16 de junho de 2019, 11:44

MUNDO Apagão atinge 47,4 milhões de pessoas na Argentina e no Uruguai

Um apagão deixou sem luz na manhã de hoje (16) a Argentina e o Uruguai. De acordo com a empresa de distribuição de energia uruguaia, UTE (Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas), o apagão teve início pouco depois das 7h. “Às 7h6 um defeito na rede argentina afetou o sistema interligado, deixando todo o território nacional sem serviço, assim como várias províncias do país vizinho”, informou a empresa por meio do Twitter. A UTE disse ainda que está levantando as causas, que já existem cidades do litoral uruguaio com o serviço de energia restabelecido e que segue trabalhando para o restabelecimento total do serviço. A empresa argentina Edesur informou que houve uma “falha maciça no sistema de interconexão elétrica”. O apagão afetou a capital, Buenos Aires, e diversas províncias do país. A empresa disse que a energia já começou a retornar em Buenos Aires, mas que o processo de normalização do serviço “exigirá várias horas.” “Nosso centro de controle iniciou as demandas de padronização e lentamente começa a restaurar o serviço de energia para a rede”, disse a empresa. Entramos nos primeiros 34 mil clientes. A Argentina e o Uruguai compartilham um sistema interconectado de energia elétrica, centralizado na Usina Binacional de Salto Grande, localizada a cerca de 450 quilômetros ao norte de Buenos Aires. O apagão afetou cerca de 47,4 milhões de habitantes, 44 milhões na Argentina e 3,4 milhões no Uruguai.

Agência Brasil

10 de junho de 2019, 16:41

MUNDO Helicóptero bate em prédio no centro de NY e deixa ao menos um morto

Foto: Brendan McDermid/Reuters

Bombeiros são acionados para trabalhar em colisão de helicóptero em prédio em NY

O Departamento de Bombeiros de Nova York informou que um helicóptero colidiu com um prédio na 7ª avenida, em Manhattan, nesta segunda-feira, 10. De acordo com os bombeiros, o piloto do helicóptero morreu no acidente. O edifício foi esvaziado e os bombeiros trabalham no local. Segundo o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, o helicóptero tentou fazer um pouso forçado no teto do edifício. “Havia sinais de fogo quando ele tentou pousar e as pessoas que estavam no prédio sentiram o edifício tremer”, disse Cuomo à rede de TV CNN. Ainda de acordo com o governador, as informações sobre o acidente são preliminares. A polícia pediu que curiosos não se aproximem do local. A polícia informou em sua conta de Twitter que o helicóptero fez uma aterrissagem brutal no topo do edifício de 54 andares – onde fica a sede do banco BNP Paribas. Sob uma chuva torrencial e neblina, “um helicóptero bateu contra um arranha-céu” situado no número 787 da Sétima Avenida, entre as ruas 51 e 52, disseram os bombeiros. O tráfego da Sétima Avenida foi interrompido na zona do acidente, que ocorreu por volta das 14h00 no horário local (16h00 em Brasília).

Estadão Conteúdo

10 de junho de 2019, 14:49

MUNDO Ex-presidente Cristina Kirchner enfrenta quarta sessão de julgamento

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner compareceu hoje (10) à quarta audiência do julgamento em que é acusada de corrupção, associação ilícita e desvio de verbas de obras públicas. Ela chegou por volta das 9h30 ao tribunal Comodoro Py, em Buenos Aires. Até o momento, as audiências consistiram apenas na leitura dos autos do processo. Segundo a imprensa argentina, ainda faltavam a leitura de aproximadamente 300 páginas. Após as leituras obrigatórias, começará a etapa de questões preliminares e, em seguida, se darão as declarações indagatórias. A audiência de hoje foi a terceira a que Cristina comparece. Na semana passada, ela não esteve presente no julgamento pois solicitou comparecer a uma reunião no Congresso, onde exerce funções como senadora desde 2017.

