26 de novembro de 2013, 08:48

EXCLUSIVA Aécio, Agripino e Neto querem saber se Souto é candidato

Foto: Emerson Nunes/ Arquivo/ Política Livre

Paulo Souto tem dado mostras crescentes de que deseja ser candidato, segundo amigos

O presidenciável tucano Aécio Neves, senador por Minas Gerais, o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), combinaram de até a semana que vem dar “uma blitz” no ex-governador Paulo Souto (DEM). Querem checar se ele está realmente interessado ou não em disputar a sucessão de 2014 a fim de definirem um conjunto de pequenas providências para a participação dos dois partidos na campanha. Além de um sucinto plano de convivência com as demais legendas do campo de oposição ao governador Jaques Wagner (PT), o que inclui o PMDB. Souto é hoje, depois do próprio ACM Neto, o candidato que melhor aparece nas pesquisas de intenção de voto para o governo. Quem o conhece, acha que ele tem dado cada vez mais demonstrações de interesse na candidatura. É isto que Aécio, Agripino e Neto querem ouvir do próprio.

25 de novembro de 2013, 12:17

EXCLUSIVA Petistas não acreditam em pacto interno contra Rui Costa

Foto: Divulgação

Rui e Gabrielli na inauguração da Itaipava: "só alegria"

Apesar do movimento de resistência protagonizado pelo secretário estadual de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, e o senador Walter Pinheiro, que oficializaram suas pré-candidaturas, a articulação política do governo e a cúpula do PT continuam considerando que mantêm o controle sobre o processo de escolha do candidato petista ao governo, marcado para o próximo dia 30. Para esta turma, a maioria do diretório estadual que vai se reunir neste sábado para tratar do tema está fechada com a candidatura de Rui Costa, chefe da Casa Civil do governo e nome preferido pelo governador Jaques Wagner para disputar a sucessão estadual.

Apesar de ter reunido cerca de mil pessoas na plenária do sábado passado que fez sobre o mandato e serviu de pretexto para o lançamento da pré-candidatura, Pinheiro, na avaliação da articulação de Wagner, fez um evento menos expressivo do que o esperado em termos de participação de petistas, o que seria, para o governo, uma demonstração de seu isolamento no partido. Aliado histórico do senador, o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, por exemplo, teria tido participação discreta no encontro, sugerindo interpretações entre os petistas de que vai fechar com a candidatura de Rui Costa. O movimento já era esperado.

“A maioria (dos presentes) era de evangélicos”, disse uma fonte sobre a plenária de Pinheiro ao Política Livre, aludindo à religião do senador. Portanto, por esta avaliação, não haveria fôlego suficiente em Pinheiro para abalar o favoritismo de Rui no debate do próximo sábado. A mesma avaliação se aplica ao caso de Gabrielli, que também lançou sua pré-candidatura num documento enviado à cúpula petista e ganhou espaço na mídia pela iniciativa. Ele não teria número suficiente de representantes no encontro para se beneficiar da eventual escolha como candidato. Nem seus votos junto com os de Pinheiro reverteriam a preferência de Rui.

Além do fato de que, se os dois fecharem um pacto de apoio mútuo, a iniciativa poderá ser interpretada como um desafio inaceitável ao governador. Aliás, há no PT quem acredite que, pelo tom com que conduziu o encontro deste sábado, Pinheiro pode evitar insistir com a candidatura na reunião do diretório. Diferentemente de Gabrielli, ele teria deixado, inteligentemente, uma porta aberta para o entendimento em torno do nome de Rui. “Não percebemos sinais de que Pinheiro vai tentar confrontar o desejo de Wagner, apesar de estar se colocando como alternativa. Ele está apenas sinalizando que está vivo, quer contribuir”, disse a mesma fonte. O evento de sábado dirá.

