8 de novembro de 2018, 09:35

EXCLUSIVA Everaldo diz concordar com entendimento de que PP tem prioridade na Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Everaldo Anunciação é presidente estadual do PT

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, disse hoje a este Política Livre considerar razoável o entendimento do governador interino, João Leão (PP), de que a vez de disputar a presidência da Assembleia Legislativa em fevereiro próximo é do seu partido, deixando para os petistas a sucessão de 2021 na Casa. Anunciação destacou, no entanto, que levando em conta as especificidades da vida no Parlamento, os partidos não podem achar que serão capazes de conduzir os rumos na Casa. “O relacionamento entre os parlamentares segue uma dinâmica própria, de muita proximidade entre eles, que muitas vezes passam mais tempo juntos do que com a família. Portanto, os partidos nem sempre podem impor suas soluções”, afirmou, lembrando que houve no campo govenista, de fato, a consolidação de uma aliança baseada no tripé PT, PP e PSD, que resultou na vitória de Rui Costa (PT) e na de dois senadores, um do PT, Jaques Wagner, e outro do PSD, Angelo Coronel, além da eleição das maiores bancadas parlamentares do governo tanto na Assembleia quanto na Câmara dos Deputados. “A gente pode continuar mantendo esta hegemonia se trabalhar com a idéia de consenso (entre as forças políticas)”, declarou, destacando o fato de o PT ter conseguido eleger, pela quarta vez, a maior bancada na Assembleia e nunca ter presidido o Poder, e acrescentando que a disputa pelo comando da Casa não pode ser dissociada da renovação do comando na União dos Municípios da Bahia (UPB), onde considera natural a candidatura à reeleição do atual presidente, Eures Ribeiro, prefeito de Bom Jesus da Lapa, que é do PSD. O partido também preside hoje a Assembleia, com o deputado estadual Angelo Coronel, que elegeu-se, em 2017, no bojo de uma acordo pelo qual seu partido apoiaria um deputado do PP à sua sucessão.

7 de novembro de 2018, 19:06

EXCLUSIVA Idéia de rodízio impulsiona candidatura de Nelson Leal à presidência da Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Nelson Leal, candidato do PP à presidência da Assembleia Legislativa

A bancada do PP na Assembleia fechou questão em torno do lançamento da candidatura do deputado estadual Nelson Leal à sucessão do presidente Angelo Coronel (PSD) e vai trabalhar até o fim por sua eleição na Casa.

O PP espera reciprocidade do PSD, partido ao qual deu apoio para suceder o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) na presidência da Assembleia em troca do compromisso de ser apoiado pela legenda na eleição de fevereiro de 2019.

Então, a proposta era, eleito o deputado Angelo Coronel, que o PSD apoiasse à sucessão na eleição seguinte o nome do deputado Luiz Augusto, do PP, que, no entanto, não conseguiu se reeleger.

Para não perder espaço, os progressistas se uniram rapidamente em torno candidatura de Nelson Leal. “Temos certeza de que obteremos o apoio do PSD”, diz o líder do PP na Assembleia, Eduardo Salles.

Segundo ele, como nome mais forte hoje no grupo governista para a sucessão do governador Rui Costa (PT), em 2022, o senador Otto Alencar (PSD) não vai se opor a que seu partido apóie um candidato do PP à presidência da Assembleia.

“A alternância e o rodízio são fundamentais. E com a perspectiva que se abre para Otto Alencar, um dos fortes pré-candidatos ao governo do Estado, não acredito que ele venha a criar obstáculos”, afirma o parlamentar.

Hoje, o governador interino, João Leão (PP), durante uma entrega do governo no metrô, lembrou a jornalistas que, pelo princípio do rodízio, depois do PSD, o PP comandaria o jogo na Assembleia, o repassando em seguida para o PT.

A união entre o PSD e o PP, que se articularam em apoio a Angelo Coronel, em 2017, foi considerada fundamental para que eles derrubassem o então presidente Marcelo Nilo, que caminhava para a sexta reeleição na Casa.

Além de cobrar apoio do PSD, o PP trabalha para obter os votos do PT, que já lançou o deputado estadual Rosemberg Pinto como candidato, e da oposição, que promete votar em bloco nas eleições da Assembleia.

