22 de janeiro de 2018, 10:03

EXCLUSIVA A festa de Azi e Neto em Entre Rios, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução

O aniversário do deputado federal Paulo Azi (DEM), neste domingo, em Entre Rios, pode ficar para a história recente do DEM

Se a política é feita de pontes, não há melhor cenário para que elas sejam construídas do que aqueles formados por descontraídos eventos sociais. O aniversário do deputado federal Paulo Azi (DEM), neste domingo, em Entre Rios, pode ficar para a história recente do DEM como uma junção dos dois elementos com que os melhores políticos trabalham. Habilidoso e atento à importância do momento em que predomina o interesse eleitoral, Azi fez do que poderia ser uma comemoração para ele um grande evento político em que dividiu a cena com o prefeito ACM Neto (DEM), virtual candidato das oposições ao governo em 2018.

O toque partidariamente transcendente do evento foi o comparecimento de figuras como o deputado federal Cacá Leão, do PP, e José Carlos Araújo, presidente estadual do PR, partidos que estão na base do governador Rui Costa (PT). Sob total animação, os dois tiveram a oportunidade de circular num espaço predominantemente oposicionista, presença devidamente justificada pelo fato de serem colegas de Câmara de Azi e, além disso, seus amigos. Igualmente próximo do aniversariante, o presidente da Assembleia, deputado Angelo Coronel, praticamente indicado ao Senado pelo PSD na chapa de Rui, foi outro que deu as caras.

Os mais otimistas calculam que devem ter passado pela fazenda da família de Azi mais de mil pessoas, das quais mais de 30 prefeitos da região, numa festa à qual acorreram ainda o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), os estaduais Aderbal Caldas, Luciano Ribeiro e Sandro Régis e os veradores em Salvador Léo Prates, presidente da Câmara Municipal, e Cláudio Tinoco. Único a falar no evento, além do aniversariante, que caprichou no discurso político, o prefeito de Salvador não decepcionou os aliados que esperam ansiosamente a confirmação de sua candidatura ao governo.

Repetindo o que já tem afirmado em outros eventos abertos e fechados, disse que não faltará (à missão de concorrer à sucessão estadual) se for convocado pelo povo da Bahia, animando ainda mais os que vêem nele a chance de chegar ao poder depois do que, em dezembro, serão 12 anos de hegemonia petista no Estado. O melhor, no entanto, foi ter podido exercitar a popularidade, circulando de forma descontraída entre todos e posando para todas as fotos que lhe requisitaram. Se queria fazer uma festa política de caráter amplo, utilizando basicamente do próprio prestígio, Azi conseguiu.

O deputado está com a vida ganha, o que significa dizer que tem a reeleição praticamente segura, além de gozar de grande prestígio junto ao prefeito, que aprecia suas análises políticas e costuma meditar sobre elas, repetindo para os mais próximos aquelas que considera mais sofisticadas. Mas é inegável que o palco que garantiu ao aliado, numa demonstração de amizade e consideração, haverá de ser reconhecido na forma também de aumento no prestígio pessoal de que já desfrutra no círculo mais íntimo do prefeito.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

22 de janeiro de 2018, 08:30

EXCLUSIVA Jutahy será candidato a senador independentemente de resultado sobre Lula

Foto: Divulgação/Arquivo

Jutahy Magalhães Jr. deve ser candidato ao Senado na chapa de ACM Neto

O deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) disse hoje que a decisão sobre a sua pré-candidatura ao Senado, apoiada por seu partido, em nada se modificará em função do resultado do julgamento do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região que ocorrerá nesta quarta-feira, em Porto Alegre. Segundo Jutahy, se a sentença do juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, que condenou o petista a nove anos e seis meses de cadeia, for confirmada pelos desembargadores do TRF 4 e, em consequência, o ex-presidente ficar inelegível em função da Lei da Ficha Limpa, ou reformada, absolvendo-o e permitindo que ele seja candidato irreversivelmente em 2018, “em nada mudará meu desejo de participar das eleições de 2018 como candidato a senador pelo PSDB”.

18 de janeiro de 2018, 12:50

EXCLUSIVA De olho em 2020, Pinheiro pretende ficar no governo Rui Costa até o fim

Foto: Divulgação/Arquivo

Walter Pinheiro é secretário de Educação e está licenciado do mandato de senador

Walter Pinheiro está fora da lista de secretários políticos de Rui Costa (PT) que deve deixar o governo em abril para assumir uma candidatura legislativa. Assessores do titular da Educação que deixou o PT no auge da polêmica que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff dizem que ele tem uma idéia fixa: concorrer à Prefeitura de Salvador em 2020. O partido, dizem, não é problema.