Raul Monteiro

25 de novembro de 2013, 07:53

EXCLUSIVA Chegada de Eliana torna candidatura de Lídice irreversível

Foto: Divulgação

Senadora Lídice da Mata encontrou apoio de peso para candidatura

A baiana Eliana Calmon, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, como corregedora nacional de justiça, fez história ao enfrentar publicamente o prosaico corporativismo da magistratura brasileira admitindo, numa atitude de profundo destemor, que existem no país bandidos de toga e, pela dinâmica que imprimiu ao CNJ, pode ser apontada como a heróica precursora do início do processo de moralização do Judiciário brasileiro que está atingindo irremediavelmente a Justiça da Bahia, resolveu pregar uma peça de portentoso tamanho no mundo político regional.

Depois de ser tema de muito buxixo, Eliana decidiu que vai filiar-se ao PSB para concorrer à vaga no Senado que a Bahia renovará em 2014, como antecipou na semana passada o site Política Livre. Antes de tomar a decisão bombástica, que será oficializada e publicizada em momento oportuno, Eliana teve uma conversa séria com o presidente nacional do PSB, governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos, com o líder do partido na Câmara, Beto Albuquerque (RS), e com a senadora Lídice da Mata, com a qual se reuniu muito mais de uma par de vezes em Brasília.

Foram dias de consulta ponderada e debates em tom muito afável dos quais tomariam parte, em alguns momentos, a amiga e ex-senadora Marina Silva (AC). Os contatos culminaram com a determinação da ministra, que se aposenta no ano que vem, de, avaliando prós e contras, decidir enfrentar pela primeira vez o desafio de concorrer a um cargo eletivo, num concurso, para ela, absolutamente novo, onde questões de mérito pessoal adquirem outro valor. A iniciativa de Eliana terá, de pronto, dois grandes impactos no esquema que se desenhava para as eleições majoritárias no Estado.

A par de constituir uma mexida considerável nas arrumações que se faziam com vistas à disputa para o Senado, na qual agora ingressa como um player de peso mobilizando o chamado voto de opinião urbano ou a classe média propriamente dita, que estava visivelmente órfã de um nome para a vaga, a maior repercussão da atitude de Eliana recai sobre a candidatura ao governo de Lídice da Mata, que até aqui parecia claudicar entre a pressão de Eduardo Campos e a gratidão ao esquema político do governador Jaques Wagner (PT), na chapa de quem ela se elegeu em 2010.

O ingresso de Eliana no barco pilotado por Lídice torna a candidatura ao governo do PSB irreversível. Não mais porque a quer imensamente Campos, desejoso de um palanque confiável na Bahia aos seus planos de disputar a Presidência da República, agora reforçado, também por obra sua, com a presença de um nome imaculado do ponto de vista ético e político como o de Eliana. Afinal, para a candidata ao governo do PSB, se fazer acompanhar de Eliana, engrandecendo o debate sobre a Bahia e sua representação política e administrativa, é um ânimo e um reforço considerável, além de inesperado.

Fato é que Lídice não está agora mais sozinha para enfrentar a truculenta disputa eleitoral. Não precisa mais buscar ser a candidata de Wagner na expectativa de que o governador se convença de que em seu partido, o PT, infelizmente não floresceu ninguém com mais potencial do que ela para representá-lo na sucessão estadual. Tampouco precisa se colocar como uma alternativa de oposição feroz a um governo com o qual vem coloborando desde o início. Por outro lado, como senadora cujo mandato acaba em 2018, agora turbinada por Eliana, não tem nada a perder em oferecer ao distinto eleitorado baiano mais uma opção, naturalmente alternativa, ao que só se vê na Bahia.

* Artigo publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

23 de novembro de 2013, 11:09

EXCLUSIVA Ingresso de Eliana é comparável à filiação de Marina ao PSB

Foto: Agência Brasil

Ex-corregedora nacional de Justiça deve turbinar candidatura do PSB ao governo

Guardadas as proporções, o anúncio da filiação da ministra Eliana Calmon ao PSB para disputar o Senado pela Bahia, divulgado ontem com exclusividade por este Política Livre e confirmado hoje pelo jornal A Tarde, pode ser comparado ao ingresso da ex-senadora Marina Silva no time do presidenciável Eduardo Campos.

