10 de abril de 2017, 17:58

EXCLUSIVA TJ julga quarta ação contra uso do Uber; Neto pode sair derrotado

Foto: Arquivo/Max Haack

Prefeito ACM Neto e o Uber

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia julga nesta quarta-feira a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado contra a lei sancionada pelo prefeito de Salvador que proíbe o Uber (transporte remunerado de pessoas em veículos particulares). A Procuradoria aponta como violados os artigos 4o, 55o, 59o e 164, da Constituição estadual. Segundo se comenta nos bastidores do Tribunal, o bicho vai pegar e o prefeito ACM Neto (DEM) pode ser derrotado na decisão de ter concordado com a proibição do serviço na capital baiana.

10 de abril de 2017, 15:26

EXCLUSIVA Danielle ganha PT de Salvador e deve ajudar na reeleição de Everaldo

Foto: Divulgação/Arquivo

Danielle Ferreira, a militante petista que arrebenta

A militante petista Danielle Ferreira, uma novidade, deve ser a nova presidente do PT de Salvador. Na eleição para o comando do partido na capital baiana, ela está na frente do concorrente Gilmar Santiago, ex-vereador em Salvador, mas ainda faltam duas urnas a serem apuradas, o que, na avaliação de petistas, não deve alterar o quadro favorável a Ferreira. Com a vitória consolidada, ela deve ser peça fundamental na definição da presidência estadual do partido, disputa que é travada entre as chapas do atual presidente, Everaldo Anunciação, da Construindo uma Nova Bahia, e Valdenor Pereira, da Muda PT, e precisa da escolha de todos os presidentes municipais para ser decidida, de forma indireta. Os dois líderes petistas estão, neste momento, em empate técnico, mas tudo indica que Everaldo deve levar, já que estão avançadas as negociações de seu grupo com o do deputado federal Valmir Assunção, a quem nova presidente do PT em Salvador é ligada.

5 de abril de 2017, 20:22

EXCLUSIVA Governo quer inverter pauta e investigar Paulo Souto em CPI

Foto: Divulgação/Arquivo

CPI pode investigar dois últimos anos do governo Paulo Souto por "vacilo" da oposição

Além de ter conseguido manobrar para garantir maioria no colegiado, o governo acredita que a oposição comeu mosca ao ter estendido demais o prazo de investigação da CPI do Centro de Convenções. Ao invés de restringir o período aos 10 anos dos governos petistas (do ex-governador Jaques Wagner e do atual, Rui Costa), os oposicionistas o ampliaram para 12, o que acabou englobando também a gestão do ex-governador Paulo Souto (DEM). “Teremos espaço para brincar também no campo deles”, disse agora há pouco um deputado da base do governo ao Política Livre, observando que se a disposição da oposição é desgastar o governo Rui e do seu antecessor, Wagner, “vai haver troco”.

4 de abril de 2017, 09:46

EXCLUSIVA Presidente da Fieb estaria dificultando posse de Câmara no Sebrae

Foto: Divulgação/Arquivo

Alban é o presidente da Fieb

Uma resistência oposta pelo presidente da Federação da Indústria da Bahia, Antônio Ricardo Alvarez Alban, estaria dificultando a posse do vereador Paulo Câmara (PSDB) na superintendência do Sebrae na Bahia. Como presidente da Fieb, Alban deveria convocar o conselho deliberativo do órgão para dar partida no processo que culminaria na posse de Câmara. No entanto, o governo federal tem recebido mensagens de que esta não seria a disposição do dirigente da entidade máxima de representação da indústria baiana, que seria ligado ao atual comandante do órgão, Adhvan Furtado, executivo de estratégia do Senai/Cimatec. A postura de Alban tem sido interpretada como uma verdadeira afronta ao ministro da secretaria de Governo, o baiano Antonio Imbassahy, tio e patrono da indicação de Câmara, e ao próprio governo Michel Temer (PMDB).

