17 de fevereiro de 2019, 11:05

EXCLUSIVA Com Martins na Justiça, Josias na SDR, Cibele na Serin e Adélia na SCTI, Rui conclui reforma

Foto: Divulgação/Arquivo

Josias Gomes, que já foi secretário de Relações Institucionais, comandará a pasta do Desenvolvimento Rural

Depois de uma reunião este final de semana com o PT, o governador Rui Costa (PT) bateu o martelo para a indicação de Carlos Martins à secretaria de Justiça e do deputado federal Josias Gomes para a secretaria de Desenvolvimento Rural. Com a confirmação da ex-prefeita de Rafael Jambeiro, Cibele Carvalho, que assumiu a secretaria de Relações Institucionais desde a saída de Josias, no posto, e a nomeação de Adélia Pinheiro, reitora da Universidade de Santa Cruz (UESC), para a pasta de Ciência e Tecnologia, ele fecha as posições que faltavam na reforma administrativa, podendo anunciar a conclusão do processo iniciado desde o ano passado que envolveu mudanças na maioria das 25 pastas do governo.

15 de fevereiro de 2019, 10:26

EXCLUSIVA Sérgio Britto foi convencido a ir para SDU com promessa de indicação ao TCM

Foto: Divulgação/Arquivo

Sérgio Britto teve que ser convencido a aceitar a secretaria de Desenvolvimento Urbano

Para convencer o deputado federal Sérgio Britto, do PSD, a aceitar o convite para a secretaria de Desenvolvimento Urbano, o governador Rui Costa (PT) teria acenado com, entre outras vantagens, sua indicação para a primeira vaga de conselheiro que aparecer no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o que é esperado para os próximos dois anos. Tudo com o propósito de garantir a posse do segundo suplente Paulo Magalhães (PSD) na Câmara dos Deputados, o que depende agora da indicação de um deputado federal petista a uma das quatro secretarias que faltam preencher.

15 de fevereiro de 2019, 09:46

EXCLUSIVA Briga entre Pelegrino, Florence e Josias estaria atrasando reforma de Rui Costa

Foto: Divulgação/Arquivo

Nelson Pelegrino seria um dos indicados no PT para as secretarias que não foram preenchidas

Deputados apontam uma brigalhada no PT para ver quem vai ser secretário de Rui Costa como motivo para a demora na conclusão da reforma administrativa. Segundo as más línguas na Assembleia Legislativa, a disputa se daria entre as correntes dos deputados federais petistas Josias Gomes, Afonso Florence e Nelson Pelegrino. Um das secretarias desejadas é a de Desenvolvimento Rural.

14 de fevereiro de 2019, 08:50

EXCLUSIVA Até quando vai a reforma do governador Rui Costa?, por Raul Monteiro*

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Governador Rui Costa

Se o parâmetro for a reforma administrativa de Rui Costa (PT), o ditado segundo o qual o ano na Bahia só começa depois do Carnaval ganha mais uma reforço. Afinal, o governador até agora não finalizou o processo de montagem do segundo governo, deflagrado não só com a expectativa natural que sua reeleição provocou, desde outubro de 2018, mas com a confirmação feita por ele mesmo de que promoveria mudanças. E tudo indica que, com a maior festa popular do planeta se aproximando, o gestor só conseguirá anunciar o nome dos restantes quatro titulares das 25 pastas que comanda depois do grande evento, em março.

Neste caso, a demora é que é a maior inimiga da perfeição. Os secretários que aguardam uma definição sobre se ficam ou deixam seus postos relatam um desconforto enorme. A bem da verdade, teriam poupado o governador e a si próprios do desgaste se, assim que a eleição terminou, no ano passado, tivessem entregue coletivamente seus cargos a fim de dar mais liberdade ao gestor para montar a nova equipe. Como o seu apego e o dos partidos que os indicaram é maior do que o princípio de que precisavam facilitar a vida do governador, não teve um que se dignasse a tomar a atitude.

Mas a instabilidade não afeta apenas os secretários que hoje se encontram nesta situação, da mesma forma que em passado recente incomodou aos outros que tiveram a sorte de terem sido confirmados antes, seguindo os passos de soluço das mudanças. A agonia maior é vivenciada principalmente por seus subordinados, muitos em posições de destaque, que relatam uma situação desagradável de letargia na máquina, porque ninguém sabe se as políticas que hoje executam terão continuidade, o que protela decisões e afeta projetos que precisam de definições claras quanto aos rumos a seguir.

