30 de janeiro de 2017, 19:09

EXCLUSIVA Félix Jr. confirma que Bonfim vai deixar secretaria para votar na Assembleia

Foto: Política Livre

Deputado federal Félix Jr., presidente estadual do PDT

O presidente do PDT baiano, deputado federal Félix Mendonça Jr., confirmou hoje ao Política Livre que o secretário estadual de Agricultura, Victor Bonfim, vai se licenciar temporariamente do cargo a fim de poder votar contra a recondução do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), na eleição desta quarta-feira, apesar dos rumores de que ele pode não retornar para o posto por decisão do governador Rui Costa (PT). “Tivemos aqui o caso de secretários baianos, como Josias Gomes e Nelson Pelegrino, que fizeram o mesmo para participar de votações na Câmara dos Deputados. Não vejo motivo para o entendimento ser diferente em relação ao secretário do PDT”, afirmou Félix Jr., acrescentando que “votar é questão de partido e retornar é do governador”. Desafeto de Nilo, Victor já anunciou voto em Angelo Coronel, candidato do PSD à presidência da Assembleia. O pedetista disse, no entanto, que o PDT acredita na manutenção do secretário, mesmo já tendo outros nomes em vista para qualquer eventualidade. Segundo o deputado federal, Victor não depende de ter sua exoneração publicada no Diário Oficial do Estado para poder votar nesta quarta-feira. “Ele precisa apenas comunicar formalmente à Assembleia no dia da votação que não é mais secretário”, explicou.

30 de janeiro de 2017, 18:41

EXCLUSIVA Targino critica “ingerência” de Otto e Neto em eleição na Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Targino Machado fechou apoio a Marcelo, apesar de ser da oposição

O deputado estadual Targino Machado, do DEM, um dos apoiadores da candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PSL), à reeleição, criticou hoje o fato de a sucessão na Casa ter extrapolado seus muros, envolvendo personagens que não fazem parte dela, a exemplo do senador Otto Alencar, do PSD, e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Ele também voltou a atacar a candidatura adversária de Angelo Coronel, do PSD, afirmando que o parlamentar não tem intimidade e relações no Parlamento baiano nem desenvolveu nenhum trabalho legislativo, quer em plenário ou nas comissões. Lembrou ainda que a candidatura de Coronel é patrocinada por Otto Alencar, que, em sua avaliação, só vai definir sua posição política às vésperas das eleições de 2018. “Embora seja um senador da base (do governador Rui Costa, do PT), Otto fala muito mais com o Palácio Thomé de Souza (onde o prefeito despacha) do que com o de Ondina (do governo), é o que se comenta”, declarou, acrescentando ainda que ACM Neto tem todo “o direito de escolher um lado, já escolheu, mas, como não creio em almoço de graça, não é à toa que está ajudando a oposição a fechar apoio a Coronel. Tanto é que já declarou que pode apoiar Otto (ao governo) para 2018″. Segundo Targino, para o prefeito, permitir que Marcelo se reeleja “é o mesmo que fortalecer Rui, que será seu adversário em 2018″.

30 de janeiro de 2017, 09:44

EXCLUSIVA Baiana Propeg cuida da comunicação de Rodrigo Maia

Foto: AE

Deputado Rodrigo Maia é candidato à reeleição à presidência da Câmara dos Deputados

A agência de publicidade baiana Propeg é a responsável pela comunicação do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), candidato à reeleição. Ela também cuida da comunicação do Planalto, posição que entra no rol das suposições de que Michel Temer (PMDB) fechou com a candidatura do democrata.

 

29 de janeiro de 2017, 12:00

EXCLUSIVA Rui chama reunião de emergência para discutir situação de Marcelo

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa

O governador Rui Costa (PT) chamou para uma reunião de emergência nesta segunda-feira, em seu gabinete, os deputados Rosemberg Pinto, do PT, Reinaldo Braga, do PSL, e um terceiro cujo nome a fonte governista não revelou a fim de tratar da sucessão na presidência da Assembleia Legislativa. O clima é de apreensão porque envolve a discussão sobre a viabilidade da candidatura à reeleição do atual presidente Marcelo Nilo.