3 de abril de 2017, 07:47

EXCLUSIVA Muito de boa, Coronel diz a que veio, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução/Metropress

Dos dois lados do balcão, oposição e governo podem se deliciar com as versões que quiserem. Podem simploriamente dizer que se tratou de um ato de insubordinação. Ou então de estrita observância aos princípios de imparcialidade que devem nortear a atuação de um presidente do Poder Legislativo. O que não se pode negar, no entanto, é que, ao decidir pela instalação da CPI do Centro de Convenções, um pleito dos deputados de oposição que deve ainda produzir muita marola enquanto o colegiado durar, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), não tenha inaugurado uma nova Era no Legislativo estadual.

Um momento em que a Assembleia firma um novo comando, mais comprometido com o andamento da Casa e de seus membros, do que com a vida do Executivo, do qual acostumou-se, na última década, a ser um mero apêndice. De fato, há 10 anos não se via iniciativa semelhante nem aproximada a ela. Nenhuma CPI prosperou sob a égide do seu antecessor na Casa, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), mais longevo presidente que a Assembleia já teve. Acusado de ter atuado mais como líder do governo do que como magistrado, Nilo deu vida boa ao Executivo enquanto foi presidente da Assembleia. Não houve tempo ruim para quem comandou o Estado enquanto esteve lá.

Deve ter cobrado seu preço e ele deve ter se elevado, porque não é impreciso dizer que os governos a que serviu o rifaram quando tentou a última reeleição, obrigando-o a recuar. Ao acatar a recomendação técnica da Procuradoria Jurídica da Assembleia para mandar instalar a CPI, a qual cumpriu todos as exigências que estabelece o regimento, Coronel mostrou que pensa num outro papel para o Legislativo, de muito maior protagonismo na história das relações políticas atuais na Bahia, algo a que os detentores atuais do Poder precisarão, a duras penas, se acostumar, livrando-se do condicionamento passado.

A bem da verdade, a decisão do presidente não comporta nenhuma novidade. Pelo menos para quem acompanhou sua campanha, os acordos que firmou e a maneira como viabilizou sua candidatura até a eleição não havia dúvida de que, de fato, ainda que fazendo parte da base e sendo aliado do governo, ele não se furtaria a se colocar de forma independente em relação ao Executivo. Resultado maior do processo que o levou ao Poder. Se tem gente a quem Coronel deve sua vitória, ela é formada por seus colegas deputados, os quais conquistou com atributos como equilíbrio, habilidade e capacidade de convencimento.

Aliás, pode-se mesmo afirmar que, do mesmo jeito que o governo rifou Nilo, fez o que pode para não ver a ascensão do deputado do PSD ao comando do Poder, trabalhando, nos bastidores, por nomes que pudessem ser alternativa a um ou outro. Não contavam com a enorme capacidade de trabalho de Coronel para se articular rumo à vitória. Portanto, o presidente da Assembleia não tem nenhuma obrigação para com o governo, além daquelas de, como chefe do Legislativo, manter ótimas relações institucionais com o governador e os deputados da base, no que, aliás, tem sido muito bem sucedido.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

2 de abril de 2017, 11:39

EXCLUSIVA Coronel firma independência da AL e determina instalação da CPI do Centro de Convenções

Foto: Arquivo/Divulgação

Coronel se elegeu dizendo que agiria com imparcialidade em relação a pleitos do governo e da oposição

O Diário Oficial do Poder Legislativo publicou em edição deste final de semana decisão do presidente da Assembleia, deputado Angelo Coronel (PSD), determinando a instalação da CPI do Centro de Convenções. A constituição do colegiado de investigação foi solicitada pela oposição, que conseguiu reunir os 21 votos necessários para que seja instalada. Para tomar a decisão, Coronel baseou-se em parecer da Procuradoria Jurídica da Assembleia, para a qual o pedido tem “fato determinado” e está regimentalmente correto. “Analisando devidamente o requerimento formulado, vislumbro terem sido preenchidas as exigências para a instalação da CPI pretendida não só de acordo com a doutrina mas principalmente com a Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que muito tem flexibilizado na conceituação da expressão fato determinado”, diz o parecer da Procuradoria. Polêmica, a iniciativa confirma o discurso com que Coronel se elegeu presidente da Casa de que se comportaria de forma imparcial em relação a pleitos da oposição e do governo. O teor da campanha revelou que o deputado do PSD não pretendia se comportar como líder do governo, acusação que era dirigida a seu antecessor, Marcelo Nilo (PSL).

