19 de agosto de 2017, 10:09

EXCLUSIVA Prefeito e vice que é do PT evitam receber Lula em São Francisco do Conde

Foto: Divulgação/Arquivo

Prefeito Evandro Almeida pulou fora da Caravana do ex-presidente Lula

A caravana do presidente Lula pela Região Metropolitana de Salvador não contou com o apoio de São Francisco do Conde, onde o PT elegeu o vice-prefeito, Nem do Caípe. Convidado a participar das manifestações em favor do ex-presidente, o prefeito da cidade, Evandro Almeida (PP), disse que não iria de jeito nenhum. Depois de muita insistência da parte da direção de seu partido, que na Bahia é ligado ao governador Rui Costa (PT), Almeida finalmente concordou, mas estabeleceu uma exigência: no discurso, diria que não tem contado com o apoio do governo do Estado para fazer absolutamente nada na cidade.  Ante a condição, o PP preferiu encerrar o apelo. A decisão do prefeito foi seguida então pelo vice, que pertence aos quadros do PT.

18 de agosto de 2017, 18:48

EXCLUSIVA Vereadores ameaçam só aprovar ‘taser’ depois que Fabrizzio punir agente

Foto: Divulgação

Imagine uma arma dessas na mão dos agentes da Transalvador, pondera um vereador em conversa com o Política Livre

Vereadores da base governista ameaçam se aliançar com os da oposição para bloquear, na Câmara Municipal, a votação do projeto que permitirá a funcionários da Transalvador utilizarem tasers, aquelas famosas armas de eletrochoque, em suas abordagens, enquanto o superintendente do órgão, Fabrizzio Muller, não tomar providências claras com relação ao agente que agrediu recentemente com palavrões um cidadão. “Naquele caso específico, com certeza, se tivesse um taser na mão, aquele agente que xingou o cidadão poderia também ter lhe aplicado indevidamente um choque, com consequências imprevisíveis”, diz um vereador em conversa com este Política Livre, observando que, enquanto o superintendente da Transalvador não adotar um programa claro de preparo dos agentes, dando transparência à Câmara Municipal sobre o que está fazendo, não será fácil aprovar medidas como essa na Casa.

18 de agosto de 2017, 09:43

EXCLUSIVA Governo considera comercial da Prefeitura sobre integração “desonesto”

Foto: Política Livre

Lula e Rui desembarcam na estação do metrô do Campo da Pólvora: viagem programada para vincular PT às obras

Programado desde o princípio como uma forma de vincular Lula e o PT baiano, em especial o governador Rui Costa (PT), às obras do metrô, o transporte do ex-presidente via o equipamento até a Estação do Campo da Pólvora, onde aconteceu a primeira recepção popular ao petista antes do ato na Arena Fonte Nova, ontem à noite, ganhou uma conotação ainda mais importante depois que a Prefeitura de Salvador soltou um comercial no dia anterior falando da integração dos ônibus com o sistema que ainda está sendo concluído. No governo estadual, a propaganda da Prefeitura foi considerada “desonesta” porque, apesar de o município ter, de fato, promovido a integração, o metrô é uma obra executada pelo governo estadual, que, inclusive, baixou a alíquota do ICMS para facilitá-la. Com isso, a idéia de Rui Costa, inclusive, era de que os ônibus tivessem ar condicionado e wifi (rede sem fio para conexão de celulares), serviços com os quais a Prefeitura não se comprometeu no processo de integração. Depois de terem passado 12 anos, nos governos municipais de Antonio Imbassahy (PSDB) e João Henrique (PR), emperradas, as obras de construção do metrô foram transferidas, por meio de um acordo, pela Prefeitura ao governo do Estado no primeiro mandato do prefeito ACM Neto (DEM), quando começaram efetivamente a andar.

17 de agosto de 2017, 11:35

EXCLUSIVA Com discurso sobre segurança, Neto assume candidatura ao governo

Foto: Arquivo

Prefeito ACM Neto

O contundente discurso feito ontem pela manhã por ACM Neto, num evento da Prefeitura, contra a segurança pública no Estado, firmou sua posição de candidato ao governo do Estado em 2018, na avaliação de deputados e aliados do prefeito.

Foi a primeira vez que o gestor atacou o assunto de frente, e de forma dura, o que, para o time que o acompanha, reforçou a idéia de que Neto realmente decidiu assumir um discurso de candidato que deve se intensificar de agora em diante.

