testes nucleares e de mísseis executados por Pyongyang durante anos, desafinado resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. No começo desta semana, em Washington, o representante especial os EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, afirmou que o governo americano espera poder continuar com as negociações, embora não tenha dado detalhes sobre quando novas rodadas de conversações poderiam ser realizadas. “A diplomacia está muito viva”, disse Biegun, na segunda-feira, mas não chegou a especificar se houve conversas desde a cúpula em Hanói. Na semana passada, fotos de satélite analisadas por especialistas mostraram atividade recente em uma instalação de montagem de mísseis norte-coreanos, aumentando as especulações sobre um possível lançamento após a fracassada cúpula de Hanói. Para os especialistas, as imagens indicam que a Coreia do Norte pode rapidamente reverter todas as ações de desmantelamento dos seus programas de armas nucleares que tinham sido iniciadas após a primeira cúpula, em 2018, e constituem uma “afronta à estratégia diplomática do presidente dos EUA”.

Agência Brasil

15 de março de 2019, 08:00

MUNDO Brasil condena ataque a mísseis contra Israel

O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota oficial na noite de hoje (14) condenando a tentativa de ataque militar contra Israel. As Forças Armadas israelenses confirmaram, mais cedo, que que dois foguetes foram lançados contra a cidade de Tel Aviv, ambos oriundos da Faixa de Gaza, na Palestina. Um dos mísseis foi interceptado por uma bateria anti-aérea israelense e o outro caiu em uma área despovoada. Não há registro de feridos ou danos materiais. “Nada pode justificar o disparo indiscriminado de foguetes contra centros urbanos, em ataques que têm como alvo a população civil. O governo brasileiro destaca a eficácia do sistema ‘Iron Dome’ de Israel, que interceptou um dos projéteis (o outro caiu em área despovoada), e insta os grupos que controlam a Faixa de Gaza a colocarem fim aos ataques”, diz a nota do Itamaraty. Segundo a imprensa local, trata-se do primeiro ataque militar de palestinos contra Israel desde 2014, quando iraelenses lançaram bombardeios contra a Faixa de Gaza, na tentativa de atingir integrantes do grupo Hamas, e que resultaram na morte de centenas de pessoas. O ataque de hoje ocorre a três semanas das eleições gerais em Israel. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, que também detém o cargo de ministro da Defesa do país, convocou uma reunião de emergência para discutir o ataque.

Agência Brasil

13 de março de 2019, 12:39

MUNDO Prédio com escola desaba na Nigéria e soterra dezenas de crianças

Um prédio de três andares que abrigava um berçário e escola primária desabou nesta quarta-feira, 13, em Lagos, na Nigéria, e soterrou dezenas de crianças. Ainda não há informações oficiais sobre as vítimas. Segundo testemunhas, quase 20 jovens foram retirados com vida dos escombros. Moradores da região, no entanto, dizem que mais de cem crianças estudam no local, o que pode elevar o total de jovens presos sob a estrutura, localizada em uma área densamente povoada da capital econômica do país. Vídeos publicados nas redes sociais mostram placas gigantes de concreto empilhadas umas sobre as outras. Com auxílio de um trator, as equipes de resgate retiraram parte dos escombros dos dois pisos superiores e chegaram perto do primeiro andar. Uma pessoa envolvida no resgate afirmou ter visto 20 crianças presas na parte inferior do prédio, mas disse temer que os escombros entrassem em colapso antes que elas pudessem ser salvas. “Acreditamos que muitas pessoas, incluindo crianças, estão presas na estrutura”, afirmou o porta-voz dos Serviços de Emergência da Nigéria (Nema), Ibrahim Farinloye. “Não posso dizer muito mais por enquanto, nossas equipes estão no local e a situação é confusa.” Desabamentos ocorrem com frequência na Nigéria, onde as regras de construção são rotineiramente desrespeitadas. O incidente mais conhecido ocorreu em setembro de 2014, quando 116 pessoas, incluindo 84 sul-africanos, morreram em Lagos após o colapso de um prédio de seis andares no qual um proeminente tele-evangelista, Joshua TB, estava pregando. A investigação encontrou falhas estruturais no edifício, cuja construção era ilegal. Em dezembro de 2016, pelo menos 60 pessoas foram mortas pelo colapso do teto de uma igreja em Uyo, capital do Estado de Akwa Ibom, no leste do país.

Estadão