30 de março de 2017, 11:26

EXCLUSIVA O claro desconforto de Rui, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação/GOVBA

Governador Rui Costa (PT)

O governador Rui Costa (PT) admitiu todo o seu desconforto com os deputados federais de sua base que apóiam também o presidente Michel Temer (PMDB) numa coletiva esta semana em Salvador. Disse Rui em reportagem publicada por esta Tribuna que as vaias de que dois deles foram alvos no interior, em palanques nos quais era a principal e mais destacada autoridade, indicariam a indignação da população com o apoio a propostas como a da regulamentação da terceirização, aprovada esta semana pela Câmara dos Deputados com o aval da bancada governista. Ressalve-se que, se não estava ali exatamente a população, com certeza fazia-se presente a militância petista.

E ainda que a terceirização – está registrado em vídeo – fora defendida em várias oportunidades por Dilma Rousseff. Para completar, o governador ainda fez questão de se referir nominalmente aos aliados que passaram pelo constrangimento como se fossem exemplos a serem evitados pelos demais. Não deve ter sido por falta de aviso que o descontentamento bateu, ainda que tardiamente, em Rui. Desde que Michel Temer assumiu o comando da Nação e deputados aliados a ele na Bahia aproveitaram o fluxo migratório nacional de seus partidos em direção ao novo presidente para exercer todo o seu governismo já se sabia que em algum momento o paradoxo emergiria.

Então confrontada com a nova contingência, a articulação política do governador preferiu na época fazer pouco caso do movimento, acreditando que todos poderiam viver em doce harmonia, e desconsiderando, inclusive, que a aproximação entre os aliados de Rui e o time de Temer, no qual se incluem partidos como o DEM do prefeito e virtual candidato à sucessão estadual ACM Neto, favorecia abertamente conspirações contra ele. Agora, parece ter se apercebido de que não é absolutamente o caso. No momento em que a realidade e a economia vão deixando para trás o rótulo de golpista com que os petistas quiseram rotular Temer, a situação muda de figura.

Ganha contornos ainda mais fortes à medida que o petismo se agarra como a uma tábua de salvação à figura do ex-presidente Lula e sua inquestionável popularidade como opção presidencial para 2018. Nesse contexto, buscar desgastar a qualquer preço o adversário do lulismo é, além de estratégia, uma arma a qual as lideranças petistas sempre souberam empunhar com extrema destreza. É claro que o persistente oposicionismo de Rui a Temer não poderia resultar em outra situação que não o fechamento de todas as torneiras da administração federal na direção do Estado da Bahia, como manda a tradição política tupiniquim.

O governador pode trilhar o caminho das pedras, no entanto, se, com mais de um ano de antecedência das eleições e sob tantas incertezas, acreditar que a militância que o acompanha nos eventos do interior pode ser utilizada para impor aos deputados alinhados a Temer uma revisão de suas posições a ponto de ficarem só com ele na Bahia. Trata-se de um erro porque, essencialmente, o fascínio do governo federal sobre os parlamentares nem se compara com o da máquina que comanda, por mais permeável em que ele a transforme agora. Depois, porque, influenciados por tempos temeristas, é bom que se diga, muitos discutem, às suas costas, a viabilidade mesma de sua reeleição.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

29 de março de 2017, 10:29

EXCLUSIVA Governistas que apóiam Temer ameaçam boicote a eventos com Rui

Foto: Arquivo/Divulgação

Mário Jr. foi dos deputados vaiados recentemente em evento com Rui Costa porque votou com Temer

Irritados com o que consideraram apoio do governador Rui Costa (PT) às vaias recebidas por deputados federais de sua base que também são aliados do presidente Michel Temer (PMDB), parlamentares do PR, PSD e PP, que estão nesta situação, já ameaçam boicotar eventos com o chefe do executivo no interior.

Pedindo reservas, dois deles procuraram o Política Livre para dizer que, ao invés de afirmar que os apupos decorreriam da indignação da população, Rui deveria buscar censurá-los. “Indignação da população coisa nenhuma. Aquilo (as vaias) são manifestações da militância subordinada ao governador”, disse um deles mais indignado.

