10 de fevereiro de 2017, 08:26

EXCLUSIVA Ronaldo pode se filiar a PP para disputar Senado na chapa de Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito José Ronaldo, de Feira de Santana

Quem também já se articula para integrar a chapa do prefeito ACM Neto (DEM) à sucessão estadual de 2018, possivelmente como candidato a senador, é o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo. Falta apenas definir a legenda, já que ao DEM, partido a que Ronaldo está filiado, está reservada a principal posição da chapa. Tudo indica que o partido que poderá servir ao plano é o PP. Ronaldo tem sido visto em Brasília com mais frequência. Esta semana, o prefeito esteve com o secretário de Governo de Michel Temer (PMDB), o baiano Antonio Imbassahy (PSDB).

9 de fevereiro de 2017, 16:30

EXCLUSIVA Wagner sai chamuscado de campanha à AL com Nilo e Coronel

Foto: Política Livre/Arquivo

Parece que Wagner não contentou nem Nilo nem Coronel na eleição à presidência da Assembleia

Quem parece ter saído chamuscado com os dois principais atores da eleição à presidência da Assembleia Legislativa foi o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT). Em seu discurso de despedida, o ex-presidente Marcelo Nilo (PSL) sequer agradeceu a sua participação na campanha, que deve ter julgado insuficiente. Já o atual presidente, Angelo Coronel (PSD), não gostou nada de saber, depois que foi eleito, que, na reta final da sucessão, Wagner ligou para o deputado federal Kaká Leão (PP), pedindo-lhe para liberar dois deputados do partido na Assembleia para votar em Nilo.

9 de fevereiro de 2017, 15:42

EXCLUSIVA Situação de Portugal na Cultura estaria insustentável, dizem petistas

Foto: Divulgação/Arquivo

Petistas se movimentam para pedir substituição de Jorge Portugal

É grande a movimentação em setores do PT pela substituição do secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal. Ele só não deixou a pasta na reforma administrativa de janeiro porque estava doente. O nome mais cotado para o posto, que contentaria mais correntes petistas, é o do ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira. Mas ele exige espaço para montar a própria equipe, o que não está nada fácil de ser combinado com os grupos dos deputados petistas Rosemberg Pinto (estadual), que hoje tem participação na pasta, e Nelson Pelegrino (federal), que os reivindica.

9 de fevereiro de 2017, 10:21

EXCLUSIVA Neto suspende retorno de Eron para forçar adesão de Medrado

Foto: Maiana Marques

Marcos Medrado pode ganhar mandato de deputado desde que se alie a ACM Neto

A articulação política de ACM Neto (DEM) lançou uma ofensiva para atrair o superintendente do Procon, Marcos Medrado, para o grupo do prefeito e fortalecer a bancada alinhada ao gestor democrata na Câmara dos Deputados.

Esta semana, o secretário de Governo do prefeito, João Roma, teve uma demorada conversa com Medrado na qual lhe renovou o convite para migrar, o que implicaria em seu desligamento do grupo do governador Rui Costa (PT).

A contrapartida seria o retorno da deputada federal Tia Eron (PRB) para a secretaria municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), o que abriria uma vaga para Medrado, que é suplente, assumir o mandato de deputado federal.

A deputada federal deixou a secretaria para votar na eleição do democrata Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara dos Deputados, mas, propositadamente, até agora não retomou seu posto na secretaria, impedindo a posse de Medrado.

A oportunidade se abriu para o superintendente do Procon com a ida do tucano Antonio Imbassahy para a secretaria de Governo do presidente Michel Temer (PMDB), espaço preenchido pelo ex-vereador Pastor Luciano, já empossado na Câmara. Por isso, a vaga para Medrado se abriria com a saída de Eron da Câmara.

Os articuladores políticos de Neto sentiram que Medrado está sensível ao convite. O problema seria a forte relação pessoal que seu filho, Diogo Medrado, presidente da Bahiatursa, outro órgão do governo estadual, tem com o governador Rui Costa (PT).

Na hipótese de Medrado aderir, Diogo correria o risco de perder o cargo. Por este motivo, Roma, inclusive, recuou na idéia inicial de negociar também o ingresso de Medrado no DEM, abrindo a possibilidade de ele ir para outra legenda.

O superintendente do Procon teria como alternativa ainda voltar para o Solidariedade, partido da base do presidente Michel Temer (PMDB). Hoje, Medrado está no PR, partido aliado do governo Rui Costa na Bahia, o que não interessa ao time de ACM Neto.

