7 de fevereiro de 2019, 20:22

EXCLUSIVA Criticado por demora em reforma, Rui pode ganhar “Manual de Administração”

Foto: Gov/Ba

Governador Rui Costa, que deu posse hoje a nove novos secretários e anunciou o deputado Sérgio Britto para a Sedur

Um deputado governista disse hoje a este Política Livre ter ouvido de um dos quatro secretários estaduais que aguardam a notícia da substituição ou confirmação em seus respectivos cargos que ele pretende enviar de presente ao governador Rui Costa (PT), por um intermediário, um exemplar do livro Introdução à Teoria Geral da Administração, de Ildaberto Chiavenato. Pelo que o deputado entendeu, o secretário gostaria de ensinar a Rui como proceder profissionalmente com os auxiliares, sem colocá-los desnecessariamente sob sol e chuva, como alguns alegam que ficaram desde que foi iniciado o longuíssimo processo da reforma administrativa. Detalhe: a referida publicação tem seu sucesso localizado nos anos 1960.

7 de fevereiro de 2019, 07:43

EXCLUSIVA Reforma de Neto dá força a plano futuro de Bruno, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Vice-prefeito Bruno Reis

Quem acompanhou o anúncio da reforma administrativa do prefeito ACM Neto (DEM), esta semana, notou que, do ponto de vista político, ela tem uma pegada completamente diferente da de seu congênere estadual, o governador Rui Costa (PT), que, por coincidência, ainda promove o mesmo tipo de ajuste em seu secretariado, de maneira muito mais ampla e lenta, no momento em que o chefe do executivo municipal conclui a sua. Mas enquanto não é possível identificar nenhum objetivo político ou eleitoral nas peças movidas por Rui até agora, sob, aliás, em alguns casos, críticas veladas dos próprios aliados, não se pode dizer o mesmo nos ajustes já executados por Neto na equipe.

A mudança mais evidente operada agora no time do prefeito diz respeito a seu vice, Bruno Reis (DEM), guindado à condição de secretário de Infraestrutura, posição que acumulará com a de coordenador de programas sociais do município que já vinha exercendo informalmente. Se a nova posição a que o vice ascende não é igualmente uma declaração de que o prefeito aposta de forma concreta no nome do democrata para a sua sucessão, em 2020, não existe nenhum outro movimento mais claro capaz de evidenciá-la. Afinal, estarão sob a alçada do vice a partir de agora projetos tão importantes e impactantes sobre a cidade como o BRT e o Centro de Convenções.

Sem contar iniciativas de apelo mais diretamente popular, a exemplo do Morar Melhor, além de um sem número de outras intervenções que a Infraestrutura pode operar nos bairros, principalmente naqueles onde residem os mais pobres, ampla maioria na cidade. Portanto, trata-se de uma posição, onde, além de poder garantir a projeção de sua estampa no município, ganhando uma visibilidade que, a depender de sua competência, pode ser revertida em bônus eleitoral, Bruno ganha a chance de exercitar a veia administrativa, um estágio verdadeiramente fundamental para quem tem tudo para assumir o desafio de eventualmente, no grupo, suceder ACM Neto como gestor.

Sob esse prisma, o espaço destinado pelo prefeito ao vice em sua pequena reforma, na qual mudou apenas cinco secretários, não pode ser menosprezado do ponto de vista do que propicia a seu titular. Mesmo porque não há, no âmbito da administração municipal, ninguém com poder igual ao que a Bruno passa a ser delegado agora. Outro novato na equipe, o deputado estadual licenciado Leonardo Prates (DEM) assumiu a secretaria municipal de Promoção Social, por exemplo, sob a mão amiga do próprio vice com o objetivo de atuar coligado a ele. Antes, Bruno teve de convencer o vereador Tiago Correia (PSDB), que ficou numa suplência na Assembleia, de que teria que tomar posse como deputado.