O nome mais forte hoje no PSD hoje é o do deputado estadual Adolfo Menezes, que transita bem em todas as correntes na Casa. Outro que vem trabalhando internamente apoios é o deputado estadual Alex Lima (Podemos).

7 de novembro de 2018, 16:47

EXCLUSIVA Otto diz que Previdência não passa e defende direito de Eures se recandidatar à UPB

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Senador Otto Alencar diz que presidente eleito precisa mandar sua proposta de reforma da Previdência ao Congresso

O senador Otto Alencar (PSD) disse hoje a este Política Livre que, da forma como está, a proposta de reforma da Previdência não passa na Câmara dos Deputados nem no Senado. Segundo Otto, é preciso que o novo presidente, Jair Bolsonaro (PSL), envie seu projeto para o Parlamento a fim de que deputados e senadores possam avaliá-lo e votá-lo. “Ele (Bolsonaro) foi eleito e tem que falar pelos eleitores dele, inclusive as forças militares, do funcionalismo e do setor privado, que serão afetadas pela reforma previdenciária”, declarou Otto, enfatizando que a proposta atual, enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer, não passa no Senado com seu voto. O senador também defendeu o direito do atual presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (PSD), prefeito de Bom Jesus da Lapa, se candidatar à reeleição. “Em nosso partido, o único nome que se manifestou (interessado na UPB) foi ele e é um bom nome”, afirmou Otto, dizendo que as denúncias existentes contra Eures não são suficientes para levá-lo a um recuo. “Denúncias se confirmam e não se confirmam. Ele tem o direito de se defender e confio na sua defesa”, afirmou o senador, referindo-se à denúncia feita pelo Ministério Público Federal que levou a Justiça a decretar a indisponibilidade dos bens de Eures, que teria se negado a prestar esclarecimentos sobre gastos com lixo e resíduos sólidos.

 

 

7 de novembro de 2018, 11:35

EXCLUSIVA Políticos já falam abertamente em terceira via para Prefeitura de Salvador em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Especulação sobre quem pode ganhar a Prefeitura nas próximas eleições dá hoje a tônica nos grupos políticos

Embalada pelos ventos que elegeram Jair Bolsonaro (PSL) presidente do Brasil, começou a circular com intensidade nos meios políticos baianos a tese de que a sucessão municipal em Salvador em 2020 pode ser decidida por uma terceira via, nome que surgiria em meio aos grupos do governador Rui Costa (PT) e do prefeito ACM Neto (DEM), que se armam com verdadeiro arsenal de guerra para a próxima disputa municipal. As teses ‘circulantes’ falam que o quadro poderia surgir tanto de um terceiro grupo como de figuras que estejam hoje tanto nos times do governador quanto do prefeito mas não lhes seja diretamente vinculado. A temporada de conjecturas está, definitivamente, aberta.

7 de novembro de 2018, 10:27

EXCLUSIVA Alexandre Aleluia e Jonga são políticos baianos mais próximos da família Bolsonaro

Foto: Montagem Política Livre

Alexandre Aleluia e Jonga Bacelar

O vereador em Salvador Alexandre Aleluia (DEM) e o deputado federal Jonga Bacelar (PR) são considerados os políticos baianos mais próximos da família Bolsonaro. Enquanto Jonguinha, no entanto, goza de prestígio diretamente com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, Aleluia se tornou muito próximo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos e conselheiros do capitão reformado. O deputado do PR se aproximou do presidente eleito no episódio em que, como parlamentar, Bolsonaro foi denunciado pelo deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ), seu antigo desafeto no Congresso, ao Conselho de Ética da Câmara. O posicionamento de Jonga favorável ao colega selou o relacionamento entre eles. Já Alexandre Aleluia se tornou amigo de Eduardo Bolsonaro, depois que os dois articularam juntos audiências públicas, em Brasília e depois em Salvador, sobre o Escola sem partido, movimento de direita contra a doutrinação esquerdista nas escolas. A partir daí, Aleluia o visitou duas vezes em Brasília e os dois passaram a se falar com frequência pelo WhatsApp. Ex-candidato a deputado estadual na Bahia, Aleluia votou com Bolsonaro nos dois turnos no Estado. O PSL na Bahia está nas mãos do grupo de Dayane Pimentel, eleita deputada federal com votação expressiva na Bahia devido à sua vinculação com Jair Bolsonaro.

