29 de abril de 2017, 12:11

MUNDO Estado Islâmico assume autoria de atentado no centro de Bagdá

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assumiu neste sábado (29), por meio da agência “Amaq”, que é vinculada à organização jihadista, a autoria do atentado cometido ontem à noite em um bairro no centro de Bagdá, no qual morreram pelo menos seis pessoas. A informação é da Agência EFE. No comunicado, cuja autenticidade não pode ser verificada, o grupo terrorista informou sobre uma operação suicida contra xiitas no distrito de Karrada, no centro da capital iraquiana. A nota não detalhou o número de pessoas que morreram no ataque, mas uma fonte de segurança informou à Agência Efe que pelo menos seis pessoas perderam a vida. A explosão causou danos materiais em edifícios próximos e em carros, detalhou a fonte. O Estado Islâmico, que ainda controla alguns territórios no Iraque, fez recentemente vários atentados na capital iraquiana. Atualmente, o Exército iraquiano desenvolve uma ofensiva contra o EI em Mossul, a cidade mais populosa que os extremistas chegaram a controlar, situada no Norte do país.

Estadão Conteúdo

28 de abril de 2017, 17:15

MUNDO Imprensa internacional destaca Brasil; BBC vê 1ª greve geral em mais de 2 décadas

A imprensa internacional deu destaque à greve geral realizada no Brasil nesta sexta-feira, 28. Diversos veículos de comunicação de fora do País mencionaram as paralisações de diversas categorias e protestos em várias cidades brasileiras contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo do presidente Michel Temer. A agência de notícias Associated Press repercutiu as informações sobre a falta de transporte público pelo Brasil, “à medida que manifestantes fecharam estradas e entraram em confronto com a polícia”. Segundo a AP, o governo do presidente Michel Temer argumenta que a flexibilização das leis trabalhistas “darão vida a uma economia moribunda” e alertou que o sistema previdenciário “irá falir sem mudanças”. “A economia brasileira passa por uma grande recessão e muitos brasileiros estão frustrados com o governo Temer, que argumenta que as alterações irão beneficiar os cidadãos no longo prazo. Mas com tantos brasileiros desempregados, muitos sentem que não podem suportar qualquer corte em seus benefícios”, segundo a reportagem. As informações da agência foram replicadas pelos jornais New York Times e Washington Post. O Wall Street Journal afirmou que a greve “praticamente paralisou” o trânsito em São Paulo e que os manifestantes querem impedir o governo de cortar o “generoso sistema previdenciário” do País. “Nos últimos dois anos, o Brasil passou pela sua pior recessão, que acabou com a sua receita fiscal, o que tornam as mudanças ainda mais urgentes, segundo alguns economistas”, destacou o jornal. O agência britânica BBC repercutiu que esta “é a primeira greve geral no País em mais de duas décadas”. “As pesquisas sugerem que o presidente Michel é muito impopular, mas até hoje, ele ainda não havia enfrentado uma demonstração disso em massa como nesta greve”, segundo a publicação.A BBC ainda trouxe a informação de que o projeto da reforma trabalhista está progredindo no Congresso “ao mesmo tempo em que o País passa por um escândalo de corrupção que não termina, ligado a muitos políticos importantes, o que aumenta o descontentamento do povo”. “Independente do resultado dos protestos, Temer ainda parece relativamente forte no Congresso. Essa é a marca de sua administração: um presidente que tem rejeição nas ruas, mas consegue fazer as coisas andarem no Congresso”, destacou a BBC.

Agência Estado

28 de abril de 2017, 16:15

MUNDO Secretário de Estado dos EUA critica ONU por não impor sanções à Coreia do Norte

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, criticou nesta sexta-feira o Conselho de Segurança da ONU por não ter aplicado plenamente sanções contra a Coreia do Norte, dizendo que se o organismo tivesse agido, as tensões sobre o programa nuclear norte-coreano poderiam não ter se intensificado. As informações são da agência Reuters. “Se esse organismo tivesse imposto plenamente e apoiado as resoluções decretadas no passado, aplicando vigorosamente as sanções com total conformidade, talvez nós não nos encontrássemos confrontados com o alto nível de tensão que enfrentamos hoje”, disse Tillerson aos 15 membros do Conselho de Segurança, no final de uma reunião sobre a Coreia do Norte. “Nós não vamos negociar para voltar ao processo de negociação com a Coreia do Norte, nós não vamos recompensar as violações deles das resoluções anteriores, nós não vamos recompensar o mau comportamento deles com conversas”, acrescentou o secretário de Estado.