29 de janeiro de 2017, 11:00

EXCLUSIVA Coronel e Luiz Augusto tiram foto da unidade

Foto: Divulgação

Luiz Augusto e Coronel posam para foto em encontro social na casa do segundo que indica estarem juntos

Para mostrar que estão mais unidos do que nunca, os candidatos do PP, Luiz Augusto, e Angelo Coronel, do PSD, à presidência da Assembleia Legislativa, se encontraram ontem socialmente e tiraram a foto acima, na casa do segundo. Tudo indica que, como antecipado por este Política Livre, até esta terça-feira o PP anuncia apoio a Coronel, que conseguiu polarizar a disputa com o presidente da Assembleia Legistiva, Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição. Ontem, numa reunião com ACM Neto (DEM), a esmagadora maioria da bancada oposicionista fechou com a candidatura de Coronel, cujo nome foi defendido por Neto no mesmo encontro. A eleição para a renovação da presidência acontece nesta quarta-feira.

28 de janeiro de 2017, 19:13

EXCLUSIVA Neto defende voto em Coronel, mas diz que respeita posição da bancada

Foto: Montagem Política Livre

Dos três candidatos, Coronel (ao centro) foi o que teve mais apoios

O prefeito ACM Neto (DEM) fez hoje uma reunião com os deputados da oposição para discutir o apoio do grupo na sucessão à presidência da Assembleia Legislativa em que deixou claro ser pessoalmente favorável ao voto em Angelo Coronel (PSD), que disputa o posto com o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição, revelou uma fonte ao Política Livre.

Apesar de fazer uma análise de cenário favorável à candidatura do PSD, ele, no entanto, disse que acataria a decisão do grupo. A oposição possui 21 deputados, mas dois já se declararam a favor de Marcelo – Targino Machado, do PDT, e Samuel Jr. do PSC. Dos 19 parlamentares restantes, a maioria defendeu, no entanto, voto em Coronel.

No encontro, Neto argumentou que o que fez o grupo se manter forte até agora foi a unidade com que todos se comportaram. Mesmo confiando em que os 19 votarão num mesmo candidato, o prefeito ressaltou que o único pedido que fazia era que a decisão da maioria fosse seguida por todos.

“Se alguém falhar, compromete a todos”, teria dito o prefeito no encontro. Mesmo com a maioria se posicionando a favor de Coronel, a bancada decidiu postergar a decisão, preferindo delegar aos deputados Leur Jr. (PMDB) e Sandro Régis (DEM), futuro e ex-líder da oposição, respectivamente, a tarefa de ainda conversar com os três candidatos, caso o nome de Luiz Augusto seja mantido pelo PP.

A idéia, conforme antecipado por este Política Livre, é só anunciar a posição final na quarta-feira, próximo ao momento de votação. Na reunião, diante da simpatia de Neto pela candidatura de Coronel, aludindo ao cenário de 2018, um deputado resolveu inquirí-lo: – Quem lhe garante que Coronel ficará com o senhor, prefeito? Neto então teria respondido: – Quem garante que Otto não será meu candidato (ao governo)?

28 de janeiro de 2017, 12:07

EXCLUSIVA Base em risco: Otto ataca Nilo e suposta ação do governo em seu favor

Foto: Divulgação/Arquivo

Senador Otto Alencar

Irritado com suposto assédio que secretários estaduais do PT estariam fazendo sobre deputados da base a fim de conquistar votos para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), o senador Otto Alencar, patrono da candidatura de Angelo Coronel à presidência da Casa, denunciou hoje publicamente o fato e ainda acusou o adversário de estar rachando a base.

Os apoiadores de Coronel, que esta semana conquistou três votos da base que haviam sido prometidos a Nilo, polarizando a campanha com ele, perceberam a movimentação de setores do governo em defesa da candidatura do presidente da Assembleia desde o almoço que ele promoveu, na última quinta-feira, a fim de dar uma demonstração de força.