Agência Brasil

9 de junho de 2019, 12:20

MUNDO Venezuela abre parte de fronteira com Colômbia

Foto: Marco Belo/Reuters

O presidente Nicolás Maduro determinou na sexta-feira, 7, a reabertura de um dos principais postos de fronteira

Milhares de pessoas entraram sábado, 8, na Colômbia a partir da Venezuela depois que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou na sexta-feira, 7, a reabertura de um dos principais postos de fronteira, fechado havia quatro meses. Venezuelanos formaram longas filas para entrar no país vizinho em busca de comida e remédios, usando duas pontes internacionais próximas à cidade de Cúcuta. Muitos produtos básicos já não são encontrados. Do lado colombiano, oficiais checavam documentos de quem queria entrar. Muitos carregavam crianças nos ombros. O governo Maduro determinou o fechamento em fevereiro das fronteiras com a Colômbia, além de Brasil, Aruba e Curaçau, depois que a oposição tentou entregar comida e medicamentos na Venezuela. A maior parte dos mantimentos foi providenciada pelos Estados Unidos. A fronteira com o Brasil foi reaberta em maio. De acordo com a ONU, 4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015. Apenas nos últimos sete meses, o número chegou a 1 milhão, o que representa uma média de 5 mil por dia. A previsão é que o número chegue a 5 milhões até o fim de 2020. O governo venezuelano informou ontem que solicitará aos peruanos um visto para eles poderem entrar na Venezuela a partir do dia 15, mesma data em que os venezuelanos começarão a necessitar de visto para poder ingressar no Peru. “Tomamos a decisão para aplicar o princípio da reciprocidade”, informou um comunicado divulgado pela chancelaria venezuelana. O Peru é o segundo país que mais recebeu venezuelanos que fogem da crise econômica, com 768 mil imigrantes. A Colômbia tem 1,3 milhão de venezuelanos, enquanto o Brasil, quinto destino dos venezuelanos, abriga 168 mil.

Estadão Conteúdo

6 de junho de 2019, 16:46

MUNDO Bolsonaro pede ‘razão e menos emoção’ em eleição argentina

Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Bolsonaro presenteou Macri com camisa da Seleção Brasileira em visita à Casa Rosada

Em viagem oficial à Argentina, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no breve discurso que fez ao lado do colega Mauricio Macri na Casa Rosada, elogiou o empenho do colega com o Mercosul e o chamou de irmão. O mandatário brasileiro pediu ainda as bênçãos de Deus para o povo argentino, em razão da proximidade das eleições, destacando: “Toda a América do Sul está preocupada, pois não quer novas Venezuelas na região”. Bolsonaro afirmou que levou quase todos seus ministros nessa viagem em razão da importância do momento, pela iminência da conclusão de um acordo entre Mercosul com a União Europeia (UE). Os dois presidentes assinaram hoje um memorando de entendimento em assuntos de mineração e na área de bioenergia. Ao falar do potencial energético, Bolsonaro citou a construção de duas prováveis hidrelétricas na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. Ainda sobre a eleição argentina, que vai acontecer em outubro, e sem citar a ex-presidente Cristina Kirchner, como vinha fazendo nas últimas semanas, Bolsonaro pediu “responsabilidade, razão e menos emoção” no pleito para que os argentinos, assim como parte dos brasileiros fizeram, possam optar pela “paz, prosperidade e alegria”.

Estadão Conteúdo

4 de junho de 2019, 16:45

MUNDO Mulher de opositor venezuelano se refugia na Espanha

A mulher do líder opositor venezuelano Leopoldo López, Lilian Tintori, deixou a Venezuela com a filha e chegou a Madrid nesta terça-feira, 4. O governo espanhol informou em uma breve declaração sobre a chegada em Madrid de Lilian Tintori, sem relatar quando e por qual motivo ela deixou o país caribenho. Tintori e sua filha deixaram a residência do embaixador espanhol na Venezuela, onde se refugiaram com López depois da libertação do político e de sua participação na tentativa de revolta militar contra o regime em 30 de abril. O líder opositor venezuelano Leopoldo López se mudou para residência do embaixador espanhol na Venezuela, em abril. O ministro das Relações Exteriores interino da Espanha, Josep Borrell, disse que o governo de Pedro Sánchez limitaria as atividades políticas dele, após López ter encontros com a imprensa na embaixada. López foi libertado na terça-feira por um grupo de militares com um “indulto presidencial” do presidente do Parlamento Juan Guaidó, que é reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

