17 de janeiro de 2019, 19:32

EXCLUSIVA Incentivado por Rui, Cacá Leão também quer concorrer à Prefeitura em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Cacá Leão

O deputado federal Cacá Leão (PP) está sendo estimulado pelo governador Rui Costa (PT) a se candidatar à Prefeitura de Salvador em seu grupo político. Além de ter sido aconselhado por Rui a transferir seu título de Lauro de Freitas para a capital baiana, Cacá ouviu dele que teria deixado uma secretaria, na mini-reforma que pretende executar até o final do mês, à sua disposição. Hoje, durante a Lavagem do Bonfim, Cacá admitiu a amigos que vai topar o desafio de se candidatar. O parlamentar, entretanto, teria declinado do convite para assumir um posto no governo por avaliar que está muito bem em Brasília. Hoje, durante a Lavagem do Bonfim, o prefeito ACM Neto (DEM) ironizou o fato de Rui vir buscando se aproximar de nomes ligados a ele e que são lembrados eventualmente para a sucessão de 2020, como o presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr. (SD), e o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, que já foi secretário de três pastas municipais. Aliados dizem que Rui faz o movimento exclusivamente para provocar o prefeito, mas Neto ironiza a estratégia, insinuando que o governador não tem alternativas para a sucessão à Prefeitura de Salvador, verdadeiro sonho de consumo do PT, partido de Rui Costa.

11 de janeiro de 2019, 18:46

EXCLUSIVA Imbassahy “chega chegando” como secretário especial de João Dória

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Em segunda reunião com secretariado, Dória coloca de novo Imbassahy ao seu lado

O deputado federal licenciado tucano Antônio Imbassahy chegou chegando, como se diz na nova gíria popular, como membro do staff do governador de São Paulo, João Dória. Nas duas reuniões com o secretariado promovidas pelo governador até agora, Dória fez questão de colocá-lo ao seu lado, no que está sendo interpretado como uma indicação do forte prestígio do baiano junto ao paulista. A chegada de Imbassahy no time de Dória, no qual vai assumir o escritório de São Paulo em Brasília, também foi imensamente festejada pelos demais colegas de secretariado.

10 de janeiro de 2019, 15:53

EXCLUSIVA Com Dória, Imbassahy entra em nova “Era”, mas sob conflito entre SP e Bahia

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Antonio Imbassahy passou por guarda-chuvas diversos ao longo de sua carreira política

A decisão do deputado federal tucano Antonio Imbassahy de aceitar a secretaria especial que o coloca como chefe do escritório do governo de São Paulo em Brasília o põe sem dúvida nenhuma muito próximo do governador João Dória, sobre o qual são grandes as apostas de que assumirá o controle do PSDB no futuro.

A situação leva naturalmente à especulação de que, por esta razão, Imbassahy pode ser empoderado internamente no partido para quaisquer batalhas de queira tomar parte, em especial aquelas relativas à disputa pela Prefeitura de Salvador, no ano que vem, ou mesmo para o governo do Estado da Bahia, em 2022.

O problema para o ex-prefeito será apenas o de compatibilizar o papel de defensor do governo paulista com relação a seus futuros objetivos político-eleitorais. Afinal, em muitos pontos os interesses de São Paulo conflitam frontalmente com os do Estado da Bahia, entre os quais pode se destacar, por exemplo, a questão do ICMS.

E isso, se acontecer de se configurar no período de sua gestão, não deixará de ser usado naturalmente de forma aberta por seus adversários.

Ainda assim, levando-se em conta a conhecida habilidade política do parlamentar, à qual críticos preferem às vezes dar outro nome, talvez nem isso se constitua num verdadeiro obstáculo para Imbassahy, principalmente se ele conseguir construir uma boa justificativa para a nova empreitada.

Quem sabe, as mesmas que foi elaborando para ir se abrigando sob guarda-chuvas tão diversos quanto, primeiro, o do ex-governador ACM, depois o do ex-ministro José Serra, passando pelo de Aécio Neves e o do próprio Geraldo Alckmin, até chegar o de Michel Temer (MDB), de quem conseguiu a proeza inesperada de ser ministro.

Agora Dória, como os demais, enquanto duraram, pode ser apenas o início de uma nova Era para Imbassahy.