6 de novembro de 2018, 19:12

EXCLUSIVA Adolfo se destaca, hoje, entre candidatos à sucessão de Coronel na Assembleia

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado estadual Adolfo Menezes

A dia de hoje, Adolfo Menezes (PSD) é, entre os próprios colegas, o candidato mais forte para suceder o atual presidente da Assembleia Legislativa, Angelo Coronel (PSD), que foi eleito senador. Rosemberg Pinto enfrentaria resistências por ser do PT, Nelson Leal (PP) teria dificuldades de conseguir votos suficientes em ambas as bancadas para conquistar a vaga e Alex Lima (Podemos) vivenciaria dificuldades decorrentes da relação muito próxima com o governador Rui Costa (PT). “Adolfo é quem melhor transita entre os colegas, disparadamente, e seria hoje o candidato mais forte. Mas tudo pode mudar”, diz um deputado da bancada oposicionista a este Política Livre, referindo-se, inclusive, à possibilidade de surgimento de novos nomes.

6 de novembro de 2018, 16:52

EXCLUSIVA Nilo diz que, se eleição fosse hoje, Rui Costa faria novo prefeito de Salvador

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Marcelo Nilo foi eleito deputado federal pelo PSB

O deputado estadual Marcelo Nilo (PSB), eleito à Câmara dos Deputados, disse a este Política Livre que, se as eleições à sucessão municipal de Salvador fossem hoje, o governador Rui Costa (PT) faria o futuro prefeito de Salvador. “Não sei (o que acontecerá) daqui a dois anos, mas hoje o governador é a principal força política e eleitoral do Estado. Seu desempenho em Salvador mostrou sua força”, afirmou Nilo, para quem as eleições passadas desnudaram também a dificuldade de o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), transferir votos para aliados. Para o parlamentar, tudo isso contará na hora da sucessão municipal do democrata. O deputado disse, no entanto, que não vê ainda um nome definido no grupo para o confronto com o virtual candidato de Neto. “Tudo indica que o governador vai inventar um”, completou.

1 de novembro de 2018, 08:40

EXCLUSIVA Cena municipal ganha novo player, por Raul Monteiro*

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Vereador Geraldo Jr., que assume presidência da Câmara Municipal a partir de 2 de janeiro

Desde ontem, a cena municipal tem um novo player. O vereador Geraldo Jr. (SD) foi eleito presidente da Câmara Municipal com 41 votos num universo de 43 eleitores, dos quais um esteve ausente, Igor Kannário (PHS), e outro, Hilton Coelho, do PSOL, absteve-se de votar por orientação programática de seu partido, demonstrando que passou rente ao placar da unanimidade. O score, com pequenas diferenças, foi praticamente o mesmo para todos os demais membros da mesa, ao todo 10, que concorreram em chapa única liderada pelo novo presidente.

Mas Geraldo Jr. não emerge com credenciais de nova liderança na Praça Municipal apenas porque assumirá, a partir do dia 2 de janeiro, junto com os demais membros da mesa, o comando da Câmara, uma posição especialmente importante no jogo político em anos eleitorais, como o da sucessão municipal de 2020, em que estará em pleno exercício do poder na Casa. O que passou também a direcionar naturalmente os holofotes sobre a sua figura foram a habilidade e a rapidez com que costurou os apoios à sua candidatura, abortando o surgimento de potenciais concorrentes antes mesmo que se constituíssem, num ato de rara sagacidade política.

A construção de seu nome para disputar a sucessão do competente presidente Leonardo Prates (DEM) deu-se nos primeiros dias após seu desligamento, combinado com o prefeito ACM Neto (DEM), da secretaria municipal de Esportes e Emprego, na qual sua primeira experiência de destaque como gestor teve o reconhecimento do líder democrata. Então, aspirantes a também comandar a Casa começavam ainda a ensaiar os primeiros passos e a marcar conversas com os colegas para comunicar seu interesse na disputa quando o novo presidente irrompeu com o projeto de comando pronto e acabado.