18 de janeiro de 2018, 11:43

EXCLUSIVA Se quiser, Geraldo pode voltar ao governo com compromisso para 2020 em Itabuna

Foto: Divulgação/Arquivo

Ex-deputado federal Geraldo Simões

Continuam abertas as portas do governo estadual para o ex-deputado federal Geraldo Simões (PT). Ele tem à sua disposição praticamente a secretaria de Desenvolvimento Rural, cujo titular, Jerônimo Rodrigues, vai deixar a administração em abril para concorrer a deputado nas eleições de outubro. Para compor o governo, Geraldo teria que abrir mão, no entanto, de uma eventual candidatura a deputado federal, passando a focar na eleição de prefeito de Itabuna em 2020, numa articulação que envolveria, naturalmente, o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, que também deixará o governo para concorrer à reeleição à Câmara dos Deputados, e o atual prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, que deixou o Democratas atraído para o colo do governador Rui Costa (PT) com o propósito de “quebrar as duas pernas” do prefeito ACM Neto (DEM) na cidade. Fernando não será candidato à reeleição, abrindo espaço para que Geraldo lidere as principais forças políticas da região na próxima sucessão municipal. Pelo menos, em tese.

18 de janeiro de 2018, 09:18

EXCLUSIVA As conversas entre Maia, Neto e Huck, por Raul Monteiro

Foto: Divulgação

ACM Neto, Luciano Huck e Rodrigo Maia

Ao dizer que pode disputar a sucessão do presidente Michel Temer (PMDB) caso bata os 7% nas pesquisas de intenção de voto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acabou admitindo ontem nos Estados Unidos que sua candidatura, que hoje mobiliza apenas 1% do eleitorado, segundo as últimas sondagens, é um ensaio cujo objetivo principal é ocupar um espaço que está vago e pode tanto prosperar quanto ser utilizada para outro propósito, como o de ajudar um projeto de algum nome que se mostre mais viável eleitoralmente.
No momento, não há dúvida de que a candidatura de Maia cumpre um papel: não deixar que as forças governistas, especialmente partidos como o PP e o PR, membros ilustres do chamado Centrão, fiquem à deriva, à procura de uma liderança que possa lhes conduzir para o porto seguro de um futuro governo, qualquer governo. Mas o presidente da Câmara sabe, como as declarações que deu nos EUA evidenciam, que não conseguirá segurar qualquer projeto por muito tempo, se o esforço que tem feito para se viabilizar como uma alternativa de poder demorar de prosperar.
É por isso que seus movimentos são acompanhados de perto pelos aliados e podem resultar, por exemplo, numa declaração de apoio a um nome que considerar capaz de tocar o projeto que considera importante para o país no momento que achar decisivo ou quando concluir que, definitivamente, não decola. Curioso é o nome para o qual a balança de Maia pende no dia de hoje. Trata-se do apresentador Luciano Huck, aquele que depois de dizer num artigo que não era candidato a presidente, foi ao dominical do Faustão falar de política, num atitude que gerou tantos protestos políticos contra ele e a Globo que acabou levando-o a recuar mais uma vez.
É exatamente ele, Luciano Huck, que diz que não pensa na Presidência da República, mas pelo visto acalenta o sonho da candidatura, embora não tenha definido o melhor momento de se definir, que pode ser o herdeiro da estrutura de poder que hoje se agrupa em torno de Maia, em articulações buscadas pelo próprio presidente da Câmara. Há outros elementos a indicar que o apresentador da Globo mantém-se, apesar de buscar relativo afastamento das especulações da política, no centro das projeções sobre o que pode acontecer no país, especialmente depois do julgamento do ex-presidente Lula pela Justiça no próximo dia 24.
Entre os hábitos que desenvolveu desde que as intenções de voto sobre seu nome dispararam estão o contato praticamente diário com figuras como o prefeito ACM Neto (DEM) e o próprio Maia, que, além de correligionários, são amigos pessoais e também se mantêm constantemente conectados, trocando impressões sobre os cenários políticos locais e nacional e se auxiliando mutuamente na política. Politicamente identificados e aparentemente unidos, os três formam uma trinca que ainda pode vir a desempenhar um papel importante neste cenário de incertezas.
* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna.