Estadão Conteúdo

1 de junho de 2019, 13:00

MUNDO Bolsonaro torce para que argentinos elejam presidente de centro-direita, diz ‘La Nacion’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, em uma extensa entrevista publicada hoje pelo jornal argentino La Nacion, estar na torcida para que o país vizinho vote em um presidente de centro-direita nas eleições que ocorrerão em 27 de outubro e salientou que “Brasil e Argentina não podem voltar à corrupção”. “Nós torcemos para que o povo argentino eleja um candidato de centro-direita, como fez o Brasil e também Paraguai, Chile, Peru e Colômbia”, declarou. “A Argentina e o Brasil não podem voltar à corrupção do passado, uma corrupção desenfreada pela busca ao poder. Contamos com o povo argentino para eleger bem seu presidente em outubro”, afirmou. A afirmação foi uma crítica indireta à candidatura à vice-presidência de Cristina Kirchner, antiga aliada dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Cristina também é a principal oponente do presidente argentino no poder, Mauricio Macri, a quem Bolsonaro tem simpatia. A entrevista foi concedida no Palácio do Planalto aos jornalistas argentinos. O La Nacion abriu a reportagem mencionando que Bolsonaro assumiu o poder há cinco meses, mas sofre com a retração da economia, a popularidade erodida e dificuldades para dar andamento à sua agenda no Congresso. Além disso, o jornal classifica o presidente brasileiro como um ex-militar que não mede as palavras, nem as consequências de seus atos, aparentando preferir o ataque como principal defesa. Na entrevista, Bolsonaro contou que viajará para a Argentina na próxima semana, acompanhado de vários ministros, para discutir detalhes finais do acordo em discussão entre o Mercosul e a União Europeia. “O acordo vai estimular nossas economias. Temos consciência de que podemos perder algumas coisas, mas, em termos gerais, será muito bom. E vamos tratar de outras medidas de cooperação bilateral também”, afirmou.

Estadão

1 de junho de 2019, 10:24

MUNDO Rússia: explosão é fábrica de TNT deixa 19 feridos e 2 desaparecidos

Duas pessoas estão desaparecidas e outras 19 ficaram feridas após uma explosão em uma fábrica russa do explosivo TNT. A explosão ocorreu no sábado em Dzerzhinsk, a cerca de 400 quilômetros a leste de Moscou. A causa não foi determinada. O vice-governador da região, Dmitry Krasnov, disse na TV estatal que duas pessoas estavam desaparecidas. O ministério regional da saúde disse que 19 pessoas foram tratadas por ferimentos após a explosão – nenhuma das lesões foi considerada grave. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

31 de maio de 2019, 21:03

MUNDO Atirador mata pelo menos 11 pessoas na Virgínia

Foto: Reprodução

Serviços de emergência no local do ataque atiros, em Virginia Beach

Pelo menos 11 pessoas foram mortas por um atirador em um centro municipal da cidade de Virginia Beach, no Estado da Virgínia. O atirador, que trabalhava no local, também morreu. Ele deixou também seis feridos. O Departamento de Polícia da cidade postou uma série de posts no Twitter informando que estava respondendo ao ataque. Um porta-voz da polícia local, Allen Perry, informou que a polícia foi chamada ao Prédio 2 do complexo administrativo municipal. O complexo contém 25 prédios. A polícia informou que o atirador disparou indiscriminadamente. Um funcionário do local afirmou ao canal Wavy News que seus colegas estavam sentados em suas mesas no terceiro andar quando começaram a ouvir os tiros. A testemunha disse ter visto uma mulher ferida nas escadas. O governador do Estado, o democrata Ralph Northam, tuitou sobre o ataque. “Minha equipe e eu estamos monitorando a situação ativa em Virginia Beach. Por favor, fique longe da região e siga as instruções da polícia”, escreveu o governador.

Estadão Conteúdo

29 de maio de 2019, 13:30

MUNDO ‘Se tivéssemos clareza de que Trump não cometeu crime, teríamos dito’, afirma procurador

O procurador especial Robert Mueller anunciou nesta quarta-feira (29) sua aposentadoria do Departamento de Justiça dos EUA em meio a fortes declarações sobre a possível obstrução de Justiça do presidente Donald Trump durante investigações da influência russa nas eleições americanas. Mueller, que liderou as apurações finalizadas neste ano, disse não ter clareza de que Trump não cometeu crimes, mas afirmou não poder processar o presidente pois a lei no país não permite que isso seja feito com o líder no exercício do cargo. Ele sugeriu, porém, que a Constituição prevê outro procedimento neste caso -uma referência à eventual abertura de um processo de impeachment pelo Congresso. O procurador disse ainda que não dará mais informações sobre as apurações aos parlamentares, pois nada que fale irá além de seu relatório de mais de 400 páginas, o qual chamou de “meu testemunho”. “Se nós tivéssemos confiança de que o presidente claramente não cometeu um crime, nós teríamos dito isso”, afirmou Mueller diante de jornalistas nesta quarta. Esse foi o primeiro pronunciamento público do procurador especial desde que começaram as investigações, há mais de dois anos, e abre um novo capítulo sobre qual será o papel do Congresso diante da crise política que se instalou sobre a Casa Branca. Integrantes do Partido Democrata, de oposição a Trump, discutem a possível abertura do processo de impeachment, mas a presidente da Câmara, Nancy Peloci, e outros líderes importantes do partido resistem em apoiar a ideia, pelo menos por enquanto.