Agência Brasil

28 de abril de 2017, 15:30

MUNDO Evo Morales diz que secretário-geral da OEA conspira contra a Venezuela

O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou, nesta sexta-feira (28), o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e ex-chanceler uruguaio, Luís Almagro, e alguns países da entidade, de “conspirar” contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. As informações são da agência de notícias espanhola EFE. Em entrevista coletiva em La Paz, Morales disse que “a Venezuela vive um golpe de Estado”, porque foi pedida a renúncia de Maduro. Segundo Morales, a OEA quer “acabar com a democracia” venezuelana. “Lamento muito que alguns países membros da OEA, liderados pelo secretário-geral Almagro, comecem a conspirar. A OEA nunca esquece seu passado golpista, sua tradição golpista”, sustentou Morales. Segundo o chefe do governo boliviano, a OEA “nunca se manifesta” quando há golpes de Estado contra presidentes “de esquerda”. Morales, que é aliado de Maduro, disse que a anunciada intenção do governo venezuelano de sair da OEA deve-se ao fato de a organização ter aprovado a convocação de uma reunião de chanceleres para abordar a crise política na Venezuela, apesar da rejeição frontal de seu governo a essa sessão. As críticas de Evo Morales a Almagro foram constantes desde que este último invocou a Carta Democrática da OEA para impor sanções à Venezuela. O governante boliviano já havia responsabilizado o secretário-geral da OEA pela violência registrada na Venezuela em meio aos protestos da oposição e o acusou várias vezes de antepor os interesses dos Estados Unidos aos dos povos latino-americanos. Morales reiterou que, por trás dos conflitos na Venezuela, há uma intenção de “se apossar do petróleo venezuelano “.

Agência Brasil

28 de abril de 2017, 14:04

MUNDO Parlamento de Montenegro aprova adesão do país à Otan

O Parlamento de Montenegro aprovou nesta sexta-feira (28) a entrada do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em uma sessão boicotada pela maior parte da oposição e que transcorreu enquanto uma manifestação se desenvolvia contra a aliança militar na parte externa do edifício. As informações são da agência EFE. Somente 46 dos 81 deputados apoiaram a adesão à Otan. O país é candidato a entrar na União Europeia e possui laços históricos com a Rússia. Espera-se que seja formalizada sua entrada na aliança militar na cúpula da Otan que acontecerá em 25 de maio próximo. Votaram a favor da adesão à aliança os parlamentares do governante Partido Democrático dos Socialistas (DPS) e os legisladores dos partidos opositores Social-democrata (SDP) e Liberal (LP), bem como os das minorias nacionais bósnia, croata e albanesa. A maior parte da oposição boicotou a sessão, enquanto a coalizão pró-Rússia Frente Democrática (DF) organizou, junto com organizações anti-Otan, um protesto no parlamento.

Agência Brasil

28 de abril de 2017, 12:03

MUNDO Trump não descarta conflito com a Coreia do Norte, mas espera saída diplomática

“Existe uma chance de que acabemos tendo um grande, grande conflito com a Coreia do Norte”. A declaração do presidente Donald Trump é o destaque de uma entrevista exclusiva veiculada hoje (28) pela Agência Reuters. Trump falou do acirramento da tensão na região, mas afirmou preferir a saída diplomática. Adoraríamos solucionar as coisas diplomaticamente, mas é muito difícil”, frizou. A entrevista foi destaque hoje na imprensa americana, à vespera de Trump atingir, amanhã (29), a marca dos 100 dias no comando da Casa Branca. Com a Coreia do Norte, ele enfrenta seu maior desafio até o momento. O país intensificou exercícios militares na área, e estuda sanções econômicas para a Coreia do Norte, além de aproximação para uma saída diplomática. Hoje haverá uma reunião extraordinária no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema. Nas semanas anteriores Donald Trump mandou mensagens mais duras, inclusive com a visita do vice-presidente Mike Pence ao Japão e a Coreia do Sul. Anteriormente, Donald Trump vinha dando declarações ameaçadoras direcionadas ao líder Kim Jong-Un. O vice-presidente disse que a negociação estava descartada, pelo menos por enquanto.