Alguns deputados teriam relatado a jornalistas e, posteriormente, ao grupo de Otto que foram aconselhados a participar do encontro, realizado no restaurante Barbacoa. O governo também comemorou o resultado do evento. Entre os secretários que estariam atuando em favor de Nilo estaria Cícero Monteiro, atual chefe de Gabinete de Rui Costa.

Cícero é homem próximo tanto do governador quando do antecessor Jaques Wagner, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Na avaliação de Otto, o envolvimento do governo demonstraria preferência por um nome entre os postos pelos aliados – o terceiro é Luiz Augusto, do PP – e poderia desequilibrar o jogo em favor de uma candidatura, o que pode trazer consequências para o futuro da base na Assembleia.

“Cícero Monteiro está ligando para dizer que o candidato do governo é Marcelo Nilo. Não sei se a mando de Rui”, avançou Otto. Apoiadores de Nilo revidam, argumentando que o senador também estaria utilizado a estrutura de que dispõe hoje no governo, a qual envolve duas secretarias importantes – Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano – e a Desenbahia para fazer campanha para Coronel.

A manifestação pública de Otto é um sinal de que a harmonia da base entrou definitivamente em perigo. O senador não costuma ser tão incisivo, o que confirma a idéia de que está determinado a eleger a qualquer custo Coronel à presidência da Assembleia. Sob clima de disputa tão acirrada e aborrecimentos, a eleição marcada para o próximo dia 1 pode gerar consequências imprevisíveis qualquer que seja o seu resultado.

28 de janeiro de 2017, 07:35

EXCLUSIVA PP deve anunciar apoio a Coronel na próxima terça-feira

Foto: Divulgação/Arquivo

Leão tentou ontem a última investida para fortalecer nome do deputado Luiz Augusto

O PP saiu frustrado da ofensiva que fez ontem sobre o PCdoB a fim de obter o apoio da legenda para o candidato do partido à presidência da Assembleia, Luiz Augusto. O presidente do PP, o vice-governador do Estado e secretário estadual de Planejamento, João Leão, chegou a oferecer ao partido a vaga ao Senado na chapa de Rui Costa (PT) que havia sido prometida a ele em 2018.

Pela proposta, ao invés de concorrer ao lado do atual secretário Jaques Wagner (Desenvolvimento Urbano) para senador, Leão abriria mão do posto para entregá-lo a um nome de livre escolha dos comunistas. Embora a idéia tenha balançado o partido de Davidson Magalhães, não foi, entretanto, suficiente, para fazer a bancada recuar no apoio a Marcelo Nilo, presidente da Assembleia e candidato à reeleição.

A investida também acabou tornando público o enfraquecimento do nome do PP à presidência e reforçando o de seu aliado, Angelo Coronel, do PSD, que conseguiu polarizar a disputa com o presidente da Assembleia. Os dois firmaram um pacto pelo qual o que estivesse mais forte apoiaria o outro. Coronel iniciou a corrida mais fortalecido por ter um partido com mais deputados do que o PP – sete contra cinco da bancada progressista.

Em seguida, o candidato do PSD obteve o compromisso de apoio de dois deputados do PSL – Manassés e Alan Castro. Trata-se do mesmo partido de Marcelo. Ontem, influenciado pelo presidente estadual do PDT, Félix Jr., o secretário estadual de Agricultura, Victor Bonfim, deputado licenciado, anunciou que voltaria à Assembleia exclusivamente para votar em Coronel.

Excluído do embate pela dimensão assumida pela candidatura de Coronel, o PP deve, cumprindo o compromisso que assumiu, se reunir nas próximas horas para anunciar apoio à candidatura do PSD. O mais provável é que a decisão seja anunciada na próxima terça-feira, um dia antes de as oposições também formalizarem a escolha do nome que apoiarão à Assembleia.

Apesar do clima a seu favor, Coronel descarta a possibilidade de receber o apoio do PP nesta semana. Segundo o parlamentar, os partidos acordaram que antes ouviriam suas bancadas a fim de se posicionar. “Pra mim, tanto faz eu quanto Luis Augusto, o importante é derrotar o continuísmo”, afirma o deputado do PSD.