Se o clima no primeiro escalão é de desagrado, ele não é de mais alívio no segundo, onde estão órgãos e empresas muitas vezes tão importantes quanto as secretarias. Mesmo porque o que circula entre gente que atua no governo e parlamentares da base de apoio de Rui Costa é que as definições neste campo só depois de concluída a reforma do secretariado, o que, portanto, os indícios projetam para março, depois do Carnaval, a menos que o governador surpreenda a todos e acelere o passo, mostrando que anda de fato na “correria”, como diz sua propaganda, o que pelo menos este processo evidencia não ser assim o retrato da verdade.

Enquanto o tempo passa e o vácuo se amplia, é natural que a base, sempre ávida por ampliar seus espaços na máquina, comece a se movimentar. Por enquanto, as maiores pressões partem do vice-governador João Leão, cujo PP já abocanhou duas secretarias – a de Desenvolvimento Econômico, para ele próprio, e a de Recursos Hídricos -, além de várias outras posições menores, mas lidera um grupo conhecido pelo apetite verdadeiramente de Rei das Selvas. Nada impede, entretanto, que os maiores afetados pela movimentação do PP, como o PSD e o PT, passem também a exigir mais e mais enquanto o governador não se decide.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

Raul Monteiro*

12 de fevereiro de 2019, 09:10

EXCLUSIVA Festa de Donata opõe deputada Olívia Santana a governador Rui Costa

Foto: Reprodução/Twitter

Governador Rui Costa dança e canta na festa de Donata Meirelles

Notícia nova: não convidem para a mesma mesa Rui Costa (PT) e a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), autora, entre os políticos baianos, das mais ferozes críticas à festa da diretora da Vogue Donata Meirelles, no último final de semana, no Palácio da Aclamação, em Salvador, na qual o governador simplesmente se… es-bal-dou!

11 de fevereiro de 2019, 08:55

EXCLUSIVA Afinal, onde está a Corregedoria de Justiça da Bahia que não vê?

Foto: Reprodução

Marca da Corregedoria de Justiça da Bahia

A Corregedoria de Justiça da Bahia precisa fiscalizar um determinado Cartório de Registro de Imóveis de Salvador onde, segundo servidores, teria adquirido há algum tempo assento informal um antigo oficial do Cartório do 1o. Ofício, demitido tempos atrás pelo governo do Estado a bem do serviço público. Nos meios jurídicos, o que se comenta é que suas ligações com um médico da capital estariam parindo cobras e lagartos, inclusive “muitos imóveis novos”.

11 de fevereiro de 2019, 07:46

EXCLUSIVA A sanha contra Donata Meirelles e Nizan Guanaes, por Raul Monteiro*

Foto: Isto é

Nizan Guanaes e Donata Meirelles

A surpreendente polêmica gerada pela festa de aniversário da diretora da Vogue Donata Meirelles, na última sexta-feira, no Palácio da Aclamação, dá uma bela dimensão da pobreza da Bahia. Tanto econômica, um problema que os últimos governos locais não souberam ou sequer se propuseram a enfrentar, quanto de espírito, o que, a bem da verdade, não é propriamente uma novidade. A explosão de comentários sobre o evento registrada nas redes sociais, predominantemente críticos aos anfitriões e a seus convidados, passou a impressão de que o mundo acabava ou começava ali, na comemoração dos 50 anos da socialite.

Nenhuma nova tragédia, nada havia de mais importante acontecendo no Brasil, em outros Estados ou mesmo neste fim de mundo, condição a que, infelizmente, a Bahia foi relegada e episódios como este, lamentavelmente, só reforçam. Uma dezena ou mesmo uma meia-dúzia de eventos, a depender do período, com o mesmo porte deste promovido em Salvador, acontecem todos os finais de semana em São Paulo, onde os anfitriões moram boa parte do ano, Paris, Londres ou Nova Iorque sem que o deliberado ou forçado vouyerismo cibernético exploda em acusações e manifestações tão grandes de rancor ou despeito.

