2 de agosto de 2017, 14:06

EXCLUSIVA Acordo de Rui com Temer mica e bancada baiana deve votar contra presidente

Foto: Emerson Nunes/Arquivo

Senador Otto Alencar selou o acordo do governo estadual com Michel Temer que acabou malogrando

Depois do mico em que se transformou o acordo selado nos bastidores entre a articulação política do Michel Temer (PMDB) e o senador Otto Alencar (PSD) pelo qual o governador Rui Costa (PT) daria pelo menos 16 dos 25 votos da bancada que segue sua orientação na Câmara dos Deputados para ajudar a salvar o presidente, a grande maioria dos parlamentares que havia sido orientada a abster-se para ajudá-lo deve votar a favor da abertura do processo contra o peemedebista logo mais.

A fim de enviar um sinal inequívoco ao presidente de que havia aceito o acordo intermediado por Otto, Rui chegou a exonerar os secretários Josias Gomes (Relações Institucionais) e Fernando Torres (Desenvolvimento Urbano), que são deputados licenciados, para que voltassem à Câmara a fim de cumprir o roteiro de abstenção, o que levou os suplentes que assumiram mandatos em seus lugares, Robinson Almeida (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB), que não queriam votar com Temer, a se indignar .

Às 11h30 de hoje, no entanto, o senador Otto Alencar chamou a bancada do PSD para informar que o acordo havia sido desfeito e a bancada não precisava mais cumprir a promessa de se abster. Por volta das 11h, Josias Gomes também divulgou um texto em que anunciou sua mudança de posição, que era inicialmente de abster-se, para votar abertamente contra o presidente da República. O próprio governador deu entrevistas esta manhã avisando que não pactuara nada com o presidente.

Rui voltou a defender eleições diretas para o país e colocou até seu cargo à disposição. Revoltados, outros deputados ligados ao governador também passaram a anunciar que votariam pela abertura do processo contra Temer. Estão nesta turma apenas aqueles que pertencem a partidos como o PT, desde o início contrário ao acordo com o governo federal, o PSD de Otto, o PSB, o Podemos e o PCdoB. PP e PR que se relacionam nacionalmente bem com Temer devem manter apoio ao presidente da República.

Hoje de manhã, depois de comunicar a situação aos deputados de seu partido, Otto admitiu, em entrevista ao radialista Mário Kertész, que intermediara o acordo, basicamente em decorrência da promessa feita por Temer de que liberaria o empréstimo para a Bahia. Trata-se de um aporte do Banco do Brasil, no valor de R$ 600 milhões, para aplicação nas obras do metrô e de estradas na Bahia.

“Quinta-feira faz quinze dias, publicaram de manhã o contrato da Bahia. Liguei para o governador e disse: ‘estão cumprindo, estão ajudando a Bahia’. Se o governo Temer se propõe a ajudar a Bahia, é natural que ele está mostrando que não vai nos discriminar”, contou Otto, acrescentando que, por conta desse entendimento, passou a defender que a bancada baiana se posicionasse no sentido de ajudar o presidente.

Ele atribuiu o malogro do acordo a uma forte pressão do DEM, liderado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que conduz a votação e é amigo pessoal do prefeito ACM Neto (DEM), principal adversário do governador na Bahia. ”O presidente disse que teria que convencer o Democratas para poder assinar (o empréstimo), o que significa que existe essa pressão do Democratas para que a Bahia não seja beneficiada com o empréstimo.

Ainda que não ajude mais Temer, a bancada baiana já deu a primeira mão ao presidente da República, ao ter comparecido em peso a plenário, dando quórum para a sessão iniciar, já que o governo temia que, se isso não ocorresse, a sessão seria adiada, ampliando ainda mais o desgaste do presidente da República.

1 de agosto de 2017, 11:52

EXCLUSIVA Rui e os suplentes que “se acham”, Robinson e Davidson

Foto: Divulgação/Arquivo

Apesar de dever mandato de deputado a Rui, Robinson tentou tirar onda com governador e seu deu mal

Com a decisão de suspender temporariamente o mandato dos suplentes Robinson Almeida (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB), que decidiram se opor à sua orientação de ajudar a manter Michel Temer (PMDB) na Presidência, o governador Rui Costa (PT) deu uma demonstração clara de que paciência tem limite e não tolera ingratidão.