O ponto de inflexão foi percebido na decisão do prefeito de pedir abertamente a cabeça do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e do comandante da PM, Anselmo Brandão, posição de que seu marketing inicialmente discordou.

A ofensiva de Neto não foi no vazio. Ele estaria lastreado em pesquisas que indicam a segurança pública como um dos setores mais problemáticos do Estado, agravado pela crise econômica que aprofunda o caos social em todo o país.

Além disso, teria informações de que grassam insatisfações entre policiais civis e militares. Com o ataque a um ponto que considera vulnerável do governo estadual, o prefeito deu o start para um movimento que também deve ser encampado, também em discurso, pelos aliados.

E a meta é uma só: buscar enfatizar ao máximo a responsabilidade do governador Rui Costa (PT) no quesito segurança pública para desgastá-lo o quanto for possível.

A decisão de Neto de declarar uma espécie de “basta à violência” ocorre depois de um almoço que ele teve com a bancada baiana que o apóia na Câmara dos Deputados, na última terça-feira.

No encontro, todos os deputados se dispuseram a ajudar em sua campanha pelo interior. Os parlamentares querem se colocar como “repetidores”, em seus municípios, da visão de Neto com relação ao Estado.

Por este motivo, outros problemas vividos pela Bahia e cuja solução o prefeito acredita que passa pela ação do Estado também começarão a ser abordados por Neto em suas próximas aparições.

Confirmando o impacto da investida do prefeito, logo depois do discurso do democrata vários deputados da base de Rui assumiram a contra-ofensiva, atacando Neto de todas as formas.

17 de agosto de 2017, 10:13

EXCLUSIVA Solla é vaiado em Encontro das Santas Casas ao elogiar Dilma e criticar Temer

Foto: Mateus Pereira/Arquivo

Pelo visto, Solla não ajustou o discurso à platéia e se deu mal

O deputado federal Jorge Solla (PT) recebeu ontem uma sonora vaia ao fazer um discurso político no Congresso Nacional das Santas Casas, no Hotel Nacional, em Brasília. Os apupos vieram no momento em que o petista tentou enaltecer o governo da aliada Dilma Rousseff (PT) e chamou o presidente Michel Temer (PMDB) de “golpista”. Com a reação, o parlamentar foi obrigado a parar de falar, instante em que pediu respeito à platéia. Em resposta, vários dos presentes lhe deram as costas e deixaram o auditório, no qual se aglomeravam cerca de 300 médicos de todo o Brasil. O relato das vaias em Solla foi feito a este Política Livre por mais de uma pessoa. Os dois lamentaram não terem gravado o episódio com seus celulares. Ao perguntar a um importante integrante do governo baiano sobre se tomara conhecimento do fato, ele disse que não, mas soltou uma surpreendente gargalhada.

Jorge Solla responde:

“Receber vaias ao criticar o governo Temer desonra não o alvo dos apupos, mas os detratores. Felizmente, o público do Congresso Nacional das Santas Casas, formado por gestores qualificados e de grande espírito público, não se submeteu a este papelão. Apenas uma única pessoa – provavelmente a mesma que agora tenta plantar falsas notícias – gritou um “fale de saúde” quando apresentávamos dados demonstrando o caos para o setor da PEC do Teto dos Gastos. Fomos convidados para debater o impacto das reformas do governo Temer na Saúde Pública, assim fizemos. E com auditório cheio – como pode ser observado nas fotografias –, e com um rico e cordial debate com a senadora Ana Amélia sobre a crise que vive o setor. Nossa gestão na Sesab foi marcada pelo crescimento da participação das Santas Casas de Misericórdia nos serviços do SUS, é um segmento que mantemos estreita parceria em nosso mandato”.

17 de agosto de 2017, 09:27

EXCLUSIVA Chapa quente na política baiana, por Raul Monteiro

Foto: Montagem Política Livre

Clima entre Neto e Rui já começou a esquentar desde agora

Há uma inquestionável elevação da temperatura política na Bahia nos últimos dias e ela pode ter começado a esquentar mais depois do fracasso do acordo entre a articulação do governo do Estado e a do presidente Michel Temer (PMDB) pelo qual seriam liberados R$ 600 milhões para o metrô e obras em estradas baianas. E, embora a suspensão da liberação dos recursos tenha sido atribuída indiretamente pelo governador Rui Costa (PT) ao prefeito ACM Neto (DEM), o fato do primeiro ser opositor do presidente da República e o segundo, aliado do peemedebista, já mostra que não se pode responsabilizar exclusivamente o democrata pelo eventual desmantelo do entendimento.