Praticamente em uma semana, fruto de costuras que conduziria sozinho, os principais apoios seriam fechados e, dentro deste período, num prazo de dois dias, se sucederam com tamanha rapidez que não só surpreenderam os operadores políticos tradicionais da área municipal como tornaram impossível que se ousasse, interna ou externamente, lhe opor qualquer concorrência. Uma das razões para o sucesso da empreitada foi, sem dúvida, a respeitável inserção política extra-Câmara do vereador, detalhe que só fez impulsionar sua capacidade de articulador.

A ela se juntaria também o relacionamento de alto nível, de confiança, principalmente, que mantém com os colegas, agora co-responsáveis pela escolha da nova direção do Legislativo. No discurso de posse, boa parte de improviso e sob forte emoção, Geraldo Jr. citou nominalmente praticamente todos eles em agradecimento. Decano da Casa, o vereador Edvaldo Brito (PSD), que presidiu toda a sessão e sabe das coisas, a encerrou com um discurso forte de exaltação ao novo presidente, chamando a atenção para seu perfil catalisador e agregador, característico de quem, como enfatizou, conhece a arte de liderar. Portanto…

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

30 de outubro de 2018, 09:32

EXCLUSIVA Apesar de vitória em Salvador com Haddad, PT pode apoiar nome de aliado em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Everaldo Anunciação, presidente estadual do PT

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, disse há pouco a este Política Livre que, a despeito da grande votação que deu ao ex-candidato à Presidência Fernando Haddad no Estado, inclusive em Salvador, neste segundo turno, o partido não deve rever sua estratégia para a disputa da sucessão municipal na capital baiana em 2020 para a qual já se avaliava a possibilidade de apoio a um candidato de uma sigla aliada, a exemplo do que aconteceu no pleito de 2016, quando os petistas apoiaram a candidatura da deputada federal comunista Alice Portugal à Prefeitura.

“Óbvio que queremos ter um prefeito ou uma prefeita do PT, mas é só uma vontade, não é uma determinação”, afirmou Everaldo, antecipando que o partido deve manter a mesma estratégia de buscar construir uma aliança que seja capaz de assegurar a vitória em Salvador daqui a dois anos. “O candidato ou candidata que melhor aglutinar este sentimento de mudança pode ser o representante deste projeto. O PT tem a legitimidade, mas não pode se sentir o dono da candidatura. O diferencial é a capacidade de aglutinar aliados”, afirmou o presidente estadual do PT.

Para ele, o principal derrotado nestas eleições na Bahia foi o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que deu, em sua avaliação, “uma votação pífia” para o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em Salvador. No Estado, assinalou, foi a primeira vez que a população votou praticamente em peso contra um presidente praticamente eleito. “O resultado da eleição na Bahia nos empodera para o futuro. Se o PT fizer correções, rever muitas coisas, pode ter um desempenho surpreendente nas próximas eleições”, declarou.

Sobre a sucessão do deputado estadual Angelo Coronel (PSD), eleito senador, na presidência da Assembleia Legislativa, Everaldo disse que, apesar de não ter sido ainda realizada uma reunião interna com a bancada petista, o nome do candidato do PT é o do deputado estadual Rosemberg Pinto. “Rosemberg disponibilizou o nome dele. Na próxima semana, vamos convocar uma reunião com a bancada e a partir daí abrir um processo de debate com os partidos e deputados da base. Elegemos uma bancada grande, e se tivermos capacidade vamos ter a possibilidade de dirigir a Assembleia nos dois períodos”, afirmou.

29 de outubro de 2018, 08:41

EXCLUSIVA É forçoso ativar o senso crítico desmobilizado pelo PT, por Raul Monteiro*

Foto: Igo Estrela/Estadão/Arquivo

Jair Bolsonaro se torna presidente do Brasil

Sem querer excluir a responsabilidade da sociedade por suas escolhas políticas, o encerramento da eleição presidencial pode ser também interpretado como resultado da face diminuta do sistema político nacional, que, representado como nunca por aqueles que foram até agora seus principais partidos, em especial o PT e o PSDB, foi incapaz de lhe disponibilizar opções que conseguissem dialogar com a grandiosidade do país do qual sugou até aqui sua sobrevivência. O fracasso da estratégia eleitoral petista é apenas o lado mais evidente dos desafios que só esta mesma sociedade, por meio da razão e da vigília, será obrigada a enfrentar a partir de agora.

