17 de setembro de 2018, 20:28

EXCLUSIVA Curiosidade maior sobre Ibope de amanhã é com relação à disputa ao Senado

Foto: Montagem Política Livre

Com uma vaga praticamente garantida para Wagner, Coronel, Jutahy e Lázaro travam luta por espaço no Senado

Não é pequena a expectativa em relação à pesquisa Ibope sobre a sucessão estadual na Bahia que deve ser divulgada amanhã. A maior curiosidade, no entanto, não é sobre a disputa ao governo, mas a respeito da corrida ao Senado, que envolve os nomes dos candidatos Angelo Coronel (PSD), Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) e Irmão Lázaro (PSC), todos em luta para garantir a segunda vaga na Câmara Alta, já que a primeira parece reservada, pelos últimos levantamentos, ao ex-governador Jaques Wagner (PT).

17 de setembro de 2018, 10:22

EXCLUSIVA Em vídeo, Magno Malta diz que Zé Ronaldo é candidato a governador de Bolsonaro

Foto: Divulgação

Senador Magno Malta (PSL-ES)

Em vídeo distribuído pelo WhatsApp, o senador Magno Malta (PSL-ES) está defendendo o voto em José Ronaldo como candidato do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC) ao governo da Bahia. “Eu estou aqui com uma missão muito especial. Qualquer lugar desse país que tenha um homem, numa eleição majoritária, disposto a enfrentar aqueles que destruíram e assaltaram o país – alguns tão presos, outros estão soltos, precisando ir presos, porque roubaram o Brasil, assaltaram a Petrobras, destruíram a escola, na tentativa de erotizar nossos filhos – qualquer um que esteja disposto a enfrentar o PT, estes pústulas que roubaram a Nação, este cidadão é o candidato de Bolsonaro e é o candidato de Magno Malta. Por isso aí na Bahia o nosso candidato é José Ronaldo. José Ronaldo é o candidato de Magno Malta, é o candidato de Bolsonaro, para enfrentar na minha região de Macarani, Itapetinga – lembra onde tinha a Azaléia? sumiu tudo, destruiu os empregos, na verdade o foco era roubar a Petrobras – por isso estou aqui para pedir o voto para José Ronaldo”, disse Malta, observando que “se nós fecharmos, nos unirmos, ele tem condição de ir para o segundo turno”. O senador também faz um apelo a cristãos e evangélicos que se preocupam com os valores da família para que votem no democrata. “Voces que são cristãos, que vão à Igreja, que tem uma Bíblia debaixo do braço, que é evangélico, que ama a família, não pode dar voto para quem é de um partido que erotiza criança, que é de um partido que luta para legalizar a maconha, aborto, ideologia de gênero. Vote contra isso. Votar contra ele é votar contra isso, em defesa dos nossos filhos”, acrescentou. Ao final do vídeo, Malta pede votos para os candidatos ao Senado Irmão Lázaro (PSC) e Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), que estão na chapa de José Ronaldo. “Ele (Lázaro) está sendo atacado de todo o jeito, mas é normal. Onde já se viu um cantor de musica goslpel, eles gostam é de atacar a nossa fé. Um negro ir para o Senado? É demais. É o nosso candidato a senador e na chapa tem Jutahy. Têm o apoio de Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

17 de setembro de 2018, 06:59

EXCLUSIVA Uma eleição entre tese e antítese?, por Raul Monteiro*

Foto: Reprodução

Eleição caminha para polarização entre Haddad e Bolsonaro

Em artigo publicado na semana passada na Folha, o professor norte-americano Steven Levitsky, autor de “Como as democracias morrem”, praticamente conclamou as lideranças brasileiras, da esquerda à direita, a colocaram divergências políticas e ideológicas de lado, pensarem conjuntamente no país e se aliarem contra a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro (PSL), considerado por ele, entre todos os postulantes presidenciais, inclusive o destemperado Ciro Gomes, do PDT, a maior ameaça à democracia brasileira destas eleições.