Agência Brasil

28 de abril de 2017, 10:54

MUNDO Papa chega ao Egito para defender reconciliação entre religiões

O papa Francisco chegou nesta sexta-feira (28) ao Egito para uma visita de dois dias. Ele vai participar de uma conferência internacional para a paz com líderes muçulmanos, com o objetivo de enviar uma mensagem de reconciliação entre as religiões. O encontro é organizado pela Universidade Islâmica do Cairo, onde Francisco se encontrará com o imã Ahmed Mohamed El Tayeb, líder religioso deste centro de referência para os sunitas. A informação é da Agência EFE. A agenda do pontífice prevê ainda reunião com representantes do governo egípcio e um discurso aos participantes da Conferência sobre a Paz. Ele se encontrará também com Teodoro II de Alexandria (o papa da Igreja Ortodoxa Copta), com o qual fará uma oração ecumênica pelas vítimas dos atentados contra cristão ocorridos recentemente no Egito. O airbus da companhia Alitalia, no qual o papa viajou, aterrissou no Aeroporto Internacional do Cairo às 14h (horário local, 9h de Brasília) após decolar do aeroporto romano de Fiumicino três horas antes.

Agência Brasil

28 de abril de 2017, 08:48

MUNDO Operação contra terror no Reino Unido tem 6 presos e 1 mulher ferida

Uma mulher ficou ferida e seis pessoas foram presas na noite de ontem (27) em uma operação antiterrorista em Londres e Kent, no sudeste da Inglaterra, de acordo com informações divulgadas hoje pela Polícia Metropolitana da capital britânica. A operação não está relacionada com a prisão ontem de um homem nas imediações do Parlamento, no bairro de Westminster, suspeito de atividades terroristas. Ele foi encontrado com várias facas em sua mochila. No tiroteio de ontem à noite, a mulher, de aproximadamente 20 anos, foi atingida por disparos realizados por agentes armados quando eles entraram em uma residência em Harlesden Road, no bairro de Willesden, em Londres, como parte de uma investigação sobre supostas atividades terroristas. A mulher, cuja identidade e nacionalidade não foram divulgadas, foi levada para um hospital em estado grave, mas estável, de acordo com as forças de segurança. “Devido a seu estado de saúde, a mulher não foi presa, mas permanece sob custódia policial no hospital”, disse uma porta-voz da polícia. Além dela, dois rapazes, 16 e 20 anos, e uma mulher de 20 foram presos em Willesden após o tiroteio, enquanto outra mulher, de 43, foi detida no condado de Kent. Segundo as forças de segurança, um homem e uma mulher, ambos de 28 anos, depois foram presos também em Willesden. A Scotland Yard disse que todos foram detidos por suspeita de preparação e instigação de atos terroristas. Ao mesmo tempo, as forças de segurança procuraram por outras casas, segundo a polícia, que não deu mais detalhes.

Agência Brasil

27 de abril de 2017, 08:55

MUNDO Bombardeios contra hospital matam pelo menos 6 na Síria

Pelo menos seis civis morreram hoje (27), entre eles dois bebês, em um suposto bombardeio de aviões russos contra um hospital da província de Idlib, na Síria, segundo informação do Observatório Sírio de Direitos Humanos. Os bebês estavam em incubadoras na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Médico Universitário, de Deir al Sharqi, em Idlib, e morreram pela interrupção do oxigênio após o ataque. A unidade de saúde foi atacada no início da manhã por aviões, que efetuaram quatro bombardeios. O Observatório não descartou que o número de mortos aumente, pois há feridos com gravidade e desaparecidos entre os escombros. Além disso, outras dez pessoas foram mortas, incluindo cinco crianças, em ataques semelhantes em outras áreas de Idlib, como um centro médico na aldeia de Mar Zita e nas regiões de Mar Shurín e Sarya. Quase toda Idlib está sob controle de facções rebeldes e islâmicas, como o Organismo de Liberdade do Levante, a aliança da ex-filial síria da Al Qaeda. Os bombardeios contra hospitais e centros de saúde voltaram a ser frequentes em áreas sob controle da oposição síria. Os coordenadores humanitários da Organização das Nações Unidas para o país árabe, Kevin Kennedy e Ali al-Zaatari, consideraram “inaceitáveis” os bombardeios a instalações médicas no norte de Síria.