A avaliação é feita entre deputados que participaram do encontro de ontem à noite no qual Rui anunciou que tomaria a medida por meio da exoneração dos secretários Josias Gomes (Relações Institucionais) e Fernando Torres (Desenvolvimento Urbano), que reassumirão os mandatos de deputados no lugar dos dois apenas para ajudar na manutenção de Temer.

No PT, a medida extrema do governador foi vista também como a única alternativa ao seu alcance para colocar Robinson em seu devido lugar. Primeiro, porque o petista deve seu mandato exclusivamente a Rui, que atendeu a um apelo do secretário Jaques Wagner (Desenvolvimento Econômico) para permitir que Robinson tomasse posse.

Em segundo lugar, porque a articulação política de Rui notara cedo que, além de fazer carga contra a estratégia que o governador vinha aos poucos desenhando em relação ao presidente da República, Robinson passou a influenciar abertamente os demais deputados petistas contra o interesse do gestor neste ponto.

Na semana passada, a fim de abrir a discussão com a bancada petista e permitir a construção de uma saída coletiva sobre o caso, o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, chamou um encontro da bancada petista com o governador. Na reunião, Robinson assumiu praticamente a liderança da posição contra Temer.

Petistas contaram a este Política Livre que, no encontro, até o deputado Afonso Florence, que foi líder do PT na Câmara, teria sido menos incisivo contra a posição, aceitando respeitosamente os argumentos de Rui de que, se não havia chance de eleições diretas, era melhor manter Temer do que ajudar na ascensão de Rodrigo Maia (DEM).

Para completar, depois do evento com o governador, Robinson espalhou por Salvador vários outdoors anunciando seu voto contra Temer. “Não sabemos se ele (Robinson), com os outdoors, queria constranger o governo ou marcar sua posição pessoal. O fato é que esta iniciativa não foi, de modo algum, bem vista no Palácio de Ondina”, disse um deputado que participou da reunião.

Para ele, Robinson criou um problema ainda maior para si por não ter conseguido entender que, como alguém que ficou na suplência e com uma votação muito abaixo da do último petista eleito, deve o mandato de deputado exclusivamente ao governo, sem espaço para desenvolver uma carreira solo no Parlamento, como parece que era a sua intenção.

Depois de ter aguardado no sol e na chuva mais de dois anos por uma chance de se tornar deputado, a oportunidade apareceu para o ex-secretário de Comunicação de Jaques Wagner na reforma administrativa feita por Rui em janeiro passado, quando o ex-governador fez um apelo ao atual para que o ajudasse a tomar posse, por meio da nomeação de mais um deputado ao secretariado.

Apesar de considerar Robinson presunçoso e excessivamente competitivo, o que sentira de perto quando os dois trabalharam como secretários de Wagner, Rui acabou cedendo quase contra a própria vontade, segundo se comenta no governo. Só não esperava que o novo deputado passasse a lhe criar problemas na primeira chance, fato que também teria surpreendido o padrinho de Robinson.

Suplente da mesma forma que o petista, Davidson Magalhães é outro que deve o mandato ao governador, mas não precisou se expor, porque a posição contrária a Michel Temer foi externada na reunião de ontem pela deputada federal comunista Alice Portugal. Ainda assim, o governo teria informações que não deixam Davidson bem na fita com o governador.

Corre à boca pequena no governo que o parlamentar tem pedido a deputados estaduais da base para informar a prefeitos do interior em cujas cidades tem interesses eleitorais que recursos provenientes do governo federal obtidos pelo governador tem sido intermediados exclusivamente por ele. “Agora, ele (Davidson) quer fazer média com a opinião pública”, critica um colega de bancada.

Leia também:  Rui exonera Josias e Torres para ajudar Temer e degola Robinson e Davidson

1 de agosto de 2017, 08:32

EXCLUSIVA Rui exonera Josias e Torres para ajudar Temer e degola Robinson e Davidson

Foto: Divulgação/Gov/Ba

Rui conduz reunião em que recomenda à bancada governista no Congresso se abster na votação contra Temer

Determinado a marcar posição contra a queda de Michel Temer (PMDB), o governador Rui Costa (PT) liberou ontem a ala da bancada governista integrada pelo PP, o PSD e o PR a votar como quiser a denúncia contra o presidente da República no Congresso e mandou um recado ao seu partido, ao PSB e ao PCdoB de que não contarão mais com ele no esforço de derrotar o peemedebista no Congresso. Para isso, exonerou os secretários Josias Gomes (Relações Institucionais) e Fernando Torres (Desenvolvimento Urbano) para que voltem à Câmara a tempo de tomar parte na votação da denúncia sem prejudicar o presidente.