Raul Monteiro*

17 de janeiro de 2018, 18:10

EXCLUSIVA Aleluia e Imbassahy serão maiores alvos da articulação de Rui nesta campanha

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Deputados José Carlos Aleluia (DEM) e Antonio Imbassahy (PSDB)

A articulação política do governador Rui Costa (PT) promete não dar descanso nesta campanha aos deputados José Carlos Aleluia (DEM) e Antonio Imbassahy (PSDB), ex-ministro da Articulação Política do governo Michel Temer (MDB). Depois do prefeito ACM Neto (DEM), que deve sair candidato ao governo, os dois terão seus passos monitorados de perto e suas reeleições dificultadas ‘na medida do possível’, diz uma fonte governista a este Política Livre.

17 de janeiro de 2018, 17:37

EXCLUSIVA Lídice pode sair candidata avulsa ao Senado caso seja excluída da chapa de Rui

Foto: Divulgação/Arquivo

Senadora Lídice da Mata

Depois de ter emitido ontem uma nota em que defende o nome de Lídice da Mata e do ex-governador Jaques Wagner como candidatos ao Senado na chapa do governador Rui Costa (PT), o PSB pensa numa alternativa para garantir a reeleição da senadora. Os socialista avaliam lançá-la como candidata avulsa ao Senado, caso seu nome seja excluído da chapa de Rui. Um dos maiores entusiastas da idéia é o deputado estadual Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa, que negocia seu ingresso no PSB, para onde diz que irá com o objetivo de ajudar no plano de reeleição de Lídice. “Tenho 99,9% de chances de ir para o PSB”, confirma o parlamentar. O lançamento da nota pelo PSB foi um sinal de que o partido não engolirá a exclusão automática de Lídice da chapa. No texto, a sigla defende a reeleição de Rui, firma sua posição ao lado do governador e lembra que Lídice foi a primeira a sugerir que Wagner dispute o Senado. Em setores do governo, o documento foi interpretado como uma resposta à manifestação recente do governador de que o PSD e o PP, maiores partidos da base governista, ao lado do PT, terão prioridade na composição de sua chapa. A defesa que Nilo faz do nome de Lídice advém do seu desentendimento com o senador Otto Alencar, que ocorreu por ocasião da sucessão à presidência da Assembleia Legislativa, em que o candidato do PSD, Angelo Coronel, ligado a Otto, foi eleito. Ontem, Nilo almoçou em Salvador com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), que deve ser candidato a vice na chapa do prefeito ACM Neto (DEM), produzindo especulações de que estaria estabelecendo um entendimento com o democrata, o que ele nega peremptoriamente. Foi apenas um encontro de velhos companheiros – os dois se tornaram amigos quando foram deputados -, disse o parlamentar ao Política Livre.

17 de janeiro de 2018, 10:46

EXCLUSIVA Jutahy e Wagner ocupam espaço deixado temporariamente vago por Rui e Neto

Foto: Divulgação

Os pré-candidatos ao Senado Jutahy Magalhães Jr. e Jaques Wagner

Com a estratégia do prefeito ACM Neto (DEM) de retardar o anúncio de sua candidatura ao governo para abril e a do governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição, de evitar se envolver em polêmicas, o espaço político na Bahia está sendo ocupado neste momento praticamente de forma exclusiva pelo ex-governador Jaques Wagner (PT) e o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), pré-candidatos ao Senado que deverão estar, respectivamente, chapa do petista e do democrata. No campo do debate, Jutahy leva vantagem pelo fato de ser o único nome definido até agora na virtual chapa de Neto para senador, apresentado por seu partido, o PSDB.

Tanto é que aproveitou a Lavagem do Bonfim para buscar a polarização com aquele que acredita será seu maior adversário na disputa: – “Terei mais votos do que Wagner”, afirmou o tucano ao chegar para o cortejo, produzindo uma marola que só não se tornou maior devido à habilidade do ex-governador de evitar morder a isca e respondê-lo diretamente. Como ainda não se definiu se sairá ao Senado ou à Câmara, Wagner preferiu rebater com outra provocação, mas a dirigiu ao prefeito ACM Neto (DEM), ao afirmar que todos os políticos aliados ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) pagarão um preço alto nestas eleições, numa alusão objetiva ao democrata.