Até agora, Levitsky, um estrangeiro, parece ter sido a voz mais altissonante a tocar no risco para a democracia do país de uma eventual eleição de Bolsonaro. Com efeito, o que é de impressionar, as frases bizarras do presidenciável com relação a homossexuais, negros e mulheres, absolutamente deploráveis, parecem mobilizar mais alguns segmentos do eleitorado contra ele do que seu abissal conceito de política, expresso, entre inúmeras atitudes ao longo de sua trajetória, pela exaltação de um torturador do regime militar, no momento em que votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

É como se as expressões mais grotescas do bolsonarismo fossem distintas do pulsar totalitário do candidato e do seu ideário, corroborado pelo seu entorno, onde circulam, sem esconder todo o seu reacionarismo, desde personagens que apóiam abertamente uma intervenção militar a outras que, invocando o espiritismo, dizem ver pairando sobre o Brasil uma caudalosa nuvem negra provocada pela grande quantidade de abortos que se fazem no país. Pois é exatamente este o time de primeira hora do candidato, aquele que, naturalmente, dará as cartas num eventual governo seu, pelo menos no primeiro momento.

Para ampliar ainda mais o risco para o país de uma candidatura como a de Bolsonaro, é possível dividir seu eleitorado entre dois segmentos claramente distinguíveis. Aqueles que efetivamente se identificam com seu perfil autoritário e dão muito pouca bola para a democracia, onde podem-se facilmente colocar os herdeiros do velho espírito nacional totalitário, e os que vêem nele a única alternativa possível ao petismo, representado pela candidatura em franco crescimento do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que tem se apresentado como o novo Lula.

E é este time que Bolsonaro busca reforçar ao seu lado quando grava, como fez neste final de semana, ainda que bastante debilitado, um vídeo, da cama do hospital, chamando a atenção para o risco da eleição de um petista para o país e ainda colocando dúvidas sobre o eventual resultado eleitoral, em atitude típica de quem já busca deslegitimar o que ainda nem aconteceu. Uma pena que o PT, com seu constante desrespeito às instituições, tenha produzido tamanho dilema para o povo brasileiro, o de optar entre a tese e a sua antítese, sem ter tido tempo de construir uma síntese efetivamente positiva para o país.

* Raul Monteiro é editor da coluna Raio Laser e do site Política Livre e escreve neste espaço às segundas e quintas-feiras.

Raul Monteiro*

15 de setembro de 2018, 08:11

EXCLUSIVA Haddad ainda não assimilou código petista de falar só para desinformados e fiéis

Foto: Reprodução

Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República, ontem, na bancada do Jornal Nacional

A entrevista de ontem de Willian Bonner e Renata Vasconcelos, no Jornal Nacional, com Fernando Haddad confirmou que só os cínicos não demonstram embaraço com perguntas constrangedoras. E o candidato do PT à Presidência da República não pode, definitivamente, ser colocado neste rol, em que o líder absoluto, pelo menos no mesmo programa, foi até agora Jair Bolsonaro (PSL), o presidenciável convalescente.

Haddad saiu-se mal no confronto. Sobretudo quando tentou colocar para debaixo do tapete uma pergunta que não quer calar e que transformou-se no eixo dos questionamentos dos dois apresentadores: por que o PT e seu candidato não admitem que o partido errou, cometeu inúmeros desvios, e fazem uma auto-crítica? O petista foi para um lado, voltou por outro e não conseguiu convencer. Nem a Renata e a Bonner nem a ninguém.

A resposta de Haddad sobre o fracasso retumbante do governo da correligionária Dilma Rousseff (PT), que resultou no impeachment, foi um vexame. Colocar na conta do PSDB, um partido de oposição que não tinha o poder lhe atribuído pelo presidenciável quando a petista começou a se embaraçar com as próprias pernas, mostrou que o candidato, considerado até aqui um político honrado, sofre da mesma deficiência de seu partido em lidar com os fatos.

Não é segredo para ninguém – mesmo para os petistas cegos de conveniência – que Dilma arrebentou o país, o endividou absurdamente e implodiu sua base fiscal, levando às ruas, entre outros desastres, uma onda de desemprego e desamparo como há muito não se via, provavelmente a maior dificuldade com que o presidenciável terá que lidar, caso logre ganhar o governo nestas eleições.

Com sua postura, no entanto, Haddad mostrou que está profundamente adestrado pelo lulo-petismo e tem evidentes dificuldades de avançar para além do seu conhecido receituário político e econômico. Uma pena, porque ele é maior do que se apresentou. Se pretendia fazer algum tipo de aceno aos mercados, dizer que veio para somar e ajudar a tirar o país do caos econômico, o petista revelou que tem profundas dificuldades para fazê-lo.