A manobra fará com que deixem a Câmara dos Deputados no período da análise da denúncia contra Temer os suplentes Robinson Almeida (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB), que assumiram seus mandatos nas vagas abertas com a nomeação de Josias e Torres ao secretariado e estavam opondo resistência à idéia de não colaborar para afastar o presidente da República. A decisão do governador foi tomada ou melhor, construída coletivamente, segundo um parlamentar governista, ontem à noite, numa reunião convocada por Rui com a bancada governista para discutir o assunto, da qual Robinson saiu mais cedo sem saber da decisão e Davidson não participou.

Divulgado oficialmente pela assessoria do governador como um evento em que ele recebeu a solidariedade da bancada baiana devido ao “boicote” que o governo federal estaria fazendo em relação à liberação de recursos para a Bahia, o evento na prática serviu para deixar claro que, como não há chance nem viabilidade de ocorrerem eleições diretas no país hoje, como deseja o PT, o governador e as principais lideranças do partido, a exemplo do secretário e ex-governador Jaques Wagner (Desenvolvimento Econômico) preferem esperar a sucessão de 2018 a deixar que o democrata Rodrigo Maia, presidente da Câmara, suceda Temer.

O argumento da cúpula do petismo é que, além de tão “golpista” quanto Temer, Maia vai promover uma guinada mais à direita no país, retomando a agenda das reformas praticamente sepultada com a fragilização de Temer, podendo ainda, com a ajuda da Rede Globo, se viabilizar para a disputa de 2018, desbancando Lula como candidato favorito à Presidência da República, na hipótese da condenação judicial do ex-presidente por lavagem de dinheiro e corrupção passiva não ser confirmada em segunda instância. Localmente, Rui tem ainda mais um motivo para não desejar que Rodrigo suceda Temer.

Trata-se da relação fraterna do democrata com o prefeito ACM Neto (DEM), principal adversário do governador nas eleições estaduais do ano que vem. Além de Rui e Wagner, outra liderança que teve peso decisivo na posição assumida na reunião pelo governador foi o senador Otto Alencar (PSD). Apesar de, curiosamente, ter se tornado um crítico constante do governo Temer no Congresso, atacando publicamente, entre outras medidas, a reforma trabalhista, Otto defendeu na reunião que a saída do presidente agora não seria a melhor opção neste momento para o governo nem os planos políticos futuros de Rui.

Josias deve se abster de votar contra o presidente, o que ajuda no placar final em favor de Temer, ao passo que os deputados das demais legendas devem votar contra a denúncia ou também não se posicionar na votação da abertura do processo contra o presidente da República. No encontro, o governador deixou claro que a posição era exclusivamente política e não visava barganhar nenhum tipo de apoio à Bahia junto ao governo federal, cuja interlocução tem sido feita com o Estado exclusivamente com seu adversário maior, ACM Neto.

Para demonstrar isso, repetiu que, apesar das dificuldades, por causa do foco na gestão, o caixa do governo está sob controle e antecipou que, se saírem os R$ 600 milhões já acertados com o governo federal, cuja liberação estaria prevista para hoje, e mais investimentos privados que vem tentando captar junto a grupos empresariais chineses, conseguirá dar partida a um plano que inclui a construção de várias estradas e outras obras infraestruturais no Estado.

Leia também: Rui e os suplentes que se acham, Robinson e Davidson

31 de julho de 2017, 09:32

EXCLUSIVA O novo desvario do governo Temer, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução/Arquivo

Presidente Michel Temer

Não se contesta que o episódio Joesley Batista, que envolve tanto o grampo escuso quanto o generoso acordo com que o empresário foi contemplado pela Procuradoria Geral da República, provocaram uma reviravolta na agenda econômica do governo Michel Temer (PMDB), o qual, ainda mais fragilizado, passou a lutar de forma quase exclusiva para salvar a própria pele na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, comprometendo todo o esforço do governo, até aquele momento bem sucedido, no sentido de permitir que o país voltasse a respirar economicamente.