Mas, na Bahia, para onde os donos da festa trouxeram em torno de 300 convidados de fora, que tiveram que se hospedar na hoje diminuta rede hoteleira soteropolitana, precarizada pela queda do fluxo turístico no balneário em decorrência dos mais variados fatores, inclusive da mais deslavada incompetência governamental, e contrataram gente, provavelmente muitos desempregados, para recebê-los e transformar a celebração num momento especial, os olhos que espreitavam por trás do buraco da fechadura das redes sociais, muitos indignados, vamos combinar, porque privados de participação no convescote, eram de ódio e pura reprovação.

Um repúdio que condena a participação de Rui Costa (PT) numa comemoração de elite, a qual, queira ou não queira, ele integra desde que ascendeu à condição de político com mandato, mas não se manifesta, por exemplo, contra a inércia que permitiu a Salvador chegar ao seu terceiro ano sem um Centro de Convenções e as terríveis consequências desta e de outras falhas ou equívocos administrativos e políticos para o estímulo ao turismo e a geração de empregos numa cidade profundamente carente e desigual que, por falta de vocação melhor, sempre se escudou na atividade para sustentar inúmeros de seus moradores.

Donata e seu marido, o publicitário baiano Nizan Guanaes, podiam ter alugado um castelo nos arredores de Paris ou uma mansão numa colina de Los Angeles para comemorar o aniversário dela. Por razões que alegaram serem afetivas, preferiram, no entanto, o destino em que tudo aconteceu, inclusive, a onda reversa com que foram brindados. Erraram na temática folclórica, anacrônica, imprópria, que permitiu a muitos acusarem-nos, maldosamente, de trajarem mulheres negras como escravas em flagrante de racismo, por cuja escolha a aniversariante chegou a pedir perdão. A sanha tamanha de que têm sido alvo soa, no entanto, além de exagerada, excessivamente destrutiva e provinciana.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.

8 de fevereiro de 2019, 08:41

EXCLUSIVA Espaço crescente de João Leão no governo leva aliados a advertirem governador

Foto: Divulgação/Arquivo

Petistas, principalmente, temem que Leão se transforme

Indignados com a pressão que o grupo do vice-governador João Leão (PP) faz sobre o governo para assumir novas posições na administração estadual, agora no segundo escalão, aliados passaram a advertir o governador Rui Costa (PT) para o risco de o novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico assumir o papel que o ex-ministro Geddel Vieira Lima desempenhou no governo Jaques Wagner (PT).

Na época, apesar de fortalecido por Wagner na gestão, Geddel não respeitava limites, exigindo cada vez mais espaço no governo, o que resultou no rompimento entre eles. Além de ser vice, Leão assumiu a secretaria de Desenvolvimento Econômico, desalojando a petista Luíza Maia, indicada por Wagner, e manteve a pasta de Recursos Hídricos, bem como fatias de órgãos estaduais. O grupo, no entanto, estaria fazendo pressão forte por mais espaço no segundo escalão.

Leão foi para o Desenvolvimento Econômico, alegando que precisava de uma posição administrativa para tocar a ponte Salvador-Itaparica, projeto lançado no início do primeiro governo Jaques Wagner, sob descrédito principalmente quanto à sua viabilidade financeira. A proposta foi, no entanto, abraçada pelo vice como a verdadeira meta de sua vida na administração estadual. Ele vive dizendo que os chineses compraram a idéia de executar o projeto.

Os petistas são hoje os mais incomodados com o poder crescente de Leão no governo Rui. Antes da definição de boa parte do secretariado – falta o governador anunciar ainda quatro nomes -, o vice chegou a se atritar com o senador Otto Alencar (PSD) supostamente por ter tentado avançar sobre espaços do aliado no governo. Otto chegou a dar declarações defendendo a manutenção da pasta de Infraestrutura com seu partido, no que foi bem sucedido.