Ele prometeu não comparecer mais a festas de inauguração com Rui Costa enquanto perdurar o clima. Recentemente dois deputados – Jonga Bacelar (PR) e Mário Negromonte Jr. (PP) – foram vaiados em eventos no interior, na presença do governador, por terem votado a favor do projeto que regulamenta a terceirização.

Ao falar das vaias, o governador os citou nominalmente e completou: “Eu acho que é importante que todos estejam sintonizados com a indignação da população. O povo está perdendo a paciência e quer que as coisas se resolvam”. E ainda acrescentou que vem chamando a atenção dos deputados para que estejam “sintonizados com as vozes das ruas”.

27 de março de 2017, 21:12

EXCLUSIVA Advogado de Lídice pede vistas de inquérito e delações da Odebrecht

Foto: Divulgação

Senadora Lídice da Mata

O advogado baiano Maurício Vasconcelos solicitou vistas do inquérito e das delações da Odebrecht em que aparecem citações à senadora Lídice da Mata (PSB). Ele foi constituído representante oficial da senadora para o processo na semana passada. Segundo fonte de Brasília que conversou com este Política Livre, ciente de que não tem o que temer, Lídice resolveu partir para a ofensiva e descobrir o verdadeiro motivo para que seu nome venha aparecendo em vazamentos aqui e ali.

 

 

27 de março de 2017, 10:32

EXCLUSIVA Vaia em Jonga mostra que apoio a Rui e Temer estão incompatíveis

Foto: Divulgação/Arquivo

Bacelar discursou sob vaias sonoras de petistas e agregados em evento com governador Rui Costa

A sonora vaia recebida pelo deputado federal João Carlos Bacelar, do PR, o Jonga, na presença do governador Rui Costa (PT), durante evento coalhado de petistas e representantes de movimentos sociais em Serrinha, neste final de semana, é um sinal inequívoco de que está estreitando o espaço para que deputados federais mantenham o jogo de conveniência pelo qual mantêm um pé no governo do petista na Bahia e outro no do presidente Michel Temer (PMDB), em Brasília.

O deputado do PR não é o primeiro a passar pelo constrangimento num evento com Rui Costa. Há pouco tempo, o deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP) foi alvo também de protestos em Cícero Dantas, num ambiente que lhe fora absolutamente amigável até o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Assim como o PP e o PR, o PSD é outro partido que vota firme com a agenda de Temer no Congresso, mas na Bahia está sob o abrigo do governo estadual.

Com a queda de Dilma, todos se realinharam em Brasília, mantendo ou re-indicando aliados para postos federais. “Os deputados não querem perceber que as agendas hoje dos governos estadual e federal são incompatíveis. Estar aliado aqui e em Brasília só seria possível num ambiente sem tensão e de compatibilidade de projetos, o que absolutamente não é o caso”, avalia um deputado federal para o Política Livre, prevendo novos ataques a parlamentares nesta condição.

Para a mesma fonte, o fosso tem aumentado porque o PT e os movimentos sociais alinhados ao partido passaram a demonizar quem vota a favor da agenda econômica de Temer, que inclui a aprovação, recentemente, da regulamentação da terceirização e da abertura do pré-sal, e vem propondo reformas como a da Previdência e a Trabalhista. O petismo coloca os deputados favoráveis às mudanças consideradas pelo governo como fundamentais à recuperação econômica do país no rol de traidores do povo.

O protesto contra Jonga ocorreu logo depois de, na semana passada, o deputado ter votado a favor da regulamentação da terceirização. Tanto no caso dele quanto no de Negromonte Jr., não se viu um gesto de Rui Costa no sentido de tentar aplacar a indignação dos militantes petistas. Alguns vêm na postura do governador um possível interesse de Rui em constranger os aliados para que entendam a importância de se colocar contra Temer em Brasília, postura de coerência impensável para a maioria dos políticos.

Se o clima está ruim agora, deve ficar ainda pior quando se aproximar a campanha à sucessão de 2018, principalmente se os partidos que fazem o chamado jogo duplo tiverem candidatos presidenciais concorrentes do petismo e buscarem permanecer com eles e o governo estadual. “A sucessão vai ser acirradíssima. O PT está preparado para descascar em cima dessa turma”, diz um militante petista, prometendo ficar de olho em quem se utilizar do expediente de estar com um pé aqui e outro na canoa de Temer.