Assessores do parlamentar do PSDB asseguram, no entanto, que Jutahy já prepara o arsenal com que pretende manter as provocações a Wagner a partir de agora, tornando o embate com ele incontornável. A percepção de que um cenário de polarização na disputa pelo Senado só ajuda quem o protagoniza levou o PSB da senadora Lídice da Mata a emitir ontem uma nota de apoio à reeleição de Rui Costa cujo principal objetivo, na verdade, foi dizer que ela está interessada também em concorrer à reeleição. Lembrando que foi Lídice quem sugeriu a Wagner concorrer ao Senado, o texto defende abertamente o seu nome e o do ex-governador para candidatos a senador na chapa do petista.

Com o movimento, diz um socialista a este Política Livre, pedindo a máxima reserva, Lídice quis antecipar sua disposição de concorrer de novo ao Senado para o caso principalmente de Wagner decidir disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, evitando que o espaço venha a ser pleiteado por uma legenda como o PR. “Lídice quis lembrar a estes senhores que está presente e viva”, completou a fonte, observando que a iniciativa do PSB ocorre também depois que o próprio governador anunciou que os parceiros de chapa do PT seriam, preferencialmente, o PSD, do senador Otto Alencar, e o PP, do vice-governador João Leão.

Para o conjunto dos partidos aliados a Rui, no qual se inclui o PSB, o PSD é visto, no momento atual, como o único partido da base governista do qual Rui não pode prescindir na chapa, dada a força e capilaridade que adquiriu no interior e o protagonismo assumido pelo seu virtual candidato a senador, o deputado estadual Angelo Coronel, que transformou-se num player político bastante influente desde que assumiu a presidência da Assembleia Legislativa, mostrando independência política e que, numa campanha, pode mais colaborar do que depender de Rui, como a arregimentação que fez para desfilar no própria Lavagem do Bonfim, reunindo quase 300 seguidores, demonstrou.

15 de janeiro de 2018, 20:04

EXCLUSIVA Ingresso de Carletto no PR está praticamente certo; ida para Neto, pendente

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal Ronaldo Carletto

Fontes do Política Livre garantem que avançaram bastante nas últimas horas as tratativas para que o deputado federal Ronaldo Carletto migre do PP para o PR. A decisão do partido com relação a que grupo apoiar nas próximas eleições – se o do governador Rui Costa (PT), com o qual está hoje oficialmente aliançado, ou o do prefeito ACM Neto (DEM), seu virtual opositor em outubro – vai ficar, no entanto, para depois do julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região do recurso do ex-presidente Lula (PT) contra a condenação pelo juiz Sérgio Moro. Com o ingresso de Carletto e seu grupo, que inclui o colega Roberto Brito, hoje também no PP, o PR passa a ter cinco deputados federais (além do presidente, José Carlos Araújo, de José Rocha e de Jonga Bacelar) e sete a oito estaduais, motivo porque passaria a exigir participação na chapa do governador, hoje praticamente fechada com o PT, o PSD e o PP. Caso o PR migre para a base do prefeito, indicando Carletto para a chapa do democrata, mais dois deputados estaduais ingressariam na legenda.

13 de janeiro de 2018, 11:16

EXCLUSIVA PR observa atento desenrolar de negociação de Rui com o PP

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado federal José Carlos Araújo, presidente do PR, que percorreu os oito quilômetros do trajeto da Lavagem do Bonfim

Animado com a participação de seus deputados na Lavagem do Bonfim, onde o presidente estadual José Carlos Araújo confirmou estar recuperado de uma cirurgia no joelho caminhando à frente de um grupo de 200 pessoas, o PR avalia com cuidado o desenrolar das negociações entre o PP e o governador Rui Costa (PT) para a formação da chapa do petista à reeleição. Só torce para que Rui não “demore” demais para chamar os republicanos para um acordo com relação à montagem do grupo com que pretende concorrer de novo ao governo, em outubro. “Daqui a pouco, o governador perde os dois partidos”, diz um membro do PR ao Política Livre, referindo-se ao fato de o PP baiano estar visivelmente dividido em relação à manutenção da aliança com Rui e às informações de que ambas as legendes estão na mira do grupo do prefeito ACM Neto (DEM), pré-candidato ao governo.