Mais novo e menos experiente que Bruno, Prates não terá, portanto, condição de ameaçar fazer-lhe sombra, nem de abrir mão de vincular-se a seus projetos futuros. Com os ajustes que envolvem a figura do vice, Neto, de fato, dá a largada na promessa de ajudá-lo a se viabilizar como candidato oficial à sua sucessão, compensando-o dos danos que, como seu articulador, sofreu por conta da desistência do prefeito de concorrer ao governo do Estado, no ano passado, o que, se tivesse ocorrido, como consequência, teria colocado a Prefeitura praticamente sem esforço em suas mãos. Cabe, agora, a Bruno mostrar que está tão apto para o desafio quanto sempre assegurou ao próprio prefeito.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.

Raul Monteiro*

6 de fevereiro de 2019, 16:20

EXCLUSIVA Florence é lembrado para secretariado a fim de garantir posse de Joseildo Ramos

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Afonso Florence

Depois do nome do deputado federal petista Josias Gomes, o nome do seu colega de bancada Afonso Florence é o mais lembrado entre governistas para eventualmente assumir uma secretaria no governo Rui Costa (PT) a fim de garantir a ascensão à Câmara dos Deputados do suplente Joseildo Ramos. Aliás, entre alguns aliados, especialmente o PP, há verdadeira torcida para que o escolhido seja Florence. A pasta especulada é a de Desenvolvimento Rural.

6 de fevereiro de 2019, 11:34

EXCLUSIVA Novos secretários Franco e João Carlos são alvo de críticas de aliados de Rui Costa

Foto: Alô Alô Bahia

Aliados do governo criticam currículo Fausto Franco, novo secretário de Turismo de Rui Costa

Da leva de cinco novos secretários anunciados ontem por Rui Costa (PT), os aliados escolheram dois para malhar. Sobre o novo titular da pasta de Turismo, Fausto de Abreu Franco, deputados da base, inclusive do PR, partido na cota do qual ele entrou meio goela abaixo, dizem que a escolha foi uma temeridade, porque o cidadão conhece pouco da área, apresentando como credenciais basicamente o fato de ser marido da apresentadora Astrid Fontenelle e a experiência como produtor de banda de Axé Music.

A indicação de Franco, dizem, teria sido do presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, que havia avalizado também o nome do antecessor, José Alves, com quem teria se desentendido logo nos primeiros meses. Aliás, parlamentares afirmam que, do ponto de vista técnico, dadas as ligações de Alves com o trade turístico, teria sido melhor para o governo mantê-lo na equipe. Por acaso, o assunto foi o mais comentado ontem no sepultamento do ex-secretário estadual de Turismo, Paulo Gaudenzi, considerado um ícone da gestão pública de turismo no Estado.

Gaudenzi faleceu um dia antes do anúncio da mudança no secretariado de Rui. Mas, em tom de brincadeira, deputados diziam durante o velório que, se o secretário não tivesse partido no dia anterior, morreria ontem, quando foi anunciado o nome do novo titular da pasta do Turismo. O outro alvo das críticas no secretariado é João Carlos Oliveira Silva, indicado pelo PSB, depois de uma queda de braço com o governo, para a secretaria estadual de Meio Ambiente. A maioria aponta a falta de intimidade entre João Carlos e a área ambiental como a pior falha de Rui.

Deputados que conhecem o novo secretário também argumentam que a escolha depõe contra a propalada exigência do governador, utilizada para em alguns momentos retardar o andamento da reforma administrativa, de nomear técnicos qualificados para as secretarias. Um deles informou ao Política Livre que o novo secretário de Meio Ambiente era quinto escalão num dos governos do petista Geraldo Simões, em Itabuna. “O maior problema, no entanto, é a falta de história de João Carlos com a área ambiental”, afirma a fonte.