27 de março de 2017, 08:11

EXCLUSIVA Temer respira aliviado neste domingo, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução

Presidente Michel Temer

O governo Michel Temer (PMDB) respirou aliviado com o resultado das manifestações pelo país neste domingo. Com uma pauta ampla, que incluiu da defesa da Operação Lava Jato e do trabalho do juiz Sérgio Moro, seu líder maior, até críticas ao foro privilegiado, os protestos foram os menores realizados até agora com agenda política e, fora algumas manifestações pontuais, acabaram poupando o peemedebista de ataques mais contundentes, para frustração de petistas e dos demais adversários do sucessor de Dilma Rousseff (PT).

Nada mal para um presidente que convive com uma agenda impopular desde o momento em que assumiu o comando político do país – num processo meramente transitório que seus adversários insistem em chamar de golpe -, a qual tem sido reforçada por iniciativas como a que regulamenta e amplia o processo de terceirização, recentemente aprovada no Congresso, e reformas há muito proteladas, como a da Previdência, que o governo tem feito um esforço enorme para convencer de que não suprimirá direitos, o contrário do que a maioria acredita e os partidos de oposição garantem.

Foram poucos os políticos que também compareceram aos atos, a exemplo do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que repetiu a mesma ladainha contra o governo, apesar de ser de um partido da base. As novidades foram os ataques dirigidos a figuras como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de quem ninguém pode deixar de reconhecer a coragem em dizer muito do que hoje qualquer um tem medo em verbalizar no país. Outros que foram alvejados foram os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), respectivamente, além do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Em São Paulo, onde as manifestações tomaram parte da Avenida Paulista, pelo menos, os três foram acusados por parte dos manifestantes de tentarem promover um acordo para salvar a classe política diante das relações da Odebrecht, cujo teor tem sido seletivamente vazado, confundindo dinheiro oriundo de propina daquele de caixa dois, ou não contabilizado, a fim de criar a idéia de que ninguém presta neste país, afora o povo honesto e historicamente espoliado. Em alguns protestos, o ex-presidente Lula apareceu vestido de presidiário, o que não é exatamente uma novidade neste atos.

Portanto, de maneira geral, as manifestações de ontem não assustaram a quem deveriam, exatamente a classe política, embora não falte assunto contra o que se protestar num dos países mais desiguais do planeta. Um boa lição para aqueles que os organizam, os quais precisam melhorar seu senso de monitoramento do pulso da população, se quiserem manter a influência sobre a pauta política e sob pressão os homens encarregados de fazer as leis no país, cuja insensibilidade histórica aos problemas da sociedade brasileira deve também ser das maiores do mundo.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

26 de março de 2017, 19:20

EXCLUSIVA Entrosamento entre Leão e Coronel chama a atenção em aniversário

Foto: Divulgação

Coronel e Leão se apontam mutuamente: por acaso estariam tratando de 2018?

Chamaram a atenção as mesuras trocadas pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel (PSD), e o vice-governador e secretário estadual de Planejamento, João Leão (PP), durante a comemoração do aniversário do secretário estadual de Saúde, Fábio Villas Boas, no sábado. Os dois fizeram ainda questão de posar para uma foto em que aparecem se apontando mutuamente, como se estivessem a tratar da chapa à sucessão estadual de 2018. Para completar, Coronel ainda estava vestido com uma camisa que lembrava a bandeira dos Estados Unidos, o que levou alguns a recordarem do presidente americano Donald Trump, que muitos consideravam carta fora do baralho quando a campanha nos EUA começou.

24 de março de 2017, 09:47

EXCLUSIVA O “leviano” e a mais completa cara de pau

Tem tempo para dar e vender quem se ocupa de um espectro como Dilma Rousseff, grande responsável pela desgraça econômica da qual o Brasil parece dar os primeiros passos para sair. Não fosse por seu legado, em todos os sentidos, lamentável, não seria motivo de lembrança nem para a militância mais cega do petismo. Mas a resposta que ofereceu para o fato de o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo, ter dito que ela sabia absolutamente de tudo, impõe que se lhe devotem algumas linhas.

