23 de janeiro de 2017, 11:00

EXCLUSIVA O dilema de ACM Neto em relação à Assembleia

Foto: Reprodução/Política Livre

O prefeito ACM Neto é candidato à sucessão estadual de 2018

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa entre dois pesos pesados da política baiana tem produzido um dilema na oposição e, em especial, em seu líder ACM Neto (DEM). O prefeito de Salvador sabe que está diante de um quadro em que, a depender da opção, poderá fortalecer o atual presidente, Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição, ou o senador Otto Alencar (PSD), mentor da candidatura do deputado estadual Angelo Coronel (PSD).

A oposição considera que o apoio ao atual presidente elevaria em 99% as chances de ele se eleger. E ainda tem dúvidas sobre se o voto fechado em Coronel pode dar efetivamente a vitória ao grupo de Otto, principalmente por causa do sufrágio secreto, o que facilita imensamente as chances de traição. Mas os questionamentos não passam exclusivamente pela questão numérica que garantirá a vitória a um ou a outro grupo, sendo apenas a parte mais visível deles.

Na verdade, se trata de decidir empoderar Otto ou Nilo no quadro político atual, a um ano da sucessão estadual. A oposição acha difícil, por exemplo, que, mesmo dando a vitória a Coronel, possa atrair Otto para seu projeto em 2018, quando Neto sairá candidato ao governo contra Rui Costa (PT). Isso porque o senador do PSD não costuma trair e, além disso, tem sido contemplado com grande espaço no governo estadual, como a mais recente reforma administrativa mostrou.

Além disso, a situação atual é favorável a que o senador indique o vice na chapa com que Rui disputará a reeleição, na qual já tem cadeira cativa como candidato ao Senado o novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), e é avaliada com carinho, para a outra vaga à senatória, a candidatura do atual vice-governador, João Leão (PP). É para ficar em condições de igualdade com Otto e Leão e poder disputar vaga na chapa que Nilo quer a reeleição.

É claro que, sem a presidência na mão, não conseguirá pleitear vaga na chapa de Rui. O quadro mudaria caso se mantenha no poder, o que significa que Neto e a oposição podem não ver vantagem em ajudá-lo a se reeleger. Mas e se Nilo em 2018 vier a ser novamente excluído da chapa do governador, como aconteceu em 2014, quando foi preterido em favor de João Leão e quase rompeu com o grupo do governo? Não surgiria aí espaço para Neto afastá-lo definitivamente de Rui?

De fato, levando em conta que foi convidado uma vez e não topou, naquela época, a integrar a chapa liderada pelo DEM, nada impede que Nilo receba o convite de novo em 2018 e, desta vez aceite. Reside aí o dilema de Neto. É o que dizem na oposição.

23 de janeiro de 2017, 08:23

EXCLUSIVA O prazo dado à candidatura de Nilo, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução/Ag. A Tarde

Depois de ter finalizado a reforma administrativa, que muitos acreditam não ter ficado pronta e acabada, há sinais de que o governo deve se voltar agora para a sucessão na presidência da Assembleia Legislativa, onde parecia não querer meter a mão em cumbuca. As sinalizações começaram há duas semanas, quando também se desenrolavam as tratativas para a montagem final da reforma. Primeiro, houve sugestão para que os três concorrentes à presidência da Casa, incluindo aí o presidente e candidato à reeleição, Marcelo Nilo, do PSL, se submetessem a uma prévia para definir um nome entre os três.

Por razões óbvias, Angelo Coronel, nome do PSD, e Luiz Augusto, candidato do PP, pularam fora da proposta, por avaliarem que, de largada, com os apoios que já conseguiu arregimentar, Nilo sairia vencedor da consulta. Uma nova tentativa em torno de um acordo que não produza sequelas na base foi proposto na semana passada, quando o governo convidou os deputados para uma reunião no Palácio de Ondina. O encontro se desenrolaria às 16 da última quinta-feira, com os preparativos para a reforma ainda no forno, mas também por falta de adesão do PP e PSD à sugestão acabou sendo igualmente abortado.

A iniciativa mais recente também não deixa dúvidas de que o movimento na Casa Legislativa é mantido sob o foco do governo. Preocupado em não ser metido numa enrascada na disputa que se torna cada vez mais acirrada na Assembleia, na qual já se envolveram até o pescoço nomes como o senador Otto Alencar, do PSD, o vice-governador João Leão, do PP, defendendo o interesse dos candidatos de seus partidos, e o próprio presidente da Assembleia e a senadora Lídice da Mata (PSB), uma de suas aliadas neste processo, o governo decidiu sugerir que Marcelo Nilo apresente suas credenciais para a disputa no próximo dia 26.