Agência Brasil

25 de abril de 2017, 07:22

MUNDO Trump recua de exigência para incluir financiamento do muro no Orçamento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece estar recuando de sua exigência incluir no Orçamento o financiamento do muro que ele quer construir na fronteira com o México para evitar uma paralisação do governo no final da semana. Em uma reunião com cerca de 20 jornalistas da mídia conservadora dos EUA, nesta noite, que ele estaria disposta a retomar a questão do financiamento do muro em setembro. As informações são de duas fontes que participaram da reunião. O governo ficará sem dinheiro no próximo sábado, a menos que os legisladores passem o projeto de lei de financiamento.

AE

24 de abril de 2017, 10:07

MUNDO Presidente chinês pede a Trump para conter tensão com Coreia do Norte

O presidente chinês, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram na manhã desta segunda-feira (24) por telefone sobre as relações bilaterais entre os dois países e a situação na península coreana. Xi Jinping pediu a Trump para conter as tensões entre Estados Unidos e Coréia do Norte, no momento em que a troca de ameaças entre os dois países aumentou. Na conversa, os dois líderes concordaram em manter contato através de vários canais para trocar idéias sobre questões que dizem respeito às duas potências, informou a agência de notícias Xinhua. Além disso, neste fim de semana, o Ministério da Defesa chinês negou que declarou estado de alerta máximo na fronteira com a Coréia do Norte, mas confirmou a realização de manobras militares na área. Enquanto isso, a frota americana liderada pelo porta-aviões dos EUA Carl Vinson, que causou polêmica na semana passada ao se dirigir para a Austrália, após o anúncio de que iria para a Coreia do Norte, está atualmente perto das Filipinas e executa manobras com dois destróieres japoneses.Os navios dos dois países vão permanecer lá por vários dias realizando exercícios estratégicos e de comunicação, antes de seguir para o norte, no fim de semana, em direção à península coreana, segundo informou a NHK televisão estatal do Japão. Além disso, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou hoje que está a preparar manobras conjuntas com o grupo naval norte-americano.

Agência Brasil

24 de abril de 2017, 07:00

MUNDO Coreia do Norte ameaça atacar porta-aviões dos Estados Unidos

A escalada de tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos continua. O governo norte-coreano disse nesse domingo (23) que “está pronto para afundar o porta-aviões norte-americano que está a caminho da Península Coreana. Além disso, no sábado (22) um cidadão dos Estados Unidos foi impedido de sair do país. O navio porta-aviões norte-americano USS Carl VInson (CVN 70) foi enviado às águas da Península Coreana, após novos testes com mísseis por parte da Coreia do Norte. O navio se aproxima da península e com isso também se intensificam as ameaças do líder Kim Jong-Un. A imprensa norte-americana conversou com funcionários do governo de Donald Trump. Especula-se que Trump deve telefonar para o presidente chinês, Xi Jinping, e para primeiro-ministro japonês Shinzo Abe. Na semana passada o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, visitou o Japão e a Coreia do Sul e regressou da visita sem demostrar disposição para tentar dialogar. Pence disse que os Estados Unidos querem que a Coreia do Norte abandone os testes nucleares e que não “haveria diálogo, pelo menos por enquanto”.