6 de fevereiro de 2019, 09:49

EXCLUSIVA “Correria” vira “tartaruga” em montagem de secretariado, segundo deputados

Foto: Metropress/Arquivo

Deputados calculam que logo se passarão quatro meses desde o primeiro turno sem que a toda a equipe tenha sido definida

A pelo menos dois partidos o governador Rui Costa (PT) avisou que só tratará da nomeação dos cargos de segundo escalão, onde estão algumas das empresas e órgãos mais cobiçados do Estado por políticos, depois que fechar a nomeação de todo o secretariado. Depois da leva de ontem, quando anunciou cinco nomes, ainda faltam mais cinco pastas cujos titulares precisam ser nomeados, de um total de 25 – só na semana passada foram nomeados os primeiros 15. Sem controlar a ansiedade, ao calcularem que do primeiro turno até agora já estão se passando quatro meses sem que a composição do novo governo tenha sido concluída, deputados começam a criticar o governador e dizer que, de “correria”, título com que o marketing de Rui Costa o coroou, o processo não tem nada, parecendo mais “coisa de tartaruga”.

6 de fevereiro de 2019, 09:07

EXCLUSIVA Geraldo Jr. aborta manobra para tirar Aladilce Souza da mesa da Câmara Municipal

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereadora Aladilce Souza

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr. (SD), brecou ontem uma manobra que poderia ter tirado a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) do cargo de Ouvidora da Casa. Aladilce integra hoje o grupo de oposição na Câmara que se dividiu e deixou, de um lado, seu partido, o PSB e o vereador José Trindade (Podemos), e, do outro, os demais vereadores do Podemos, inclusive o líder da oposição, Sidninho, a vereadora Ana Rita Tavares e o PT. Com a separação, o grupo que controla a liderança oposicionista passou a exigir o cargo de Aladilce, mudança que exigiria uma votação pelo plenário. A alteração contava com a simpatia do Palácio Thomé de Souza, que sinalizou ao líder do governo, Henrique Carballal (PV), autorização para encaminhar a votação. Ao ser comunicado da disposição, Geraldo Jr. reagiu. “Não é o Executivo que manda. Como vou fazer isso com uma colega?”, questionou o presidente. O plano do grupo era dar a Ouvidoria a Marta Rodrigues ou a Moisés Rocha, do PT.

Leia também:

Suíca nega que grupo de oposição tenha tentado tirar Aladilce de Ouvidoria na Câmara

5 de fevereiro de 2019, 19:35

EXCLUSIVA Desembargadora suspende sentença que dava 366 mil hectares a um único homem em Formosa do Rio Preto

Foto: Divulgação/Arquivo

Vista aérea do município de Formosa do Rio Preto, palco de toda a polêmica judicial

A desembargadora Sandra Inês Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), suspendeu uma decisão judicial que dava a um único homem, José Valter Dias, a posse de 366 mil hectares de terra em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia. A área do terreno equivale a cinco vezes a cidade de Salvador. Na decisão publicada na quinta-feira passada, 31 de janeiro, a desembargadora aponta que a decisão anterior foi tomada “em total desrespeito” a uma ordem do TJBA, além de evidenciar “total desatendimento aos preceitos legais.” Paralelamente, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados encaminhou ofício ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a outras autoridades, pedindo providências para investigar o conflito fundiário na região. A comissão aponta a suspeita de existência de um esquema de grilagem de terras. O ofício aponta que, em audiência pública no dia 4 de dezembro na Comissão de Agricultura, foi notificada “a existência de mecanismos sistêmicos de grilagem de terras na região oeste da Bahia, com ênfase no município de Formosa do Rio Preto, que resultam na manipulação e inserção fraudulenta de dados nos registros públicos de terrenos rurais com vistas ao desapossamento de mais de 300 agricultores da região (…)”. O ofício foi encaminhado também ao presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Dias Toffoli, ao governador da Bahia, Rui Costa, além do Incra, Polícia Federal e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Entre os pedidos de providências está o auxílio na investigação sobre a sequência de moradias de José Valter Dias nos últimos 40 anos e documentos públicos que atestem seus bens nesse período. O ofício também aponta o risco de fraude documental envolvendo um Parque Nacional na região, cuja competência de fiscalização é da União. As terras da reserva ambiental estão entre as reclamadas por José Valter Dias. O assunto está em discussão na Justiça Federal e no CNJ. A região de Formosa do Rio Preto foi colonizada em 1980 por agricultores vindos do Paraná, contando com incentivos do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer II) – um programa agrícola do governo brasileiro em parceria com o japonês, que se destinava a criar novas fronteiras agrícolas no cerrado brasileiro. Apesar de os agricultores produzirem nas terras há mais de 30 anos, José Valter Dias entrou com ação na Justiça alegando ter comprado de supostos herdeiros os direitos sucessórios de toda a região. Ele usou como base um inventário de 1915. Inicialmente o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, que atuava em Formosa do Rio Preto, deu uma liminar (decisão provisória) transferindo a posse das terras a José Valter Dias e determinando a saída de todos os 300 agricultores do local. A decisão foi proferida sem que os agricultores nem o Ministério Público fossem ouvidos, o que foi questionado por ambos. Posteriormente, o juiz deixou a causa declarando-se suspeito para julgá-la. Em dezembro, a desembargadora Sandra Inês Azevedo suspendeu a liminar, revertendo a posse aos agricultores. Apesar disso, uma decisão, de instância hierarquicamente inferior, confirmou a liminar – ainda que sem ouvir as partes envolvidas – revertendo toda a área a José Valter Dias, em prejuízo dos agricultores.