Folhapress

28 de maio de 2019, 14:30

MUNDO Brasil e outros países boicotam a Venezuela em conferência da ONU em Genebra

Os embaixadores do Brasil, dos Estados Unidos e de vários países do Grupo de Lima (com exceção do México) boicotaram, nesta terça-feira, 28, a nova presidência venezuelana da Conferência sobre Desarmamento em Genebra, ao não comparecer ou retirar-se do local quando o embaixador da Venezuela, Jorge Valero, iniciou a sessão. As cadeiras de países latino-americanos como Brasil, Chile, Peru Argentina, Paraguai e Panamá permaneceram vazias na sessão inaugural da presidência venezuelana, que dura até o dia 23 de junho, enquanto o embaixador americano na conferência, Robert Woods, deixou a sala nos minutos iniciais. “Independente do que falarem ali, o que decidirem, não tem absolutamente nenhuma legitimidade porque é um regime ilegítimo que preside este fórum”, completou, em referência ao governo do presidente Nicolás Maduro. O embaixador americano saiu da sala imediatamente depois que o embaixador da Venezuela na ONU em Genebra, Jorge Valero, começou a discursar após assumir a presidência. Woods observou que a presidência da Venezuela na conferência, um órgão criado em 1984 para negociar programas multilaterais de desarmamento, “mina os valores sob os quais esse órgão foi estabelecido” dando voz a “um regime que continua a negar a seu povo o direito de subsistir, que é corrupto e tirano”.

Estadão Conteúdo

25 de maio de 2019, 12:35

MUNDO Até o momento ninguém assumiu ataque a bomba em Lyon

Não houve até o momento nenhuma reivindicação de autoria pelo ataque a bomba em Lyon ocorrido na sexta-feira, que deixou 13 pessoas feridas, disse o promotor francês Remy Heitz neste sábado (25). Segundo Heitz, o homem que supostamente plantou o dispositivo foi visto em imagens vídeo fugindo. Investigadores da polícia afirmaram que não conseguiram identificar o suspeito, uma vez que usava óculos escuros e um boné.

Agência Brasil

25 de maio de 2019, 11:15

MUNDO Trump diz que enviará 1.500 soldados ao Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse ontem (24) que enviará cerca de 1.500 soldados ao Oriente Médio, a maioria para oferecer proteção, em meio ao aumento das tensões com o Irã. “Queremos ter proteção no Oriente Médio. Enviaremos um número relativamente pequeno de tropas, a maioria para proteger”, disse Trump ao partir da Casa Branca em viagem ao Japão. “Algumas pessoas muito talentosas estão indo para o Oriente Médio agora mesmo. E veremos o que acontece.” As forças ajudarão a reforçar as defesas dos EUA na região, disseram duas fontes à Reuters sob condição de anonimato, acrescentando que incluirão engenheiros. Os militares norte-americanos enviaram um grupo de porta-aviões, bombardeiros e mísseis Patriot ao Oriente Médio no início deste mês em reação ao que Washington disse serem indícios preocupantes de possíveis preparativos iranianos para um ataque. A retórica entre Teerã e Washington escalou nas últimas semanas, já que os EUA endureceram suas sanções com o que afirma ser o objetivo de forçar o regime a fazer concessões para além dos termos de seu acordo nuclear de 2015. Na segunda-feira, Trump alertou que o Irã será confrontado com “grande força” se atacar interesses dos EUA no Oriente Médio.