Ocorre que dias depois da inviabilização do acordo, que sequer foi admitido pelo governo estadual, Neto foi anfitrião em Salvador do prefeito de São Paulo, João Dória, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República, e virou alvo, junto com ele, de uma ovada em plena Praça Municipal, articulada por partidos aliados do governador na Câmara, embalando também a atribuição de culpa ao petista, embora se saiba, da mesma forma, que o golpe que o governador levou com relação ao dinheiro do empréstimo do Banco do Brasil que não chegou pode, no máximo, ter servido de inspiração para o inusitado ataque de PT, PCdoB e PSOL ao prefeito.

Na escalada de responsabilizações mútuas, uma ação judicial proposta pela oposição na Câmara Municipal alegando que o prefeito obstruiu a Justiça no caso de um projeto de desafetação de terrenos municipais também acabou sendo atribuída a um suposto interesse do governador, que, no entanto, fez questão de desmentir qualquer relação com o caso. Colocando ainda mais lenha na fogueira, o prefeito foi ontem a um evento da Prefeitura no Bom Juá e fez um ataque direto à segurança pública no Estado, pedindo a cabeça do secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e do comandante da PM, coronel Anselmo Brandão.

Em consequência, não se espera que Neto seja poupado no evento que os petistas farão hoje para o ex-presidente Lula em Salvador, no qual Rui Costa será o maior anfitrião. Por essas e outras, deve ficar difícil, senão impossível, a implementação do acordo de paz que o presidente da Assembleia Legislativa, Angelo Coronel (PSD), está propondo para dar um refresco na relação entre governador e prefeito em defesa da liberação do empréstimo do Banco do Brasil. A proposta foi feita ontem por Coronel durante uma entrevista à Rádio Metrópole, em que, fiel ao seu estilo escrachado, filosofou realisticamente que, enquanto os príncipes se digladiam, o povo “se lasca”.

Coronel está bem intencionado. Com trânsito em Brasília, captou sinais no governo federal de que o dinheiro pode sair desde que Rui reconheça o papel do governo federal na liberação de recursos para o metrô e pare de, sempre que pode, criticar Temer. Quem sabe, o presidente da Assembleia constrói também um atalho pelo qual o governador não tenha que marchar ao Palácio Thomé de Souza para pedir diretamente a Neto que intermedeie a liberação do empréstimo, da mesma forma que o prefeito foi até o Palácio de Ondina, quando a petista Dilma Rousseff era presidente e governador Jaques Wagner, aliás, sem sucesso. Pelo menos era uma condição sobre a qual se falava em Brasília até a semana passada.

* Artigo originalmente publicado na Tribuna.

16 de agosto de 2017, 20:14

EXCLUSIVA Questionamento de advogado sobre custos mela cortesias em festa da OAB

Foto: Divulgação

Um dia depois de o advogado baiano Luciano Bandeira Pontes ter solicitado da OAB baiana e da Caixa de Assistência ao Advogado transparência na planilha de custos referentes à festa pela comemoração do Dia do Advogado, no próximo dia 19 de agosto, na Arena Fonte Nova, a diretoria da Ordem decidiu devolver 100 convites que havia recebido, a título de cortesia, da CAAB, alegando que cada membro da direção vai arcar com os custos de ingresso no evento.

“Informo que a Diretoria da OAB-BA agradece a gentileza da Caixa de Assistência dos Advogados – CAAB, mas pede para devolver as cortesias, pois cada membro da diretoria arcará com seus custos na referida Festa da Advocacia”, diz comunicado endereçado ao presidente da Ordem na Bahia, Luiz Viana Queiroz, pela assessora da secretaria-geral da OAB, Taysa Matos.

O questionamento fora feito por Luciano Pontes a Luiz Viana e ao presidente da CAAB, Luiz Coutinho, alegando que a classe estranhara a grandeza da festa, na qual se apresentarão atrações musicais de peso, porque há pouco tempo, segundo ele, a Ordem havia propagado os altos índices de inadimplência por parte de associados, chegando a negativar o nome de advogados que não conseguiram pagar a anuidade.