Não há dúvida de que ele ainda vai crescer mais nas pesquisas, impulsionado pela vinculação com a imagem de Lula, figura sobre a qual, aliás, não se questionou na entrevista do JN, o que evitou maiores constrangimentos. Exatamente por não ser tosco nem pilantra, Haddad evidenciou profunda dificuldade de encarnar o figurino do líder petista que fala apenas para desinformados ou cegos pela idolatria, os fiéis, esquecendo-se de todo um país.

14 de setembro de 2018, 10:49

EXCLUSIVA Gravidade do quadro de Bolsonaro coloca seu eleitor ante grande impasse

Foto: Reprodução

Flávio, filho mais velho de Bolsonaro, um dos articuladores políticos do candidato

O eleitor convicto de Jair Bolsonaro, quer por motivos de identidade ou político, campo em que se encontram aqueles que votam nele porque equivocadamente acham que é o único que pode impedir o retorno do PT ao poder, está aos poucos se confrontando com a dura realidade de sua situação de saúde.

Os prognósticos mais otimistas dão conta de que, se tudo correr dentro dos conformes, o presidenciável do PSL precisará de quatro a seis meses para estar plenamente recuperado. Em miúdos, isso significa que ele não só não poderá participar das campanhas, de primeiro e segundo turno.

Se a recuperação se estender aos seis meses, por exemplo, até sua posse no ano que vem, no caso de eleito, estará comprometida. Mais do que isso, até que se recobre de forma completa, o país não contará com seu presidente de forma integral. O dividirá com as necessidades típicas de um convalescente.

Ninguém duvida de que o Brasil não precisa apenas de um presidente saudável. Em meio a tamanha crise, que só terá se aprofundado até o ano que vem, é necessário alguém com força, disposição e muita energia para tomar as rédeas do país e buscar domar uma situação econômica grave.

Bolsonaro, por mais que saia do Hospital e esteja restabelecido até lá, não será, definitivamente, esta figura. Estará, se for dono de uma saúde e constituições físicas de ferro, extremas, invejáveis, ainda em processo de recuperação, dada a idade e a gravidade da agressão.

E o eleitor de Bolsonaro, sobretudo aquele que vê nele a antítese do petismo, estará disposto a correr tamanho risco? Estará aberto a simplesmente fechar os olhos, escolher um candidato e entregar o país a um político cujo futuro se tornou insondável?

Se ele conta em que o entorno de Bolsonaro poderá ajudá-lo, está querendo mais uma vez enganar-se. O clima de barata-voa no primeiro-time do presidenciável, no qual se incluem seus filhos, demonstra que o candidato é um centralizador. Tudo e todos dependem dele.

Além disso, está ficando cada vez mais claro que não há, entre os demais que o acompanham, um líder que, na primeira grande crise com que estão se defrontando, consiga conduzir a todos, inclusive o próprio candidato, a um porto seguro.

Definitivamente, não deve ser isso com que o anti-petista espera contar.

13 de setembro de 2018, 16:42

EXCLUSIVA Irmão Lázaro rompe novo acordo e convoca ato por recuperação de Bolsonaro

Irmão Lázaro rompe mais um acordo firmado com a campanha de José Ronaldo

O deputado federal Irmão Lázaro, candidato do PSC a senador, deixou cair a máscara e assumiu de vez a defesa da candidatura de Jair Bolsonaro, do PSL, à Presidência da República.

Em vídeo que gravou e está distribuindo em suas redes sociais, ele convida as pessoas para o que chama de “grande confratenização em prol da recuperação do nosso amigo-irmão Jair Bolsonaro”, neste domingo, às 9h, no Farol da Barra.

Também pede que “levem a família e os amigos para nós pedirmos a Deus a restauração deste grande homem que com certeza irá trazer grandes melhorias para nossa Nação”.

A iniciativa de Lázaro é mais um golpe no acordo que ele e seu partido formalizaram com o DEM, partido do candidato a governador José Ronaldo.

Na presença de ACM Neto (DEM), o PSC e Lázaro se comprometeram a não promover atos públicos em defesa de outra candidatura que não a de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, da qual o prefeito de Salvador é um dos coordenadores informais.