Não custa lembrar que foi o próprio Eduardo que trabalhou pela adesão de Eliana, depois de tecer loas consideráveis ao legado e a tudo o que a ministra representa do ponto de vista dos valores republicanos numa rádio baiana, de olho na importância que o movimento terá para seu palanque eleitoral de candidato a presidente na Bahia.

Portanto, a entrada em campo da ministra terá estrondoso impacto, além de dar um ‘push’ considerável na candidatura ao governo da senadora Lídice da Mata, que será a fiel representante de Eduardo no Estado. Como bem observou hoje Ivan Carvalho, em sua coluna política na Tribuna, uma das primeiras consequências do ingresso de Eliana no jogo político já está traçada.

Diz respeito a uma discussão sobre a prudência da antecipação da escolha do candidato petista ao governo, prevista para o próximo dia 30. Será que faz sentido definir a candidatura e os demais cargos da chapa majoritária – a vice e o Senado – desconsiderando a tradição baiana de decidir temas que tais depois do Carnaval?

Embora uma incógnita do ponto de vista eleitoral e eleições majoritárias no Brasil, assim como na Bahia, sejam obra mais da estrutura política e partidária do que dos votos de opinião, não resta dúvida de que Eliana tem tudo para despertar apoio e energias contidas num considerável eleitorado difuso que não aguenta mais a classe de políticos profissionais.

Pode ser que não chegue a lugar algum, mas tem todos os elementos também para se transformar num fenômeno eleitoral. Portanto, disputar com ela a única vaga a que a Bahia tem direito nas eleições ao Senado em 2014 não é nada previsível, mesmo para lideranças de peso como o atual secretário estadual de infra-estrutura e vice-governador Otto Alencar (PSD), adepto da tese, ainda segundo Ivan Carvalho, desde antes do anúncio de Eliana, de que é temerária a escolha do candidato ao governo – como do restante da chapa governista – no dia 30.

Leia também: Eliana Calmon vai disputar vaga ao Senado pela Bahia

Raul Monteiro

22 de novembro de 2013, 16:21

EXCLUSIVA Eliana Calmon vai disputar vaga no Senado pela Bahia

Foto: Agência Brasil

Ministra Eliana Calmon

Informes chegados há pouco ao Política Livre diretamente de Brasília dão conta de que a ex-corregedora nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, vai mesmo se filiar ao PSB e disputar uma vaga ao Senado pela Bahia. A articulação para o ingresso de Eliana no partido e a definição de sua candidatura a senadora teria sido conduzida diretamente pelo presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República. Esta semana, em entrevista a uma rádio baiana, Campos confirmou a candidatura da senadora Lídice da Mata (PSB) ao governo da Bahia e teceu elogios incomensuráveis a Eliana. “Ela (Eliana) é uma ministra que honra as melhores tradições do Judiciário brasileiro. Uma mulher que mostrou no exercício das suas funções a capacidade extraordinária de lutar para renovar as instituições, de lutar para enfrentar os erros, procurar renovar o Judiciário, aproximar a Justiça do povo. Isso fez com que o Brasil visse nessa baiana uma pessoa que defendeu com muita garra e determinação valores que estão faltando na vida brasileira. Valores como o da seriedade, da ética, da busca pela justiça… Isso faz com que brasileiros dos quatro cantos do país lembrem de coisas muito boas [ao ligar o nome dela]. É claro que qualquer partido decente desse país gostaria de contar com a presença dela colaborando com a vida na política. As portas do PSB estarão escancaradas para ela com a nossa militância na porta para receber uma brasileira que honra as melhores tradições da vida pública e republicana desse país”, disse. Especialmente as oposições, consideram a candidatura de Eliana ao Senado imbatível.