10 de janeiro de 2018, 20:02

EXCLUSIVA Declaração de Leão dizendo que pode buscar partido anima emedebistas

Foto: Mateus Pereira/Gov-Ba/Arquivo

Governador Rui Costa

Em meio ao clima de afastamento do prefeito ACM Neto (DEM) do MDB desde a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, com o qual o DEM avalia, inclusive, não coligar, emedebistas adoraram ter ouvido hoje da boca do vice-governador João Leão (PP), em entrevista à Rádio Metrópole, que ele não se furtaria a procurar o partido para ajudar na campanha do governador Rui Costa (PT). “É o mais puro sinal de que o partido não está isolado”, disse um deputado do MDB ao Política Livre, referindo-se aos principais dotes partidários: tempo de TV, recursos do fundo eleitoral, prefeitos e ex, além de lideranças históricas, que garantem grande capilaridade à agremiação no interior. “ACM Neto deve saber o que significa abrir mão de tudo isso”, completou.

10 de janeiro de 2018, 14:31

EXCLUSIVA Luciano Huck conversa diariamente com prefeito ACM Neto

Foto: Raquel Cunha/TV Globo/Arquivo

Luciano Huck

Sob bombardeio desde que foi ao programa do Faustão, no último domingo, acompanhado da mulher, Angélica, falar de política, o apresentador Luciano Huck tem um novo interlocutor praticamente diário. Trata-se do prefeito ACM Neto (DEM). Huck tem dito a amigos que acha o prefeito da capital baiana o político mais articulado do Brasil, além de compartilhar com ele “uma identidade” natural de geração. Não está descartada a hipótese de o global se filiar ao DEM, na hipótese de insistir na candidatura presidencial, plano que seria favorecido pelo fato de o baiano estar em vias de assumir a presidência nacional do partido. Não se deve esquecer que Neto e Huck ainda têm em comum as relações com a Globo, cuja afiliada na Bahia é de propriedade da família do democrata.

10 de janeiro de 2018, 13:04

EXCLUSIVA Leão é cotado para ministro de Temer em operação para fazer Cacá vice de Neto

Foto: Divulgação/Arquivo

Apesar das repetidas manifestações de lealdade a Rui Costa (PT), por cuja reeleição diz que procuraria, inclusive, o MDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso na Papuda, o vice-governador João Leão está sendo cotado para assumir o ministério da Saúde do governo Michel Temer, em substituição a Ricardo Barros, do PP. A articulação partiria do próprio ministro, que vai deixar o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, e é um dos amigos mais próximos de Leão em Brasília, e passaria diretamente pelo filho do vice-governador, o deputado federal Cacá Leão, membro ilustre do PP da Bahia.

A informação sobre o novo destino que querem dar a Leão, obtida com exclusividade por este Política Livre, ganhou contorno de especulação em Brasília depois que o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, disse que o partido apoiaria a candidatura do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à Presidência da República, e, na Bahia, em seguida, o próprio Cacá classificou o democrata como um dos melhores quadros do país para disputar a sucessão presidencial, posicionamento que mereceu contenções da parte do governador Rui Costa (PT), ontem, e do ex-governador Jaques Wagner (PT), no dia de hoje.

O afastamento em relação ao grupo do governador da parte de Cacá e de outros parlamentares do PP da Bahia, a exemplo de Mário Negromonte Jr, é público e de longa data e só ainda não implodiu a relação do partido com Rui devido à resistência exercida pelo próprio vice e o deputado estadual Eduardo Salles, únicos a defenderem publicamente a aliança com o PT no partido. Foi sob este clima que Cacá foi transformado em relator da comissão de Orçamento, uma das mais importantes da Câmara, pelas mãos de Rodrigo Maia, que ainda indicou Alexandre Baldy para o ministro das Cidades, sob o compromisso de que ele se filie ao PP, notícias antecipadas pelo Política Livre.

Na hipótese de Leão se tornar ministro de Temer, ele teria que romper com Rui e Cacá seria automaticamente “entronizado” como candidato a vice na chapa do prefeito ACM Neto (DEM) ao governo contra o atual governador. Atual secretário de Planejamento do Estado, Leão seria obrigado a deixar o cargo, mas não precisaria renunciar à posição de vice-governador. Fontes do PP informaram a este Política Livre que Leão tem “se visto louco” com a pressão do filho e acredita hoje que a política lhe criou um problema doméstico sério, mas promete, “com todas as suas forças”, se opor à proposta.