Nâo há dúvida de que o PT produziu o fenômeno Jair Bolsonaro. Tanto por suas posturas ao longo dos anos em que governou o país, e mesmo depois de ter deixado o poder, como por, no primeiro turno, ter evitado confrontá-lo e desconstruí-lo, como faria depois, na expectativa, que se mostrou equivocada, de que ele fosse o melhor candidato para derrotar na segunda fase. Subestimou o lamentável episódio da facada desferida contra o candidato que fez com que o capitão reformado crescesse na campanha sem se mexer ou se submeter a um escrutínio mais direto do eleitor, por meio, por exemplo, da exposição a debates.

Quando acordou para o risco, a vaca já tinha ido ao brejo. Sem capacidade de articular uma resposta à altura, e rápida, que respondesse à exigência da sociedade de reconhecimento dos erros éticos, morais, administrativos e econômicos, o petismo preferiu sucumbir a apostar numa alternativa como a de Ciro Gomes (PDT). Hoje, deve o fato de sua derrota não ter sido ainda mais acachapante, apesar de significativa, ao justificado medo do que pode representar o governo do ex-militar, basicamente por causa das suas falas, muitas inclassificáveis, além das demais amplamente conhecidas, racistas, homofóbicas e desabridamente anti-democráticas, todas incivilizadas.

Empurrada para tal dimensão do imprevisível, resta à sociedade atentar para a fragilidade do seu modelo representativo, e desenvolver novo nível de atuação, o que não deixa de comportar seus riscos. É evidente que o país não sai pacificado das urnas, tanto por causa das dificuldades inerentes ao novo comando, em que entram tanto questões como o tipo de cosmovisão, a imaturidade, a inexperiência e o mais evidente despreparo, de sua figura e daqueles que o cercam, quanto da oposição que se levantará contra ele, articulada pela máquina de mobilização social que o petismo ainda manterá, desenvolvida por anos de exercício muito próprio do poder.

A saída precisa ser, de fato, a mais atenta vigilância, preço que se paga pela liberdade, como disse Thomas Jefferson, a mesma que foi relegada lamentavelmente nos primeiros anos petistas, principalmente devido ao convencimento da maioria de que se tratava de um partido honesto, que podia até cometer seus equívocos, mas nunca transigir no plano ético. O primeiro passo é, sem desconsiderar a torcida pelo sucesso do novo presidente, redobrar o senso crítico em relação ao novo governo, evitando a reprodução da característica de seita que embalou o petismo até agora, responsável pela cegueira e o radicalismo que apequenaram tanto este grande país.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

25 de outubro de 2018, 11:32

EXCLUSIVA Apesar de inelegível, Isaac Carvalho já era tratado como deputado pelo PCdoB

Foto enviada pelo presidente do PCdoB, Davidson Magalhães, na qual Isaac Carvalho é considerado deputado federal eleito

A certeza de que seria bem sucedida a manobra em favor da validação dos votos para deputado federal do ex-prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PCdoB), apesar de ele estar inelegível à luz da Lei da Ficha Limpa, era tamanha no partido que levou seu presidente, o suplente de senador Davidson Magalhães, a divulgar para correligionários, no último dia 15, uma mensagem pelas redes sociais incluindo o nome dele entre os parlamentares comunistas eleitos. Na mensagem, à qual anexou uma foto, tirada provavelmente no jardim do Palácio de Ondina, residência oficial do governador, Davidson diz que as bancadas federal e estadual do partido estiveram com Rui Costa preparando a “arrancada do segundo turno” e relaciona textualmente o nome de Isaac entre os deputados federais eleitos. “Vamos à luta”, finaliza o texto. Enquadrado na Lei da Ficha Limpa depois de ter sido condenado em segunda instância no Tribunal de Justiça da Bahia, Carvalho foi considerado inelegível pelo Justiça Eleitoral. Uma liminar concedida por um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no entanto, suspendeu temporariamente os efeitos do julgamento, garantindo sua elegibilidade. Nem o ex-presidente Lula conseguiu tal façanha, assinalou em texto recente o site O Antagonista.