27 de janeiro de 2017, 20:47

EXCLUSIVA Oposição só decide em quem vota na Assembleia terça ou quarta

Foto: Divulgação/Arquivo

Secretário volta a ser deputado por um dia a fim de votar contra Marcelo e a favor de Coronel

A oposição só deve anunciar o nome do candidato que apoiará à presidência da Assembleia Legislativa na terça ou na quarta-feira próxima, dia da eleição, talvez próximo ao horário em que o processo de votação começar. A idéia é esgarçar ao máximo o tecido das candidaturas para avaliar efetivamente aquela que tem mais chances de vencer.

Oposicionistas acham que a decisão é desfavorável ao presidente Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição, que começou a disputa como favorito, mas vem sofrendo perdas na base governista, processo que pode ter continuidade com a demora da bancada oposicionista em se posicionar, produzindo o chamado efeito “manada”, em que eleitores debandam ao pressentir derrota.

O último a anunciar voto contra Marcelo e apoio ao candidato do PSD, Angelo Coronel, foi o deputado licenciado Victor Bonfim (PDT), hoje secretário estadual de Agricultura. Em represália ao suplente que assumiu em seu lugar, Angelo Almeida (PSB), que foi ao almoço de apoio a Marcelo, ontem, no restaurante Barbacoa, Bonfim anunciou hoje que volta para a Assembleia por um dia a fim de votar contra o presidente.

Ele foi estimulado a tomar a atitude pelo presidente estadual do PDT, Félix Jr., desafeto pessoal de Marcelo que não via a hora de dar-lhe um troco pelas brigas por poder e espaço que tiveram quando o presidente da Assembleia ainda estava na legenda.

27 de janeiro de 2017, 12:53

EXCLUSIVA “Lambança” na Assembleia fortalece plano de Wagner de trazer Lisboa

Foto: Divulgação/Arquivo

César Lisboa pode ir para chefia de Gabinete do governador no lugar de Cícero Monteiro

O governador Jaques Wagner (PT) não está apenas trabalhando para evitar a fratura na base em decorrência das candidaturas à presidência da Assembleia Legislativa dos deputados Marcelo Nilo (PSL) e Angelo Coronel (PSD).

Nos bastidores, o novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico atua também para melhorar o núcleo da articulação política do governo, buscando indicar alguns nomes que ficaram fora da reforma administrativa do governador Rui Costa (PT) e colocar mais próximos dele outros que acabaram em posições menos relevantes para a performance política do governo.

Um dos quadros que pode ascender neste processo é César Lisboa, que Wagner pensa em colocar na chefia de Gabinete do governador. Ele substituiria, nesta posição, Cícero Monteiro, que pode ser nomeado para presidir a Conder, já que o atual presidente, José Lúcio, reiterou o pedido para deixar o órgão por questões pessoais.

Junto com Carlos Martins, que acabou politicamente isolado na secretaria estadual de Justiça, Cícero e Lisboa, empoderados em posições chave da administração, serviriam ao plano de Wagner de fortalecer politicamente o governo. Por este motivo, ainda se especula que Martins poderia ser mudado para uma nova secretaria na administração, de outro alcance em termos de articulação.

Uma fonte governista contou ao Política Livre que Wagner decidiu mexer os pauzinhos no sentido de indicar Lisboa e fortalecer os auxiliares históricos depois de avaliar que a articulação política atual do governo cometeu outra lambança em relação ao processo sucessório na Assembleia Legislativa.

Para o ex-governador, o governo tinha duas alternativas desde o princípio: apoiar a reeleição de Nilo, apesar do preço alto que julga pagar por seu apoio na Assembleia Legislativa, ou imobilizar o aliado e trabalhar por um nome alternativo, garantindo a sua eleição.

Em ambas as hipóteses, o propósito era impedir a existência de mais de um candidato da base, como acabou acontecendo, o que tornou a participação do prefeito ACM Neto (DEM) no processo simplesmente decisiva – tudo o que o petista não queria que acontecesse.