7 de fevereiro de 2019, 20:22

EXCLUSIVA Criticado por demora em reforma, Rui pode ganhar “Manual de Administração”

Foto: Gov/Ba

Governador Rui Costa, que deu posse hoje a nove novos secretários e anunciou o deputado Sérgio Britto para a Sedur

Um deputado governista disse hoje a este Política Livre ter ouvido de um dos quatro secretários estaduais que aguardam a notícia da substituição ou confirmação em seus respectivos cargos que ele pretende enviar de presente ao governador Rui Costa (PT), por um intermediário, um exemplar do livro Introdução à Teoria Geral da Administração, de Ildaberto Chiavenato. Pelo que o deputado entendeu, o secretário gostaria de ensinar a Rui como proceder profissionalmente com os auxiliares, sem colocá-los desnecessariamente sob sol e chuva, como alguns alegam que ficaram desde que foi iniciado o longuíssimo processo da reforma administrativa. Detalhe: a referida publicação tem seu sucesso localizado nos anos 1960.

7 de fevereiro de 2019, 07:43

EXCLUSIVA Reforma de Neto dá força a plano futuro de Bruno, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Vice-prefeito Bruno Reis

Quem acompanhou o anúncio da reforma administrativa do prefeito ACM Neto (DEM), esta semana, notou que, do ponto de vista político, ela tem uma pegada completamente diferente da de seu congênere estadual, o governador Rui Costa (PT), que, por coincidência, ainda promove o mesmo tipo de ajuste em seu secretariado, de maneira muito mais ampla e lenta, no momento em que o chefe do executivo municipal conclui a sua. Mas enquanto não é possível identificar nenhum objetivo político ou eleitoral nas peças movidas por Rui até agora, sob, aliás, em alguns casos, críticas veladas dos próprios aliados, não se pode dizer o mesmo nos ajustes já executados por Neto na equipe.

A mudança mais evidente operada agora no time do prefeito diz respeito a seu vice, Bruno Reis (DEM), guindado à condição de secretário de Infraestrutura, posição que acumulará com a de coordenador de programas sociais do município que já vinha exercendo informalmente. Se a nova posição a que o vice ascende não é igualmente uma declaração de que o prefeito aposta de forma concreta no nome do democrata para a sua sucessão, em 2020, não existe nenhum outro movimento mais claro capaz de evidenciá-la. Afinal, estarão sob a alçada do vice a partir de agora projetos tão importantes e impactantes sobre a cidade como o BRT e o Centro de Convenções.

Sem contar iniciativas de apelo mais diretamente popular, a exemplo do Morar Melhor, além de um sem número de outras intervenções que a Infraestrutura pode operar nos bairros, principalmente naqueles onde residem os mais pobres, ampla maioria na cidade. Portanto, trata-se de uma posição, onde, além de poder garantir a projeção de sua estampa no município, ganhando uma visibilidade que, a depender de sua competência, pode ser revertida em bônus eleitoral, Bruno ganha a chance de exercitar a veia administrativa, um estágio verdadeiramente fundamental para quem tem tudo para assumir o desafio de eventualmente, no grupo, suceder ACM Neto como gestor.

Sob esse prisma, o espaço destinado pelo prefeito ao vice em sua pequena reforma, na qual mudou apenas cinco secretários, não pode ser menosprezado do ponto de vista do que propicia a seu titular. Mesmo porque não há, no âmbito da administração municipal, ninguém com poder igual ao que a Bruno passa a ser delegado agora. Outro novato na equipe, o deputado estadual licenciado Leonardo Prates (DEM) assumiu a secretaria municipal de Promoção Social, por exemplo, sob a mão amiga do próprio vice com o objetivo de atuar coligado a ele. Antes, Bruno teve de convencer o vereador Tiago Correia (PSDB), que ficou numa suplência na Assembleia, de que teria que tomar posse como deputado.

Mais novo e menos experiente que Bruno, Prates não terá, portanto, condição de ameaçar fazer-lhe sombra, nem de abrir mão de vincular-se a seus projetos futuros. Com os ajustes que envolvem a figura do vice, Neto, de fato, dá a largada na promessa de ajudá-lo a se viabilizar como candidato oficial à sua sucessão, compensando-o dos danos que, como seu articulador, sofreu por conta da desistência do prefeito de concorrer ao governo do Estado, no ano passado, o que, se tivesse ocorrido, como consequência, teria colocado a Prefeitura praticamente sem esforço em suas mãos. Cabe, agora, a Bruno mostrar que está tão apto para o desafio quanto sempre assegurou ao próprio prefeito.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.