25 de maio de 2019, 10:11

MUNDO Repórter do Post diz ver semelhanças em ataques à imprensa no Brasil e nos EUA

Ataques diários à imprensa por meio de pronunciamentos no Twitter é estratégia comum usada pelos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil. A acusação de que o jornalismo é injusto, tendencioso, disseminador de notícias falas e antinacionalista é o modo que os chefes de Estado têm usado para desacreditar a imprensa. Esse é o diagnóstico feito por Paul Farhi, repórter e crítico de mídia do jornal norte-americano Washington Post, que se disse surpreso com as semelhanças entre o quadro político brasileiro e americano. “Sempre pensei no Brasil como um local exótico, diferente na história, no povo e nas tradições, mas estamos na mesma situação”, afirmou. Para o jornalista, que esteve no auditório do jornal Folha de S.Paulo na terça-feira (21) em palestra para a Redação, é perceptível que Jair Bolsonaro vê em Donald Trump um modelo a ser seguido. “Acredito que nenhum político goste da imprensa a não ser que ela seja útil para ele, mas nunca vivemos o que estamos passando com o atual presidente. São ataques diários, tentando nos pregar a pecha de anti-americanos, e criando pequenas dificuldades para evitar que estejamos nos lugares certos na hora necessária.” Flavia Lima, ombudsman da Folha de S.Paulo, perguntou como Farhi lida com a cobrança dos leitores pró-Trump, que acham que o jornal tem um viés contra o governo. “Não somos obrigados a balancear uma notícia considerada negativa com outra positiva. Não é assim que funciona. O problema é que as pessoas não entendem a dinâmica do jornalismo”, disse. Sobre a situação do Washington Post desde que o jornal foi comprado pelo bilionário Jeff Bezos, Farhi só fez elogios. Ele destacou o prédio novo, o aumento de equipe e a contratação de engenheiros. “Enquanto as redações no mundo todo estão encolhendo, podemos expandir. E sem interferência na área editorial.” Questionado sobre como ter uma postura profissional adequada ao Twitter, rede social que Farhi definiu como “a grande invenção para demitir jornalistas”, ele recomendou “muita reflexão” antes de apertar a tecla de postar. “O problema é que ali não tem um editor para dizer não faça isso.” Farhi está no Washington Post desde 1988 e já passou pelas editorias de finanças e política. Foi três vezes ganhador do prêmio National Press Club por sua cobertura e crítica da mídia e também recebeu o prêmio Bart Richards Award em 2018 pelo reconhecimento de reportagens como a que fez sobre o uso de trabalhadores temporários da NPR, rede de rádio pública dos EUA, e também a que relata a relação conflituosa entre a Casa Branca e a imprensa norte-americana. Em sua última coluna, o crítico analisou de Sarah Jessica Parker com o National Enquirer no qual a atriz expôs, em seu Instagram, o email do veículo solicitando um pronunciamento sobre uma suposta discussão entre ela e o marido. No post, ela demonstra sua indignação e considera o contato do jornal como assédio. Farhi argumentou que, embora o National Enquirer seja conhecido por publicar matérias comprometedoras sobre celebridades e chantageá-las de acordo com seus interesses, nesse caso, o objetivo teria sido, de fato, a apuração da informação recebida e que essa é a principal função de repórteres. A conversa foi mediada pelo colunista da Folha de S.Paulo Nelson de Sá.

Folhapress

24 de maio de 2019, 07:15

MUNDO Primeira-ministra britânica anuncia renúncia

Foto: Reuters TV via REUTERS / Direitos reservados

Primeira-ministra britânica, Theresa May

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24) que vai deixar, no dia 7 de junho, a liderança do Partido Conservador e que o processo de escolha de um novo líder vai começar na próxima semana. “Continuarei a servir como primeira-ministra até que o processo esteja concluído”, disse Theresa May, em entrevista em sua residência oficial. Ela argumentou que é dever dos políticos “implementar o que [o povo] decidiu”, referindo-se ao Brexit, aprovado há três anos. “Fiz tudo o que podia para convencer os deputados a apoiar o acordo de saída. Infelizmente, não consegui. É agora claro para mim que é do interesse do país que seja um novo primeiro-ministro a liderar esse esforço. Por isso, anuncio que irei me demitir do cargo de líder do Partido Conservador na sexta-feira, 7 de junho”, concluiu a primeira-ministra”. “Será sempre uma matéria de grande arrependimento que não tenha conseguido cumprir o Brexit. Será função do meu sucessor procurar um caminho que honre o resultado do referendo. Para ser bem-sucedido, ele ou ela terá de encontrar um consenso no Parlamento, que eu não consegui. Esse consenso só pode ser atingido se ambas as partes em debate estiverem disponíveis para o compromisso”, afirmou May.
Visivelmente emocionada, ela acrescentou que foi a maior honra de sua vida vida ter sido a segunda mulher primeira-ministra no Reino Unido, “mas, certamente, não a última”, e ter servido ao país que ama.

Agência Brasil