27 de janeiro de 2017, 09:19

EXCLUSIVA Polarização entre Nilo e Coronel coloca eleição na Assembleia no colo de Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Neto passou a ser o definidor

A fratura na base governista representada pela polarização entre as candidaturas do atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), e do deputado estadual Angelo Coronel, do PSD, acabou colocando a definição da eleição na sucessão interna da Casa no colo do prefeito ACM Neto (DEM), situação que o governo estadual mais gostaria de ter evitado.

Com a migração de dois deputados – Manassés e Alan Castro – de seu próprio partido para a candidatura adversária de Coronel, Nilo passou a precisar ostensivamente do apoio de parte da bancada oposicionista para garantir sua reeleição sem risco. Levando em conta o almoço que ofereceu ontem aos aliados, o presidente possui, com o seu próprio, 30 votos, sendo que dois deles pertencentes a deputados da oposição – Targino Machado, do PDT, e Samuel Jr., do PSC – que migraram desde o princípio para a sua campanha.

Para chegar ao patamar mínimo de 32 sufrágios necessários para se reeleger, Marcelo terá que atrair mais dois deputados oposionistas ou muito mais do que isso, dos 19 votos que restam na bancada oposicionista, se quiser minimizar o risco de perder por conta das inevitáveis traições. Se a dependência da oposição por parte de Marcelo se ampliou, a de Coronel é ainda maior.

Ele larga com os 14 votos garantidos por seu partido, o PSD (sete), o PP (cinco) e os deputados Manassés e Alan Castro. do PSL, partido de Marcelo. Se obtiver a totalidade dos 19 votos restantes na oposição, bate facilmente o patamar dos 33 sufrágios, um a mais do que o necessário para ganhar.

Na avaliação de deputados de oposição, o fato de o PT estar fora de sua campanha e de ele precisar do conjunto dos votos da bancada oposicionista torna, em tese, sua candidatura mais palatável ao prefeito ACM Neto (DEM), cuja estratégia de sugerir que os deputados buscassem estender ao máximo o anúncio de seu apoio, fazendo-o só de forma conjunta, prova agora sua validade.

“Isso significa que, se Marcelo ganhar nós teremos que dividir a sua vitória com o governo e o PT e, no caso de Coronel, a oposição e o prefeito ACM Neto (DEM) vão partilhá-la com o PSD, do senador Otto Alencar, e o PP, do vice-governador João Leão, figuras que têm a mesma origem do prefeito e com as quais ele tem interlocução aberta”, diz um parlamentar do DEM.

26 de janeiro de 2017, 17:34

EXCLUSIVA Governo comemora almoço de Nilo; idéia de que Otto “está muito forte” favorece presidente

Foto: Divulgação

Marcelo Nilo almoça com 25 deputados da base e recebe vídeos de mais quatro com apoios

Apesar de evitarem fazê-lo de público, o governo do Estado e setores do PT comemoraram animadamente o almoço em que o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) reuniu 29 deputados em apoio a seu projeto de reeleição como presidente da Assembleia Legislativa, hoje, no restaurante Barbacoa. Líder do governo na Assembleia, o deputado petista Zé Neto, que estava com a família no mesmo restaurante, evitou sentar-se à mesa para almoçar com os colegas, mas não deixou de registrar a reunião “como uma demonstração de força” do presidente, que tenta se reeleger pela sexta vez consecutiva.

“Até evitei ficar muito perto, apenas passando para cumprimentar a todos, porque sou líder do governo, mas é inegável que Marcelo passou na prova de fogo”, comentou com este Política Livre ao final do encontro Zé Neto, referindo-se à presença dos 25 deputados da bancada governista no almoço, além dos vídeos de quatro colegas, dois dos quais da oposição – Targino Machado, do PDT, e Samuel Jr., do PSC -, que manifestaram apoio a Nilo. O petista se recuperava da onda de pessimismo que tomou conta dos apoiadores do presidente com o anúncio de que dois deputados de seu partido abandonaram sua candidatura.