Não fosse a aprovação da reforma trabalhista pelo Congresso e já se poderia dizer que as razões políticas que viabilizaram o impeachment, permitindo a ascensão de um vice no qual a sociedade nunca depositou confiança mas em que esperava, desesperadamente, a racionalidade e o bom senso que faltavam à titular, deixaram de fazer completamente sentido. O problema, entretanto, deixa de ser menos a distância que Temer representa para o ideal consciente de um presidente de que o país efetivamente precisa e o risco de que, pressionado pelas circunstâncias, promova uma guinada populista.

Mesmo porque, do ponto de vista de imagem, não há mágica que a recupere para alguém que não a possui nem capacidade de construí-la em momento tão difícil, ainda mais sob contingências tão espinhosas, como a necessidade de tomar as medidas cujo valor só será percebido, se tiver muita sorte, em algum longínquo lugar do futuro. É por este motivo que não faz o menor sentido agora o desejo, já manifesto por alguns auxiliares do presidente, de rever a meta fiscal, ampliando para além dos R$ 139 bilhões o estrondoso déficit previsto para o país.

Ao invés de se encantar com a hipótese de fazer uma média com a população que não virá, o presidente deveria, ao contrário, além de cortar na própria carne do Executivo os privilégios que em boa medida são os grandes responsáveis pelo descalabro fiscal em que as gestões petistas mergulharam o país, na medida do possível, permitir que a população tome conhecimento daqueles praticados à larga em Poderes como o Legislativo e o Judiciário. Dizer que as medidas atiçariam as corporações dos funcionários públicos contra o presidente como argumento para paralisá-lo não procede.

O corporativismo boicota tanto o mandatário quanto o país desde que assim se constituiu, pelo Varguismo, a partir dos anos 40. E não se tributa senão a ele, com a ajuda de uma casta que julga todo mundo e se considera acima de todos, a ida pelos ares da reforma da Previdência, essencial a que parte das caras regalias bancadas pelo governo à custa do contribuinte comecem a ser extirpados. Felizmente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), utilizou sua conta oficial no Twitter para dizer que é contra a alteração da meta fiscal. E pode-se dizer tudo de Rodrigo, menos que não tem poder.

* Artigo originalmente publicado na Tribuna da Bahia.

30 de julho de 2017, 10:03

EXCLUSIVA Camaçari: “Perdidos”, Elinaldo e aliados deixam apoiadores em desespero

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito Elinaldo estaria cada dia mais perdido, segundo apoiadores

Afora o fiel escudeiro Helder Almeida, cada dia mais forte no governo, todo o resto do staff do prefeito Elinaldo Araújo, de Camaçari, parece ter passado a desacreditar do seu sucesso como gestor da cidade. Um importante apoiador do prefeito diz a este Política Livre,  com profunda irritação, que “Elinaldo e sua equipe estão perdidos”. Para ele, a maior prova é o “escanteamento” do vice, José Tude (PMDB), que não apita em nada, apesar do passado de gestor competente e conhecedor do município, e o lançamento de projetos como o “Prefeitura nos Bairros”, uma cópia daquele executado pelo ex-prefeito Luiz Caetano, do PT, que, segundo voz corrente na cidade e em setores do próprio time do prefeito, não deu certo. A fonte garante que até o “interventor” Waldeck Ornelas, que teria sido despachado para o município a pedido do prefeito ACM Neto (DEM) para ajudar Elinaldo a governar, não conseguiu mostrar a que veio. Na semana passada, um grupo de aliados do prefeito chegou a se reunir num importante gabinete no município a fim de discutir formas para tentar dar uma mãozinha ao político. Teria chegado à conclusão, no entanto, de que o problema é mais embaixo, “de comando”.

29 de julho de 2017, 09:37

EXCLUSIVA Para superar Afonso e Pinheiro, Robinson faz parceria com Gilmar em Salvador

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Robinson Almeida

Determinado a firmar um pé em Salvador, principalmente devido à concorrência que deverá sofrer do ex-líder Walter Pinheiro nas próximas eleições, o deputado federal Robinson Almeida (PT) transformou-se no maior amigo do presidente do PT municipal, o ex-vereador Gilmar Santiago. Secretário estadual de Educação, Pinheiro, hoje senador licenciado, vem forte como candidato a deputado federal nas próximas eleições, disputando a mesma faixa de eleitorado de Robinson e do deputado federal Afonso Florence, outro político oriundo da mesma corrente política petista dos três, a DS (Democracia Socialista). Por isso, no PT, se diz que a guerra entre os três para ver quem conseguirá se eleger será de morte.