8 de janeiro de 2019, 13:28

EXCLUSIVA Rita Tourinho analisaria candidatura à Prefeitura de Salvador

Foto: Divulgação/Arquivo

Promotora Rita Tourinho teria que se desligar do MP

A promotora Rita Tourinho, do Ministério Público Estadual, está sendo estimulada por colegas e amigos a avaliar uma eventual candidatura à Prefeitura de Salvador no próximo ano. A sugestão teria surgido na esteira da sua condição de mulher combativa e do recente ingresso de membros do Judiciário na vida política, a exemplo do novo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Indecisa, Rita teria ponderado sobre a necessidade de encontrar um partido com que identificasse, o qual não achou ainda, e, a pior parte, ter de se desligar do MP baiano.

7 de janeiro de 2019, 07:44

EXCLUSIVA Sem mais espaço para aliados no governo Rui, por Raul Monteiro*

Foto: Reprodução Twitter

PT pretende fazer sucessor de Rui Costa em 2022 e isso terá influência na reforma de agora

A análise tanto de aliados quanto de adversários do petismo na Bahia de que o fim do segundo mandato de Rui Costa à frente do governo baiano vai representar também o encerramento do ciclo político do PT no Estado, abrindo espaço para o surgimento quase natural de alternativas à sucessão estadual de 2022 entre governistas e oposicionistas, não encontra guarida no partido do governador e provavelmente nem nele próprio, se é que, efetivamente, o gestor pensa como um petista, posição em relação à qual não há motivos para grandes dúvidas.

Não há o menor sinal entre representantes destacados do PT na Bahia de que eles vão se resignar com a tese, já mencionada por petistas como o senador eleito Jaques Wagner, provavelmente como forma de promover o distensionamento do grupo, e aceitar de bom grado que a sucessão de Rui Costa vire assunto exclusivo dos partidos que compõem hoje sua base política na Assembleia Legislativa, onde nomes para enfrentar o desafio da sucessão estadual de 2022, apesar de aparentemente longíqua, sobram e traçam as primeiras articulações.

Curioso é que o PT baiano usa como referência para defender o ponto de vista de que essa idéia de encerramento de ciclo é balela o exemplo daquele que foi, até a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República, seu maior adversário político, o PSDB. Afinal, como diz um petista de quatro costados, o PSDB bate o recorde de 24 anos de mandatos no comando do Estado de São Paulo, berço político do petismo, com a eleição do ex-prefeito João Dória, sobre o qual pode até se questionar que não seja lá um tucano autêntico, mas é o PSDB que, neste momento, ele representa.

Não seria por outro motivo que o governador baiano tem tomado precauções excessivas no processo de montagem da equipe com que pretende governar a partir de agora, apesar do escorrerão de antecipar que quatro colaboradores seriam mantidos, o que levou a indignação profunda na equipe. Na realidade, partidos aliados que alimentam a idéia de ampliar seu espaço na reforma prevista, sob o argumento de que ampliaram sua força no Estado por meio da eleição de mais prefeitos e vereadores, devem começar a recolher as expectativas.

Primeiro, porque para os petistas o sucesso eleitoral municipal de cada uma das legendas que apóiam o governo não foi gratuito, mas decorreu do próprio espaço de que desfrutam na máquina estadual, não podendo lhes ser exclusivamente atribuído. Depois – e mais importante que tudo -, se é verdade que o governador concorda com a análise de que o PT tem efetivamente chances de fazer seu sucessor daqui a quatro anos, não há motivo para que ele queira empoderar em demasia os aliados, criando, como se diz no ditado popular, cobra para mordê-lo e a seu partido mais à frente.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

5 de janeiro de 2019, 10:34

EXCLUSIVA Bacelar defende candidatura de Arthur Lira à presidência da Câmara dos Deputados

Foto: Divulgação/Arquivo

Além de deputado federal, Bacelar é presidente do Podemos na Bahia

O deputado federal Bacelar, presidente do Podemos na Bahia, defendeu hoje a candidatura do colega Arthur Lira (PP-AL) para presidente da Câmara dos Deputados. Apesar da excelente relação que possui com Maia, Bacelar acredita que Lira é o melhor contraponto à candidatura à reeleição do atual presidente da Câmara, principalmente depois que ele fechou um acordo com o PSL do presidente Jair Bolsonaro, nos últimos dias. Maia ainda tem relações muito próximas com os políticos do DEM na Bahia, adversários do grupo do governador Rui Costa (PT), do qual o parlamentar é aliado.