A idéia é que o presidente reúna publicamente, com o compromisso de voto nele no dia 2 de fevereiro, 30 dos 42 deputados da base governista. É o número total de deputados governistas sem os membros do PSD e PP, que, apesar de integrarem a base do governo, estão fechados com seus respectivos candidatos. Com os dois votos, dos 21 da oposição, que já estão comprometidos com ele, Nilo completaria o score de 32 votos, necessários para que vença a disputa contra os dois colegas da base. O desafio do presidente parece pequeno, mas não é.

Só muito poder de convencimento para tirar a grande maioria dos deputados da base de suas férias, muitas vezes com a família, neste período de recesso, para assegurar sua presença em Salvador no dia 26. Ainda mais tendo adversários tão articulados como Coronel-Otto e Luiz Augusto-Leão. E no caso de o presidente da Assembleia não conseguir reunir no mesmo espaço no dia 26 o número considerado mínimo para demonstrar a viabilidade de sua candidatura? O governo estaria disposto a pagar o preço de expor a fragilidade de um aliado tão importante, bancando alguma nova alternativa? Só esperando até esta quinta-feira.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

22 de janeiro de 2017, 11:33

EXCLUSIVA Reforma de Rui pode não ter sido concluída

Foto: Gov/Ba

Receptividade em Formosa do Rio Preto mostra que Rui continua muito bem na fita com a população

A pouca abrangência da reforma administrativa do governo estadual, insuficiente na avaliação de políticos governistas para alcançar seu principal objetivo de prepará-lo para garantir sua continuidade na sucessão estadual de 2018, sugere que ela não tenha satisfeito plenamente o governador Rui Costa (PT), principal implicado nas mudanças tanto do ponto de vista administrativo quanto político. A consequência mais provável é que resulte em novos ajustes mais à frente.

Pelas tratativas que implementou com partidos da base quando preparava as mudanças, Rui foi forçado a recuar em alguns pontos que considerava importantes, premido pelas circunstâncias e a pressão de seu próprio partido e de algumas de suas lideranças. A manutenção do secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, apesar da relação de confiança de que desfrutam, é um dos exemplos das dificuldades que o governador teve para executar o plano que traçou inicialmente.

Sua idéia era substituir Gomes para evitar desgastes com deputados estaduais e federais, que rejeitam a atuação do articulador político do governo. Mas uma operação montada pelo novo secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, para garantir o acesso do suplente Robinson Almeida ao cargo de deputado federal acabou favorecendo a manutenção de Gomes. Quando Rui negociou a indicação de um segunda secretaria com o PSD, por exemplo, a mudança na articulação política parecia certa.

O governo estadual buscava compensar o partido do senador Otto Alencar pelo voto coeso dos seus deputados federais contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no ano passado. Sugerindo que o articulador político sairia do governo retomando seu mandato na Câmara dos Deputados, o governador concordou em ceder ao PSD a secretaria de Desenvolvimento Urbano, mas estabeleceu como condição que o nome emergisse da bancada federal.

O propósito era preservar o mandato do deputado federal Davidson Magalhães, do PCdoB, um suplente que seria obrigado a deixar a Câmara com o retorno previsto de Gomes. O apelo de Rui obrigou o PSD a fazer-lhe uma concessão: abrir mão de indicar José Rebouças, ex-presidente da Codeba ligadíssimo a Otto, para negociar a nomeação de um membro da bancada. O escolhido foi Fernando Torres, que não se adaptou à convivência em Brasília e tem planos de se eleger deputado estadual em 2018.

Foi assim que Rebouças transformou-se de secretariável em futuro chefe de Gabinete da nova secretaria a ser ocupada pelo PSD. Davidson foi favorecido pela excelente relação que estabeleceu com Otto na época em que o senador era secretário de Infraestrutura e ele dirigia a Bahiagás, órgão subordinado à pasta, no governo Jaques Wagner. A convivência daquela época teria sido o embrião de um relacionamento profícuo existente hoje entre PSD e PCdoB, expresso na sucessão municipal passada em Salvador.