Agência Brasil

23 de abril de 2017, 19:54

MUNDO Reprovação ao governo Trump está acima de 50%, segundo pesquisas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou em sua conta oficial no Twitter as novas pesquisas sobre sua gestão divulgadas neste domingo (23). “Novas pesquisas que saíram hoje são muito boas considerando que boa parte da mídia é FALSA e quase sempre negativa. Ainda venceríamos Hillary [Clinton] no voto popular.” A pesquisa encomendada pela ABC News e pelo jornal The Washington Post, que “erraram feio” na eleição, de acordo com Trump, mostrou que seus eleitores ainda mantém seus votos no republicano e que 53% dos participantes consideram Trump um líder forte. A sondagem indica, contudo, que 42% dos entrevistados aprovam o trabalho de Trump e 53% reprovam sua gestão. Trump é o primeiro presidente nos últimos 40 anos a ter índice de aprovação abaixo dos 50% pouco antes de seus primeiros 100 dias de mandato, segundo o jornal. Outra pesquisa, encomendada pelo The Wall Street Journal e pela NBC News, mostrou que 54% dos americanos reprovam o trabalho de Trump como presidente, enquanto 40% aprovam sua gestão – uma diferença de 14 pontos porcentuais. A pesquisa do WSJ/NBC News divulgada no fim de fevereiro mostrava que o índice de reprovação superava o de aprovação por apenas 4 pontos porcentuais. Embora Trump ainda tenha bastante apoio de seu partido, entre os independentes o índice de reprovação aumentou consideravelmente, para 54%, enquanto o de aprovação foi de 30%, segundo a pesquisa do WSJ/NBC News. Em fevereiro, a diferença era de 9 pontos porcentuais. A visão amplamente negativa da gestão Trump é divulgada num momento em que ele está próximo de completar os primeiros 100 dias no cargo. Embora o presidente tenha conseguido a confirmação de seu escolhido para a Suprema Corte, Neil Gorsuch, ainda não conseguiu substituir o Ato de Cuidado Acessível, conhecido como ObamaCare, uma de suas principais promessas de campanha. Também não avançou substancialmente em seus planos de reforma tributária. Alguns objetivos, como retirar os EUA da Parceria Transpacífica, foram alcançados por meio de ordens executivas.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 19:50

MUNDO Com 89,7% dos votos contados, Macron tem 23,7% e Le Pen, 21,9%

Com 89,7% dos votos contados, o Ministério do Interior da França disse que Emmanuel Macron, do movimento En Marche! (social-liberal), tinha 23,7% dos votos, enquanto Marine Le Pen, do partido nacionalista Frente Nacional (extrema direita), vinha logo atrás, com 21,9%. O conservador François Fillon tinha 19,9% e o candidato de extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon, 19,2%. A provável ida de Le Pen e Macron para o segundo turno da eleição presidencial na França apresenta aos eleitores a possibilidade de escolha entre duas visões diametralmente opostas sobre o futuro da União Europeia e o lugar da França no bloco. Marine Le Pen quer que a França deixe a UE, enquanto o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron quer uma cooperação ainda mais estreita entre os 28 membros do bloco. O segundo turno será realizado no dia 7 de maio.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 18:30

MUNDO França: conservador Fillon e socialista Hamon declaram apoio a Macron

Ainda durante o início dos trabalhos de apuração dos votos da eleição presidencial na França, encerrada há cerca de uma hora, dois dos candidatos – o conservador François Fillon e o socialista Benoît Hamon – vieram a público reconhecer a derrota e declarar apoio ao candidato social-liberal Emmanuel Macron, que lidera as pesquisas de boca de urna (23,7% segundo o instituto Ipsos). Em segundo lugar aparece a ultraconservadora Marine Le Pen (21,7%). Fillon era um dos quatro candidatos que chegou ao dia das eleições tecnicamente empatado, juntamente com o conservador o populista de esquerda Jean-Luc Mélenchon. Já Hamom era apontado pelas pesquisas como quinto colocado. Em pronunciamento há pouco, Hamom reiterou o desejo de que se possa construir um país “fraterno e orgulhoso” e que “as promessas republicanas possam se realizar. Dirigindo-se ao eleitor, afirmou ainda que “o futuro da França está em suas mãos” e fez uma alerta contra a radicalização, numa referência à candidatura de Marine Le Pen, de extrema direita. Ele finalizou seu discurso exaltando o país. “Viva a França! Viva a República!”

Estadão Conteúdo