Na Prefeitura, se avalia que Diogo seria o único impedimento de Medrado porque a proposta é vista como irrecusável. Afinal, os dois anos de mandato que lhe restam representam tempo suficiente para o desfrute de qualquer candidato que não tenha conseguido se eleger.

Além disso, o superintendente do Procon tem visto em postos chaves do governo Temer vários amigos seus, a exemplo do secretário de Governo Antonio Imbassahy, de quem foi vice-prefeito, o que representaria inúmeras facilidades, inclusive, para seu plano de reeleição, em 2018.

9 de fevereiro de 2017, 08:48

EXCLUSIVA O arriar das malas do presidente Coronel, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado estadual Angelo Coronel é o novo presidente da Assembleia Legislativa

No arriar das malas, o novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), já revelou o que já se anunciava aos quatro cantos com relação à sua futura gestão: o governo vai tê-lo como aliado, mas não como seu líder na Casa, papel muito bem desempenhado pelo antecessor Marcelo Nilo (PSL), responsável por grande parte do sucesso político obtido pela gestão passada de Jaques Wagner e estes dois anos em que o governador Rui Costa (PT) surfou num mar de tranquilidade e segurança na sua relação com o Poder Legislativo baiano.

Em menos de 48 horas no comando da Assembleia, Coronel já deu um conjunto de espanadas capaz de deixar qualquer aliado ressabiado ou no mínimo consciente de que o status quo definitivamente se alterou. Numa lista de 57 demissões promovidas com o objetivo de saber quem é quem nos quadros da Casa, o novo presidente não poupou sequer um genro de Wagner, que, assim como os demais, teve que retornar a seu órgão de origem, um desconforto grande, apesar da promessa do novo presidente de que, aqueles que comprovarem que trabalham, poderão voltar às suas posições na Casa.

Ontem, Coronel acrescentou mais algumas iniciativas à lista de medidas que concebeu desde a época da campanha e executa cuidadosamente para marcar sua passagem pela Assembleia. Além de admitir que novos cortes serão feitos na área de pessoal, uma caixa preta de tempos imemorais na qual nenhum presidente que por ali passou ousou até agora mexer, anunciou a instalação do Colégio de Líderes e praticamente decretou o fim do conhecido “rolo compressor” com que, sob a justificativa da urgência, o governo muitas vezes aprova com celeridade suas matérias na Casa.

Como anunciou em coletiva ao lados dos líderes, a partir de agora a pauta de votação na Assembleia será decidida pelo conjunto das lideranças partidárias, as quais assumirão atribuições que nos últimos anos vinham sendo desempenhadas exclusivamente pelos líderes da Maioria e da Minoria, e nenhum projeto mais, qualquer que seja a sua origem, será aprovado de afogadilho, já que exigirá que cumpra seu rito de debates e transformações no âmbito das comissões e subcomissões, uma etapa que diz ter sido lamentavelmente suprimida até agora no Legislativo.

Sem dúvida, são medidas que, se não poderão retardar a apreciação de matérias do Executivo, com certeza também não as acelerarão na medida do que normalmente qualquer governo deseja. Em última instância, forçarão a articulação política de Rui Costa a estreitar seu relacionamento com o Legislativo, uma queixa de que era alvo, justiça se faça, na gestão de Marcelo Nilo, e também a planejar melhor todas aqueles iniciativas que envolvam a necessidade de aval dos parlamentares. Tudo em prol da democracia, como disse ontem Coronel, com um sorriso maroto, sob a aprovação dos colegas.

8 de fevereiro de 2017, 16:43

EXCLUSIVA Jonas Paulo deve substituir Jaques Wagner no Conselhão

Foto: Divulgação/Arquivo

Jonas Paulo já foi presidente do PT na Bahia

O ex-presidente estadual do PT Jonas Paulo é o nome mais cotado para assumir o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social em substituição ao ex-governador Jaques Wagner, que foi nomeado secretário estadual de Desenvolvimento Econômico na reforma administrativa do governo. Ele já estabeleceu tratativas com o próprio Wagner e com o governador Rui Costa (PT) sobre a posição, que poderá sofrer um pequeno encolhimento em suas funções, já que havia sido preparada para abrigar o ex-governador e ex-ministro. Jonas já foi também chefe do escritório de representação política da Bahia em Brasília.