Foi o apoio do partido do senador ao nome da deputada federal Alice Portugal que acabou viabilizando a candidatura da comunista à Prefeitura, mesmo contra a vontade do governador, que nunca escondeu preferir o nome de sua colega Olívia Santana, escolhida agora para secretária do Trabalho em lugar de Álvaro Gomes. Ao perceber que a saída de Torres, aliada à manutenção de Davidson na Câmara, transformava Robinson Almeida em primeiro suplente, Wagner decidiu operar pesado em favor do seu ex-secretário de Comunicação.

Apesar da conhecida antipatia que nutre por Gomes, o ex-governador passou a atuar abertamente junto a Rui e a outros partidos por sua manutenção na articulação política, única forma de permitir a ascensão de Robinson à condição de deputado federal. Garantia, em contrapartida, que Gomes ficaria esvaziado enquanto ele se responsabilizaria cada vez mais pela articulação política do governo. Neste ponto, o governador acabou sendo atropelado na determinação íntima de não mover uma palha para favorecer o pupilo de Wagner.

Apontado no PT como um quadro bastante ambicioso desde que deixou-se cooptar pelo ex-governador afastando-se de seu então líder Walter Pinheiro, Robinson vinha sendo mantido na geladeira pelo governo até agora. Sua figura antipatizada por 10 entre 10 colegas petistas é em tudo diferente da de Rui, cuja simplicidade é exaltada no partido e por sua própria comunicação. Os perfis opostos de ambos teriam ficado ainda mais evidentes por ocasião da definição do candidato ao governo internamente no PT, em 2014.

Na época, aproveitando-se da condição de secretário de Wagner, Robinson resolveu confrontar abertamente a candidatura do correligionário, trabalhando pelo nome de Walter Pinheiro, com quem romperia depois – curiosamente, Pinheiro foi abrigado por Rui na secretaria de Educação desde o ano passado. Outro que acabou ficando na administração por conta da pressão da militância e dos movimentos sociais foi o secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, que estava balançando até ontem.

A resistência de Rui a Robinson e a necessidade de rever os planos que traçara para a articulação política sem Gomes teriam influído na demora com que a reforma foi anunciada na última sexta-feira à noite, a qual foi divulgada sem o nome do novo titular do Meio Ambiente e com uma equivocada indicação para a Conder que teve que ser revista no dia seguinte. Ontem à noite, os cargos foram finalmente preenchidos.

22 de janeiro de 2017, 09:01

EXCLUSIVA Nilo favorece Rui ao empurrar com barriga pressão do PSL por secretaria

Foto: Arquivo

Deputado Marcelo Nilo diminuiu o stress sobre governo com tática de empurrar com a barriga

Pressionado pela bancada de oito deputados de seu partido para abrir mais espaço para a legenda na reforma administrativa do governo Rui Costa (PT), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, adotou a tática de empurrar com a barriga, deixando o governador livre. A amigos, Nilo diz que só trata de qualquer assunto relativo à participação do PSL na administração depois de 2 de fevereiro, data da eleição para a presidência da Assembleia, que disputa com os colegas Angelo Coronel, do PSD, e Luiz Augusto, do PP. O PSL quer mais espaço no governo alegando que tem mais deputados do que o PSD de Otto Alencar, que conta com sete parlamentares.

21 de janeiro de 2017, 13:57

EXCLUSIVA Responsável por indicação de Abal, Cícero leva esporro de Rui Costa

Foto: Divulgação/Arquivo

Cícero Monteiro não levou em conta a feroz militância anti-petista do auxiliar que indicou para Rui Costa

Chefe de Gabinete do governador e um dos homens de sua confiança e do ex-governador Jaques Wagner, novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Cícero Monteiro foi o responsável pela confusão decorrente da nomeação ontem à noite de Abal Magalhães para a Conder, desfeita hoje pela manhã por Rui Costa (PT) depois de tomar conhecimento de que se tratava de um verdadeiro militante anti-petista. Nas primeiras horas da manhã, ao tomar conhecimento de que nomeara um adversário declarado para um dos órgãos de segundo escalão mais importantes do governo estadual, Costa passou pessoalmente a mão no telefone e deu um tremendo pito em Monteiro. Depois, bateu o telefone, prevendo a grande confusão em que o excesso de confiança no auxiliar estava para lhe causar. O estrago só não foi maior porque, buscando não perder tempo, em seguida Rui ligou para o seu secretário de Comunicação, André Curvello, um técnico da sua mais plena confiança, e o orientou a divulgar assim que acordasse que a nomeação de Magalhães estava cancelada. O perfil excessivamente técnico de Monteiro pode ter levado o chefe de Gabinete de Rui a considerar que a indicação de um ostensivo militante anti-petista para a Conder não causaria a trapalhada que provocou. Ele já teria agido assim antes, sem enfrentar nenhum grande transtorno, ao ter mantido no órgão seu atual dirigente, José Lúcio, que pediu para deixar o cargo agora. José Lúcio é ligado ao ex-governador e ex-senador César Borges, outro adversário dos petistas na Bahia, o que chegou provocar reações contidas entre os petistas na época. A confusão obrigou Rui a anunciar que nomearia ainda hoje o substituto de José Lúcio e o novo secretário de Meio Ambiente, medida que guardava apenas para esta segunda-feira.