Antes, Lázaro e o PSC já haviam também se comprometido em que a agremiação integraria um chapão de candidatos a deputados à Assembleia e à Câmara dos Deputados em troca de sua indicação para candidato a senador.

Um dia depois de ele ser anunciado na chapa de José Ronaldo com um dos nomes ao Senado, no entanto, a agremiação formalizou uma chapinha com o PTB para disputar as eleições proporcionais.

Como reduziu o quociente eleitoral da coligação, a decisão criou vários problemas para os deputados da base do prefeito. No início do horário eleitoral, o deputado também criou constrangimentos.

Irmão Lázaro veiculou propaganda dizendo que era contra as reformas do governo Michel Temer, principalmente a Trabalhista, aprovada pelos deputados ligados a Neto.

Veja o vídeo abaixo:

13 de setembro de 2018, 09:13

EXCLUSIVA Situação de Alckmin e agora de Bolsonaro deixa Ronaldo sem muleta nacional

Foto: Divulgação/Arquivo

José Ronaldo, com a vice, Mônica Bahia, no dia do lançamento oficial de sua candidatura

A dificuldade de crescimento do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), hoje embolado com Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) no segundo lugar das intenções de votos, segundo as pesquisas, tem levado apreensão à campanha ao governo de José Ronaldo (DEM).

Desde o princípio, o candidato democrata apostava na ascensão do presidenciávell tucano, o qual seu partido apóia nacionalmente, como forma de crescer também em meio ao eleitorado baiano. Ocorre que este momento tem demorado a chegar.

Antecipando as dificuldades do tucano e até contrariando a opinião de alguns assessores, Ronaldo sempre evitou assumir conexão exclusiva com Alckmin, deixando aberta a porta para relacionar-se com outros candidatos que avançassem eventualmente em seu lugar.

Estariam neste campo o presidenciável Henrique Meirelles (MDB) e o próprio Ciro, que trafegam na faixa da centro-direita e centro-esquerda, respectivamente, mas especialmente  o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, com cujo núcleo de apoio na Bahia o democrata tem relações muito próximas.

Não é segredo de ninguém que ainda na fase da pré-campanha Ronaldo despachou figuras próximas ao seu núcleo político para organizar um dos primeiros eventos de Bolsonaro na Bahia, realizado num hotel no litoral norte.

No entanto, a situação do ultradireitista, internado desde a quinta-feira passada, em estado grave, depois de uma facada, se tornou uma verdadeira incógnita nestas eleições, apesar de ele continuar como o líder das intenções de voto até agora.

Um aliado de José Ronaldo admite a este Política Livre que, depois da segunda cirurgia a que Bolsonaro foi submetido, ontem, não há espaço sequer para conversas sobre campanha com seus filhos, que funcionam como articuladores políticos do presidenciável.

“A situação de Bolsonaro está se complicando, o tempo está passando e do lado dos seus representantes percebemos, até pela gravidade do seu estado de saúde, que há pouca disponibilidade para qualquer tido de entendimento”, diz a mesma fonte.

Para ela, o quadro como um todo é um indicativo forte de que, com a muleta do candidato presidencial puxador de votos, tão importante em eleições estaduais na Bahia, Ronaldo não poderá pelo visto contar.

12 de setembro de 2018, 10:37

EXCLUSIVA Ex-ACM Neto, Cláudio Cajado passa poucas e boas em campanha do lado de Rui

Foto: Divulgação/Arquivo

Cláudio Cajado foi o único deputado ligado a ACM Neto a romper com ele e aderir a Rui Costa nesta campanha

A adesão à campanha do governador Rui Costa (PT) no momento seguinte à decisão do prefeito ACM Neto (DEM) de não concorrer ao governo do Estado tem levado o deputado federal Cláudio Cajado (DEM) a passar por poucas e boas nesta campanha. A começar pelo programa dos candidatos a deputados da base de Rui, que classifica políticos como ele, que votaram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e de projetos propostos pelo presidente Michel Temer (MDB), como golpistas, o que também acontece em palanques do petista no interior. Revoltado com o prefeito depois de sua decisão de não concorrer, Cajado rompeu com ele e formalizou sua adesão ao governador nos dias seguintes. Foi o único deputado do grupo a tomar a decisão.