5 de fevereiro de 2019, 19:11

EXCLUSIVA Excluído de secretariado, Bebeto ganha sala com mesa e telefone em Brasília

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-deputado federal Bebeto

Excluído da indicação para uma secretaria de Estado, feita pelo seu partido, o PSB, o ex-deputado estadual Bebeto vai virar representante do governo da Bahia em Brasília. O cargo não é lá considerado grande coisa, tem resolutividade zero e apelo menor ainda, mas possui uma sala e um telefone com uma secretária no centro da capital federal, além, naturalmente, de salário fixo razoável. O ex-prefeito petista de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, que detinha o posto, já esvaziou as gavetas para permitir a chegada do sucessor, o qual não pretende receber.

5 de fevereiro de 2019, 18:42

EXCLUSIVA Carballal continua chateado com desfecho de indicação para secretaria de Esportes

Foto: Reprodução Facebook

Vereador Henrique Carballal

Um vereador que encontrou o colega Henrique Carballal (PV), ontem, num corredor da Câmara Municipal, e lhe perguntou sobre a possibilidade de permanecer na liderança do governo na Casa, não o achou muito animado. Aliás, na Câmara, se fala que Carballal ainda estaria chateado com o fato de o prefeito ACM Neto DEM) lhe ter ofertado a secretaria municipal de Esportes, comentando com auxiliares que ele seria indicado à pasta e, posteriormente, como num passe de mágica, o marido da deputada federal Daiane Pimentel ter acabado assumindo o posto.

5 de fevereiro de 2019, 11:34

EXCLUSIVA Pacote anticrime de Moro mostra que ministro serve à sociedade e não a governo

Foto: Reprodução/Arquivo

Ex-juiz Sérgio Moro é exemplo de total independência no cargo de Ministro de Estado

Há que se reconhecer a resiliência do ex-juiz Sérgio Moro. Não faltou quem apontasse seu suposto constrangimento, na condição de ministro da Justiça, quando vieram a público as revelações do COAF, órgão subordinado à sua pasta, sobre movimentações bancárias suspeitas do primeiro-filho de Jair Bolsonaro, Flávio (PSL), e de um seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz.

Declarações sobre o achado foram naturalmente exigidas a Moro, que evitou se posicionar de forma frontal sobre o caso. O mesmo se sucedeu quando o avanço do interesse sobre a parceria do senador Bolsonaro com Queiroz apontou suspeitas de vínculo do segundo com a turma da milícia e discursos em favor da organização criminosa surgida no Rio de Janeiro, além de homenagens a um de seus líderes foragidos, pelo primogênito do presidente.