Raul Monteiro*

6 de fevereiro de 2019, 16:20

EXCLUSIVA Florence é lembrado para secretariado a fim de garantir posse de Joseildo Ramos

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Afonso Florence

Depois do nome do deputado federal petista Josias Gomes, o nome do seu colega de bancada Afonso Florence é o mais lembrado entre governistas para eventualmente assumir uma secretaria no governo Rui Costa (PT) a fim de garantir a ascensão à Câmara dos Deputados do suplente Joseildo Ramos. Aliás, entre alguns aliados, especialmente o PP, há verdadeira torcida para que o escolhido seja Florence. A pasta especulada é a de Desenvolvimento Rural.

6 de fevereiro de 2019, 11:34

EXCLUSIVA Novos secretários Franco e João Carlos são alvo de críticas de aliados de Rui Costa

Foto: Alô Alô Bahia

Aliados do governo criticam currículo Fausto Franco, novo secretário de Turismo de Rui Costa

Da leva de cinco novos secretários anunciados ontem por Rui Costa (PT), os aliados escolheram dois para malhar. Sobre o novo titular da pasta de Turismo, Fausto de Abreu Franco, deputados da base, inclusive do PR, partido na cota do qual ele entrou meio goela abaixo, dizem que a escolha foi uma temeridade, porque o cidadão conhece pouco da área, apresentando como credenciais basicamente o fato de ser marido da apresentadora Astrid Fontenelle e a experiência como produtor de banda de Axé Music.

A indicação de Franco, dizem, teria sido do presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, que havia avalizado também o nome do antecessor, José Alves, com quem teria se desentendido logo nos primeiros meses. Aliás, parlamentares afirmam que, do ponto de vista técnico, dadas as ligações de Alves com o trade turístico, teria sido melhor para o governo mantê-lo na equipe. Por acaso, o assunto foi o mais comentado ontem no sepultamento do ex-secretário estadual de Turismo, Paulo Gaudenzi, considerado um ícone da gestão pública de turismo no Estado.

Gaudenzi faleceu um dia antes do anúncio da mudança no secretariado de Rui. Mas, em tom de brincadeira, deputados diziam durante o velório que, se o secretário não tivesse partido no dia anterior, morreria ontem, quando foi anunciado o nome do novo titular da pasta do Turismo. O outro alvo das críticas no secretariado é João Carlos Oliveira Silva, indicado pelo PSB, depois de uma queda de braço com o governo, para a secretaria estadual de Meio Ambiente. A maioria aponta a falta de intimidade entre João Carlos e a área ambiental como a pior falha de Rui.

Deputados que conhecem o novo secretário também argumentam que a escolha depõe contra a propalada exigência do governador, utilizada para em alguns momentos retardar o andamento da reforma administrativa, de nomear técnicos qualificados para as secretarias. Um deles informou ao Política Livre que o novo secretário de Meio Ambiente era quinto escalão num dos governos do petista Geraldo Simões, em Itabuna. “O maior problema, no entanto, é a falta de história de João Carlos com a área ambiental”, afirma a fonte.

6 de fevereiro de 2019, 09:49

EXCLUSIVA “Correria” vira “tartaruga” em montagem de secretariado, segundo deputados

Foto: Metropress/Arquivo

Deputados calculam que logo se passarão quatro meses desde o primeiro turno sem que a toda a equipe tenha sido definida

A pelo menos dois partidos o governador Rui Costa (PT) avisou que só tratará da nomeação dos cargos de segundo escalão, onde estão algumas das empresas e órgãos mais cobiçados do Estado por políticos, depois que fechar a nomeação de todo o secretariado. Depois da leva de ontem, quando anunciou cinco nomes, ainda faltam mais cinco pastas cujos titulares precisam ser nomeados, de um total de 25 – só na semana passada foram nomeados os primeiros 15. Sem controlar a ansiedade, ao calcularem que do primeiro turno até agora já estão se passando quatro meses sem que a composição do novo governo tenha sido concluída, deputados começam a criticar o governador e dizer que, de “correria”, título com que o marketing de Rui Costa o coroou, o processo não tem nada, parecendo mais “coisa de tartaruga”.