Ontem à noite, os deputados Manassés e Alan Castro, do PSL, fecharam apoio ao nome de Angelo Coronel, do PSD, cujo principal cabo eleitoral é o senador Otto Alencar. A consequência natural das duas perdas é que, se Nilo mantiver o apoio dos 29 que o prestigiaram hoje, precisará ainda buscar mais dois votos entre os oposicionistas para poder chegar ao score de 32 votos, número mínimo para se reeleger presidente. Por causa da possibilidade sempre presente de traições, o nível de incerteza quanto ao resultado do pleito só fez aumentar depois da debandada dos dois para Coronel.

No entanto, a idéia de que Otto está muito forte, depois que apenas esta semana seu partido nomeou mais um secretário de Estado e elegeu o novo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e pode ficar ainda mais poderoso fazendo o novo presidente da Assembleia, incentivada pelo próprio Marcelo, parece ter sensibilizado membros do governo e do próprio PT. “Sou contra a reeleição, mas a recondução de Marcelo é o melhor caminho neste momento difícil que estamos todos passando. Não faz sentido também deixar Otto tão forte”, declarou depois de almoçar um deputada do PT, pedindo, no entanto, para ter seu nome preservado.

26 de janeiro de 2017, 10:39

EXCLUSIVA Afinal, o que o prefeito Elinaldo pretende com o lixo em Camaçari?

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito Elinaldo está na mira das oposições por causa da licitação do lixo em Camaçari

A decisão do prefeito de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM), de cancelar ontem, por meio de publicação no Diário Oficial do Município, o contrato de licitação para a exploração do lixo na cidade, realizada por seu antecessor, Ademar Delgado (PT), está levantando as mais diversas especulações, principalmente entre as oposições. Durante sua gestão, Ademar iniciou o procedimento licitatório, mas uma das empresas concorrentes impugnou o resultado, o que acabou suspendendo o processo. A impugnação foi posteriormente revista, mas em 28 de setembro, o vereador Jorge Curvello, do DEM, partido do atual prefeito, também entrou com uma ação popular solicitando a impugnação da concorrência. Uma liminar foi deferida pela Justiça suspendendo novamente o procedimento licitatório, decisão que foi posteriormente agravada por concorrentes, o que acabou levando a decisão para a mesa do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado Maurício Kerteszman. A alternativa adotada pelo ex-prefeito petista foi fazer um contrato emergencial de três meses que expirou no dia 30 de dezembro do ano passado. Foi o mesmo procedimento assumido pelo prefeito atual, que, ao assumir, fez novo emergencial de três meses cuja duração vai até março. Como a decisão de ontem de Elinaldo de cancelar a licitação realizada pelo antecessor impede que sua validade seja decidida pela Justiça, a pergunta que as oposições fazem hoje em Camaçari, levando em conta que ele não terá tempo hábil para fazer uma nova concorrência neste período, é: – o prefeito vai renovar o emergencial prorrogando o contrato dos atuais fornecedores?

26 de janeiro de 2017, 09:42

EXCLUSIVA O engodo do impacto eleitoral da UPB, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

Disputa motivou o envolvimento direto tanto do governador Rui Costa (PT) quanto de prepostos de ACM Neto (DEM)

Do ponto de vista eleitoral, a UPB (União dos Municípios da Bahia) não significa absolutamente nada para quem disputa o governo do Estado, o que confirma que seu poder é muito mais simbólico do que real. Foi, portanto, muito mais a preocupação com o impacto midiático do resultado da eleição à presidência da entidade, num contexto em que dois grupos políticos disputam espaço e poder, como ocorre neste momento na Bahia, o que motivou o envolvimento direto tanto do governador Rui Costa (PT) quanto de prepostos de ACM Neto (DEM) na eleição realizada ontem, em que o candidato apoiado pelo governo, Eures Ribeiro, do PSD, saiu-se vencedor com 206 votos.

Ribeiro teve a seu lado desde o princípio o presidente do seu partido, o senador Otto Alencar, a senadora Lídice da Mata (PSB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSL), o time todo do PP de João Leão e, no topo da pirâmide, o governador Rui Costa (PT) e seu antecessor, Jaques Wagner, talvez, de todos, o de relacionamento mais próximo com o prefeito de Bom Jesus da Lapa. Dos 206 votos que cravou na urna, pelo menos cerca de 85 devem ter saído diretamente de seu próprio partido, o que torna a sua vitória um sucesso que pode ser creditado em parte significativa a Otto Alencar.