“A classe estranha a realização de um evento suntuoso, sem ao menos a apresentação de patrocinadores responsáveis por arcarem com os altos gastos que envolvem o evento, em um espaço de tamanha proporção e duas grandes atrações musicais”, disse na petição, na qual questionava ainda “o custo integral do evento, quem o bancará, se tem patrocinadores e por que não aparecem no material de divulgação do evento”

“Quem são eles (os patrocinadores)?; Qual o custo destinado ao local do evento, a Arena Fonte Nova?”, completava no documento, observando que chamou muito a atenção o fato de o estacionamento ser oferecido gratuitamente aos participantes do encontro. “Quem pagará por isso? Qual foi o acordo firmado entre a OAB-BA e a Fonte Nova para que não se cobre o estacionamento? E, por fim, qual o cachê acordado com as bandas Batifun e Alavontê e quem arcará com esses valores?”, questionava.

16 de agosto de 2017, 17:03

EXCLUSIVA Depois de agressão de agente da Transalvador, Fabrizzio começa a balançar

Foto: Reprodução TV do Servidor

Fabrizzio Muller está na corda bamba sob argumento de que não tem autoridade para controlar funcionários

Para vereadores governistas, o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, perdeu as condições de continuar no cargo depois que um agente do órgão foi gravado literalmente agredindo um cidadão com palavrões. Eles alegam que são contínuas as denúncias contra o comportamento dos servidores da Transalvador sem que Muller tome providências enérgicas, o que indicaria, na opinião deles, uma dificuldade para o exercício da autoridade por parte do dirigente. No caso da agressão recente, teria se limitado a um comunicado protocolar dizendo que apuraria o episódio e adotaria providências depois de uma sindicância, apesar do desrespeito ao cidadão ter sido flagrante. Por este motivo, acham que Muller é forte candidato à degola na próxima movimentação administrativa que o prefeito ACM Neto (DEM) fizer. Fabrizzio foi indicado para a Transalvador pelo deputado federal José Carlos Aleluia (DEM).

16 de agosto de 2017, 10:35

EXCLUSIVA Aliados de Neto acham que Rui está por trás de ação por obstrução de Justiça

Foto: Divulgação/Arquivo

Líder da oposição na Câmara e articulador da ação judicial, José Trindade é ligadíssimo a governador

Aliados do prefeito ACM Neto (DEM) atribuem à irritação do governador Rui Costa (PT) com a suspensão da liberação de um empréstimo de R$ 600 milhões do Banco do Brasil para o Estado a decisão da bancada de oposição na Câmara Municipal de entrar com um processo judicial contra o democrata sob a alegação de obstrução de Justiça. Vêem a digital de Rui no fato de a ação ter sido articulada pessoalmente pelo líder da oposição na Casa, José Trindade (PSL), vereador mais ligado ao governador na Câmara. Acreditam também que a iniciativa teria sido ainda impulsionada pelo fato de o ex-senador ACM Júnior ter atribuído ao governador a ovada de que o filho e o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), foram alvo, durante uma homenagem ao segundo, em Salvador, na semana passada.

16 de agosto de 2017, 10:09

EXCLUSIVA Governistas se divertem com disputa entre Bruno Dauster e Manoel Vitório

Foto: Montagem/Política Livre

Considerados duas “malas”, o secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, e o chefe da Casa Civil, Bruno Dauster, protagonizam um embate por poder no governo estadual que faz a diversão de políticos governistas revoltados com a dificuldade de ver a liberação pela administração dos recursos das chamadas emendas impositivas, pelo qual os deputados poderiam ver dinheiro chegando para obras nas bases nestes tempos de vacas magras. A disputa tem produzido apostas sobre quem vence a guerra a ponto de sobreviver na próxima reforma administrativa. Numa delas, um governista está apostando uma caixa de “Balla 12″ que Dauster tem armamento mais pesado contra Vitório do que o contrário.