 

24 de outubro de 2018, 10:25

EXCLUSIVA Isaac Carvalho contrata advogados mais caros em tentativa de tomar posse

Foto: Divulgação/Arquivo

Isaac Carvalho, que obteve liminar favorável à posse como deputado federal, apesar de ser Ficha Suja, o que até Lula não conseguiu

O candidato a deputado federal Isaac Carvalho (PCdoB), que tenta a todo custo ser empossado deputado federal, apesar de ter sido declarado inelegível pela Justiça Eleitoral baiana à luz da Lei da Ficha Lima, contratou dois dos mais caros advogados que atuam em Brasília para atingir seu objetivo: Antonio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, e Fernando Neves. Mais um sinal de que dinheiro não é problema para o comunista, cuja campanha deixou adversários boquiabertos. Aliás, por enquanto, o investimento tem valido à pena.

23 de outubro de 2018, 09:09

EXCLUSIVA Ataque de Rui a Bolsonaro preocupa aliados, que prevêem aumento de sua dependência na bancada federal

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa atacou ontem o presidenciável Jair Bolsonaro

Aliados, sobretudo os de partidos de centro, andam apreensivos com o tom com que o governador Rui Costa (PT) tem tratado o candidato Jair Bolsonaro (PSL), virtual presidente eleito no segundo turno, marcado para o próximo domingo. Eles lembram que, diferentemente do atual presidente, Michel Temer (MDB), a quem o governador diversas vezes dirigiu o termo “golpista”, entre outros adjetivos, sem sofrer nenhum tipo de retaliação, o capitão reformado tem deixado claro seu espírito autoritário. “Está claro que Bolsonaro e sua turma são do tipo que bancam revanches, ainda mais se o adversário for um petista”, diz um deputado federal ligado ao governador, lembrando ainda que, durante um vídeo exibido este final de semana numa manifestação, Bolsonaro disse que governadores que fizerem oposição radical terão “tratamento secundário”. No programa “Papo Correria” de ontem, transmitido pelas redes sociais, Rui chamou Bolsonaro de “frouxo, covarde e despreparado”. “O governador vai ter que se adequar ao novo momento. Ele não vai mais poder se posicionar como oposição, como fez no governo Temer’, diz o mesmo parlamentar, afirmando que o tempo de “moleza” acabou. Agora, pontua o governista, todo senso de estratégia precisa ser utilizado, ainda mais que tudo indica o re-fortalecimento do prefeito ACM Neto (DEM) por meio do deputado federal cariosa Rodrigo Maia (DEM), que deve ser reeleito presidente da Câmara no futuro governo. Para um outro deputado, Rui vai começar a ver como será importante ter uma bancada de deputados na Câmara coesa e unida em defesa de seu governo em Brasília, e os parlamentares ganharão outro status no grupo. “Tudo será novo, mas já vislumbramos tempos difíceis para o governador”, prevê o parlamentar.

22 de outubro de 2018, 16:03

EXCLUSIVA Kiki Bispo mostra desinteresse em assumir liderança do governo na Câmara

Foto: Política Livre/Arquivo

Vereador Kiki Bispo

O Palácio Thomé de Souza tem tido dificuldades para convencer o vereador Kiki Bispo a se tornar o próximo líder do governo na Câmara Municipal, em substituição a Henrique Carballal (PV). Kiki tem alegado preferir ficar na Câmara, ajudando na gestão do colega e amigo Geraldo Jr. (SD), que deve ser eleito presidente do Legislativo municipal no próximo dia 19 de dezembro.

19 de outubro de 2018, 16:53

EXCLUSIVA Não falta quem estimule Aline Peixoto a concorrer a uma vaga na Câmara em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Primeira-dama do Estado, Aline Peixoto se resguarda e não dá pistas sobre se topa o desafio de concorrer para vereadora

Depois da grande votação obtida pelo governador Rui Costa (PT) em Salvador, no último dia 7, aumentaram os estímulos no entorno da primeira-dama do Estado, Aline Peixoto, para que ela se candidate a vereadora na capital baiana nas próximas eleições. Apesar da queda pela atividade política e o faro, que a transformou numa das principais conselheiras do governador Rui Costa (PT), a primeira-dama ainda não deu pistas sobre se está comendo a pilha.