21 de janeiro de 2017, 10:51

EXCLUSIVA Rui deve anunciar Conder e Meio Ambiente hoje; Jerônimo pode cair

Foto: Divulgação

Jerônimo Rodrigues

Em decorrência da confusão que envolveu a nomeação de Abal Magalhães para a presidência da Conder, suspensa hoje pelo governador Rui Costa (PT) depois de constatar que se tratava de um adversário anti-petista, o governo deve acelerar o anúncio do nome do novo titular do órgão e do secretário de Meio Ambiente, iniciativa que o petista tinha programado apenas para a próxima segunda-feira. Este Política Livre apurou que também a situação do secretário Jerônimo Rodrigues, mantido na pasta de Desenvolvimento Rural por causa da forte pressão da militância petista e de movimentos sociais e rurais, é incerta, o que significa que ele ainda pode ser substituído.

21 de janeiro de 2017, 08:21

EXCLUSIVA Martins sucumbe e Robinson ascende com reforma soft de Rui

Foto: Divulgação

Robinson Almeida e Carlos Martins

Com poucas e insignificantes mudanças, pelo menos para quem esperava que os ajustes já modelassem sua estratégia para o projeto de reeleição em 2018, a reforma administrativa anunciada ontem à noite pelo governador Rui Costa (PT) foi extremamente útil a um petista e prejudicial a outro.

Coordenador da campanha de Rui, Carlos Martins acabou perdendo o posto de secretário de Desenvolvimento Urbano para o deputado federal do PSD Fernando Torres – uma indicação atribuída ao senador Otto Alencar – e ficando, ao menos por enquanto, desempregado.

Já o ex-secretário de Comunicação de Jaques Wagner, Robinson Almeida, um suplente de deputado federal que ficou na geladeira da administração Rui Costa desde o princípio, conseguirá finalmente ascender à condição de parlamentar com a nomeação de Torres para secretário.

Robinson deve sua ascensão mais uma vez a Wagner, que será nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico, depois de ter voltado à administração estadual no ano passado, na condição de chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, dentro de uma sábia estratégia para obter foro privilegiado.

Ao confirmar que Torres seria indicado pelo PSD para secretário e que sua nomeação seguraria o mandato de deputado federal do também suplente Davidson Magalhães, do PCdoB, o ex-governador baiano passou a articular intensamente pela subida de Robinson para a Câmara dos Deputados.

Para isso, foi obrigado a trabalhar, mesmo contra a vontade, pela manutenção no governo do secretário Josias Gomes, titular da pasta de Relações Institucionais, que Rui Costa pretendia substituir por outro colaborador em decorrência da grande rejeição existente contra ele por parte de sua base parlamentar.

Caso Josias deixasse o governo, voltaria para a Câmara dos Deputados, inviabilizando o sonho de Robinson de virar deputado. Quanto a Martins, teve seu prestígio profundamente abalado em todo o episódio, sendo obrigado a se contentar com a promessa de que ainda será aproveitado em algum lugar no governo.

20 de janeiro de 2017, 09:15

EXCLUSIVA Wagner deve ser nomeado secretário de Rui

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jaques Wagner

O ex-governador do Estado, Jaques Wagner (PT), atual chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia, deve ser nomeado secretário de Estado pelo governador Rui Costa (PT). No governo, os palpites são que ele deve assumir a pasta de da Indústria e Comércio. Os rumores de que Wagner deveria se tornar secretário de Rui surgiram desde que ele deixou o ministério com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, seus adversários diziam que a posição de secretário era essencial para que o ex-governador ficasse protegido das investigações da Lava Jato por meio do foro privilegiado. A conferir!