4 de janeiro de 2019, 20:26

EXCLUSIVA Candidatura de Robinson Almeida a prefeito em 2020 é encarada como piada no PT

Foto: Política Livre/Arquivo

Deputado estadual eleito Robinson Almeida

Foi recebida como uma piada no PT a declaração do deputado estadual eleito Robinson Almeida de que pode disputar a indicação do partido para candidato a prefeito de Salvador em 2020. Primeiro, porque ninguém importante no PT foi consultado sobre seu projeto, o qual está em plano diametralmente oposto ao do governador Rui Costa, para quem o grupo pode apoiar para a sucessão municipal na capital baiana um candidato não-petista. Depois, porque após ter amargado uma distante suplência de deputado federal nos últimos quatro anos, Robinson só conseguiu se eleger deputado estadual agora arrasando com a base de colegas como Bira Coroa. “De que jogo de bicho é Robinson, mesmo?”, questiona, de forma irônica, uma importante e conhecida figura do PT.

3 de janeiro de 2019, 19:31

EXCLUSIVA Rui diz a aliados que quer manter canal aberto com novo presidente da Câmara

Foto: Divulgação/Arquivo

Geraldo Jr. assumiu ontem a presidência da Câmara Municipal cercado de secretários estaduais e municipais

Comentário do dia, a presença maciça de secretários estaduais importantes na posse do vereador Geraldo Jr. (SD) na presidência da Câmara Municipal, ontem, foi resultado também de um apelo do governador Rui Costa (PT). Rui já disse a assessores que tem simpatia pessoal pelo novo presidente da Câmara e que pretende manter um canal aberto de diálogo com ele enquanto durar seu mandato no comando do Legislativo municipal. De quebra, quer se divertir com as especulações que acha que o relacionamento vai produzir do outro lado da Praça Municipal, na Prefeitura de Salvador, já que Geraldo Jr. é da base do prefeito ACM Neto (DEM).

3 de janeiro de 2019, 09:41

EXCLUSIVA Em transmissão de cargo, novo ministro da Saúde cita trabalho de Brito por Santas Casas

Foto: Divulgação/Arquivo

Novo ministro da Saúde disse que ajudará Brito a resgatar dívidas das Santas Casas

O deputado federal baiano Antonio Brito (PSD) foi citado nominalmente pelo novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante a solenidade em que recebeu o cargo do antecessor, ontem, em Brasília. Mandetta lembrou do trabalho de Brito pelo debate e a organização da Frente Parlamentar das Santas Casas, da qual o parlamentar baiano é presidente, evento que, segundo ele, permitiu a consolidação, no ano de 2012, da dívida das filantrópicas no país. Durante o discurso, o novo ministro da Saúde, disse que isso forçou a “que a Câmara e os governos se curvassem frente à enormidade da dívida construída por políticas mal feitas que subfinanciam as Santas Casas e que iremos juntos resgatar, Brito”.

3 de janeiro de 2019, 07:54

EXCLUSIVA Uma descortesia com a própria equipe, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Governador Rui Costa

Rui Costa (PT) promoveu, na última terça-feira, dia de sua posse para o segundo mandato no governo baiano, um inesperado arranhão em sua imagem de liderança administrativa estadual, até aqui cultuada por aliados e admitida, ainda que a contragosto, por muitos adversários. Ao ser questionado por jornalistas sobre as mudanças no secretariado, que tarda em anunciar, disse que poderia apenas adiantar que pelo menos três nomes do atual time estariam garantidos: o do jornalista André Curvello, responsável pela Comunicação, o do atual titular da Fazenda, Manoel Vitório, e o do chefe da Casa Civil, Bruno Dauster.

Da pequena turma, Curvello é a única unanimidade, elogiado principalmente no setor que comanda, o que não se pode dizer nem de Vitório e muito menos de Bruno. Mas não é preciso antecipar que eles foram transformados rapidamente no pivô de um problema muito maior, ou seja, no desconcerto que a referência exclusivamente aos três provocou em todo o resto do secretariado de Rui, que se sentiu profundamente desvalorizado pelo gestor e, consequentemente, submergiu numa profunda mágoa com ele. A avaliação geral é a de que o governador não deve ter ponderado antes de soltar a informação.

Afinal, como se analisa desde o momento em que proferiu a frase citando os preferidos, se não podia ter apresentado o nome de todo o novo secretariado ou pelo menos aqueles das pastas cujos titulares pretende mudar, era melhor que não dissesse nada, quedasse mudo ante o tema. Por este motivo, entre as justificativas para o posicionamento indesejado, tem prevalecido uma que nem de longe o favorece. Segundo a versão, o governador ainda não teria de fato decidido o que fazer e, por esta razão, diante da pressão dos jornalistas por pistas sobre o que planeja, acabou cometendo uma inconfidência indevida.