Leia também: Campos confirma candidatura de Lídice e ‘escancara’ PSB para Eliana

22 de novembro de 2013, 13:19

EXCLUSIVA Até Marcelino Galo já acena para candidatura de Rui Costa

Foto: Facebook de Marcelino Galo

Tudo indicava que Galo iria ficar com a candidatura de Gabrielli

Não passou despercebida a mensagem, nas redes sociais, divulgada pelo ex-presidente do PT e deputado estadual petista Marcelino Galo, reforçando que seguirá a orientação do governador Jaques Wagner com relação à definição do candidato à sucessão estadual. “Para a sucessão de 2014, o PT tem bons candidatos e estaremos ao lado de quem for escolhido, seguindo as orientações do nosso grande lider o Governador Wagner”, escreveu o parlamentar em sua página no Facebook. Marcelino foi dos mais aguerridos defensores da candidatura à presidência estadual do PT do jornalista Ernesto Marques contra a do presidente eleito Everaldo Anunciação, nome apoiado por Rui Costa, pré-candidato a governador que Wagner quer ver no comando do estado. Até agora, fizesse chuva ou sol, tudo indicava que Marcelino pretendia ir de José Sérgio Gabrielli, secretário estadual de Planejamento, que oficializou sua pré-candidatura ao governo esta semana.

22 de novembro de 2013, 08:05

EXCLUSIVA Lula vai gravar mensagem dizendo que escolha é de Wagner

Foto: Agência Brasil

Lula que ficar longe da disputa na Bahia

Quem esperava no PT que o ex-presidente Lula pudesse ainda se posicionar sobre a sucessão baiana pode perder as esperanças. Os aliados do chefe da Casa Civil do governo, Rui Costa, um dos pré-candidatos petistas a governador, acabam de obter da maior liderança nacional petista o compromisso de gravar em vídeo uma mensagem dizendo que a definição da candidatura ao governo da Bahia caberá ao partido e ao “galego”, expressão usada por Lula para se referir ao governador Jaques Wagner. Conforme revelou a este Política Livre com exclusividade uma fonte petista, o material seria divulgado em primeira mão no evento em que o PT vai escolher a candidatura, programado para o próximo dia 30. O maior prejudicado com a “isenção” de Lula com relação às eleições na Bahia é o secretário estadual José Sérgio Gabrielli, primeiro e único dos quatro a oficializar a pré-candidatura, cujos apoiadores esperavam por uma intervenção de Lula em seu favor. O preferido de Wagner, até as estrelas já sabem, é Rui Costa. Os outros pré-candidatos petistas são o senador Walter Pinheiro e o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano.

21 de novembro de 2013, 08:22

EXCLUSIVA Ida a programa é 1º sinal de que Souto está no páreo

Foto: DEM/Divulgação

Souto vai gravar programa do DEM nacional

A decisão do ex-governador Paulo Souto (DEM) de aceitar convite do presidente nacional da legenda, senador Agripino Maia (RN), para gravar participação no programa que a legenda levará ao ar nacionalmente nos próximos dias, foi interpretada por membros do partido na Bahia como um primeiro passo dele para assumir a candidatura ao governo baiano. Souto, o mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto para a sucessão de Jaques Wagner depois de ACM Neto (DEM), que não é candidato, vinha até agora se mantendo muito arisco com relação à idéia de se lançar candidato ao governo. Não é o que exposição nacional e local que o programa permitirá leva agora a crer. Só não peçam ao ex-governador que se decida logo. Como diz um amigo dileto do filho dele, o deputado federal Fábio Souto (DEM), quem “está na frente” não precisa “sair na frente”.

19 de novembro de 2013, 09:35

EXCLUSIVA O grande desafio dos desembargadores baianos

Sede do TJ: palco dos grandes acontecimentos de amanhã

Com a crise na qual o Judiciário baiano mergulhou desde o afastamento de seu presidente, o desembargador Mário Alberto Hirs, e de sua antecessora, Telma Brito, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não será fácil a missão do novo presidente que deve ser eleito nesta quarta-feira pelos magistrados baianos.