6 de setembro de 2018, 08:47

EXCLUSIVA Um radicalismo leva a outro, por Raul Monteiro*

Foto: Divulgação/Arquivo

Jair Bolsonaro tem sinalizado que a democracia para ele é apenas... um detalhe

O PT não quer admitir – e nem lhe interessa – mas muito do fenômeno Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL que revela baixíssimo, senão nenhum apreço pela democracia, pode ser interpretado como uma resposta ao radicalismo com que se portou no comando político do país, onde, ao invés de buscar fortalecer as instituições e respeitar os adversários e as opiniões divergentes, tentou desconsiderá-los e às vezes até suprimí-los. Há melhor exemplo do que significam para o partido as instituições nacionais, quando insiste na candidatura de um ex-presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro?

Não é por acaso que muitos dos eleitores que hoje prometem votar no capitão reformado o fazem sob o argumento, absolutamente questionável, de que ele é o único capaz de impedir o retorno do petismo ao poder. Pensam assim tanto aqueles que passaram a detestar o partido e seus ex-representantes máximos, como o próprio Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, quanto investidores estrangeiros interessados na valorização dos seus ativos no país, para os quais um retorno ao petismo seria o mesmo que a decretação do fim do Brasil como campo para a realização de investimentos e negócios.

Com efeito, expresso pela crise atual, não é outro o legado que o lulo-petismo deixa para o país senão o de um completo desrespeito ao equilíbrio fiscal e de defesa aberta do intervencionismo estatal, elementos comprometedores da estabilidade monetária e econômica e, consequentemente, da geração de empregos e de lucros para locais e investidores. O problema é que os interesses de uns e outros, brasileiros e estrangeiros, embora não necessariamente conflitantes, podem não ser inteiramente coincidentes. Mesmo sob custos altos, investidores podem realocar negócios quando o ambiente político em que atuam se torna irrespirável.

É o que muitos já fizeram, embora, como sinaliza a atenção com que se voltam para as eleições de outubro no Brasil, ainda tenham esperança de voltar ao país se as condições políticas e, consequentemente, econômicos lhes permitirem. Quanto aos brasileiros, responsáveis pela escolha do próximo presidente da República, não podem se dar ao luxo de flertarem com qualquer aventura autoritária, sob pena de verem um país que parecia ter consolidado sua democracia regredir a ponto de reproduzir experiências horripilantes da atualidade, como as vividas na vizinha Venezuela, na Nicarágua, na Turquia e até na Rússia.

Em todos estes países, não foram militares que golpearam a democracia. Ao contrário, foram civis legalmente eleitos que, sob os mais estapafúrdios argumentos, a solaparam, nunca sem antes terem sinalizado, pelos mais diversos canais de que se utilizaram, inclusive em suas campanhas, que não consideravam a democracia um valor fundamental a ser defendido e fortalecido. Neste particular, a título de tentativa de tranquilização, a comparação do Brasil com os Estados Unidos, onde sólidas instituições têm conseguido tutelar Donald Trump contra qualquer aventura autoritária, soa ridícula.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado hoje na Tribuna.

Raul Monteiro*

5 de setembro de 2018, 16:31

EXCLUSIVA Lúcio se exime de responsabilidade por distribuição de recursos para candidatos

Foto: Política Livre/Arquivo

Lúcio Vieira Lima

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) rebateu hoje a acusação de um candidato a deputado do partido de que os recursos do fundo eleitoral para a campanha não estariam sendo distribuídos de forma isonômica entre eles. Além de atribuir a responsabilidade pela distribuição do dinheiro à direção estadual do MDB, comandada pelo candidato a governador João Santana, Lúcio disse que está na mesma situação que os demais candidatos com relação ao repasse de dinheiro pelo diretório regional. “Só recebi até agora o dinheiro destinado pela direção nacional aos deputados federais candidatos à reeleição. Neste sentido, me associo ao protesto do companheiro que disse não ter recebido nada até agora da direção estadual”, afirmou o parlamentar, observando que, dos cerca de R$ 2,5 mi recebidos pelo partido no Estado, a maior parte tem sido destinada para a campanha da chapa majoritária, encabeçada pelo próprio João Santana, que tem empregado os valores mais substanciais na propaganda eleitoral. Ele também antecipou que, se o candidato que protesta contra o fato de não ter recebido dinheiro em espécie, já apareceu no horário eleitoral não pode reclamar de que não ter sido beneficiado com recursos do fundo. “Quem pagou a propaganda na televisão e no rádio? Foi ele ou o partido?”, argumentou. Lúcio afirma que os defensores do fundo eleitoral público devem estar satisfeitos com a ausência de recursos na campanha atual. “Se o propósito era tirar o dinheiro das campanhas, eles conseguiram. Não tem campanha nas ruas”, afirmou.