O problema é a extensão da repercussão da declaração. As consequências, naturalmente, não se restringem ao devastador efeito sobre a auto-estima dos auxiliares omitidos na citação, muitos a acompanhá-lo desde o início da sua primeira gestão. Num clima de expectativa de mudanças como o que se estabeleceu no governo estadual desde a reeleição, o governador acabou gerando uma verdadeira onda de instabilidade em vários setores, principalmente naqueles em que a liderança do secretário é condição sine qua non para que a pasta funcione a contento.

O que dizer, por exemplo, da sensível secretaria de Segurança Pública, onde o titular precisa manter sob comando constante várias tropas? Ou da pasta da Infraestrutura, onde projetos foram traçados para o segundo mandato na expectativa de cumprimento de algumas diretrizes estabelecidas pelo atual grupo que a chefia? Sem contar a da Saúde, a da Agricultura, a de Desenvolvimento Econômico, de Mulheres e de tantas outras. Sem entrar no mérito das competências individuais do time que o auxilia, algumas das quais verdadeiramente respeitadas, outras nem tanto, o que Rui fez com a maioria dos assessores é reprovado em qualquer manual básico de gestão no mundo.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

26 de dezembro de 2018, 08:00

EXCLUSIVA Bruno Dauster pode ir para a secretaria de Desenvolvimento Econômico

Foto: Divulgação/Arquivo

Bruno Dauster, acreditem, é considerado uma das "figuras de proa" do governo estadual

São intensas as especulações de que o chefe da Casa Civil do governo estadual, Bruno Dauster, pode mudar de secretaria na esperada reforma administrativa de Rui Costa (PT). Ele iria para a pasta de Desenvolvimento Econômico, substituindo a deputada estadual licenciada Luíza Maia. Até Josias Gomes é lembrado para a eventual vaga que será deixada por Dauster, que é considerado – acreditem! – uma das “figuras de proa” do governo de Rui Costa.

21 de dezembro de 2018, 15:20

EXCLUSIVA PF suspeita que Cesare Battisti pode ter se escondido na casa de James Correia

Foto: Divulgação/Arquivo

Cesare Battisti é considerado foragido pela Justiça

Informes chegados há pouco a este Política Livre dão conta de que a Polícia Federal suspeita que o italiano Cesare Battisti pode ter se escondido em Salvador, na casa do ex-secretário estadual de Indústria e Comércio, James Correia, com quem, segundo investigadores, teria “fortes ligações”. Battisti teve a prisão determinada na semana passada pelo ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), e é considerado foragido. A Polícia Federal divulgou no último domingo (16) 20 retratos de possíveis disfarces do terrorista italiano. Ele foi condenado em seu país pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970. A Itália fez no ano passado um novo pedido de extradição de seu cidadão. O STF já havia decidido em 2009 aprovar a repatriação, mas o então presidente Lula (PT), no último dia de seu mandato, em 2010, permitiu a permanência dele no Brasil. A palavra final em casos de extradição é do presidente da República. O presidente Michel Temer (MDB) decidiu na sexta-feira passada (14) autorizar a devolução do italiano. Na sexta, dia seguinte à determinação de Fux, a PF fez operação nas casas do estrangeiro. Até agora Polícia Federal fez 32 operações, entre as quais em Salvador, para tentar localizá-lo, sem sucesso.

20 de dezembro de 2018, 08:45

EXCLUSIVA Por mais espírito público no STF, por Raul Monteiro*

Foto: Felipe Sampaio/STF/Arquivo

Marco Aurélio Mello, ministro do STF que criou a maior confusão no país ontem

Mesmo tendo tido sua surpreendente decisão a favor da liberação de presos condenados em segunda instância prontamente reformada em benefício da Nação e de suas instituições, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello conseguiu ontem produzir um caos no país no período em que sua liminar vigorou, até ser responsavelmente cassada pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Atacada por todos aqueles de bom senso, principalmente pelos representantes da Lava Jato, que têm feito um esforço grande para resgatar o Brasil de seus políticos desalmados, a decisão de Marco Aurélio só não foi pior para sua reputação do que para a do próprio STF.