Pode-se classificar como impossível qualquer desafio que assuma no sentido de restaurar a imagem do Poder, cujo desgaste se acumula há anos e foi amplificado pelo noticiário que retratou a medida drástica tomada pelo Conselho Nacional de Justiça contra duas de suas figuras mais destacadas.

Não custa lembrar que uma das decisões do CNJ atingiu em cheio o representante máximo da instituição, eleito pelo voto direto de seus pares. Por isso, sem dúvida, qualquer projeto sério de reformulação e readequação do Tribunal de Justiça da Bahia, nos moldes exigidos pelo CNJ, não será tarefa para um nem dois mandatos apenas.

Ainda mais por este motivo parece fundamental que, para evitar novos dissabores ou situações ainda mais constrangedoras ao Poder e à Bahia, os desembargadores que irão às urnas nesta quarta levem em conta a necessidade de escolha de um nome que prime pelo compromisso de tirar o Judiciário do limbo.

A meta, entretanto, não pode estar desvinculada do perfil adequado para executá-la. De nada adiantará colocar alguém no lugar de Mário Hirs cujo discurso e histórico, até, sejam bonitos, mas cujo ferramental pessoal não esteja à altura dos objetivos que toda a sociedade – e não apenas os magistrados – deseja para o TJ.

Além de sério, austero mesmo, pré-requisito fundamental para assumir o comando da instituição, o novo presidente do Tribunal precisa ter capacidade de avaliação técnica e política, bom senso, algum nível de experiência administrativa e, obviamente, ponderação, equilíbrio.

Não condiz com o que exige a situação atual alguém a quem faltem estes traços e que, ao invés de construir, exploda à menor ameaça ou simples paranóia. A história está cheia de exemplos, alguns muito atuais, dos pequenos títeres em que se transformam, quando investidos de poder, aqueles a que não assomam tempero emocional para exercê-lo.

Ainda bem que os magistrados que compõem o colégio eleitoral do TJ são maduros o suficiente para, no conjunto, refletirem a tempo sobre suas escolhas. Eles sabem, certamente, que não faz sentido permitir que o Poder Judiciário baiano continue afundando aos olhos de todo o país.

19 de novembro de 2013, 08:21

EXCLUSIVA Petista fustiga membro do PSB que tenta ficar no governo

Foto: Divulgação

Deputado Amauri e Elmo, da Codevasf: pressão contra membro do PSB no governo federal

De malas prontas para sair do governo estadual, o PSB baiano ainda resiste em deixar o governo federal. É o caso do superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Emanoel Lima da Silva, que permanece no cargo quase que “clandestinamente”, apesar da pressão contrária de um petista de peso. Trata-se do deputado federal Amauri Teixeira, que já mobiliza a bancada baiana para destronar o socialista, bem como empurrar uma série de projetos de diversos parlamentares da base aliada, segundo o parlamentar, engavetados por Emanoel. É o caso da Barragem de Olhos D´água, localizada no distrito de Caatinga do Moura, em Jacobina, que será finalmente recuperada após ordem expressa do presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, que atende um pedido de campanha do deputado Amauri. Ao todo, foram liberados R$ 659.052,05 para a recuperação de um sistema simplificado de irrigação com a abertura de um edital de licitação, tendo como prazo final para a entrega das propostas o dia 16 de dezembro de 2013. Até lá, Amauri espera que a exoneração do atual superitendente já tenha saído também.

18 de novembro de 2013, 12:45

EXCLUSIVA Em matéria de 2014, Everaldo sabe mais que Pinheiro

Foto: Ivan Alex

Everaldo Anunciação: mais confiabilidade em termos de 2014

Entre o que diz o presidente eleito do PT, Everaldo Anunciação, e o senador Walter Pinheiro sobre a sucessão estadual, este Política Livre fica com o que declara o dirigente partidário. É ele que comanda a máquina petista, cujo controle acaba de assumir em eleição direta. E é ele, Everaldo, que anuncia o dia 30 como data para a escolha do candidato à sucessão do governador Jaques Wagner.