28 de julho de 2017, 10:05

EXCLUSIVA Petistas armam encontro de Lula com José Ronaldo, aliado de Neto, em Feira

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito José Ronaldo vem conversando com PR e PSB com vistas à sucessão estadual de 2018

Interessados em ver o circo pegar fogo no time de ACM Neto (DEM), provável candidato das oposições à sucessão estadual de 2018, petistas vão sugerir um encontro do ex-presidente Lula com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), aliado do prefeito de Salvador. Seria no próximo dia 17, em Feira de Santana, por onde o petista, condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, inicia um giro político pelo Nordeste. A sugestão é que partidos como o PSB e PR promovam a aproximação entre Lula e José Ronaldo, levando em conta as tratativas iniciadas pelo gestor de Feira de Santana para eventual ingresso numa das legendas com o objetivo de se credenciar para participar da chapa majoritária, em 2018. Os dois partidos integram a base do governador Rui Costa (PT) na Bahia. “É uma ótima oportunidade para se testar de que lado José Ronaldo está disposto a ficar”, diz, com ironia, um deputado estadual petista.

28 de julho de 2017, 09:02

EXCLUSIVA Novo amor do PT por Temer leva Rui a criticar postura de Moema Gramacho

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeita Moema Gramacho

O amor do governador Rui Costa (PT) pelo presidente Michel Temer (PMDB) cresceu tanto, desde que o PT percebeu que para os seus planos presidenciais é melhor o peemedebista ficar do que ser sucedido por Rodrigo Maia (DEM), que esses dias, em audiência com parlamentares, o petista criticou a postura da prefeita Moema Gramacho em relação ao primeiro mandatário. “Moema não é prefeita do PT, mas de Lauro de Freitas. Ela não pode estar andando com um broche na lapela do ‘Fora Temer’”, disse um convertido Rui Costa.

27 de julho de 2017, 16:41

EXCLUSIVA PMDB não abrirá mão de integrar chapa. “Nomes não faltam”, diz Lúcio

Foto: Divulgação

O deputado federal, Lúcio Vieira Lima (PMDB)

Em meio às especulações antecipadas sobre as formações das chapas majoritárias em 2018, tanto do governo quanto da oposição, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) manda recado para os que propagam o desgaste do partido neste sentido. Segundo ele, o PMDB continua forte e “muito forte” e não faltam nomes. Além dele, cita Leur Lomanto, Hildécio Meireles, Pedro Tavares, Luciano Simões e Fábio Mota como alternativas. “Me diga qual o partido ou o candidato que não teve problema? Todos os candidatos, a praticamente todos os cargos, tiveram algum tipo de citação ou problema, quer seja de Lava Jato, quer seja de Caixa 2. Então, nesse aspecto, o jogo está empatado. O PMDB continua forte e muito forte. Não abateu em nada. O PMDB continua tendo o maior tempo de televisão, tem o deputado federal mais votado da Bahia, tem uma bancada de cinco deputados na Assembléia Legislativa, é o quarto partido em número de prefeituras, tendo Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia. O PMDB tem o vice-prefeito de Salvador, vice de Feira de Santana. Então, eu não vejo como ter outro partido que reúna melhores condições de estrutura para fazer parte da chapa e apoiar o prefeito ACM Neto. E essa história de candidato não ter ou ter densidade, me perdoe. Quem tem densidade é o partido. Se for avaliar os quadros dos partidos, é todo mundo japonês com uma ou outra diferença”.

27 de julho de 2017, 11:43

EXCLUSIVA Se crescer, PR pode desbancar PP no governo e na chapa da reeleição de Rui

Foto: Divulgação/Arquivo

Candidato a senador, Carletto é dos mais entusiasmados com saída do PP e fortalecimento do PR

Se de fato absorver todos os políticos com que vem conversando, passando ao número de cinco deputados federais, seis estaduais e de cerca de 100 prefeitos no interior, o PR vai se tornar o terceiro partido mais importante da coalizão que dá sustentação ao governador Rui Costa (PT), depois do PT e do PSD, do senador Otto Alencar, desbancando, principalmente, o PP, que hoje tem o vice-governador do Estado, João Leão, e espaço privilegiado na administração estadual.