19 de janeiro de 2017, 19:59

EXCLUSIVA Movimentos pedem permanência de Jerônimo na SDR

Além de não ser bem recebida dentro do PT [veja aqui], a reforma administrativa planejada pelo governador Rui Costa (PT) também enfrenta resistência de entidades dos movimentos sociais rurais, que são contra a possível substituição do Secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues. Na reforma, o atual titular da secretaria de Relações Institucionais, Josias Gomes, substituiria Jerônimo.

Depois que a informação circulou nos bastidores do governo, protestos contra a proposta foram iniciados nas redes sociais, com a criação da campanha #FicaJeronimo, pedindo a permanência da atual equipe da SDR. Entidades representativas de vários segmentos rurais como os movimentos dos sem terra, fundo de pastos, quilombolas, indígenas, cooperativas de produtores, colegiados dos territórios de identidade, escolas agrícolas, jovens e mulheres rurais, pescadores, sindicatos rurais, Ong’s, entidades da economia solidária, entre outros não aceitam a substituição.

Ao Política Livre, os movimentos afirmam que a criação da SDR foi uma conquista fundamental para dar visibilidade e potencializar as políticas públicas para agricultura familiar na Bahia e que o secretário Jerônimo é o dos principais lideranças desta causa. Entendem que ele “competente e sensível aos anseios destes segmentos historicamente abandonados pelo poder público, não seria inteligente mexer em time que tá ganhando, apenas para atender a disputa de ocupação de espaço no poder”. “Solicitamos a continuação do trabalho realizado pelo atual secretário que tem uma boa aceitação, desenvoltura e capacidade de interlocução com os movimentos rurais por se agrônomo e ter atuado por mais de duas décadas na organização do protagonismo da agricultura familiar em nosso estado”.

Entre as entidades que encaminharam ao governador Rui Costa o pedido de permanência do secretário estão a FETRAG, FETRAF, APAEB, ASA, ACBANTU, CUT, Aldeia dos Tupinambas, MOC, UNISOL, CET, MLT, FATRES, FLT, MPTT, TIPNI, MTI, ASCOOB, MUPOIBA, IDESA, COOPECON, APPJ, Ong Reconvexo, COOPERCUC, COOPERSUBA, MUC, Coopersertão, FAPESCA, CEDASB, AAGENDHA, TEIA, Rede Pintadas, Central da Caatinga, COFREM Bahia, Conselho de Quilombolas e dezenas de sindicatos de Trabalhadores Rurais e a Rede Sindical da Bacia do Jacuípe

19 de janeiro de 2017, 18:39

EXCLUSIVA Prefeitura rebate críticas de vereador Sidninho sobre IPTU

Foto: Divulgação

O vereador Sidninho (PTN) afirmou nesta semana que os contribuintes têm identificado um aumento de 10% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano [IPTU]. De acordo com o edil, a cada exercício fiscal a população sofre com a cobrança indevida [veja aqui] .“A cobrança se torna ainda mais gravosa diante de uma crise econômica ainda sem controle na qual o dinheiro está curto para as pessoas”, afirma Sidninho. Em nota enviada a este Política Livre, a Prefeitura esclarece que não houve correção no valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) Salvador 2017. O imposto foi lançado sem reajuste do IPCA (Indice Nacional de Preço ao consumidor). Em 2017, apenas foi retirado o desconto de 10% do recadastramento imobiliário, vigente nos últimos três anos. O Benefício foi oferecido por dois anos para contribuintes que cadastraram e/ou recadastraram os imóveis em 2013. Depois foi prorrogado até 2016 sem possibilidade de nova prorrogação.

19 de janeiro de 2017, 15:30

EXCLUSIVA Marcelo, Coronel e Augusto batem cabeça por votos na Assembleia

Foto: Divulgação

Marcelo Nilo (PSL), Angelo Coronel (PSD) e Luiz Augusto (PP)

A disputa por votos para a presidência desencadeou um verdadeiro entre e sai nos gabinetes dos deputados na Assembleia Legislativa. Até o presidente Marcelo Nilo (PSL), acostumado a receber os colegas no espaçoso gabinete da presidência, tem sido visto circulando de uma Anexo para outro na tarefa de convencer os parlamentares a mantê-lo no posto. A mesma estratégia é adotada pelos candidatos Angelo Coronel, do PSD, e Luiz Augusto, do PP. Deputados contaram ao Política Livre que os três foram vistos batendo cabeça pelos corredores do Poder na manhã de hoje.