Levantamentos feitos pela imprensa constatariam, em seguida, que nem o pai havia escapado dos encantos do miliciano. Num discurso de 2005, na Câmara dos Deputados, o velho Bolsonaro não só o defendeu como atacou um coronel PM que servira de testemunha chave para a abertura do primeiro processo de expulsão que o foragido enfrentou na Polícia Militar carioca. O calado Moro, no entanto, trabalhava em segredo. E muito.

No conjunto de medidas contra o crime que apresentou ontem a políticos, a milícia aparece tipificada como uma organização criminosa a ser combatida pelo Estado. Só depende de o Congresso confirmar a conceituação para virar lei o enquadramento criminal das organizações paramilitares que surgiram, formadas por ex-policias, policiais e bombeiros, à revelia do Estado, para combater o tráfico no Rio, mas acabaram elas próprias se convertendo em grupos de foras da lei.

Longe, portanto, de ter se constrangido ou de ter se submetido por ocupar um cargo de livre nomeação pelo presidente da República de plantão, com a iniciativa, Moro mostra que continua tão independente quanto quando atuou como magistrado, cumprindo, como ministro, uma missão de Estado em defesa da sociedade, não importa que possa estar ferindo suscetibilidades ou incomodando o responsável por sua indicação nem o seu entorno.

5 de fevereiro de 2019, 08:25

EXCLUSIVA Meio Ambiente fica com João Carlos, Juceb com Andrea Mendonça, CBPM com Tramm e FLEM, com Hita

Foto: Divulgação/Arquivo

Andrea Mendonça é uma das indicadas na nova composição do governo Rui Costa

O governador Rui Costa (PT) deve confirmar hoje o nome do atual vice-presidente da Junta Comercial da Bahia (Juceb), João Carlos de Oliveira Silva, dirigente do PSB, na secretaria de Meio Ambiente, atendendo a indicação do partido dos deputados federais Marcelo Nilo e Lídice da Mata. Num acordo com o PSB e com o PDT, do deputado federal Félix Mendonça Filho, Rui vai mover o atual presidente da Junta, Carlos Tramm, para a direção da CBPM (Companhia Baiana de Pesquisas Minerais), que está com o pedetista Carlos Brust, colocando a ex-vereadora e ex-secretária Andrea Mendonça na presidência da Juceb. Andrea é irmã de Félix Filho. Rodrigo Hita, do PSB, que comanda hoje a secretaria de Ciência e Tecnologia, passará a dirigir a Fundação Luis Eduardo Magalhães. Estes nomes devem ser confirmados hoje no “Papo Correria”, transmitido a partir das 12h nas redes sociais do governador Rui Costa (PT), que deve anunciar os nomes de outros nove secretários.

 

 

4 de fevereiro de 2019, 16:51

EXCLUSIVA Coronel atribui derrota na disputa por presidência do Senado ao próprio PSD

Foto: Divulgação/Arquivo

Senador Angelo Coronel

O senador Angelo Coronel (PSD) atribuiu hoje sua derrota na disputa pela presidência do Senado ao seu próprio partido. Segundo ele, dos oito votos da agremiação, apenas o do amigo Otto Alencar (PSD) foi dele. Caso tivesse recebido o voto da bancada do PSD, ele poderia ter saltado para 16 votos, o que lhe garantiria lugar no segundo turno contra o novo presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP). “O PSD, no entanto, preferiu não me dar este direito”, afirmou Coronel, para quem a eleição do vencedor pode ser atribuída à influência do governo Jair Bolsonaro (PSL). “O pessoal preferiu o caviar do Palácio do Planalto, muito mais do que a comida típica do Amapá”, ironizou.

4 de fevereiro de 2019, 13:19

EXCLUSIVA Há risco de Roma ganhar título de papagaio de pirata oficial em Brasília também

Foto: Arquivo pessoal

João Roma aparece no canto direito da foto, atrás do novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre

O deputado federal João Roma (PRB) parece que não quer perder em Brasília o título de papagaio de pirata oficial que conquistou em Salvador, onde irritava sobretudo fotógrafos que relatavam dificuldades de registrar imagens do prefeito ACM Neto (DEM) sozinho em eventos. No primeiro pronunciamento do novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), à imprensa, ainda no sábado à noite, Roma já aparece estrategicamente postado atrás dele, pegando carona na exposição nacional do democrata.