Não por acaso as posições ocupadas hoje pelo partido do simpático Leão, tanto na chapa com que Rui vai disputar a reeleição de 2018 quanto no governo, são os maiores alvos do PR, na hipótese de a agremiação obter a adesão dos novos políticos. Das lideranças com que o presidente republicano, deputado federal José Carlos Araújo, vem conversando, pelo menos três deputados já manifestaram interesse em disputar, no novo partido, a indicação ao Senado em 2018.

O deputado Ronaldo Carletto (PP) e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), teriam, inclusive, condicionado o ingresso na legenda à garantia de que poderão concorrer ao posto. Os outros dois interessados na vaga são o deputado estadual Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa, com quem Araújo já abriu conversações, e o deputado federal que pertence ao quadros do PR José Rocha. Parte dos candidatos a ingressar no PR vem do próprio PP.

Nas conversas, eles têm alegado, além do interesse em abrir mais espaço no governo, o desejo de melhorar suas condições eleitorais nos municípios para 2018. Muitos consideram a posição de que o PP desfruta hoje no governo como injustificada, principalmente devido às críticas que integrantes importantes da legenda, como os deputados federais Mário Negromonte Jr. e Kaká Leão, fazem, reservadamente, ao governador. Apesar de fazer parte da base do governo, o PR não está amarrado ao destinos de Rui, diz um deputado da legenda.

“Obrigação de fidelidade com o governo é do partido que está na chapa”, completa o mesmo parlamentar, comentando, com certa irritação, a tese de que a chapa de Rui para 2018 já estaria fechada com o PP e o PSD. Para ele, assim como para os demais, caso o PR se fortaleça mais do que o PP e não encontre espaço na chapa de Rui o partido pode abrir um canal de diálogo com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), com vistas a 2018. “Hoje, nada está fechado”, diz, lembrando que o presidente do PR já disse que só trata do assnto depois da Semana Santa.

27 de julho de 2017, 09:57

EXCLUSIVA Candidato de Wagner, Martins é nome certo na Câmara dos Deputados em 2018

Foto: Raul Gollinelli/Gov/BA/Arquivo

Carlos Martins será candidato exclusivo de Jaques Wagner a deputado federal em 2018

Na bolsa de apostas petistas, quem tem eleição assegurada a deputado federal em 2018 no partido é o atual secretário de Justiça e Direitos Humanos, Carlos Martins. Não é para menos: é o candidato exclusivo do bolso do colete do ex-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner.

27 de julho de 2017, 08:10

EXCLUSIVA Câmara pode barrar aumento “inconveniente” de procuradores da República

Foto: Ag. Brasil/Arquivo

Procurador Geral da República, Rodrigo Janot votou a favor do aumento

O aumento de 16,7% que procuradores da República se auto-atribuíram, neste momento em que o governo federal enfrenta um rombo assustador no Orçamento, não vai passar na Câmara dos Deputados, que precisa aprová-lo. É o que diz ao Política Livre um deputado baiano da base governista. Ele alega que, além do agravamento do déficit nas contas públicas, que leva o governo a planejar adiar o aumento já concedido aos servidores públicos para o segundo semestre do ano que vem, os procuradores se tornaram personas non gratas aos deputados por causa de operações como a Lava Jato, por meio das quais, na avaliação de parlamentares, tentam “dizimar” a classe política. O aumento foi decidido pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal na última terça-feira . A dois meses de deixar a Procuradoria-Geral da República, Rodrigo Janot votou a favor do aumento, mas disse que tratava de “decisão política” de sua sucessora, Raquel Dodge.

26 de julho de 2017, 19:47

EXCLUSIVA Temer não pode ser mais rejeitado que o Diabo, brinca Benito Gama

Foto: Divulgação/Arquivo

Benito Gama é aliado do presidente Michel Temer

O deputado federal Benito Gama (PTB) se diverte com a informação de que, segundo as pesquisas, o presidente Michel Temer (PMDB) tem 94% de rejeição no eleitorado. “Verdadeiramente, não acredito que o presidente é mais rejeitado que o Diabo”, diz o parlamentar, referindo-se a sondagem que deu 85% de rejeição ao “malévolo” nos Estados Unidos.