Citados por todos que legitimamente criticaram a medida, três fatos que acompanharam a liminar já traíam sua conveniência: foi tomada no dia anterior ao recesso do Judiciário, quando o plenário já não podia mais se manifestar, desconsiderou o fato de que o próprio Tribunal já havia se pronunciado sobre o tema pelo menos quatro vezes e, principalmente, que uma nova análise da restrição será submetida a julgamento em abril, atendendo a determinação do presidente Dias Tófolli. Portanto, só o próprio Marco Aurélio para esclarecer a razão de ter, deliberadamente, criado tamanho tumulto no país.

O que, pensando apenas em si, idiossincraticamente, ele com certeza não deve ter sopesado ao tomá-la foi o impacto que isso terá sobre a imagem de uma instituição fundamental à vida democrática do país, que, no entanto, vem sendo questionada dia após dia exatamente por causa dos procedimentos de seus ministros, a ponto de ter seu fechamento insinuado recentemente por um dos filhos do presidente eleito Jair Bolsonaro. Marco Aurélio provavelmente não deve ter visto um vídeo recente feito num vôo em que se encontrava o colega Gilmar Mendes, outro dos ministros polêmicos do STF, há cerca de 10 dias.

Nele, Mendes é visivelmente hostilizado pelos passageiros, que gravam a manifestação e fazem referências claras a outro episódio, ocorrido também num avião, dias antes, em que um advogado dirige-se a Ricardo Lewandowski dizendo sentir vergonha do STF e, por este motivo, é detido pela Polícia Federal a pedido do ministro. Escolados pelo primeiro evento, os passageiros reforçam que sentem vergonha do Supremo, dizem não ver motivo, como cidadãos, para serem detidos pela PF, revelando um profundo descontentamento que se espraia pela sociedade contra a Corte que deveria atuar como guardiã da Constituição.

Só não vê quem não quer que, por causa do comportamento idiossincrático de seus ministros, em cuja isenção ninguém mais acredita, um órgão importantíssimo para a vida, a estabilidade e a governabilidade do país está sendo aos poucos destruído, favorecendo o surgimento de teses autoritárias de que seria melhor que não existisse ou mesmo que passasse por transformações que de isentas não têm nada num dos momentos mais delicados da trajetória política do país. Em momentos que tais, é bom que a sociedade se lembre de que não é do STF de que o país precisa abrir mão, mas de qualquer servidor que não demonstre suficiente espírito público.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

19 de dezembro de 2018, 09:20

EXCLUSIVA Rui analisa deputados para secretariado pensando em dar mandato a suplentes

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Nelson Pelegrino é um dos nomes analisados pelo governador Rui Costa

Há pelo menos dois deputados federais no PT posicionados para ocupar vagas no secretariado do governador Rui Costa: Nelson Pelegrino, de olho na sucessão municipal de 2020 em Salvador, e Josias Gomes, que não deve, entretanto, voltar para a Serin, pasta que ocupou em boa parte do atual governo. Valmir Assunção, que não pretende ocupar vaga nenhuma no primeiro escalão, quer manter as atuais posições com seus indicados. Rui, que não dá uma pista sobre o que fará na reforma administrativa, deixando os atuais secretários e os potenciais sob profunda ansiedade, avalia os nomes, pensando nas peças que pode mover para ajudar suplentes da base a assumirem seus mandatos tanto na Assembleia quanto na Câmara dos Deputados.

19 de dezembro de 2018, 07:39

EXCLUSIVA Assessor de Wagner aparece como candidato da “renovação” à presidência do PT

Foto: Divulgação/Arquivo

Éden Valadares, assessor de Wagner, é apoiado também pelo deputado estadual Rosemberg Pinto, da corrente CNB

Com o apoio manifesto do senador eleito Jaques Wagner e do deputado estadual Rosemberg Pinto, o militante Éden Valadares aparece como candidato da “renovação” ao comando do PT na Bahia nas eleições que ocorrerão no próximo ano. Éden tem 37 anos e trabalha como assessor de Wagner há pelo menos 10 anos, tendo coordenado sua campanha ao Senado. Nesse período, foi também chefe de gabinete da presidência da República e secretário de Juventude do PT baiano. Ele pertence à mesma corrente de Rosemberg, a CNB. O ponto de partida para sua campanha foi a publicação de um artigo, esta semana, intitulado “Uma nova primavera para o PT”, no qual ele defende uma renovação de prática e de método no partido, que se concretize “em compromisso real com os valores democráticos, humanistas e civilizatórios”. Tanto Wagner quanto Rosemberg defenderam o rejuvenescimento das lideranças no partido na última reunião do PT, no dia 10 de dezembro.