4 de fevereiro de 2019, 07:25

EXCLUSIVA ACM Neto pilota agora o partido mais forte do país, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Há pelo menos um mês o nome de Davi Alcolumbre circulava em meio ao DEM da Bahia como o do virtual presidente do Senado. O jovem senador do Amapá, desconhecido do grande público, era então apontado por democratas baianos como a aposta do articulador político do governo Jair Bolsonaro, deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-SC), para presidir a Câmara Alta sob uma expectativa tão otimista quanto a que circundava a reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, o também democrata Rodrigo Maia, a qual afinal acabou se confirmando um dia antes de forma muito mais fácil.

Era natural que a sucessão no comando do Congresso passasse ou fosse acompanhada de perto na Bahia pelo simples motivo de que o presidente nacional do DEM é o prefeito de Salvador, ACM Neto. Mais do que isso, principalmente porque Neto sempre soube da importância estratégica da conquista tanto para o seu mandato no comando da capital baiana como para seus projetos políticos futuros, o que inclui a sua própria sucessão, em 2020, mas, especialmente aquele cuja bandeira parece fincada muito mais adiante, por ocasião das eleições majoritárias de 2022.

Até então, no entanto, a prioridade sempre fora a manutenção do comando da Câmara dos Deputados nas mãos amigas de Rodrigo Maia. Sob este guarda-chuva, o prefeito de Salvador já manobrara com absoluta perícia no governo Michel Temer, tirando o máximo de proveito da posição de poder sob o controle do correligionário e, eventualmente, ajudando a constranger o adversário Rui Costa (PT), governador da Bahia, cujo forte, como é sabido, nunca foi a política. Dessa forma, a vitória de Alcolumbre pode ser considerada a verdadeira cereja do bolo para o democrata.

Ela é ainda mais significativa dada a maneira como o DEM se aproximou do novo presidente, emplacando três ministros num processo que não passou pelo controle do comando do partido. Foram escolhas pessoais de Bolsonaro que passaram, no máximo, pelo aval de Lorenzoni, as quais nunca puderam ser apontadas, de fato, como resultado da articulação da agremiação e de seu presidente. Não é o que acontece agora, quando o partido garante duas posições infinitamente mais importantes, exatamente porque independentes do Executivo.

Se com a manutenção do controle da Câmara já se prenunciava que o papel do DEM no plano nacional seria largamente mais importante do que aquele que poderia lhe ser conferido pela indicação de ministros no governo, a eleição no Senado apenas confirma que o partido ascende à posição de legenda mais relevante do país num momento, inclusive, de exclusão do MDB. E não há como não repetir, como registrou a mídia brasiliense ontem, que o sucesso do democratas em Brasília acaba coroando também o triunfo do prefeito de Salvador.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

1 de fevereiro de 2019, 09:43

EXCLUSIVA Hilton Coelho pode se lançar como anti-candidato à presidência da Assembleia

Foto: Valdomiro Lopes/Arquivo

Hilton Coelho avalia lançar candidatura para concorrer com o "hiperfavorito" Leal

Ao que tudo indica, o deputado estadual Nelson Leal (PP) só deve ter um adversário na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado, prevista para esta manhã. O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) já avisou que colocará seu nome à apreciação dos colegas para o cargo, apesar de estar no seu primeiro mandato e praticamente não conhecer nenhum dos outros 62 parlamentares que integram o Poder, apresentando-se como um autêntico anti-candidato. Ainda não há indicações de que haverá disputa para os outros oito cargos da mesa diretora. Com a ausência de Angelo Coronel (PSD), até ontem presidente da Assembleia, que assume hoje seu mandato no Senado, a sessão será presidida pelo primeiro-vice-presidente, Sandro Régis (DEM).