26 de julho de 2017, 11:42

EXCLUSIVA Nilo, Carletto, José Rocha e Zé Ronaldo: potenciais nomes do PR à chapa de 2018

Foto: Divulgação

Zé Rocha, Carletto, Marcelo Nilo, José Ronaldo

A confirmação do ingresso de parlamentares federais e estaduais, além de prefeitos, no PR deve fortalecer a legenda na disputa por mais espaço na reforma administrativa do governo já agora e principalmente na chapa com que Rui Costa (PT) vai concorrer à reeleição, em 2018. A entrada na agremiação do ex-presidente da Assembleia, deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), por exemplo, deve colocá-lo naturalmente no campo dos que podem disputar no partido a indicação para uma vaga ao Senado, ao lado do deputado federal Ronaldo Carletto, que também discute a adesão ao PR, e do parlamentar republicano José Rocha. Outro que poderá disputar o mesmo espaço é o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, se deixar o DEM para se filiar à legenda. Neste caso, Ronaldo fortaleceria a ala republicana que defende uma aproximação com o prefeito ACM Neto (DEM), candidato natural da chapa oposicionista na sucessão do ano que vem. Animado com a movimentação, o presidente estadual do PR, José Carlos Araújo, antecipa, no entanto, que, antes de definir a indicação do partido a qualquer das chapas, o partido vai montar critérios, dos quais o primeiro é que o interessado esteja apto a concorrer. “Mas temos outros (critérios), a exemplo de pesquisas, número de prefeitos e apoios (que o candidato a candidato) venha a agregar dentro da agremiação”, afirma.

26 de julho de 2017, 10:48

EXCLUSIVA Araújo confirma conversas com Nilo e Carletto, mas só trata de 2018 depois da Semana Santa

Foto: Agência Brasil/Arquivo

Presidente do PR, Araújo diz que aprendeu com Otto Alencar que é melhor trata da sucessão depois da Semana Santa

O deputado federal José Carlos Araújo, presidente estadual do PR, confirmou há pouco a este Política Livre a existência de conversas com os deputados Ronaldo Carleto, federal, do PP, e Marcelo Nilo, estadual, do PSB, para o ingresso dos políticos na agremiação. Ele adiantou, entretanto, que os dois estudam o que é melhor para seus planos eleitorais de 2018 antes de se decidirem. “A vinda é boa para o partido. Estendo o tapete vermelho para todos eles”, disse Araújo, que vem acompanhando notícias de que outros deputados também estariam interessados em entrar no PR, a exemplo dos estaduais Marquinhos Viana, Nelson Leal, Reinaldo Braga e Aderbal Caldas.

Outro quadro com que ele conversou recentemente foi o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM), que também está em conversações com o PSB, da senadora Lídice da Mata e do deputado federal Bebeto Galvão. No caso de Nilo, Araújo o acompanhou pessoalmente numa visita ao presidente nacional do PR, Waldemar da Costa Neto, na qual discutiram sua entrada na legenda. Carletto e seu outro colega do PP, Roberto Britto, procuraram diretamente Waldemar, que lhes pediu, entretanto, que conversassem antes com o presidente do PR na Bahia, deixando claro sob o comando de quem está a legenda no Estado.

Este Política Livre apurou que dos parlamentares que sondaram até agora o PR para ingresso, apenas Roberto Britto não encontrou tanta receptividade do partido. Na hipótese de efetivamente receber a tropar que o cerca neste momento, a sigla pode congregar cinco deputados federais e seis estaduais, além de cerca de 100 prefeitos, ultrapassando em porte o PP, do vice-governador João Leão, e talvez se equiparando ao PSD, do senador Otto Alencar. A nova dimensão lhe asseguraria um status de novo player no jogo sucessório, permitindo que pleiteie, inclusive, espaço na chapa da reeleição do governador Rui Costa (PT), de quem é aliado no Estado.

Na configuração atual, só estão praticamente assegurados como companheiros de chapa de Rui o PP e o PSD. Nomes como o deputado federal João Carlos Bacelar, entretanto, tensionam para que o partido busque espaço na chapa de oposição ao governo que o prefeito ACM Neto (DEM) deve encabeçar no ano que vem. “Nesse assunto não falamos agora. Faço minhas as palavras do senador Otto Alencar, que, além de mais velho, é mais experiente que eu e disse que só trata de 2018 depois da Semana Santa”, afirma Araújo sem disfarçar a ironia, observando que, antes, chegou a pensar em tratar do tema depois do Carnaval.