8 de fevereiro de 2017, 11:04

EXCLUSIVA Expulsão de vereadores é vista como vitória de ACM Neto sobre PT

Foto: Max Haack

ACM Neto: além de ter comemorado vitória na Assembleia, conseguiu implodir PT municipal

Petistas críticos da expulsão de Suíca e Moisés Rocha acreditam que a eleição à Assembleia Legislativa acabou ofuscando a vitória que o prefeito ACM Neto (DEM) teve sobre o partido no município por causa da decisão do diretório municipal de afastar os dois políticos da legenda. “O que os radicais que querem a expulsão não entendem é que Neto acabou implodindo a base municipal do partido. Se a expulsão for consumada, ficaremos com apenas uma vereadora de três vereadores eleitos”, diz um quadro petista, defendendo a anulação da medida pela direção estadual, a qual, inclusive, deve acontecer até o final do mês, conforme já antecipado por este Política Livre. A revisão da decisão ocorrerá com o aval do governador Rui Costa (PT), que também não aprovou a expulsão. A alegação da direção municipal para afastar os vereadores foi o fato de eles terem votado para presidente da Câmara no vereador governista Leonardo Prates (DEM), que acabou eleito. A decisão de Suíca e Moisés Rocha selou um relacionamento antigo que já mantinham com o Palácio Thomé de Souza, o qual não é tolerado pelo time da vereadora Marta Rodrigues, líder municipal da corrente do deputado federal Nelson Pelegrino.

7 de fevereiro de 2017, 19:45

EXCLUSIVA Wagner defende que governo dê secretaria a Marcelo Nilo

Foto: Divulgação/Arquivo

Parte do sucesso das gestões petistas na Bahia é atribuída por deputados ao empenho de Marcelo Nilo

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, tem defendido junto a amigos a tese de que o governo deve entregar uma nova secretaria para o ex-presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Nilo (PSL). Seria uma espécie de retribuição pela longa folha de serviços prestados aos governos do PT na Bahia por Nilo. Mas a decisão ainda depende do governador Rui Costa (PT) e de entendimento semelhante por parte da articulação política do governo.

Na Assembleia Legislativa, se comenta que o governo deve demonstrar a sua verdadeira face a partir da forma como passar a se relacionar com o ex-presidente da Casa, agora que ele deixou o seu importante cargo. Se o mantiver empoderado ou, desde que ele queira, lhe entregar alguma função importante no Parlamento, a mensagem para a base será a de que os aliados fiéis são respeitados e considerados mesmo quando perdem o poder.

Caso abandone ou deixe Nilo isolado, no entanto, o governo estará dirigindo um péssimo sinal para os deputados da base. Afinal, se tem alguém a quem as gestões petistas tanto de Jaques Wagner quanto de Rui Costa devem parte de seu sucesso é ao ex-presidente da Assembleia, que soube como ninguém construir a tranquilidade necessária a que os oito anos do primeiro governador petista passassem sem qualquer sobressalto ou dificuldades extras.

Nilo também repetiu o mesma performance nestes dois anos do governo Rui Costa, contribuindo imensamente para o clima de segurança em que havia transcorrido até agora o relacionamento entre o governador e os deputados. Curiosamente, a tranquilidade só foi abalada este mês, por ocasião da sucessão na presidência da Casa, na qual foi um dos atores principais. A disputa entre candidatos de partidos aliados quase promove um racha feio na base.

7 de fevereiro de 2017, 14:50

EXCLUSIVA Com aval de Rui, PT vai anular expulsão de vereadores

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O vereadores Suíca e Moisés já recorreram da decisão

A executiva estadual do PT vai reformar a decisão da seção do partido em Salvador que expulsou os vereadores Moisés Rocha e Suíca da legenda. O aval para revisão da postura foi dado pelo governador Rui Costa, que não aprovou a medida. A alegação técnica para a suspensão da expulsão é de que o diretório municipal petista executou a medida por rito sumário, sem ter dado ampla defesa aos dois vereadores. No PT estadual, a decisão radical é a atribuída ao deputado federal Nelson Pelegrino, cuja aliada interna Marta Rodrigues não obteve os votos dos dois colegas na sucessão à presidência da Câmara Municipal, para a qual foi eleito o vereador democrata Leonardo Prates.