6 de fevereiro de 2019, 09:07

EXCLUSIVA Geraldo Jr. aborta manobra para tirar Aladilce Souza da mesa da Câmara Municipal

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereadora Aladilce Souza

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr. (SD), brecou ontem uma manobra que poderia ter tirado a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) do cargo de Ouvidora da Casa. Aladilce integra hoje o grupo de oposição na Câmara que se dividiu e deixou, de um lado, seu partido, o PSB e o vereador José Trindade (Podemos), e, do outro, os demais vereadores do Podemos, inclusive o líder da oposição, Sidninho, a vereadora Ana Rita Tavares e o PT. Com a separação, o grupo que controla a liderança oposicionista passou a exigir o cargo de Aladilce, mudança que exigiria uma votação pelo plenário. A alteração contava com a simpatia do Palácio Thomé de Souza, que sinalizou ao líder do governo, Henrique Carballal (PV), autorização para encaminhar a votação. Ao ser comunicado da disposição, Geraldo Jr. reagiu. “Não é o Executivo que manda. Como vou fazer isso com uma colega?”, questionou o presidente. O plano do grupo era dar a Ouvidoria a Marta Rodrigues ou a Moisés Rocha, do PT.

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5 de fevereiro de 2019, 19:35

EXCLUSIVA Desembargadora suspende sentença que dava 366 mil hectares a um único homem em Formosa do Rio Preto

Foto: Divulgação/Arquivo

Vista aérea do município de Formosa do Rio Preto, palco de toda a polêmica judicial

A desembargadora Sandra Inês Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), suspendeu uma decisão judicial que dava a um único homem, José Valter Dias, a posse de 366 mil hectares de terra em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia. A área do terreno equivale a cinco vezes a cidade de Salvador. Na decisão publicada na quinta-feira passada, 31 de janeiro, a desembargadora aponta que a decisão anterior foi tomada “em total desrespeito” a uma ordem do TJBA, além de evidenciar “total desatendimento aos preceitos legais.” Paralelamente, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados encaminhou ofício ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a outras autoridades, pedindo providências para investigar o conflito fundiário na região. A comissão aponta a suspeita de existência de um esquema de grilagem de terras. O ofício aponta que, em audiência pública no dia 4 de dezembro na Comissão de Agricultura, foi notificada “a existência de mecanismos sistêmicos de grilagem de terras na região oeste da Bahia, com ênfase no município de Formosa do Rio Preto, que resultam na manipulação e inserção fraudulenta de dados nos registros públicos de terrenos rurais com vistas ao desapossamento de mais de 300 agricultores da região (…)”. O ofício foi encaminhado também ao presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Dias Toffoli, ao governador da Bahia, Rui Costa, além do Incra, Polícia Federal e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Entre os pedidos de providências está o auxílio na investigação sobre a sequência de moradias de José Valter Dias nos últimos 40 anos e documentos públicos que atestem seus bens nesse período. O ofício também aponta o risco de fraude documental envolvendo um Parque Nacional na região, cuja competência de fiscalização é da União. As terras da reserva ambiental estão entre as reclamadas por José Valter Dias. O assunto está em discussão na Justiça Federal e no CNJ. A região de Formosa do Rio Preto foi colonizada em 1980 por agricultores vindos do Paraná, contando com incentivos do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer II) – um programa agrícola do governo brasileiro em parceria com o japonês, que se destinava a criar novas fronteiras agrícolas no cerrado brasileiro. Apesar de os agricultores produzirem nas terras há mais de 30 anos, José Valter Dias entrou com ação na Justiça alegando ter comprado de supostos herdeiros os direitos sucessórios de toda a região. Ele usou como base um inventário de 1915. Inicialmente o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, que atuava em Formosa do Rio Preto, deu uma liminar (decisão provisória) transferindo a posse das terras a José Valter Dias e determinando a saída de todos os 300 agricultores do local. A decisão foi proferida sem que os agricultores nem o Ministério Público fossem ouvidos, o que foi questionado por ambos. Posteriormente, o juiz deixou a causa declarando-se suspeito para julgá-la. Em dezembro, a desembargadora Sandra Inês Azevedo suspendeu a liminar, revertendo a posse aos agricultores. Apesar disso, uma decisão, de instância hierarquicamente inferior, confirmou a liminar – ainda que sem ouvir as partes envolvidas – revertendo toda a área a José Valter Dias, em prejuízo dos agricultores.