Dilma disse que, no que lhe compete, a delação do empreiteiro sobre o conhecimento que possuía a respeito das transações nada republicanas entre governo e a empresa que aconteciam sob o seu queixo é leviana. Mais: que não possuía relações com o ex-presidente da Odebrecht. Ora, ora! Todo mundo sabe que os dois eram próximos, trocavam figurinhas a toda hora, motivo porque o empresário foi considerado um dos seus mais constantes conselheiros. É o que a imprensa econômica relatou várias vezes.

Tudo decorrente do interesse mútuo que governo e empresa se devotavam. Além disso, não soa consistente que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, de quem Marcelo disse ter recebido vários pedidos de recursos vultosos para fins variados, agisse sem o mais pleno conhecimento da “presidenta”, de quem o mundo já sabe que a competência nunca foi o forte. Agora, a cara de pau….

22 de março de 2017, 08:30

EXCLUSIVA Wagner acha que Neto é carta fora do baralho para 2018

Foto: Política Livre/Arquivo

Ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner

Interlocutores do ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), têm ficado intrigados com um termo que ele passou a usar para se referir ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Para o petista, definitivamente o prefeito deixou de ser uma ameaça, em 2018, à reeleição do governador Rui Costa (PT), de quem o secretário se transformou em articulador político informal. Wagner garante que sua tese ficará mais clara à medida que a sucessão estadual se aproxime.

21 de março de 2017, 10:48

EXCLUSIVA Articulação de Rui Costa faz questão de Otto em chapa de 2018

Foto: Emerson Nunes/Política Livre/Arquivo

Senador Otto Alencar é visto como fundamental na chapa com que Rui Costa pretende disputar reeleição

A articulação política do governo Rui Costa (PT) trabalha com a idéia de manter o atual senador Otto Alencar (PSD) na chapa com que o governador disputará a reeleição, no ano que vem. Otto poderia se recandidatar ao Senado, onde completará quatro de seus oito anos de mandato em 2018, ou concorrer à vice, cargo ocupado hoje pelo PP com João Leão, que é secretário estadual de Planejamento.

Nesta hipótese, Leão seria deslocado para o Senado, uma vez que sua presença na chapa é considerada também fundamental. Entre os maiores entusiastas da presença de Otto na chapa de Rui em 2018 está o ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner, cuja candidatura à outra vaga ao Senado é tida como certa. Amigo pessoal de Otto, Wagner acha que sua presença na chapa a tornaria eleitoralmente imbatível.

O arranjo descartaria, evidentemente, a recandidatura da atual senadora Lídice da Mata, do PSB. Como estará encerrando seu mandato no próximo ano, ela acalentava o desejo de mais uma vez integrar a chapa de Rui, ocupando a vice ou mesmo a vaga de senadora, mas, se quiser continuar no mesmo grupo político, terá que concorrer para deputada federal ou à Assembleia Legislativa.

A concepção da nova chapa é favorecida também pelo enfraquecimento do deputado estadual Marcelo Nilo, do PSL, que pretendia tensionar pela disputa ao Senado ou à vice, mas perdeu espaço e força ao não conseguir se reeleger presidente da Assembleia Legislativa. A avaliação que se faz no governo entre os defensores do nome de Otto é o de que, no PSD, ele ainda é o melhor nome para estar na chapa.

Falta operacionalizar a forma como ele disputaria o Senado, já que, no ano que vem, estará cumprindo exatamente a metade do atual mandato, o que pode obrigá-lo a renunciar antes de concorrer de novo.  A maior vantagem para ele seria colocar o filho, Otto Filho, atual presidente da Desenbahia, na sua suplência. Isso lhe permitiria, inclusive, renunciar depois de eleito para permitir a posse do herdeiro político.

Este Política Livre apurou que Otto, no entanto, resiste à proposta. A idéia de manter PSD e PP na chapa de 2018 leva em conta um cenário em que o ex-presidente Lula seria candidato à Presidência da República no ano que vem, mas é defendida com mais vigor para a hipótese de o petista não poder puxar os candidatos do PT nos Estados. A avaliação é de que, neste caso, a dependência do governador em relação a Otto e Leão só aumentaria.