Portanto, que carta na manga tem Pinheiro para revelar que não será no dia 30 que o candidato a governador do PT será definido? É informação ou intuição? Ao que consta, a data foi acordada pelo comando do PT com os principais dirigentes partidários e todos os quatro pré-candidatos ao governo, o que inclui, além de Pinheiro, José Sérgio Gabrielli, Luiz Caetano e Rui Costa.

Rui é o preferido do governador Jaques Wagner e mais cotado para ser escolhido no dia 30. Apesar de buscar se colocar com equidistância em relação à escolha da candidatura, Everaldo foi eleito presidente do PT com sua estrita colaboração. Portanto, é óbvio que a candidatura está no colo de Rui. A menos que, de fato, haja uma mudança abrupta e radical nos planos do PT.

E não venham, nem Pinheiro, nem Gabrielli nem Caetano com a tese de que a militância não vai com Rui. A militância vai com quem tiver apoio do governo para disputar a eleição, condição da qual quem melhor desfruta é Rui. Aliás, por falar em Caetano, está tudo já armado para que, no final do mês, ele se reúna com seu grupo para anunciar o que fará no dia 30. Caetano vai sair para deputado e apoiar Rui.

Raul Monteiro

18 de novembro de 2013, 11:19

EXCLUSIVA Jutahy diz que escolha de candidato será consensual

Foto: Agência Câmara

Deputado federal Jutahy Jr.

Em telefonema há pouco ao Política Livre, o deputado federal Jutahy Jr. (PSDB) disse que, como resultado do encontro informal que representantes das oposições tiveram este final de semana, durante um almoço, na Praia do Forte, ficou claro que é unânime a existência de um sentimento forte e crescente de mudança na Bahia e que os oposicionistas devem buscar manter a mesma unidade e estratégia que elegeu os democratas ACM Neto prefeito de Salvador e José Ronaldo, para o comando do município de Feira de Santana. Segundo Jutahy, o terceiro ponto importante ressaltado nas conversas é que tanto a data quanto a chapa majoritária devem ser definidas de forma consensual entre todas as forças que desejam promover uma mudança política e administrativa no Estado.

17 de novembro de 2013, 10:46

EXCLUSIVA Mário e Telma podem voltar e decidir eleição no TJ

Foto: Divulgação

Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Mário Alberto Hirs, e sua antecessora, Telma Brito

Afastados há duas semanas pelo Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle externo do Judiciário, sob acusações que vão de suposto nepotismo a pretensas irregularidades em contratos, o presidente do Tribunal de Justiça  Mário Alberto Hirs, e sua antecessora, Telma Brito, aguardam com ansiedade o julgamento de um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal contra a decisão do CNJ.

Eles esperam que o julgamento ocorra a tempo de retornarem à Corte e, assim, tomarem parte nas eleições para a renovação do comando do TJ, que acontece nesta quarta-feira num cenário hoje longe de qualquer previsibilidade. O certo é que, se o STF acatar o mandado, Mário e Telma podem retomar, na Corte, a posição de influência, inclusive eleitoral, que possuíam antes do afastamento.

Não são apenas dois votos, mas duas figuras importantíssimas na estrutura de poder do Judiciário cuja força interna deve ter levado a que ousassem desprezar, inadvertidamente, as constantes recomendações do CNJ, a mais recente e emblemática delas contrária à posse do desembargador Roberto Frank, alvo de investigação por parte do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em defesa de Mário e Telma, atuam no STF alguns dos nomes mais conhecidos e poderosos da advocacia nacional, o que amplia a expectativa de vitória no mandado que propuseram contra o afastamento. Quanto à eleição de quarta-feira, por este motivo, ainda é uma incógnita, mas pode surpreender com a ascensão de uma nova liderança feminina e correta, como o TJ precisa e a sociedade baiana exige.