A indicação de Leão ao ministério não envolve apenas a situação do PP em Brasília, mas também no Paraná, terra de Ricardo Barros. Com a decisão do governador Beto Richa (PSDB) de renunciar para concorrer ao Senado em outubro, a mulher do ministro, Cida Borghetti (PROS), atual vice, vai assumir o governo, numa operação que envolve um acordo entre o DEM, o PSDB e o PP. “Desde a nomeação de Baldy para o ministério das Cidades, PP e DEM estão jogando juntos em tudo. Na Bahia, não tem porque ser diferente, ainda mais que Neto, que vai assumir a presidência nacional do Democratas, é prioridade para o partido”, diz um deputado do grupo do prefeito ao Política Livre.

9 de janeiro de 2018, 19:47

EXCLUSIVA Todos três vereadores do PSDB em Salvador serão candidatos a deputado

Foto: Divulgação/Arquivo

Paulo Câmara e Tiago Correia disputarão vagas na Assembleia, enquanto César Leite concorrerá à Câmara dos Deputados

Os três vereadores do PSDB em Salvador disputarão as eleições deste ano. Enquanto César Leite sai a deputado federal, Tiago Correia e Paulo Câmara disputarão vagas na Assembleia Legislativa. Quem, por óbvio, anda na torcida para que se elejam, são seus respectivos suplentes.

8 de janeiro de 2018, 09:44

EXCLUSIVA Dilemas da campanha estadual, por Raul Monteiro

Foto: Alberto Coutinho/Arquivo

Governador Rui Costa e ACM Neto, adversários claros em 2018

Embora haja consenso de que o ano no Brasil só começa depois do Carnaval e que a máxima é ainda mais verdadeira quando envolve a política, não se deve esperar que o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM), que, conforme os prognósticos mais previsíveis, devem se enfrentar nas eleições de outubro, vão aguardar o mês de fevereiro passar para deflagrar as articulações mais importantes com vistas à montagem das chapas com que pretendem concorrer, o primeiro à reeleição, e o segundo, pela primeira vez, à sucessão estadual.

Na prática, os dois já vêm, longe do público, se dedicando ao assunto desde o ano passado, devendo no começo deste 2018 apenas passar a limpo as estratégias que conceberam lá atrás para o confronto inevitável, o qual deverá acontecer com o auxílio dos times de aliados com que esperam fortalecer suas pretensões políticas e chegar à vitória. Na semana que passou, Rui deixou claro quem são os parceiros preferenciais para a empreitada de se reeleger e eles confirmam os partidos da coalizão com que chegou ao poder, em 2014, confirmando a estabilidade de sua aliança política.

Além do PT, partido do governador, integrarão a chapa o PP, do atual vice-governador e secretário de Planejamento João Leão, que ficará no posto, e o PSD, do senador Otto Alencar, que terá desta vez como candidato ao Senado o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel. A outra vaga ao Senado deve ser disputada pelo ex-governador Jaques Wagner, já desencanado da idéia de concorrer à Presidência em lugar do ex-presidente Lula para garantir, principalmente, o foro privilegiado, dádiva que todo mandato proporciona, além de tantas outras.

Neste particular, do lado de Neto a situação anda menos clara, mesmo porque ele, ao contrário do governador, não está no posto e marcha para reassegurá-lo, mas corresponde ao que, na prática, se considera um novo entrante, com todo o ônus e bônus que a posição lhe confere. Hoje, montar o time com que pretende concorrer, é, na verdade, um dos seus maiores desafios do prefeito, principalmente depois da crise em que foi arremessado o PMDB – e, por consequência, o plano que os envolvia -, com seu tempo considerável de TV e recursos disponíveis no acintoso fundo eleitoral aprovado, sem a menor cerimônia, pelo Congresso.

Tanto é assim que, para livrar-se do desgaste que a associação de sua imagem à dos aliados peemedebistas tanto na Bahia, especialmente a do ex-ministro Geddel Vieria Lima, quanto no governo federal, em que desponta a figura do impopular presidente Michel Temer, estão em curso avaliações no grupo do prefeito que podem resultar, inclusive, na dispensa de uma coligação formal sua com o partido para a disputa eleitoral. Mais problemático, no entanto, será abrir mão da importância que o partido teria em sua campanha em condições normais, com, entre outras características, seu conhecido poder de operação política.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*