Do lado adversário, Luciano Pinheiro (PDT), prefeito de Euclides da Cunha, embora não tenha feito tão feio para quem se lançou na disputa com bastante atraso, não contou com a mesma turma unida desde o governo do Estado, ombreando-se, ao contrário, com aliados e articuladores políticos do prefeito de Salvador, o que lhe assegurou 139 votos, 19 a mais que o total de 120 prefeitos eleitos por partidos de oposição. Pode-se dizer que teve o mérito, além de ter mantido a oposição unida, de ampliá-la, porém foi inevitável que tenha deixado o auditório da UPB em que a eleição se realizou sob o signo da derrota, sua e de seu grupo.

Mas como a repercussão em relação a 2018 do resultado eleitoral de ontem é zero, não se apresentava ontem na sede da UPB outro motivo para as forças antagônicas do governo e da oposição terem disputado o comando da entidade com tanto ardor senão pelo prazer de concorrer entre si e marcar posição, mais do que efetivamente obter qualquer resultado futuro. A bem da verdade, os prefeitos de oposição que se encontravam ontem na sede da entidade e vibraram durante a apuração dos votos revelavam que, se há algum parâmetro que pode ser extraído do resultado de ontem, ele se encontra nos 139 votos que emergiram no pleito para o seu candidato.

Demonstraria um número firme que marcharia na largada com eventualmente a candidatura oposicionista ao governo em 2018, a qual deve ser encabeçada por ACM Neto. A tese pode ser contraposta com a idéia de que Rui Costa saiu-se bem melhor, podendo iniciar a marcha da reeleição com o apoio de 206 dos 385 prefeitos que compareceram ontem às urnas. Se o baralho se desenrolasse simplesmente assim, alguém poderia decretar a anulação antecipada da sucessão estadual do ano que vem, dizendo que seu resultado estaria expresso no quadro que os prefeitos ofereceram ontem na sede da entidade num espetáculo de democracia.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

26 de janeiro de 2017, 09:38

EXCLUSIVA Dois deputados do PSL abandonam Nilo e tornam quadro incerto na Assembleia

Foto: Divulgação

Deputados do PSL, partido de Nilo, visitaram ontem Otto Alencar na companha de Angelo Coronel

Uma dia antes de promover um almoço a fim de demonstrar força na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, previsto para esta quinta-feira, no restaurante Barbacoa, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) foi comunicado ontem por dois deputados de seu próprio partido de que estão fora de sua campanha e apoiarão seu principal adversário, Angelo Coronel (PSD). Os deputados Manassés e Alan Castro, do PSL, se reuniram ontem à noite com Coronel e confirmaram apoio ao candidato do PSD. “O momento político pede isso. Hoje, nós vivemos um momento que pede mudança. Nada contra a pessoa de Nilo, mas há uma necessidade de mudança, disse Manassés a este Política Livre, observando que evoluiu para a decisão de apoiar a candidatura de oposição depois de ter contestado, dentro de seu próprio partido, a candidatura à reeleição de Nilo pela sexta vez consecutiva. “Defendi outro nome dentro do partido. Eu e Alan conversamos e resolvemos apoiar Angelo Coronel. Isto vai fazer bem para a Assembleia e o Estado da Bahia”, disse o parlamentar, que visitou, junto com Alan, o presidente do PSD, Otto Alencar, na companhia de Coronel ontem. As defecções devem representar um desfalque na estrutura eleitoral do presidente, que contava ter 30 votos fechados na base governista para vencer a eleição, o que o torna completamente dependente da oposição para ganhar o pleito. Se depois do abandono dos dois parlamentares do PSL Nilo tiver 28 votos assegurados na bancada governista, ele precisará do apoio de quatro e não mais de dois deputados de oposição, como já tem, para obter os 32 votos, número mínimo para assegurar a reeleição na Casa.