7 de fevereiro de 2017, 08:37

EXCLUSIVA Genro de Jaques Wagner é demitido da Assembleia Legislativa

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner

Um genro do ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, foi demitido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), na leva de 57 servidores que estavam à disposição do Poder e tiveram que retornar a seus órgãos de origem. Paulo Valente pertence aos quadros da secretaria estadual de Educação e estava lotado no cargo de diretor parlamentar no Legislativo. A relação dos desligados saiu na edição de hoje do Diário Oficial da Assembleia (veja aqui). A idéia de Coronel é primeiro afastar os quadros para analisar, caso a caso, a necessidade daqueles que são efetivamente úteis à Casa, a qual, pela lei, arca com o ônus de pagamento dos funcionários colocados à sua disposição. Aqueles cujos serviços não forem mais necessários não serão chamados de volta. Outro plano é fazer com que os que retornarem assumam posições diferentes daquelas que ocupavam como forma de promover uma oxigenação nos diversos setores da Assembleia. Desde a sexta-feira, dia posterior à reabertura oficial do ano na Assembleia, sob o novo comando de Coronel, ocorrem demissões na Assembleia, algumas de sobrenomes famosos ou de figuras vinculadas a ilustres, como o ex-governador.

6 de fevereiro de 2017, 17:36

EXCLUSIVA Deputados esperam poucas mudanças na comissões

Foto: Divulgação/Arquivo

Marcelo Nilo deve assumir controle da Comissão de Finanças, uma das mais importantes da Assembleia

Deputados acreditam em poucas mudanças tanto no comando quanto na correlação de forças existente hoje nas comissões técnicas da Assembleia com o início da nova da Legislatura. De concreto – e já negociado com o governo – está a entrega da comissão de Finanças, uma das mais importantes da Casa, ao deputado estadual Marcelo Nilo, ex-presidente do Legislativo. Ele entraria no lugar do deputado Alex Lima (PTN), que se elegeu segundo secretário da mesa com o seu apoio. Nos próximos dias, os deputados devem concluir o fechamento das indicações com alteração ou manutenção do atual quadro.

6 de fevereiro de 2017, 07:50

EXCLUSIVA O plano de unidade entre PP e PSD, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/Arquivo

Coronel acena para a galeria na Assembleia no dia em que foi eleito

Um jantar promovido pelo novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), em sua casa, na última sexta-feira, para as bancadas do seu partido e do PP, serviu para reforçar o plano das duas legendas de manterem a aliança na Casa e no Estado, depois da bem sucedida unidade que experimentaram para a sucessão no Poder Legislativo baiano que resultou em sua vitória. É o que se pode depreender dos discursos ouvidos no evento, ao qual estiveram presentes, além dos deputados estaduais e federais das duas legendas, o vice-governador João Leão e o senador Roberto Muniz, pelo PP, e o senador Otto Alencar, do PSD.

Ao jantar, compareceu também o deputado Alan Castro, que representou ainda seu colega do PSL Manassés, o qual se encontrava viajando. Integrantes do partido do ex-presidente Marcelo Nilo, os dois deputados protagonizaram uma espécie de turning point na campanha à presidência da Casa, criando as condições para que Coronel se tornasse efetivamente competitivo no pleito a partir do momento em que anunciaram apoio à sua candidatura. Em complemento, já negociaram um acordo informal para votar conjuntamente com o PSD no Legislativo, ao qual só não se filiarão por impedimento da legislação.

Embora os representantes do PP e do PSD não tenham tratado diretamente da sucessão de 2018, é natural que suas atenções estejam focadas no pleito futuro e que a idéia de atuarem a partir de agora sob um interesse comum faça parte, naturalmente, de seus planos, por mais que as posições de ambos os partidos na chapa com que o governador Rui Costa (PT) disputará a reeleição, no ano que vem, tenham sido imensamente reforçadas com a perda do comando da Assembleia Legislativa por parte do deputado Marcelo Nilo (PSL), cujo interesse maior era integrá-la na condição de candidato numa de suas duas vagas ao Senado.

Apesar de a vitória de Coronel ter sido assegurada no momento em que a oposição decidiu bancar sua candidatura, não resta dúvida de que foi a postura de lealdade emprestado pelo PP ao PSD que deu as condições para que, efetivamente, ela se expressasse na eleição do novo presidente do Legislativo baiano. Afinal, no momento em que pressentiram o naufrágio da candidatura de Nilo, operadores do governo Rui Costa ainda lançaram uma ofensiva sobre o então candidato do PP, o deputado Luiz Augusto, como forma de construir uma terceira via para a sucessão na Casa.