Raul Monteiro

14 de novembro de 2013, 19:09

EXCLUSIVA Secom omite nome de Lídice de audiência com secretário

Foto: Divulgação

Reunião aconteceu na última segunda-feira

Omissão deliberada ou simples esquecimento? A secretaria de Comunicação do governo Jaques Wagner (PT) omitiu o nome da senadora Lídice da Mata (PSB) de release em que a secretaria estadual de Cultura anunciou que irá patrocinar o evento “Acontece no Museu” no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) na última semana de novembro. Detalhe: Lídice foi a autora do pedido de audiência ao secretário Albino Rubim para tratar do assunto. Ao divulgar a decisão, o release do governo apresenta uma declaração do secretário e cita apenas a presença, no encontro, do presidente do Muncab, José Carlos Capinan, e do professor Jorge Portugal, que acompanharam a senadora na visita à Secult. Na audiência, Lídice havia sido entrevistada pela jornalista da assessoria da Secult. A omissão do nome da senadora do texto de divulgação da Secom foi revelada a este Política Livre por uma fonte da própria Secult, dando a entender que a exclusão não partiu de lá. O site também obteve uma foto que atesta a presença da senadora na audiência, transcorrida em clima descontraído, pelo que indica a imagem. Lídice é pré-candidata do PSB ao governo do Estado e aparece melhor nas pesquisas de intenção de votos do que todos os candidatos governistas juntos. Será que foi este o motivo da omissão?

Veja abaixo o release recebido por este Política Livre:

“SECULT IRÁ PATROCINAR EVENTO NO MUSEU NACIONAL DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Acontece no Museu’ é o evento que Secretaria de Cultura do Estado (Secult) irá patrocinar no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Munca), na última semana deste mês. O encontro, que reunirá linguagens artísticas como a música e as artes visuais, pretende fortalecer o conceito de museu em processo e aproximar a comunidade do espaço, que pode ser tornar o primeiro equipamento cultural vinculado ao Ministério da Cultura (MinC) na Bahia.

“Contribuir com o fortalecimento da programação do Muncab é também mais uma demonstração de nosso apoio ao processo de federalização do museu. Faz todo sentido a presença desse importante equipamento cultural em nosso estado, devido ao processo histórico e à influência da cultura negra na Bahia”, afirmou o secretário Albino Rubim, em reunião na segunda-feira (11), em Salvador.

Durante o encontro, que contou com a participação do presidente e do vice-presidente da Amafro – instituição responsável pela instalação do Muncab, o poeta José Carlos Capinan e o professor Jorge Portugal, foi destacada ainda a necessidade equacionar a prestação de contas da instituição para dar continuidade à federalização do espaço.

“Até lá, iremos buscar outras formas de patrocínio e operar de forma mínima, trabalhando a própria vocação do museu. Com este evento, iremos mostrar nossa energia e capacidade realizadora, porque o Muncab tem que sinalizar vida, inclusive do ponto de vista simbólico, do patrimônio cultural de matriz africana”, avaliou Capinan. Ele destacou que o evento acontece em um momento significativo para a diáspora africana no Atlântico, porque novembro é o mês da Consciência Negra.”

release_secult Reprodução do texto publicado no site da Secom

14 de novembro de 2013, 16:30

EXCLUSIVA Félix Mendonça Jr. deve assumir presidência do PDT

Félix Mendonça Jr.: Novas perspectivas para 2014

O empresário e deputado federal Félix Mendonça Jr. é o nome mais cotado para assumir a presidência do PDT em substituição a Alexandre Brust até o fim do ano. Entre os baianos ele seria o preferido da cúpula nacional do partido para o posto. Félix, que, junto com a irmã, a ex-vereadora Andrea Mendonça, acaba de dar uma virada no comando da rádio Tudo FM, cuja concessão pertence há anos à sua família, pode vir a desempenhar um papel que ainda não está claro na sucessão de 2014. É o que se comenta com intensidade em Brasília.