5 de setembro de 2018, 16:16

EXCLUSIVA Marina Silva vem a Salvador no próximo dia 10 para agenda com Célia Sacramento

Foto: Divulgação

Célia Sacramento é candidata ao governo pela Rede na Bahia

A presidenciável da Rede, Marina Silva, estará em Salvador na próxima segunda-feira para compromissos de campanha com a candidata do partido ao governo da Bahia, Célia Sacramento. A vinda de Marina à Bahia foi confirmada no final da manhã de hoje a Célia enquanto a candidata a governadora fazia uma caminhada, acompanhada de assessores, pelo Centro Histórico de Salvador. Uma aproximação maior entre elas tem sido defendida por apoiadores de Célia na Bahia como estratégia para alavancar sua candidatura ao governo, já que Marina aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto à Presidência, embolada com nomes como Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

4 de setembro de 2018, 16:57

EXCLUSIVA Em vídeo, Geraldo Alckmin pede voto para Jutahy ao Senado

Foto: Divulgação

O deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB), candidato a senador

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) gravou um vídeo que já circula nas redes sociais defendendo o voto no deputado federal tucano Jutahy Magalhães Jr. para o Senado. “Fui colega de Jutahy na Câmara Federal, acompanhei seu trabalho como ministro, é dos mais brilhantes parlamentares do país e será senador para representar muito bem o Estado da Bahia e trabalhar por nossa população”, diz Alckmin na gravação. Jutahy é dos mais aguerridos políticos baianos na defesa da candidatura de Alckmin à Presidência, mesma postura que tem adotado o prefeito ACM Neto (DEM) em todos os eventos políticos de que participa.

4 de setembro de 2018, 16:25

EXCLUSIVA Marcelle Moraes entra na mira da Justiça Eleitoral por causa de briga com PV

Foto: Divulgação/Arquivo

Vereadora Marcelle Moraes tentou sair do PV alegando que era perseguida, mas virou candidata a deputada federal

Candidata a deputada federal pelo PV, a vereadora Marcelle Moraes está na mira do Ministério Público Eleitoral. O motivo é o fato de ter entrado numa briga judicial, meses atrás, para deixar o partido, sob a alegação de perseguição. “Se estava sendo perseguida pelo PV, como é que agora a senhora Marcelle se candidata pela legenda a deputada federal?”, questiona um advogado que achou por bem, segundo ele, provocar o procurador regional eleitoral sobre o que chama de esdrúxula situação da vereadora-candidata.

4 de setembro de 2018, 15:24

EXCLUSIVA Aliado de Paulo Azi organiza partido em Salvador para depois das eleições

Foto: Divulgação/Arquivo

Paulo Azi é deputado federal pelo DEM

Ligadíssimo ao deputado federal Paulo Azi (DEM), o prefeito-bairro de Sete de Abril, Jean Sacramento, não esconde de ninguém que articula a criação de um novo partido, com perspectiva de lançamento já para depois destas eleições. Ele não antecipa ainda o nome, mas diz a interlocutores que a nova sigla surge para ter peso decisivo na próxima sucessão municipal, de 2020.

3 de setembro de 2018, 20:29

EXCLUSIVA O primo pobre e a prima rica do PSB da Bahia

Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo

O candidato a deputado federal Marcelo Nilo recebeu R$ 400 mil até agora do diretório nacional do PSB

Um rápido levantamento na prestação de contas dos candidatos a deputado federal mostra o quanto alguns deles têm sido priorizados com recursos do fundo eleitoral em detrimento de outros e não se sabe exatamente porque critério. No PSB, por exemplo, enquanto o deputado estadual Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa, recebeu até agora R$ 400 mil do diretório nacional, a senadora Lídice da Mata, presidente do partido na Bahia e candidata à Câmara dos Deputados como ele, já embolsou R$ 1,3 mi.