19 de janeiro de 2017, 14:44

EXCLUSIVA “Pequena Eva” é lembrada para Meio Ambiente em reforma de Rui

Foto: Divulgação/Arquivo

Ligada a Jaques Wagner, Eva Chiavon pode assumir secretaria no governo Rui Costa

O nome da ex-chefe da Casa Civil do governo Jaques Wagner (PT), Eva Chiavon, passou a ser lembrado para a secretaria estadual de Meio Ambiente na reforma administrativa do governador Rui Costa (PT). Quando trabalhou com o petista baiano, Eva acabou sendo substituída por Rui dentro da estratégia de Wagner de prepará-lo para a sua sucessão. Levada por Wagner, que era seu chefe, ela era secretária-executiva da Casa Civil do governo Dilma Rousseff quando teve que assumir a titularidade da pasta em caráter tampão porque o ex-presidente Lula foi impedido pela Justiça de tomar posse, depois que o ex-governador baiano deixou o cargo com o objetivo de acomodá-lo no posto e garantir-lhe foro privilegiado. Desde então, está desempregada. Na reforma de Rui, a secretaria de Meio Ambiente é a única para a qual ainda não se aponta um eventual substituto para Eugênio Spengler, que já anunciou que não fica no cargo. No período em que trabalhou no governo baiano, era chamada por alguns petistas de “A pequena Eva”, em referência à música “Minha Pequena Eva”, hit da Banda Eva.

19 de janeiro de 2017, 10:45

EXCLUSIVA Rui pensou em quarto nome para Assembleia e Neto, em apoiar Nilo

Foto: Arquivo

Rui e Neto aparecem sorrindo só na foto. Nos bastidores...

Cobrado por deputados governistas a se envolver mais na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, o governador Rui Costa (PT) chegou a pensar em costurar um acordo pelo qual a base se uniria em torno de um quarto nome ao comando da Casa. A idéia foi levada originalmente ao senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD e mentor da candidatura do deputado estadual Angelo Coronel, e ao vice-governador e secretário estadual de Planejamento, João Leão, comandante do PP, partido que lançou o nome do deputado Luiz Augusto à sucessão do presidente Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição.

A reação à proposta, entretanto, foi tão firme por parte do PSD e do PP que Costa acabou recuando e não chegou sequer a apresentar o nome em que pensara para liderar a chapa consensual. Tanto Otto quanto Leão afirmaram que não acreditavam que Nilo recuaria do projeto de se reeleger presidente, argumentando que o governador poderia se meter numa enrascada, caso insistisse na idéia de discutir uma alternativa aos três. Costa então resolveu lavar as mãos por entender que todos os candidatos pertenciam à base e, por este motivo, o governo sairia vitorioso com qualquer um dos vencedores.

Outro cuja posição também vem sendo cobrada pelos deputados, o prefeito ACM Neto (DEM) tem oscilado em relação à disputa. Esta semana chegou a pensar em conversar com os parlamentares da oposição e, inclusive, liberar a bancada para votar em Nilo. Resolveu recuar depois de um jantar ocorrido em Salvador, na última terça-feira, em apoio à candidatura do deputado federal carioca Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara dos Deputados. No encontro, representantes do PP e do PSD se mostraram bastantes firmes no propósito de levar a disputa pela presidência da Assembleia até o final.

“O prefeito saiu do jantar e disse: pára tudo. Só vou decidir depois de conversar com os deputados de novo”, afirmou ao Política Livre um deputado federal ligado a Neto, acrescentando que o prefeito vai retomar as conversas quando voltar de uma viagem ao exterior iniciada ontem. O parlamentar não quis admitir ao Política Livre a especulação de que a decisão do PSD de hipotecar apoio à candidatura do democrata Rodrigo Maia no Congresso envolveu uma negociação pela qual a bancada do DEM na Assembleia se comprometia a votar em Angelo Coronel para presidente. “É mera especulação”, desconversou.

Sem esconder a torcida, a mesma fonte avalia, entretanto, que a posição do prefeito na disputa pela presidência da Assembleia tem sido impecável. Diz, por exemplo, que se ele não tivesse se mexido, a decisão da bancada de oposição, por livre e espontânea vontade, seria pela manutenção de Nilo, mas que o fato de ter entrado em campo acabou gerando uma disputa feroz entre os grupos do presidente da Assembleia, do senador Otto Alencar e do vice-governador João Leão que beneficia os planos oposicionistas para 2018. “No fundo, o que está em jogo é a sucessão estadual do próximo ano, para a qual estamos nos preparando”, afirma.