15 de agosto de 2017, 19:14

EXCLUSIVA Zé Neto diz que ação judicial por emenda impositiva não tem valor

Foto: Reprodução

Deputado estadual Zé Neto, líder do governo na Assembleia

A bancada da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia decidiu entrar na justiça para que o Governo do Estado pague as emendas impositivas dos deputados. De acordo o deputado Leur Lomanto Júnior (PMDB), líder da bancada, o jurídico da liderança já foi acionado para produzir a peça. Para o deputado estadual Zé Neto (PT), no entanto, a oposição está “inventando a roda”. “Se forem analisar, a própria medida que aprovamos não tem a indicação de disponibilidade no orçamento, não é imperativa, e nem obriga o Estado sem o recurso e sem indicação no orçamento de cumprir como eles querem”, disse o petista em conversa com este Política Livre. O parlamentar aproveitou para falar sobre o empréstimo do Banco do Brasil ao governo do estado, no valor de R$ 600 milhões. “Eles deveriam entrar na justiça para que (o presidente Michel) Temer  (PMDB) libere o aval de R$ 600 mi do BB (para o metrô e as estradas baianas), que está publicado no Diário Oficial. Não estamos pedindo dinheiro nenhum a Temer. Ele apenas está segurando por mera perseguição. É muito mais útil para a Bahia do que ficar de picuinha”, afirmou. Ainda segundo Zé Neto, uma parte das emendas já foi liberada. “Gosto desse fogo todo, pois eles aprenderam o que é democracia. Antes não existia isso. O jogo da democracia a gente sabe como fazer”, pontuou.

14 de agosto de 2017, 18:38

EXCLUSIVA Eventos de Neto no interior embalam pré-candidatura e delineiam futura chapa

As últimas duas viagens do prefeito ACM Neto (DEM) ao interior, aos municípios de Jacobina e Vitória da Conquista, onde recebeu o título de Cidadão Conquistense, serviram para mostrar que ele, de fato, é candidato à sucessão estadual e para delinear o quadro das forças políticas que deverão acompanhá-lo nesta jornada, compondo a chapa que o democrata deverá encabeçar em 2018. É pelo menos o que pensam seus principais aliados políticos.

Aos dois eventos acorreram, além do PSDB e do PMDB, ambos em peso, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, do DEM. Tanto tucanos quanto peemedebistas dão como certa a indicação de nomes à chapa, possivelmente às duas vagas para o Senado, o primeiro provavelmente representado pelo deputado tucano Jutahy Magalhães Jr. e o segundo, ainda em fase de definição, depois de o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que acalentava o sonho de virar senador, ter ido para prisão domiciliar.

Quanto ao prefeito de Feira de Santana, teria que, primeiro, encontrar um partido novo para ingressar a fim de se credenciar à candidatura na chapa, uma vez que a participação de dois nomes do DEM nela é vista como impensável, motivo porque o democrata já vem entabulando conversas com partidos que vão do PP ao PR. Quem participou do evento de Vitória da Conquista, na semana passada, teve certeza absoluta de que a cabeça de ACM Neto, do ponto de vista eleitoral, está focada no Estado.

Por essa avaliação, não fazem parte de seus planos qualquer candidatura a vice-presidente, não importa na chapa de quem. “O evento em Vitória da Conquista foi praticamente um lançamento da candidatura de ACM Neto ao governo. E isso deverá se repetir em cada novo município que ele passar a visitar a partir de agora, levando seu nome à população e às lideranças políticas”, diz um dos articuladores políticos do prefeito.

Ele acrescenta que, mesmo na ausência da definição em seu campo político de um candidatura forte à Presidência da República, principal puxadora dos candidatos majoritários nos Estados, o prefeito sabe que precisa sair ao governo, sob pena de ver seu grupo político se dispersar ou mesmo migrar para o lado do governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição e seu maior adversário no Estado.

“Acho que Neto já compreendeu que sua candidatura (ao governo) não pertence a ele. É do grupo político que o acompanha e que se articula sob sua liderança. Portanto, não há muita margem de manobra para ele decidir, a menos o fato de que terá que ter liberdade para montar a chapa da forma que quiser e achar eleitoralmente mais viável”, diz outro político com profundas ligações com o prefeito de Salvador.

14 de agosto de 2017, 09:51

EXCLUSIVA O apavorante desencanto com a democracia, por Raul Monteiro

O mais preocupante sobre a pesquisa Ipsos divulgada ontem que constatou rejeição generalizada da sociedade brasileira à classe política é a informação, igualmente estarrecedora, sobre como o brasileiro avalia a democracia: apenas metade da população considera que trata-se do melhor sistema político para o Brasil, como se houvesse alguma alternativa a ele que não a ditadura, com a clássica suspensão dos direitos civis e políticos, em outras palavras, a implantação de um regime autoritário, em que o primeiro valor a sucumbir fosse o da liberdade, conquistada a duras penas no Brasil.