Diante da proposta, o parlamentar disse que só aceitava retirar sua postulação desde que o nome alternativo fosse o do companheiro do PSD, confirmando uma aliança tática que os dois haviam formalizado para a disputa pela qual aquele que reunisse as melhores condições para ganhar a eleição contra Nilo seria apoiado pelo outro. Diante da resistência de Luiz Augusto, uma investida mais ousada tentou convencê-lo a abandonar Coronel e assumir, ele próprio, a candidatura contra o ex-presidente com o apoio do governo. Uma nova negativa garantiu o resultado que foi comemorado pelos dois partidos na última sexta-feira.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

3 de fevereiro de 2017, 13:45

EXCLUSIVA A predição certeira do ex-governador Jaques Wagner

Foto: Divulgação/Arquivo

Jaques Wagner sempre teve fama de craque no PT nacional

Desde muito antes de se tornar governador da Bahia, o sindicalista Jaques Wagner já tinha fama, principalmente no PT nacional, de craque.

Devido à acuidade de suas avaliações, lastreadas em equilibradas análises de cenário, a maioria de suas predições políticas quase nunca são desconsideradas pelos mais próximos.

No ano passado, quando já estava de volta à Bahia depois do impeachment da aliada Dilma Rousseff (PT) e se preparava para assumir papel de destaque no governo Rui Costa (PT), Wagner compareceu ao evento de lançamento de um livro do desembargador Lidivaldo Brito, em Salvador.

Numa roda de magistrados próximos, descontraído, fez críticas ao instituto da reeleição, observando, principalmente, que a sociedade já não mais o tolerava e que, a partir daquele momento, seria muito difícil de ser exercido.

O papo fora estimulado porque era véspera de uma eleição importante no Tribunal de Justiça da Bahia. No dia seguinte, o desembargador Mário Alberto Hirs perderia a recondução para o TRE para o colega Jatahy Fonseca no colégio eleitoral do TJ.

Estavam em novembro, mas já se discutia a campanha pela reeleição de Marcelo Nilo (PSL) na Assembleia Legislativa.

Um dos desembargadores presentes ao encontro teve, naquele dia, a nítida certeza de que, apesar de não ter aludido ao amigo durante a agradável conversa, era a Nilo que Wagner se referia.

3 de fevereiro de 2017, 08:45

EXCLUSIVA Sob Imbassahy, bancada se anima para repartir legado de Geddel

Foto: Metropress

Antonio Imbassahy é o novo articulador político do governo

A ascensão do deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) ao posto de articulador político do governo Michel Temer (PMDB) provoca em setores da bancada federal baiana governista a esperança de rearrumação em cargos e posições federais na Bahia, os quais teriam sido ocupados, segundo dizem, sob critérios estritamente “geddelistas”, uma referência crítica ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que o antecedeu até cair no episódio conhecido como La Vue. Nesse aspecto, a derrota sofrida pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima na disputa por um cargo da mesa diretora da Câmara, ontem, interpretada também mais como um sinal de rejeição ao irmão do que ao parlamentar peemedebista, é utilizada pela bancada como um apelo fortíssimo para que, agora empoderado na nova condição de secretário de Governo, Imbassahy mude em muito a estrutura que começou a ser montada pelo PMDB na Bahia desde o impeachment.

3 de fevereiro de 2017, 07:56

EXCLUSIVA Propostas de Coronel mostram que Era de “líder do governo” acabou

Foto: Mateus Pereira/GovBA

Coronel e representantes da mesa posam com depois de almoço na Governadoria

Algumas iniciativas que serão tomadas pelo novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), que mostram que ele não incorporará a figura de “líder do governo” na Casa, papel que o anterior, Marcelo Nilo (PSL), desempenhou como ninguém, facilitando imensamente a vida das gestões petistas de Jaques Wagner e Rui Costa no Legislativo: reativação do Colégio de Líderes, no qual todos os partidos terão assento, relativizando o papel das lideranças do governo e da minoria – que na gestão anterior resolviam a maior parte das demandas que chegavam ao Poder oriundas das mais diversas fontes -, e exigência para que matérias só sejam votadas em plenário depois de esgotadas todas as etapas de discussão e votação nas comissões e secretários visitem o Parlamento com regularidade para levantar os pleitos dos deputados, como acontece em alguns Estados. “Esse negócio de deputado ficar sentadinho em ante-sala de secretário esperando horas para ser atendido vai acabar”, promete Coronel.