19 de janeiro de 2017, 10:16

EXCLUSIVA Uma nomeação no mínimo suspeita, por Raul Monteiro

Foto: Reprodução/Tia Cândia

O prefeito de Madre de Deus, Jefferson Andrade, do DEM, não parece ser do tipo que se importa com o Ministério Público ou com os órgãos tradicionais de controle, nem muito menos com o histórico de seus auxiliares. Fosse diferente, não teria nomeado para uma pasta no município, equivalente à da ex-Sucom de Salvador, a servidora da Prefeitura da capital baiana Kátia Carmelo, que, por sinal, já foi titular do órgão durante a polêmica gestão do ex-prefeito João Henrique, do PP. Carmelo não é propriamente uma técnica. Candidata a vereadora em Salvador pelo PMDB, amargou fragorosa derrota.

É, aliás, ao partido, e a seu cacique, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que sua indicação ao prefeito democrata da rica cidade de Madre de Deus é atribuída. Se no histórico de Carmelo não despontam realizações de relevo ou que deixaram sua marca na cidade, não se pode dizer o mesmo das polêmicas em que se envolveu nem das acusações que sofre, muito menos dos processos e denúncias a que responde. Uma delas – e talvez a mais relevante para o cargo que está ocupando – tem como patrono o Ministério Público Estadual por iniciativa das promotoras Célia Oliveira Boaventura e Patrícia Kathy Alves Medrado Mendes.

As duas não aliviam nas acusações contra Carmelo. Nem nas medidas contra a ex-gestora da ex-Sucom, batizada de secretaria municipal de Urbanismo na gestão do prefeito democrata ACM Neto. Na denúncia formulada em 28 de maio de 2014, Boaventura e Mendes pedem o bloqueio de R$ 1,4 milhão dos bens da ex-gestora sob a acusação de improbidade administrativa. Motivo, segundo a acusação do MP, amplamente divulgada à época pela imprensa local: Carmelo é suspeita de ter auferido vantagens indevidas no exercício das funções públicas no período em que esteve no primeiro escalão do governo municipal.

“Não restam dúvidas de que no período compreendido entre 2007 e 2009 houve uma evolução estrondosa do patrimônio imobiliário e financeiro de Kátia Cristina Gomes Carmelo e de seus familiares, sem que houvesse comprovação da origem dos recursos para aquisição de tais bens”, afirmam as representantes do Ministério Público na parte que não é a mais contundente da ação contra a ex-titular da Sucom. O fato de imóveis terem sido adquiridos por parentes da acusada sem a devida comprovação financeira teria dado o norte das suspeitas para o Ministério Público. Mas não só.

As promotoras teriam se baseado ainda em relato de uma amiga de Carmelo sobre cobrança de suposta “propina” para a liberação da construção de imóveis na capital baiana. A ex-titular da Sucom pode alegar que, apesar de sua contundência e do fato de estarem sendo formuladas pelo Ministério Público, é apenas denunciada e nada ainda foi provado contra ela. Não se lhe tira a razão. Estranho é que, mesmo sob questionamentos tão graves, o prefeito Jefferson Andrade tenha escolhido exatamente Carmelo para função exatamente semelhante em seu município. Não seria o caso de esperar que ela provasse sua inocência antes de nomeá-la? O MP não pode fechar os olhos a esta nomeação.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro*

19 de janeiro de 2017, 09:57

EXCLUSIVA Rosemberg diz a Coronel que PT fechou com Marcelo Nilo

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Angelo Coronel é um dos candidatos à presidência da Assembleia Legislativa

Determinado a ampliar a base de apoio a ele no governo, o deputado estadual Angelo Coronel, candidato do PSD à presidência da Assembleia Legislativa, procurou ontem o líder do PT na Casa, Rosemberg Pinto. Queria saber se havia alguma possibilidade de o partido discutir alinhamento à sua candidatura. Ouviu do petista que a bancada do PT acabara de fechar com o nome do atual presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PSL), candidato à reeleição. Coronel encerrou a ligação argumentando que ainda confiava em ver passar para o seu lado algum deputado do PT até a data da eleição, dia 2 de fevereiro. Rosemberg permaneceu mudo.