O resultado do levantamento dá também uma pista sobre porque se hipoteca apoio, entre brasileiros, tanto a uma figura como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) quanto ao regime ditatorial de Nicolás Maduro, na empobrecida Venezuela. O primeiro já homenageou publicamente o coronel Brilhante Ulstra, um dos ícones da repressão, ao passo que Maduro quer fazer uma nova Constituição que lhe dê plenos poderes, como se o de prender e trancafiar adversários e colocar a polícia e milícias contra quem quer que lhe faça oposição não fossem suficientes para seu deplorável projeto totalitário.

De fato, não dá para ter mais do que 6% da população brasileira sentindo-se representada por uma classe política ou um Congresso que aprova a destinação de R$ 3,6 bi para um Fundo Partidário com o objetivo de bancar as próximas campanhas eleitorais num dos momentos mais difíceis vividos pelo Estado brasileiro e ainda mais sob um cenário de aprofundamento da desigualdade social no país imposto pela crise econômica. Não custa lembrar que o poderoso status adquirido pelo Fundo é resultado da extinção da contribuição empresarial às campanhas, uma proposta petista vendida falsamente como a solução para a crise moral do financiamento de políticos.

Por ocasião de sua formulação, num período de extremo poder petista, não foram poucos os alertas de que redundaria exatamente no que acontece agora: no escárnio de os congressistas tentarem, a qualquer preço, transformarem o Fundo na solução de todos os seus problemas econômicos de campanha e, por que não, profissionais e de vida. As demais propostas surgidas agora a pretexto de uma reforma política também não chegam a animar ninguém de sã consciência, exatamente por causa de seu casuísmo e oportunismo desavergonhado.

Felizmente, os dados do Ipsos não são só essencialmente negativos. Mostram também, por exemplo, que, após um ciclo de acirramento da polarização política no País, há uma ânsia por iniciativas de conciliação. Nada menos do que 88% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “as pessoas deveriam se unir em torno das causas comuns e não brigar por partido A ou partido B”. Parcela similar considera que “brigar por partido A ou B faz com que as pessoas não discutam os reais problemas do Brasil”. Um sábio sinal de que campanhas divisionistas, como a do condenado Lula, enfrentarão resistência na população.

* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia

Raul Monteiro

12 de agosto de 2017, 08:58

EXCLUSIVA Nepotismo continuado em Esplanada chama a atenção do MP baiano

Foto: Reprodução InfoNews

Prefeito Franco de Aldemir entrou na mira do MP depois de ter

Depois de, logo ao ser empossado, ter nomeado o irmão, José Aldemir Bastos da Cruz, como assessor especial, o prefeito de Esplanada, Franco de Aldemir (PRB), resolveu agora nomeá-lo como seu secretário de Governo, pasta recentemente criada por ele. A iniciativa ocorre logo depois de o Ministério Público Estadual ter recomendado ao gestor a demissão dos seus parentes e os do vice, à qual se seguiram alguns desligamentos, menos o do ex-assessor especial. Ex-prefeito de Esplanada, José Aldemir foi impedido de concorrer nas últimas eleições por força da Lei da Ficha Lima. Por este motivo, lançou o irmão candidato em seu lugar, garantindo a vitória da família na última sucessão municipal na cidade. A escolha de parentes para atuar na administração pública é uma prática chamada de nepotismo, condenada pelo MP, o qual deve acionar o prefeito por causa da escolha.

11 de agosto de 2017, 12:31

EXCLUSIVA Josias decide deixar Relações Institucionais, mas depende de Rui Costa

Foto: Reprodução

Josias quer deixar Relações Institucionais, mas depende de uma decisão do governador Rui Costa

O secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, convenceu-se de que é melhor deixar a pasta, mas não o governo. Ele conversa com o governador Rui Costa (PT) sobre a possibilidade de ser mudado para uma posição em que possa, pelo menos até dezembro, mês da segunda mudança que o Palácio de Ondina deve fazer no secretariado preparando-se para a disputa de 2018, depois da prevista para agora, dedicar-se melhor à campanha de sua reeleição. Josias cansou das críticas que recebe de aliados do governo à sua atuação, apesar de, nestes anos em que está à frente da pasta, contabilizar um número significativo de apoios de prefeitos para a base de Rui, entre outros ganhos políticos para o governador. O último deles, de Poções, foi disputado pessoalmente pelo ministro Antonio Imbassahy (secretaria de Governo), mas decidiu ficar com o governo. O problema, para o governador, é só um: encontrar um substituto para as Relações Institucionais. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, que inicialmente se pensara para a RI, resiste à idéia.